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Kinemasófico: “A Pequena Banda”

pequena banda

Associação Filosofia Itinerante – Afin

Kinemasófico apresenta: “A Pequena Banda”

Atores: Andrew Chandler, Hélène Dassule, Nicole Palmer, Hamish Scrimgeour, Katherine Scrimgeour, Nicolas Sireau

Diretor: Michel Deville

Duração: 85 minutos

Ano/País: 1983/ /França

Nome Original: La Petite Bande

Sinopse (resumo da história do filme): Um grupo de crianças inglesas que decidem embarcar em uma aventura sozinhas e se metem em diversas confusões. Nestes percursos percorridos as crianças acabam descobrindo um grupo de pessoas que estão tramando algo maligno e que podem por um fim a esta aventura. E somente estas crianças que estão livres de qualquer disciplina podem desafiar estes perversos.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

UMA FESTA-CRIANÇA INTEMPESTIVA

Criança-Devir 01 por você.

Clique nas imagens para vê-las de perto.

Não foi uma festa para as crianças. As crianças é que fazem a festa. As crianças é que são uma festa.

E foi assim que, numa composição entre a moçada afinada e as crianças do bairro Novo Aleixo, na encruzilhada entre as zonas Leste e Norte de Manaus, onde fica a sede da Afin, realizaram uma festança, aproveitando o chamado dia das crianças – e quando é que não é dia das crianças, já que para elas cada dia é sempre um novo dia.

Criança-Devir 02 por você.

Criança-Devir 03 por você.
Criança-Devir 04 por você.

Uma festança onde compareceram desde bebês nos braços de suas mães até aqueles que que já não se encontram propriamente na faixa etária, mas que tiveram uma infância gratificante e não esquecem em seus corpos a intensidade da criança, da vida…

Criança-Devir 07 por você.
Criança-Devir 10 por você.

Entre de risos e caretas, pantomimas e cambalhotas, as crianças desenharam, cantaram, dançaram, criando sempre um gesto, uma palavra inesperada a cada momento, manifestando a liberdade e a inteligência em movimentos incapturáveis.

Então veio o mata-broca, ou desbrocante, com muito bolo, guaraná, bombons e outras guloseimas que não só as crianças adoram. E tudo foi democraticamente repartido num banquete coletivo maravilhoso.

Criança-Devir 14 por você.
Criança-Devir 15 por você.
Criança-Devir 16 por você.
Criança-Devir 17 por você.

E o grande balão ainda estava elevado à alta noite, e as brincadeiras continuaram até não mais parar, pois quão bom é brincar para quem é criança e para quem será sempre criança no devir que passa livre para além de todas as funções, de todas a s violentações…

Criança-Devir 18 por você.
Criança-Devir 22 por você.
Criança-Devir 20 por você.

Quando eu era pequenina

Lá nas terra de cascata

Fazia chover fininho

Lá pras bandas destas mata

.

Muita água então descia

Formava um belo riacho

E meu barquinho de papel

Descia até lá embaixo

Meu barquinho de papel

Descia até lá embaixo

.

E quando eu crescere

Vou embora navegando

Até encontrar o sol

No rio da vida vagando

No rio da vida vagando

No rio da vida vagando

TEATRO MAQUÍNICO DA AFIN NO CURSO DE PSICOLOGIA DA UFAM

Diálogo 01 por você.

Nas comemorações do Dia do Psicólogo, promovida pelos estudantes de Psicologia da UFAM, entre outras expressões, expressou-se naquele território o Teatro Maquínico da AFIN. Um vetor de produção desejante de práxis de saberes e dizeres sociais constitutivos da teatralidade humana como potência/comunalidade criativa. A estética do existir ontologicamente desmitificada do conceito de beleza ascética abraçada nos“bocejos e sonhos matinais” (Belchior).

Diante de uma platéia acessível ao tema, corte Esquizo-Analítico sobre a Psicanálise, foi encenada “Dialogo Psicanalítico”. Peça maquínica produzida desejantemente pela AFIN do diálogo (?) gravado pelo ex-analisável Jean-Jacques Abrahams com seu analista depois de passar mais 14 anos sob a violenta prisão mistificada da análise interminável sustentada nos dogmas da falta, da triangulação edípica e da castração.

Diálogo 02 por você.

Como dizem os filósofos Deleuze e Guattari, um dia entra no consultório um “analisável” com seu gravador, e pronto: acaba o contrato psicanalítico. É a inclusão do terceiro, que até então encontrava-se excluído do acordo tácito da chantagem analítica, nada simbólica.

Abrahams entra no consultório e resolve gravar a conversa com o doutor. “Isto vai acabar mal”, diz o doutor, apavorado, diante do gravador. É verdade. Tudo “acaba mal”, mas para o doutor. A fraude da Psicanálise é revelada. O doutor torna-se o objeto neurótico do sujeito livre da falta simbólica que vende a psicoterapia freudiana. Uma sessão “ab-reação” (o doutor fala seus “segredinhos sujos” que durante todos os anos tentou ocultar do paciente) que revela todos os truques fraudulentos da técnica de manipular as pessoas e impedir que elas experimentem por si mesmas a vida com sua realidade nada simbólica, como diz Abrahams.

Diálogo 03 por você.

Impotente, diante do projeto existencial do ex-analisando, desfeito de sua couraça psicanalítica, o doutor quer o pai na autoridade da polícia para expulsar Abrahams do consultório. “É o papai que está chamando?”, pergunta ele. O velho inconsciente teatral, cena burguesa edípica com seus personagens, Pai-Mãe-Filho-Fálus. Representações manifestas nas relações cotidianas da vítima, transferidas no momento da análise interminável. As personagens da neurose que só o psicanalista diz ver, ouvir, analisar, compreender e curar. O blefe da cura que sustenta o capital-fetiche do preço da consulta. A libido convertida em estoque e falta, dívida nunca paga com o psicanalista. A mesma conversão do capital em estoque e falta do sistema capitalista, a mais-valia interminável sobre o trabalhador.

O FILÓSOFO SARTRE E O DIÁLOGO GRAVADO DE ABRAHAMS

Certo dia o filósofo Sartre, que era um dos editores da Revista Tempos Modernos, recebeu uma fita com a gravação de uma diálogo entre um paciente e um psicanalista. Como filósofo, escutou a gravação. Ficou impressionado com o conteúdo da gravação. Ainda mais porque escrevera em sua obra maior, “O Ser e o Nada”, um texto sobre Psicanálise Existencial. E mais ainda, porque escrevera o roteiro cinematográfico, a pedido do diretor de cinema John Huston, “Freud Além da Alma”, certo que foi filmado mas com adulteração do original. Então, como filósofo da Liberdade, resolveu publicar. Antes mostrou para seus amigos da Revista. Principalmente o psicanalista Pontalis. Depois de uma certa relutância para não publicar, ficou decidido que fosse publicado. Estamos em 1966. Bons tempos de lutas libertárias para novas transformações. Novos saberes e novos dizeres. 68 vem aí!

Diálogo 04 por você.

O texto correu o mundo, e como o Brasil faz parte do mundo, e, embora muitos não queiram, Manaus também faz parte do mundo, um torto dia (só podia ser torto) conhecemos um dos caras mais importante para o desmonte da fraude que é a Psicanálise, Jorge “Daime” Gouveia, que nos apresentou o texto em uma revista coordenada pela ativista das “loucuras”, Silveira. Aí, não deu outra: hoje faz parte do movimento do Teatro Maquínico. Este que esteve compondo com o pessoal da Psicologia da UFAM, cortes, fissuras, rasuras, dobraduras, “delírios” e disjunções Equizo-Analíticas. Esta coisa de alisamento do espaço estriado com seus buracos negros capitalísticos capturadores dos movimentos moleculares. Esta coisa de devir mulher, criança, negro, operário, homossexual, afro, loucos, artistas, oprimidos, etc, que se pretendem criativos e enunciados e ecos de suas próprias vozes. Um mundo maquínico produtor de desejos, e não de falta, a menina dos olhos da Psicanálise.

Diálogo 05 por você.

ELENCO ENUNCIATIVO

Psicanalista ……………………….. Peterson Colares

Paciente …………………………… Maurício Colares

TÉCNICA-TEATRALIZANTE

Adaptação do texto e encenação …….. Marcos José

CONTRA-REGRA …………………. Evanilson Andrade

TOQUES LÚDICOS …….. As crianças Kalian, Naianaquê

TOQUES LÚDICOS …….. Hannah, Aruã e Vitorinha

ADEREÇOS ESTÉTICOS …………….. Alci Madureira e

ADEREÇOS ESTÉTICOS …………….. Bianca Sotero

AFETOS ESQUIZO-TERAPÊUTICOS …….. Katiane Silva e

AFETOS ESQUIZO-TERAPÊUTICOS ….. … Vinicius Padila

Este vetor-teatral a AFIN oferece ao desconstrutor das verdade da psicanálise e psiquiatria, Jorge “Daime” Gouveia.

GOVERNO DO ESTADO COMEMORA O FRACASSO DA ESCOLA FUNDAMENTAL NO AMAZONAS

O secretário de educação do governo Braga, Gedeão Amorim, diante do resultado da pesquisa divulgada pelo IBGE, que mostra a liderança do Estado no número de jovens a partir de 15 anos matriculados em aulas de alfabetização, comemorou. De acordo com declarações publicadas na imprensa, Gedeão afirmou que este é o resultado do trabalho empreendido pelo governo na educação, e que a meta é chegar a 4% de analfabetos no Estado.

O conceito de analfabetismo propalado pelos governos (inclusive o federal, que começa a modificar este entendimento a partir do novo ENEM) é o de alguém que não dispõe do conhecimento aplicável ao uso de signos gráficos necessários à leitura e à escrita. Recognição, reconhecimento de letras e palavras escritas. E não vai além disso. A leitura, que envolve a decodificação dos signos gráficos do alfabeto, vai muito além: ela engloba o próprio existir e o seu compromisso com a coletividade. Uma leitura da sua própria condição no mundo, para que seja possível pensar um mundo onde tais condições não sejam mais possíveis. Neste sentido, todas as pessoas são escritoras, já dizia o companheiro Sartre. Mesmo quem não dispõe do conhecimento do uso dos signos gráficos.

Daí um governo que se vanglorie de ter o maior contingente de jovens analfabetos e que precisam se matricular em cursos de alfabetização é também um governo que se orgulha (para usar um termo caro ao governo Braga – e ao bolso dos cidadão!) de que suas escolas não estão conseguindo alfabetizar as crianças. E se o governo falha na mínima tafera de propiciar aos seus cidadãos a familiaridade com os signos gráficos, é porque está à anos-luz de proporcionar uma escola organicamente envolvida com a comunidade. E quando a escola abandona a comunidade, o aluno abandona a escola.

ALFABETIZAÇÃO AFINADA NÃO SE REDUZ AO LETRAMENTO

A AFIN, Associação Filosofia Itinerante, tem entre seus vetores intensivos o projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos como um processual intensivo de saberes e dizeres, que emanam da potência desejante dos estudantes, envolvidos nas questões da cidade. Trata-se de evidenciar com eles a leitura de mundo que já possuem e que é resultante do processual do existir, inserindo apenas o aspecto técnico da decodificação dos signos gráficos (leitura) e produção de dizeres e saberes na linguagem gráfica (escrita). Desfazendo assim a mistificação hierarquizante da moral capitalística que coloca o chamado ‘analfabeto’ (não existem analfabetos) está numa escala inferior.

A primeira turma de estudantes está concluindo a etapa da leitura e escrita, e escolheu como mote o nome da companheira Damiana, falecida em acidente automobilístico, e que era estudante, não conhecia a técnica das letras e das palavras, mas era conhecedora da leitura-mundo, sabia o que acontecia daqui até o último bastião do universo, e discutia todos os assuntos com a sabedoria que a verdadeira leitura traz. Ela sabia, por exemplo, que só interessam aos governos os números, e que com estes os governantes se contentam, esquecendo que cada número daquela estatística tem sonhos, expectativas, desejos, e precisa comer, vestir, pensar, amar. Entendimento este que não consta no otimismo da secretaria de educação quando vê evidenciada na pesquisa o fracasso do ensino fundamental no Estado do Amazonas.

Embora realize este projeto sem a ajuda de nenhuma entidade governamental ou não-governamental, e conte apenas com o apoio desejante de seus membros, a AFIN, enquanto entidade sem fins lucrativos de agenciamento de fluxos, afectos, perceptos, saberes e dizeres na inteligência coletiva, até topa uma parceria com o governo do Estado para ampliar o projeto de Educação de Jovens e Adultos. Desde que a AFIN entre com a metodologia processual, a concepção do projeto como Novo, o entendimento filosofante dos saberes, dizeres que perpassam os estudantes, e o governo entre apenas com aquilo que lhe compete: devolver os impostos pagos pelo contribuinte em ações efetivas de cidadania ativa.

PÁSCOA DO KINEMASÓFICO-CRIANÇA: MALHAÇÃO INTEMPESTIVA DO JUDAS

Malhação do Judas 01 por você.

Domingo, ao invés dos Planos Sequências Kinemasófico-Criança, o curso de cinema, e projeção de filme, as crianças realizaram uma festiva altercação sobre o sentido da Páscoa para além do já estabelecido como verdade imutável, principalmente com referência ao ato de malhar o Judas.

De acordo com cada inviduação, criada em seus percursos existenciais, as crianças alternaram idéias sobre a Sexta-Feira Santa, a Ressurreição, a Páscoa como passagem para o Novo, e Judas abstraído da concepção paulínea.

Malhação do Judas 03 por você.

Como o Judas trazia a legenda, “CORRUPTO, EU?”, elas trouxeram para o presente, em forma analógica, o ato de traição, atribuído pelos evangelistas à Judas, e que permaneceu no consciente coletivo como verdade. Neste deslocamento comentaram algumas formas de traição que, hoje, muitos realizam. Assim, encadearam a corrupção como forma de traição à democracia. Então, não deu outra: foram saltando nomes vários, principalmente de políticos locais e nacionais.

Malhação do Judas 02 por você.

Todavia, apesar da gana de querer trucidar o Judas, as crianças entenderam o elemento cultural-cristão de malhar o Judas/Boneco mais como uma manifestação festeira que propriamente uma vingança contra o apóstolo de Jesus, segundo Paulo. Entenderam que, em um cristão, a vingança é tão desprezível como qualquer traição. Além de que, não podiam transferir Judas de mais dois mil anos passados para o momento atual, para realizarem a vingança. E entenderam, também, que os propósitos de Judas eram outros, não religiosos, mas políticos.

Malhação do Judas 04 por você.

E assim, carregados pelas suas próprias vivências, tiraram fotos abraçados ao companheiro,Judas, brincaram, escutaram o Testamento de Judas, com seus bens deixados a todos presentes e ausentes, em contagiante alegria. Comeram, tomaram refrigerantes e, como a Páscoa é uma festa, e elas em seus devires, são festeiras, partiram para a malhação. Uma malhação muito difícil de ser realizada, destroçar o Judas, já que o bonequeiro, o afinado Alci Meu Bichinho Madureira, fez o boneco com roupas de tecidos grossos e costurou com linha 2. Elas penaram, parecia que era o Judas quem estava malhando-as. Penaram, mas conseguiram. E o que é que uma criança não consegue quando encontra-se livre da castração dos adultos?

Malhação do Judas 09 por você.

Vejam as foto, e lembrem dos bons e velhos tempos. Se sentirem saudade, façam festa. Como poderia afirmar o filósofo Epicuro: para filosofar e ser feliz não há idade.

Malhação do Judas 06 por você.

Malhação do Judas 05 por você.

Malhação do Judas 07 por você.

Malhação do Judas 08 por você.

Malhação do Judas 10 por você.

Malhação do Judas 13 por você.

PLANO DE CURSO DE PSICOLOGIA PRODUTIVA – EDUCAÇÃO BÁSICA

O extemporâneo, o inatual, o intempestivo. O que foge à regra cultural do bom e do útil na sociedade de consumo é da alçada das chamadas ciências psi: Psicologia, Psiquiatria, Psicanálise. Não para posicioná-los no mundo como o Novo, mas, na maioria das vezes, para neutralizar sua potência ativa, a tríade psi acaba, quando observada da perspectiva academicista, sem um olhar que desmonte sua constituição epistemológica e sua função social, se tornando um dispositivo a serviço do Estado (como o podem ser uma certa “filosofia” e/ou as ciências).

Neste sentido, a Psicologia Produtiva compõe uma linha de fuga nos saberes psi, modificando a paisagem existencial do saber, no sentido de deslocar a perspectiva. Fazer a Psicologia “dar a volta em si” (Foucault) e produzir outros entendimentos sobre o si e o mundo.

Assim, na sua relação com a Filosofia, a Psiquiatria, a Psicanálise e na produção de linhas intensivas de corte que foram produzidas nas suas diversas vertentes, este Bloguinho enuncia um plano de curso para a educação básica, que faz parte do núcleo esquizo-terapêutico da AFIN.

LINHA INTENSIVA I

ENUNCIADOS PSICOLOGIZANTES NA FILOSOFIA E O “SALTO”.

- A Falsificação do Mundo;

- O homocentrismo de Sócrates/Platão e a decadência de Atenas;

- O Cogito Binário de Descartes;

- Teorias do Conhecimento:

Idealismo

Realismo

Racionalismo

Empirismo

- A Psicologia de Willian James

- O Enunciado Cientificizante: a Psicologia vai ao laboratório.

LINHA INTENSIVA II

A “CIÊNCIA” PSICOLÓGICA

- O Homem Mensurável de Wilhelm Wundt;

- A Instrospecção;

- O Comportamentalismo;

- Funcionalismo, Associacionismo,

- Psicologia da Gestalt;

- Psicologia Genética (Piaget);

- O Cérebro-Mundo e as Neuro-Ciências;

LINHA INTENSIVA III

AS CIÊNCIAS ‘PSY’ COMO ESTRATÉGIAS DE LAMINAÇÃO

- A Estética e o Cuidado de Si;

- O Enunciado da Igreja na Idade Média e os Signos do Saber Vertical;

- O Poder Político Emana dos Corpos na Monarquia Absolutista;

- A Sociedade Disciplinar;

- A Sociedade de Controle;

- As Psicanálises e a Edipianização do Sujeito;

Apêndice: o hiperreal na sociedade das teletecnologias e a midiotização das relações;

LINHA INTENSIVA IV

LINHAS DE CORTE INTENSIVAS

- A Física de Lucrécio: turbulências, declinação, clinâmen;

- A Ética de Spinoza – Uma Psicologia das Afecções;

- Uma Psicologia em Nietzsche;

- Uma Epistemologia Bergsoniana;

- A Anti-Psiquiatria / A Reforma Psiquiátrica;

- Esquizoanálise;

Apêndice: Uma terapêutica das Afecções – esquizo-terapia e existência comunitária;

BANDINHA DO OUTRO LADO 2009

Bandinha 2009 01 por você.

Clique nas fotos para ampliá-las.

A criançada foi chegando de todas as partes de Manaus, principalmente das adjacências da sede da Associação Filosofia Itinerante, situada no bairro do Novo Aleixo, zona Leste, na periferia de Manaus, do Brasil, do Mundo; não a periferia no sentido sociológico tradicional, mas no sentido daquilo que está na borda e salta e transborda, como deve ser o desmedido carnaval dionisíaco.

Bandinha 2009 02 por você.


Bandinha 2009 10 por você.

E a moçada da AFIN, formada por filósofos, semiólogos, estudantes de ensino médio e fundamental, geógrafos, psicólogos, economistas, todos que se fazem educadores na construção coletiva na Bandinha do Outro Lado, como alternativa à comercialização des-carnavalesca que vem da Marquês da Sapucaí, passando pelos sambódromos de todos os estados. Por isso a Bandinha do Outro Lado constrói-se coletivamente a partir da criatividade na preparação instantânea das fantasias e adereços de acordo com o gosto e ludicidade de cada uma das crianças presentes.

Bandinha 2009 06 por você.

Bandinha 2009 07 por você.

Bandinha 2009 11 por você.

Pra esquentar a batida da bandinha da Bandinha do Outro Lado, o companheiro Mário Paracanã, morador da Rio Jaú e que sempre participa da bandinha, trouxe para compartilhar uma marchinha que compôs quando criança e junto a outras crianças lá pelas festejantes terras do Pará.

PASSA O PÃO

Passa o pão! Passa o pão! Passa o pão!

Foi Tabajara

Foi Tabajara na terra de Tupã.

Tem goiabada, marmelada e requeijão…

De que vale tudo isso se você não passa o pão?

Passa o pão! Passa o pão! Passa o pão!

Bandinha 2009 12 por você.

Passou-se, então, um passeio das crianças foliãs com suas máscaras, seus risos soltos, seus desfiles, trazendo toda sua alegria contagiante, todo o contentamento do existir comunitário.

Bandinha 2009 13 por você.


Bandinha 2009 15 por você.

Bandinha 2009 16 por você.

Em seguida, todos se tornaram passistas nos passos compassados e também nos descompassados no concurso de dança, onde não faltou samba no pé.

Bandinha 2009 19 por você.


Bandinha 2009 21 por você.

E aí todas as cores já haviam sido misturadas, a bandinha da Bandinha do Outro Lado segurou na batida e no gogó e os movimentos desconcertantes e imprevisíveis tomaram conta do espaço na alegria de pular o carnaval-criança que não tem início nem fim e nunca se acaba.

Bandinha 2009 22 por você.

Bandinha 2009 26 por você.


Bandinha 2009 23 por você.

E a bandinha levou várias marchinhas conhecidas e outras nem tanto e aproveitou para agitar com uma constante da peça À Procura de um Candidato, que deixamos aqui junto a outras imagens dessa festança.

Os valores necessários

Para um bom prefeito

São o trabalho, o amor e a honestidade

(Tudo o que eu tenho)

Por isso eu peço a vocês, justos eleitores

Que me elejam o prefeito da cidade

(Vibra, meu povo!

Manaus, Manaus, Manaus)

Bandinha 2009 24 por você.

Bandinha 2009 27 por você.

Bandinha 2009 29 por você.

Para acabar de vez com o caos

Da falta d’água, dos buracos,

Do transporte coletivo

E assim nascer a Princesinha Tropical

(Manaus, Manaus, Manaus

Vibra, meu povo!)

Bandinha 2009 31 por você.

Bandinha 2009 28 por você.

Bandinha 2009 30 por você.

Só para liberar toda a potência da garganta da meninada e reposição de energias corporais, porque ninguém é de ferro, houve a distribuição de uma rodada de guaraná com pão e preciosa mortadela.

Bandinha 2009 32 por você.

Bandinha 2009 42 por você.

Mas o mata-broca foi rápido, porque a garotada e também os marmanjos queriam mesmo era brincar o carnaval até não mais parar.

Bandinha 2009 34 por você.


Bandinha 2009 35 por você.

Finalmente teve, na segunda rodada, uma farta distribuição de sorvete, cortesia da fábrica de sorvetes Sempre Frio, do companheiro Nelson Rocha (Papai Noelson nas quadras natalinas).

Bandinha 2009 43 por você.

Bandinha 2009 44 por você.

Bandinha 2009 46 por você.

Bandinha 2009 45 por você.

E aí, como a carne não vai, o carnaval invenção de si não acaba nem fica pouco, como diz o povo, a garotada continuou pulando, dançando, cantando cosmicamente contagiadas pela vitalidade do carnaval.

Bandinha 2009 47 por você.

Bandinha 2009 33 por você.



CONVITE AFINADO AOS EDUCADORES DE MANAUS

Paulo Jorge, Vanildes, Raimunda Marinete, Eliane, Maria do Carmo, Roseli, Gean Nara, para todos que querem fazer um trabalho de sociologia e filosofia para além do tradicional comtiano passivo/apassivador, sugerimos dar uma olhada no PLANO DE CURSO DE SOCIOLOGIA ATIVA – EDUCAÇÃO BÁSICA e no PLANO DE CURSO DE FILOSOFIA CONSTITUTIVA – EDUCAÇÃO BÁSICA publicados neste bloguinho.

Se interessar envolver-se em proximidades produtoras de saberes produtores de dizeres e fazeres ativos, quem desejar pode participar de nossas reuniões ordinárias, na qual abriremos um espaço para discutir possibilidades para o ensino de filosofia e sociologia no ensino público.

Onde? rua Rio Jaú, nº 43 – Novo Aleixo (Manaus-Am)

Quando? sábado, a partir das 15h

Telefones: (92)3681-5427 / 8809-5152 / 9158-0230

E-meio: afinsophia@yahoo.com

Com suas presenças, com certeza teceremos nas escolas linhas de atuações sociológicas filosofantes extraordinárias…

CONVITE CARNAVALIZANTE

Bandinha do Outro Lado

Para a AFIN, Carnaval e Criança sempre estão próximos por levarem em conta o riso liberador, o brincar como construção do novo, a folia do existir comunitário. Por isso, realiza-se sempre no domingo gordo a Bandinha do Outro Lado, na qual são desenvolvidas atividades criativas de um carnaval que foge às características da falsa folia mercadológica e busca ativar saltos, gritos, cambalhotas, melodias como forma a deixar fluir todas as potencialidades dos corpos das crianças em movimentos inesperados e imprevisíveis.

E é pensando no talento destas crianças-artistas que a AFIN inclui nas atividades a serem realizadas um concurso de marchinhas de carnaval com a composição da garotada que brinca com o corpo e a inteligência…

Por isso a AFIN convida as crianças desta casa e das outras para realizar a Bandinha do Outro Lado, o Carnaval-Criança, explosão das potências do corpo e da alegria da alma, que ocorrerá

no domingo,

22 de fevereiro,

a rua Rio Jaú, n° 43 – Novo Aleixo (Manaus-Am)

às 16h (ou 4 da tarde)

até a vontade de brincar nunca se acabe…

Informações:

Telefones: (92) 3681-5427 / 8809-5152 / 9158-0230

E-meio: afinsophia@wordpress.com

BLOGUINHO INTEMPESTIVO NO FSM AMAZÔNIA 2009

A partir de hoje, este Bloguinho Intempestivo estará compondo bons encontros com a inteligência coletiva diretamente de Belém, no Pará. A equipe afinada já se encontra na terra do Calypso, de Fafá, da maniçoba, do Stress e da movimentação intensiva dos movimentos sociais. Não por acaso, Belém sedia o Fórum Social Mundial 2009: foi considerada, à época da escolha da sede, a capital mundial da amazônia, para desespero dos governantes manoniquins, que nem com Scwarzenegger conseguiram ganhar do Ver-o-Peso!

E o evento já começa com o III Fórum Mundial de Teologia da Libertação, que contará com a presença, dentre outros, de Leonardo Boff. Você confere isso e muito mais a partir de hoje aqui no Bloguinho Intempestivo.

E você que está ou vai ao fórum, procure a equipe AFINPRESS que está na cobertura, e divulgue o seu evento.

ESCOLA DE FILOSOFIA CONSTITUTIVA – CURSO

CURSO:


FILOSOFIA CONSTITUTIVA”

Quando? 22 de novembro (sábado), às 15:00h

Onde? Sede da AFIN (Rua Rio Jaú, 43 – Novo Aleixo)

Carga Horária? 60horas.

Inscrições? 3681-5427 / 9158-0230 / 8809-5152

Quanto? De grátis!

A Associação Filosofia Itinerante – AFIN – estará a partir do dia 22 de novembro movimentando em meio à Escola de Filosofia Constitutiva a imanência social, o prazer da amizade e as alternâncias de opiniões produtivas em seu emergente “Curso de Filosofia Constitutiva”.

Como conceito-movente, a Escola para a AFIN não é um corpo constituído de saberes fixos – para muitos, local onde professores transmitem significados postos pelo Estado em formas de conteúdos pragmático – com o único objetivo de tornar-se instrumentos de re-cognição de uma objetividade social, mas uma subjetividade itinerante transportadora de multiplicidades de saberes e dizeres capaz de poieticamente tecer uma cartografia de desejos, a sociedade dos amigos: a Democracia.

Como Filosofia, sai da vontade de afirmação do filósofo Nietzsche para quem “toda a atividade filosófica moderna é política e policial, reduzida pelos governos, as igrejas, as universidades, os costumes e a fraqueza dos homens a uma simples aparência de erudição…”, para ser atravessada pelos enunciados dos filósofos Deleuze/Guatarri para os quais “a filosofia é devir, não história; ela é coexistência de planos, não sucessão de sistemas”. E como devir, corta a realidade constituída por três potências, ou estilos: “o Conceito, ou novas maneiras de pensar, o percepto ou novas maneiras de ver e ouvir, o afeto ou novas maneiras de sentir”.

Constitutiva, carrega a tonalidade e a força da Vontade de Potencia, “a vida ativando o pensamento e o pensamento afirmando a vida” (Nietzsche). Afirmação e ação produtiva, ou criação distributiva em comunalidade. Ou ainda, a predominância da alegria constitutiva em processus in infinitum, que aumenta a potência de agir das individuações política/social.

DO CURSO-DEVIR E SEUS FILÓSOFOS

O Curso, que tecerá seus movimentos engendrados com filósofos como Demócrito, Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Hobbes, Maquiavel, Nietzsche, Marx, Bergson, Sartre, Foucault, Deleuze, Guattari, Toni Negri, Michael Hardt, Bárbara Cassin, Baudrillard, Clement Rosset, entre outros, e mais escritores, poetas, cinegrafistas, teatrólogos, não-filósofos, etc, terá seu encontro na sede da AFIN, bairro Novo Aleixo, Rua Rio Jaú, 43. Como o capitalismo afirma que “tudo que é dado de graça não presta”, e como esse curso corre fora, aí sua natureza e graus esquizos, as inscrições e participações serão gratuitas. Com direito a água, café, cigarro – a vítima leva – e às vezes pão ou bolacha.

As inscrições podem ser realizadas pelo emeio da AFIN, ou pelos telefones 3681-5427, 9158-0230, 8809-5152. É só ligar e mandar: “Olha aí, moçada, é daí que uma tal de AFIN tá afim de afinar um lance filosófico/constitutivo?” Fácil, não?

NECROSAUDADE, QUERIDA!

Eu, hoje, acordei com uma saudade

Daqueles para além do cemitério

Que faz o coração pular e gritar dentro peito

Que nem água com açúcar

Consegue dá um jeito.


Não quis brigar e deixei que a saudade

Fizesse comigo gato e sapato

Me vi pela infância brincando com os companheiros

E a nossa professora

Ameaçando os bagunceiros.


Pelada, papagaio, boi-bumbá no São João,

Trapaça na bolinha, pé furado com pião

A primeira punheta

E o medo da castração.


Manga, buriti, abricó, abiorana,

A chuva, já vem vindo! Olha a roupa, Dona Ana!”


As vezes até gosto que a saudade

Me leve por aí, pra dar rolê

Beijar bocas passadas, e tramar revoluções,

Latino heroísmo cheio de desilusões.


Agora, compreendi porque a saudade

Justo, hoje, veio me amar

Contar os meus acertos,

E, também, os meus pecados

Querida, é que hoje, hoje, é Dia dos Finados!

PRÉ-GRITO D@S EXCLUÍD@S DA ZONA NORTE: UMA FESTA DA DEMOCRACIA

Foi na Cidade Nova, bola do núcleo 08, no dia 04 passado, que o pessoal do setor 09 do Grito d@s Excluíd@s fez o seu pré-festejo, preparação para o grito manoniquim, que será amanhã.

Numa concentração festiva, os animadores iam colocando as pautas, chamando os nomes dos amigos de luta, aliados na exclusão do sistema capitalista, que, embora não estejam mais entre os chamados vivos, vivos estão, muito mais que muitos que andam por aí, pela produções intempestivas e pelo rastro intensivo de ação afirmativa que deixaram.

Após a bela abertura, todos de mãos dadas, foram convidados a se aproximar, para ouvir um relato da situação dos povos nativos, que disputam com o capital financeiro internacional, através dos arrozeiros e do governo estadual de Roraima, as terras da Raposa Serra do Sol. Diretamente do local do confronto, o companheiro Francisco Loedens, do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) falou a este Bloguinho e a todos os presentes sobre a luta que desempenham junto às etnias que vivem na terra.

Francisco Loedens - CIMI

Francisco Loedens - CIMI

O CIMI está envolvido no apoio à luta dos povos indígenas, pela garantia do direito territorial dos povos da Raposa Terra do Sol, e tem acompanhado esta luta desde há 30 anos que estes povos Macuxi, Wapichana, Taurepang, Ingarikó e Patamona estão tentando retomar a terra que lhes foi tomada pelos fazendeiros. É uma luta de muito tempo, e marcada pela violência contra estes povos, muitas lideranças indígenas foram assassinadas durante este tempo, tiveram casas queimadas, roças destruídas, que é a sua forma tradicional de economia, mas eles persistiram na luta e quando achavam que finalmente tinham conquistado esta terra, com a demarcação feita pelo governo federal, inclusive com a terra sendo homologada, registrada em cartório, no patrimônio da União, os setores vinculados ao agronegócio, com seus aliados no governo do Estado de Roraima moveram uma ação no STF que colocou em xeque este direito conquistado. E essa foi a ação popular que começou a ser julgada agora e ela tem uma importância muito grande porque na eventualidade do Supremo julgar contra os índios de Roraima, ele vulnerabiliza o direito federal dos índios no país inteiro. Então, tanto os povos indígenas de Roraima quanto os de todo o país, os setores populares, têm se juntado a esta luta dada a sua importância histórica neste momento, para o futuro destes 235 povos existentes no país.

O CIMI está presente em diferentes povos indígenas do país inteiro, e também aqui na Amazônia, e sobretudo desenvolve atividades que favoreçam o protagonismo indígena, a consolidação dos direitos e neste sentido tem trabalhado muito a questão da formação, especialmente a formação política para que os povos indígenas possam ter elementos para inclusive de forma crítica se relacionarem com a sociedade brasileira e afirmarem o seu direito neste contexto. Então o trabalho do CIMI tem focado muito esta questão de poder estar levando informações, se valendo inclusive às vezes do papel de tradutor cultural junto a estes povos para que eles possam se situar no contexto da realidade brasileira, e desta forma reverter esta situação de exclusão histórica a que eles foram submetidos”.

Em seguida à fala do companheiro Francisco Loedens, a moçada da AFIN fez uma apresentação de alguns quadros do vetor do Teatro Maquínico “À Procura de Um Candidato”.

Após a festa democrática, os participantes efetivaram uma caminhada pela Avenida Noel Nutels, que terminou próximo à paróquia de São Pedro, na Cidade Nova I.

E NÃO SE EXCLUA…

14o GRITO D@S EXCLUÍD@S

MANAUS

07 DE SETEMBRO DE 2008

A PARTIR DAS 08:00H

MANAUS MODERNA

(EM FRENTE À IGREJA DOS REMÉDIOS)

TEATRO MAQUÍNICO NO DIA DO PSICÓLOGO: AFIN E A MOÇADA DA PSICOLOGIA DO MARTHA FALCÃO

A AFIN – Associação Filosofia Itinerante, em aliança com o educador-filosofante Júlio Carregari, do curso de Psicologia da Faculdade Martha Falcão, promoveram apresentação do vetor do Teatro Maquínico “Diálogo Psicanalítico” na noite desta quinta-feira, 28, em comemoração ao dia do psicólogo.

O Teatro Maquínico da AFIN é um vetor teatralizante que engendra discussões sobre assuntos necessários à construção de comunalidades, convidando a platéia-participante à produção intensiva de saberes e dizeres que enfraqueçam o enunciado redutor-imobilizador das relações concretas.

Trazendo a temática da fossilização da psicanálise como instrumento normatizador-normatizado da semiótica capitalística, que serve menos a uma produção de signos que engendre novos modos de existência mais autônomos do que à redundante repetição dos clichês da sexualidade capturada pela ordem do capital e à triangulação edípica que reduz os problemas ao ‘Papai’ e ignora tudo o mais, a AFIN teatralizou o texto publicado na revista Les Temps Modernes, do filosofante Jean-Paul Sartre. Trata-se de uma transcrição de uma sessão analítica de Jean Jacques Abrahams com seu psicanalista, o Sr. X, e que foi adaptada para o teatro e montada pela AFIN.

Na composição filosofante que aumenta as potências de agir, as cinco turmas do curso de Psicologia da FMF animaram um papo com os afinantes Maurício Colares (Paciente), Peterson Colares (Psicanalista), Marcos José (Encenação/Teatralização), Evanilson Andrade (Contra-Regra), Katiane Silva (Psicóloga) e Aruã (Devir-Criança).

Após o papo intensivo, farta distribuição de revistas, mata-broca, alegria, composições afetivas, sem triangulação nem territorialização dos signos-clichês do edipianismo academicista. Só pintou a alegria intensiva dos fluxos democráticos-desejantes de construção de saberes e dizeres do companheiro Júlio, dos afinados e da turma da Psicologia do Martha Falcão.

O vetor do Teatro Maquínico, “Diálogo Psicanalítico”, é apresentando quando e onde os fluxos desejantes possibilitarem a produção intensiva de saberes e dizeres. Os convites podem ser feitos através dos contatos que você encontra na seção “Sobre a AFIN”, no cabeçalho deste Bloguinho. As apresentações são gratuitas.

OS SIGNOS E A MULHER: ANIMAÇÃO AFINANTE NAS ESCOLAS FRANCISCO ALBUQUERQUE E RODOLPHO VALLE

Nesta segunda-feira, a AFIN esteve nas escolas Francisco Albuquerque (Centro) e Rodolpho Valle (Redenção), para animar um papo com os estudantes a respeito da linha-intensiva Mulher e os signos-clichês que povoam a sociedade de controle.

Na escola Francisco Albuquerque, a moçada dos terceiros anos se juntou e organizou ativamente o encontro, mostrando que organização e atitude não faltam aos estudantes manoniquins. O que falta é que os gestores – como o fez a companheira Verônica, do Chico Albuquerque – deixem espaço para que os estudantes, autonomamente, possam produzir a escola que lhes interesse do ponto de vista da produção devir-educação.

O papo rolou em torno dos clichês que são produzidos socialmente, e que já estão no mundo no momento em que pintamos. Na maior parte das vezes, as pessoas não encontram nos seus acasos possibilidades de suspeitar e questionar estes clichês, que acabam por se adesivar ao corpo social. Homens e mulheres, independente da orientação erótica (homo/hétero/bi/multi), não como identidade-imóvel e paralisante que produz somente o consumidor e a ignorância, mas como devires produtores de outras percepções e afetos.

As estudantes Kelly Vanessa e Talitha deram também seu toque:

“O que falta pra ela [a mulher] é oportunidade. As poucas que estão no mercado de trabalho estão sabendo valorizar esta conquista. Mostram que tem atitude, muitas vezes mais atitude do que os homens, desempenham bem tudo aquilo que elas se propõem a fazer, e eu acho que falta é mais oportunidade para que a gente possa mostrar nosso valor”. (Kelly, 18 anos, 3º Ano).

“A questão da mulher já mudou bastante de um tempo pra cá, mas ela ainda é muito humilhada, e a gente tem que continuar conquistando nosso espaço cada vez mais. Existe uma certa abertura na sociedade, mas ela continua bastante machista, e se a gente não tiver uma atitude política, de ir pra rua mesmo, a gente não vai conseguir sair do lugar, e aí o Brasil também não anda”. (Talitha, 3º Ano).

Os estudantes apresentaram uma peça teatral que mostrou as diferenças culturais entre os homens e as mulheres, destacando as conquistas delas. A atividade teve participação de todos os 3os anos, mas o objetivo é que os estudantes continuem organizando atividades educativas, a partir deles mesmos, envolvendo todas as turmas.

No Rodolpho Valle, todas as turmas do período noturno foram convidadas para participar do bate-papo, que contou com diversos convidados, além da participação dos próprios alunos. A maior parte dos estudantes trabalha durante o dia, mas a jornada não diminui a alegria e a disposição para compor a rede afetiva do Existir, e aumentar a potência educação.

As companheiras Francisca Valente e Jacira Pascoal falaram sobre o tema:

“A participação da mulher na sociedade ainda é muito pouca, principalmente, por exemplo, no futebol. A gente, aqui no bairro, tá tentando fazer junto outros torneios, porque é muito raro ter. E em outras áreas, como a política e o trabalho, existe ainda muita discriminação, nos postos de trabalho em que homem e mulher podem ocupar, a maioria é de homens, e que ganham mais. Por isso é que o mundo tá desse jeito! (risos)”. (Francisca Valente, 7ª Série).

“As pessoas hoje em dia ainda não respeitam as mulheres, ainda há muita discriminação. Em algumas partes tem, em outras, não. É muito difícil encontrar pessoas que digam que as mulheres têm condições de fazer as coisas em igualdade com o homem. Então as mulheres têm que lutar, vencer, e acreditar, porque se você não acredita no que você faz, não adianta”. (Jacira Pascoal, 7ª Série)

PLANO DE CURSO DE FILOSOFIA CONSTITUTIVA – EDUCAÇÃO BÁSICA

As enunciações deste plano linhas-poiéticas filosóficas, não carregam conteúdos programáticos como técnicas e estratégias dos planos de organização e desenvolvimento dos discursos determinados como modelos de conhecimento padrão, mas potências constitutivas, elementos quânticos mutantes e fluxos desterritorializantes. Prática educacional afetiva/cognitiva. Processual filosófico que embora transite pelos sistemas e doutrinas filosóficas da história da filosofia como filosofia grega, Medieval, moderna e contemporânea, se fundamenta precipuamente como uma prática ontológica-poiética construtora de novas formas de existências. Em síntese, trata-se de um plano de produção e não de representação (conceitos filosóficos históricos) e interpretação (raciocínio interpretativo destes mesmos conceitos): pôr o já posto. A ilusão filosofrástica da confirmação do modelo imagem do conhecimento, o espírito dos cursos tradicionais de filosofia onde a memória, como suporte do saber imóvel, é a faculdade privilegiada.

Lembramos que este plano linhas-poiéticas, transporta rastros da Escola de Filosofia Constitutiva (para alguns, Escola Livre de Filosofia) que a AFIN inicia este ano gratuitamente.

Dúvidas e discussões sobre o plano podem ser colocadas nos comentários, que serão respondidas.

“Pensar é experimentar, não interpretar, mas experimentar, e a experimentação é sempre o atual, o nascente, o novo, o que está em vias de se fazer. A história não é experimentação; é apenas o conjunto das condições quase negativas que possibilitam a experimentação de algo que escapa à história. Sem a história, aexperimentação permaneceria indeterminada, incondicionada, mas a experimentação não é histórica, é filosófica”.

Gilles Deleuze

I – UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS FILOSÓFICA

- Porque a filosofia não é amor a sabedoria e nem a ciência das causas primeira e dos últimos fins.

- A filosofia não tem origem.

- A cartografia itinerante da filosofia: Devir.

- O nomadismo filosófico apanhado pelos gregos.

- O agenciamento maquínico filosófico: território, estado de coisa, enunciação e desterritorialização.

- A filosofia e o Estado grego: a imobilização do pensamento como revelação do novo.

- O pensamento grego como enunciação de comando: Sócrates,Platão e Aristóteles.

- O desdobramento histórico da enunciação de comando dos gregos: Thomas de Aquino, Agostinho, Rousseau, Descartes, Kant e Hegel.

- Filosofia e Linguagem: Semiótica Arborecente e Semiótica Rizomática.

- Linguagem e Conhecimento.

II – UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS POLÍTICA

- A Potência.

- A Polis potência política grega: imanência, amizade e opinião.

- A cidade plano de imanência política: território social da visibilidade prática.

- Construção da enunciação coletiva.

- Spinoza e a Substância: O que é em si e por si mesmo concebido.

- Spinoza e o Conatus: o esforço para aumentar a potência de agir – afetos alegres.

- Spinoza e a paixão constituinte da multitudo.

- Maquiavel e a Virtù.

- Nietzsche e a Vontade de Poder.

- O Niilismo contra a Vida.

- A Potência democracia constitutiva.

- A produção comunalidade do Direito Civil.

- O Estado burguês.

- O Estado Absoluto de Hegel.

- A democracia representativa.

- A Potência democrática e o socialismo.

- A democracia representativa e o capitalismo.

- A produção da consciência social.

- O trabalho.

- A força de trabalho poiético e o trabalho alienado.

- A Potência e o Neoliberalismo.

- Ciência e Economia de Mercado.

- Tecnologia Virtual e pós-modernidade.

III- UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS ÉTICA

- Ética como modos de ser.

- A Ética grega.

- A Moral socrática.

- O homem animal racional de Aristóteles e a Moral dos atos úteis e dos fins transcendentes.

- A Moral teológica-metafísica do Cristianismo de São Paulo.

- As diferenças entre a Ética e a Moral.

- Ética de Epicuro.

- A Ética de Lucrécio.

- Spinoza, a Ética como a arte de compor bons encontros.

- As Afecções.

- Os Afetos alegres e os afetos tristes.

- O aumento e a diminuição da potência de agir.

- Nietzsche, e a moral niilista: o ressentimento, a má consciência e o ideal ascético.

- A Ética socialista.

- A Moral capitalista.

IV – UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS ESTÉTICA

- Estética social: sensibilidade das experiências possíveis.

- Os territórios urbanos: espaços construídos.

- Corpos materiais e imateriais interpeladores: arquitetura, estilo, funcionalidade, história.

- A cidade subjetividade produtora de afetos alegres e tristes.

- A Opinião Pública produtora de novas formas de saberes e dizeres.

- A administração pública como subjetividade transdisciplinar.

- A poiesis comunalidade e a impossibilidade da administração tirânica.

- A inteligência coletiva.

- As cartografias de desejos do Hiper-Corpo-Virtual.

- A Ecosofia.

- As artes: manifestações na superfície da experiência real.

- Alienação dos sentidos e da cognição.

- A “arte” mercadoria da sociedade de consumo.

- A estética da linguagem virtual.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

O Que é a Filosofia – Gilles Deleuze e Félix Guattari.

Mil Platôs- volumes I, II e IV – ________________

Diferença e Repetição – Gilles Deleuze.

Bergsonismo – ___________________________

Ensaios Sofísticos – Barbara Cassin

Espinosa – Filosofia Prática – _________________

Cinema I – A Imagem-Movimento – _____________

Cinema II – A Imagem-Tempo – _______________

O Inconsciente Maquínico- Ensaios de Esquizo-Análise – Félix Guattari.

Caosmose – __________________________________________

As Três Ecologias – _____________________________________

A Condição Humana – Hannah Arendt

Antologia de Textos – Epicuro.

O Epicurismo – Jean Brun.

Da Natureza – Tito Lucrécio Caro.

A Filosofia da Época Trágica dos Gregos – Nietzsche.

A Origem da Tragédia – ______________________

O Anticristo – _____________________________

A Gaia Ciência – ____________________________

Aurora – __________________________________

Genealogia da Moral – _______________________

Considerações Intempestivas – ________________

O Nascimento da Física no Texto de Lucrécio – Michel Serres.

A Anti Natureza- Elementos para uma Filosofia Trágica – Clément Rosset.

Tratado da Correção do Intelecto – Spinoza.

Ética – _____________________________

Tratado Teológico-Político – ____________

Tratado Político – ____________________

Leviatã o Ou Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil – Hobbes.

O Príncipe – Maquiavel.

Contribuição À Crítica da Economia Política – Karl Marx.

Manuscritos Econômico-Filosóficos – _______________

Matéria a Memória – Ensaio sobre a Relação do Corpo com o Espírito – Bergson.

Duração e Simultaneidade – ____________________________________

O Pensamento e o Movente-____________________________________

Anomalia Selvagem – Poder e Potência em Spinoza – Antonio Negri.

O Poder Constituinte – Ensaio sobre as Alternativas Modernas – ____

Trabalho Imaterial – Antonio Negri e Maurizio Lazzarato.

O que Vemos, O que nos Olha – Georges Didi-Huberman.

As Tecnologias da Inteligência – Pierre Lévy.

O que é o Virtual – ____________________

A Conexão Planetária – ________________

O Espaço Crítico – Paul Virilio.

Guerra e Cinema – __________

A Máquina de Visão – __________

O Teatro e Seu Duplo – Antonin Artaud.

O Teatro Político – Piscator.

O Teatro Dialético – Brecht.

COLUNA VERTEBRAL ‘extraordinária’

Na folia da Bandinha do Outro Lado

Vem, vem brincar

Traz a tua animação

Pois é dia de alegria

Do corpo e da razão

No embalo da marchinha, hoje não tem TDPM – Transtorno Disfórico Pré-menstrual que me segure. Olha só como tô. Precisava ver quando a criançada chegou trazendo o riso e a alegria dos movimentos desconsertantes, liberando todas as potências do corpo e da alma na ludicidade de brincar o carnaval, ativando a Bandinha do Outro Lado, realização das crianças afinadas de Manaus e de todo canto do mundo numa carnavalização cósmica.

E que maravilha a bandinha da Bandinha do Outro Lado, improvisada por comunitários e contando com a participação das crianças, até parecia uma fanfarra ensaiada. As dissonâncias também fazem parte, e as marchinhas na ponta da língua, saltando no preenchimento do espaço-tempo, embalaram os passos e coreografias inventadas no espírito carnavalesco.

Entre as diversas atividades, houve o concurso da fabricação de fantasias com os olhos vendados, no qual na tateação dos objetos dispostos na mesa a criançada colocou no corpo a fantasia de tornar-se outro no espelho na liberdade e na folia devir-criança-carnaval.



Após, a mesa foi liberada para a meninada tomar de conta e se fantasiar com as tintas, roupas, brilhos, fitas, paetês, etc, com toda a inventividade na criação de personagens que tomaram conta do salão que explodiu fogo festejante de pular e sambar e brincar…


E houve ainda a escolha da Rainha da Bandinha e do Rei Mominho. Fugindo da estigmatização modelizante, a escolha foi feita democraticamente pelas crianças, que elegeram Rafaela e Poliana, pela graça e expressividade no gingado momesco.




Finalmente, depois de todo esse samba do dedão ao calcanhar, passando pela moleira da molecada, chegou a hora do mata-broca, com o auxílio da Panificadora Jander, que doou os pães, e depois aquele sorvete, contribuição da fábrica Sempre Frio, do Nelson Rocha, que sempre participa das atividades afinadas.

E assim, aquém e além da quarta-feira de cinzas, prossegue o carnaval contagiando corpo e alma de todos que deixam passar o desbloqueamento da alegria da folia afinada na comunalidade da Bandinha do Outro Lado.

Carnaval tão animado

Ninguém vai ficar parado

Com o toque da

Bandinha do Outro Lado

Hoje não cansei do rock

Mas quero mesmo é essa folia

E que o riso, o pulo, o canto,

O gesto livre desentoque…

Beijos e Abraços Carnavalizantes Vertebrais!

“Bandinha do Outro Lado”

Não se sabe exatamente quando começou o Carnaval. Sabe-se que ele teve origem em uma festa que os filhos da Ática, região da Grécia Antiga, faziam na época da colheita como oferenda ao deus grego Dionísio, o Desmedido. No Brasil, o carnaval advém do “Entrudo”, festa de meados do séc. XIX na qual os negros, mulatos e brancos pobres brincavam de uma forma considerada descabida para a aristocracia da época, mas que era uma manifestação da liberdade-entendimento-criação do povo. Por isso a elite sempre buscou, através dos “cordões de isolamento” uma forma de controlar o Carnaval; exemplo disso são a fabricação de sambódromos e bandas e blocos oficiais querendo-se irreverentes, mas sem criatividade, sempre acabando na 4ª feira de cinzas. O verdadeiro Carnaval, enquanto invenção de si não se controla nem se acaba. Para a Associação Filosofia Itinerante Carnaval e Criança sempre estão próximos, por levarem em conta o riso liberador, o brincar como construção do novo, a folia do existir comunitário.

Por isso a AFIN convida a criançada para a realização da

Bandinha do Outro Lado,

o Carnaval-Criança, explosão das potências do corpo e da alegria da alma, que ocorrerá

neste domingo,

03 de fevereiro,

a rua Rio Jaú, n° 43,

Novo AleixoManaus

às 16h (ou 4 da tarde)

até a vontade de brincar nunca se acabe…


Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

Contatos para Apresentações:

(92) 3681-5427

(92) 8809-5152

__________________________

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

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