Arquivo para 10 de dezembro de 2007

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# “O que é um emblema? Por sua vez, o quê é uma figura emblemática?”, perguntou a Kika, interpretando na grama, no meio da chuva, o senador “orgulho do Amazonas”, Arthur Neto. Ela, como diria Joaquim Manuel de Macedo, pela voz de seu personagem, Sr. Antônio, em sua peça O Novo Othelo, anda agora com mania de teatro. Terminou o curso de comediaturgia em Porto Alegre , e enquanto não produz um espetáculo, fica a imitar comicamente personagens que encontra na cena mundial… Encontrou Arthur no senado vociferando que Lula é uma figura emblemática, e passou a pantomima. Construiu as faces fronteiriças carregadas pelo amazonense. A tal da imagem-cristal que o filósofo Deleuze se refere. Troca alternada do virtual com o real, do real com o virtual: indiscernibilidade das imagens. Cruzes! O que é isso, queridinha? O senador tenta mostrar que acredita no que fala (real), ao mesmo tempo em que aflora uma imagem/face contrária ao que fala (virtual). Por exemplo, sua posição contrária à prorrogação da CPMF. Por isso, vociferou a tal da figura emblemática de Lula. Quis mostrar o contrário, quando Lula é na verdade um emblema: uma figura insigne. Ilustre. Quis desonrá-lo pelo recurso enfático da fala, e se mostrou elogioso ao Sapo Barbudo. Vocês precisam assistir às interpretações dela. Nada melhor para transar uma segundona TDPM- Transtorno Disfórico Pré Menstrual.

# Em sua evolução performática burlesca, interpretou o “orgulho” afirmando que Lula não era mais o Lula que conhecera em 79. Só que nesta encenação ela usou até música. Imitou Belchior, cantando: “Se você vier me perguntar por onde andei no tempo em que você sonhava (A Palo Seco)”. Bárbaro! Até a voz de taquara rachada como o sobralense se autodefine. Mostrou o princípio de identidade: o inalterável que o senador esperava do corinthiano/presidente. Mas a parte mais cômica foi a que ela mostrou a impossibilidade do amazonense conhecer Lula, por carregar menos atributos políticos/epistemológicos que o sobrevivente Silva. Pois vocês sabem, benzinhos, que um sujeito só pode conhecer um objeto dado ao conhecimento se possuir mais propriedades cognoscentes (sujeito do conhecimento) que o objeto cognoscível (objeto a ser conhecido). Isto aprendi com a Filó.

# Ambrósio, esta é hila, hila, hila, hilária! Um vereador da Câmara de Manaus, em sua jornada moral/econômica contra a pirataria, depois de abusar dos adjetivos, substantivos e verbos, na defesa de seu intento, afirmou, pasmo, que a pirataria é tamanha que estão vendendo cópia pirata do filme Tropa de Elite por 5 reais. Ambrósio, para mim, se o vereador estivesse verdadeiramente preocupado com a economia popular, ele deveria denunciar o vendedor ao Procon. Pois ele está explorando o povo. Tropa de Elite por 5 reais está um roubo. 1 real já está caro, caro Ambrósio. Como um cara tem coragem de vender um filme que a classe média entendeu e amou, por cinquinho? Isto é crime contra a economia popular, Ambrósio! Esse vereador nos lembra, com todo respeito, o caso da Elba Ramalho. Está ela em um bar, chegou um vendedora e lhe ofereceu o CD que ela acabara de gravar e ainda não estava à venda. A paraibana tomou um susto e disse que aquilo era pirataria, ao que a vendedora respondeu que precisava alimentar as filhas, e a cantora, com a voz abezerradesmamada, teve que aquiescer: deixar a vendedora em paz. Perdeu a oportunidade de ajudar a vendedora e fazer seu marketing. Era só autografar os CD’s, que seriam vendidos mais caros e ainda fazia propaganda direta ao público. Qual a tua opinião sobre tudo isso, Ambrósio? Manda teu comentário.

# Para que servem os truques lingüísticos? Para lograr o incauto, e fazer com que ele seja seu porta voz. Pira, pira, pirataria. Uso indevido do conceito. Os piratas verdadeiros só se apossavam de objetos valiosos. Jamais saqueavam um navio que não soubessem carregado de preciosidades. No nosso tempo pós-moderno, a tecnopirataria é pobre em se apossar do inútil. Por tal, nada tem de pirata. Qual o valor de um Tropa de Elite, Roberto Carlos, Paralamas, Titãs, Pato Fu, Os Filhos do Seu Francisco, etc? Nada dizem dos objetos dos desejos dos verdadeiros corsários. A sabedoria contemporânea é flórida, D. Guilhermina.

# Então, dizem que foi assim. O Hulk, o pirata do Hulk, o Incrível, o verdadeiro(?), sapecou um safanão em uma repórter que estava no Show do The Police (O Polícia) do Sting. Salta uma pergunta: o cara que se apossou do relógio do globotariano ao saber da violência marquetista, foi ameno em só levar o bobo? Ok, my boy! Estava tudo em casa: um caso de polícia com a galera inebriada. O Police não é rock. Prefiro o grupo paraense, Stress. O boyzinho da Globotariante e a repórter estavam certos no lugar certo. Ninguém é fã de Sting impunemente. Pelo que se sabe, estava a fina flor da nata alienada em questão de rock/político/social. O óleo do glamour: a sandice mediana. Eu, hein, Valda! Depois dizem que não sou feminista. Sou feminista além do hímen/himeneu.

        Cansei do Rock!

                    Fru-fru comigo

                                Nem no toque

                                            O que quero

                                                        É nhoque, nhoque.

Beijos e abraços, Vertebrais!

 

OS CAMINHOS CONHECIMENTO IMÓVEL

Por tal, preclaros esnobes, os saberes do homem são suas idéias e seus objetos constituídos como espírito histórico-social. Nasceram, e fluem, de suas experiências perceptivas e suas codificações cognitivas no mundo como inteligência coletiva. O encadeamento comunitário, lingüístico, político, econômico, artístico, religioso, etc, movimentado como cartografia de desejos (Guattari) produtores da contínua poiésis comunalidade. Como diz o filósofo Nietzsche: Cultura. Potência/linhas comunicacionais transportadoras de elementos mutantes. O mundo em processual. A subjetivação coletiva. Saberes e dizeres de todos. Entretanto, preclaros esnobes, com as transfigurações históricas e suas forças prevalecentes, figuradas como motor social da classe dominante, o território dos saberes e dizeres coletivos foi substituído pelos estados monárquicos/burgueses emergentes com seus modelos de captura, seleção, classificação e hierarquização. Úteis como instrumentos para transformação destes saberes de todos em saberes absolutos (Hegel) do poder político/jurídico. A imagem do pensamento do estado. Conteúdo programático/pragmático importante para sedimentação das faculdades do sujeito: o conhecimento oficial. Adquirido somente nos ritos das enunciações escolares destes ensinamentos oficiais. Órgãos emissores da lei e da voz do estado. Amor do censor (Legendre). O poder criador e outorgante da autoridade. O agente propagador e defensor da enunciação jurídica-epistemológica da imagem do pensamento do estado. O profissional concebido-consentido com direito legal ao exercício da propagação destes saberes: dizeres ressonantes do estado.

Tomados pelo estado-capitalista-burguês, caro preclaros, estes saberes se fortaleceram como moeda de troca-vaidosa: “Eu te propago e tu me concedes a segurança e o reconhecimento”. Aí a ocultação dos saberes/comunalidade sob a ilusão dos saberes/propriedades: “Meu diploma é o resultado do meu esforço. Portanto, me pertence. Faço dele a prática de sua essência: vendo”. Nisso o fracasso da práxis profissional/comunalidade. Nisso a falsificação do trabalho como potência social. Ágalma (superfície, capa, sem conteúdo) do trabalho criador, preclaros.

A PARADA
Pois bem, caros preclaros, circulando na ordem familial do desejo recorrente (meu filho, você pode ser tudo, conquanto que…), distantes dos enunciados Freud/Lacan, sobre o espectro da dívida/culpa/redenção=pais (mate-se uma criança: o destino do nome), formandos do curso de medicina da universidade privada Nilton Lins, efusivos, com o intuito de mostrar ao público de Manaus seu vitorioso feito no ensino de mercado, e ganhar seu reconhecimento, fizeram uso da boneca da sociedade de consumo: o marketing. Sujeitados na enunciação-capitalista-familial (confusão/fusão afetiva/cognitiva: dificuldade de escolha autônoma reflexiva: posição pré-lógica), postaram-se em outdoor (propagação de mercadorias ao ar livre) nas ruas de Manaus e em textos midiáticos. Ledo engano: saltou ao público a antimedicina. Ledo engano produzido também pela alienação profissional de seus mestres em não poderem lhes ensinar ser a medicina, na sociedade dos amigos (democracia), a potência ética/afetiva/científica das prática coletivas, só realizada pelo saber, serenidade e solidariedade. Prescindindo a vaidade e o reconhecimento. Signos da insegurança burguesa. Berço do individualismo e da exclusão. Como modo de ser da sociedade dos amigos, a medicina nasceu e atualiza-se na co-vivência médico-sujeito/cognoscente: saberes e paciente-sujeito-cosgnoscível: sintomas. Por isso, preclaros, sem o saber: signos/epistemológicos necessários ao estudo além dos sintomas; a serenidade: posição atenciosa necessária ao discernimento do patológico e o não patológico; e a solidariedade: comprometimento social, fundamento da saúde coletiva, não existe medicina. Mas somente a simulação hipocrática, nociva à comunidade. Assim, não há como perceber o paciente como transportador de saberes (sintomas) só atualizados na aliança/simpática/empática com o médico/medicina, atributo ético da profissão hipocrática, não sujeitado ao blefe dos saberes propriedade privada da medicina mercadoria construída no orgulho (idéia superior que um alguém tem de si, além do que é) e na vaidade (idéia de se distinguir como superior ao outro por medo fantasioso). Alienação, preclaros, visibilizada no desconhecimento da política de saúde pública. Principalmente na estrutura, ação e objetivo do Serviço Único de Saúde-SUS, órgão político/social/médico do Estado, voltado à socialização do atendimento público.

Todavia, nobilíssimos preclaros, infelizmente, esta realidade socialmente deprimente não é privilégio apenas dos freqüentadores e egressos das universidades privadas, é também da maioria dos estudantes das universidades públicas e médicos daí saídos. Razão da perversa realidade médica do estado do Amazonas. E porque não do Brasil, preclaros? Que loucura, nobilíssimos e caros preclaros!

BALADA DO SUCESSO FAMILIAL

Papai, eu vou à luta

Mas levo as mãos limpas

Valeram as lições que o senhor me ensinou

E aprendi, graças a Deus.

Valeu ter o seu nome

E a escola particular

Aquele quinze e o carrão que eu ganhei

Quando enfim eu terminei

O segundo grau.

Mas papai, tenho um segredo

E devo confessar: eu sonhava seu sonho

Muito antes de passar no santo vestibular.

Papai, eu não podia

Cursar a faculdade

Que eu tanto queria sem matar a sua realidade.

Agora estou formada(o) e muito bem casada(o)

Por isso lhe agradeço de todo coração

Segura, vou dormir protegida(o) pela Globo

Nossa máxima oração.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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