Arquivo para 16 de outubro de 2007

ARTHUR, O ELEGANTE

Depois que Lula cogitou a possibilidade de se candidatar à presidência em 2014, um ato legal amparado na própria constituição, a alcunhada oposição se excitou e manifestou toda generalidade de seus condutos neuro/cerebral mistificado. Entre estes condutos, destaque ao imutável líder do PSDB, orgulho do Amazonas, senador Arthur Neto. Sempre estimulado pelo conceito ingênuo de líder, seu duplo, cunhado nas fantasias heróicas provincianas ginasial (políticus/festivus), nos ofereceu, como é de sua verve, enunciados hilariantes mesclados com fantasmas/paranóides: catástrofe, discriminação e elegância. Em seu desespero infanto/juvenil, o senador verbopremonizou da cogitação de Lula:

“Esclerosa as veias da renovação política. As pessoas acabam mexicanizando o Brasil, e digo mexicanizando para ser elegante, pois tenho medo mesmo é de uma venezualização”.

Extraiamos o que salta das enunciações do orgulho do Amazonas:

— DA CATÁSTROFE: Esclerose na semiologia médica corresponde ao endurecimento de tecidos ou veias diminuindo suas funções consideradas fisiologicamente normais. Renovação. No senso comum re, significa voltar. No enunciado, voltar ao novo. Como nada volta, está fora de cogitação essa renovação arthuriosa. Na filosofia do alemão Heidegger, se mostra como ultrapassagem ontológica do ser. Como em filosofia não há líder, pois as vivências pessoais são individuações, e como o vociferante senador, quando cita filósofos, como aconteceu quando citou Marx e Nietzsche, se enterra mais ainda na caverna de Platão, Heidegger também está fora de cogitação. Daí concluí-se: quando ele fala de renovação política se refere ao seu partido. Como o partido se manifesta sempre pela força do ressentimento e da má consciência, Athur catrastrofeia o futuro pela própria dor do PSDB. Não carrega nada de novo. Portanto, para ele Lula já está eleito em 2014.

— DA DISCRIMINAÇÃO: O orgulhoso senador, que não sabe, como Spinoza, ser o orgulho uma idéia que alguém tem de si além do que ela é, ou seja, um afeto triste, fala com gestos de superioridade em mexicanização num demonstração inequívoca de discriminação contra o povo mexicano. Uma projeção prepotente de fantasia imperialista. E uma demonstração inequívoca de seu desconhecimento do que seja democracia. A democracia como potência política dos povos e não de um único povo. Construída nas práxis coletivas. O mesmo quando cita a Venezuela. O doloroso é que Arthur é um orgulho e Chavez é realidade.

— DA ELEGÂNCIA: Arthur usa o conceito elegância como banalidade. Tão banal que nem da postura alienada, construída pelas normas ajustadoras da classe dominante considerada aristocrática, se aproxima. Lá, onde o dândi inglês George Bryan Brummel, ilusoriamente produziu sua elegância idealizada e morreu na miséria. Arthur, em sua idéia heroicizante infanto/juvenil, não sabe ser a elegância a suavidade dos afetos gerais como beatitude sensorial/intelectiva. A fluência do homem em sua infinitude. Como ele, juntamente com a alcunhada oposição, ignora a elegância, atribui a Lula a sua condição de existência ressentida. E representa para nós o personagem do filósofo espanhol, Baltasar de Gracián, da obra “O Homem Universal” quando diz para o pavão: “Devolva-me a bela aparência que nunca tive e que, por sua culpa, não posso ter!”. Mesmo que Lula quisesse, não poderia devolver sua bela aparência, sua elegância, à alcunhada oposição. E mesmo que pudesse, jamais poderia devolver ao PSDB, pois este jamais teve uma bela aparência. Oito anos de conhecimento do povo provaram esta ausência estética. Mesmo com o jornalista Hélio Fernandez alcunhando Fernando Henrique de pavão. É claro que não o real, já que não possui uma bela plumagem universal/animal. E o sofrimento maior para os ressentidos é que, mesmo que Lula, em sua elegância, quisesse pelo menos emprestá-la, jamais poderia: eles não podem ter beleza. A elegância é o estilo de Lula: sua aparência para onde convergem todas suas qualidades. E este á o amor deles por Lula. Daí orarem, com seus discursos, para que Lula continue existindo.

MANAUS: UM PASSEIO PELA NÃO-CIDADE

DESINFORMAÇÃO E MARKETING DA SAÚDE NO AMAZONAS

O que torna uma informação necessária é a maneira pela qual ela é colocada na existência das pessoas e qual a sua relevância para o processo contínuo de construção da cidade e suas produções materiais e imateriais. Quando enunciada como mero artifício que tende a constituir uma realidade que diminua a potência de agir das pessoas, a informação entra na ordem da linguagem redundante (palavra de ordem), tomando o receptor como sujeito de enunciado, passivo diante da mensagem. Daí o filósofo Paul Virilio afirmar que a informação só pode existir quando carrega elementos que auxiliam no engendramento do novo.

Dando continuidade ao passeio sobre a não-cidade e os governos do marketing (prefeitura e governo do Estado), esta coluna aborda hoje a questão da saúde, lançando o questionamento: quais as conseqüências da ausência dos governos no tocante ao esclarecimento à população sobre o funcionamento da rede pública de saúde?

O governo do Estado e a Prefeitura investem anualmente um grande contingente de recursos na área de propaganda e marketing de suas ações. No aspecto da saúde, a cada nova inauguração, são alardeados o interesse e o empenho dos governantes com relação à saúde da população. O prefeito é visto quase que semanalmente “inaugurando” unidades básicas de saúde (algumas delas que receberam apenas uma mão de tinta). Enquanto esse marketing todo acontece, a relação entre os agentes e usuários da saúde no Amazonas é conflituosa graças à ausência de informação e educação com relação ao funcionamento da rede de saúde.

PRA ONDE EU LEVO A MINHA DOR?

A maior parte da população não sabe a divisão organizacional da rede de saúde, qual a competência e a abrangência da atuação clínica de cada uma de suas unidades. Se alguém está com dor de dente, para onde deve se dirigir? E em caso de hipertensão arterial? Quando a questão é saber para onde se dirigir em caso de necessidade, e não se tem esta informação, o problema se torna grave.

Médicos, enfermeiros e outros trabalhadores da área da saúde relatam inúmeras situações em que pacientes aguardam horas nas filas dos postos de saúde e/ou unidades de pronto atendimento (SPA), e quando chega a vez de serem atendidos, apresentam moléstias que não são tratáveis ou não requerem os cuidados dispensados naquela unidade.

Situação 1: usuária moradora próxima a unidade de atendimento especializado leva sua filha, deficiente e com febre alta, de ônibus, até o atendimento. Lá, é informada de que não poderá ser atendida, pois precisa de um encaminhamento de uma unidade básica de saúde (UBS). Desesperada, a mãe chora, grita, e é retirada por seguranças, enquanto um enfermeiro, penalizado com a situação, tenta negociar a saída da ambulância para levar a jovem a um pronto socorro. Não sabemos se obteve a autorização.

Situação 2: usuários com ferimentos graves (tiros, facadas, etc), e que procuram unidades de pronto atendimento, quando o tipo de cuidado requerido neste caso só pode ser oferecido por unidades hospitalares de internação.

Situação 3: Gripe, dermatites e outras situações comuns e que seriam atendidas numa unidade ambulatorial, e que acabam, por desinformação, congestionando os pronto atendimentos. É comum também que ameaças de aborto ou abortos consumados, que são casos para maternidades, procurarem as unidades de pronto atendimento.

Situação 4: em uma unidade de pronto atendimento, mulher com fortes dores abdominais aguarda na fila para ser atendida, após triagem com o enfermeiro. Quando chega sua vez, o médico observa a gravidade do caso e orienta a usuária a procurar o hospital, e reclama da falta de atenção na triagem feita antes dos atendimentos. “Esta mulher pode estar sofrendo de apendicite, e morreria nesta fila aguardando atendimento”.

(DES)INFORMAÇÃO E (DES)ORIENTAÇÃO MOSTRANDO TRABALHO

O governo federal lançou o Pacto pela Saúde, em fevereiro de 2006, e tem como objetivo consolidar a atuação do SUS. Os Estados brasileiros têm a opção pela aderência ou não ao plano. De acordo com o site da SUSAM, o Amazonas é um dos Estados que aderiu. O Pacto prevê o trabalho de divulgação e apoio dos processo de educação popular em saúde, visando ampliar a participação popular no SUS.

Em Estados como Rio de Janeiro e São Paulo, além de trabalharem a divulgação dos serviços oferecidos pela rede pública regional de atenção à saúde através de panfletos e campanhas educativas, mantém serviços online de orientação aos usuários. Embora se saiba que a maioria dos usuários não tem acesso à internet, o esforço faz parte da tentativa nestes Estados de popularizar seus serviços de saúde. Em Manaus, não há nenhum esforço neste sentido, e até mesmo a cartilha do usuário do SUS com os direitos não é distribuída nas unidades.

Num Estado onde as políticas públicas são voltadas para o delírio decadente do amor ao capital, e não engendram a formação de comunidades de afetos, a doença – em todos os sentidos – prolifera, ainda mais se a rede de atenção à saúde também for vítima da moléstia da falta de informação e de orientação.

Mais situações da rede de saúde manoniquim, aqui.

Colabore com a coluna Manaus: um passeio pela não-cidade, e enfraqueça os blocos de afetos e percepções clichezadas que impedem o engendramento das comunalidades. Mande sua sugestão de tema para afinsophiaitin@yahoo.com.br.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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