Arquivo para novembro \24\-04:00 2007



i iNDA TEM FRANCÊS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

I inda tem Francês...

@ MAIS UM RATO ABANDONA O BARCO ESTADUNIDENSE. Desta vez foi a assessora de terrorismo e segurança interna, Fran Townsend, quem pediu arrego. Segundo a White House, Fran teve um papel chave na formulação de políticas de proteção do povo americano contra o terrorismo. Provavelmente, participação decisiva nas leis antiterror que limitaram os direitos civis de americanos e permitiram ao presidente espionar quem lhe aprouvesse. Trabalho feito, a equipe de Bush se desfaz, deixando o navio a fazer água. Conseguirá o capitão afundar honrosamente com seu navio? Difícil dizer. A sobrevivência política de Bush é o menos importante nesta costura de interesses que é a política nacional e internacional norte-americana. Até mesmo concentrando o olhar da mídia internacional, que manteve sua imagem quando necessário, e o abandonou quando dispensável. E há quem o odeie pessoalmente. Claro, Bush não é vítima, mas certamente é apenas uma peça. The right man for the job, como se diz em sua língua. I inda tem françeis…

@ DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO PERDE UMA BATALHA. Na 13ª Conferência Nacional de Saúde, realizada a cada 4 anos pelo ministério da saúde, com participação de movimentos sociais, a proposta de apoio à projetos de legalização do aborto foi derrotada, quando se pensava que estaria tudo certo para sua aprovação. Enquanto a proposta falava de “livre interrupção da gravidez”, 7 das 10 plenárias tinham deliberado à favor. No entanto, a CNBB e a Pastoral da Criança mobilizaram seus militantes e conseguiram incluir no texto final a palavra “aborto”, que parece ter sido significativa para a derrota. Aliás, a igreja é especialista em eliminar a relação significado-significante de algumas palavras, fazendo com que a menção a elas cause reações irrefletidas. Todo o corpo (e suas denominações) está marcado pela inscrição da subjetividade eclesiástica que produziu a interdição. Assim, ao falar de aborto, não se fala de nada, exceto de algo que é tomado como ‘ruim’. Discuti-lo requer a disposição para derrubar algumas idéias inadequadas ou mesmo falsas, que foram produzidas pela superstição, como vida, morte, amor, deus. Infelizmente, nem sempre os que tratam do aborto como questão de saúde pública estão dispostos a discutir também estas idéias que permeiam a noção catolicizada do aborto. Nunca foi o forte da igreja trabalhar com o racional. Ela inventou a teoria comportamental do reforço antes mesmo dos lassalistas e da psicologia norte-americana do início do século XX. Associar idéias, o corpo com o pecado, a liberdade com a submissão, a vida com a existência. Aborto ou interrupção livre da gravidez, trata-se de uma questão política e de saúde pública, e que deve ser tratada com rigor e sem supersticionismo. Como se fez na Argentina e no Uruguai. No Brasil, infelizmente ainda se resolvem questões políticas no confessionário e no altar. I inda tem françeis…

@ UM TSUNAMI PSIQUIÁTRICO VAI ATINGIR OS EUA nos próximos anos, é o que afirma uma pesquisa publicada no jornal da Associação Médica Norte-Americana. Seis meses após o retorno do Iraque, cerca de 20% do militares da ativa e 42% da reserva necessitam de alguma intervenção psiquiátrica relacionada com suas experiências na guerra contra o terror. O diagnóstico de depressão mais que dobrou entre os soldados, e mais que triplicou entre os reservistas. 40% das mulheres que serviram no Iraque afirmam ter sido vítimas de violência sexual. A deterioração da existência de um veterano dura anos, mas os veteranos do Iraque se deterioram muito mais rapidamente que os do Vietnam, por exemplo. Em 2005, mais de 6000 ex-militares se suicidaram nos EUA. Sintoma de um modo de produção econômica que usa peças intercambiáveis e facilmente substituíveis. Para garantir o lucro dos investidores e a certeza da alta das bolsas de valores, a margem de rentabilidade da guerra é medida em termo de vidas humanas. Inimigos, e ‘dos nossos’. I inda tem françeis…

@ NO RIO GRANDE DO SUL, ESCRAVISTA NÃO TEM NOME DIVULGADO. Enquanto o Ministério do Trabalho e Emprego divulga periodicamente a lista de empregadores que utilizam trabalho escravo no Brasil, no Rio Grande a ordem é outra. No último sábado, enquanto os leitores intempestivos acessavam a coluna anterior, em Cacequi, região central do RS, uma blitz do MTE libertou 32 pessoas que trabalhavam em regime degradante em lavoura de eucalipto, pertencentes, como depois se descobriu, à América Latina Logística (ALL). No entanto, a DRT não citou o nome da empresa, e nem justificou as razões do ato. Ainda bem que nos pampas tem uma série de blogueiros e jornalistas que não permitem que a sujeira seja varrida para baixo do tapete, por que se depender dos meios oficiais… I inda tem françeis…

@ SARKOZY AGORA CONTRA OS ‘PIRATAS’. Um acordo costurado pessoalmente pelo presidente francês com associações musicais, o cinema e os provedores de internet locais permite ao serviço de acesso bloquear ‘pequenos piratas’, aqueles usuários que baixam músicas, CD´s e filmes da internet. Será criada uma agência reguladora, responsável por ‘orientar’ usuários que baixem conteúdo protegido por leis de direitos autorais, e punir com a perda do direito de acessar a internet nos casos reincidentes. A associação dos consumidores promete recorrer contra a lei, alegando inconstitucionalidade. Ao mesmo tempo, a Turquia iniciou um processo de “vigia” da internet, visando bloquear conteúdos considerados criminais pela lei. Abuso sexual, prostituição, drogas, jogos de azar, produtos ofensivos à saúde não poderão mais ser visualizados pelos navegadores dos PC´s turcos. Lá, somente uma decisão judicial pode impedir o acesso a um site, mas o procurador, em caráter emergencial e provisório, pode solicitar a interdição. Mas a grande notícia que envolve a ingerência dos governos sobre o conteúdo disseminado na net é o congresso americano, que ameaça punir sites como Yahoo e Google, por colaborarem com regimes autoritários. O Yahoo cedeu, em 2005, informações de um usuário, que foi preso pelo regime chinês. A versão do buscador Google, vez por outra é censurada na sua versão chinesa pela própria empresa a pedido do governo local. No entanto, quando o próprio governo americano, a pretexto de controlar informações de terroristas, ordenou a abertura dos dados dos usuários do MySpace e do Orkut, além dos emeios do Yahoo, Hotmail e GMail, não se fez toda essa celeuma. O Google, que se recusou, foi seriamente repreendido e ameaçado pelo mesmo congresso. I inda tem françeis…

@ INSCRIÇÃO PARA O PROUNI COMEÇA NA SEGUNDA-FEIRA. As inscrições para o Programa Universidade para Todos, versão 2008, começam no dia 26. Os interessados devem acessar o site do PROUNI, e o prazo vai até às 21h do dia 14 de dezembro, para efetuar a inscrição. Mas atenção, moçada! Não adianta entrar na universidade e aderir à subjetividade academiopática, que acredita na hierarquização dos saberes e se considera superior, mas se mostra inerte em relação à práxis do existir, como a grande maioria das dissertações, teses e projetos dos doutores. Não se deixe levar pela FHCização dos saberes, entre na Lulização, que como conhecimento pático-afetante do mundo vai modificando o real, enfraquecendo os blocos de re-sentimento que diminuem as potências de agir. Entre no PROUNI e comunalize o seu diploma. I inda tem françeis…

    Vamos que vamos

            Mas aonde vamos?

                     Se formos, não saberemos

                             Se não formos, não chegaremos

                                         Não se sabe onde…

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

(*?$<{!& – Como não possui as categorias transcendentais imprescindíveis ao pensamento, resultante da práxis social, o PSDB não pode ser pensado como objeto dado ao conhecimento. O jeito é imaginá-lo. E não há como tomar essa imagem/psdb senão como uma afecção causa de efeito/riso. Não que o risível partido carregue a singularidade/palhaço. Não. De palhaço não transporta sequer uma milionésima partícula. Ou melhor: nada. Não possui a potência desconstrutora da postura rígida centrada da existência falsificada que o palhaço ser riso transporta. A vocação para alteração dos limites. O efeito/riso psdbista reflete das performances teratológicas oferecidas ao público brasileiro sem nenhum laivo de pejo. Tudo que a verve nacional quer para cair na gandaia cômica. Eis um talento que seu pior desafeto não pode negá-lo. É um partido de causar frouxos risos até nos endurecidos. Imaginem o Arthur Neto diante da Globofrênica ecolaliando o capitalismo, querendo passar a idéia de democrata-socialista. Imaginem o Tasso projetando nos contemporâneos senatoriais seus melindres sensuais. Agora, imaginem o sociólogo das relações sociais-imóveis, Fernando Henrique, destrambelhando a logoslalia com seu partido de quem trabalha e estuda. Pois bem, imaginem o Arthuzinho e o Aecinho dando o maior duro em suas adolescências e começo da mocidade na Cidade Maravilhosa cheia de encantos mil. Corpos suados, queimados pelo sol inclemente do  Sul Maravilha (nem é sul) que não perdoa nem mesmo burguesinhos.  É de dar pena. Causa dor na alma do pior dos ímpios. Ainda bem que os anjos são justos e os recompensaram com as melhores das sinecuras do estado. Arthuzinho, carregado pelo imaginário do pai. Aecinho, pelo imaginário do avô. Consciências democráticas construídas experimental e epistemologicamente nas lides das fantasias fadistas da ilustre classe média brasileira. Por fim (sem fim, pois para este talento partidaresco não há fim), imaginem este belo professor, que afirma ser o Lula um homem sem educação, sem a coragem, o engajamento e a solidariedade deste metalúrgico? Onde estaria hoje, este aproveitador da existência comprometida de um trabalhador para fazer carreira de alpinista-equilibrista-malabarista-político? Onde estaria? Onde estaria a sombra-vampiresca? Ritual macabro: onde Lula estava, ela estava. Lula colocava sua existência em perigo, discursando contra as forças ditatoriais, e ela? Atrás de Lula batendo palmas como querendo dizer para o incauto: “Isto aí sou eu”. Ou no mínimo: “Eu também penso assim”. Como que um burguês bem nutrido pode pensar como um trabalhador? Há quem duvida que o sociolálico seja um usurpador da imagem de Lula, pois procure ver as fotos e ler os fatos da época. Lula nunca deu bola para o uso de sua imagem. Fazia parte da luta/festa. Lula sabia que a realidade, como diz Clément Rosset, é combinação dos acasos, e então, com sua vivência, lutava para que a realidade da época fosse substituída pela realidade democrática. Lula poderia dizer: “Fernando, ponha-se no seu lugar de aproveitador”. Ou: “Fernando, porque tu não te calas!”. Mas Lula não é um rei. Não é uma fantasia infantil. Lula tem singeleza. Lula ama. Por tal, tem que pagar. Mas a inveja e o rancor não brotam na vida companheira. Daí, nossos risos.

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

FHC, no congresso do PSDB:

“Aqui [no PSDB] há acadêmicos, e não temos vergonha disso. […] Faremos o possível e o impossível para que saibam falar bem a nossa língua. É por isso que em Minas Gerais o ensino passou para nove anos, e não quatro. Queremos brasileiros bem-educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria.”

Ю FHC demonstrou o quanto quer brasileiros bem educados nos oito anos em que governou. Desfilou ministros da educação subservientes, como Paulo Renato, o ministro das universidades particulares, muitas delas com curso recentemente fechados pela falta de qualidade.  Paulo Renato, a título do que FHC pensa da boa educação, é boníssimo: sempre que vai escrever alguma coisa na Folha ou Estadão, pede aprovação prévia por emeio aos banqueiros, empresários e donos de jornal.

Ю Vítima da linguagem palavra-de-ordem, FHC nem sonha que o enredo montado para sua fala no congresso do PSDB não chega sequer a ser contraditório. Quer deixar de ser ‘elite’ (nunca o foi, mas pensa ser), mas carrega e segrega o ‘Bom’, do bom burguês, que fala bem, come bem e é o primor de educação, orgulho da mamãe. FHC, sociólogo, sem o saber, afirma Nietzsche: “O Bom e o Decadente andam juntos”. Ou como diria sua neta, Júlia: “Como é que ele diz essas barbaridades…”.

Outros ‘primores’ de erudição do ex-presidente*:

“No meu governo, universalizamos o acesso à escola, mas pra quê? O que se ensina ali é um desastre”.

“Essa coisa de comer com as mãos, eu não sei fazer isso. E eles gostam de conversar enquanto comem sanduíche. Eu digo não: ou eu falo, ou eu como”

“Ele perdeu pontos quando decidiu ser sensato. A sensatez não apaixona. Lula não quebra, Chávez quebra. Esse pessoal de esquerda gosta dos nietzschianos. Lula é cartesiano — a seu modo, pelo menos. Está sempre do lado do senso comum.”

‘Ruth, a essa altura do campeonato, eu não preciso de glórias. Preciso é de dinheiro’.

“Não é esquerda, é populismo: o líder falando diretamente com as massas, sem o intermédio das instituições”

“A Ruth tinha essa educação comunista com os filhos, essa história de dividir tudo, inclusive a comida boa que de vez em quando eu trazia pra casa. Depois de um tempo, passei a lamber o chocolate na frente deles, pra ninguém meter a mão.”

“Em restaurantes de Buenos Aires eu sou aplaudido quando entro. É que eu traí os interesses da pátria, então lá eles me adoram”.

 

* frases retiradas da matéria publicada na revista Piauí.

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

Com seus rebolados, nossa lusitana Carmem Miranda, e sua compreensão e bênção meu Xangô, Dorival Caymmi. Axé!

O que é que o Alfredo tem?
O que é que o Alfredo Tem?

Tem lambaios às pencas, tem! Tem
Tem vereador chupim, tem! Tem
Tem deputado ama-seca, tem! Tem
Tem mídia servil, tem! Tem
Tem pastor calculista, tem! Tem
Tem servidor passivo, tem! Tem
Tem Lula que João não tem!
E como aproveita bem

Quando você se alfredizar
Caia distante d’Afin
Caia distante d’Afin

Caia distante d’Afin

Alfredo veio a Manaus
Se enturmou com a direita
Fez o pé de meia

Maior que o reino sem fim

O que é que o Alfredo tem?
O que é que o Alfredo tem?

Porém não foi o primeiro
Que tirou do guizo ordeiro
O “ninguém escolhe onde nascer”
A mina pra se dar bem

O que é que o Alfredo tem?
O que é que o Alfredo tem?

Tem pose que nenhum tem! Tem
Tem gana de poder, tem! Tem
Tem lábia de sobra, tem! Tem
Tem mais que Amazonino, tem! Tem

Se vira como ninguém!
E o PT de Manô, aquém

Quem não tem balangandã
Não vai com este senhor do Bom Fim.

A MÍDIA TELEVISIVA E A OPINIÃO PÚBLICA

O Panópticon Televisivo

Dos Conceitos

& Panóptico. Criação de Jeremy Benthan, pensador influente do Iluminismo. Trata-se de uma construção de arquitetura em formato de anel. No centro há uma torre. Nesta há aberturas (janelas) para o interior do anel. A parte periférica é dividida em espaços de enclausuramento (celas) que tomam toda a largura da construção. Nas celas há duas janelas (uma que corresponde às da torre e outra dando ao exterior). Pela janela exterior, a luz atravessa a sala. Na torre há um vigia que não é visto, mas que se sabe de sua existência. Com o efeito da contraluz, pode-se perceber a silhueta dos que estão nas celas. O princípio do panópticon é a concentração de uma visibilidade total dos corpos por um mecanismo que instala uma dissociação entre quem vê e quem é visto e o efeito de luz que faz com que os corpos apareçam mesmo involuntariamente. O panóptico é primeiramente uma organização arquitetônica para a vigilância para depois se tornar um dispositivo efetivo de poder, posto que estabelece uma rede entre os vários elementos (discursos, instituições, construções urbanas/arquitetônicas, leis, regras, medidas administrativas, etc) que configuram a vigilância completa dos corpos com implementações econômico-políticas na sociedade.

& Tevê. É um aparelho eletrônico. Funciona a partir de pontos luminosos eletromagnéticos que se compõem formando as imagens. Ficam espaços vazios entre os vários pontos, o que faz com que as imagens não sejam nítidas. Tende a ser um médium, um transmissor eletrônico, de comunicação/informação formador de opinião pública. Tem sua estrutura organizada através de horários, faixa etária, censura, assuntos específicos concentrados no entretenimento (cultura) e informação (notícias de interesse público). É pública, pois faz parte dos bens públicos do Estado. Por um período determinado é concedido a organizações ou a empresários a concessão que dá o direito de transmissão através de canais abertos. Entretanto, os donos temporários das concessões fazem dela um modo de produção, uma vez que estabelecem contratos com empresas privadas que modelam a programação televisiva determinando uma formação social e econômica própria da produção centralizadora capitalística.

& Sociedade Disciplinar. Conceito criado pelo filosofo Michel Foucault. Série de dispositivos disciplinares que acionam mecanismos de poder através de espaços de enclausuramento e técnicas de vigilância. Estes espaços em reciprocidade com a vigilância constituem formas fixas e implementações econômico-políticas. Na sociedade disciplinar os corpos são docilizados tornando-se exploráveis economicamente e impotentes politicamente.

Médium Televisivo: Vigilância e Espaço Disciplinar

O que caracteriza a vigilância é menos a certeza de que se está sendo vigiado do que a sensação de estar constantemente perseguido por um “espectro” invisível. O médio televisivo realiza a dissociação entre quem vê e quem é visto. O tele-espectador vê a programação da tevê, mas não é visto por ela. Se a comunicação/informação deve estabelecer uma troca entre um falante e um ouvinte, o médio televisivo realiza a hegemonia do falante sobre o ouvinte. Não há a troca que estabeleceria a reciprocidade entre os pólos necessários para a comunicação/informação. A tevê, portanto, vigia sem ser vista, pois age como dona da opinião pública.

O médium televisivo se configura como o vigia do panópticon (panópticon televisivo) que tudo vê, sem ser visto, à sua volta. Na sua periferia estão os corpos enclausurados em suas instituições (famílias, escolas, fábricas, hospitais, bares, pontos públicos de lazer, etc.), ela vigia e disciplina os corpos. A tevê aplica sua vigilância fazendo com que o próprio tele-espectador seja seu vigilante. Como a sua estrutura determina classificações, identidades, divisões e serializações, o tele-espectador é espreitado a todo momento pelas pesquisas de opinião pública que vão formando o perfil adequado para o aumento do ibope (medida televisiva que mensura a relação entre redes de tevê e mercado). O médium televisivo mantém uma vigilância ao nível da economia de mercado à medida que se apresenta como grande vitrine da sociedade de consumo. Para tanto, a tevê centraliza sua programação na propriedade privada, em notícias rasteiras, nos meios de produção e em comunicação/informação enquanto síntese da realidade. A tevê vigia devido manter uma centralização que rompe com a comunicação/informação e se fecha no modo de produção capitalístico agrupando consumidores de forma direta e indireta. A tevê não nos olha e impede o olhar (corte das imagens constituídas e criação de novas maneiras de ver o mundo) do tele-espectador.

O médium televisivo age de forma a disciplinar os corpos. Sua própria estrutura (e aqui não importa o conteúdo vinculado) é um espaço fixo fechado. Seus programas são direcionados segundo a lógica do capital que implica em uma realidade sintetizada em uma ordem econômica-social própria da relação produtor-consumidor. E como o médium televisivo não trata a opinião pública como um acontecimento onde todos falam e são ouvidos, como ela tenta escamotear o movimento intensivo da efetividade (sem consegui-lo), toda a sua forma é para aumentar a exploração econômica dos corpos e impotencializá-los politicamente. O espaço televisivo não é o espaço físico da sua tela ou mesmo de seus bastidores, mas um um espaço disciplinar que implementa incorporações do poder, pois isola, hierarquiza, classifica e identifica com o objetivo de tornar os indivíduos capazes de realizar funções para o Estado.

Esta coluna acredita na possibilidade da expansão da consciência pelas experiências autênticas que fazem soltar novas percepções, a criação de novos olhares sobre o mundo. Na alegria-estética de perceber o medium televisivo como uma violência à inteligência coletiva, contamos com a sua contribuição.

TRÊS NOTAS DA MESMA CANÇÃO

Primeira nota: Dó – Festival de outdoors sobre a elevação do ex-senador e ministro dos transportes Alfredo Nascimento à categoria de província amazonense. Leitores intempestivos já detectaram mais de 6 manifestações de subserviência servil (o pleonasmo é intencional), fora os dois que já tinham sido xaropados (aqui e aqui).

Segunda nota: Dó bemol – Tudo porque a ALE prepara a cerimônia de entrega do título de cidadão amazonense ao ministro. O ex-senador não sabe que a subserviência, chamada popularmente de puxa-saquismo, é uma tentativa de anular a potência de agir, colocando o sujeito sob o julgo moral do outro. Mas sabe qual o objetivo dos homenageadores: a eleição vindoura. E o PT Oh, my Darling!, não se manifestará sobre a invisibilidade do senador João Pedro, sequer tomado como tampão?

Terceira nota: Lá – E a CMM, que pretende se abrir para as diversas vertentes das matizes antropológicas, lançou a campanha para o ‘Dia do Caboclo’, incentivando os estudos sobre a ‘caboquitude’. Há rumores de que alguns intrusos que tentam se aproveitar da força do movimento negritude em Manaus, mas não passam de uma caricatura nasal, já fizeram lobby contra a idéia.

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

¨ Depois de vãs tentativas em querer magicar o real, o PSDB torna-se impossibilitado de evitar a visibilidade de sua Caixa 2: seu mensalão. Bela ironia: o termo cunhado por sua fada madrinha protetora, a mídia seqüelada, para desestabilizar o governo Lula, extraído da verborragia do ex-deputado Roberto Jéferson, é agora exposto na denúncia do Procurador Geral da República, Antônio Fernando Souza, ao Supremo Tribunal Federal. Seu nome: Senador Eduardo Azeredo é denunciado como participante do mensalão para sua campanha a governador em 1998. A corrupção política-eleitoral que o PSDB queria, magicamente, atribuir a paternidade ao PT. E que tanto serviu para o delírio golpista do partido nas eleições passadas. Delírio do tipo proferido pelo infantilismo palacioso de Fernando Henrique: “O governo Lula vai cair por de si mesmo”. Não caiu e, pelo contrário, muito se fortaleceu. Entretanto, o que se tornou público oficialmente foram meios escusos do PSDB, já escritos nas faixas levantadas pelas torcidas nos estádios de futebol: “Eu já sabia!”.
¨ Contam que em algum lugar da Bahia havia uma rua identificada em uma placa como Rua do Braga. Nesta rua haviam algumas casas de tavolagem, também conhecidas como lupanar, lenocínio, meretrício, puteiro, etc. Pois bem, com o passar do tempo, a placa sob a ação das intempéries esculpidora, o A de Braga foi cedendo sua forma para o E, e o Braga virou Brega. E a rua virou Rua do Brega como sendo indicativo de coisa baixa, da ralé, plebe ignara, coisa de mau gosto. Como coisa que o sexo fosse coisa, e de mau gosto. Foi então que a Globo produziu uma novela inserindo a palavra brega para indicar coisa de mau gosto. Os telespectadores replicantes, os globotarizados, como eco redundante, passaram a fazer uso e o que nunca foi passou a ser o que jamais será. Eis que a cansada Ana Maria Braga, levou ao seu programa ”Mais Você” uma atriz da Globo para fazer demonstração, na barra, de sua personagem strip-tease. Realizada a caricatura, a própria cansada, resolveu segurar a barra e fazer sua demonstração. Não deu outra: pegou mais um couro do programa “Hoje em Dia”, da Record. Três pontos a baixo. E de quebra ainda confirmou a maldição da própria Globo: experimentou a verdadeira cena brega da televisão. O que a globotarizante não cessa de oferecer aos seus globotarizados.
<> – O PSDB estará realizando hoje, quinta-feira, e amanhã, sexta-feira, seu terceiro congresso. Na pauta Demo(PFL)crática, alguns itens são evidenciados: o partido se diz autenticamente nacionalista e moderno, amostra da agenda da social democracia, afirmação que não é nem privatista nem estatista, retorno a pregações nas universidades e escolas, oposição ao governo de Chávez, etc. Vejamos aquém do etc. O partido se diz nacionalista. Não é. Se o fosse não teria adotado uma política de privilégio ao capital estrangeiro e não teria fomentado e executado a privatização dos bens públicos do estado. Moderno. Não é. Seu enunciado e prática são reacionários e aleivosos. Próprio da prepotência imperial fálica. Basta ver e ouvir as considerações de seus membros quando se referem ao governo Lula. Principalmente de seu líder Arthur Neto “orgulho do Amazonas”. Não há nada de diálogo moderno das convivências dos diferentes. Agenda social democrática. Rosa Luxemburgo se ‘arrupiaria’ toda só de ver a cara do Fernando Henrique. Imaginem se visse a do Tasso. Mais ainda a prática socialista do Azeredo. Não é privatista nem estatista. Mas capitalista pós-moderno: vendeu o que não lhe pertencia como se fosse objeto de sua produção. Sua forma neo-capitalista de governar. Vai retornar às universidades. Tirando alguns profissionais e alunos representantes da burguesia, nunca teve atuação no que de maior existe na população universitária. Foi sempre excludente. Oposição ao governo da Venezuela. Para se fazer oposição a alguém, uma instituição, um governo, estado de coisa, é preciso que aquele que se toma como opositor seja composto de elementos corporais e incorporais equivalentes, ou superiores, a quem se opõem, o que não é o caso do PSDB. Sua realidade política está muito aquém da Venezuela. Principalmente sua compreensão. Sobra sua miragem: “Chávez, por favor, continua existindo para que eu possa simular meu engajamento democrático!”.

DUAS NOTAS PULSADAS DA MESMA CANÇÃO

PRIMEIRA NOTA: – O diretor da Fundação Medicina Tropical, o dermatologista Sinésio Talhari afirma, com a veemência imperiosa que a ilusão do cargo subalterno lhe proporciona, que vai desativar trinta e cinco leitos, levando no ato à demissão de mais de cento e quarenta funcionários, entre médicos, técnicos de enfermagem e outros. Ou seja, profissionais imprescindíveis ao funcionamento da instituição médica. Esta decisão, como é óbvio, atingirá diretamente o atendimento público em seu direito de assistência médica. Em um estado em que inexiste política de saúde pública, este ato é sentido e entendido como uma afronta aos direitos democráticos da população. O predomínio da lógica-burocrática sádica. Para explicar sua lógica, o diretor diz que o dinheiro usado para pagar os funcionários é de outra instância: para pagar plantões. O que, segundo ele, está errado, e não quer depois ser acusado de um erro administrativo. Cabe lembrar que este expediente já é praticado há muitos anos, inclusive por ex-administradores amigos e seus avaliadores ao cargo, ato que praticou durante todo este tempo de sua gestão. Neste caso, duas inquirições saltam: 1) Por que só agora ele entendeu que estava cometendo um erro? 2) Por que, sabendo do erro administrativo, ele, como ocupante de um cargo de confiança indicado pelo governador, não conversou com o governador sobre o caso e produziu uma solução que atendesse os profissionais e a população, como se espera de alguém que se movimenta em sociedade pela práxis democrática? Será que, não sendo um democrata, ele teme falar com o governador de um caso ‘tão sem importância’? Quando para os funcionários da instituição, apresenta-se arrogante e prepotente. No cerne da força imperiosa, alguns médico emitem suas opiniões às escondidas. Para uns é incapacidade administrativa misturada com prepotência. Para outros, ele está querendo chamar atenção para que o governador se sensibilize com a situação. O que confirma a opinião dos primeiros. Como a instituição foi criada no tempo da ditadura pelo médico Heitor Dourado, na época com a subserviência de muitos que posteriormente lhe substituíram no cargo de diretor. Já existem supersticiosos professando que trata-se da maldição ditatorial, pois quase todos os diretores que por lá passaram administraram nesta lógica e em benefício familial.

SEGUNDA NOTA: SI – Ontem, médicos realizaram o dia de protesto contra a situação deplorável em que se encontra a categoria. Um justo direito democrático trabalhista. Lutar por um causa profissional concernente a salários dignos, local e material condizente com a práxis profissional, nada mais justo. Embora uma grande parte não entenda assim. Entretanto, o que deveria também ser discutido é o grau de alienação em que vive uma influente parte da categoria e o corporativismo, cuja ação é sempre em detrimento da população. Estas duas subjetividades são as principais causas da inexistência de uma atividade profissional composta pela relação médico-população. O que faz com que péssimos atendimentos, decorrentes da limitação científica e ausência de vivência comunalidade, coloquem sempre em confronto alguns médicos e pacientes. E ainda sirva para criação de uma opinião que todos os médicos são iguais: não têm a profissão como uma prática de serviço público democrático. Nem tanto injusto e nem tanto justo. Aqui no Amazonas, a maior parte dos médicos não é engajada em prática de serviço público democrático. O que faz com que a minoria que realiza esta prática ou seja ocultada, ou confluída no mesmo bolo dos alienados e corporativistas. Dois exemplos: Quase sempre o sindicato médico só se prontifica quanto a questões de ordem salarial; dificilmente à qualidade ética-científica da profissão. No caso de médicos envolvidos em situações contrárias à profissão, como no caso, agora, na Fundação Tropical, e quando um paciente é diagnosticado com uma doença ou terapia errada, como no caso do médico ortopedista do Getúlio Vargas, ele não atua. Como também o Conselho de Medicina. A luta é válida, mas vai além dos salários.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Chagão!

Θ KAKÁ SE DOEU, A CARAPUÇA SERVIU. Kaká, o ‘Jefferson Péres’ da seleção-nike e embaixador da globotária sentiu o chagão que levou do zagueiro italiano Panucci, e resolveu reagir, mas como toda reação é confirmação da ação que a precedeu, demonstrou o ranço do moralismo inerte que carrega. Depois de fazer dos recentes acontecimentos no campeonato italiano trampolim mercadológico para sua carreira, e ser desmascarado em público pelo zagueiro do Roma, Kaká volta atrás, sem saber que não há volta, e afirma que jamais pretendeu sair da Itália. “Minha declaração era apenas um alarme”, desconversou. Do ponto de vista do garoto do Morumbi que não enxerga além dos muros da mansão do pai, ajudar o futebol italiano é ameaçar ir embora. Chantagem dos tipo amante traído, ou como diria Freud, a tática da “Mãe Judia”. Não é por acaso que, do Milan berlusconiano, ele quer ir para o Real Madrid franquista.

Θ NO FIM, A VOLTA PARA CASA. Depois de antecipar a metropolização de Manaus, e ir jogar, por questões eleitoreiras, em Itacoatiara, o RMMiano FAST Clube retorna a Manaus, quase expulso do antigo lar. É que o atual prefeito de Ita, por motivos óbvios, resolveu apoiar o time local, Penarol, e como o FAST aparentemente perdeu a boca do deputado estadual Donmarques Mendonça, que ‘sumiu’, e não participou da reunião da diretoria, teve que voltar pro berço do qual saltou para o mundo. Esta, por sinal, está preocupada com as dívidas do clube com jogadores e com a justiça desportiva. Mas não se preocupou quando o deputado se dispôs a usar o time em benefício próprio, típico da subserviência dos clubes locais. Parece que nem a Copa 2014 com sede em Manaus, uma realidade (pelo menos para o governo do Estado), salva o futebol amazonense…

Θ ELIMINATÓRIAS SUDAMERICANAS COPA ’10. Cinco jogos pela 4ª rodada aconteceram nestas terça e quarta:

Venezuela 5 X 3 Bolívia

Clássico bolivariano! Um socialismo de gols! E de erros. Há quem tenha injustamente comparado a partida com os jogos da copinha comunitária do campo do Roma, mas as semelhanças terminam no caráter comunitário das partidas e de algumas caneladas na bola que ocorreram a mais nas eliminatórias. Após um primeiro tempo equilibrado, onde os bolivianos estiveram sempre à frente, uma Venezuela ávida pelo SI no referendo foi pra cima, mas acabou tomando uma testada de Martins. Mas quem ficou tonto mesmo foi o time verde. Quando pensavam que tinha acabado, os venezuelanos empataram, viraram, e num golaço com direito a ponta-esquerda de goleiro tombando com a trave e um chutasso do número nove vinotinto, Maldonado, que joga no futebol mexicano, selou a sapecada venezolada. Evo não jogou.

Colômbia 2 X 1 Argentina

09:51PM, hora colombiana, y termina el partido, triunfo de oro para Colômbia sobre el mas poderoso de la eliminatória”. Assim se definiu a euforia dos colombianos ao vencer o baile de debutantes ambulante do Sr. Alfio Basile. Tevez muita leseira, muito toca de lado, e um lampejo de Messi, que poderia dizer sem maldade que o gol foi seu. Só seu. Riquelme, mais preocupado com a reeleição da direitaça portenha no Boca, que prometeu trazê-lo aos trancos e barrancos, não salvou o fraco time alviceleste. Alguém sabe o número do telefone do Bianchi??? Aceitamos o Pekerman, o time pelo menos tocava a bola na vertical. Vai mal, muito mal o selecionado argentino, e mais pior de ruim ainda o certame sudamericano, que tem nele seu líder. Perdeu o fraco time argentino para o mais fraco ainda time colombiano.

Equador 5 X 1 Peru

Sabe o que de pior pode fazer um time para sacanear seu treinador? É pegar duas goleadas de cinco seguidas, e quando o técnico pede arrego, o time goleia de 5. Sem comentários.

Brasil 2 X 1 Uruguai

E não é que os times pequenos estão perdendo o respeito pela canarinho? Os uruguaios começaram o jogo querendo inaugurar o morumbizazzo, e durante todo o primeiro tempo dominou. Mas, como bons teóricos do futebol que são, resolveram demonstrar a máxima do futebol: los goles que no se hacen en un arco, se lamentan en el otro. Com um selecionado-nike de quatro, pedindo arrego no final do primeiro tempo, os celestes não só não ampliaram a vantagem de um gol e do meio campo, como ainda viram Luís Fabiano mostrar a característica que consagra muitos centro-avantes: sorte. Com o empate, bastou ao Brasil voltar para o segundo tempo, fazer mais um e esperar o baile acabar. O Uruguai foi além das suas forças, como sempre faz contra o Brasil. Este, como sempre tem feito nos últimos anos, muioto aquém do que poderia se não fosse Dunga, Teixeira, Globo e companhia. OS: alguém sabe por que o Uruguai não usou a avenida Brasil que tinha na ponta-direita pra matar o jogo?

Chile 0 X 3 Paraguai

Enclave titânico entre Bielsa e Martino, que transformou o jogo num virtual clone do clássico pai-e-filho. Aqui, o filho vai se libertou dos grilhões edipianos e empurrou no pai. Bielsa aguenta este festival de peias? E que esperava por um Paraguai assim, termina o ano como líder das eliminatórias, à frente dos grandes Brasil e Argentina. Das 4 vagas, 3 já tem dono? O desenrolar da história, somente ano que vem.

Veja aqui a classificação após a quarta rodada.

Θ ELIMINATÓRIAS EURO ’08. Etapa final, quem foi, foi, quem não foi vai mesmo assim, pelas ondas trilhonárias da TV. Resultados e classificados:

Grupo A

Armênia 0 X 1 Cazaquistão

Azerbaijão 0 X 1 Bélgica

Portugal 0 X 0 Finlândia

Sérvia 2 X 2 Polônia

E não deu para o povo do frio. Com o empate sem gols com os putos portugueses, ficou para a próxima edição. Polônia e Portugal na Euro’08!

Grupo B

Geórgia 0 X 2 Lituânia

Itália 3 X 1 Ilhas Faroe

Ucrânia 2 X 2 França

No grupo onde tudo já estava definido, jogos recreativos, e a aguardar a reedição da final da copa 2006. Itália e França na Euro’08!

Grupo C

Malta 1 X 4 Noruega

Turquia 1 X 0 Bósnia

Hungria 1 X 2 Grécia

Os noruegueses fizeram sua parte e torceram, torceram, mas não deu. Com o magro placar contra a Bósnia, os turcos se garantiram entre os primeiros da Europa, e jogarão a fase final. Turquia e Grécia na Euro’08!

Grupo D

Chipre 0 X 2 Rep. Tcheca

Alemanha 0 X 0 País de Gales

San Marino 0 X 5 Eslováquia

San Marino fecha com 55 gols contra, e os classificados antecipadamente só cumpriram tabela. Atenção San Marino, vem aí o Paulistão A3 e a terceirona 2008! Alemanha e República Tcheca na Euro’08!

Grupo E

Israel 1 X 0 Macedônia

Andorra 0 X 1 Russia

Inglaterra 2 X 3 Croácia

O Czar dorme tranqüilo! Pelo placar do jogo final do grupo, os leitores intempestivos do ‘Chagão!’ já sacaram que os english men verão a Euro’08 no conforto do lar. E com direito a ajuda clamorosa do juiz, da rainha, do primeiro ministro e com o craque lindo de morrer, Beckham, em campo. Pior para as Spice Girls, que perderam a boquinha da abertura do evento. Não teve friendly game, e os croatas mostraram que são um bom time. Ou será que a Inglaterra é que mostrou que é ruim? Opiniões, por favor. Croácia e Rússia na Euro’08!

Grupo F

Dinamarca 3 X 0 Islândia

Espanha 1 X 0 Irlanda do Norte

Suécia 2 X 1 Letônia

E não deu para os irlandeses. Além de levarem um sacode magro dos espanhóis, a Suécia ainda venceu a Letônia. Uma pena que a Dinamarca também tenha ficado fora, mas quem sabe eles não são convidados para substituir alguma seleção e acabam campeões, não seria a primeira vez… Espanha e Suécia na Euro’08!

Grupo G

Romênia 6 X 1 Albânia

Bielorússia 2 X 1 Holanda

Eslovênia 0 X 2 Bulgária

E a Bulgária encostou juntinho da Holanda, mas desaguou na praia sem a vaga. O típico resultado que faz os búlgaros lamentarem aquele empate com os laranjas em um a um no dia 07 de outubro… Romênia e Holanda na Euro’08!

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

~~~ O que é que a moral parlamentar amazonense tem? Primeiro foi o senador João Pedro do PT. Segundo, o senador Jefferson Peres do PDT. Terceiro, Arthur Neto do PSDB. Os três escolhidos como relatores das acusações contra Renan Calheiros. O primeiro engavetou. O segundo condenou. O terceiro prorrogou. O primeiro se tomava comunista. O segundo nem tanto céu, nem tanto mar, muito menos terra. O terceiro qualquer paixão me diverte. A qual a Terezinha de Jesus dará sua mão/moral? O que é que a imperiosa, ilusória ‘Mos’ quer com os amazonenses? Que provemos que somos justos nas coisas parlamentantes? O filósofo grego maníaco-depressivo, Platão, dizia que “justiça é o que é justo”. Pelas atitudes relatoras dos senadores, já mostramos nossa justiça. Posto que, embora no momento esteja no centro da cena parlamentar o senador Renan, o justo olha a subjetividade do senado que envolve também os três. Subjetividade constituída por inteligência, micro-percepções, atualizações de virtuais democráticos e transfigurações das relações-comunalidade. Será que mais uma vez querem debochar de nós amazonenses tão ordeiros, hospitaleiros e festeiros? Só os deuses podem nos responder. Sabe… Talvez não precise. Alguns amazonenses estão comemorando: “Estas escolham provam que estamos sendo bem representados”. É reconhecimento de nossa força política “no Planalto Central, onde se divide o bem e o mal (Fagner e Ricardo Bezerra. Vozes: Ednardo, Tetty e Rodger. Pessoal do Ceará)”.

~~~ O psiquiatra criador da Bio-Energética, o alemão Wilhelm Reich, diz que o caráter é uma couraça onde a bio-energia encontra-se interditada pela força de um trauma repressor. Defesa negadora do movimento da energia vital. Um sintoma patológico. Uma neurose ou uma psicose. Uma identidade fixa. Aquilo que se é. Um em si por onde nada sai e nem entra. Uma personalidade. Quando coerente com qualquer moral social, é tido como bom. O contrário é mal. Reichianamente, Macunaíma escapa desta couraça castradora, ele salta de um tipo a outro sem se fixar em nenhum. Emaranha-se no meio social sem nunca ser o meio social. Escorrega, esquiva-se, nunca é. Sua existência é meio: zonas de indiscernibilidade. Nada de moral paranóica: “Sou isto!”. O conjunto dos deveres e das regras compulsivas. O espectro fingidor de muitos parlamentares. Reichanamente quando a sequelada Folha de São Paulo, porque tem caráter, compara Lula a Macunaíma, erra perversamente em sua ‘santíssima trindade’ jornalística caracteriológica.  1 – Não conhece Reich. 2 – Muito menos Macunaíma. 3 – Muito menos, menos ainda, Lula. Ainda bem! Que bem! Não consegue transferir seu caráter para Lula. Daí, a impossibilidade de lhe capturar.

~~~ ACMzinho, o neném-avoado, com sua limitadíssima inteligência, não compreende que o MERCOSUL é uma unidade geográfica/econômica/política criado com o objetivos de produzir ações comerciais entre seus membros em benefício do crescimento da América do Sul. Por tal desconhecimento, afirma ser contra a entrada da Venezuela. Como tem caráter, vê em Chaves uma ameaça à democracia. Pobre neném-avoado. Se não tivesse caráter veria que a grande ameaça à América do Sul é a subjetividade tirânica representada e defendida no caráter de muitos parlamentares, empresários, a mídia sequelada que lhe proporciona espaço para maior visibilidade de seu caráter histriônico, chamados intelectuais… Mas ele não pode se ver. Seu caráter está aprisionado e cultuado no caráter espectral do avô ecoa a voz mediúnica da tirania.

VOCÊ TOMOU SEU XAROPE ONTEM? E HOJE?

Outra do outdoor:

Senador Alfredo Nascimento

Mais amazonense impossível!”

Dep. Estadual Sabá Reis

E agora parece até chantagem do amante: eu te amo mais que ele. Mas se ele soubesse que “mais” é onde desaparece a essência do ser (não como essencialismo, mas como ser atual), não repetiria o clichê dos possessivos. “Mais” é sempre uma negação daquilo que afirma. Neste caso, exclui como um tirano de qualquer poder todos os outros que não ele, e com isso nega qualquer poder também a si próprio. Só força. Ou seja, se Alfredo é “mais amazonense”, seus eleitores não o são. Seguindo a lógica, ele não foi eleito senador. Assim, João Pedro (PT Oh! My darling!) também não o é. Para Sabá Reis (PL), nem ministro Alfredo é, pois que o trata ainda por “senador”.

O ESTRIBILHO DA RENÚNCIA DE RENAN

Início, meio e… Desde quando se iniciaram as acusações contra Renan Calheiros (PMDB), grande parte dos senadores não estava a fim de esfriar a batata, por isso exigiam a renúncia imediata de Renan. Como não tiraram a batata do fogo dos histerismos verborrágicos, ela continua quente. E agora foi Arthur ‘nosso orgulho’ Neto (PSDB) quem pediu a prorrogação da votação, como uma manobra da a-posição para desligar a negociação de uma inocentação de Renan com a CPMF. Será que é este mesmo o motivo? Não seria receio? E não eram eles que tanta pressa tinham? Renan continua sem ser cassado e sem renunciar. Os senadores continuam na esperança; mas se sabe que esperança é a interface do medo. E se Renan não disser The End? Neste caso, só resta aos senadores a existência em sursis, só na espera de suas passividades, enquanto a população ouve a análise do cancioneiro popular na voz de Waldick Soriano, que já foi postada aqui neste bloguinho intempestivo quando do início das acusações, e que agora postamos novamente…

WALDICK SORIANO, O SENADO E RENAN

Estes tempos lulistas nos mostram, através do poder judiciário, duas realidades que eram mantidas ocultas: a corrupção em instâncias sociais variadas e as trapaças do corpo parlamentar. A primeira realidade fica diretamente por conta do poder jurídico. A segunda, por conta dos próprios parlamentares. Enquanto na primeira a ação judicial oferece à população maior crença quanto à realização da justiça, e, conseqüentemente, o fortalecimento da democracia; na segunda, as relações escusas que caracterizam a subjetividade histórica do parlamento fortalecem a desconfiança da população. Ela vê e discerne este comprometimento de uma grande parte de agentes parlamentares, carregando consigo o todo do parlamento. Mesmo sabendo da existência de insignes representantes democratas. É a força de contágio bíblico: “Dize-me com quem andas, que te direi quem tu és”. Por tantos exemplos desonestos apresentados no parlamento, ela tende a acreditar nos arranjos dos pares. As acusações, os pedidos de afastamento e renúncia do presidente maior, Renan Calheiros, leva-a a acreditar no ídolo cantante Waldick Soriano. Ela comparou e encontrou semelhança no texto dos congressistas com o texto do ídolo dos cabarés. Reconheceu o déjà vú político na “Carta” do baiano, e canta como premonição atualizada:

        “Renunciar seria a solução
          Mas não apagaria de nossas almas
          Cruel paixão
          Espero que um dia
          Tudo se decida
          E a quem ama não seja negado
          O direito de ser amado.”

O FILÓSOFO SARTRE* FALA AO BLOG INTEMPESTIVO SOBRE O SER NEGRITUDE

Não há do que se admirar. Movido pelo ser negritude e a destemporalidade movente intempestiva, este bloguinho da comunalidade foi encontrar o filósofo francês Sartre, morto em 15 de abril de 1980, para um engajado e libertário papo sobre a condição do negro. Como não poderia deixar de ser, o lero trans-correu leve e solto regado por algumas talagadas DA Macia e algumas baforadas cubanas. Presente de seu amigo Fidel.

Sartre no Bloguinho Intempestivo

BLOGUINHO INTEMPESTIVO – Para começar. Como devemos te tratar? Companheiro, camarada, filósofo, “seu” Sartre…

SARTRE (Sorrindo) – Qualquer tratamento antes de ser pronominal, é ontológico. Por mim pode mandar. Como for serei sempre um homem em situação.

BI – Tu és o filósofo que mais fez da filosofia uma práxis da liberdade. Sempre construindo o Homem Ponto Final. Andastes por mil e um territórios, por incrível que pareça, até aqui em Manaus aportastes, que loucura, tudo sempre em situações ontológicas fundadas na condenação do homem como Ser da Liberdade. Pois bem, como a classe oprimida deve se situar frente a esta sociedade das contradições?

S – Não resta dúvida que a classe oprimida deve primeiro tomar consciência de si mesma. Mas esta tomada de consciência é exatamente o contrário de uma reimersão em si: trata-se de reconhecer, na ação e pela ação, a conjuntura objetiva do proletariado que pode definir-se através das circunstâncias da produção ou da repartição dos bens.

BI – E no caso específico do negro?

S – O negro, como o trabalhador branco, é vítima da estrutura capitalista de nossa sociedade; tal situação desvenda-lhe a estreita solidariedade, para além dos matizes de pele, com certas classes de europeus oprimidos como ele; incita-o a projetar uma sociedade sem privilégio em que a pigmentação da pele será tomada como simples acidente.

BI – Mas sua condição de oprimido?

S – Mas, embora a opressão seja uma, ela se circunstancia segundo a história e as condições geográficas: o negro sofre o seu jugo, como negro, título de nativo colonizado ou de africano deportado. E, posto que o primem em sua raça, e por causa dela, é de sua raça, antes de tudo, que lhe cumpre tomar consciência. Aos que, durante séculos, tentaram debalde, porque era negro, reduzi-lo ao estado de animal, é preciso que ele os obrigue a reconhecê-lo como homem.

BI – Mas têm negros que não se querem negros.

S – O negro não pode negar que seja negro ou reclamar para si esta abstrata humanidade incolor: ele é negro. Está pois encurralado na autenticidade: insultado, avassalado, reergue-se, apanha a palavra “negro” que lhe atiram qual uma pedra; reivindica-se como negro, perante o branco, na altivez. Este racismo anti-racista é o único caminho capaz de levar à abolição das diferenças de raças.

BI – Infere-se no que afirmas que as consciências das classes trabalhadoras, branca e negra, são diferentes. E daí?

S – A consciência de classe do trabalhador europeu tem seu eixo na natureza do lucro da mais-valia, nas condições atuais da propriedade dos instrumentos de trabalho, em suma, nas características objetivas de sua situação; ao contrário, como o desprezo que os brancos ostentam para com os negros – e que não possui equivalente na atitude dos burgueses em relação à classe operária – visa tocá-los no fundo do coração, é mister que os negros lhe oponham uma concepção mais justa da subjetividade negra; por isso a consciência de raça centra-se sobretudo na alma negra, ou melhor, já que o termo aparece muitas vezes nesta antologia, em certa qualidade comum aos pensamentos e às condutas dos negros, que se chama negritude.

BI – Como assim, negritude?

S – Ora, para constituir conceitos raciais, só há duas maneiras de operar: transpõe-se para objetividade certos caracteres subjetivos, ou então, tenta-se interiorizar condutas objetivamente discerníveis; assim o negro que reivindica sua negritude num movimento revolucionário coloca-se de pronto no terreno da Reflexão, quer deseje encontrar em si próprio certos traços objetivamente verificados nas civilizações africanas, quer espere descobrir a Essência negra nas profundezas de seu coração (Pausa. Tomou uma talagada Da Macia)… A negritude toda presente e oculta o obseda, o roça, ele se roça em sua asa sedosa, ela palpita, toda distendida através dele, como sua profunda memória e sua exigência mais alta, como sua infância sepulta, traída, e a infância de sua raça e o chamado da terra, como o formigamento dos instintos e a indivisível simplicidade da Natureza, como o puro legado de seus antepassados e como a Moral que deveria unificar a sua vida truncada.

BI – O engajamento negritude implica, também, na libertação da opressão que a linguagem branca lhe impõe.

S – Em parte alguma isso se evidencia tanto como em seu modo de usar os dois termos conjugados “negro-branco” que recobrem ao mesmo tempo a grande divisão cósmica “dia e noite” e o conflito humano do nativo e do colono. Mas é um par hierarquizado: ministrando-o ao negro, o professor ministra-lhe, ademais, centenas de hábitos de linguagem que consagram a prioridade do branco sobre o negro. O negro aprenderá a dizer “branco como a neve” para significar a inocência, a falar da negrura de um olhar, de uma alma, de um crime. Desde que abre a boca ele se recusa, a menos que se encarnice em derrubar a hierarquia.

BI – Quer dizer então, que este truque do branco-colonizador querer o negro preso a cor, é uma das maiores fraudes histórica?

S – O negro não é uma cor, mas a destruição desta clareza de empréstimo que cai do sol branco. O revolucionário negro é a negação porque ele se quer puro desnudamento: para construir sua verdade, deve arruinar primeiro a dos outros. Os semblantes negros, estas manchas de noite que obsidiam nossos dias, encarnam o obscuro trabalho da Negatividade que rói pacientemente os conceitos. Assim, por um retorno que lembra curiosamente o do negro humilhado, insultado, quando ele se reivindica como “negro imundo”, é o aspecto privativo das trevas que funda seu valor.

BI – Assim, para ele, a liberdade…

S (Cortando com entusiasmo) – A liberdade é cor da noite.

BI (Aplaudindo tresloucadamente) – Que porrada, cara! Essa é para se tornar lema de luta, meu irmão! Cacete! Intempestivamente como o tempo escorre. Sabemos da tua gentileza em nos atender, apesar da pressa em ter que viajar para o Oriente, entretanto, gostaríamos que fizesses, para nós e nossos amigos blogueiros, uma pequena síntese desta situação.

S – A situação do negro, sua “dilaceração” original, a alienação que um pensamento estrangeiro lhe impõe sob o nome de assimilação obrigam-no a reconquistar sua unidade existencial de negro ou, se se prefere, a pureza original de seu projeto, por ascese progressiva para além do universo do discurso. A negritude, como a liberdade, é ponto inicial e termo final: trata-se de passá-la do imediato ao mediato, de tematizá-la. Portanto, no tocante ao negro trata-se de morrer para a cultura branca a fim de renascer para a alma negra, assim como o filósofo platônico morre para seu corpo com o fito de renascer para a verdade. Tal retorno dialético e místico às origens implica necessariamente um método. Mas este não se apresenta como um feixe de regras para direção do espírito. Constituí uma unidade com quem o aplica; á a dialética das transformações sucessivas que hão de conduzir o negro à coincidência consigo mesmo na negritude. Não se trata para ele de conhecer, nem de arrancar a si próprio no êxtase, porém de descobrir, ao mesmo tempo, e tornar-se aquilo que ele é.

*Enunciação a título de virtual/atual e real: Tirando todas as perguntas do BI e a primeira resposta de Sartre, que são fictícias, todas as respostas do filósofo existencialista foram elaboradas e extraídas de sua obra, Reflexões Sobre o Racismo.

A CAPOEIRA SENZALA NEGRA

E seg’uindo a potência política da Consciência Negra, soaram os berimbaus lá na Esc. Sônia Maria, no início da grande Cidade de Deus, onde o grupo capoeirista Senzala Negra realizou nesse domingo batizados e trocas de corda de vários capoeiras.

Esse evento de hoje é o 11° Batizado, onde os alunos recebem da 1a graduação pro cordel verde até a troca de cordel, que hoje se deu até a 5aª Graduação, com os cordéis que foram trocados. E hoje também nós faríamos uma homenagem pra uma das pessoas que tem sido muito importante pra nós dentro da capoeira e até agora nós estamos aguardando que ela chegue. Essa pessoa está sendo mantida em segredo, só algumas pessoas do grupo sabiam, porque a gente quer fazer uma surpresa, a gente achou que seria mais do que merecida essa homenagem por tantos anos já dentro da capoeira. Tem várias associações e grupos de capoeira aqui em Manaus. Muitas são legalizadas, mas outras não. Mas nós estamos nessa luta principalmente porque o trabalho do Senzala Negra, nós tentamos resgatar as crianças da ociosidade, tentamos tirá-las das ruas, evitar que cheguem perto das drogas. Às vezes a gente perde alguns, mas numa média de 4 que vem pra nós, nós resgatamos três. Então por isso nós achamos que o papai do céu está nos ajudando muito. E nessa luta a gente tem a ajuda do professor Selvagem que está com a gente há 14 anos e tem nos ajudado com essa rapaziada mais arisca.Ele tem um jeito todo especial que vai conquistando o carinho deles e vai ficando mais fácil de com a capoeira transformá-los em cidadãos brasileiros. (Formada Abelha, Coordenadora do Senzala Negra)


Nós tentamos resgatar os alunos nas escolas, nas ruas e de envolver um trabalho tanto corporal quanto mental, na sociedade deles. Porque muitos deles querem estar nas drogas, na prostituição. A gente tenta resgatar esses alunos pra voltar pra escola e treinar capoeira, e pela capoeira eles voltarem a estudar. A divulgar o próprio trabalho tambem, que é esquecido da capoeira, que é a igualdade social. Mas a capoeira ela sempre fica um pouco discriminada, mas a gente trabalha com isso e com isso nós vamos conseguindo chegar em algum canto. Então a capoeira está se expandindo pelo mundo inteiro, com muita luta e gente vai conseguindo muitas pessoas pra capoeira, inclusive na federação de capoeira. (Professor Selvagem, do Conselho Majoritário do Senzala Negra)

Para quem gosta de assistir uma boa roda de capoeira ou para quem pretende receber os ensinamentos da capoeira, o Senzala Negra reúne 2ª e 3ª feiras, das 18 às 20h,na Escola Sônia Maria, que fica no início da Cidade de Deus, e aos sábados na Escola Vasco Vazquez a partir das 16h. Todos estão convidados!

E fica abaixo uma das fotos do Maculelê apresentado por crianças e adolescente do Senzala Negra.

MANAUS: UM PASSEIO PELA NÃO-CIDADE

Aproveitando o mote do feriado, esta coluna convida os leitores intempestivos a conhecerem a companheira Dulcilene Gomes Batista, ou Dulce para os amigos. Filósofa, militante dos movimentos sociais, amiga de Nestor Nascimento, Dulce falou sobre suas trajetórias e sobre o movimento negro no Amazonas. A entrevista foi originalmente publicada no vetor literário Phylum, da Associação Filosofia Itinerante (que você pode adquirir de grátis através do emeio da AFIN), no final do ano passado:

A FILÓSOFA DULCE: UM DEVIR-MULHER NEGRA

PHYLUM – Começando pelo meio?

Dulce: Começando pelo meio. Nasci no Gama, em Brasília, depois fui para o Rio de Janeiro, onde fiz minha formação. Minha família, formada por meus pais e mais seis irmãos, todos saudáveis, também mora no Rio, na Ilha do Governador, onde em verdade me criei. Em 89 entrei para a Congregação das Filhas da Caridade, fiz noviciado, votos para São Vicente de Paula, fiquei irmã durante oito anos, trabalhei no Espírito Santo, no Rio, e por último em Taubaté, São Paulo, que tinha um projeto com a igreja de Borba chamado Igrejas Irmãs. O Bispo de Borba tinha feito um apelo para que fosse enviado missionários para lá para assessorar pastorais. Como já estava pensando em deixar a Congregação, porque eu achava que não era possível continuar por uma questão de ideologia pessoal e de projeto de vida – aquilo que eu queria para mim mesma – então resolvi sair da comunidade e aceitei um convite de um padre amigo, que já trabalhava aqui a mais de um ano, para vir trabalhar no Amazonas. Então fizemos um contato com Dom José Afonso Ribeiro, que é Bispo de Borba, e vim como leiga missionária para a prelazia de Borba.

Em Taubaté tive uma experiência riquíssima, que foi primeiro trabalho com o acampamento do MST (Movimento dos Sem Terra), na região de Tremembé, que é conhecida até hoje como um projeto de grande força existencial pela forma como trabalham com a educação das crianças, a organização da comunidade, coleta coletiva de lixo. Depois, uma outra experiência interessante foi o estudo da Teologia no Instituto Sagrado Coração de Jesus, que hoje é Faculdade, onde os leigos da igreja de Taubaté estavam na linha de frente das políticas públicas: uma igreja emergente inserida nas lutas sociais. Foi um momento muito importante para ampliação dos meus entendimentos. Outro movimento que participei em Taubaté, foi o CEBI (Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos), que reunia várias religiões que faziam a leitura ecumênica e transformadora da bíblia. Seria as origens dos povos bíblicos, a situação social, econômica, política e a estrutura da Palestina em que nasceu Jesus. Uma leitura bem histórica, colocando a Bíblia no lugar dela. Era um grupo bastante animado e onde se teve a primeira reflexão sobre a Negritude. O CEBI NEGRO, que era um instituto que tinha uma organização muito importante.

P – E a vinda para o Amazonas?

D: Vindo para o Amazonas, em 95, eu não tinha a mínima idéia como se vivia aqui, para onde eu ia, a distância, o que eu ia fazer, não tinha perspectiva de salário, pois vim como voluntária por dois anos para viver com uma comunidade.

P – Lá em Borba?

D: Novo Aripuanã. Eu fui para Borba, mas como o Bispo tinha uma conhecida em Novo Aripuanã, uma cidade de uma realidade com bastante conflito, me mandou para paróquia de lá. Cheguei com a esperança idealista de encontrar uma igreja missionária e encontrei uma igreja tal qual a de São Paulo. Inclusive, pastoralmente, muito aquém do que oficialmente a igreja estava dizendo em termos de catequese, liturgia, de tudo. Um padre que estava mais de vinte e cinco anos na mesma paróquia…

P – Era o dono.

D: Era o dono e eu tive pouco espaço de atuação. Demorei muito a perceber, mas de cara ele teve uma grande antipatia por mim.

P – Percepção psicológica alesada.

D: Isto. Mas a população percebeu logo.

P – Prova de que a percepção coletiva não é alesada.

D: Isto mesmo. O que foi interessante foi meu contato com toda natureza daquele lugar. Nunca tinha visto tanto verde em minha vida. Tanta árvore, tanto rio, tantos animais, pássaros… Outro acontecimento interessante foi a experiência de dormir em rede, viajar de barco, tudo isso foi novo para mim. Bem, depois de dois anos trabalhando nas pastorais sociais eu decidi, por opção, me afastar das atividades da igreja e voltar para o Rio. Eu tinha uma proposta do Bispo Dom Vital, um religioso bastante engajado nas causas sociais na região sul do Rio, para trabalhar na arquidiocese de lá com um contrato e salário. Mas enquanto estava me preparando para voltar, me envolvi na campanha política do prefeito que era do PL. Como no interior não se tem ideologia política e prevalecem as pessoas, famílias, eu achei que naquele momento, politicamente, era esse candidato o melhor indicado, já que tinha uma história de vida interessante na cidade.

P – Como era o nome dele?

D: Raimundo Sobrinho, conhecido como Raiz. Então, ele me convidou para trabalhar na Secretaria de Ação Social. Aí passei a trabalhar, inclusive com os mesmos grupos, só que sem ideologia religiosa. Durante os quatro anos tive uma atividade intensa, trabalhando em quase todas as comunidades, que eram 62, navegando por quase todos os rios, menos no rio Acari, porque é de difícil acesso. Nestes quatro anos eu construí uma casa, fui colaboradora na formação da Associação dos Deficientes, que me deu muito prazer e conhecimento. Foi um projeto aprovado por uma ONG da Espanha tal a sua eficácia e originalidade, já que diziam não haver deficientes na cidade; entretanto, os deficientes eram tratados como loucos.

P – Quer dizer: existiam, mas o diagnóstico indicava outro.

D: Como eu havia trabalhado, também, na educação, eu vim participar em um congresso na UFAM sobre portadores de necessidades educativas especiais. Então, fiquei muito animada e tirei da gaveta um projeto que havia elaborado já há algum tempo. Começamos algumas reuniões com as lideranças da cidade, mas a primeira tentativa não foi adiante. Estavam envolvidos os vereadores, o juiz, etc. Então, comecei a trabalhar com os pais das crianças deficientes. Em uma reunião que compareceram oitenta famílias, nós tiramos uma comissão de quinze pessoas que começaram a trabalhar com seminários sobre deficientes. Trabalhamos um ano com levantamento, cadastro, visitas, elaboramos um Seminário com apoio do prefeito. Convidamos a ADEFA (Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas) e depois do Seminário instituímos a nossa associação, ADENA (Associação dos Deficientes de Novo Aripuanã). Conseguimos um terreno para a sede própria, mas o prefeito posterior tomou-o. Outro trabalho importante foi o treinamento de algumas pessoas, inclusive uma deficiente, para lidar com estimulação precoce. Estimulação para síndrome de Down, já tínhamos cinco crianças para serem atendidas. Entretanto, segundo nossas observações, fomos levados a acreditar que, em razão de várias famílias realizarem casamentos consangüíneos, haviam outros casos, e que era preciso um estudo mais aprofundado sobre este tema. Trabalhamos também com pré-natal. Em seis anos fizemos duas turmas de pré-natal por ano. Depois, o contato com a ONG da Espanha, Pelas Crianças do Amazonas, onde fiz o curso de Organização Hospitalar com a Dra. Juana Romã. Essa ONG construiu um Centro Básico de Saúde e eu, como estava trabalhando na coordenação com os agentes de saúde, fui indicada. Então fui para a Espanha.

P – Que lugar da Espanha?

D: Palma de Mallorca. Voltando, tentei fazer um trabalho de saúde, mas a parceria não foi feliz com a Igreja. Bem, depois destes quatro anos me mudei para Manaus, porque estava decidida a entrar na Universidade.

P – E o Nestor, quando tu conheceste?

D: Em 96, antes de entrar para a prefeitura. Ele era assessor jurídico do padre e estava fazendo adoção de uma criança por um casal da Espanha. Quando vim para Manaus, vim junto com este casal, que se hospedou na casa dele, e eu, a seu pedido, também fiquei na casa e ele foi morar em outro lugar. Construímos uma grande amizade. Antes de tudo isso, uma amiga me falou muito sobre ele. Disse que ele havia tido uma forte atividade política em Manaus. E que tinha sido o fundador do primeiro movimento negro no Amazonas. O MOAM (Movimento Alma Negra do Amazonas). Aí, meu interesse por ele cresceu muito. Comecei a me interessar por sua produção literária sobre os negros, sobre a discriminação. Sua assessoria jurídica pioneira aos movimentos Gay. Entrei em contato com um belo artigo que ele escreveu sobre a Praça 14, que inclusive ele me deu e está bem guardado. Outra vez quando voltei para Manaus para passar dois meses de férias fiquei morando na casa dele. Então, começamos a namorar. Quando ele ia para Novo Aripuanã, ficava em minha casa. Ele queria casar comigo. Chegou a falar com meus pais, mas eu não pensava assim. Eu tinha na verdade uma grande admiração por ele. Por sua militância. Sua intelectualidade. Seu despojamento com as coisas materiais. E principalmente sua força de amizade.

P – E tua entrada no movimento negro?

D: Depois que voltei de vez para Manaus, comecei a participar do CEBI, que também tem essa leitura de gênero na linha política, ecológica, etc. E o CEBI, desde 2003, começou a programar o Seminário de Negritude em nível nacional. Não saiu; mas realizamos o local. Eu tinha contato com pessoas que estavam envolvidas com a questão negra. Sempre pesquisei e estudei o assunto. Além de sempre ser convidada para proferir palestras em escolas e centros comunitários. Quando o CEBI lançou a questão de Bíblia e Negritude, em 2004 nós preparamos o Seminário de Bíblia e Negritude. Só que eu achei que pelo fato de ser Bíblia e Negritude, limitaria. Então, resolvemos deixar somente Negritude. Daí, passamos a convidar pessoas que estavam envolvidas com a causa e criamos um grupo que se transformou no Fórum e se encontrou desde setembro até novembro de 2004 quando do evento do Seminário. Depois aconteceu o Fórum de Negritude, que serve de referências para aqueles que estão envolvidos com a questão ou não.

P – E a prefeitura tem uma atuação real e convincente nestes acontecimentos?

D: Não. O prefeito Serafim, que foi apoiado pelos movimentos populares e que representava um desejo de mudança, hoje nós sentimos uma grande distância dele do diálogo do movimento popular. Inclusive na UFAM ele se reuniu conosco, porque havia um grupo da filosofia que estava discutindo a implementação do ensino de filosofia no Ensino Fundamental. E ele afirmou que havia muita possibilidade de realizar essa necessidade. Depois que foi eleito, ele não nos procurou para um diálogo. Ele ainda chegou a participar de uma reunião dos movimentos sociais com paróquias, onde ratificou o apoio às lutas, a questão da gestão democrática que era o que a gente esperava. Mas a gente sentiu um distanciamento dele dos movimentos que o elegeram. Por exemplo: o fórum do orçamento participativo, o pessoal questiona como foi feito. Nós esperávamos que fosse outro processo, que outros grupos fossem chamados, os grupos de luta por moradia e tudo mais. Outra coisa que a gente questiona é que há mais orçamento alocado na propaganda, na mídia, que na área social.

P – E a relação de vocês com o governo estadual?

D: É uma relação que se dá com alguns projetos. Na verdade a Cáritas é também uma captadora de recursos para alguns projetos sociais da igreja católica e a relação se dá quase nesse nível. Não há uma relação de parceria construtiva. Inclusive nós estamos na implementação dos Conselhos Estaduais com muita dificuldade de dialogar com o governo, se não forçarmos com os movimentos populares praticamente não há diálogo.

P – Como tu estás entendendo a discussão sobre a mestiçagem?

D: A primeira vez que ouvi falar sobre o movimento mestiçagem no Brasil foi no Seminário Negritude. Porque a gente sabe que movimento mestiçagem existe na Europa, que são imigrantes estrangeiros, e nos Estados Unidos, os latinos americanos. No Brasil, se existe, não conheço. Aqui em Manaus, eu não conheço um grupo mestiço. Na verdade, eu conheço quatro pessoas que se dizem mestiças e se assumem como mestiças. Eles participaram das reuniões do Fórum de Negritude. Inclusive houve uma discussão que o Fórum de Negritude deveria ser um Fórum da igualdade racial, e o movimento negro achou que não. Já que o que era proposto era a discussão política-social dos negros. Foi aí que os mestiços se desvincularam, porque a ideologia deles não batia com a do movimento negro; muito menos com a do movimento nacional, que está muito avançado nas políticas de afirmação, que é o movimento de reparação de 48% da população brasileira negra excluída.

P – Como tu vês a política do governo federal nesta questão?

D: Eu vejo por um lado muito positiva. Já que pela primeira vez um governo se preocupou em discutir a questão racial. Por outro lado, a maneira como está sendo executada, vamos ter que discutir muito. Desde 1888, desde que se fala em “libertação da escravatura”, nunca nenhum governo discutiu esta questão no Brasil. Considerando que o Brasil é a segunda nação negra do mundo, só perdendo para a Nigéria, nós estamos no mínimo trezentos anos atrasados.

P – Há uma democracia racial?

D: Nós vivemos numa falsa democracia racial, que afirma que não há discriminação racial quando o preconceito salta aos olhos. Até cego vê. Eu já fui muitas vezes discriminada.

P – Tu percebes discriminação na Universidade?

D: A Universidade é discriminatória. Exemplo: na minha turma de filosofia de 60 alunos, eu era a única negra.

COPINHA COMUNITÁRIA DO CAMPO DO ROMA

Atenção, olheiros de toda a Sulamérica, Europa, Ásia e adjacências, acompanhe a jogada, que aqui pode estar um novo Maradona, Garrincha, Caju. Trata-se de uma Copa reunindo seis times, que se enfrentam durante o domingo, no Campo do Roma, situado lá no bairro do Novo Aleixo, Zona Leste de Manaus. O bloguinho intempestivo foi lá e cobriu um pouco do segundo jogo dessa que a 3ª rodada, que foi entre:

BOLA BAR       1 X 1       RADAR

A CBF e a FIFA também têm de ficar de olho no muro, lá estão as regras básicas da justiça futebolística do Campo do Roma, estudadas, discutidas e aprovadas pela própria comunidade desportiva e por isso funciona a contento. As Confederações deveriam tomar o exemplo de como criar regras de forma coletiva, a contento de todos, e por isso funcionam para deixar passar o lúdico e não para dificultar seu fluxo, como acontece em jogos do Campeonato Brasileiro e até na própria Copa do Mundo.

O Conselho Brasileiro de Arbitragem também deveria ouvir o apito. No que diz respeito aos árbitros, também estão lá as cláusulas, também coletivamente praticadas, e por isso os árbitros, tão caluniados, desrespeitados e até manipulados, como de vez acontece nos principais campeonatos do país, aqui podem participar da festança esportiva em comunhão.

Os outros dois jogos tiveram como resultado um empate e uma goleada:

LOURIVAL    6 x 2    INTER

RIP-RAP    1 x 1    ROMÁRIO

Finalmente, o Coordenador da Liga Esportiva do Campo do Roma, popularmente conhecido como De Mulher, concedeu a este bloguinho uma entrevista sobre a organização da Copinha, do seu trabalho frente a Liga e do serviço social que presta à comunidade.

Você é o organizador daqui do Campo do Roma?

Sou eu mesmo.

Qual é seu nome?

Rosivaldo, mais conhecido como Rose ou ”De mulher”.

Quantos times tem nesse campeonato?

Isso é uma copinha. Nós começamos com 8 e agora estamos com 6 times. É uma copinha, pra não prolongar, porque o natal e o ano novo vem aí.

Começou quando?

Começou dia 21 de outubro.

Que rodada é essa?

Essa é a terceira rodada. Vai ter mais umas 6 rodadas e encerra. É Society, com 9 jogadores, sendo 8 na linha e 1 no gol.

E qual é o prêmio?

O prêmio é o dinheiro pago pelas equipes. Fica em torno de 70% para o 1° lugar e 30% pro 2° lugar. Tem o melhor goleiro, o artilheiro, que a liga dá uma pequena premiação simbólica com bolsas pra carregar o material de esporte.

Quanto foi pra cada time?

A inscrição é 200 pra cada time. No caso fica 1.200 pro 1°, e a gente arredonda pra 500 no 2° lugar. Não tem terceiro lugar. E toda a organização é feita com o dinheiro que entra do campo, que a gente aluga. Com esse dinheiro, a liga contribui com o colégio, no caso, a merenda das crianças, com R$10,00, e se algum atleta tem problema, a gente ajuda com dinheiro pra remédio. São 2 horários alugados por dia, sendo que fica sexta, sábado e domingo pra comunidade, não pagam nada. Só de segunda a quinta que é pago. E oscila entre 60 a 70 reais por semana, com os descontos das despesas de campo. Isso oscila entre as despesas do colégio, a merenda das crianças, os gastos com o campo, tanto interno como externo, reposição de luminárias, conserto de traves. Nós não temos ajuda de ninguém. Você vê que esse campo é bem conservado, ele tem 11 anos. Outros mais novos do que ele já estão todo quebrados.

E você tem nenhum salário pra realizar esse trabalho?

Não, não tem nenhum salário. É só pra contribuir pra comunidade. A liga bota, geralmente, dois times da comunidade pagos pela liga, que é pra dar oportunidade para os jovens, porque aqui há muitos jovens que são consumidores de drogas e não querem nem participar de peladas.

Então é na verdade um serviço social…

É, é um serviço social que eu faço. E é difícil conseguir montar um time só da comunidade. Entram 4 ou 5 da comunidade e eu tenho que preencher com outros comunitários.

Já tentou o apoio da prefeitura, do governo?

Eu já tentei, mas é muito difícil, porque eu trabalho muito. E mesmo a gente vai e é muita burocracia. Chega lá e toma um chá de cadeira, por isso eu resolvi que ia fazer com o dinheiro daqui mesmo que está dando pra ir levando. Precisar de ajuda eu preciso, mesmo porque o projeto daqui feito pela prefeitura era pra ter um secretaria, arquibancada, banheiro e vestiário, isso no projeto. E o campo só foi feito isso aí. Foi repassado mais de R$240 mil. O gasto aqui não deu R$20 mil. Então vai demorar muito pra arrumar isso aqui. A renda que sobra é cerca de R$40,00 por semana e a gente não cobra horário. A gente fica desfalcado. Já na época do inverno, que não dá time, a liga já não contribui na escola. A gente dá também uma cesta básica pras famílias que necessitam. Então o que eu faço é só com o dinheirinho que eu tenho aqui.

Ouvimos falar que tem aqui no Roma uma escolinha de futebol?

A gente faz aqui um escolinha com 100 meninos, pra tirar os meninos da rua. A gente precisa de ajuda. Eu consegui água e outros materiais aí pra sustentar essa molecada aqui. É segunda, quarta e sexta. Agora parou pra dar um descanso pro treinador, mas eu tô vendo um outro rapaz.

E o treinador também é voluntário?

O treinador não recebe nada, às vezes eu dou R$10,00 pra ajudar no transporte. Mas se Deus quiser eu vou contratar um outro rapaz pra dar aula pra essas crianças. São 100 crianças de 10 a 15 anos e a gente está fazendo esse trabalho social pra eles. Às vezes a gente pede ajuda dos pais, mas eles não estão em condições de ajudar nos eventos. Até aproveitamos pra pedir para as pessoas que possam colaborar de alguma forma, que acreditam nesse trabalho social, comunitário, entrem em contato.

A partir do próximo domingo, a Copinha do Roma também vai ser noticiada aqui no bloguinho intempestivo. Olheiros, corram e providenciem suas passagens!

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral Não Analisou, Nada Se Realizou

Coluna Vertebral

# O sindicato protestou na frente da empresa porque estão colocando ônibus sem cobrador. O presidente da IMTU vai à televisão dizer que isso é problema do sindicato, que assinou contrato com a empresa permitindo essa prática. Mas a quem pertence a responsabilidade pelo transporte público? Aos empresários é que não. Se assim for, pra quê IMTU? Se a relação é direta entre empresários que só querem lucrar e um sindicato que permite um contrato em detrimento de parte da sua categoria, e a empresa reguladora diz que não tem nada a ver, não há razão para que ela exista. É esse o pensamento sindical no Amazonas, e é esta a posição da prefeitura quanto aos empregos e à qualidade do transporte público. Depois o Serafim não sabe porque a sua imagem não se descola dos seus antecessores…

# Os motoristas e cobradores acabaram pagando o pato, ou melhor, não pagando, porque com essa de ônibus sem cobrador. Além disso, segundo um cobrador, estão ameaçando demitir muitos trabalhadores e ainda por justa causa, não querendo pagar os direitos dos trabalhadores. Eles se deitaram pela manhã na frente da União Cascável, para empatar a saída dos ônibus, acontece que a Rocam foi chamada e sentou o cacetete e spray de pimenta nos manifestantes. Por conta disso, de que muitos foram fazer boletim de ocorrência, os motoristas e cobradores adiaram a manifestação que ocorreria hoje à tarde para amanhã de manhã, lá no Centro da cidade.

# E uma amiga minha me falou que o senador Jefferson Péres, na entrega dos ônibus pela prefeitura (à lá Amazonino, diga-se de passagem), estava embasbacado com os veículos. Olhava, boquiaberto, a catraca, as cadeiras, o lugar do cobrador… deslumbrado! Mas não era pela beleza não; é que ele nunca havia entrado em um antes…

        Cansei do Rock!

                    Só dando toque,

                                Mas nem a reboque

                                            Se salva o transporte!

BEIJOS VERTEBRAIS!

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

*>- “A poluição cresce mais que o PIB no país”. Manchete da Folha de São Paulo. O óbvio. Não tendo um fato chocante para atingir o governo Lula, a seqüelada Folha tenta criar. O protótipo da enunciação forjada com objetivo de engodar o leitor. Efeito-truncagem-jornalístico. Vejamos. Qual a lógica da equivalência entre poluição e crescimento econômico? Seria crescimento econômico mais poluição? Ou, não há crescimento econômico, mas cresce a poluição? A Folha responde: compraram mais carro e poluíram mais. Compra tem algo a ver com poder aquisitivo da população? A poluição está para o PIB como o PIB está para a teoria econômica ortodoxa. Destrambelhou. Nenhum dos intelectuais da Folha explicou para esta mater que os estruturalistas já haviam dançado com a lógica da equivalência. Não há enunciado mais démodé.

FALTA DE DIÁLOGO E AMEAÇAS A ESTUDANTES NA UEA

Estudantes do curso Normal Superior da UEA devem realizar manifestação hoje na Escola Normal Superior, marcada para às 14h. Os estudantes estão enfrentando uma série de dificuldades referentes a irregularidades e situações ocorridas na administração daquela unidade. Como já divulgado aqui neste bloguinho, os estudantes reivindicam o direito à complementação de Normal Superior para Pedagogia, conforme a resolução CNE/CP No 1, de 15 de Maio de 2006, do MEC, que não foi feita até o momento pela instituição. Há informações ainda de que outros cursos podem aderir à manifestação, a fim de expor também seus problemas.

Segundo fontes intempestivas, a direção da ENS, bem como a coordenação do curso não tem dado a devida atenção ao processo, e a reitora, Marilene Corrêa, do PT Oh, My Darling!, já adiou por quatro vezes reunião com o diretório dos estudantes do curso.

Além desta questão, os estudantes reivindicam mais segurança para o campus, estrutura para o curso e a mudança da coordenação do curso e a direção da ENS, pela ausência de diálogo com os estudantes. Eles ainda se opõem às constantes ameaças e represálias que vêm ocorrendo diariamente por parte de alguns professores, dentro e fora de sala, visando eliminar o movimento dos estudantes. Alguns deles estariam incomodados, já que tem seu contrato com a UEA feito de maneira irregular (como nos casos em que são concursados pela UFAM com dedicação exclusiva).

A Escola Normal Superior da UEA fica na Av. Djalma Batista, 2470, Chapada, ao lado da SEAS.

Este Bloguinho Intempestivo, por acreditar na potência democrática dos estudantes, que, a despeito das ameaças comuns neste tipo de situação, acreditam que a educação não é uma questão de governo, mas comunitária, vai continuar acompanhando o caso, e em breve trará mais informações.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Chagão!

Θ HINCHA DO PEÑAROL FAZ CAMPANHA PARA TER ESTÁDIO. Andrés Hessdorfer, 21 anos, futuro advogado e torcedor apaixonado do Peñarol do Uruguai está organizando uma campanha que visa construir um estádio à altura do más glorioso. Os interessados podem acessar o site de Andrés, o Peso a Peso, e se oferecer como apoiador da campanha. O interesse dele é que se possam mobilizar pessoas a fim de conseguir esses recursos, já que uma enquete de jornal local aponta que 45% dos uruguaios são torcedores do Peñarol. Os hinchas podem também contribuir com seu conhecimento: “O projeto também está aberto a qualquer pessoa que esteja disposta a, voluntariamente, aplicar seus conhecimentos. Portanto, é muito importante a ajuda solidária de arquitetos, construtores, contador para a arrecadação, engenheiros agrônomos para o gramado, etc”, afirmou em entrevista aos companheiros do Impedimento. A iniciativa já contava, até hoje, com mais de 1200 assinaturas, e recebeu a confirmação do engajamento de uma agência de publicidade, um engenheiro agrônomo e uma empresa construtora, que se dispuseram a auxiliar no sonho. Além de torcer pela recuperação econômica e futebolística do certame charrua, o ‘Chagão!’ colabora com a campanha de Andrés, divulgando e convidando o leitor intempestivo a participar, clicando nos linque do site.

Θ POR CAUSA DOS JOGOS ENTRE SELEÇÕES pelas eliminatórias Euro’08 e Sudáfrica’10, não houve jogos nos campeonatos regionais europeus e sudamericanos.

Θ TÉCNICO DO EQUADOR PEDE DEMISSÃO. Luis Fernando Suárez, técnico do Equador desde 2004, e que levou o selecionado à copa do mundo de 2006, onde chegou às oitavas-de-final (e só perdeu para a Inglaterra por leseira dos jogadores), não suportou ver o time levando outra goleada de 5, desta vez para o Paraguai (a anterior foi para o Brasil), e pediu arrego. O técnico, que usava técnicas diferenciadas com seus jogadores, dentre elas palestras sobre assuntos para além do futebol, o incentivo à leitura e a valorização do atleta como ser humano, não aceitou continuar a ver jogadores com talento e porte físico para chegar bem mais longe do que as goleadas sofridas e o último lugar das eliminatórias, perdendo até para a Venezuela. Agora, o pequeno-grande técnico procura outros desafios, e o selecionado equatoriano, que não entrou na onda socialista de Rafael Correa, segue à deriva, pronta para outras goleadas, que certamente virão. Sixto Vizuete, que levou a sub-17 do equador à medalha de ouro no Pan 2007, assume interinamente.

Θ COPA DO BRASIL DE FUTEBOL FEMININO prossegue na complementação da segunda fase e início da terceira. Veja os resultados e a próxima rodada:

15/11:

Mixto/MT  0  X  4  M. Grosso do Sul/MS

São José/PR  2  X  1  Internacional/RS

Nacional/MG  0  X  5  Benfica/MG

América/RJ  1  X  1  Botucatu/SP

 

22/11:

Genus/RO    X    Internacional/MA

Tiradentes/PI    X    São Francisco/BA

M. Grosso do Sul/MS    X    Mixto/MT

Internacional/RS    X    São José/PR

Benfica/MG    X    Nacional/MG

Botucatu/SP    X    América/RJ

 

Θ ELIMINATÓRIAS SUDAMERICANAS COPA ’10. Cinco jogos pela 3ª rodada aconteceram neste fim de semana:

Argentina 3 X 0 Bolívia

Atuação morna do time porteño, continuando estilo ‘baile de debutantes’ do Sr. Basile. Mais uma vez, Román salvou a pátria, com dois gols, aos 11 (2T) de falta, e aos 28, depois de receber passe de Messi, que chamou a zaga boliviana para dançar. O primeiro gol foi de Aguero, de cachola. Da Bolívia, nada a declarar.

 

Colômbia 1 X 0 Venezuela

Jogo digno de Morfeu em Bogotá: com a Venezuela truncando o jogo, lutando por um pontinho fora de casa, coube aos cafeteros tomar as rédeas da partida, que só melhorou (não muito) no segundo tempo. Bustos, lateral-direito que joga no Grêmio, de falta, abriu e fechou o placar, aos 36 da etapa final. O time local ainda perdeu o atacante river plateano Radamel Falcão, carrasco do Botafogo na Sudamericana, que dificilmente joga a próxima rodada.

 

Paraguai 5 X 1 Equador

Passeio guarany em casa, para deleite da torcida local. Esta coluna ainda não teve a oportunidade de ver os rojiblancos em ação, mas tudo indica que têm um time competitivo, são os segundos da classificação. Oxalá não sejam cavalos paraguaios. Gols: Nelson Haedo, Roque Santa Cruz, Néstor Ayala, Cristian Riveros em dose dupla, e Kaviedes descontando para a seleção ecuatoriana.

 

Uruguai 2 X 2 Chile

Embora considerado por parte da crítica internacional um partidaço, o jogo entre uruguaios e chilenos, para o enviado especial do ‘Chagão!’ a Montevideo, a partida foi “comum, sem grandes jogadas ou alternativas”. Os pupilos de Bielsa terminaram o primeiro tempo perdendo por um tento, realizado por Suárez. No segundo, procuraram a inédita vitória em solo uruguaio, e aos 13 minutos, o ressuscitado Marcelo Salas empatou de testa. O time charrua sentiu, e começou a desandar, o que permitiu ao Chile virar o jogo: penal cometido por Diego Lugano, ex-São Paulo, que Salas converteu. Aos poucos, o Uruguai lembrou-se que era Uruguai e encurralou os vermelhos nas cordas. Aos 35, El Loco Abreu empata a partida. Ainda havia tempo, mas a revirada não veio. Ponto para ambos.

 

Peru 1 X 1 Brasil

Brasil, meu Brasil brasileiro, baixou novamente o espírito dunguesco, o mesmo que segurou a taça em 1994 e em nome do ressentimento xingou Deus e o mundo (sim, telespectador, até você. Principalmente você). O Brasil fez jus às cores da novíssima camisa, homenagem ao título de 58, e amarelou. Só não homenageou os craques daquela conquista. Em jogo emparelhado, mediocremente emparelhado, os canarinhos abriram o placar aos 33 minutos do primeiro tempo, com o craque ‘lindo, maravilhoso, embaixador da Globotária na seleção-nike’, Kaká. Os peruanos empataram no segundo tempo: gol de Juan Vargas, com ajuda involuntária de Lúcio. Um a um e não se fala mais nisso!

 

Próxima rodada: 20/11 – Venezuela X Bolívia (Clássio Bolivariano!), Colômbia X Argentina; 21/11 – Equador X Peru, Brasil X Uruguai, Chile X Paraguai.

Θ ELIMINATÓRIAS EURO ’08. Penúltima rodada, e já temos doze classificados. Agora, só desespero ou mandinga pra quem ainda não se garantiu. Resultados:

Grupo A

Finlândia 2 X 1 Azerbaijão

Polônia 2 X 0 Bélgica

Portugal 1 X 0 Armênia

Com a Polônia já classificada, resta aos portugueses lutarem com a Finlândia pela outra vaga. No próximo dia 21/11, os dois se enfrentam na casa portuguesa, com certeza. Os finlandeses precisam de uma contundente vitória (uma supergoleada, na verdade), para tomar a vaga dos comandados de Scolari. Na torcida pelo impossível, estaremos lá!

 

Grupo B

Escócia 1 X 2  Itália

Lituânia 2 X 0 Ucrânia

Com a vitória no último minuto, gol do zagueiro Panucci, os italianos conseguem a classificação, e de quebra, dão a vaga aos franceses. A Escócia, que chegou a liderar o grupo, morreu na praia, e vai ver a Euro´08 no conforto do lar. Na última rodada, a Itália recebe as Ilhas Faroe, e a França passeia na Ucrânia. E a gente que pensava que dessa vez ia…

 

Grupo C

Moldávia 3 X 0 Hungria

Noruega 1 X 2 Turquia

Grécia 5 X 0 Malta

A Grécia, já classificada, apenas visita a Hungria, na última rodada. Na briga de foice pela segunda vaga, Turquia saiu na frente, e ganhou dos rivais fora de casa. Na última rodada, os noruegueses pegam a moleza de Malta, mas torcem desesperadamente por um empate ou derrota da Turquia contra a Bósnia. Detalhe: mais uma vez, a péssima campanha da outrora gloriosa Hungria. O que terá acontecido ao celeiro de craques que deu a inesquecível seleção de 1954 ao mundo?

 

Grupo D

País de Gales 2 X 2 Rep. Da Irlanda

Alemanha 4 X 0 Chipre

Rep. Tcheca 3 X 1 Eslováquia

Classificados definidos do grupo, Alemanha e República Tcheca apenas passeiam. Destaque para o clássico dos países que já foram um, e juntos foram vice mundiais em 62. Os tchecos ficaram com os craques do seu lado da fronteira. E San Marino, fez apenas dois gols e tomou 50 em 11 jogos (só da Alemanha foram 19, 13 em casa e 6 fora; dos tchecos, 10, sendo 7 fora e 3 em casa). Candidatíssimo à segundona do campeonato amazonense. Rumo à primeira divisão, claro.

 

Grupo E

Andorra 0 X 2 Estônia

Israel 2 X 1 Russia

Macedônia 2 X 0 Croácia

Vladimir Putin agora tem motivos para querer uma guerra no Mar Cáspio! A seleção israelense venceu a Russia e complicou a classificação dos ex-sovietes, que agora dependem de uma vitória nada difícil contra Andorra, mas torcem para que a Inglaterra não vença em casa a classificada Croácia. Com um empate os ingleses conseguem o que antes era quase impossível. How do I say ‘jogo de compadres’ in croatian, please?

 

Grupo F

Letônia 4 X 1 Liechtenstein

Irlanda do Norte 2 X 1 Dinamarca

Espanha 3 X 0 Suécia

Com o resultado, os espanhóis se garantiram na Euro’08. Na briga pela segunda vaga, Suécia com 23 pontos e Irlanda do Norte, com 20. A Suécia se garante com um empate diante da Letônia, mas pode até perder, se a Irlanda do Norte também perder fora de casa para a Espanha, na rodada final.

 

Grupo G

Bulgária 1 X 0 Romênia

Albânia 2 X 4 Bielorrússia

Holanda 1 X 0 Luxemburgo

Tudo definido no grupo, com Romênia e Holanda classificados, só podendo trocar de posições na última rodada. A Romênia perdeu a chance de vencer o clássico Bálcãs-Cárpatos, e assumir de vez a liderança. Com isso, a Holanda encostou. Na última rodada os romenos encaram os albaneses e os holandeses visitam os bielorrussos.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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