Com as presenças do ministro Edson Santos, da Igualdade Racial, e o presidente da Fundação Palmares, Zulu Araujo, foi aberto ontem, dia 9, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro, o 3º Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas, que apresentará 48 obras distribuídas em várias salas do Rio, até o dia 18, e terá também atividades no cine Odeon-Petrobras, Centro Afro-Carioca de Cinema, em uma tenda armada na Lapa e no Espaço Tom Jobim.
“O nosso quilombo cinematográfico, o nosso ponto de resistência”, afirmou o curador do Encontro, ator, roteirista e cinegrafista Zózimo Bubol, sobre o evento que exibirá longas de ficção, médias e curtas metragens. Sendo 29 brasileiras, 14 africanas, 5 caribenhas, 5 norte-americanas, 1 canadense e 1 colombiana.
Falando sobre o objetivo do Encontro junto à África, Zízimo Bulbol disse: “Nossa meta é promover o diálogo entre Brasil e África e mostrar que há muitas semelhanças entre as duas culturas, mesmo depois de tanto tempo de ruptura”. Ainda comentando sobre a produção cinematográfica da África, Bubol, observou: “A produção de filmes na África é enorme, só a Nigéria faz 300 filmes por ano. Nós estamos na faixa dos trinta e quando temos mais produções, como agora, é uma festa. O governo fez a lei para mais cinemas nas cidades brasileiras, mas quero ver as obras”.
O documentário Barracão – Um Olhar Carnavalesco, que levou um ano para sua produção, do diretor Walter Xavier, 41 anos, com formação profissional em edição de som e imagem na França, é a prova da relação estreita entre as culturas brasileiras e africanas. O documentário apresenta como personagem principal o carnavalesco Wagner Gonçalves e mostra o processo de construção do desfile de uma escola de samba, começando no barracão, chegando à avenida.
“A escola é Acadêmicos de Cubango, de Niterói, que desfilou homenageando Mercedes Batista, a primeira bailarina negra do corpo de baile do Municipal, nos anos 40. É um documentário sobre uma escola de samba que vai fazer 50 anos mês que vem e que tem origem em uma comunidade negra de Niterói”, comentou Walter Xavier.











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