Aê Palmeirão dos Índios
Aê Bouqueirão de Arara
Sou eu José Pilintra de Pernambuco
Boqueirão de Arara
Sou eu José Pilintra de Pernambuco
Palmeirão de Arara
Que festa animada foi a festa de seu Zé Pelintra no terreiro de Pai Carlos de Xangô, ocorrida no Novo Israel II. O simples estava cheio de filhos de Pai Carlos, de convidados de outras casas e de pessoas que simpatizam com toda a beleza e alegria das religiões afro.
E logo veio seu Exu Marabô trazendo um falo pendurado no pescoço, e trazendo para todos com ele uma mensagem de amor, fertilidade, prosperidade e sorte, como nos explicou a bela cambona Diane de Oxum (à direita na foto abaixo).
Mara, Mara, Mara, é Marabô
Exu é pequenininho
Mas Exu é do amor
Exu é pequenininho
Mas é bom trabalhador
É Marabôôô…
Eu quero que todo mundo fique acomodadinho. Façam de conta que você estão na casa de vocês. Que minha casa seja a casa de vocês, que casa de santo é a casa da prosperidade. É a casa da alegria. Que a casa bata na porta de vocês, que traga muita fartura, muito ouro. O dinheiro que não falte no bolso de vocês, nos cofres. Porque o meu está guardado, bem guardadinho. Então, sorte para todos que estão aqui! Sorte e Alegria! Que os inimigos de vocês não possam mais do que vocês! E a tristeza vai caminhar…
Chegaram então as pombogiras com seus maravilhosos cantos, suas vigorosas danças e suas gargalhadas. Como diz a entidade que se chama Exu Maria Quitéria do Cruzeiro das Almas (ao centro na foto abaixo), entidade que acompanha Pai Luiz de Iansã há 24 anos: “Exu é alegria! Exu é prosperidade! Exu é abertura de caminhos!”
Cai chuva no meu terreiro
Cai chuva no meu quintal
No meio da encruzilhada
Maria Quitéria, uma gargalhada
Quando a palmeira pendia
Quando a palmeira pendia
Um olho d’água rolava
No meio da ventania
Eu perguntei a Lúcifer
Que iluminava esse dia
Abriu as portas do inferno
Saiu Maria Padilha
No meio da festa, um acontecimento inesperado: caiu um dos tambores. Dada a importância maior dos tambores dentro de um terreiro, acompanhamos didaticamente o que se seguiu. Imediatamente seu Marabô ordenou total silêncio no terreiro, pediu uma espada (pana) branca, uma taça com água e uma vela acesa para o ritual de levantar o tambor, e firmou um cântico enquanto levantava.
Caminhou, caminhou
E a tristeza caminhou
Marabô veio girar
E a tristeza caminhou
Passou-se então à distribuição da apimentada, saborosíssima farofa de Exu. Todos fizeram fila para receber das mãos de seu Marabô a abençoada farofa e junto com ela as bênçãos dos santos.
Farofê, farofá,
Farofa amarela que Exu vai dar
Farofê, farofá,
Farofa amarela que Exu vai dar
Antes de ir seu Marabô colocou o chapéu no meio do terreiro para quem quisesse colocasse uma moeda, algum dinheiro no chapéu e fizesse o seu pedido para o Exu do Amor.
No reinado de meu pai
O ouro é moeda falsa
Quem tem, tem-tem-tem
Quem não tem
É quem quer dá
E eis que chegou o dono da festa. Uma das mais conhecidas e respeitadas entidades das religiões afro: trazido ao terreiro por Pai Lala, seu Zé Pelintra. Conversamos com o mestre da Jurema e deitamos abaixo essa conversa, entremeada com imagens e cantos da magnífica festa.
São 35 anos que eu trabalho na cabeça do seu Carlos, e hoje é um dia de alegria pra mim porque eu sou um caboco velho da Jurema, venho como mestre da Jurema. Então digo para o povo que estude o espiritismo, porque o espiritismo é como uma escola: o yaô entra para iniciar o santo e segue… Se os pais souberem o que estão fazendo, a religião vai ser sempre uma coisa muito linda. Todas as religiões são muito bonitas, e a nossa é muito bonita se levada a sério. O santo é uma coisa maravilhosa.
Eu me criei em 1974 na cabeça dele, no primeiro barracão, na Praça 14, na casa de Pena de Arara, que era casa de Mãe Francisca. Nessa casa, completou agora no dia 29 de junho passado 23 anos de casa aberta, que foi comemorado pelo santo da casa, que é Badé, que no Candomblé é chamado de Xagô. Nós somos da Mina Jejo Nagô, nós somos mineiros aqui. Badé que reina nesse terreiro. A casa aqui é de Badé com Oxum. Hoje, a gente tem uma história, um projeto onde a gente pode falar assim: “É lindo o espiritismo!”
Eu tenho muitas vitórias na cabeça de seu Carlos, com pessoas que eu já trabalhei, pessoas aleijadas, pessoas doentes que às vezes até a medicina não consegue entender, porque eu sou um doutor. Então, coisas no passado, que a medicina não conseguia dizer, não conseguia fazer, e como eu sou um espírito, nós podemos fazer um milagre através de Deus. A pessoa quando chega com fé leva toda a esperança, leva toda a alegria, e toda a tristeza vai embora. Às vezes um doente chega dentro da casa da gente doente, e a gente faz uma reza simples, mas o poder de Deus é maior.
Lá se vem do outro mundo
Com grande saber profundo
Ele vem do outro mundo
Lá vem Zé, lá vem Zé lá da Jurema
Lá vem Zé, lá vem Zé do Juremar…
E quem é Zé? Saravá, saravá…
E quem é Zé? Saravá, saravá…
A gente faz todo tipo de ebó. No caso, o ebó pro amor, quando um homem tá sem uma mulher, uma mulher sem um homem, aí a gente ajuda. Amor é uma coisa que Deus deixou no mundo, não faz mal a ninguém. A gente procura unir as pessoas, e não desunir, porque o amor traz prosperidade, porque o amor. Aqui ninguém mata, ninguém esfola, nada desse tipo de coisa, a gente só faz trabalho pra trazer o amor, pra ajudar quando a pessoa está desempregada, tá doente. A religião não é muita das coisas que muita gente fala, muita gente discrimina. Mas me disseram que formaram uma lei que é correta, que ninguém pode falar mal assim da religião de ninguém, mas ainda existem pessoas que comentam o que não deve ser comentado.
Eu digo assim: “Acima de Deus não há, abaixo de Deus não tem, acima de Deus, dos astros, nós somos mensageiros do bem.” Eu sou conhecido mundialmente. Nos quatro cantos do mundo, em toda parte do mundo nós temos uma forma de trabalho, porque a humanidade, em toda a parte, precisa da gente. O povo até vai em outras igrejas, mas sempre ele tá junto com a gente, porque, na saúde ou na tristeza, o povo procura muito a gente, pois quando ele chega dentro da nossa religião ele consegue tudo que buscava, consegue vencer muito.
Ele se chama José Pelintra
Nego do chapéu derramado
Quem mexer com Zé Pelintra
Ou tá doido ou tá danado
Ou tá doido ou tá danado
O povo tem que educar bem os sus filhos, para que ele saiba o tipo de religião que pratica. Muitas vezes o povo diz assim: “Não vai pra macumba, menino, que é coisa da parte do Diabo.” Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Se fosse, não teria tanta gente com a gente em nossa casa. O Diabo leva muita culpa, e ele está em cima das pessoas mesmo, não é a gente não. A gente não pode ser responsável pelo que as pessoas fazem. Às vezes a gente tá dentro do barracão, chega o cicrano, quer pagar, quer matar. A gente aconselha: “Não faça isso. Tenha amor no coração pelo próximo, você tem tanta coisa boa pra fazer nesse mundo.” Eu, Zé Pelintra, mestre da Jurema, gosto de trabalhar para as pessoas que necessitam do meu trabalho. Bateu na porta da nossa casa, eu só não posso é tirar da morte, porque da morte só Deus. Mas tudo nesse mundo eu já fiz, já levantei aleijado, já tirei gente do hospício, do hospital desenganado dos médicos, não somente em cima da cabeça desse bablaô, mas em cima das cabeças de muitos médiuns bons por aí.
Eu ainda chamo o seu Carlos de “meu menino”. Ele já vai fazer 50 anos, eu comecei a trabalhar na cabeça dele ele tava com 13 anos de idade. Ele sempre foi uma pessoa muito correta e gosta das coisas certas. Tudo que ele faz ele pede a mim, ou então eu faço na cabeça dele. Ele é muito dedicado ao santo. Os pais e as mães que bem souber, eduque seus filhos no caminho certo.
Seu Zé passou então para a linha de malandro, e pela alta madrugada a festa continuou no pique do tambor e do repique.
Caboco bom, caboco bom
Caboco bom é o que sabe trabalhar
Caboco bom é o que sobe no coqueiro
Tira o coco, bebe a água
E deixa o coco no lugar
Segura o coco, Margarida
Não deixa o coco cair
E assim nesse ritmo o sol raiou e a festa continuou, agora já numa roda de pagode, que começou com Adoniran Barbosa e passou por vários mestres do samba brasileiro. Enquanto a cerveja não parava de cair, o ogan Irã segurava na batida, e os convidados e até entidades presentes caíram no samba no pé até não mais parar…
Na Baixa do Sapateiro
Formou-se uma confusão
Era o malandro Zé Pelintra
Sambando de pé no chão
●●● PAI CARLOS DE XANGÔ ●●●
Rua Fábio Lucena, nº 55 — Novo Israel II (Manaus-AM)
Telefones: (92) 3636-5770 / 9161-8342 / 8119-4415


















































De fato seu carlos é um grande babalaô, eu o conheço ha muito tempo e ele como pai de santo é um exemplo pra muitos. pois muitos terreiros já não são mas os mesmo de antes.
mim ajuda ze pufavor
eu quero saber se estou gravida msm
e a mulher do cara e foda fica atras de mim
eu não sei mas o que fazer mas quero eli pra mim
mim responde msm ta resolve pra mim qui eu vou
fazer uma oferrenda pra vc pufavor seu ze mim ajuda
meu pai
GOSTEI DE VER SR. ZE PILINTRA NA FOTO, GOSTARIA DE SABER SE O SR. TRABALHA TAMBEM COM PAI SERAFIM DE ANGOLA, POIS TRATA-SE DE UM GRANDE ORIXA NO QUAL ME PROTEGE DE QUE EU TENHO 13 ANOS.
OLÁ AMIGO TUDO DE BOM PRA VOÇÊ ,MUITO AXÉ SOU SARCEDOTE,D’AQUI DO RECIFE ,FAÇO UM TRABALHO A 42 ANOS ,GOSTEI DE VER AS SUAS FOTOS .ENCRIVEL QUE PAREÇA EU TRABALHO COM SEU ZÉ PILINTRA,SOU JUREMEIRO COM MUITO AMOR E CUTÚNHO MEU ORIXÁ COM MAIS 300 FILHOS DE SANTOS ,E MEUS ADPTOS QUE ME PROCURA DIA A DIA ,ATENDENDO ACIMA DE 100 PESSOAS TODOS OS OS DIAS DE SEGUNDA A SEXTA,UM DIA QUE FOR AI VOU LHE PROCURA PRA NÓIOSD CONVERSA,E O DIA QUE VIM A RECIFE SEJA BEM VINDO,A QUALQUER PESSOA QUE VÇ/PERGUNTA NA CIDADE ELES TE ENCINA UM ABRAÇÃOOOOOOOOOO.
SIM ESQUECINHE DE DAR MEU TELEFONE PRA VÇ/ENTRA EM CONTATO COM MIGO MUITO AXÉ PRA VÇ.E TODOS QUE FAZEM ESSA CASA DE AXÉ- SOU NAGÔ EGBA E MINHA NAÇÃO…ENTRE EM CONTATO COM MIGO..
ola pai carlos,meu nome é pollyanna,eu quero desenvolver minha mediunidade,e quero participar ativamente,estou me mudando pra manaus em breve,e ja estou a procura de um lugar….espero que possa me ajudar….
laroye