“Meu delírio é experiência com coisas reais”, canta o cearense Belchior. O mais contundente interprete dos versos de Pessoa e Brecht, emergido na década de 70. O rapaz latino americano que saltou do fundo do prato da comida e da tristeza, na hora do almoço por si descobrir tão moço e passou a cuidar da vida antes que chegasse a morte ou coisa parecida. Caminhou léguas tiranas, e não se curvou a força da lei nas eqüinas por onde passava, em direção aos cabarés da Lapa onde morou. Onde aprendeu que um homem é para mulher o coração para gente dá.
Este Belchior que fala dos senhores que sentam à mesa e decidem por nós negociações, estúpidos idiotas da política, que sabe que é caminhando que se faz o caminho, que quer a vida sua namorada para brincar de amor a noite inteira. Este Belchior, cujo coração selvagem sente pressa de viver, que pretende transformação, pois não dar para ser como nossos pais, A Globo, a mais perniciosa produtora de efeitos comunicacionais resolveu lucrar em audiência em cima deste artista que sempre entendeu quais são os inimigos do Brasil que o querem como artigo de terceira que jamais será passado.
Despudoradamente, como é de sua espectral ambição capitalista, ela, levou ao ar uma insinuação de que Belchior desapareceu. Um propósito, em uma sociedade ‘paranodizada’ que seu sumiço é obra tanática da violência urbana. Uma forma sórdida de estabelecer constrangimento na família do cearense e naqueles que o têm estima. Um lance mercadológico repugnante, próprio de quem, o respeito para os outros, não tem importância algum quando se pensa em lucrar mantendo uma audiência perversa.
Uma comprovação simples para o cidadão brasileiro de que esta Rede de Comunicação Globo, não tem critério alguém quando trata do tema dignidade humana. Como se não bastasse as intrigas que perpetra cotidianamente contra o governo federal em aliança com a direita parlamentar, agora resolveu aplicar um golpe de reportagem histérica colocando em primeiro plano um cidadão-artista que se comporta e pensa diferentemente de seus objetivos capitalistas. Um artista que sabe muito por onde andava, enquanto ela sonhava. Um artista que se desesperava, enquanto ela colaborava com a ditadura.
Um cidadão que só quer que esse tipo saia de seu caminho, quer decidir a sua vida, e que sabe juntamente com John Lennon, que o tempo andou mexendo com a gente,sim.











estou passada…belchior faz parte da minha vida, suas músicas inspiraram minha adolescência e juventude, existem frases dele que me acompanham diariamente…
A Rede ” gROUBO ” continua a mesma.
Quanto devaneio !!!
Ele está passeando de avião.
Confesso que fiquei preocupado com Belchior. Uma pessoa amável como ele merece ser reconhecido, e aparecer na mídia desse jeito não combina com a grandesa da obra deste músico e poeta.
quem quer saber aonde está o homem:
http://www.elpais.com.uy
atenciosamente
John Sarcasmowski