**!!!!! ESPANHA !!!!!**
!!!!!_CAMPEÃ EUROPÉIA 2008_!!!!!

E a finalíssima da Eurocopa 2008 colocou frente a frente a ordem, a disciplina e a rigidez do futebol alemão contra o talento, o toque de bola intensivo e a ação ofensiva espanhóis. Enquanto a Alemanha foi chegando, como sempre chega, sem brilho mas com um ataque medíocre e uma defesa que não comprometeu nos momentos decisivos, a Espanha foi superando, sobretudo nas quartas-de-finais, contra a Itália, a síndrome do belo futebol que não chega. E o jogo começou, mas a Espanha não entrou em campo. Visivelmente nervosos, os vermelhos não conseguiam trocar dois passes, enquanto a Alemanha, sempre no seu tradicional jogo capenga, pela esquerda, com o lateral Ovelha-Lã, chegando. Até os 15 minutos do primeiro tempo, o jogo se reduziu a ataques dos teutônicos pela ponta-esquerda, e Casillas rifando a bola para o ataque. Mais uma vez a superstição ameaçava o futebol-afeto, e o complexo de inferioridade do futebol castelhano pesava. No entanto, em uma bola roubada pelo Blaugrana Xavi, o time mostrou para os alemães que nem só de lançamentos e caneladas o futebol vive. O jogo virou, e a Espanha começou a costurar as jogadas com a competência e beleza que apresentou durante o certame. Daí não teve Alemanha que segurasse. O time vermelho começou a invadir e passear na área alemã, sem no entanto chutar, e quando o fazendo, sem conseguir furar o bloqueio do goleiro Lehmann. Até que aos 33, um lançamento de Xavi, deu a chance para que Fernando Torres ganhasse na corrida do zagueiro alemão, e tocasse na bola entre o zagueiro e o goleiro, chegando antes, desviando, e vendo a bola indo parar, faceira, no fundo do gol alemão. Daí os alemães, que vieram com a intenção de parar a Espanha mesmo que fosse no jogo de corpo e na violentação da jogada e do jogador começaram a sentir o drama. A superioridade técnica dos espanhóis era tamanha que facilmente, se tivesse mais apuro nas finalizações, teriam goleado os teutônicos. Minutos após o primeiro gol, perderam outro, e outro, sempre entrando na grande área adversária e tocando bola com a tranquilidade de quem sabe o que faz. Enquanto isso, Ballack e companhia limitada apelavam para a violência e tentavam, em vão, atacar pela esquerda, de onde Sergio Ramos inteligentemente não saiu nos primeiros 45 minutos. Na volta do intervalo, o técnico Joachim “Emo” Löw facilitou a vida dos espanhóis, e tirou o único jogador que sabe fazer alguma coisa com a bola além de dominar e passar, o lateral Ovelha-Lã. Daí foi como tomar batida de jenipapo com um violeiro talentoso do nosso lado numa noite de luar. Um deitar e rolar dos vermelhos, que só deram chance aos alemães quando voluntariamente se encolhiam e esperavam os brancos em sua meta. Quando atacavam, colocavam os pernas-de-pau da Bavária nos seus devidos lugares: futebol não é, como afirmou ironicamente o ex-atacante inglês Gary Lineker, um jogo de 11 contra 11 onde a Alemanha sempre vence, mas o baile coletivo onde o dançar envolve os movimentos intensivos do corpo na atividade lúcida e lúdica do jogar. Daí foi só esperar o tempo passar, com o técnico racista Aragonés ainda tendo a chance de dar chance pro azar, tirando el diez español, Cesc Fabregas, que teve atuação dentro da média, e colocando Xabi Alonso. Mas quem surpreendeu foi o meiocampista Cazorla, que entrou no lugar de David Silva e enxouriçou a vida dos alemães pela ponta-direita. No final de uma partida onde a Alemanha só assustou nos 15 primeiros minutos, a Espanha comemorou o título, para o rancor expresso no olhar de Ballack, a decepção na boca meio torta da premier Angela Merkel, e a alegria de Zapatero. Futebolisticamente, não há comparação: a Espanha foi realmente superior. Politicamente, tanto Merkel como Zapatero, como el rey Juan Carlos, como Blatter e o atual Platini são iguais, e ainda bem, nesse caso, não entraram em campo. A espanha, alianda técnica e raça, lutou até o final, sem tirar o pé nem pensar no bolso. Igual ao Brasil e a Argentina. Respectivamente, o de 1958 e a de 1986. Porque atualmente…
Parabéns aos campeões!
Alemanha 0 – 1 Espanha










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