Estudo divulgado pela socióloga Alba Zaluar, coordenadora do Núcleo de Pesquisa da Violência da Universidade do Rio de Janeiro (Nupev-Uerj), junto com o Laboratório de Estatística Aplicada da Universidade, mostram o aumentam da força das milícias nas favelas do Rio de Janeiro. De um controle de 10% das áreas em 2005, passou para 36% em 2008. O domínio que tinham de 108 favelas em2004, em 2008 passou para 400 favelas. As milícias, como poder nas áreas carentes, abandonadas pelo Estado, expulsaram os traficantes e passaram a exercer todo domínio econômico através da ameaça, extorsão, tortura e assassinatos. Produzindo um lucro superior aos dos traficantes.
Segundo Alba Zaluar, para mudar essa terrível realidade, “é preciso unir as Forças Armadas, a Polícia Federal, polícias estaduais e municipais numa política de segurança pública capaz de enfrentar esse avanço”.
“As milícias tomaram conta da venda de gás em bujão, da gatonet (ligação clandestina de TV a Cabo) e foram se expandindo até controlar qualquer transação comercial imobiliárias nas favelas que ocupam. É um grande negócio que pode render mais que o tráfico de drogas”, analisou a socióloga.
“As guerras que temos visto, como a do Morro dos Macacos com o Morro São João são reflexos diretos dessa guerra por território entre as facções criminosas que estão perdendo espaço para as milícias. É preciso fazer alguma coisa urgentemente”, afirmou Alba Zaluar.
Falando sobre a mudança dessa realidade, Alba disse que é preciso “mudar a maneira como a polícia vê o favelado, e como eles veem a polícia. É preciso haver uma relação de segurança”.
Para ela, a conclusão mais importante é a que mostra a relação da idade em que os jovens são mortos com o nível de escolaridade da mãe. “A possibilidade de morrer entre os 15 e 30 anos está diretamente ligada ao nível de escolaridade da mãe”, analisou. A partir dessa conclusão, Alba traçou o perfil das mulheres que precisam de maior atenção do Estado como pobres, faveladas e de baixa escolaridade.










0 Respostas para “MILÍCIAS DOMINAM FAVELAS”