No sábado (11) e segunda-feira (13) tivemos uma obrigação de três anos, do garoto Wagner de Oxóssi, e uma saída, de Junior de Oxaguiã, no terreiro de Mãe Valkíria.
WAGNER DE OXÓSSI, ALAGBÊ DE IANSÃ
Conversamos com o alegre garoto Wagner, que nos falou que desde os seis anos participa dos cultos afro no terreiro de Mãe Valkíria, que é sua avó carnal, e que aos sete anos fez sua saída como Alagbê de Iansã. Aqui ele, junto a Iansã, sendo conduzido por Pai Gilmar de Yemonjá, faz sua obrigação de três anos.
Mãe Valkíria acrescenta algumas histórias a respeito da trajetória do pequeno Wagner no Candomblé em seu terreiro:
O Wagner é alagbê de Iansã. Ele é meu neto. Foi feito pelo Pai Gilmar de Iemanjá, confirmou ele pra minha Iansã. Ele é de Oxóssi. Então Oxóssi confirmou ele pra entregar pra minha Iansã. Sábado ele pagou obrigação de três anos. Apesar de ele ter dez anos de idade, ele já faz a obrigação de três anos, porque ele foi feito bem novo, com sete anos. Graças a Deus, hoje ele é uma pessoa sadia, é uma criança meiga, uma criança boa. Em vista do que ele era nós podemos dizer que tivemos um grande sucesso com o Wagner, que só no fato de que ele vivia doente, Oxóssi acolher ele e hoje ele não ter mais os problemas que ele tinha já é uma vitória.
Ele é filho do meu filho Nato, também de Oxóssi, também ogan confirmado. No dia que o pai dele tava fazendo sete anos de santo ele foi confirmado. Hoje ele tem três anos de santo, quando o pai dele fizer quatorze anos de santo ele faz sete. Vão dar obrigação juntos mais uma vez. Dentro da minha casa Oxóssi é tudo, por isso pra mim é uma satisfação.

Wagner com Brasinha, erê de Iansã.
JUNIOR DE OXAGUIÃ, AXOGUM DE IEMANJÁ
Na continuação na segunda-feira (13), houve a saída de mais um ogan da casa de Mãe Valkíria, Junior de Oxaguiã, axogum de Iemanjá, um rapaz ativo e envolvido em diversas atividades religiosas e comunitárias.
Conversamos com Junior, que além de candomblecista, cultua outras religiões e outras práticas, faz parte de uma banda heavy metal, publica com outro parceiro um zine na zona Leste de Manaus e já tem publicada uma novela literária. Deixamos aqui esta conversa, entremeada com imagens de sua saída
Faz cinco anos que eu convivo com a religião, e faz alguns meses que eu aderi como minha religião. Mais uma religião que eu participo, não propriamente religiões, mas práticas. Eu ainda tenho ligação com o hinduísmo. Eu resolvi adentrar ao Candomblé pela paixão que eu comecei a sentir pelos orixás e a grandeza que é tudo isso. Então eu quis participar não só de fora, mas dentro da religião.
Afora isso, eu tenho um zine também que trabalha com heavy metal, no meio underground. Foi desse meio justamente que me veio a curiosidade de conhecer o Candomblé. Foi ao contrário do que geralmente o pessoal vê de fora, com preconceitos. Eu comecei a ver de outro lado. E eu vou continuar com a Umbanda, todas as minhas práticas, eu participo também de alguns rituais, como o Calendário da Paz, que é do Tizoco Maia. Uma coisa não impede a outra, o Candomblé é uma religião pagã, sem preconceitos.
Vou procurar me desenvolver, porque eu gosto muito de ser radical, no sentido de na raiz das coisas, e misturar o que eu consigo, indo buscar os panteões de antigas religiões, um pouco de cada, procurando sempre ascender. Eu procuro conhecer um pouco e ver se tem alguma coisa a ver comigo. Eu conheço um pouco de Umbanda, e conheço um pouco de Candomblé, e pretendo conhecer mais ainda agora que eu confirmei a entrada na religião.
Mãe Valkíria falou-nos também de suas espectativas quanto à saída desse novo babá de corte de sua casa, Junior de Oxaguiã, axogum de Iemanjá:
Pra mim é uma satisfação eu ter o Junior como meu ogan, de minha Iemanjá. É uma honra ter mais um ogan na minha casa. Cada filho de santo que a gente tira na casa da gente é uma satisfação. O Junior, em especial, é uma pessoa muito cativa à religião, é uma pessoa muito sábia. Eu espero que ele leve à frente, com cada vez mais gosto. Esta é uma obrigação que ele fez com muito sacrifício, que todo mundo que passa pelo roncó sabe que é muito sacrificante. E ele venceu, e por isso eu espero que, por ele ser uma pessoa muito dedicada e sendo uma pessoa meiga, como ele é, uma pessoa boa, ele entenda que a lei do santo é essa. Às vezes a gente sofre um pouco, mas depois a gente vence e é recompensado. Tudo que a gente faz pros orixás, a gente tem recompensa. Orixá não é riqueza; “eu vou fazer um santo hoje, amanhã tô rico”. Ele dá luz, dá proteção, prosperidade, abre os caminhos da gente, e a gente trabalha e vai pra frente. Só desejo pra ele muita saúde, muita paz, prosperidade, caminhos abertos pra ele e pra todos que estiverem na minha casa.
●●● MÃE VALKÍRIA DE IANSÃ ●●●
Rua Coiama, nº 20 — João Paulo II (Manaus-AM)
Telefone: (92) 9117-3545





































parabens a esta casa.
lindissimo esta obrigação. a muito estou afastada desta religião. QUE MUITO APRENDI, MAS OBALUAÊ, E IEMANJÁ OGUNTE.
TEM ME AJUDADO, ê respondido na vida de meus inimigos é imediato, tenho visto e me espanto.
ajudaram… MUITO, EU E A MEUS FILHOS, ê precisamos de muitas ajudas… PASSAMOS POR COISAS DE OUTRO MUNDO, muitas covardias planejadas, parecendo filme mas infelismente era a realidade.
E OS ORIXAS ME REVELARAM CADA QUAL, ISTO É MAIS QUE BENÇÃO Ê QUANDO VEJO CASAS FAZENDO COM SERIEDADES ESTAS OBRIGAÇÕES, ENTREGO AOS MEUS ORIXAS. emociono-me… POR MUITO TEMPO EU ME ENTRISTECI, POR TER QUE ME AFASTAR, MAS CUMPRI COM MINHAS OBRIGAÇÕES, ATÉ A MAIOR PARA EXU. ENTÃO É PORQUE OS ORIXAS SE REUNIRÃO PARA AGORA ME AJUDAR, JÁ AJUDEI E TENTO CONTINUAR A AJUDAR MEU SEMELHANTE SEMPRE HONRANDO O NOME DESTE ORIXA QUE PRESO E TRAGO NO ORY. obaluaê, ê iemanjá ogunté.
SUA BENÇÃO E PEÇO QUE SEMPRE COLOQUEM MEU NOME NO INGOROCIM. AXÉ.