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Embora tenhamos mudado o .com para .org, a linha editorial continua a mesma: os enunciados que vocês se identificam, porque produzem novas forma de sentir, ver, ouvir e pensar, tão imprescindíveis para a transformação contínua do mundo como democracia constituinte.

Em síntese: Este Afinsophia.com não estará mais sendo ativado!

 

                                            Abraços Afinsophiados!

 

 

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RBA: PROFESSORES ENTRAM EM ESTADO DE GREVE CONTRA REFORMA DE BOLSONARO E POR REAJUSTE

DIA DE LUTAS
Em assembleia no centro de São Paulo, professores e professoras anunciaram a deflagração de uma greve para o dia 26. Eles lutam contra a reforma da Previdência, além de exigir reajuste de 14,54%
por Gabriel Valery, da RBA publicado 22/03/2019.
CUT BRASIL

apeoesp na paulista.jpg

Além de rechaçar o projeto de Bolsonaro, professores exigem um reajuste salarial de 14,54% para a categoria

São Paulo – Professores e professoras da rede estadual de ensino aprovaram hoje (22), em assembleia, a entrada em estado de greve contra o projeto de “reforma” da Previdência do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que dificulta o acesso à aposentadoria. A paralisação será definida em 26 de abril, após encontros regionais promovidos pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). A decisão foi tomada em ato neste Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, que lotou a Praça da República, no centro da capital. 

Logo no início da tarde, centenas de professores já ocupavam a Praça da República, região central da capital. Os trabalhadores não compareceram em seus postos de trabalho. Além de rechaçar o projeto de Bolsonaro, eles exigem um reajuste salarial de 14,54% para a categoria. Já por volta das 16h, a organização anunciou o número de 15 mil servidores que tomavam as ruas do entorno da praça.

A Apeoesp, que pretende unificar o movimento com outras categorias, anunciou ainda construir com a CUT uma greve geral nacional dos trabalhadores de educação.

Outro ponto abordado pelos professores foi o lançamento da campanha “Livros Sim, Armas Não”, contra a política armamentista de Bolsonaro, que tenta facilitar o acesso dos cidadãos às armas de fogo. “Não queremos a militarização das escolas, queremos mais funcionários, queremos equipes multidisciplinares e mais professores”, disse a presidente da Apeoesp Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel.

Reforma chilena

Bebel convidou um professor chileno para participar do ato. Bolsonaro está no país latino e, ele diz se espelhar na Previdência do país, que é privada e capitalizada. Raul Dervia explicou que “essa reforma que querem passar no Brasil foi imposta no Chile há 40 anos pela ditadura de Pinochet. No Chile não existe seguridade social, existe capitalização individual. Não devem permitir que aprovem essa reforma aqui. Os salários dos aposentados no Chile não os permite viver. É um quarto de um salário mínimo, em média. Ninguém vive assim”, disse.

“Esta reforma ataca frontalmente a classe trabalhadora. Ela pega especialmente as mulheres. Teremos de contribuir 40 anos, isso é a morte de todo o trabalhador. Precisamos de um plano econômico, de emprego. Precisamos da valorização do salário mínimo. Não precisamos de reforma da Previdência. Por isso, vamos barrar a reforma do Bolsonaro. Ele quer fazer bonito para os banqueiros e empresários, mas no nosso lombo”, completou Bebel, que também é deputada estadual pelo PT.

Com o fim da assembleia, os trabalhadores seguiram em passeata até a Avenida Paulista, onde é realizado um grande ato unificado contra a reforma. “Estamos lutando contra a reforma da Previdência e contra a falta de reajuste. Lutamos pelas condições de trabalho, por mais segurança nas escolas. Por isso estamos fazendo essa assembleia para, de forma unificada, gritar contra a reforma junto da classe trabalhadora e das demais centrais sindicais”, disse Bebel.

registrado em:    

BLOG DO CINEMA: QUAL CINEMA ARGENTINO?, POR JOSÉ GERALDO COUTO

21 DE MARÇO DE 2019 

A chegada quase simultânea de três filmes argentinos ao circuito exibidor brasileiro ajuda a matizar a expressão genérica “cinema argentino”, usada com tanta frequência em comparações desfavoráveis ao “cinema brasileiro”. Vistos em conjunto, os três atestam um padrão básico de qualidade técnica e maturidade narrativa daquela produção. Observados individualmente, mostram que nem tudo o que se produz ali escapa a um certo ramerrame estético e temático predominante em boa parte do cinema feito hoje no Brasil e no mundo.

Dos três, apenas um, Minha obra-prima, de Gastón Duprat, revela uma marca autoral, uma inquietação, uma centelha de surpresa. Os outros dois – Um amor inesperado, de Juan Vera, e Uma viagem inesperada, de Juan José Jusid – podem ser enquadrados, apesar de seus títulos, na categoria dos filmes cômodos, confortáveis, que apenas reforçam ideias, gostos e sentimentos predominantes no senso comum. Filmes sem assinatura que a gente vê com prazer e esquece com facilidade, como diria o crítico Inácio Araujo.

 

Arte e sociedade

Minha obra-prima, primeiro longa assinado individualmente por Gastón Duprat, leva adiante a exploração de um tema constante nos trabalhos que ele codirigiu com Mariano Cohn (El artistaO homem ao lado Cidadão ilustre): as relações acidentadas entre arte e sociedade, criação artística e moral, e também, subsidiariamente, entre uma Argentina com pretensões modernas e cosmopolitas e uma Argentina popular, mais selvagem e contraditória.

 

 

Num resumo bastante redutor, é a história de Renzo Nervi (Luis Brandoni), um pintor irascível e antissocial, que teve seus anos de glória e hoje nem consegue pagar o aluguel do apartamento, e seu amigo marchand Arturo Silva (Guillermo Francella), que tenta de vários modos salvá-lo do desprestígio e da bancarrota.

Narrado retrospectivamente por Arturo, que se apresenta logo de início como “galerista e assassino”, o filme questionará com leveza e autoironia o lugar da arte no mundo do consumo globalizado e da publicidade onipresente.

O método narrativo, por assim dizer, é o do “suspense cômico”, já presente nas obras anteriores do diretor com Mariano Cohn (que desta vez é o produtor), e produz momentos inspirados, como aquele em que artista e galerista, dois homens de idade, invadem o apartamento de uma namoradinha do primeiro para reaver um quadro. A inauguração de um mural no saguão da nova sede de uma grande empresa rende outra passagem memorável.

Outra qualidade dos filmes anteriores da dupla que reaparece aqui é a percepção privilegiada do espaço e dos ambientes, seja o de uma praça de Buenos Aires, de um edifício empresarial modernoso, de um ateliê bagunçado, de um restaurante chique ou de um chalé nos Andes. Uma das passagens mais marcantes nesse sentido, ao menos para nós, é a cena que se passa no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, com suas formas de disco voador em contraste com a esplendorosa paisagem da baía da Guanabara. É um espaço manjado, mas a maneira como Duprat o filma valoriza sua força única.

Nada escapa ao olhar crítico de Duprat: a imoralidade do mercado de arte, a hipocrisia do mecenato, a ingenuidade de certas causas humanitárias, a vacuidade de todas as modas. Se há uma ressalva que pode ser feita é justamente a uma certa acidez que beira o cinismo, mas isso de certo modo é matizado pela autoironia, como se os próprios realizadores dissessem: isto é só um filme, fazemos parte dessa engrenagem, não somos melhores que ninguém.

Coprodução com a Espanha, Minha obra-prima tem no elenco o madrilenho Raúl Arévalo, que trabalhou, entre outros, em Os amantes passageiros, de Pedro Almodóvar.

 

Uma viagem inesperada

Embora não seja, formalmente, uma coprodução com o Brasil, Uma viagem inesperada começa e termina no Rio de Janeiro e tem no elenco a brasileira Débora Nascimento. Seu protagonista, o engenheiro Pablo (Pablo Rago), trabalha em plataformas petrolíferas em águas fluminenses, mora no Rio e fala um portunhol sofrível. [o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Ao_WJBEE9R0 ]

Fiel à fórmula “acontecimentos imprevistos colocam o personagem em crise e o levam a reconsiderar seu passado e reinventar sua vida”, tudo acontece ao mesmo tempo: a ex-mulher liga de Buenos Aires para dizer que o filho adolescente dos dois está com problemas graves, a namorada carioca revela que está grávida, a empresa o pressiona com prazos e exigências.

A tal viagem inesperada a Buenos Aires e depois a Bolívar, no interior argentino, terá vários acidentes, surpresas e reviravoltas, mas parece que todos foram concebidos para expressar clichês e estereótipos das relações entre pais e filhos, adolescentes e escola (e bullying e sexo e drogas e tecnologia), lavagem de roupa suja de pais separados, conflito entre trabalho e vida privada etc. Para efeito de contraste, o mesmo universo é tratado com muito mais rigor e vitalidade no brasileiro Ferrugem, de Aly Muritiba.

Há, por trás da aparente turbulência do entrecho, uma sistemática reiteração do senso comum e da correção política: as feridas se curam, os ruídos se amortecem, tudo se ajeita, quase como numa versão ficcional dos livros de autoajuda. Com uma mise-en-scène convencional e pouco inspirada, não é propriamente um filme ruim, mas simplesmente mediano, redundante, dispensável.

 

Um amor inesperado

Num patamar bem superior, em termos de competência narrativa e qualidade da encenação, Um amor inesperadonão deixa também de acenar com o imprevisto para entregar o que, no final de contas, todos esperam.

 

 

Há ali também um casal de classe média de meia-idade, o professor universitário Marcos (Ricardo Darín) e a psicóloga Ana (Mercedes Morán), que ficam desorientados quando o filho parte para estudar na Europa. Evidencia-se então o vazio do casamento, depois de 25 anos, e cada um deles tenta se reinventar no “mundo lá fora”.

A situação oscilante do casal, a tensão liberdade x segurança afetiva, tudo isso lembra O fundo do coração, só que no filme de Juan Vera (competente produtor de obras de Lucrecia Martel e Pablo Trapero) falta aquilo que transborda no de Coppola: a invenção visual, o risco do excesso, a paixão pelo cinema.

Há uma cena visualmente inspirada, a primeira, em que uma câmera alta, vertical, percorre uma biblioteca até chegar ao protagonista, que estava proferindo as frases iniciais do Moby Dick como se falasse de si mesmo. Depois disso, entra-se numa decupagem acomodada, em que tudo se resolve nos diálogos e no campo/contracampo.

A exemplo de Uma viagem inesperada, os problemas surgem só para ser resolvidos em seguida, as ações dos personagens são aquelas que uma pessoa sensata e civilizada faria, tudo é verossímil, lógico e, em última análise, agradável e inofensivo. Mas os atores são bons, os diálogos, bem escritos. São duas horas que passam de modo indolor, divertem um pouco, não fazem mal a ninguém. Para muitos espectadores, é o que basta.

BRASIL DE FATO: LIVRO DE ESCRITORA MINEIRA RESGATA HISTÓRIA DE FEMINICÍDIO EM PERNAMBUCO NOS ANOS 90

LANÇAMENTO

A obra conta a história de um relacionamento abusivo, que acaba em feminicídio, e da luta da mãe da vítima por justiça

Da Redação

Brasil de Fato | Recife

Março de 2019 às 10:06

 O livro também disponível também no formato ebook - Créditos: Divulgação
O livro também disponível também no formato ebook / Divulgação

A jornalista e escritora Sulamita Esteliam lança no próximo sábado, dia 23, às 20 horas, na Villa Ritinha, na Boa Vista, o livro Em Nome da Filha,  pela Editora Viseu.

 O cenário da história é o Grande Recife, especialmente o bairro de Maranguape, em Paulista, daí que não poderia ser outra a cidade escolhida para o lançamento oficial que não a capital pernambucana. 

A próxima parada é Belo Horizonte, Minas Gerais, terra da autora, em 12 de abril, na Casa do Jornalista. Outros lançamentos virão, em São Paulo e Brasília, ainda sem data definida, e onde mais couber. O livro também está disponível também no formato ebook.

A obra conta a história de um relacionamento abusivo, que acaba em feminicídio, e da luta da mãe da vítima para fazer justiça. Um crime anunciado, como definido pela imprensa local à época dos acontecimentos. No início e fim dos anos 1990 do século passado, morte e julgamento do réu tiveram ampla cobertura, dado o nível de crueldade e a singularidade dos detalhes estarrecedores do feminicídio.

É um romance-reportagem, no mesmo estilo do primeiro livro da autora – Estação Ferrugem, editado pela Vozes.. Ana Veloso, jornalista e professora da UFPE, assina o prefácio.

Edição: Monyse Ravenna

AUGUSTO DINIZ: EM 2019 A MÚSICA DEVE BUSCAR CAMINHO DE TRANSFORMAÇÃO

Di Cavalcanti

 

por Augusto Diniz

Esses dois últimos anos foram marcados por uma queda acentuada de número de shows musicais no País. Instrumentistas que costumam acompanhar artistas de expressão em apresentações foram os que mais se queixaram dessa nova realidade – dou preferência a eles por que muitos são bastantes experientes (e ainda realizam trabalhos solos), conhecem a regularidade e a capacidade de shows de muitos intérpretes de ponta (por que já os acompanharam ou acompanham), e tem visão clara das demandas e ofertas do meio por serem exatamente os principais operários da indústria.

Em 2019, esse quadro não deve mudar muito. Embora se tenha otimismo – mais por vontade do que por real perspectiva, já que tudo depende das políticas econômicas a serem adotadas pelo novo governo e apoio do Congresso -, sabe-se que a recuperação será lenta e insuficiente para atender as necessidades visíveis a curto e médio prazos.

Deve-se contar também a dificuldade de governos estaduais e prefeituras em equilibrar as contas com arrecadação em baixa – assim, recursos para a cultura são impiedosamente cortados, empurrando projetos, festivais e atrações musicais em datas especiais para o fundo da gaveta.

O setor privado, já faz tempo, tem direcionado baixos investimentos para as suas áreas de marketing, apostando mais em ações diretas junto ao consumidor e cliente, e pouco em projetos institucionais e de imagem, onde abrigam as iniciativas com a participação da música e outras atividades alinhadas à cultura.

Sobram instituições e entidades independentes (como Sesc), extremamente importantes, mas com programações muito disputadas e sem espaço para todos. Além disso, não se sabe o futuro delas em meio às mudanças propostas pelo novo governo.

O que se verificou nesses últimos dois anos foram grandes artistas se apresentando até em locais acanhados – não necessariamente desqualificados -, que jamais tocariam em outros tempos. Mas não teve jeito. Tiveram que lutar pela sobrevivência ou manter alguma agenda musical, a senha do mercado para saber se o artista continua ou não conectado com seus fãs – ou em busca de novos.

Nesse final de ano teve o fechamento de mais uma casa de espetáculos da boa música brasileira. A Tupi or Not Tupi, na Vila Madalena (SP), depois de quase dois anos de funcionamento, encerrou suas atividades. O local nasceu e fechou no período de crise.

Mas há uma tendência clara nesse novo ciclo de espaços desse tipo – ao invés de grandes palcos. O problema são seus preços salgados por conta da capacidade de receber apenas pouco público, com shows intimistas – embora nem sempre o artista seja beneficiado no cachê por conta disso.

A música brasileira de qualidade não deve renascer em 2019. Teremos que aturar de novo o The Voice como falsa esperança, e as famigeradas listas dos “melhores” e “tops” da canção popular ligadas a esquemas de rádio e televisão e do que restou da indústria da música comandada pelas viciadas gravadoras.

Artistas e bandas nacionais seguem tentando abrir caminhos no exterior, notadamente na Europa, Estados Unidos e Japão, com o selo de word music ou de pop-rock universal. É conhecida a história de que parte dos músicos nas suas andanças fora do Brasil tem papel mais de apresentar trabalho – e valorizar agenda – do que ganhar grana, pois nem sempre se fatura tanto assim (só por que recebe em euro ou dólar americano…).

Apostas no lançamento gratuito de música na internet seguirão, com a cabeça de seu realizador focada em projetos físicos futuros com algum dinheiro. Relançamentos e discos especiais rememorando trabalhos anteriores já se esgotaram para o público.

O fato é que a música brasileira deve deixar de vez o culto a si e abraçar o engajamento para sobreviver – não necessariamente político, mas para atender anseios e demandas de um público não dominado em busca de transformações das anacrônicas ideias aí colocadas, contrapondo a essa realidade musical imposta, marcadamente de um pop de baixíssima qualidade cujo palco maior são as festas e exposições agropecuárias, agora ainda mais serelepe com os ventos ao seu favor.

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BRASIL DE FATO: ROTEIRO DE LITERATURA ANTIFASCISMO: DEZ LIVROS LEVADOS ÀS URNAS NAS ELEIÇÕES 2018

LITERATURA

Racismo, feminismo e a história da ditadura militar são alguns dos temas tratados nos livros escolhidos por eleitores

Redação

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Famosos e anônimos foram às urnas neste domingo munidos de livros, em defesa da democracia - Créditos: Foto: Instagram
Famosos e anônimos foram às urnas neste domingo munidos de livros, em defesa da democracia / Foto: Instagram

“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. O trecho, inspirador, é parte de uma das maiores obras da literatura brasileira, Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, lançada em 1956. 

No domingo (28), a atriz Cissa Guimarães levou o livro nas mãos para votar. A ação foi parte de uma campanha orgânica nas redes sociais, a #MaisLivrosMenosArmas, organizada em repúdio às políticas armamentistas levantadas por Jair Bolsonaro (PSL), eleito presidente do Brasil. 

Centenas de artistas, militantes e intelectuais postaram em suas redes sociais seus livros favoritos, ou aqueles que consideram mais pertinentes para o momento. Nem todos foram escritos com a pretensão de se enfrentar uma onda fascista, mas cada um deles traz elementos para uma compreensão histórica e social do país e estimula debates para a superação de suas mazelas pela via democrática.

Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), votou acompanhado do livro “Batismo de Sangue”, de Frei Betto, que relembra os anos da ditadura militar no Brasil.

Confira outras obras escolhidas pelos eleitores que se manifestaram contra a violência e a favor da democracia:

 

Chimamanda – Para criar crianças feministas 

Este livro, escolhido pela atriz Drica Moraes, é escrito em forma de carta para uma amiga. Nele, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie traz reflexões sobre a importância de educar crianças pensando na igualdade de gênero. Sem tom impositivo, Chimamanda dá dicas e aponta caminhos de como aliar educação e feminismo nos tempos atuais. 

Os sentidos do Lulismo – André Singer

A obra, escrita pelo cientista político e ex-porta-voz do governo Lula, André Singer, reflete sobre o fenômeno eleitoral mais importante das últimas décadas, as eleições do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e suas consequências na política brasileira. Foi a escolha da atriz e diretora Guta Stresser.

Grande Sertão Veredas – Guimarães Rosa 

Cissa Guimarães foi votar com Grande Sertão Veredas, uma das mais importantes da literatura brasileira, foi publicada em 1956 e conta a história de Riobaldo, ex-jagunço que relembra suas lutas, seus medos e o amor reprimido por Diadorim. 

Pedagogia do Oprimido – Paulo Freire 

A deputada estadual eleita por Minas Gerais, Beatriz Cerqueira escolheu um dos livros mais lidos por educadores em todo o mundo. Pedagogia do Oprimido foi escrito pelo educador e filósofo Paulo Freire a partir de sua vivência no Chile. Freire propõe nesse escrito uma nova forma de educar, que leve em consideração o relacionamento entre aqueles que ensinam e os seus educandos. 

Batismo de Sangue – Frei Beto  

Neste livro, de Frei Beto, é contada a hsitória de religiosos ligados à Teologia da Libertação que também combatiam os anos ditatoriais no Brasil. Mais tarde, em 2007, o livro se tornou também um filme de mesmo nome, dirigido por Helvécio Ratton. É um retrato dos anos de chumbo da ditadura militar e foi a obra escolhida por Guilherme Boulos para votar.

O Movimento Negro Educador – Nilma Lino Gomes / Problemas de Gênero – Judith Butler

Neste livro, escolhido pela youtuber Nátaly Neri, Nilma Lino Gomes se desdobra sobre a elucidação dos saberes produzidos, articulados e sistematizados pelo Movimento Negro e de Mulheres Negras e como subvertem a teoria educacional e repensam a pedagogia, escola e os currículos. Já o blogueiro e homem trans Jonas Maria, escolheu o livro Problemas de Gênero, que fundou a Teoria Queer e trata do feminismo e da subversão da identidade.  

Quem tem medo do feminismo negro? – Djamila Ribeiro

Neste livro, Djamila Ribeiro reúne diversos textos que escreveu enquanto colunista da CartaCapital, refletindo sobre os desafios da mulher negra na sociedade brasileira. Mestre em Filosofia pela Unifesp, Djamila também traz reflexões sobre as teorias ligadas ao Feminismo Negro e como o debate teórico deve romper as bolhas e chegar a todas as mulheres. Foi a obra escolhida pela atriz Sophie Charlotte.

Persépolis – Marjane Setrapi

Fernanda Paes Leme levou a História em Quadrinhos (HQ), na qual Marjane Setrapi, autora franco-iraniana, conta a própria história passando por momentos decisivos da história de seu país, Irã, passando pela infância, adolescência e fase adulta. Além de comovente, a história de Marjane abre espaço para reflexão da importância da memória e história de um povo em tempos de guerra. 

O Livro dos Abraços – Eduardo Galeano

Em pequenas crônicas que olham para a história de países latino-americanos, o escritor uruguaio Eduardo Galeano faz um retrato do continente latino-americano, mostrando desde a miséria de muitos povos aos seus costumes e cultura. Cuidadoso com as palavras e com seu minucioso olhar para a América Latina, Galeano convida o leitor a conhecer, nas pequenas histórias, a grandiosidade do continente. Foi a escolha desta eleitora, que preferiu se manter anônima. 

 

Edição: Diego Sartorato

MST LANÇA MARCHA LULA LIVRE COM TRÊS COLUNAS RUMO A BRASÍLIA

247 com MST – Na noite desta sexta-feira (3), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fará um evento para marcar o lançamento da Marcha Nacional Lula Livre, que ocorre entre 10 e 15 de agosto em direção a Brasília. O evento, que conta com a presença de políticos e terá a saudação de João Pedro Stédile, da direção do Movimento, acontece a partir de 19 horas no Armazém do Campo, alameda Eduardo Prado, 499, no Centro de São Paulo.

A Marcha Nacional Lula Livre é uma mobilização do conjunto da classe trabalhadora, impulsionada pela juventude e pela Via Campesina. O principal motivo é a defesa da liberdade para o ex-presidente Lula e de seu direito de ser candidato às eleições presidenciais. Serão três colunas que se deslocarão de Formosa-GO, Luziânia-GO e Engenho das Lages-DF, culminando na entrada simultânea em Brasília no dia 15.

“Marchamos porque lutamos por Lula Livre! Lula é inocente no processo conduzido pelo juiz Sérgio Moro. É um preso político, condenado sem provas”, explica João Paulo Rodrigues, da direção nacional do MST.

Ele agrega que Lula só foi condenado e preso para impedi-lo de se candidatar à Presidência. “Contra essa manobra para inviabilizar a democracia e o povo escolher seu representante, exigimos: Lula Livre! Lula Candidato!”, conclui. Continue lendo ‘MST LANÇA MARCHA LULA LIVRE COM TRÊS COLUNAS RUMO A BRASÍLIA’


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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