Arquivo para 14 de dezembro de 2007

ARTHUR NETO O CLONE DO PETELECO?

O Peteleco é um boneco pertencente ao ventríloquo Oscarino, que o usa para animar as festas das crianças. Com tanta identificação com Oscarino e Peteleco, o público de Manaus fez a redução nominal dos dois e conjugou-os em OscarinoPetelco, por acreditarem ser impossível a existência deles separadamente. Como se sabe, o ventriloquismo é uma aptidão neuro-cerebral-fonemática de algumas pessoas quase sempre usada para diversão de um público, criando a ilusão da independência da fala do objeto manipulado. Embora o público saiba ser um “truque” do ventríloquo, entretanto, não sabe como se processa esse truque. Mas uma coisa ele tem certeza: o boneco não fala porque é passivo. Ou seja, um pau mandado.

Pois bem, o senador, “orgulho do Amazonas”, Arthur Neto, depois de suas exacerbações burlescas nos momentos antecedentes à votação da CPMF, com direito a sessão espírita e alusões a escuta de vozes tancredina e covasina (afirmação psiquiátrica e democraticamente perigosa) e mais projeções edipianas no senador Pedro Simon, afirmou ter seguido ordens do invejoso/infanto/juvenil Fernando Henrique. Daí, não há como, desta afirmativa/ventriloqual, deixar de saltar duas interrogativas. Uma – que partido é este onde prevalece a opinião de um indivíduo sabido e sambado pelo povo brasileiro como excluído do seio político por ineficiência e que por tal converteu-se em seu inimigo número um, e que o efeito de sua ordem, executada pelo fiel guarda-costas, vai trazer mais prejuízo a suas hostes do que benefícios políticos? Duas – que líder é este que movido pela sanha do rancor/vingança é capaz de ouvir vozes do além, sem auxílio da percepção/auditiva, mas é incapacitado de ouvir vozes de membros de seu partido se dando na experiência imediata da percepção/auditiva real? Será que no primeiro caso predominou a força sedutora fantasmagórica Moisés/Hamlet/Freud arrastada por Fernando? E no segundo, a força rivalizante do irmão Etéocles contra Polinices, de Sófloces? De qualquer sorte, espetáculo constrangedor para a democracia. Um ventriloquismo nacional. Principalmente quando o povo brasileiro confirma tudo pela explicação de Arthur à imprensa sobre a ordem de Fernando: “Ele acha que no partido as coisas se acomodam bem…”.

Olha aí, companheiro Peteleco, a gente não vai pedir perdão por ter usado teu nome e teu talento para figurar a cena da direita no Brasil porque perdão é só para os estranhos; para os familiares se tem afeição e ternura. Foi só um recurso lingüístico/cognitivo/político sem nenhuma intenção de tripudiar de tua talentosa pessoa. Além de que, o clone nunca é o original. Muito menos o simulacro. E tu és o primeiro e único cuja fôrma “mamãe” se desfez. Mas, cá entre nós, Peteleco, tu acreditas em um partido direitista em que um indivíduo intrigante, sem nenhuma aprovação popular, afirma “que no partido as coisas se acomodam”? E um líder que executa as ordens acomodatícias? Tu não acreditas que este “acomodam” é comprovação da subjetividade reacionária inútil à democracia brasileira?

PONTOS DO BURACO NEGRO

Buraco Negro em Esquizo-Análise é um sistema que captura corpos para se alimentar

Funcionários são obrigados a pagar marketing natalino da Prefeitura.

● “Terceira idade” é usada como massa de manobra eleitoral pela Prefeitura.

E a falta d’água continua na Zona Leste, apesar da propaganda prefeitural.

Uma educação fantasmática em escolas fantasmas.

O nome do ex-secretário foi “poupado” da lista de envolvidos quando ele era secretário.

Rua parece cratera feita por meteorito.

Arthur, rejeitado pelo voto popular, amado pelos pares.

Caridade de Melo com Serafim é contrato protetor/protegido.

Governo é denunciado dias atrás pelo extravio de peixes.

E governador é incluído como personalidade do ano por revista.

E ainda, quadro do PT Oh!, my darling! homenageia Braga.

● “Galera Nota 10” é apenas preenchimento de tempo noturno.

Cortar o Buraco Negro só a Linha-Devir-Potência…

DUAS NOTAS DA MESMA CANÇÃO

PRIMEIRA NOTA – FÁ: Sobrecodificação da sociedade disciplinar na sociedade de controle tem urgência na Câmara Municipal de Manaus. Trata-se do projeto de lei 140/2007, de autoria do vereador Gilmar Nascimento (PSB), que torna obrigatória a instalação de câmeras de vídeo nas escolas públicas e privadas de Manaus. Acontece que por fora das malhas do castigo e da recompensa da escola tradicional sempre escaparam singularidades, devires, mutações imperceptivas e incapturáveis. Era então preciso passar a outra forma de dominação: a sociedade de controle. Agora não apenas se vigia para punir, mas para garantir que os gestos, os gostos, o ver, o falar, tudo possa parecer natural, quando na verdade já foi forjado pela fábrica das subjetividades recortadas, esvaziadas e preenchidas por superfluidades que se travestirão de originalidade, de particularidade. Como sempre há algo escapando, é preciso então a segurança a partir das novas tecnologias para “flagrar” o desvio. É onde se encontram as duas sociedades — a disciplinar e a de controle — e vão atuando conjuntamente. Quando o vereador diz que “todos os dias, os jornais noticiam casos de violência nas escolas. Na semana passada, uma criança foi atingida com um tiro em frente a uma escola, por sorte não morreu. Isso tem que acabar e nós temos que criar mecanismos para dar segurança e garantir aos pais o retorno dos seus filhos para casa”, primeiro ele faz um recorte deslocado de uma realidade, sem analisar sua totalidade. Por que a presença de estudantes tem se tornado “atrativo para assaltantes”? O vereador trabalha com um conceito rasteiro de violência como sendo apenas o que comumente pelo viés sociológico se denomina violência urbana. Por acaso as câmaras de segurança captaram as imagens da violência institucional que se acumula em toda a tradição escolar? E a violência presente numa concepção de segurança, advinda de limitações intelectuais, que toma os efeitos pelas causas? Se a escola é o local por excelência do ensino, o que ela terá para ensinar ao assaltante capturado? Irá para a prisão? Finalmente também na sociedade de controle, a partir do uso das novas tecnologias pelo poder, chega-se à exacerbação da proximidade da linha institucional dura que predominou a partir do séc. XIX: a escola e a prisão. Você será visto 24h por dia; portanto, aja naturalmente! Como já colocamos sobre o projeto de se colocar câmeras em ônibus, quem vai preso: o assaltante ou sua imagem assaltada?

SEGUNDA NOTA – SOL: Questionado sobre os 4.613 mandados de prisão que não foram cumpridos no Amazonas, um número maior que o número de presos no estado, o secretário de segurança, Sá Cavalcante, disse que “provavelmente” a maioria desses mandados já teriam sido revogados. Dizendo-se preocupado com isso, o dep. Luiz Castro (PPS) disparou: “Podemos estar à mercê de milhares de bandidos, passeando nas ruas e ameaçando a sociedade. Sendo verdadeira a afirmativa do secretário, estamos também diante de uma falha de informações entre os poderes da segurança”. Será que o deputado está querendo confirmar que a insegurança é uma questão psicológica, como disse o governador Eduardo Guerreiro de Sempre Braga? Se for, a paranóia passou de um nível individual e se generalizou no Estado constituído. Nas contas do deputado, todos acabaram se tornando possíveis “bandidos”. Se uma pessoa nem soube do seu mandado de prisão, ela é “bandida”? Parece que há um desconhecimento por parte do deputado dos códigos incorporais que se inscrevem cristalizando no corpo e transformando-o em criminoso. Na falta disso, ele parece querer inscrever esses códigos da “bandidagem” em toda a sociedade.

Assim, todos vão sendo assaltados pela falta de entendimento democrático do poder constituído. Essa limitação de entendimento, que distancia homens públicos do real e acaba por reduzir a esfera pública, tratando-a como privada, a partir de uma abstração de segurança, por acaso também não é insegurança que causa insegurança?

ENCONTROS CASUAIS

! O professor, sentindo a boa temperatura vespertina tão incomum na cidade, resolveu ir à locadora alugar uns filmes para se entreter junto à amada. Morando em um bairro com notável índice de violência orquestrada pelo poder público, e visibilizada socialmente por alguns excluídos, escolheu as ruas menos ameaçantes. Com as chuvas caídas pela parte da manhã, os igarapés encheram e ele teve que atravessar pequenas pontes. Ao chegar ao meio de uma destas pontes medindo uns oito metros de cumprimento por um metro e meio de largura, avistou distante um rapaz, que acabara de assaltar uma velhinha, correndo em sua direção com um revólver. Temeroso, ficou paralisado e esperou o pior. O rapaz passou roçando seu corpo, chegou no fim da ponte, parou e, então, de frente para suas costas soltou um “ei”. Ele, tremendo, sentindo o aviso do feijão que havia comido no almoço, foi se virando, ficou de frente para o rapaz, esperou o metal quente em seu corpo, mas logo foi aliviado pela pergunta do rapaz se a prova de filosofia seria mesmo amanhã.

!! A senhora, catando objetos nas ruas protegida pela madrugada, viu distante, em uma encruzilhada, um saco grande cheio até as bordas. Confiante, ela se aproximou e abriu o saco. Dentro encontrou vários sapatos de mulher, todos novos. Alegre, começou a tirá-los para examiná-los. Tal não foi sua surpresa quando percebeu tratar-se de sapatos só do pé direito. Ficou pensativa, deprimiu e começou a chorar. Colocou todos os sapatos no saco e partiu agarrada com ele, protegendo-o, como se fosse um tesouro, chorando copiosamente.

!!! Certo da certeza de seu amor, sempre afirmara que no dia em que se separasse dela, nunca mais voltaria a vê-la, pois no amor não há volta. Um dia partiu com a aurora matutina. Um dia, em uma aldeia da China, no ocaso do dia, viu-a pelas costas, diante de si.

!!!! Louco de amor o cara queria desafogar, mas estava duro. Perambulou pelas ruas para ver se ganhava algum otário. Depois de algumas pernadas, avistou uma mulher colocando vinte tocos de esmola na cuia de um ceguinho. Não contou desgraça: foi lá e surrupiou a amarelinha e se mandou para um motel. Chegou, não escolheu, entrou no quarto e mandou ver. Com três empurradas, o motel desmoronou: a prefeitura estava abrindo uma rua por trás da casa do amor.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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