Arquivo para outubro \12\-04:00 2007



HUMANO, DESMACAQUEADAMENTE HUMANO OU “VOCÊ LERIA UM JORNAL QUE CHAMA TODOS OS BLOGUEIROS DE MACACOS”?

Macacos me mordam!!!

Leríamos. Se um jornal chamasse os blogueiros de macacos seria porque ele não seria “humano, demasiado humano (Nietzsche)”. Seria um puro primata cujo instinto da Vontade de Potência prevaleceria em si. “A vida ativando o pensamento e o pensamento afirmando a vida” seria seu movimento alegre no eterno retorno distributivo (Nietzsche/Deleuze). Sua escrita fluxo/quântico intempestivo. Mas como não existe, e sim, o primata decadente; o homem ressentido, reativo, a má consciência como disse o filósofo alemão Nietzsche, então não podemos ler. Isto, porque, este primata decadente não sendo o macaco ativo, mas o demasiado humano, criador e defensor da moral niilista, não pode escrever, e muito menos um texto que sirva a um blogueiro transportador de corpos descontinuadores da comunicação cristalizada. A informação delirantemente paranóica (importante a um blogueiro midiático, o reprodutor dos mesmos enunciados da grande mídia). Cujo ato compulsivo é só de pôr e repor constantemente as fantasias de sua vida negada como código lingüístico controlado. Daí, querer transformar tudo a sua imagem e semelhança, tudo a sua decadência, tudo a sua moral, até a natureza que não possui planos demasiado humanos. Daí, seu antropomorfismo pessimista, como julgamento aristotélico, ser projetado no macaco. Logo ele, macaco, indiferente a esta moral e sua crença quanto seus meios e fins. Indiferente ao sentido de imitação que este humano degenerado quer lhe atribuir. Ele, macaco, que não macaqueia como este imitador corrompido se repete no lamento e na amargura de seu jornalismo seqüelado de mercado. Replicante de si mesmo, se quer replicante no macaco. Que pretensão! Sequer sabe que o macaco não conhece a banana, afirma conhecê-lo. Oh! Como se orgulha de seu limitadíssimo conhecimento. Pobre Estadão! Pensar que discrimina os blogueiros clinamen (declinador) sem desconfiar que se anula em seu próprio antropomorfismo niilista, só pode ser um estadão.

ENCONTROS CASUAIS

! Era uma vez uma cidade em que existia um colunista social muito famoso e respeitado. Sua fama devia-se ao fato de possuir um talento invejável de transformar qualquer pessoa em personagem célebre e acima de qualquer suspeita. Contanto que tivesse dinheiro, é claro. A esposa do desembargador, o maior machado, era apresentada por ele como a mais pura e fiel mulher. Uma santa. O empresário do ramo eletro-eletrônico, um enrustido, era mostrado como o comelhão. O metro-macho da parada glamourosa. O cirurgião exibicionista, que fora um péssimo acadêmico de medicina e que se sabia não saber cortar um fio de pentelho, era o mãos milagrosas. E assim desfilava sua verve adjetivante em suas colunas e programas de TV, sempre elevando aos píncaros do high society aqueles que lhe interessavam. Um verdadeiro mundo de mentiras sociais. Certo dia, tendo sofrido um grave acidente e perdido os sentidos, fora levado a um hospital particular que em suas colunas aparecia como o templo do staf da medicina, para ser submetido a uma cirurgia de urgência. Estando sendo preparado para o início do ato cirúrgico, acordou e viu aquele que ia lhe operar: o médico mãos milagrosas. Foi sua última imagem.

!! Era uma vez um país em que havia um senador venal, crápula, corrupto e canalha. Entretanto, era tido como um justo. Certa vez, viajando feliz em um avião, se viu sentado ao lado de um jornalista. Engataram um papo e o jornalista aproveitou para entrevistá-lo. Ligou o gravador e pronto. De repente o avião começou a perder altitude, bateu um desespero total, ele gritou para o jornalista que ia morrer e precisava contar sua vida para entrar limpo no céu. O jornalista, também desesperado, se agarrou a ele, contou sua vida de lambaio do jornalismo de mercado. O avião foi caindo, caindo, caindo e… novamente alcançou altitude. Passado o susto, eles sorriram, e o senador pediu para o jornalista apagar o que havia gravado. E os dois ficaram como eram antes. Consumado o trauma, ele resolveu novamente pegar um avião. Ao seu lado sentou um rapeiro, solfejando um novo rap ao mesmo tempo que gravava. O avião trepidou, desgovernou-se de banda, perdeu altitude, e o senador agarrou-se no rapeiro e gritou que precisava se confessar. Mandou bronca. Disse que era corrupto, enriquecera junto com outros parlamentares e executivos com uma quadrilha que assaltava os cofres públicos, falou o nome de todos, os números dos processos fraudados, lavaram dinheiro, grilaram a Amazônia, contrabandearam ouro, pedras preciosas, mulheres, crianças… E o avião foi caindo, caindo, caindo e… desapareceu no mar. O rap, com sua experiência de rua, conseguiu abrir uma porta do avião, salvando a si e outros passageiros, só o senador não boiou. Dias depois, em casa, lembrou do gravador: estava tudo lá. Ligou para o editor da única revista respeitada do país, passou uma cópia e distribuiu na internet. Logo, o Hiper-Corpo do Ciber-Espaço estava contaminado com a gravação. Começou um movimento nacional e internacional para investigar os fatos e prender os facínoras. Não deu outra: com a pressão do povo nas ruas e as exigências internacionais, todos os culpados foram presos, condenados e a democracia se realizou, pela primeira vez, fora do discurso vazio.

!!! Saiu pela porta dos fundos da sua casa. Era madrugada. Iluminada por um tênue feixe de luz, viu uma corda pendurada em uma árvore. Olhou-a de sua ponta encostada no chão até a outra escondida pela copa da árvore. Era o infinito. Pensou ser a corda que os filhos brincavam com o balanço feito com um velho pneu. Mas onde estava o pneu agora? Dominado pela magia da corda que escondia o seu fim, decidiu subir na árvore por ela. chegando ao galho mais alto, notou que a corda continuava. Subiu…

…um homem descia pela corda e dizia que queria ver o mundo por dentro, queria conhcê-lo interiormente para depois ir ao fora. Gritava: queria implodir o mundo.

…continuou subindo. viu um país suspenso, onde todos choravam e se lamentavam da estupida existência que tinham. Quis descer. Não deixaram. Diziam-lhe que ficasse ali e, se possivel, continuasse a subir. Todos os governantes naquele pais jamais tinham amado, jamais amariam e jamais tinham sido amados. Viviam em uma tirania. A prova era eles e a cidade: uma completava a tristeza do outro. a alegria era proibida naquele país.

…decidiu continuar. Mais no alto, encontrou um reino onde todos viviam mudos, mas de sorrisos.

!!!! Ganhou prêmio de poesia quando estava na quarta-série – “À minha querida professora” era o título. Nunca brigou com o irmão. Sempre respeitou as leis de trânsito. Sempre produtivo. Não bebia, não fumava. Amor só de mãe, sexo só com a esposa. Multicampeão do “funcionário do Mês” da empresa. Unhas cortadas, cabelo impecável, sorriso de comercial de creme dental. Mandava flores, não esquecia o aniversário de casamento, chorava nos filmes românticos, selinho na esposa, meu amor, não esquece que te amo. Votava sempre na situação, não gostava de confusão, nem de oposição. Um dia, sentado num banco de praça, viu um pássaro, que olhou pra ele. Os dois se olhavam, e o pássaro não desviou o olhar. Ele levantou, tentou sair, o pássaro o seguia, pousava e encarava. Tentou ignorar o bicho e não conseguiu. Começou a sentir um calor na nuca, que foi subindo, subindo, subindo, até que ele desmaiou. Quando acordou, o pássaro subiu no seu peito, olhou, assobiou, cagou e levantou vôo. Levantou-se, e foi pra casa, tonto. E nunca mais foi o mesmo.

!!!!! Era encarregado de ligar uma gigantesca máquina, a qual somente ele conhecia a combinação de botões pra fazer funcionar. Todos os dias levantava cedo, e chegando ao trabalho digitava a combinação. Após um pisca-pisca, muita fumaça e uma sirene, a máquina ronronava como um motor de carro bem azeitado. Então ele ficava, até o final do dia, ao lado dela, quando desligava, com a mesma combinação, e ia pra casa. Os anos passaram e ele sempre naquele trabalho. Nunca viu seu chefe, nem perguntou pra que servia a máquina, mas morria de medo de esquecer a combinação, tinha pesadelos com a máquina parando de repente de funcionar. Um dia, recebeu uma carta: fora promovido, iria agora supervisionar trabalhadores de uma outra área da cidade. No último dia no velho posto, olhou a máquina, digitou a combinação e olhou fixamente para ela. Abraçou-a, beijou o painel onde diariamente colocava sua impressão digital, murmurou: “não”. No final do dia, outro abraço e beijo molhado, passou lascivamente a mão em um cano que saía próximo à uma engrenagem, e falou, sorrindo: “até amanhã”. No dia seguinte, levantou-se, vestiu-se e tomou o velho caminho.

*…..::: CHAGÃO! :::…..*

Chagão!

Θ FUTEBOL E POLÍTICA sempre andam juntos, no entanto, raramente algum jogador ou dirigente demonstra um entendimento ou emite uma opinião que saia das limitações do senso comum ou demonstre uma compreensão do mundo para além das quatro linhas. O jogador iraniano naturalizado alemão Ashkan Dejagah, do Wolfsburgo, de 21 anos, se recusou a jogar uma partida pela seleção sub-21 alemã, contra a seleção de Israel, no país oriental. “Sou iraniano”, disse o jogador, alegando que no Irã, o Estado de Israel não é reconhecido como país, pela campanha que faz contra a existência do povo palestino. Lá como cá, os dirigentes futebolísticos parecem sofrer de limitação cognitivo-epistemológica. Ao comentar o caso, o presidente da Federação Alemã de Futebol, Theo Zanziger, teria dito: “Se começarmos a tomar decisões com base nas questões políticas, o futebol é que vai perder”. Theo não sabe que os governos brasileiros sempre se beneficiaram dos títulos mundiais da seleção brasileira, de Médici em plena ditadura militar à FHC em plena ditadura civil. A comunidade judaica da Alemanha pede que o jogador seja banido da seleção nacional. E nenhuma palavra sobre a reedição do holocausto, agora com os judeus no papel de algozes, em plena terra santa.

Θ SÓ NO AMAZONAS… Pontapé inicial do “Peladão Governo – Prefeitura – Mavel – Uninorte – Jet Tech – Global Imóveis – Inpar – FBL (cadê o povo???)”. No revitalizado Parque Amazonense – que de revitalizado só teve o muro e o portão de entrada – um desfile de oportunismo esportivo com direito a Robério Braga, vereadores, prefeito e outros estandartes do esporte amazônida que nunca pisaram no tradicional campo de várzea. Nunca viram Purgante, zagueiro do FAST, entrando em campo de costas, cumprimentando a platéia. Nem o Nacional, perdendo para um time do Pará, e o governador Plínio Coelho ir buscar o Jônas, baixinho zagueiro – que era pedreiro – pra tapar o buraco da zaga. Nem a decisão do campeonato estudantil do amazonas, entre IEA e Colégio estadual, onde jogavam os irmãos Piola. Nem o “Bonde” Santarém, centroavante do São Raimundo, que depois de comer 29 jaraquis fritos, entrava em campo e barbarizava. Nem Raul, goleiro do FAST, defender pênalti de joelhos. Nem os irmãos gordinhos do Autoesporte arregaçando pelas pontas. Nem no esfria sol (como era chamada a preliminar juvenil), Lauro Gomes Pinagé, jogador do FAST. Nem Paulo Lira, Guilito, Bornerge, Português, Pedro Brasil, Marialvo, nem na zaga do Rio Negro o Catita arrepiando os adversários. Nem o seu Vasco vendendo o seu famoso disco voador – pão redondo com picadinho e a garrafa de Gengibirra (aluá, mangarataia, etc). Nem mesmo viram Bacabal, goleiro do Moto Clube (MA) fazendo defesas do meio do campo contra os times de Manaus, saindo daqui invicto. Nem o Fluminense, depois de ganhar de todo mundo, até de 11 a 1, perder pro FAST. Não viram o Avante (PA), que tinha um jogador amazonense da família Brasil, ganhar dos times amazonenses, nem a garotada entrar de graça porque pegavam a bola lá no beco do Macêdo e devolviam, e nem as casas atrás do gol e que cobravam ingresso para os torcedores ficarem nos galhos das goiabeiras, e tantos galhos quebrados nas comemorações de gols. Nem Robério, nem Serafim, nem Fabrício viram nada disso, muito menos sabem a importância do futebol como fluxo comunalidade intempestivo. No Peladão do título de eleitor e de time patrocinado por candidato, pra holandês ver, não tem espaço para a alegria-potência que transforma.

Θ TECNOLOGIA NAS QUATRO LINHAS. Dois árbitros, chip na bola (da Adidas) e detectores nas traves serão as novidades no próximo mundial de clubes, no Japão. Se fossem instrumentos para auxiliar o diálogo e a razão no jogo entre homens livres, estaria valendo, mas em se tratando de FIFA/UEFA, dificilmente essas medidas terão um caráter distante da apropriação do futebol como um produto que reproduz as relações patronais. Em tempo: no campeonato paulista de 2000, a pedido da FIFA, foram utilizados dois árbitros, um em cada metade do campo, como experiência. Não funcionou.

Θ TRINTA JOGADORES INDICADOS AO MELHOR DA FIFA. Dos 30, a nacionalidade está assim dividida: 5 italianos, 4 franceses, 4 ingleses, 3 brasileiros, 3 argentinos, 2 alemães, 2 portugueses (sendo Deco naturalizado), e um representante de Costa do Marfim, Gana, Camarões, México, Espanha, Holanda e República Tcheca. O favorito, segundo especialistas, e o craque “futebol e política não se misturam” Kaká, o príncipe berlusconiano milanês. A lista tem ainda dois goleiros, Buffon e Peter Cech. Agora, mesmo não levando em conta a ilusão perceptiva da FIFA, que acredita na possibilidade de comparação para eleger o melhor, fica a pergunta: o que o pitbull italiano Gattuso faz na lista? Como diria Paulo César Caju (a respeito da famosa lista dos 100 mais de Pelé para a FIFA), “ainda bem que esqueceram de me colocar nesta lista”.

Θ ELEIÇÃO NO CORINTHIANS é como trocar seis por meia dúzia. Como César Mais X Garotinho, ou como Amazonino X Eduardo guerreiro de sempre Braga. Venceu Andrés Sanchez, ex-vice de Dualib quando foi montada a pérfida parceria com a MSI.

Θ ELIMINATÓRIAS: Copa do Mundo 2010: destaques sudamericanos: Sábado (13/10): Uruguai X Bolívia, Argentina X Chile, Peru X Paraguai, Equador X Venezuela. Domingo (14/10): Colômbia X Brasil (17h). Eurocopa 2008: 23 partidas, destaque para Azerbaijão X Portugal, lusos com a corda no pescoço, e os jogos do grupo B, onde sete times disputam as vagas, com liderança da surpreendente Escócia, que enfrenta a Ucrânia, seguida pela Itália, que joga contra a Geógia, e a França em terceiro, que pega as Ilhas Faroe. Alemanha e República Tcheca se enfrentam pela liderança do grupo D. A Espanha luta por uma vaga no grupo F e enfrenta a Dinamarca. A Inglaterra encara a Estônia, na vice liderança do grupo E. E Romênia X Holanda se enfrentam pela liderança do grupo G.

Θ E VIVA ZAPATA!!! COPA SUDAMERICANA! Quartas de final, jogos de ida: Arsenal (Arg) e Chivas Guadalajara (Mex) ficaram nos dois bocejos. América (Mex) e Vasco da Gama jogaram na Cidade do México, e o time local venceu por 2 a 0, e poderia ter sido mais, não fosse o futebol sem criatividade do time americano. Enquanto isso, no Morumbi, por conta de uma indigestão, Alex Díaz, lateral esquerdo do Milonarios (Col) é substituído por Zapata, que entra em campo, não respeita as palavras do presidente do São Paulo, que disse na vitória sobre o Boca que aquele jogo era a final antecipada e que a partir de agora era somente festa, e empurrou 1 a 0. O quarto confronto, entre Defensor Sporting (Uru) e River Plate (Arg) será no dia 26 de outubro, na mesma semana dos jogos de volta destas quartas de final do certame.

SÁBIA GENTE BRASILEIRA

A inteligência objeto de inveja dos outros

? “O parecer tem que ser baseado em provas. Se for um julgamento político, pode ser injusto”. Jefferson Péres (PDT-AM) relator do terceiro processo contra Renan.

? “Os ventos que sopram aqui estão contaminados e nos contaminam também”. Senador Álvaro Dias, do PSDB.

? “Alguma solução deve haver. Há um excesso pendular. Não há condições de a situação continuar como está”. Gustavo Fruet deputado do PSDB.

? A revista Plyboy, que traz fotos da ex-namorada de Renan, Mônica Veloso, foi consumida velozmente nas duas bancas do senado.

? “Eu vi a revista. A jornalista Mônica Veloso está no direito dela de viabilizar recursos para sustentar a filha. Eu a respeito”. Deputado Onyx Lorenzoni, do DEM.

? “O Filtro é um guia para você começar o dia bem informado”. Thomas Trauman sobre sua coluna Filtro na revista Época.

? O diretor de cinema do filme Tropa de Elite, José Padilha, diz que a democracia falha: “Hitler foi eleito na Alemanha”, acrescenta.

? O presidente da Assembléia Legislativa do Amazonas, Belarmino Lins, afirma que voto secreto é um artifício medieval e que brevemente a ALE-AM estará abolindo a prática.

? Ofendido com o descaso e a balbúrdia durante discurso seu na Câmara Municipal de Manaus, o presidente da Casa diz que, se querem fazer palhaçada, é melhor os vereadores irem para o circo Portugal.

TRÊS SERAFINADAS

$ O prefeito assinou hoje contrato formal com a TransManaus para prestação de serviços no transporte coletivo. O grande slogan do evento foi: “um ano sem reajuste”. No ano eleitoral, só poderá haver reajuste de tarifas após o resultado das eleições municipais. Coincidência?!?

$ Em programa de televisão, exaltando a construção de mais um shopping em Manaus, que promete ser o maior dos maiores, Serafim afirmou que estará lá, na inauguração do megaempreendimento, como prefeito: em 2009. Pretensão?!?

$ Aproveitando eleitoralmente o dia das crianças, Serafim pretende ganhar a simpatia de crianças e pais em festas por todas as unidades de assistência social, educação e saúde do município. Para tanto, será farta a distribuição de brinquedos para os pequenos. Há somente um detalhe. Os brinquedos são d’além mar, e se estivessem em alguma prateleira de loja na cidade, seriam apreendidos pelo PROCON (ou será que foram?). Não têm o selo do Inmetro. Made in China. Reciclagem?!?

OBSCENATÓRIO DA IMPRENSA

Um sacada fora (ob) da cena (scenus) do lugar da ação (torius) da imprensa

<- “Memória Ativa”, afirma a BANDNEWS. Publicidade de si mesma composta por imagens de fatos do Brasil tomadas como jornalisticamente importantes, cujas imagens finais apresentam os ridículos cansadosfrênicos. Muito importante para quem tem Mitre, sensitivamente PSDBista, como chefe de jornalismo. Marketing televisivo bombástico eminentemente raso como só acontece na mídia de mercado. Desconhecimento óbvio dos conceitos Memória e Ativa. No primeiro, desconhece que a memória não é ativa, mas um inventário de imagens-lembranças – passado – sem força de atualização de novas percepções para construir o real. Como afirma o filósofo Bergson: “O que não atua mais”. No segundo, desconhece o ativo como ídeo-motor: o atuante da percepção pura como presente experimentador modificante do real anterior para surgir o real futuro/movente. Marx sacava: a repetição é farsa. Farsa não como teatro, mas como caricatura do passado: o irrecuperável. Nietzsche ironizaria dito jornalismo como niilista, tal o desfile de saberes pessimistas não ativadores do pensamento. Nada esperar de território imóvel onde imagens Jabour, Miriam Leitão, Nêummane Pinto, Hipólito, etc, se mostram espectrais. Daí, a BAND ser New só na imaginação.

<- “Tirando o fato de Huck ser uma celebridade, há uma tendência, visível em todo o mundo, de maior valorização do local, do cotidiano, do que está mais próximo do consumidor de notícias”, afirmou o jornalista Gilberto Dimenstein do Conselho Editor da Folha de São Paulo, ao escrever sobre a repercussão do roubo do Rollex do ilustre globiano. Seu texto ao negar a existência de democracia no Brasil, citar insegurança, Congresso desrespeitado, nos mostra a ingenuidade do realismo/jornalístico da Folha. Escreve “celebridade” sem notar que a classificação saiu da miséria cognitiva do jornalismo midiático. “Valorização do local’. Todo local tem valor seja ele aterrador ou acolhedor. E representa uma pré condição de se situar como dentro ou fora de um sistema. Como o jornalista, o ladrão e o globiano estão inseridos no mesmo sistema, não pode sair um texto examinador com rastros de um outro sistema. “Está mais próximo do consumidor de notícias”. Estas metrificações jornalísticas de próximo e distante o filósofo da dromografia, Paul Virilio, já tratou muito bem: a dissipação ofuscou o espaço e o tempo. Estas notícias próximas carregam discursos/miragens por isso atraem um público tomado pelo jornalista como interessado pelo político. Infelizmente o texto de Dimenstein continua “infanto/juvenil”. Principalmente quando pretende tratar sobre educação.

<- “O porco fedorento Che Guevara”, exclamou o possesso guru da Veja, Mainardi. Em sua miséria cognitiva, o boy continua ridicularizando a si mesmo em um Show lítero/cacográfico proto-risível. Boy, não sabe que o porco nada tem a ver com o enfraquecimento do ânimo de viver anêmico estereotipado. Além do mais, o referido porco, como animal, não é porco. E não sendo porco/humano, não pode ser responsabilizado por quem carrega fedor. Em seu viver não há fedor. O fedorento é com os homens, principalmente com os jornalistas venais. Como carrega infantilização a expressão ”Porco fedorento!”. Quanta dor. Quanta infância interditada. Lembra menino babão na escola dedurando o coleguinha à professora. Quanto a Che, o que o boy/burguês/bem nutrido e conformado pode saber de liberdade, de Sartre, de América Latina, de mundo? Nada. A existência ressentida, travada pela culpa lhe imposta, manifestada pela inveja dos que são livres, não concede esse saber ao boy.

<- “Tem algo errado com os telespectadores, que até pouco tempo eram tão fanáticos pelo que a TV lhes mostravam”, concebeu o telenovelista Aguinaldo Silva, respondendo à Globo que lhe cobra por maior audiência. Aguinaldo Silva é daqueles tele/escritores possuidores de um túnel de inutilidades, que chamam de realismo, sempre com várias luzes em seu começo, meio e fim. O mago da cultura descartável que alguns sociólogos, antropólogos urbanos, jornalistas, acreditam ser necessário. E chegam a classificar telenovela de arte. Embora não passem de seqüências ininterruptas de clichês compostos de paixões tristes fortalecedores da apatia/social. Sem contar com as técnicas de filmagens apresentadas com seus enfraquecidos/empáticos/planos hipnogógicos direcionados ao inebriamento dos sentidos, inteligência, atenção, vontade e autonomia. É o gênio brasileiro responsável pela adaptação, segundo ele, da vida de Zé Dirceu à sua telenovela despencada em audiência. Elogiada, como saque genial, pela ‘inteligentísssima’ Ruth de Aquino, editora-chefe da revista Época, também da Globo. Tudo em casa. Pois o Aguinaldo, não fazendo jus ao Silva, não sabe por onde andam os telespectadores. Como um gênio da TV não sabe por onde andam os telespectadores? Se deixar a megalomania fantasiosa do psicodelismo midiático vai saber. Como vai saber também, porque a cansada Ana Maria Braga com seu desqualificante, “Mais Você”, está em curva decadente juntamente com o “Fantástico o Show da Vida” da Globo e outros. E saber que existe a turbulência, como diria o filósofo Michel Serres, a declinação do ângulo dos “sem mídias”.

MANAUS: UM PASSEIO PELA NÃO-CIDADE

DO TRANSPORTE COLETIVO COMO NEGAÇÃO

DO MOVIMENTO E DA COLETIVIDADE

Ontem a prefeitura de Manaus, em caráter oficial, declarou vencedora da licitação de exploração dos serviços de transporte coletivo a empresa TransManaus Sociedade de Propósito Específico LTDA. A empresa foi criada, como o próprio nome diz, especificamente para disputar a licitação, e é formada majoritariamente por empresas que já atuam no atual sistema. Será, a partir de agora, responsável pelas 230 linhas de ônibus existentes em Manaus.

A coluna Manaus: um passeio pela não-cidade foi fazer o que a prefeitura, por desconhecer que uma democracia só se engendra através do aumento das potências de agir de seus habitantes, não fez e continua a não fazer: ouvir as pessoas envolvidas na questão do transporte coletivo, os trabalhadores.

SOBRE A LÓGICA INERCIAL DO LUCRO

Com a administração atual, surgiram os ônibus que inverteram a lógica inercial do corpo físico-social que transita no transporte público de Manaus. Acostumados a se dirigir para a frente do coletivo na hora de descer, os manauenses tiveram que se deparar com ônibus que inverteram a entrada-saída de passageiros. Ato politicamente banal? Vejamos o que dizem os trabalhadores do transporte:

Eles vão mexendo devagarinho, colocando a catraca pra frente, tirando emprego dos cobradores, e eu não acho legal a catraca na frente, acontece muito acidente, o pessoal vai se empurrando, que desce lá atrás, ainda mais quando tem aquele espelho. Aquele espelho você olha aqui, depois vê lá atrás. A maioria dos carros não tem mais, o pessoal quebra, tira, o passageiro mesmo vira pra se olhar. Aí você tem que ficar olhando esse espelho externo aqui, quando descer o último, você dá um tempo, aí não vê ninguém e fecha a porta pra poder arrancar. Você não vê nada e é melhor você fechar a porta pra poder sair, é melhor imprensar ele do que ele cair. Ninguém gritou, ninguém falou nada, a gente sai.”

É muito perigoso, principalmente para crianças e idosos. Aumentou muito o número de acidentes por aí, e a culpa sempre cai em cima da gente.”

Esta situação, aparentemente banal – qual a diferença entre um e outro, poderiam perguntar os responsáveis pela fiscalização dos coletivos na cidade – demonstra que os administradores da cidade, quando não levam em conta a opinião das pessoas envolvidas nas questões sociais, recaem fatalmente no erro de criar mais uma série de problemas que os moradores da cidade terão de enfrentar.

INCURSÕES POLITICO E JURÍDICOGASTROS

Sobre os últimos acontecimentos na cidade acerca da luta dos trabalhadores do transporte coletivo, e que desembocaram na natimorta CPI dos transportes, os trabalhadores, através de seu depoimento, mostraram fazer uma leitura consciente das tramas que se querem passar por política em Manaus:

Isso aí, colega, é tudo uma cachorrada só! Tudo mundo come, menos a gente. Quem são prejudicados somos nós e o passageiro, porque o funcionário trabalha bem quando é bem remunerado. Se ele não é bem remunerado ele não vai trabalhar com vontade, ele falta, ele trata mal o passageiro, mesmo que ele não queira, porque ele tem problema em casa, tem dívida pra pagar. Aí ele não sendo bem remunerado ele não tem como trabalhar bem. O único Estado que não teve aumento pra categoria foi o nosso. No resto do país todo teve aumento. Só aqui que não teve reajuste salarial. Todo mundo pode fazer greve, pode reivindicar aumento salarial. Nós não podemos. Se a gente vai fazer greve, o Juiz, em 24 horas, faz uma liminar, dizendo que a gente não pode fazer greve. Proibiram a gente de fazer greve. E aí a gente já entrou na justiça, já faz seis meses que o nosso protesto está aí engavetado e a justiça não dá parecer nenhum”.

Todo mundo come, né? Os empresários tem dinheiro, os empresários tão aí, tão montados com barriga no dinheiro. Esse ano que vem tem eleição, não tem como mexer com eles. Não tem jeito de ser bom não. Entrou lá, vai morder. Tudo começou praticamente de baixo e não vai querer mexer com empresários. Por mais seguro que o cara seja, rola dinheiro. Tá aqui a minha parte, tá aqui a tua”.

Eu ouvi um colega falando que eles fizeram tipo um consórcio, uma cooperativa, como se fossem novas empresas, mas não é nada disso. São as mesmas empresas, os mesmos empresários que se juntaram e fizeram uma cooperativa, foi isso que eu ouvi falar. É tudo jogada. Aí nós falamos em greve, em não sair da garagem, que aí ninguém sairia das suas casas e ninguém seria prejudicado. Aí um juiz expediu outra liminar, dizendo que a gente também não podia fazer deste jeito, pois iria dar prejuízo ao empresário”.

CADA UM POR SI E DEUS CONTRA TODOS

Sem nenhum tipo de apoio, os trabalhadores do transporte coletivo ainda são obrigados a “fiscalizar” a população, não tendo para isto nenhum respaldo. Pela lógica do lucro, vale colocar trabalhador contra usuário:

Não! Não tem nada disso não. Nem no sindicato tem isso. Quando adoece vai pro SUS e aí dá seu jeito pra lá. Estas empresas não dão nem assistência social. Eles podem até ter assistência social lá na empresa, mas pro funcionário não tem não. Pra ti ter uma idéia, o funcionário que ‘encosta’, eles pegam o passe livre dele e limitam em duas passagens por dia. O cara precisa de mais, precisa se locomover, vai pro médico, vai fazer exame, aí limita o cara em duas passagens, justamente pra não gastar mais passagem no ônibus. O sindicato não vale de nada. Quando entra na justiça é pra beneficiar o patrão”.

As empresas não dão nenhum apoio pra gente. Você, o motorista, tem obrigação de fiscalizar. Mas e aí? O povo vem com ignorância com a gente. O que o encarregado diz? Fica na tua, porque se tu for discutir tu tá é ferrado pro resto da tua vida. Ninguém pede. Se a cobradora pede pra olhar a foto da carteirinha de estudante pra ver se é ele mesmo, ela tá é lascada. Não tem nenhum respaldo, se uma cobradora toma a carteirinha de um universitário vem televisão, vem tudo. No outro dia bota um outro no lugar dela”.

Infelizmente, em mais um dos aspectos necessários a criação de comunalidades em uma cidade, aquele que carrega os movimentos afetivos, econômicos, políticos, sociais, que é o transporte coletivo, a prefeitura mantém a estratégia do marketing, ao invés do diálogo com os agentes sociais envolvidos.

Colabore com a coluna Manaus: um passeio pela não-cidade, e enfraqueça os blocos de afetos e percepções clichezadas que impedem o engendramento das comunalidades. Mande sua sugestão de tema para afinsophiaitin@yahoo.com.br.

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# 40 anos da morte de Che! Festas comemorativas em todo mundo àquele que carrega a potência da pós-modernidade. Um novo olhar sobre a opressão e a linha de corte para a libertação. As imagens, as palavras ocupam múltiplos territórios jamais ocupados por qualquer homem em toda a história. São festas e festas. Umas conscienciosas e outras glamourosas: bonezinhos, broches, camisas, tênis… tudo de boutique. Brecht, talvez, dissesse: “Che, era tão bom que até ajudar o capitalismo, ajuda”. E Deleuze/Guattari, completassem: “Na forma de contágio: entra no buraco negro, o capitalismo, como linha de corte para causar ruptura”. Então, classe média, mimem o lindo, desejado, invejado Che. Quem sabe a potência democrática um dia capture você. Acontece que certos homens e mulheres são hecceidades: não possuem formas, designações, pessoalidades, temporalidades, estado de coisas determinado como realidade imóvel. São devires criança, mulher, animal; movimento, repouso, velocidade e lentidão. Sempre escapam à dor, ao pessimismo. São intempestivos. Não morrem. Alguns dizem que se transformam em mito. Não! Mito sai da superstição. É uma corrupção da razão. Che não É. Che se move como devir que surge lá como outro. Como contou o pai da Filotildes que em 67, no fim de sua adolescência, como diria, Belchior: “No tempo em que você sonhava” ao passar em frente a um bar ouviu um bêbado afirmar: “Chechefara não morreu!”. O que a razão estabelecida não lê, a razão translúcida visibiliza. O bêbado tinha razão. A bala, carregando as ordens da Casa Branca e da CIA, disparada, covardemente, pelo suboficial boliviano, Mário Téran, que vazou seu coração, não o matou. Essa dissipa todo TDPM Transtorno Disfórico Pré Menstrual, segundona. Como poderia dizer a D. Val: “Esta história me ‘arrupeia’ toda”.

# “Qualquer pessoa sabe o que é um assistente social e o que faz. Mas um psicólogo o povo não sabe o que é e o que faz. Eu mesmo não sei para que serve a psicologia”, afirmou a amiga da Waltina, professora/doutora da UFAM, Iraildes, também fera do PT Oh! My Darling! em uma aula de pós para alunos de Serviço Social e Psicologia. O que é isso, Ira! Você que vive das definições profissionais determinadas pela imagem do pensamento do estado, não sabe distinguir relações sociais institucionais, de produções de afetos, minha nega? E olha que a Waltina fala tão bem de você. Diz que lhe conhece desde o tempo em que você era noviça lá na matriz. Não faz mais isso não, Ira. Senão vão dizer que você faz parte dos mestres e doutores que fazem a UFAM ser mentora da ignorância e da apatia. Faz mais isso, não. Papai do Céu não gosta. Tá!? Você se separou Dele, mas Ele não se separou de você.

# E olha essa agora, a Xuxa chorando a sua solidão, soluçando que não tem nenhum homem no Brasil pra namorar com ela, porque não querem compromisso e porque ainda por cima não querem usar camisinha. Ela acrescentou que o último homem da vida dela foi o Luciano, praticamente contratado para ser o pai de sua filha Sacha. Eu só não arrumo o Aristildo pra ela porque o amor pra mim não é propriedade pra eu disponibilizar. Das duas, uma: ou os homens do convívio dela são daqueles que escondem a brutalidade na finesse da fosforescência global ou a rainha dos baixinhos gosta de subjugar também os altinhos. Deve ser pelas duas coisas. Eu é que não ia querer os marmanjos que a rodeiam e, meus amores, namorado que se envolveu nos meus carinhos vertebrais é que não vai querer os louros do amor objetal com a loura mal-amada.

# Eu adoro coisas assim, assim, meio que assim, assim. O bispo Macedo da Universal lançou um livro que senta a porrada na Globotarizante, que, por sua vez, paranoicamente, com sua tara monopolizante, sempre perseguiu o bispo com sua televisão. Se fosse só igreja ela não tava nem aí. Quanto mais aqui. Só que o bispo é cobra criada. Envenena mesmo. Agora está com a RecordNews, aberta 24 horas, mandando ver. E a Globotarizante só… Aí o Lalu contou que estava em uma parada de ônibus e ouviu duas senhoras muito indignadas, conversando. “A Globo disse que o bispo Macedo vive de explorar a fé do povo”, falou uma. “E ela não explora a leseira do povo?”, perguntou a outra. “Eu estou muito puta com essa da Globo”, afirmou a primeira. “E eu? Eu vou pra cima! Mexeu com o bispo, mexeu comigo!”, exclamou a segunda. Que é isso, meninas. Lembrem de Che: “Há que endurecer sem jamais perder a ternura”.

# “Manhê, tu conhece o Barroncas?, perguntou o Bilico chegando da bola. Ih, de muitos carnavais e alguns velórios, por quê?, disse dona Doca, com as mãos nas ancas. É que ele tava hoje de manhã na escola que o Nilaudo estuda, falando sobre o ECA e as políticas da prefeitura para as crianças, numa festa. E ele por acaso entende de criança? Meu filho, tem cheiro de eleição no ar…” E eu que tava ouvindo esse papo do outro lado do muro, não resisti, subi no tamborete e comentei com a Dona Doca que na prefeitura é assim. Não precisa entender do assunto pra ser secretário. É só ver o caso da educação, da assistência social, das obras, do meio ambiente…

        Cansei do Rock!

                    É o tango o meu toque,

                                Mas se Che tem Hip-Hop

                                                    Entro nessa de reboque.

Beijos e Abraços Vertebrais!

AMBIÇÕES DO PT-JOÃO BOBO DO AMAZONAS

Por acreditar que política se faz com falsas alianças para posicionamentos imediatos, o PT oh!my darling do Amazonas, assim como o Pc do B, tem se juntado tanto ao Governo do Estado quanto à Prefeitura de Manaus, mesmo as atuais gestões pratiquem um tipo de política historicamente (para usar uma palavra adorada pelos que “ainda” se dizem de esquerda) contrária à população, conseqüentemente à democracia. São por estes motivos que a cúpula petista de cá tenta emperrar a candidatura de Praciano, provavelmente a única alternativa à Prefeitura de Manaus para as próximas eleições, enquanto mapeia o estado e o município com cargos de relevância política estratégica nula, sendo responsável direta, segundo vários petistas, a atual presidente Gilza Batista.

Percebendo isto, Marcos Ney, que é formado em filosofia, e atua como professor na rede estadual, realizou esta charge para o bloguinho imtempestivo, retratando a postura do PT amazoniquim.

AOS PRESENTES À SEMANA DE NÃO-EDUCAÇÃO DO AMAZONAS

Educação [educare] é um processual contínuo que envolve elementos corporais e incorporais, potencializando a formação subjetiva das pessoas/estudantes a partir de experiências/encontros alegres que aumentem a potência de agir dos corpos para que não sejam levados no vendaval das paixões tristes forjadas por causas exteriores, mas, ao contrário, para que vivenciem a realidade de forma autêntica e a governem como causa de si mesmo.

Sem essa compreensão, resta a falseação do conceito de educação, baseada na burocracia e na arquitetônica, como há muito vem ocorrendo no Amazonas, dos secretários de educação à grande parte dos professores. Ambas operando mal e parcamente apenas para manter uma imagem em planilhas e montagens fotográficas. Enquanto isso, tanto no município quanto no estado, transparecem as práticas totalmente distanciadas dos falhos discursos.

E são justamente os criadores dessa realidade opressiva, e que continuam fortalecendo-a, que vem agora realizar uma Semana da Educação no Amazonas. Senão vejamos:

Uma das organizadoras é a dep. estadual Terezinha Ruiz (DEM-PFL), que foi Subsecretária (1995 a 2002) e Secretária de Educação (2002 a 2004) do município de Manaus, sempre estando próxima de pessoas como José Melo, Vera Edwards, seguindo a linha de um grupo que vê na educação apenas um filão eleitoreiro e sobre o qual pesam, inclusive, inúmeras denúncias de corrupção.

Pelo sucateamento das escolas estaduais hoje, pelo entendimento didático-pedagógico presente nas escolas cotidianamente, o que o Secretário Estadual de Educação, Gideão Amorim, poderá dizer de novo? Que mudanças pode apresentar? Seus números e prognósticos irão prontos e soarão fáceis, mas a realidade a população sabe que difere totalmente da retórica.

Até o ex-governador Amazonino Mendes, na condição de criador da UEA (Universidade Estadual do Amazonas), será um dos palestrantes, confirmando que a pedagogia dos projetos megalomaníacos continuam sendo vistos com louvores no Amazonas. Por isso que, embora as sucessivas derrotas eleitorais, o governador sabe que perdeu para iguais, e que seu “jeito” de governar continua atualíssimo.

E ainda tem Jefferson Péres, senador que ano passado defendeu a didática da palmada por pais na educação dos filhos. Indo de uma só vez contra as leis de proteção aos menores e adolescentes e atrapalhando o trabalho dos educadores que tentam alterar o tipo de relação que os adultos mantém com as crianças, seja em casa, seja na escola.

Como Terezinha Ruiz é organizadora, talvez pelo fato de ser partidariamente adversária do prefeito, só vai faltar o Secretário Cyrino, da SEMED, o qual poderia até aproveitar para demonstrar como conseguiu seguir tão bem o trabalho deixada pela atual deputada, ele que a sucedeu na pasta, e hoje vem envolvido em seguidas denúncias, como o caso do “frango invertebrado”, de desvio de verba da merenda escolar, e ultimamente tenta se esquivar do caso das “escolas escoladas”.

A Semana da Educação, portanto, não ocorrerá no Amazonas, primeiro porque educação é movimento intensivo, não estando preso a categorizações temporais e espaciais abstratas. Segundo porque não se limita o educare com uso deste conceito esvaziado de qualquer significação prática. A única coisa que pode ocorrer aí é a demonstração ordinária de tudo que NÂO é educação.

*…..::: CHAGÃO! :::…..*

Chagão!

Θ DIDA PODE SER PUNIDO pela papagaiada que protagonizou no jogo com o Celtic, pela Champions League. Depois de ser atingido de leve por um torcedor que invadiu o campo, Dida desabou no chão, sorriu para o médico e foi substituído. O torcedor foi punido pelo clube escocês e jamais poderá assistir jogos de seu time no estádio, seja em casa ou fora. Já a punição ao canastrão depende da UEFA. Willians Gailard, diretor de comunicação da entidade, comparou a gafe com a que protagonizou o goleiro Rojas, do Chile, no maracanã, em 1989, pelas eliminatórias da copa de 90, quando o goleiro chegou a se ferir para simular contusão por um rojão que foi jogado por uma torcedora. Dida não fala com a imprensa a dois anos, depois de uma reportagem sobre uma suposta amante. O caso é que, em se tratando de Milan, a criatura mimetiza o criador. É a cara de um pastelão Berlusconiano.

Θ CALCIO “ABENÇOADO”. O centenário Ancona, time que disputa a série C do Calcio italiano, cujo ápice foi ir à final da Copa da Itália de 1994, e que esteve envolvido até o pescoço em falcatruas típicas do capeonato da velha bota, agora – segundo comentário da imprensa esportiva européia – vai entrar na linha. A gestão do time, a partir de agora, será da Conferência Episcopal do Vaticano, e o papa Ratzinger já recebeu a camisa 10 do time. Tradicionalmente reduto de torcedores esquerdistas – na Itália futebol e política andam muy próximos – o time agora terá que andar na linha com sua contabilidade e seus jogadores terão que adotar os padrões católicos romanos como código de conduta. Fica a pergunta: Deus ajudará o time a ser campeão italiano?

Θ AFONSO ALVES MARCA 7 GOLS na sétima rodada do campeonato holandês. Enfrentando o Heracles, o time venceu por 9 a 0, com sete gols do centro-avante que brigou com o time e a torcida, por não ser liberado para clubes maiores, depois da exposição marketista na seleção-nike do Brasil. O fato que sobressai à notícia é a decadência do campeonato e do futebol holandês. Com seus melhores jogadores atuando fora do país, o futebol que revolucionou o mundo hoje é apenas exportador de jogadores, e seus principais times, embora massacrem os adversários na liga nacional, quando se trata dos torneios europeus, têm se dado mal. O tradicional Ajax foi eliminado de todas as competições continentais que disputou no último ano por times considerados inferiores. Lá, o Feyenoord, do técnico Ruud Gulit, lidera.

Θ MESSI CONTINUA ARRASANDO NO BARÇA. Na vitória por 3 a 0 diante do Atlético de Madrid, do também argentino sensação da Primera da España, Sergio Aguero, Messi fez um e participou dos outros dois gols. Um torcedor espanhol colocou na camisa a frase: “Se Maradona é Deus, Leo é o MESSIas”.

Θ LIGAS NACIONAIS EUROPÉIAS: No Calcio italiano, a líder Internazionale venceu o Nápoli, de Sofia Loren, por 2 a 1. A Juventus empatou em 1 gol com a Fiorentina e continua a perseguição ao líder. A Roma fez 3 a 0 no Parma, e os berlusconianos milaneses golearam a Lazio por 5 a 1. Na Premier League inglesa, o Arsenal vence o Sunderland (3 a 2) e mantém liderança, mesmo com a goleada do Manchester United em 4 gols sobre o Wigan Athletic. O Manchester City venceu o Middlesbrough por 3 a 1, e continua em terceiro. Liverpool e Chelsea vem logo em seguida. Na Ligue 1 da França, o líder Lyon venceu o Bordeaux por 3 a 1 e segue perseguido pelo Nancy, que venceu também em 3 a 1 o Mônaco. Le Mans, Bordeaux e Rennes completam os cinco primeiros. Na Bundesliga alemã, o Munique continua líder, e venceu o Nürnberg por 3 a 0. O Karlsruher, segundo colocado, venceu por 2 a 0 o Schalke 04 e o Werder Bremen venceu por 3 a 0 o Duisburg. Hamburger SV e Schalke 04 completam os cinco mais. Na BWIN Liga de Portugal, ninguém segura o Porto FC, sete pontos à frente do Sporting, segundo colocado. O time portuário venceu fora de casa o Académica pelo placar mínimo. Marítimo, Benfica e Guimarães completam os cinco. Na Primera da España, a dupla Barça – Madrid disputam a liderança, seguidos de perto pelo submarino amarelo Villareal, Valência e Espanyol. O Madrid suou para ganhar por 2 gols do recreativo Huelva, e o Villareal perdeu para o Osasuna por 3 a 2.

Θ BRASILEIRÃO. Resultados da 30ª rodada: Atlético-MG 3 a 1 sobre o Sport Club Recife. Atlético-PR 1 a 0 no Vasco da Gama. Internacional vence por 2 a 0 o lanterna América de Natal. Depois de 14 partidas e 4 anos de freguesia, o Corinthians finalmente consegue vencer o São Paulo. Destaque para a contusão do goleiro tucano Rogério Ceni, que preferiu ficar em campo machucado a dar a oportunidade de estréia para seu colega, Fabiano, e para o encontro entre Carlão e Richarlysson, que custou uma internação ao cotintiano, que tem suspeita de traumatismo craniano. O gol solitário foi de Betão. Outro destaque, o Santos vencendo o outrora Botafogo, do qual nem as cinzas restaram. Muita choradeira no Engenhão (RJ), saída do técnico que não chegou, e a volta – que só existe no futebol – do técnico que foi mas não foi, Cuca. Placar, 3 a 2. Precisava? O Náutico goleou por 4 a 1 o Juventude, o Palmeiras alvi-limão do craque-gato Valdívia ganhou do Grêmio em confronto direto pela vaga na Libertadores, 2 a 0. O Figueirense carimbou o passaporte do Paraná rumo à série B, goleada por 4 a 0. O Cruzeiro não aproveitou a segunda derrota seguida do futuro campeão brasileiro, e empatou sem gols com o Goiás. E no clássico edipiano, vitória paterna: Flu 2 X 0 Fla. São Paulo, Cruzeiro, Santos, Palmeiras e Grêmio são os cinco primeiros.

Θ POR UM GOL! Com a classificação nas mãos, dependendo apenas de si, jogando contra o time reserva do classificado ABC-RN, o Rio Branco (AC) empatou em 0 a 0 e deixou escapar a vaga para a próxima fase da terceirona. O time natalense ainda ganhou como bicho pelo empate cerca de 10 mil reais para cada jogador e mais 200 mil, dados pelo time classificado, Bahia, que venceu o FAST Clube RMMiano (abandonado pelos dirigentes e com os salários atrasados) por magro 1 a 0 na Fonte Nova. O time baiano investiu pesado pela vaga. Além da mala tricolor dada ao ABC, o árbitro expulsou dois jogadores do FAST e ainda deu seis minutos de acréscimo, cruciais para que o Bahia, com Charles, aos 49 do segundo tempo, fizesse o gol da classificação. Assim, o clube baiano ficou empatado com o acreano na tabela, mas com um gol a mais, e agora enfrenta o CRAC de Goiás, enquanto o ABC pega o Bragantino (SP), pelo octogonal final da competição. E ainda tem argentino que diz que o nosso futebol não é sério…

Θ E POR FALAR NELES, pela 13ª rodada do Apertura, o líder Independiente perdeu para o Newell´s Old Boys, 2 a 1. O novo segundo colocado, Lanús, venceu o Arsenal, 1 a 0. Quarto colocado, o Tigre empatou em 1 gol com o Velez, e o novo quinto colocado, Banfield, venceu o Cólon por 3 a 1. O Boca é o terceiro, e o River, o sétimo. E por falar neles…

Θ SUPERCLASICO 181 DE LÁ HISTORIA! No Monumental, casa do River, que vinha de derrota estrepitosa para o Argentinos, deu-se o embate que parou a capital alviceleste. O Boca Jrs, favorito, vinha de vitória e precisava dela, para continuar a perseguição ao Independiente. No início do jogo, o River pressionava com Ferrari e Ponzio pelas pontas, Ortega e Falcão no ataque, e o Boca esperava por uma chance nos contra-ataques. Na metade do primeiro tempo, quando o Boca começava a equilibrar as ações, eis que Falcão abriu o placar para os millionarios. O gol tonteou os xeneizes, que ficaram perdidos em campo. No meio da confusão, Palleta faz pênalti em Buonanotte. El Burrito Ortega bateu, e Caranza defendeu, mas o assistente acusou adiantamento do goleiro boquense. Repetido o penal, Ortega bateu no mesmo canto, e agora, para delírio da torcida, a bola entra. 2 a 0! Para completar, pouco tempo depois, Banega foi expulso e o Boca quedava com 10 jogadores. No segundo tempo, continua o domínio do River, que por pouco não ampliou a vantagem. Com gritos de Olé da arquibancada, o Superclasico se pintou de vermelho e branco, para a alegria da torcida dos Milionarios.

Θ SUPERCLASICO!! Assim como o jogo de hoje mostrou que nem sempre os favoritos vencem, o Superclasico, como toda grande batalha esportiva que é o futebol, já mostrou que o jogo, entre homens livres, não tem prognóstico e acede ao acaso do existir: “Foi em 1943. O Boca Juniors jogava, contra a Maquina do River, o clássico do futebol argentino. O Boca estava perdendo por um gol, quando o árbitro apitou uma falta na risca da área do River. Sosa cobrou o tiro livre. Não chutou para o arco: centrou, buscando a cabeça de Severino Varela. A bola chegou muito adiantada. Estava fácil para a retaguarda do River, Severino estava longe; mas o veterano atacante decolou do chão e viajando no ar meteu-se entre vários defensores e deu uma cabeçada fulminante que venceu o arqueiro. Os torcedores o chamavam A Boina Fantasma. Era de Montevidéu, lá tinha amigos e trabalhava numa usina. Mesmo jogando em Buenos Aires” (Em Futebol ao Sol e à Sombra, de Eduardo Galeano).

O JOVEM E O PARLAMENTO

Conta uma lenda antiga que, estando uma cidade sob o domínio da estagnação política- social, seus dirigentes, preocupados com o que de mais grave poderia acontecer, consultaram os mais velhos e receberam a resposta de que não havia nada de novo sob a luz do sol. Angustiados e impotentes se curvaram sob a força do imponderável. Quando tudo parecia perdido, eis que se apresenta um sábio, vindo de terras distantes, e diz haver algo de novo sob a luz do sol: A juventude. Pois bem, o sábio tinha a compreensão das mutações ontológicas que acontecem quando gerações antecedentes, comprometidas historicamente com a existência coletiva, criam eticamente uma morada aos homens para que eles vivam como responsáveis pelo mundo e deixem para as gerações posteriores a livre responsabilidade de criar sempre o novo, onde a polis se movimenta continuamente. Mas quando gerações perdem esse compromisso, deixam como legado aos jovens a descrença pela vida. E só somente a crença em sua própria potência como criadora do novo, pode a juventude, livre de um passado negador, produzir o novo sob a luz do sol.

Deputados do Amazonas aprovaram um projeto designado como Parlamento Jovem. Permite estudantes participarem das sessões para compreenderem os meandros legislativos: os caminhos de funcionalidade da casa. Pequeno Expediente, Ordem do dia, apresentação e votação de Projeto de Lei, etc. O óbvio. O desnecessário, principalmente quando alguns possuem TV a cabo e podem muito bem aprender todos estes códigos sem ter que ir ao ambiente. Entretanto, para os que não possuem, uma simples visita dos estudantes resolve. O certo é que os deputados autores do projeto afirmam categoricamente tratar-se de algo imprescindível aos jovens para sua formação democrática. Talvez até, teoricamente, auxiliasse se a postura dos deputados fosse realmente democrática. Se primassem pela autonomia do Poder Legislativo e não se tornasse um simples serviçal do Executivo. Se os projetos saíssem de uma reflexão impulsionada pela potência democrática e não dos interesses particulares e da ficção megalomaníaca, como o projeto da ponte metropolitana, Manaus-Iranduba. Se práxis internas do legislativo não se apresentasse como deboche. Como comumente sai do deputado Berlarmino Lins, autor do projeto, que na presença dos estudantes e diretores de escolas – que o elogiaram – acreditando possuir verve humorística, apresentou performance de piadista inútil, pior que Jô Soares, com a conivência do deputado Sinésio, também mote da graça desgraçada. Todavia, este quadro não serve a percepção e cognição dos jovens. Os jovens carregam suas próprias potências e não precisam de mestres que, nem no passado ou presente, tiveram compromissos ontológicos fundamentado na potência/virtús da democracia. Se nossos jovens acreditarem no realismo raso destes antigos, cairão na impotência de que não há nada de novo sob a luz do sol, e serão responsáveis pelas mazelas e frustrações dos velhos. Velhos cronológicos e epígonos: os jovens que já nasceram de cabelos brancos. Os que acreditaram nas certezas dos antigos reacionários. Mas os jovens sabem que parlar, parlamento, é produção de entrelaçamentos de potências individuais resultantes na potência comunalidade democrática. O resto é ficção eleitoral.

i iNDA TEM FRANCÊS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ “SERIA BOM TAMBÉM PENSAR NA FIDELIDADE DA MUDANÇA DE NOME DOS PARTIDOS. Tem partido que mudou de nome, não é mesmo?”, comentou Lula ao ser inquirido sobre a decisão do STF – Supremo Tribunal Federal, sobre a fidelidade partidária no caso dos recursos do PSDB, DEM e PPS referente à saída de alguns membros destas agremiações para outras. A observação de Lula nos conduz a duas realidades: uma, lingüística e outra, neuro-cerebral. Ou melhor, sensível/cognitiva. No primeiro o exemplo, república/sarapatel/basófia, é o PFL. Quando surgiu, no fim da ditadura, apresentava um programa que chegou a impressionar certos democratas ingênuos. Entretanto, os membros fundadores e atuantes, tiravam qualquer crença dos democratas reais. Quem poderia acreditar em ACM como democrata? Mudança de nome quase sempre não significa mudança de singularidade quanto mais de essência. No segundo, pelo que se sabe, o DEM é composto pelos mesmos PFL’s. E o que se sabe mais ainda é que nenhum deles se submeteu a um transplante do sistema nervoso central e, muito menos, do cérebro. Ou escorregou em uma casca banana, perdeu os sentidos e quando despertou proferiu, pelo menos as inquietações pseudas filosóficas: Onde estou? Quem sou Eu? Para onde vou? Agripino Maia, a dupla César e Rodrigo Maia, ACMzinho não foram transplantados ou escorregaram. E aqui no Amazonas, nem a mídia venal notificou que o que o faceiro pilar do PFL, Pauderney, tenha escorregado ou feito o tal transplante. Entretanto, se alguém escorregou, no mesmo momento deve ter respondido: Estou no PFL. Sou parlamentar. E vou para Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Época, Globo… entregar minha pauta invejosa. Síntese: ninguém mudou a forma de perceber e, muito menos, entrou na ordem cognitiva. Logo, não são democratas. Lula tem razão: fidelidade de mudança de nome de partido, já! E inda tem francês…

@ A VEJA AFIRMA QUE CHE MITO NÃO É O MESMO QUE O HOMEM. O filósofo Nietzsche dizia que o homem não poderia se dar tanta importância porque era ele mesmo quem falava de si. E completava, para alguém falar sobre o homem tem que ser outro, não o homem. Logo, todo orgulho humano é decadência. Daí se infere que a Veja, em sua limitação cognitiva e sua corrupção moral, não pode examinar ninguém. Existe no mesmo mundo opaco das alucinações persecutórias de suas congêneres. Por isso, Mito para ela é um produto do capitalismo: Pelé, Roberto Carlos, Bush, Hitler, Heston, Carlos Vereza… Daí não chegar nem ao conceito da mitificação religiosa. Imagine ao conceito homem, já que flutua na abstração, como diria Marx. E quanto ao Che, é blasfêmia sem direito a purgatório, pronunciar este nome. Isto porque, novamente Marx, a Veja nunca concebeu socialidade. Seu mundo é uma fabulação. A fabulação dos epígonos. Os que nasceram envelhecidos pela dor da culpa que se pretende perdoada pelo capital. Doloroso pecado. Não é, Mainardi? Adestrado, Dieguinho. E inda tem francês…

@ GOVERNO BRASILEIRO PEDE EXTRADIÇÃO OFICIALMENTE do banqueiro Salvatore Cacciola, condenado pela justiça a 13 anos de prisão por desvio de dinheiro público. O objetivo da operação é, além da extradição do banqueiro, localizar e bloquear os investimentos feitos no exterior, para que o dinheiro seja recuperado. No chamado Golpe do Real, fartamente documentado pelo livro de Luís Nassif, “Os Cabeças de Planilha”, Cacciola recebeu informações privilegiadas da desvalorização do Real – aquela que FHC meses antes, nas eleições, negou que faria – e negociou com o Banco Central para que adquirisse dólares sobrevalorizados de seu banco, Marka. Saldo: 1,5 Bilhões de prejuízos aos cofres públicos. Preso pela Interpol no principado de Mônaco, Cacciola aguarda a decisão real para ser extraditado ao Brasil e cumprir sua pena. Isso se a mídia oficial e o ministro Marco Aurélio Mello, que já ajudou Cacciola a fugir legalmente do Brasil, concedendo liminar quando o Ministério Público havia solicitado a prisão preventiva do banqueiro, não atrapalharem. A mídia oficial, claro, hostiliza a prisão de um dos seus, e só usa a fala da impunidade quando se trata de defender seus interesses. Tarso Genro, que garantiu ir buscar Cacciola em Mônaco, se preciso for, já foi hostilizado e acusado de querer fazer turismo às custas do dinheiro público, mas nenhuma viagem ministerial, ainda que fosse por turismo – o que não é nem de longe o caso – cobriria o festival de dólares sobrevalorizados que assolaram o país no golpe financeiro aplicado por FHC e os neoliberais no início do segundo mandato do príncipe dos sociólogos. i inda tem francês…

@ NA ESPANHA, INTERNET BANDA LARGA É DIREITO. Naquele país, as discussões sobre a “Ley de Impulso de la Sociedad de la Información” prosseguem acirradamente. Segundo a lei, a internet banda larga será direito de todo cidadão garantido pelo Estado. A briga é pela regulamentação e definição dos padrões de qualidade para a banda larga, a fim de que não existam disparidades entre os estados espanhóis na velocidade e qualidade da conexão. A Asociación de Internautas pressiona o governo para que estabeleça altos padrões de qualidade de conexão e velocidade, para que os espanhóis tenham como direito acesso rápido à internet. No Brasil, a maior parte dos internautas depende da conexão telefônica, que chega no máximo a 56 Kbps (uma banda larga atinge, no mínimo, 512 Kbps, podendo chegar a 01 Mbps), embora no atual governo o acesso ao computador tenha disparado, o preço dos portáteis tenha desabado, a quantidade de residências com acesso a internet tenha aumentado, para desespero da mídia oficial e da direitinha, que não consegue acompanhar as mudanças de percepção e de entendimento que a internet engendra. i inda tem francês…

@ CASO DA MALA DE DINHEIRO DE ARI MOUTINHO E ADAIL PINHEIRO será julgado na próxima quarta-feira, dia 10. Ari Moutinho (vereador em Manaus), Adail Pinheiro (prefeito de Coari) e Rodrigo Alves da Costa (vice-prefeito) foram flagrados no dia 30 de setembro de 2006, no aeroporto Eduardo Gomes (o Eduardinho), em Manaus, com uma mala contendo R$ 212,5 mil, segundo o MPE, recursos desviados da prefeitura de Coari com vistas à compra de votos. Ari era candidato a deputado federal e Rodrigo, Estadual. Nenhum dos dois conseguiu se eleger, mesmo fazendo carreata no bairro São José no dia da eleição. Filho do desembargador homônimo, Ari Jr. pode ter seu nome retirado do processo “por falta de provas”, justificativa dada pelo procurador geral substituto, Edmilson Barreiros, mas a decisão final fica a cargo do pleno do TRE. Ari, que já foi homem de confiança do governador Eduardo “guerreiro de sempre” Braga, também tem seu nome envolvido na operação Albatroz, além de diversas outras acusações. i inda tem francês…

@ NO PROGRAMA HARD TALK, DA BBC, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ouviu perguntas que não está habituado a ouvir no Brasil. Dentre outros assuntos, os entrevistadores questionaram o “pessimismo” do presidente, contrapondo os avanços da economia e da política internacional brasileira da gestão de Lula. FHC também foi questionado quanto aos mais de 600 processos arquivados pelo “engavetador geral da república”, Geraldo Brindeiro, sua posição subserviente à política internacional – principalmente a norte-americana – e o seu anti-chavismo, na contramão da integração latino-americana. O link para a entrevista está aqui. i inda tem francês…

@ LULA FUTURA CONSTRUIR MAIS 10 UNIVERSIDADES antes do final de seu mandato. É mais um recorde que o sapo barbudo vai consolidando e só aumentando a distância de todas as outras presidências que passaram pelo Brasil. Mas o perigo é que essas universidades se tornem mais 10 feudos de repetição, de mediocridade vendida como verdade, mas distanciada de qualquer realidade comunitária e, sobretudo, nada de criação. Só buraco negro. Lula movimenta, mas tem quem paralisa. i inda tem francês…

@ NA GLOBO, MEDIOCRIDADE E VILANIA andam sempre juntas. No vale-tudo antidemocrático, vale até ideologizar as alienantes novelas, desde que sirva para tocar no PT e no Governo Lula. O autor da façanha foi Agnaldo Silva, o qual, segundo a própria globotarizada Folha de São Paulo, tem medo do Zé Dirceu, por ele ter fugido do Brasil na época da ditadura, deixando a esposa, fazendo em seguida uma plástica em Cuba para mudar de rosto e regressando ao Brasil clandestinamente. Somente com o fim da ditadura, Dirceu se apresentou novamente à mulher. O abjeto noveleiro global acrescentou à personagem o fato de ser um aproveitador da riqueza da esposa. A ex-esposa saiu em defesa de Dirceu contra o noveleiro. A charmosa senhora nem precisava se incomodar. Quando quer trabalhar temas políticos ou sociais, a Globotárica sempre apela para o raso realismo; dessa vez foi ridículo. Duas perguntas aos franceses: quem é o aproveitador? Será que os vilões ainda acreditam tocar em Lula, agora usando o cúmulo da mediocridade, a novela? Uma exclamação: como é boa a medicina cubana! i inda tem francês…

@ “CONTRATOS NA MÍDIA: O JORNAL NACIONAL NA BERLINDA” é o título do trabalho de Maria Lucia Vissotto Paiva Diniz (Unesp/Bauru), divulgado pelo Blog Metropolitano sobre os artifícios semióticos formais do JN na fabricação de verdade e realidade, enquanto recorta e representa o real, simulando “sentimentos disfóricos” e “sensações eufóricas” através do plano psicológico familial, acompanhado de cores, flashs, jogos de câmera, etc, para ‘empurrar’ ao telespectador desavisado a informação/sugestão. i inda tem francês…

        Vamos que vamos, vamos

                        Pois quem chegou se acomodou

                                                        Mas quem nunca chegará

                                                                                        Precisa continuar…

GLOBO: A NECRÓPOLE DAS IMAGENS E DAS PALAVRAS

ENCONTROS CASUAIS

! Era uma vez um reino muito miserável. Não por causa de seu povo, mas por causa de uma classe nobre muito rara: a parlamentar. Esta classe, em aliança com a dos comerciantes e dos comunicadores, em nome da ética na política todo momento enunciada, produzia um voraz banquete de corrupção. O povo, que não podia reagir, por se achar preso pelas leis contra suas reivindicações, vivia amordaçado. Eis que em um certo dia um parlamentar ao se aproximar da tribuna para proferir mais um discurso contra o povo, caiu, bateu a cabeça e meio grogue discursou o inesperado: era preciso criar uma lei que obrigasse todos os parlamentares saberem o que era ética. Foi um alvoroço. Mas ele continuou, dizendo que essa idéia era porque desconfiava que o povo estava tramando, na surdina, uma rebelião. Por isso, era preciso sair na frente para acalmar os ânimos do populacho, e a saída era essa. Com medo, todos concordaram. E para convencer a ralé, todos deveriam fazer uma prova, explicando o que era ética. Alguns contestaram, afirmando que esta obrigação seria para os futuros parlamentares. Ele protestou, argumentando que se não fizessem a prova, a plebe desconfiaria que eles não sabiam o que era ética, e, portanto, não sabiam o que era democracia, e explodiria a revolta. Com o medo exacerbado, aceitaram. Elaboraram a lei, aprovaram e fizeram a prova. Aí surgiu um problema: quem iria corrigir a prova e dar as notas? Para ganharem mais confiança do populacho, escolheram dois membros da classe miserável. Um velho e um jovem. Eles corrigiram as provas e o resultado caiu na boca do povo, que se sentiu mais forte e foi pela primeira vez para rua lutar pela democracia: ninguém sabia o que era ética. Todos foram reprovados com zero estrelado. Como tinham aprovado uma lei para dividir o reino em dois, como mais um ardil para corrupção, desatinaram com o resultado da prova, certos que o povo ia enforcá-los, e se mandaram para a outra terra. Como eram preguiçosos e inúteis, logo o pedaço de reino foi consumido pela miséria e a nobre classe desapareceu. Já no reino, antes miserável, foi fundado um reino democrático alicerçado sob o primeiro sentido grego da palavra ética (éthos): habitat, morada. Com o tempo, pela práxis comunitária, compuseram com outro sentido: modus de ser de um povo. Viver produzindo afetos alegres como eternidade.

!! Os dois amigos sempre saíam juntos para tomar uma cerveja depois do expediente. Falavam de mulheres e do ódio que sentiam pelos gays. Num dia, beberam além do costume e, sem perceberem, suas mão ataram-se. Beijaram-se intensamente e acordaram juntos em uma cama de motel. Combinaram de ir falar com suas mulheres sobre a descoberta do amor. Reuniram-se os quatro, os dois ficaram um tanto na evasivos, sentindo dificuldade em falar e quando finalmente um deles falou, as duas caíram na gargalhada, enroscando-se na outra. Quando puderam fala, uma delas apenas disse: Não tem problema, há dois anos que somos amantes. Um foi pegar uma cerveja na geladeira, enquanto a outra colocava um cd do Bartô pra rolar.

!!! Ela parou perto dele, que fitava o horizonte e ele lhe perguntou se ela achava lindo o pôr-do-sol. Ela respondeu que não. E completou que o sol não se põe. Quem se põe são as esperanças.

!!!! A professora perguntou ao menino quem havia descoberto o Brasil. Ele, sorrindo, respondeu que o Brasil não havia sido descoberto, mas sim criado, e que seus habitantes não eram brasileiros. Eram linhas e pontos desta criação.

!!!!! E o profeta diante de seu povo, proferiu: Quem viver amanhã não verá o futuro, pois estará morto.

!!!!!! A flor caiu sobre o leito do rio e ele, seguindo para o mar, ficou feliz. Exuberante de felicidade, quando se aproximou do mar, mudou seu curso e a flor murchou.

!!!!!!! Era uma vez, uma vez.

A GLOBO E A ÉTICA EVANESCENTE

Por não possuir, desde a sua formação durante o período militar, nenhuma relação com uma realidade social, econômica, política que possa aproximá-la dos homens, a Globo se mantém de elementos diretamente de ordem psiquiátrica psicótica, a saber a busca por controlar, dominar, aniquilar as forças vitais através de um pacto medíocre para consolidar a tirania. Para ela o homem não passa de uma abstração manipulável. Não apresenta uma relação na sua forma e conteúdo que se possa denominar encontro, não consegue, portanto, alcançar o homem, e vive envolta em delírios fantasmagóricos. Suas cores parecem vívidas, mas não são mais do que a artificialidade catódica e que, à menor análise, vai se tornando fosca, entra numa evanescência e demonstra em toda sua grade de programações a ilusão e a falseação da realidade. Nada de real. Por isso, generaliza-se seu desespero toda vez que se depara com uma singularidade, pois se houver o encontro afetivo que aumenta a potência de agir dos corpos e vai compondo a democracia real. A Globo se desespera diante do homem real.

*…..::: CHAGÃO! :::…..*

Chagão!

Θ DIDA, PÉSSIMO ATOR. Quem viu as imagens da invasão de campo pelo torcedor do Celtic, na vitória por 2 a 1 no Milan Berlusconiano, pode ter percebido que a farsa de Dida foi mal planejada e mal interpretada. Numa das imagens captadas quando o goleiro já estava sendo atendido, o mesmo sorriu para um dos médicos. Vindo de um time comandado por um homem de televisão como Silvio Berlusconi, acostumado ao padrão chamado por aqui de “baixaria”, não hesitaria em pensar que seus jogadores devem se achar no direito de usar este tipo de artifício para tumultuar a partida. Dida provavelmente foi substituído para que não seja punido pelos tribunais esportivos europeus. Poderia ser condenado, por exemplo, a desfilar seu talento em alguma produção do canal de seu patrão na Itália, ou mesmo contracenar com algum dos chamados “monstros sagrados” da Globotária. Não diferem muito em talento dramático.

Θ OUTROS RESULTADOS DA CHAMPIONS LEAGUE. Na segunda rodada da fase de grupos, o alemão Werder Bremen perde em casa para o Olympiakos, da Grécia, e se complica. Na Itália, o Madrid empata em 2 gols com a Lazio. O Barça vence o Stuttgart por 2 a 0, e o Rangers coloca o Lyon em maus lençóis, outro 3 a 0 contra o multicampeão francês. O Sevilla se recupera da má fase e goleia o Slavia Praha por 4 a 2. Manchester United e Roma, reeditando confronto que na edição anterior ficou marcado pela surra inglesa nos italianos (7 a 1), novamente em Manchester, agora vitória dos caseiros pelo placar mínimo. A surpresa do certame é o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, que venceu seus dois confrontos, lidera o grupo D e enfrenta o Milan na próxima rodada, que acontece no dia 24 de outubro.

Θ RESCALDO DA TERCEIRONA, FAST Clube cumpre tabela, recebe o Rio Branco (AC) no Floro de Mendonça e perde por 3 a 0, trinca de gols do artilheiro Testinha. O time acreano disputa vaga para a próxima fase com o Bahia, que perdeu para o ABC no Frasqueirão (RN), classificando o time natalense por antecipação. Agora o Bahia terá de vencer o FAST em casa e torcer para que o Rio Branco não vença o ABC, jogando no Acre.

Θ ORELHUDO VALORIZADO. O craque preguiçoso Román Riquelme, mesmo sem estar jogando, foi convocado para o primeiro jogo da Argentina pelas eliminatórias da Copa 2010. O futebol do argentino não está sendo aproveitado no Villareal, e a julgar pelos resultados obtidos pelo time amarelo na Primera da España, não está fazendo falta. Então, surgiu o interesse do Manchester City, terceiro colocado na Premier League inglesa, em contratar o craque. Resta saber se Riquelme, que tem um estilo de futebol considerado retrógrado para os atuais padrões, embora seja craque, conseguirá se adaptar à correria do futebol inglês.

Θ FRUSTRAÇÃO DE PAI PARA FILHO. Diz a psicanálise que um dos grandes pesos que uma criança pode carregar é o fardo de ter que corresponder às expectativas dos pais, que não são suas. Nos esportes e na política, estas situações são comuns, e podem ser observadas com mais facilidade. Sócio e líder de torcida organizada do Palmeiras entrou em campo e agrediu o técnico sub-14 do time por ter substituído seu filho, que é jogador do clube. Incapaz de aglutinar afetos que aumentem as potências de agir das pessoas, o futebusiness acaba atraindo este tipo de ressentimento, resultando em todo tipo de violentação ao corpo que é possível no campo futebolístico, como as manifestações nazistas em campo e na torcida, na Europa e no Brasil. Em campo, em um time de craques, o garoto, se é que carrega este ressentimento como seu, dificilmente suportaria dez minutos de jogo. O filósofo Albert Camus afirmou que o que aprendeu de mais importante na vida foi como goleiro de seu time. É que ele sabia, é no jogo – como lance livre no mundo entre os homens, que compõem comunalidades – é que se fazem as pessoas, se constroem os vínculos, se entrelaçam as afetividades que engendrarão o Existir. Infelizmente, num campo de futebol de São Paulo, assim como em outros do mundo inteiro, crianças são submetidas ao delírio do sucesso burguês e do sentimento de inferioridade de seus pais, treinadores, empresários e clubes, anulando-se como princípio do jogo, tornando-se meros efeitos, jamais causas. E o futebol ficando mais violento e feio.

Θ NA RODADA DO APERTURA DE HOJE,  o Boca venceu o San Lorenzo por 2 a 0, com direito a gol de Palermo, e continua perseguição ao líder Independiente, que goleou por 3 a 0 o Gimnasia de Jujuy. O Tigre, terceiro colocado, venceu o Racing por 3 a 2. Lanús (4º), venceu o Velez por 2 a 1, e o Argentinos, quinto colocado, aplicou goleada ao já surrado River Plate, que só consegue ser River na Sudamericana, e contra o Botafogo. Placar: 4 a 1. A recuperação do Millionario, que é décimo colocado, terá que acontecer no Superclasico – River Plate X Boca Jrs – marcado para o próximo domingo, 07.

Θ SURPRESAS NO BRASILEIRÃO, só se o título do Corinthians for cassado. O Juventude vence o Vasco da Gama em São Januário por 1 a 0. O Palestra verde-limão venceu de virada o Náutico Clube, com direito a craque-gato Valdívia, e continua na briga pela vaga na Libertadores ’08. O Sport Club aplicou goleada sobre o baleado Goiás, 4 a 0, e segue em boa posição na tabela. Grêmio e Atlético-MG ficaram no empate por 2 gols, Fluminense e Corinthians ficaram no empate por 1 gol. Santos vence Cruzeiro no Mineirão, dá um empurrão no título sãopaulino, com gol nos acréscimos do segundo tempo. Atlético-PR vence o combalido Botafogo por 2 a 0. Amanhã, completando a 29ª rodada, tem Flamengo e São Paulo, América-RN e Paraná Clube, Figueirense e Internacional.

DAS VISIBILIZAÇÕES GAYS

A VII Parada Gay de Manaus ocorrerá no dia 28 de outubro, a partir de 16h, na Ponta Negra.

Apesar das organizações gays por aqui ainda estarem em desenvolvimento, a parada pretende se tornar um movimento pela visibilidade das questões da bandeira arco-íris GLBT pela luta contra a homofobia. Principalmente porque o movimento parte da minoria — no sentido de marginalização, porque na questão numérica, a quantidade de gays “assumidamente”, como em todo o Brasil e o mundo, só aumenta também aqui em Manô. Isso prova que a liberdade e autonomia da homoeroticidade é uma luta autêntica em escolha e posição.

Por conta disso, começam a aparecer parlamentares, por exemplo, que pretendem se aproximar de forma folclórica e calculista — “eu sou a madrinha, o padrinho da parada” —, mas que são capazes de se defender com bíblia em punho, com a moral familiar e até na porrada se alguém colocar a mínima suspeição em sua masculinidade/feminilidade/heterossexualidade, como colocamos aqui no bloguinho sobre um episódio de homofobia envolvendo o próprio prefeito e vereadores.

No entanto, a visibilidade GLBT não será apenas uma questão erótica, mas também de cidadania, política, religiosa, econômica, jurídica, esportiva… de diminuição de sanções e preconceitos e pela aquisição e cumprimento de direitos inalienáveis de todo ser humano.

A AFIN, como tem feito constantemente neste blog e nos debates em que se envolve pela cidade de Manaus e outros lugares, aproxima-se para esta tentativa de composições que aumentem a potência de agir dos corpos no mundo. É aquilo que diz o filósofo Spinoza: ninguém sabe do que um corpo é capaz livre das amarras que o aprisionam.

E vamos nessa, que o mundo é gay!

PONTOS DO BURACO NEGRO

Buraco Negro em Esquizo-Análise é um sistema que captura corpos para se alimentar

As telhas do conjunto orgulho do governo levantam vôo ao menor sinal de brisa.

Prefeitura não sabe o que é monopólio.

Vereador aproveita loteamento dos estágios nas secretarias municipais e coloca sua sobrinha para demarcar território eleitoral.

Senador amazonense fala em ética, exibindo furor.

Moções de louvor na Câmara Municipal são apresentadas entre gracejos.

Funcionários da Câmara pleiteiam a URV e entram em choque com a direção.

Ausência de política de entretenimento público faz do Boi Manaus salvador da prefeitura.

Rigidez de partido de esquerda em órgão federal impede projetos independentes.

Má administração no Ensino Público frustra população.

Cortar o Buraco Negro só a Linha-Devir-Potência…

O OLHO PARANÓICO DA GLOBO

Paranóia, para a psiquiatria clivadora é o TPP Transtorno do Perseguidor Perseguido. Eu persigo, porque fui perseguido. O que eu persigo? Persigo a eliminação da culpa em mim. Que culpa? A culpa moral. Por isso, escuto vozes persecutórias. Para os filósofos Deleuze e Guattari, trata-se de um delírio histórico. Planos de organização e desenvolvimento tirânico cuja ordem é capturar e sujeitar. Não permitir a afirmação do mal, o novo frente ao bem, o adaptado, diria o filósofo Nietzsche. Ou seja, transformar o instinto em espírito conservador de rebanho. Sujeitado (tiranizado), sou sujeitador (tirano). Daí porque “o juízo-julgamento do paranóico é uma antecipação da percepção”, afirmam os dois filósofos. Meu estado de coisa onde nunca sou apanhado em meus segredos (virtual). Ninguém me rouba, pois percebo (virtualidade) por antecipação. Como tenho uma percepção à priori (virtual), dada a minha sujeição, posso elaborar defesas e me resguardar do perigo. Por tal, me desterritorializo sem me desterritorializar. Alucino desteritorrialização. Mas sou imóvel. Me projeto pela imaginação, assim sempre estou impedido do fora (real).

O GLOBOINOCULAR

Este o segredo da Globo. O segredo revelado como enunciado paranóico (Bergson: passado o virtual). Eis porque ela não pode apresentar imagens novas. Seu imagético é o produto de velhas percepções projetadas (virtual) como novas. Seu juiz-julgamento motor de sua programação. Em uma simples olhadela qualquer espectador confirma este psicodelismo alucinante. Salta livremente uma gesticulação enfática hebefrênica: as imagens e as palavras diluem-se como torrentes ininterruptas de vibrações efusivas. Em qualquer horário e com qualquer personagem esta enchurrada de “felicidade” maníaca prevalece. Impossibilidade da atenção para o pensar (bloqueio da atualização do virtual para se tornar real). É ela a transportadora da compulsão pela verdade (virtual). A verdade alucinada, tida para si, como necessária ao povo. Fantasia megalomaníca de ser a Opinião Pública. De poder construir e dirigir a realidade (virtual) para todos. O bem comum (virtualização). Versão Midas, tudo que toca é real. Seu grande truque para se manter: apanhar todas imagens novas (potência) e submetê-las às imagens-mortas (virtuais), suportes de sua lógica, e em seguida projetá-las aos espectadores. Entretanto, quem conhece esse quadro sabe como cortá-lo e vazá-lo. Basta produzir novos enunciados incapazes de serem capturados pelas imagens-mortas (virtuais) para alimentá-las. O que já está ocorrendo. Há uma subjetividade brasileira atualizando o virtus (potência) como realidade democrática. E o império replicante está se dissipando diante do real/socialidade.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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