CABOCO TUPINAMBÁ E CABOCA IRACEMA NO TERREIRO DE MÃE TÂNIA

Era seis horas da tarde

Quando Iracema saía a passear

Veio uma onda e levou Iracema

Levou para as ondas do mar

Rufa tambor, maracá e pena

Salve a chegada da caboca Iracema

Clique nas fotos para ampliá-las!

Foi no sábado passado, lá na rua 7, casa 216, loteamento Vitória, núcleo 16 da Cidade Nova 3, onde a Mãe Tânia da Oxum recebeu os convidados para um toque em homenagem ao caboco Tupinambá e à caboca Iracema. Antes do início, ela nos falou a respeito desse toque:

Eu sou Tânia da Oxum, faz vinte e dois anos que eu cultuo a Umbanda. Eu sou uma mistura de peruano com amazonense, cearense, mas posso dizer que sou amazonense, moro há vinte e três anos em Manaus. Hoje vai ser um toque em homenagem a seu Tupinambá e à caboca Iracema. Seu Tupinambá vem dos índios tupinambás, uma tribo conhecida, lá das bandas de Parintins. Dona Iracema é uma índia encantada, que veio da parte do Uruguai, se encantou em Fortaleza, se apaixonou por um português, teve um filho na terra. É o que eu posso falar. Tem coisas que faz parte do santo e a gente não pode falar.

O toque começou, puxado pelo Pai Rafael, pai pequeno de Mãe Tânia, e não demorou para o caboco Tupinambá baixar no terreiro para fumar seu charuto, beber sua espumosa e cantar seus pontos. Pegamos algumas palavras de Pai Rafael, quando ele saudou aos convidados:

Essa é uma homenagem a seu Tupinambá e uma comemoração de dona Iracema na cabeça da irmã Tânia. Como ele é o dono da casa, ele tem de vir primeiro. Muito axé pra todos, muita saúde. Que nossos orixás nos abençoem, a todos os nossos amigos, nossos parentes. Aqui a gente veio na paz e assim a gente vai voltar na paz.

Então o adjá passou para a mão de Pai João, e foi a vez da alegre Dona Mariana tomar conta e preencher o terreiro com sua graciosidade. Aproveitamos e, sendo do povo das águas, pedimos suas sábias palavras sobre o acontecimento do naufrágio ocorrido recentemente no Solimões:

O risco que tem de o navegador não saber caminhar, ele bate nas pedras, aí o rebujo das ondas vem e afunda os barcos, também pela lotação, morre pessoas inocentes, morre quem não é inocente. Eu acho que os governadores têm de tomar conta disso aí, porque se não tiver a Marinha junto, sempre vão afundar os barcos, porque sempre há uma tripulação maior do que o barco. Então eu deixo nas mãos dos encantados, que tomem conta, prestem conta, porque se eles não tiverem lá morre todo mundo. Se eles tiverem lá, alguns se salvam…

E então chegou Pai Válter, que, com seu vozeirão, preencheu o espaço, animando ainda mais o toque, enquanto todos os presentes cantavam, bebiam, comiam nas bênçãos dos cabocos e cabocas da Umbanda.

Eu sou caboca, filha de mamãe Oxum

Sou Iracema, que vim pra saravá

Ah!, eu vim lá de tão longe

(Ela veio lá de tão longe

Pra seus filhos abençoar)

Finalmente chegou Dona Iracema. Com a graciosidade no canto dos pontos e no volteio da dança. Gravamos no momento em que ela saldou, abençoando todos os presentes:

Boa-noite pra quem é da noite. Eu sou Iracema, dona desse cumiê. Dentro dessa terra, só tem a minha casa. Dentro do Amazonas tem só essa casa minha na cabeça de Tânia de Oxum. Eu sou da mata. Tô vestida assim porque sou uma caboca de Oxum. Seu Rafael, que tá encorporado, responde como pai pequeno da casa. Eu sou uma caboca encantada na Fortaleza. Vim encantada de outras terra. Hoje nós estamos fazendo essa pequena louvação, feita de coração, pra acolher aqueles que têm fé dentro da religião, e amanhã, quem é mãe, fica aqui meus parabéns. Espero que todos os rabos-de-saia sejam felizes como mãe. Pra mim é assim: viva a simplicidade…

Então baixaram no terreiro vários outros cabocos: o festeiro Sibamba…

O amigável e divertido Zé Raimundo, que não deixou ninguém quieto, contagiando a todos com suas tiradas e sua sabedoria.

E assim o formoso toque continuou até o sol raiar…

Eu, Iracema, quando vim da aldeia

Eu, Iracema, quando vim da aldeia

Ela traz na cinta uma cobra coral

Aê… uma cobra coral

Aê… uma cobra coral

Seu Zé Raimundo quando veio da aldeia…

Dona Jarina quando veio da aldeia…

Seu Flexeiro quando veio da aldeia…

14 Respostas para “CABOCO TUPINAMBÁ E CABOCA IRACEMA NO TERREIRO DE MÃE TÂNIA”


  1. 1 Anônimo Sexta-Feira, 23 Maio, 2008 em 10:27 pm

    eita povo burro..
    esses pontos não são de CABOCLA IRACEMA E NEM DE CABOCLO JOSÉ RAIMUNDO.. A UMBANDA , NÃO PRECISA DE QUE PESSOAS DESPREPARADAS A CONFUNDA..ESTUDEM E DEPOIS VCS TERAM ARGUMENTO PRA FAZER ISSO!

  2. 2 afinsophia Segunda-feira, 26 Maio, 2008 em 1:21 am

    Companheiro anônimo,

    este bloguinho não é um especialista que nem você, apenas registramos os rituais públicos sobre as religiões afro com o argumento de diminuição do preconceito e perseguições que sofrem. O mesmo que você acaba de cometer ao mesmo tempo com o povo e com o burro. Se havia algo de errado, é você quem sabe. Agora que tava animada e baseada na sincera crença às entidades, tava. Na próxima, compareça…

  3. 3 Redson de Oshalufan Terça-feira, 27 Maio, 2008 em 9:11 am

    Sou de Mina Jejê e conheço muitas das pessoas que estão presentas nesta tão e glamorosa festa, cada caboclo faz sua festa independente do filho ou do ponto que está sendo doutrina, leigos não conheco afundo muitos caboclos com seu zé raimundo, dona marina e tantos outros, leigos sim, são aqueles que falam sem saber ou tem medo de se identificar, meus sinceros votos a Mãe Tânia, forças e luz para seus guias e independente da nação Kolofé olurum para todos.

    Redson de oshalufan
    Terreiro de Mãe Emilia de Lissá
    cidade nova 2, manaus-am

  4. 4 Redson de Oshalufan(fiel de Vodun) Quarta-feira, 28 Maio, 2008 em 6:46 pm

    Sou de Mina Jejê e conheço muitas das pessoas que estão presentes nesta tão grande e glamorosa festa, cada caboclo faz sua festa independente do filho ou do ponto que está sendo doutrinado, leigos não, isso eles não são os conheço afundo muitos caboclos com seu zé raimundo, dona marina, minha mãe dona jarina e tantos outros., Leigos sim, são aqueles que falam sem saber ou tem medo de se identificar, meus sinceros votos a Mãe Tânia, forças e luz para seus guias e seu abaça e independente da nação Kolofé olurum para todos.

    Redson de oshalufan
    Terreiro de Mãe Emilia de Lissá
    cidade nova 2, manaus-am

  5. 5 ANÔNIMO Quarta-feira, 4 Junho, 2008 em 10:36 am

    pessam primeiro autorização dos que estavam presentes
    nesta festa, pois não podem publicvar uma coisa, no qual
    não foram autorizados a fazer…
    muitas pessoas que aí estavam presentes não queriam que suas fotos fossem publicadas…
    não querendo desfazer do trabalho de voces.Mas é a verdade, como é que eu vou colocar algo na internet pra todo o mundo ver se aqueles que estam participando não estavam sabendo de nada do que se passava???
    Pois esse é um site mundial…Se só a mãe de santo autorizou, as fotos que iam ser publicadas só eram aa delas…entendeu??????
    O trabalho de voces é bonito,querendo mostrar pra sociedade as religiões afros…Mas deve ser feito tudo programado,com autorização de todos…se um discorda ou concorda!!!!!!!

  6. 6 anÔnimo Quarta-feira, 4 Junho, 2008 em 10:55 am

    procure terreiros mais conceituados , para fazer esse trabalho,pessoas mais sabías no assunto,com mais feitura,terreiros que estão corretos e não terreiros bagunçados, que as pessoas falam coisas com coisas,
    coisas que não tem nada a ver… pontos cantados errados,história de como o caboclo foi encantado,no lugar onde foi.
    agora dizer, que caboclo Tupinambá é Parintinensse,aí
    é boatos pelo que eu saiba não.
    dentre muitas outras coisas que estão erradas…
    e que se for possivel , o dono dessa casa veja isso e corrija o errado.

    Agradecendo a todos

    Anonimo

  7. 7 afinsophia Quinta-feira, 5 Junho, 2008 em 1:38 am

    anÔnimo,
    mundialmente, não, cosmicamente, e sempre que chegamos a um terreiro ou barracão somos apresentados, falamos sobre a AFIN, sobre o trabalho político-religioso que tentamos fazer, sem qualquer fim lucrativo mercadológico, para diminuição de preconceitos e intolerâncias religiosas, principalmente no caso das religiões afro, tão autênticas às origens do povo brasileiro. Mãe Tânia nos apresentou a todos os presentes antes de incorporar, conversamos com diversos filhos e outros pais sobre nosso trabalho. Percebendo nossa sinceridade e princípios, Mãe Tânia autorizou-nos fotografar não somente ela, mas também a festa. Se alguém discorda da publicação de sua imagem, não colocamos, quando sabemos antecipadamente ou mesmo posteriormente; se houver alguma sua, anÔnimo, é só dizer qual é que retiramos com prazer. Talvez os terreiros “conceituados” que você sugere fossem passados por uma lista de sua autoria. Parece que, assim como existe uma centralização de culto de algumas denominações cristãs que renegam as religiões afro, no interior desta há certas centralizações controladoras. Percebendo isso, ficamos do lado de Mãe Tânia (e a primeira coisa que ela diz em sua entrevista é que tem 22 anos de umbanda) e outros pais e mães de santo… Afinal de contas, com toda essa sua certeza de dono da verdade universal, não haveria algo errado? Mas não escrevemos estas palavras para você, anÔnimo, mas para Mãe Tânia, por sua afetuosidade, sua simplicidade e sua sabedoria…

  8. 8 Edson de Codoense Sexta-Feira, 6 Junho, 2008 em 7:56 am

    Meus irmãos e amigos na fé.
    Chamo-me Edson, sou conhecido e chamado carinhosamente pelos meus amigos de Chocolate e pelos guias de Moço Chocola.
    Estive na Festa da Casa de minha amiga Tânia. Como sempre que me convida eu lá estou e gostaria de tomar minhas as palavras de meu querido irmão Nino lá de São Paulo, um velho sábio da missão, pois conversamos muito sobre a nossa missão e temos a seguinte conclusão sobre essa coisa de “CERTO ou ERRADO”.
    Gostaria de dizer que sou velho, que já tenho muitas experiências dentro da nossa querida Umbanda, que a conheço como a palma de minha mão, mas não posso. Pra ser totalmente sincero, tenho até medo de quem chega a cogitar tal possibilidade de si próprio. Venho acompanhando nesses últimos anos as salas de chat sobre Umbanda, algumas comunidades do Orkut, algumas listas de email de alguns terreiros e às vezes fico ainda com mais medo do que vejo. Fico com medo da prepotência, da intolerância e da ganância.
    Prepotência porque não se ouve o próximo. Lê-se o que é dito com a certeza de que está errado. Raras as vezes que se lê que diferenças existem, e que tem que ser respeitadas.
    Intolerância porque essas diferenças causam brigas e trocas de ofensas, por detalhes sem importância. Afinal, que importância real tem nomear assim ou de outro modo uma faixa vibratória? Que mal tem uma pessoa entender por “Orixá” uma lenda ou uma energia? Que mal tem se Egunitá é Orixá ou o Egum da mãe Anita? Afinal, o que deveria importar não são a caridade e o amor com que se fazem os trabalhos?
    Ganância porque vejo cada vez mais gente querendo lucrar com o “incobrável”. São cursos e mais cursos brotando em colégios, faculdades, cursos livres, casas de estudo e quais nomes mais conseguirem encontrar. Uns querem construir um órgão supremo de Umbanda, outros querem ensinar os Sete Tronos de Exú. Cada um se esquecendo que Umbanda está no coração, e não no bolso. E é de graça que se dá o que de graça se recebe.
    E cada vez mais vejo novos dogmas aparecendo por aí. Dizem que no terreiro tem que cumprimentar entidade cruzando as mãos. Dizem que tem que bater no chão. Dizem que tem que rezar, que tem que incorporar assim ou assado. Dizem que tem que rezar o Pai Nosso antes da Ave Maria. Dizem que Jesus não é da Umbanda, dizem que se defuma antes de abrir as cortinas. O que importa? Posso apostar que do lado espiritual eles não fazem a mínima questão de nada disso, desde que estejamos com nossas mentes livre e nossos corpos cheio de amor e compreensão.
    O mais bonito na Umbanda é sua diversidade, porque ela atende a diversidade espiritual que existe. Atende o analfabeto e o letrado. Atende os espíritos evoluídos, os atrasados, os endurecidos, os perdidos, os que nem sabe que são espíritos. Atende o negro e o branco, o amarelo e o vermelho. Atende o homem e a mulher e não faz diferença. Atende o humano, o animal, o vegetal, o espiritual, o mineral. Tudo depende de si próprio, pois é consigo mesmo que a Umbanda é feita. E por tal motivo, cada Umbanda é única, a minha Umbanda é diferente da Umbanda do dirigente da casa que freqüento. É diferente da Umbanda da minha noiva, da Umbanda do MacMônico, da Umbanda do Miudu, da Julia, do Edson, dos meus pais, dos meus “mentores espirituais”, mas ainda assim todas são uma única Umbanda, pois todas atendem ao princípio básico da religião: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. O resto é confete, ou melhor, adaptação.
    Assim como um pronto-socorro é diferente de uma clínica, pois tem princípios diferentes, embora os motivos sejam os mesmos, os terreiros tem suas peculiaridades, dependendo do público espiritual que o frequenta. Meu desenvolvimento foi único, em meu tempo de desenvolvimento, aprendi as lições pertinentes para a minha evolução e para a evolução dos que me cercam e, a partir daí, meus consulentes são selecionados para serem atendidos de uma forma que se afinem comigo. Não por mim nem por ninguém, simples questão de afinação energética. Os que tomam um passe comigo e gostam acabam voltando, os que não se afinam, escolhem outro médium em uma próxima ocasião.
    No desenvolvimento do MacMônico, ele aprendeu coisas pertinentes à sua evolução e, apesar de sermos da mesma época, do mesmo terreiro, aprendemos coisas diferentes. O que levaria, então, nós dois abrirmos um terreiro e levarmos as coisas de uma mesma forma? Não faria sentido. Se assim fosse, a “clientela” seria muito específica, não poderíamos levar o bem e o amor a todas as camadas da sociedade, a todas as pessoas, pois todos somos diferentes, essa é a beleza, e seria tão chato quanto ir a igreja se todos os terreiros fossem iguais, com “missários” dizendo em que momentos se deve ascender os turíbulos ou fazer o sermão, sobre o que deve-se falar e quais músicas cantar. Quando um deve entrar e outro assumir e o que deve ter aprendido até lá.
    E por que estou escrevendo tudo isso?
    Porque tenho visto uma busca incessante por apostilas de cambones, de mediunidade, de ogãs. O que o cambone faz? O que é necessário para o seu terreiro prestar a caridade. O que o Ogã faz? O que é necessário para o seu terreiro prestar a caridade. O que o médium faz? O que é necessário para o seu terreiro prestar a caridade. Como eles fazem? Isso vai de cada estado, de cada cidade, de cada cultura, vai de cada casa, de cada um, de casa situação. O estudo sempre é útil, claro, mas às vezes precisamos ter uma alta quantidade de discernimento para ver, ouvir e selecionar. Senão caímos naquela velha história de sempre: prepotência, intolerância, ganância.
    Então meus queridos irmãos. Sejamos sensatos e não apontemos o dedo nas feridas alheias, importante é que cada Umbanda é uma Umbanda, cada casa é uma casa e por ai vai, gostaria de parabenizar a Tânia aos convidados e também a AFIN pelo belo incentivo e pela divulgação dos cultos afro-brasileiros.
    Muita Paz e Amor!
    Pai Nino e Moço Chocola de Caboclo codoense.(membro da FUCABEAM)

  9. 9 fabricio Domingo, 15 Junho, 2008 em 2:16 pm

    ILE ASE BADE

    PAI WALTER DE BADE, TEM A HONRA E A SATISFAÇÃO DE CONVIDAR V. S. E EXMA FAMILIA PARA PRESTIGIAREM A FESTA EM HOMENAGEM AO CABOCLO ROXO E SEU ZE RAIMUNDO ,DE MÃE DORYS D” OXUM QUE SERÁ REALIZADA NO DIA /05/07/2008 ÁS 20:30 HS.

    ENDEREÇO: RUA BOA ESPERANÇA N/ 24 BECO FLOR DE LIZ BAIRRO ; NOVA ESPERANÇA
    FONE: (092)30880053/ 91116830

    TRAJES: BRANCO

    SUA PRESENÇA SERA INDISPENSAVEL

  10. 10 Paulo de OSAíN Quinta-feira, 19 Junho, 2008 em 3:59 pm

    Saudações,
    a todos os irmãos.E meus agradecimentos a AFIN e a todas
    as pessoas que se preocupam em mostrar a cultura africana e os seu derivados.Uma cultura que deve estar sendo mostrada a toda a sociedade,as lutas dos negros para se libertarem da escravidão e ter liberdade para por em prática seus cultos,suas crenças ,suas danças… e tudo que sentirem vontade de fazer,pois estamos numa sociedade em que os direitos são iguais para todos, a liberdadede crença é a mesma.E mostrar que os cultos afros não é o que dizem por aí,as pessoas só sabem criticar.Mas não conhece , não sabe o que está falando,não para pra aprender se é verdade.Não estamos mais no mesmo mundo de 500 anos atrás quando tudo era proibido,tudo que era inventado por um negro não valia nada,o negro não tinha direito de escolha.Eu acho que nós deveríamos acordar e ver que o mundo está
    evoluindo,coisas mudam a cada dia,a cada volta que o mundo dá.

    Enfin,agradeço a todos.
    Mais fica aquela observação.

    nós todos temos que ver as nossas atitudes e o que vamos dizer..

    as crenças,os cultos,as religiões podem variar de lugar a lugar,mais tem coisas que fogem dos padrões e há coisas que devem ser mudadas.

    pois se for continuar assim
    as coisas verdadeiras não seram as mesmas,e
    as doutrinas corretas não permenecerão e não existirão mas..
    a coisas que já foram extintas por causa disso,pelo modo que são passadas e repassadas.Devemos seguir os ensinamentos corretos e fazer o melhor..

  11. 11 Babalorixa Pai Antonio Domingo, 22 Junho, 2008 em 7:48 pm

    muita paz saude e felicidade

  12. 12 Babalorixa Pai Antonio Domingo, 22 Junho, 2008 em 7:52 pm

    muito axe deste desconhecido Babalorixa Pai Antonio de Surubim - Pernambuco Oxalá Pra Todos Aqui Deixo Meus Telefones O31-81-3634-1293 ou 81-9903-1293 ou 81-9910-1293 endereço de correspondençia Caixa Postal,14 - centro - Cep 55750-000 Surubim- Pernambco - Brasil

  13. 13 juli Quarta-feira, 2 Julho, 2008 em 1:07 pm

    passei aqui para parabenizar os trabalho feitos nesta casa,prinçipalmente saldar o maravilhoso caboclo tupinamba.bjos fica todos na fe de oxala,axé

  14. 14 Tutu Quinta-feira, 31 Julho, 2008 em 1:10 pm

    eu queria que voces colocassem essa musica ae no site pra mim depos eu volto pra mim confirmar pra ver se a musica está ai tah bom a musica e Caboclo Tupiaíra

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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