Arquivo para 23 de novembro de 2007

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

(*?$<{!& – Como não possui as categorias transcendentais imprescindíveis ao pensamento, resultante da práxis social, o PSDB não pode ser pensado como objeto dado ao conhecimento. O jeito é imaginá-lo. E não há como tomar essa imagem/psdb senão como uma afecção causa de efeito/riso. Não que o risível partido carregue a singularidade/palhaço. Não. De palhaço não transporta sequer uma milionésima partícula. Ou melhor: nada. Não possui a potência desconstrutora da postura rígida centrada da existência falsificada que o palhaço ser riso transporta. A vocação para alteração dos limites. O efeito/riso psdbista reflete das performances teratológicas oferecidas ao público brasileiro sem nenhum laivo de pejo. Tudo que a verve nacional quer para cair na gandaia cômica. Eis um talento que seu pior desafeto não pode negá-lo. É um partido de causar frouxos risos até nos endurecidos. Imaginem o Arthur Neto diante da Globofrênica ecolaliando o capitalismo, querendo passar a idéia de democrata-socialista. Imaginem o Tasso projetando nos contemporâneos senatoriais seus melindres sensuais. Agora, imaginem o sociólogo das relações sociais-imóveis, Fernando Henrique, destrambelhando a logoslalia com seu partido de quem trabalha e estuda. Pois bem, imaginem o Arthuzinho e o Aecinho dando o maior duro em suas adolescências e começo da mocidade na Cidade Maravilhosa cheia de encantos mil. Corpos suados, queimados pelo sol inclemente do  Sul Maravilha (nem é sul) que não perdoa nem mesmo burguesinhos.  É de dar pena. Causa dor na alma do pior dos ímpios. Ainda bem que os anjos são justos e os recompensaram com as melhores das sinecuras do estado. Arthuzinho, carregado pelo imaginário do pai. Aecinho, pelo imaginário do avô. Consciências democráticas construídas experimental e epistemologicamente nas lides das fantasias fadistas da ilustre classe média brasileira. Por fim (sem fim, pois para este talento partidaresco não há fim), imaginem este belo professor, que afirma ser o Lula um homem sem educação, sem a coragem, o engajamento e a solidariedade deste metalúrgico? Onde estaria hoje, este aproveitador da existência comprometida de um trabalhador para fazer carreira de alpinista-equilibrista-malabarista-político? Onde estaria? Onde estaria a sombra-vampiresca? Ritual macabro: onde Lula estava, ela estava. Lula colocava sua existência em perigo, discursando contra as forças ditatoriais, e ela? Atrás de Lula batendo palmas como querendo dizer para o incauto: “Isto aí sou eu”. Ou no mínimo: “Eu também penso assim”. Como que um burguês bem nutrido pode pensar como um trabalhador? Há quem duvida que o sociolálico seja um usurpador da imagem de Lula, pois procure ver as fotos e ler os fatos da época. Lula nunca deu bola para o uso de sua imagem. Fazia parte da luta/festa. Lula sabia que a realidade, como diz Clément Rosset, é combinação dos acasos, e então, com sua vivência, lutava para que a realidade da época fosse substituída pela realidade democrática. Lula poderia dizer: “Fernando, ponha-se no seu lugar de aproveitador”. Ou: “Fernando, porque tu não te calas!”. Mas Lula não é um rei. Não é uma fantasia infantil. Lula tem singeleza. Lula ama. Por tal, tem que pagar. Mas a inveja e o rancor não brotam na vida companheira. Daí, nossos risos.

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

FHC, no congresso do PSDB:

“Aqui [no PSDB] há acadêmicos, e não temos vergonha disso. […] Faremos o possível e o impossível para que saibam falar bem a nossa língua. É por isso que em Minas Gerais o ensino passou para nove anos, e não quatro. Queremos brasileiros bem-educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria.”

Ю FHC demonstrou o quanto quer brasileiros bem educados nos oito anos em que governou. Desfilou ministros da educação subservientes, como Paulo Renato, o ministro das universidades particulares, muitas delas com curso recentemente fechados pela falta de qualidade.  Paulo Renato, a título do que FHC pensa da boa educação, é boníssimo: sempre que vai escrever alguma coisa na Folha ou Estadão, pede aprovação prévia por emeio aos banqueiros, empresários e donos de jornal.

Ю Vítima da linguagem palavra-de-ordem, FHC nem sonha que o enredo montado para sua fala no congresso do PSDB não chega sequer a ser contraditório. Quer deixar de ser ‘elite’ (nunca o foi, mas pensa ser), mas carrega e segrega o ‘Bom’, do bom burguês, que fala bem, come bem e é o primor de educação, orgulho da mamãe. FHC, sociólogo, sem o saber, afirma Nietzsche: “O Bom e o Decadente andam juntos”. Ou como diria sua neta, Júlia: “Como é que ele diz essas barbaridades…”.

Outros ‘primores’ de erudição do ex-presidente*:

“No meu governo, universalizamos o acesso à escola, mas pra quê? O que se ensina ali é um desastre”.

“Essa coisa de comer com as mãos, eu não sei fazer isso. E eles gostam de conversar enquanto comem sanduíche. Eu digo não: ou eu falo, ou eu como”

“Ele perdeu pontos quando decidiu ser sensato. A sensatez não apaixona. Lula não quebra, Chávez quebra. Esse pessoal de esquerda gosta dos nietzschianos. Lula é cartesiano — a seu modo, pelo menos. Está sempre do lado do senso comum.”

‘Ruth, a essa altura do campeonato, eu não preciso de glórias. Preciso é de dinheiro’.

“Não é esquerda, é populismo: o líder falando diretamente com as massas, sem o intermédio das instituições”

“A Ruth tinha essa educação comunista com os filhos, essa história de dividir tudo, inclusive a comida boa que de vez em quando eu trazia pra casa. Depois de um tempo, passei a lamber o chocolate na frente deles, pra ninguém meter a mão.”

“Em restaurantes de Buenos Aires eu sou aplaudido quando entro. É que eu traí os interesses da pátria, então lá eles me adoram”.

 

* frases retiradas da matéria publicada na revista Piauí.

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

Com seus rebolados, nossa lusitana Carmem Miranda, e sua compreensão e bênção meu Xangô, Dorival Caymmi. Axé!

O que é que o Alfredo tem?
O que é que o Alfredo Tem?

Tem lambaios às pencas, tem! Tem
Tem vereador chupim, tem! Tem
Tem deputado ama-seca, tem! Tem
Tem mídia servil, tem! Tem
Tem pastor calculista, tem! Tem
Tem servidor passivo, tem! Tem
Tem Lula que João não tem!
E como aproveita bem

Quando você se alfredizar
Caia distante d’Afin
Caia distante d’Afin

Caia distante d’Afin

Alfredo veio a Manaus
Se enturmou com a direita
Fez o pé de meia

Maior que o reino sem fim

O que é que o Alfredo tem?
O que é que o Alfredo tem?

Porém não foi o primeiro
Que tirou do guizo ordeiro
O “ninguém escolhe onde nascer”
A mina pra se dar bem

O que é que o Alfredo tem?
O que é que o Alfredo tem?

Tem pose que nenhum tem! Tem
Tem gana de poder, tem! Tem
Tem lábia de sobra, tem! Tem
Tem mais que Amazonino, tem! Tem

Se vira como ninguém!
E o PT de Manô, aquém

Quem não tem balangandã
Não vai com este senhor do Bom Fim.

A MÍDIA TELEVISIVA E A OPINIÃO PÚBLICA

O Panópticon Televisivo

Dos Conceitos

& Panóptico. Criação de Jeremy Benthan, pensador influente do Iluminismo. Trata-se de uma construção de arquitetura em formato de anel. No centro há uma torre. Nesta há aberturas (janelas) para o interior do anel. A parte periférica é dividida em espaços de enclausuramento (celas) que tomam toda a largura da construção. Nas celas há duas janelas (uma que corresponde às da torre e outra dando ao exterior). Pela janela exterior, a luz atravessa a sala. Na torre há um vigia que não é visto, mas que se sabe de sua existência. Com o efeito da contraluz, pode-se perceber a silhueta dos que estão nas celas. O princípio do panópticon é a concentração de uma visibilidade total dos corpos por um mecanismo que instala uma dissociação entre quem vê e quem é visto e o efeito de luz que faz com que os corpos apareçam mesmo involuntariamente. O panóptico é primeiramente uma organização arquitetônica para a vigilância para depois se tornar um dispositivo efetivo de poder, posto que estabelece uma rede entre os vários elementos (discursos, instituições, construções urbanas/arquitetônicas, leis, regras, medidas administrativas, etc) que configuram a vigilância completa dos corpos com implementações econômico-políticas na sociedade.

& Tevê. É um aparelho eletrônico. Funciona a partir de pontos luminosos eletromagnéticos que se compõem formando as imagens. Ficam espaços vazios entre os vários pontos, o que faz com que as imagens não sejam nítidas. Tende a ser um médium, um transmissor eletrônico, de comunicação/informação formador de opinião pública. Tem sua estrutura organizada através de horários, faixa etária, censura, assuntos específicos concentrados no entretenimento (cultura) e informação (notícias de interesse público). É pública, pois faz parte dos bens públicos do Estado. Por um período determinado é concedido a organizações ou a empresários a concessão que dá o direito de transmissão através de canais abertos. Entretanto, os donos temporários das concessões fazem dela um modo de produção, uma vez que estabelecem contratos com empresas privadas que modelam a programação televisiva determinando uma formação social e econômica própria da produção centralizadora capitalística.

& Sociedade Disciplinar. Conceito criado pelo filosofo Michel Foucault. Série de dispositivos disciplinares que acionam mecanismos de poder através de espaços de enclausuramento e técnicas de vigilância. Estes espaços em reciprocidade com a vigilância constituem formas fixas e implementações econômico-políticas. Na sociedade disciplinar os corpos são docilizados tornando-se exploráveis economicamente e impotentes politicamente.

Médium Televisivo: Vigilância e Espaço Disciplinar

O que caracteriza a vigilância é menos a certeza de que se está sendo vigiado do que a sensação de estar constantemente perseguido por um “espectro” invisível. O médio televisivo realiza a dissociação entre quem vê e quem é visto. O tele-espectador vê a programação da tevê, mas não é visto por ela. Se a comunicação/informação deve estabelecer uma troca entre um falante e um ouvinte, o médio televisivo realiza a hegemonia do falante sobre o ouvinte. Não há a troca que estabeleceria a reciprocidade entre os pólos necessários para a comunicação/informação. A tevê, portanto, vigia sem ser vista, pois age como dona da opinião pública.

O médium televisivo se configura como o vigia do panópticon (panópticon televisivo) que tudo vê, sem ser visto, à sua volta. Na sua periferia estão os corpos enclausurados em suas instituições (famílias, escolas, fábricas, hospitais, bares, pontos públicos de lazer, etc.), ela vigia e disciplina os corpos. A tevê aplica sua vigilância fazendo com que o próprio tele-espectador seja seu vigilante. Como a sua estrutura determina classificações, identidades, divisões e serializações, o tele-espectador é espreitado a todo momento pelas pesquisas de opinião pública que vão formando o perfil adequado para o aumento do ibope (medida televisiva que mensura a relação entre redes de tevê e mercado). O médium televisivo mantém uma vigilância ao nível da economia de mercado à medida que se apresenta como grande vitrine da sociedade de consumo. Para tanto, a tevê centraliza sua programação na propriedade privada, em notícias rasteiras, nos meios de produção e em comunicação/informação enquanto síntese da realidade. A tevê vigia devido manter uma centralização que rompe com a comunicação/informação e se fecha no modo de produção capitalístico agrupando consumidores de forma direta e indireta. A tevê não nos olha e impede o olhar (corte das imagens constituídas e criação de novas maneiras de ver o mundo) do tele-espectador.

O médium televisivo age de forma a disciplinar os corpos. Sua própria estrutura (e aqui não importa o conteúdo vinculado) é um espaço fixo fechado. Seus programas são direcionados segundo a lógica do capital que implica em uma realidade sintetizada em uma ordem econômica-social própria da relação produtor-consumidor. E como o médium televisivo não trata a opinião pública como um acontecimento onde todos falam e são ouvidos, como ela tenta escamotear o movimento intensivo da efetividade (sem consegui-lo), toda a sua forma é para aumentar a exploração econômica dos corpos e impotencializá-los politicamente. O espaço televisivo não é o espaço físico da sua tela ou mesmo de seus bastidores, mas um um espaço disciplinar que implementa incorporações do poder, pois isola, hierarquiza, classifica e identifica com o objetivo de tornar os indivíduos capazes de realizar funções para o Estado.

Esta coluna acredita na possibilidade da expansão da consciência pelas experiências autênticas que fazem soltar novas percepções, a criação de novos olhares sobre o mundo. Na alegria-estética de perceber o medium televisivo como uma violência à inteligência coletiva, contamos com a sua contribuição.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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