Arquivo para 17 de dezembro de 2007

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# Segundona TDPM – Transtorno Disfórico Pré Menstrual, onze horas, o telefone toca, zonza, entre um bode e o sol, a voz do Zofe me intimando para ligar na TV Câmara de Manaus. Rolando na pedra filosofal do Onde estou? Quem sou? Para onde vou?, ligo absorta, e vejo o que jamais vi neste estabelecimento do virtual/real: quase todos os vereadores com os olhares atentos ao mesmo ponto. Intrigada, acordo de vez na dúvida de um pesadelo. Nas vezes que passeio por tal recinto presencio a mesma performance legislativa: um vereador falando na tribuna e o resto conversando, dormindo, lendo jornal, tomando café, atendendo telefone, e por aí vamos nós. Mas desta vez não: com exceção dos vereadores José Ricardo e Waldemir José, o resto, inclusive funcionários, estavam cúmplices na mesma direção perceptiva. A câmara imóvel me torturou por alguns momentos. Logo outra câmara evidenciou-me o fator sedutor dos olhares. Discursando não mais no embalo de seus cacoetes, reflexo de seu infantilizado ato condenado por seus pares, mas como se pudesse tirar proveito do ato pelo menos em sua taba, o senador “orgulho do Amazonas”, Arthur Neto. Qual foi minha primeira indagação, Ambrósio? Esta mesma: o que o “orgulho” tem para ensinar de bom politicamente para esses edis? Logo veio a resposta. A confirmação de que a maior parte destes também é parecida com ele. Aí a atenção vigorosa. Pois, Ambrósio, só alguém muito limitado politicamente pode acreditar na importância popular de Arthur. Ainda mais em um texto rescaldo da CPMF. Ambrósio, o ventriloquado de FH, ainda sugeriu como Lula deveria fazer para cobrir a ausência dos mais de 40 bilhões que vão faltar com o fim da dita cobrança. Como se fosse um bom administrador público. Como ex-prefeito, as lembranças daquela Manaus são cruéis. Tão cruéis como a dos outros que apoiou posteriormente. Ambrósio, meu nego, agora imagina o festival de disparates elogiosos nos pronunciamentos dos conterrâneos. Isso que imaginaste. Eles asseveraram a importância do senador espírita como líder condutor da derrota da CPMF. Nem em jurupita, nenhum desconfiou que não houve nada de líder. Houve uma submissão às ordens dos empresários, que estavam loucos para escapar do pagamento da cobrança. Nenhum desconfiou que o “grande líder” não foi líder em nenhuma das duas: Renan e CPMF. Então foi a vez do vereador José Ricardo, o pouco que restou do PT local juntamente com Walosé. Todo o riso e segurança do paparicado senador desapareceu para dar lugar à coceira na orelha, lábios espremidos, fungados e outros gestos incomodados. Zé Ricardo mostrou que os grandes interessados no fim da CPMF eram os empresários. Afirmou que eles pagam mais 70% do total. Dinheiro, agora, tirado do Bolsa Família, Fome Zero e outras políticas públicas. Deixou claro que o ato da direita foi de total irresponsabilidade com o Brasil. E, de quebra, ainda derrubou o estúpido argumento usado pelo senador, que Lula deveria fazer contenção de despesa, limitando os gastos com o serviço público. Em seu argumento, Zé Ricardo bateu também em FH, mostrando que tudo que Arthur falou era exatamente o que o seu governo havia feito: submissão ao neoliberalismo com o fim do estado e violência com o servidor público. E ainda lembrou dos concursos públicos que Fernando não promoveu, mas Lula tem promovido. Foi um chega para lá na moral. Como se o senador fosse o Zé Ricardo e o vereador o Arthur. Mas destes vereadores. Ambrósio, te segura. Sabe quem aproveitou o embalo ricardino para também tirar uma boa lasca do vergiliano? Adivinha? O Jorge Maia, meu. Falou também que o fim da CPMF era para prejudicar o povo. Não acreditas? Bem, aí já é questão com tua fé.

# “Ninha, não é teu avô que é soldado da borracha?”, perguntou a Valda enquanto chupava uma cabeçade bodó. “Bem, ele diz que foi aposentado assim, mas que isso de soldado da borracha foi apenas um truque pra enganar 100 mil nordestinos”, respondeu a Ninha, levando à boca uma colherada de caldo. “Pois tu sabias que agora ele poderia voltar para o seringal?”. “Arre!”. “É, tu não sabe que o governador Eduardo Guerreiro de Sempre Braga foi à Malásia e à China pra visitar uns institutos de pesquisa e empresas que estão desenvolvendo estudos avançados com a borracha da seringa”. “Será que o Guerreiro de Sempre se acha o vingador, já que os málagos levaram a seringa daqui e deixaram Manaus a ver navios?”. “Você quer dizer: a não ver navios”, arrematou Valda. Nesta hora apareceu Moca, o avô de Ninha. Elas contaram a história pra ele e a neta inquiriu-o: “Vô Moca, tu irias?”. “De jeito nenhum, eu não sou soldadinho de borracha, eles apenas querem algum troco, para a gente nada, depois o Estado nos abandona de novo, até inventarem alguma nova forma de nos explorar de forma desordenada e irresponsável, como foi com a Zona Franca, aí a cidade… Prefiro ficar vendendo meu peixe assado”. “Pô, velho, tu sabe das coisas”, falou Valda, acariciando as mechas brancas de Moca. “Mas não só eu, que vivi isso como experiência, os novos há muito que experimentam estes governos. E passa logo um prato pra cá que eu quero é provardesse bodó…”.

        Cansei do Rock!

                     Como é bom ter muita sede

                                                    E tomar água de pote.

Beijos e Abraços Vertebrais!

PT NO AMAZONAS SE APEQUENA E TENDÊNCIA É DESAPARECER

O resultado do segundo turno das eleições no PT revelou a tendência ao apoio e submissão ao governo do Estado. Eleito para a direção regional, o deputado estadual Sinésio Campos tem uma relação próxima com o governador Eduardo Braga, e provavelmente apoiará o candidato do governo para as eleições municipais do ano que vem.

Como diretoria municipal, elegeu-se o presidente da CUT, Waldemir Santana.

A eleição de Sinésio, líder do governo na ALE, é a confirmação de uma tendência de diminuição da potência do corpo-PT como mobilizador de afetos-comunalidades no Amazonas. Se o PT, nos últimos anos, têm diminuído cada vez mais, agora, com esta eleição, é possível que desapareça.

Aqui você pode conferir as entrevistas que Sinésio e Waldemir deram ao Bloguinho, na ocasião do primeiro turno das eleições.

VEREADOR WILLIAMS TATÁ NOVAMENTE SUSPEITO DE MOVIMENTAÇÃO ELEITOREIRA

Sabedor de que as práticas ilegais eleitoreiras se dão de forma ininterrupta bem antes do período eleitoral oficial, leitor deste bloguinho flagrou pela manhã de hoje kombi do vereador Williams Tatá (PTC), transportando cerca de 15 idosos para fazer cadastro da Carteira do Idoso numa Unidade de Assistência Social da Prefeitura de Manaus. Será que o vereador (que na semana passada, conforme foi noticiado (aqui) no bloguinho, já fora visto em situação suspeita) afirmaria que apenas emprestou o veículo? Por que então utilizou um carro com o seu nome estampado em letras garrafais, ato antiético que levanta suspeição? Se se tratou de uma prática eleitoreira, houve algum esclarecimento por parte da Prefeitura de que o programa Carteira do Idoso é um programa do Governo Federal, gerenciado pela Prefeitura, não sendo, portanto, necessária a “carona” do vereador para que os idosos possam se inscrever? O leitor garante que a kombi esteve parada na frente da unidade por mais de 40 minutos e que durante esse período não viu nenhum tipo de intervenção da Prefeitura em relação ao caso. Assim como esse leitor, a população está atenta às manobras suspeitas por parte de parlamentares e se distancia de práticas como essa.

DOS FAZERES E DIZERES DA ECONOMIA MENOR

Os pobres se esquivam pelas barreiras e

cavam túneis que enfraquecem as muralhas.”

(Toni Negri, filósofo italiano)

ADOLFO DE SOUZA: UM FOTÓGRAFO AUTODIDATA

Quem, tendo a oportunidade, nunca se sentiu tentado em colocar o olho no pequeno orifício, observar, escolher o ângulo, enquadrar, com flash/sem flash, o instante, apertar o dedo: estalo, para Roland Barthes; pegar, para Adolfo de Souza. Não é meramente uma operação físico-química. Da proximidade indiscernível entre a câmera e o homem explode uma espécie de animação afetiva de onde resulta um todo-imagem/corpo reproduzido ao infatigável no espaço e no tempo: a Fotografia. Pessoas, paisagens, animais, situações, objetos são pegados pela Pentax analógica de Adolfo de Souza numa perspectiva profissional, como ganha-pão, mas também numa perspectiva amadora, uma vez que ele retira de seu trabalho uma paixão e uma curiosidade ininterruptas. Enquanto mostrava a este bloguinho, falava de detalhes e momentos de suas fotos, remetendo-nos ao punctum de Barthes, “um extra-campo sutil, como se a imagem lançasse o desejo para além daquilo que ela dá a ver”. É assim que o indizível das vivências heterogêneas do povo não registradas ou manipuladas pelas imagens oficiais vai sendo atualizado pelo fotógrafo autodidata Adolfo, que este bloguinho, tendo ao fundo o som de Evaldo Freire, entrevistou:

FOTÓGRAFO — É o seguinte, quando eu comecei a fotografar eu fotografei com uma máquina descartável. Quando eu cheguei em Manaus eu não tinha condições de comprar uma máquina funcional, aí eu já tinha um começo de fotógrafo, mas comecei a trabalhar numas indústrias. A primeira indústria que trabalhei foi na Dran House. Eu saí de lá e fui pra Raiz. Saí da Raiz e fui pro DB do Japiim, não deu certo e eu fui trabalhar no Condomínio Parque Solimões. Trabalhei uns 2 anos, deu um problema lá com o encarregado que queria mandar, então ele não acreditava no nosso trabalho. A gente saía pra ronda e ele ia atrás. O meu colega já tinha falado que a gente saía pra ronda e ele ia atrás da gente. Ele foi chamado atenção porque quando a gente chama alguém pra trabalhar tem que ter confiança naquele trabalhador. Ele ficava de longe no escuro, se escondendo atrás do poste. Aí eu vi ele, chamei ele e disse isso. Aí ele ficou brabo comigo e “ah, eu vou dar tuas contas”. Eu disse que podia dar. No dia seguinte fui assinar a conta. Aí eu peguei a última empresa que foi o C.O. Eu trabalhei lá uns três anos. Aí eu pensei, eu fiz uma jura que não ia mais trabalhar assim pra ninguém. Como eu tinha um começo de fotógrafo, fui comprar meu material pra continuar a minha vida de fotógrafo. E hoje estou com 25 anos fotografando…

BLOGUINHO — No início, como foi?

FOTÓGRAFO Eu comecei a minha profissão de fotógrafo assim de ver na mão dos outros mesmo. Não foi por estudo, não foi por curso, não foi por nada não. Eu já vinha com isso na cabeça há muito tempo. Eu comecei com uma máquina descartável. O meu tio me chamou pra bater umas fotos num aniversário. Fui, bati, só que, pra começar, peguei o ônibus e esqueci a máquina com filme e tudo dentro do ônibus. Aí mais doido eu fiquei. Eu comprei outra máquina descartável. Aí bati umas fotos, e as pessoas apareceram com a cabeça torada, com perna torada, com braço torado. Aí eu fui pegando instrução com meus amigos, meus autores.

BLOGUINHO — Autores?

FOTÓGRAFO — É, eu penei um bocado, eu vi que não dava pra ir pegando tudo assim totalmente da cabeça, aí eu fui pegando instruções com meus autores, principalmente um autor que mora ali no Zumbi I, que me ensinou como tinha que ser. Mas antes de trabalhar legal mesmo, eu penei um bocado: tanto eu perdi filme, como eu perdi serviço de cliente. Já hoje os meus amigos que estão entrando agora, já sou eu que dou as instruções. Se eu sei hoje em dia, isso foi ensinado através de outros. E tem outras coisas: tem que saber como chegar numa igreja, tem que saber como receber o pessoal, como chegar na casa do pessoal pra entregar as fotos, como conversar com as pessoas quando a gente vai apresentar um quadro, uma moldura… Tem que saber chegar tanto faz com o maior como o menor, tem que saber conversar com as pessoas.

BLOGUINHO — Quais são os principais trabalhos que tu fazes?

FOTÓGRAFO — É igreja, aniversário, evento, formatura, casamento… E sou muito chamado pra ir a domicílio, aonde chamarem eu vou, e não tem esse negócio de ser só pra quem é mais ou menos, não, é do pobre, o rico, preto, branco, azul, encarnado, verde, amarelo, tudo eu vou fazer serviço, não tem desse negócio de preconceito não.

BLOGUINHO — E não é só fotografia…

FOTÓGRAFO — Não. Com tudo nós trabalhamos: com quadro, restauração de foto, tudo.

BLOGUINHO — E dá pra ganhar bem o da sobrevivência com a profissão de fotógrafo?

FOTÓGRAFO — Você com pouca família, dá pra você levar, de três a quatro filhos dá pra você sobreviver, sustentar a família numa boa.

BLOGUINHO — Quanto é que tu costumas cobrar, dependendo do trabalho…?

FOTÓGRAFO — Como agora aumentou o número de serviços, eu estou levando o som também…

BLOGUINHO — Ah!, então não é mais somente a fotografia?

FOTÓGRAFO — Não. Agora que eu estou levando o som também, é o evento completo. Eu estou até comprando um jogo de luz para o evento ficar melhor ainda. Se a pessoa quiser o evento completo, por exemplo, um aniversário de criança, que geralmente vai assim de 6h da tarde até meia-noite, dá pra fazer o som por R$ 150,00. Aí eu faço um preço bacana das fotos, eu faço a R$ 6,00 cada. O preço mesmo é R$ 8,00. Foto grande: 15 X 21.

BLOGUINHO — Tens idéia de quantas fotos já bateste?

FOTÓGRAFO — Não, não, milhares…

BLOGUINHO — Tem algum trabalho em especial que tu fizeste e que acabou não sendo pra ti apenas um trabalho, mas que foi prazeroso?

FOTÓGRAFO — Sim, vários. Mas, por exemplo, teve um casamento que, primeiro, só teve uma pessoa que não pagou a foto. Foi lá no Santo Antônio. Essas fotos eu achei ótimas. Me emocionou. Saiu uma coisa legal mesmo.

BLOGUINHO — Fala aí um pouco dessas câmeras que tu usas…

FOTÓGRAFO — Essa aqui é uma Pentax, profissional, depois da Cannon é ela a melhor e mais procurada por fotógrafos. Essa aí é uma Yashica, profissional também. Eu só levo ela pra fotografar. A Pentax eu só levo quando é algum evento grande mesmo.

BLOGUINHO — E a Polaroid?

FOTÓGRAFO — A Polaroid é pra quando você tá numa festa, às vezes nos melhores momentos você quer registrar uma foto sua na hora, aí a gente bate com ela. Esse tipo de foto é mais procurada nos dias de domingo, em banho, em clube, em festas por aí.

BLOGUINHO — Todas elas são analógicas. Você já usou alguma câmera digital?

FOTÓGRAFO — Não, ainda não tenho experiência. Eu tenho curiosidade de usar, mas uma profissional digital que tem aí no mercado. Elas são eficientes, porque até mil fotos elas armazenam, diminui o gasto com filme, você pode escolher antes de revelar, sai delas umas fotos especiais.

BLOGUINHO — Mas em outros aspectos…

FOTÓGRAFO — Mas tem outras coisas, eu vou comprar uma dessas, mas tem de olhar no buraquinho mesmo, senão você perde foto, você olha aqui na telinha e depois bate, se for um serviço muito movimentado, você perde muita coisa.

BLOGUINHO — Você que anda olhando as pessoas, a cidade, qual a imagem que você tem da cidade de Manaus?

FOTÓGRAFO — Eu observo. Essa nossa cidade está precisando de pessoas que tenham mais responsabilidade, tenham mais caráter pela nossa cidade, só querem pegar o dinheiro que arrecadam na cidade e gastar em outra coisa, mas não trabalham no que a cidade está precisando. Na nossa cidade está faltando muita coisa, você passa nessas ruas aí estão todas emburacadas, serviços por fazer, só vão ajeitar no período do inverno, que é justamente pra terem aquela desculpa de que não dá pra fazer.

BLOGUINHO — E você só passando e registrando?

FOTÓGRAFO — Também. Eu já tive uma oportunidade pra fotografar como jornalista, mas eu não quis não, porque o jornalista é muito procurado, muito visado. Se ele fizer uma matéria e souberem que foi ele, ele é procurado. Eu prefiro trabalhar pro povo.

BLOGUINHO — Você é natural do Amazonas?

FOTÓGRAFO — Não, sou paraense.

BLOGUINHO — Mora aqui há quantos anos?

FOTÓGRAFO — Estou com 25 anos. Eu me sinto amazonense, mas tem algumas coisas que eu não deixo não, esse sotaque do Pará, por exemplo.

BLOGUINHO — O que tu pensas desse preconceito que alguns amazonenses têm em relação aos paraenses?

FOTÓGRAFO — Eu acho que é um preconceito desfalcado, porque os paraenses são batalhadores, em parte é isso o preconceito. Mas vêm muitos outros pra cá, não é só do Pará, é do Piauí, é do Maranhão, Rio, de todos os locais, mas quem mais sofre preconceito é o paraense.

BLOGUINHO — Você estudou no Pará?

FOTÓGRAFO — Estudo eu tenho pouco, eu cursei até a 4ª série. Eu fiquei órfão de pai e mãe muito cedo, aos 10 anos, aí eu e meus irmãos fomos divididos entre os parentes. Aonde davam comida pra gente, lá a gente tinha de ficar.

BLOGUINHO — O que tu tens a dizer para as pessoas que querem entrar neste ramo?

FOTÓGRAFO — A pessoa que quer entrar no ramo da fotografia tem que se dedicar, tem que ser muito atenta e ser tranqüila; se for afobada, quiser aprender de um dia pro outro, vai fazer besteira. A pessoa tem que ter uma boa memória, muita atenção e bastante paciência. Tem que pegar umas dicas com quem já conhece; mas não é bicho de sete cabeças não. É o caso de você saber a focação, quando ela sai da revelação, você já sabe, já está vendo o serviço que você fez, as que você focou bem, estas vão sair legais, outras vão sair embaçadas, qualquer vacilada que você der, as fotos saem desfocadas. Você tem que pegar também o momento e a metragem, não tremer, saber como está a luz do dia, dia forte, dia fraco, a máquina tem muito mistério. Mas dá pra pessoa ir aprendendo fácil…

* Estas são algumas fotografias escolhidas por Adolfo e por nós como amostra do seu trabalho: 01- O casamento a que o Adolfo se refere na entrevista como sendo um dos eventos que ele mais gostou de ter realizado; 02- Uma fotografia que o fotógrafo gosta, “podia ser a foto de um calendário”, diz ele; 03- O fotógrafo quando era também cantor; 04- Conhecido em todo o norte/nordeste, fora da mídia, foto de Fernando Mendes; 05- Uma foto interessante, visava-se o muro e o cano de esgoto, mas acabou estranhamente pegando as crianças; 06- O rosto de uma garota, que mostra a capacidade de enquadramento do fotógrafo; 07- Um acidente de motos, que o fotógrafo resolveu registrar; 08- Outros fotógrafos, amigos de Adolfo. A quem tiver interessado no fotógrafo profissional para algum evento, seu número de telefone vai estar no Blog Público, na barra ao lado. A outros que se interessam pela fotografia enquanto “dá a ver o indizível”, procurem o punctum. De qualquer forma, cliquem nas fotos para apreciá-las.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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