Arquivo para 26 de dezembro de 2007

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Chagão!

Θ EL DIEZ MARCA GOLAÇO CONTRA BUSH. Depois de jogar uma partida de showbol com o Brasil, Diego encontrou-se com o encarregado do embaixada para os negócios iranianos, Mohshen Baharavand, e presenteou o país árabe com uma camisa 10 com os dizeres “Com todo o meu carinho para o povo do Irã”. Mais que negócios, Diego faz diplomacia, e aproveita para alfinetar os americanos. Ainda que eles não gostem de futebol, o resto do mundo sim, e a campanha de Maradona, se pouco, serve para promover discussões sobre política internacional em públicos que são pouco afeitos a isso: os torcedores. “Estoy con los iraníes de todo corazón, de verdad lo digo, lo digo porque lo siento y estoy con el pueblo de Irán“, afirmou durante o encontro. Dieguito faz a parte dele; resta às ONG´s, educadores populares e interessados nas linhas intensivas da política como potência de agir em comum fazerem a sua, aproveitando o gancho pra aprofundar a discussão. O que não aconteceu com a Asociación Mutual Israelita Argentina (AMIA), que condenou a vontade do craque em conhecer o presidente iraniano. A AMIA foi vítima de um atentado a bomba em sua sede em 1994, atribuída por eles a militantes amparados pelo regime iraniano. Maradona, que nada tem a ver com ressentimentos – principalmente de quem condena a dor alheia, mas cultiva a sua própria como um estandarte para a opressão, caso de muitos israelitas que correm a gritar quando se acham vítimas, mas nenhuma palavra sobre o massacre israelense sobre o povo palestino – continua dando seus dribles, agora no campo da política internacional.

Θ NO LESTE EUROPEU A CORRUPÇÃO É MAIS VISÍVEL. Bulgária, Romênia, Croácia, Sérvia, Bósnia, dentre outros. Países onde a máfia tem relação direta com o futebol. No site esportivo MaisFutebol, de Portugal, uma reportagem sobre jogadores lusos que estão desistindo de jogar na pátria de Hristo Stoitchikov (que se diz mais catalão que búlgaro) pelas condições de trabalho. Afirmam que o país é atrasado, xenófobo, os dirigentes manipulam os resultados e não honram os compromissos financeiros. Não, não é o Brasil. Embora a descrição funcione sem nenhum retoque. No seu livro “Como o Futebol Explica o Mundo”, o jornalista estadunidense Franklin Foer viaja a alguns destes países, e embora tenha uma leitura liberal do mundo (um centro-direita política camisa 5 do Milan, embora o jornalista torça pelo Barcelona), mostra com competência como o futebol está imbricado pelos microfascismos (e macrofascismos) do mundo globalizado. Faltou á Franklin – que é amigo de Andrew Jennings – e aos portugueses apenas expandir a sua leitura: o fascismo no futebol não se restringe aos gritos xenófobos das torcidas, nem ao comportamento criminosos de algumas torcidas, ou ao sistema de organização dos campeonatos em alguns países, mas à organização máxima do futebol, a FIFA, que não presta contas a nenhum governo ou órgão internacional, tem um orçamento maior que a maioria dos países que são afiliados, e influência para modificar políticas públicas continentais em favor de seus interesses.

Θ E FALANDO EM CORRUPÇÃO… Depois da Coca-Cola e do Mac Donald´s, os estadunidenses encontraram um outro objeto que pode abrirO mentes, corações e bolsos para sua “causa ideológica”, nome que mal esconde a conquista de mercados consumidores e recursos naturais às custas da soberania dos países. Passeando pela zona livre de Bagdá, o militar reformado e técnico em Tecnologia da Informação, Justin Porto, pensava de que forma poderia diminuir a enorme ojeriza que o povo iraquiano sente por seus “salvadores”, quando resolveu inadvertidamente brincar de bola com um garoto. Resultado: ficou amigo do menino, e as hostilidades (ao menos para com ele) diminuíram. Agora, o militar, cheio das boas intenções, está organizando uma campanha para que americanos doem bolas de futebol para crianças do Iraque. A mesma filantropia que os estadunidenses já usaram na América Latina, quando inventaram a Aliança para o Progresso, que abria os mercados nacionais para as boas ações dos filantropos ianques (e gordos lucros para suas empresas). Até acreditamos que Porto esteja crente da boa ação de sua iniciativa, mas ele poderia escrever nas bolas algo como “USA Out!”, ou algo do gênero. E falando em bondades estadunidenses no Iraque, digite “soldados americanos no Iraque” na procura de imagens do Google, e vejam a desproporção entre fotos de “boas” ações e as de tortura que aparecem.

Θ AO CONTRÁRIO, NA FAIXA DE GAZA, palestinos e israelenses mostram como se pode usar o futebol para enfraquecer velhos ressentimentos. Com a coordenação do Centro para a Paz Shimon Perez, a escolinha de futebol, localizada na conflituosa região, reúne crianças palestinas e israelenses em torno do futebol. No torneio realizado, com participação de 500 crianças, os times foram mesclados entre os cidadãos das diferentes nações. Lá, barreiras como o idioma e as crenças ideológicas dão lugar ao divertimento e ao futebol. Embora se saiba que a grande maioria dessas crianças, quando crescerem, poderão adotar sem nenhuma dificuldade um dos lados da batalha, a tentativa é válida pela resistência através do futebol, e se contaminar pelo menos uma parte destas crianças para que cresçam sem carregar os signos da estupidez e da guerra, já será uma vitória.

Θ CAMPEONATOS REGIONAIS EUROPEUS. Na maior parte dos países, uma pausa para que os goleiros possam comer peru sem recriminações e os jogadores tomarem umas sem a imprensa cair em cima de inveja. Porém, na terra da rainha e na terra dos moinhos e das flores – Holanda (que estréia aqui no ‘Chagão!’), a bola não para de rolar:

INGLATERRA: A 19ª rodada aconteceu hoje, com exceção do jogo entre Manchester City e Blackburn, que deve ocorrer amanhã. Os Red Devils do Manchester United, mesmo sem Carlitos Tevez golearam fora de casa o Sunderland, 4 a 0, e assumiram a ponta da Premier League. O Arsenal tropeçou fora de casa, dois bocejos contra o Portsmouth, e está um pontinho atrás. O Chelsea agora em terceiro, fez eletrizante jogo com o Aston Villa, 4 a 4. Liverpool e Manchester City completam a tabela.

 

HOLANDA: O campeonato holandês, conhecido como Eredivisie League conta com 18 times na sua primeira divisão. O certame iniciou hoje sua 17ª rodada, com três jogos: Feyenoord 2 – 0 Sparta Rotterdam, NEC Nijmegen 2 – 2 VVV Venlo e FC Gronigen 2 – 1 PSV Eindhoven. Mais seis jogos amanhã completam a rodada. A classificação é a seguinte: Feyenoord (35pt), PSV Eindhoven (33pt), Ajax (31pt), FC Gronigen (30pt), SC Heerenveen (29pt).

Θ SAI A TABELA DO BRASILEIRÃO A E B! A Série A inicia em 10/05 e termina em 07/12. A Série B (que todo mundo vai assistir a partir deste ano) começa no dia 09/05 e termina em 29/11, se São Jorge ajudar. Mesmo com os executivos globais pelejando contra a Record e alguns clubes para manter o monopólio, e fazendo campanha entre os clubes do Clube dos 13 para que o formato do torneio retorne aos mata-matas, a fórmula de pontos corridos já conquistou a maior parte dos torcedores, que não precisam ficar a ver navios quando seu time é eliminado: tem torcida até a última rodada, nem que seja para não cair. Aliás, a iniciativa só podia vir mesmo de uma emissora que acredita na limitação epistemológica de seus telespectadores. Por isso o ‘Chagão!’ faz a campanha “Respeite seu ouvido, Futebol na TV só sem som”. Vai abaixo a primeira rodada:

Série A (10 e 11/05):

Botafogo x Sport
Inter x Vasco
Vitória x Cruzeiro
Portuguesa x Figueirense
Coritiba x Palmeiras
Náutico x Goiás
Flamengo x Santos
Ipatinga x Atlético-PR
Atlético-MG x Fluminense
São Paulo x Grêmio

 

Série A (10 e 11/05):

Brasiliense x Marília
Corinthians x CRB
Bragantino x Santo André
Barueri x Gama
São Caetano x Ponte Preta
Ceará x Juventude
ABC x Vila Nova
Paraná x Avaí
Bahia x Fortaleza
Criciúma x América

O MEDIUM TELEVISIVO E A OPINIÃO PÚBLICA

DA AFETIVIDADE À ECONOMIA NATALINA FANTÁSTICA

Dos Conceitos

& Fantástico. Do grego phantastikós. Enquanto adjetivo, pode ser algo criado pela fantasia, fictício ou falso; mas seu sentido mais usado é como qualidade que identifica algo fora do comum, algo extraordinário.

Fantástico: um programa ordinário

Fantástico é o nome que a “Revista Eletrônica” da Rede Globo de Televisão (RGTV), que é transmitida aos domingos recebe. A escalada (organização e distribuição das notícias ao longo do programa) deste programa dominical faz com que o significado da palavra “fantástico” se esvazie e se torne um signo capturado pela subjetividade lingüística capitalística. Veiculada como signo representativo da forma de informar e comunicar peculiar a RGTV (manter a comunicação/informação como elemento de falseamento da efetividade da realidade, impotencializando a ação dos tele-espectadores), a palavra “fantástico” adentra no escalonamento de significantes ordinários próprios à não informação do médium televisivo. Todas as notícias veiculadas por este programa não escapam do estado comum da ordem estabelecida, ele inscreve em seu corpo comunicacional a freqüência do cotidiano preso à redundância. Suas noticias não causam a informação como criação do novo no mundo, mas adesiva todo o ordinário (o que é habitual, comum, dentro da ordem, mediano) à sua estrutura de programa televisivo.

O Natal Ordinário do Programa Fantástico

Entre as notícias que formaram a programação do Fantástico no último domingo, em sua edição especial de natal, famílias que estavam distantes de seus familiares de diferentes estados brasileiros apareciam para comunicar palavras de afeto e desejar um feliz natal àqueles queridos por eles e física-geograficamente separados. A câmera focalizava a pessoa ou família que emitia a mensagem natalina, que só era interrompida pelos pronunciamentos do repórter que indicava local e o horário que estes espaços que serviam de cenário para a reportagem estariam funcionando. Estes locais eram os principais shoppings das cidades da reportagem. Ao fundo das pessoas as imagens eram de enfeites natalinos, dos presentes e das lojas. O programa dominical da RGTV uniu o afeto típico ao significado do natal com os recursos econômicos próprios à data simbólica que é o natal. As famílias (visivelmente de classe média alta) dispunham de suas emoções à medida que o programa realizava o significante econômico natalino. Mesmo havendo outras reportagens neste mesmo programa que esperavam explorar o afeto natalino, o que vigorou foi o signo econômico do natal como uma data benéfica ao Mercado. As próprias emoções se tornaram mercadoria quando as famílias ligavam suas falas a compras de presentes, tendo como fundo um dos principais símbolos do capitalismo e do ultraliberalismo global: o shopping.

Esta prática é comum ao médium televisivo. Ele impõe a informação dentro dos modelos da economia de mercado e assim faz com que o significado de palavras e ações seja reduzido à imposição da ordem que exige o ordinário como elemento necessário para a conservação das emoções e da passividade televisiva.

Sendo a televisão uma estrutura propriamente ordinária, como ela haveria de entender o natal para além da data simbólica estipulada cronologicamente? Como ela haveria de compreender que quando Jesus, filho de Maria e do operário José, nasce, o que é anunciado não é o nascimento do salvador, mas a de uma criança no mundo, no meio de nós, pois é o nascimento do Novo?

Esta coluna acredita na possibilidade da expansão da consciência pelas experiências autênticas que fazem soltar novas percepções, a criação de novos olhares sobre o mundo. Na alegria-estética de perceber o medium televisivo como uma violência à inteligência coletiva, contamos com a sua contribuição.

A FANTASIOSA MORALIDADE DA FOME E MORTE DE DOM CAPPIO

O Bispo de Barra, Dom Cappio, após um desmaio, encerrou a greve de fome. Mas não cessou de insistir na temática da morte. Afirmou agora que “Lula” morreu, e que o governo pertence a Luís Inácio da Silva. Mas nem mesmo se estivesse falando em termos de identidade, a morte seria possível. O que Cappio não percebeu é que Lula não é um indivíduo. “Lula” é uma partícula-signo que carrega elementos desejantes que sequer pertencem a Luís Inácio. Não é Lula que resolveu se chamar de Lula. Foram as pessoas envolvidas com ele, nas lutas, nos movimentos sociais. O nome, como afirma o filósofo Deleuze, só é realmente um nome ao cargo de um exercício de despersonalização. A volta em si, desmontar os entendimentos clichezados que se adesivaram desde a infância para a leitura do mundo a partir do não-lugar, como sacou Foucault. Nem Lula nem ninguém poderiam jamais matar “Lula”, porque no fluxo vital, não há morte. A igreja, que lucra com a morte, até se pretende proprietária dos corpos pela moral, mas não consegue capturar o incapturável.

Embora muitos articulistas (inclusive o insípido Alexandre Garcia, abonado pela ditadura, e pena sempre alerta dos interesses conservadores) tenham insistido em criticar o bispo no seu próprio terreno – a teologia –, afirmando que seria pecado dar cabo da própria vida, uma suposta contradição para quem diz defendê-la acima de tudo, a questão pode ser observada de outra perspectiva. A greve de fome é uma prática ascética transposta para a política. Kafka, no seu conto “Um Artista da Fome”, mais que qualquer psicanalista, sacou que a fome só pode ser encarada como modo de existir no seu limiar máximo. O artista kafkiano recusa-se a comer nos últimos minutos antes de padecer, e afirma estar enamorado da fome. Não é o caso de quem usa o próprio corpo como recurso produtor de dor para tentar capturar o outro pela culpa e má consciência. Dom Cappio, como sua versão manoniquim, Rogélio Casado*, ao primeiro sinal do corpo (que é político, apesar de seus proprietários), desistiram, e já era de se esperar. A comoção gerada com a atitude do bispo nada mais é do que o resultado de dois mil anos de má consciência infligidas pela igreja. Só quem foi cegado no caminho para Damasco caiu nessa. Até Gandhi, que também fez greve de fome, sabia disso.

Outro equívoco do Bispo, quando afirma que a sua oposição ao governo de Lula é por motivos éticos e morais. Assim o fosse, não poderia ser oposição. A ética não é lugar, não se opõe. É produção, movimento, não posição, imobilidade. É construção coletiva de elementos materiais e imateriais que permita à potência se realizar cada vez mais perfeitamente, como afirma Espinosa. Assim sendo, pode um bispo falar em ética, quando é representante de uma instituição que lucra com a miséria há mais de dois mil anos, e que produziu ao longo de sua existência a maior parte das estratégias de dominação biopolítica que posteriormente foram usadas pelo capitalismo? Pode, claro, mas como palavra vazia, o significante. Palavra morta, para ficar no tema que anda agradando ao bispo.

Enquanto o bispo utiliza a estratégia do ressentimento e da má consciência para protestar (ressentimento e má consciência que estão, aliás, no cerne da criação do catolicismo paulino, que prega um Cristo eternamente preso à cruz), a igreja e o Brasil perdem a lucidez e a atuação política de Aloísio Lorscheider, que parte para outras composições físico-químicas e outros encontros, deixando uma lembrança-corpo que ainda carrega elementos da alegria comunitária. Lorscheider era amigo de Lula, e atuante nos movimentos sociais.

* Rogélio Casado, psiquiatra, se diz articulador da Reforma Psiquiátrica no Amazonas. Reforma que nunca chegou, apesar de ser amigo do governador Eduardo Braga, e ser coordenador de saúde mental desde o início do governo, e agora também reitor de assuntos comunitários da UEA. Casado fez, no final da década de 80, uma greve de fome contra as condições do Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, e no primeiro delírio, levantou e comeu. Leia aqui uma nota sobre a atuação de Casado a UEA.

DAS DIFERENÇAS NAS FUTURAÇÕES

£ Enquanto a vereadora Lúcia Antony (PC do B/AM) deseja que em 2008 Manaus continue com o crescimento que teve em 2007, o presidente Lula afirma no programa Café com o Presidente que “2008 será infinitamente melhor que 2007”. Evidente, nenhum dos dois são profetas ou tem o dom da predição do futuro (que aliás, nem existe). Mas como faz parte do Ser o ato de futurar, ou seja, construir no plano da existência uma expectativa como expressão do Desejo a se conceber, é possível levar em conta os dois enunciados. No entanto, só se pode criar uma perspectiva futura levando em conta as condições materiais e imateriais com que se conta no presente. Nos oito anos de réveillon tucanos, o povo já expectava: muda o calendário, as coisas permanecem. Com Lula, não. Há a possibilidade de expectar algumas mudanças, ainda que não sejam aquelas que modificarão profundamente as seculares relações políticas e sociais de submissão ao capital estrangeiro. No caso da vereadora, expectar um ano para Manaus com o mesmo ritmo de 2007 é demonstrar um entendimento sobre o social muito próximo ao da direita: epistemologicamente reduzido, com as percepções sendo substituídas pelas imagens-clichê da mídia marketizada de prefeitura e governo. Senão aí, neste engodo, onde mais a vereadora teria visto crescimento social em Manaus?

£ E Lula ainda espetou a direitaça, que deve ter uma ceia natalina indigesta com os números divulgados durante o ano de 2007. Afirmou o presidente que o povo pobre está comprando mais, tornando-se consumidor. Embora não seja uma revolução social, como também falou o presidente, comer e consumir é sinal de que as pessoas terão possibilidade ao menos de suspeitar daquilo que está acontecendo ao seu redor. A eleição de Lula, a despeito do massacre midiático, é uma evidência disto. A repercussão negativa do fim da CPMF pela população, embora não encontre eco na opinião pública oficial e bem educada da classe mídia, também fará em breve ecoar seus dizeres nas urnas. Arthur e FHC, dois políticos profissionais com baixíssima popularidade no país, que o digam.

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# Segura essa: Dia de Natal, segundona, cinco dias após do TDPM – Transtorno Disfórico Pré Menstrual. Segura mais essa: Ano Novo, muita lombra, período fértil, e como diz o bolereiro Nunes Filho, “estou subindo pelas paredes”. Pode, mamãe? Entrar o Ano Novo sem um novo imbricamento erótico/existencial é pecar contra carnedade. “Mas não tem nada não. Tá tudo azul na América do Sul”. Na falta da covardia dos cinco contra um, la palmita della mana, dos ditos homens, vai o el dedo delator. Como disse o antipsiquiatra africano, David Cooper: “Não importa a forma, o que conta é o orgasmo”. Ou como afirmam, os chê, Kleiton & Kledir: “Ser feliz é tudo que se quer”.

# Concorrências entre as TVs Globo, Roberto Carlos e Record, Fábio Júnior. Empate em audiência. Saltar de uma para outra, Ambrósio, ‘tu viu’, tudo igual conforme o princípio de identidade. “Mas que a terra se move, se move”, como disse o ajudante de Galileu, Andreas, na peça de Brecht Galilleu Galilleu.

# Um bêbado na frente da igreja São Sebastião gritou: “Papai Noel não existe!”. Uma senhora saindo da igreja, contrariou-o: “Existe sim. Não está vendo ele na praça?”. Ao que o amigo de Dionísio respondeu: “Só se for o do prefeito Serafim e do governador Eduardo Braga que vivem brincando de governar a capital e o estado”.

# Enquanto isso o companheiro Lula comenta os feitos de seu governo. Mobilidade social ascendente das classes pobres. Os ricos gemem e a classe média deplora. Como diria seu Paduk na peça Lux In Tenebris, Luz Nas Trevas, de Brecht: “A inveja é uma merda!”. E nós daqui da linha do Equador que não temos nem a merda para invejar como política.

# Ambrósio, estando o Papai Noelson distribuindo sorvete para as crianças do bairro Novo Aleixo, abraçou uma que lhe disse não querer sorvete, mas sim brinquedo. Ao que o bom velhinho, em sua performance, respondeu que não tinha brinquedo, só sorvete. A criança baixou a cabeça e foi embora. E aí, Ambrósio, o que dizes? A infância está na comida ou no brincar? Nas duas? Mas o que faz uma criança rejeitar o comer e preferir o brinquedo? Será que esta criança já estava tão alimentada e por isso elegeu o brinquedo como sua necessidade? Ou apenas queria manter a fantasia do poder de Papai Noel em realizar sonhos fora da perversa realidade social? Ou será que seu devir criança lhe deslocou para um território onde percebeu ser o brinquedo o elemento de criação de sua existência movente? Hein, Ambrósio? Por onde andam os governos que não sabem da fome e do brincar das crianças? Ambrósio, Ambrósio… Olha lá.

# Perdoa-me, meu amor! Nesta noite de Natal não posso ficar contigo. No meio desta rua deserta,

            Eu vejo a criança que passa

            Carregando a marca

            Da insensatez

            Seus olhos sem presente e futuro

            Levam o orgulho do mundo burguês

            E quem vai pagar esta obra prima

            Cuja letra rima

            Com assassinar

            E quem vai pagar as noites

            Em que os açoites

            São as canções de ninar

            E você que se acha inteligente

            Mostra-se inconseqüente

            Ao não querer tomar partido

            Mas não se iluda

            Por acaso está salvo
Pois você também é alvo

            Mas se sua sorte mudar

            Está perdido

            Enquanto você fica consumindo

            Discursando lindo

            Sobre a sua segurança

            Na rua abandonada e escura

            A tara da loucura

            Assassina

            Outra criança

            Cansei do Rock!

            Não sei onde

            Me coloque.

            O meteoro se aproxima

            Não sei se suporto

            O choque.

Abraços e beijos Vertebrais natalcientes!

USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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