Arquivo para dezembro \22\-04:00 2007



ESTUDANTES PRESSIONAM E RABO-DE-ARRAIA DA CMM EMPRESARIAL É FRUSTRADO

E depois das pressões das entidades estudantis, do aproveitamento marketista-eleitoral do governador ‘guerreiro de sempre’ Braga e, segundo fontes intempestivas, da leitura do texto publicado neste bloguinho por parte de alguns vereadores que acreditam que a sua história precedente desaparece no dia em que tomam posse, a votação do projeto do vereador-empresarial Massami Miki finalmente foi adiada. Segundo o site da CMM, o próprio Miki solicitou que a votação fosse adiada para que “a discussão possa ser ampliada com a presença do Conselho de Economia, professores, estudantes e todos os envolvidos” Bem diferente dos dias anteriores, onde houve até ameaça de votação no lusco-fusco da madrugada, bem ao estilo Amazonino Mendes.

Mas atenção estudantes, não se podem arrefecer as pressões. A CMM, em outros episódios, já mostrou que não tem compromisso algum com coerência e/ou com interesses comunitários, e pelas declarações dos líderes do prefeito, nenhuma crítica será feita ao formato do projeto, mas tão somente aos parâmetros de medição sócio-econômicos que decidirão quem tem ou não direito ao passe livre.

O governador Braga aproveitou o episódio para aumentar, tendo em vista a candidatura à prefeitura de seu vice, Omar Aziz – aquele que teve o nome retirado da CPI da prostituição infantil, apesar das provas contundentes, pelo senador Arthur Neto – a visibilidade eleitoral deste, já que ameaçou retirar a isenção ao ICMS do combustível comprado pelas empresas do transporte coletivo, além de orientar os vereadores fiéis a seu grupo a votarem contra o projeto do vereador-empresarial.

Nem por isso as atenções devem ser diminuídas, afinal, vem aí dois feriados, momentos propícios para sessões à luz do luar, com passeio do rolo compressor contra os direitos do cidadão.

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ MTE ATUALIZA LISTA SUJA. O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou, no último dia 20, o cadastro de empregadores e empresas autuadas por exploração do trabalho escravo. A lista é atualizada semestralmente, e o autuado tem seu nome publicado durante um prazo mínimo de dois anos, mesmo que cumpra as determinações da fiscalização do MTE. Entre as novidades, a empresa de laticínios Morrinhos Indústria e Comércio, da marca Leitbom, que mantinha, em 2005, empregados em regime de escravidão na cidade de Minaçu (GO). Outra empresa estreando na lista é a Fazenda Roncador, localizada em Querência (MT). A Agroserra, que produz álcool e soja, localizada em São Raimundo das Mangabeiras (MA), também está na lista. Para visualizar a lista completa, clique aqui. Enquanto Arthur Peteleco, FHC e os DEMos combatem a favor dos empresários, derrubando a CPMF, o governo atua na linha contrária: enfraquece as seculares relações de força que fazem do Brasil um país ainda atrasado até mesmo para o Capitalismo. I inda tem françeis…

@ CRISTINA FERNÁNDEZ ENCARA O COMPLÔ ESTADUNIDENSE. No dia 04 de agosto, agentes da alfândega argentina encontraram uma maleta com mais de US$ 800 mil não declarados, em poder do empresário Guido Antonini Wilson, que tem nacionalidade estadunidense e venezuelana. Wilson voltou para Miami sem a mala, e sem reclamar o seu conteúdo. Segundo o FBI, através de testemunhas, o dinheiro seria um “presente” do governo de Hugo Chávez para financiar a campanha de Cristina à presidência do país albiceleste. No entanto, quando a justiça portenha solicitou extradição do dono da maleta, a justiça ianque silenciou. No processo argentino, Wilson é réu (lavagem de dinheiro e contrabando), mas nos EUA, é vítima. Cristina não deixou barato: convocou o embaixador norte-americano para explicar a lambança rocambolesca do FBI, e já mandou avisar a Bush Júnior que o Banco do Sul, o Mercosul e a aliança com o governo bolivariano de Chávez continuam, a despeito das “porcarias da política internacional”. Imagina quando for a Dilma… I inda tem françeis…

@ NA MÍDIA BRASILEIRA, SANGUE SÓ É BOM QUANDO É CONTRA O GOVERNO. Quando se trata de atingir o Governo Federal, qualquer notícia serve. Quando um grupelho ligado ao MLST tentou entrar na Câmara dos Deputados e houve confronto com a segurança, a imprensa rapidamente agiu, tentando adesivar a imagem do líder do movimento ao governo Lula. Mas quando se trata de falar da PM de São Paulo, estado governado há anos pelo PSDB/DEM, que á a polícia que mais executa, fere e mata, aí a questão é mais “delicada”. Nenhum dos jornalões, tanto de TV quanto de mídia impressa, deu ao episódio da morte do menor Claudio Rodrigues Jr, 15 anos, morto em sessão de tortura por choque elétrico por PM´s, as cores e as nuances trágicas que dariam se o casso fosse numa administração do PT. A notícia, em alguns deles, saiu nas páginas internas, bem recheadas de outros assuntos. Tortura, censura, irresponsabilidade, partidos aliados aos interesses econômicos das corporações. E ainda dizem que Chávez é ditador. I inda tem françeis…

@ ANISTIADOS DA DITADURA RECEBEM INDENIZAÇÃO. O processo de pagamento das indenizações aos familiares e sobreviventes perseguidos pela ditadura brasileira, de 2001 para cá, já pagou mais de R$ 2,4 Bilhões. No governo Lula, a ordem é não mais recorrer das sentenças judiciais, a fim de que todos os processos possam ser julgados e executados até o final do mandato do presidente. A iniciativa tem o apoio do ministro da justiça, Tarso Genro. Estima-se que ainda faltem cerca de 30 mil processos a serem julgados. O Brasil se soma, ainda que tardiamente e timidamente, à onda de reparações nos países onde as ditaduras oprimiram os povos e a resistência, como a Espanha, Argentina e Chile. Na onda da moda, que diz que ser anistiado é in e ter participado da ditadura é out, até membro do DEM, ex-PFL, partido que arregimentou os ex-políticos biônicos e colaboradores dos militares querem posar de anistiados. I inda tem françeis…

@ SUSPENSÃO DO VESTIBULAR DA UFAM PELO MPF está mais para uma comédia de costumes. Além de excludente, como todo vestibular, o da Universidade Federal do Amazonas é também fraudulento. Primeiro no dia 09 deste mês quando da prova de Conhecimentos Gerais I, foram entregues em alguns locais aos candidatos a prova de Conhecimentos Gerais II, que seria realizada no dia seguinte. A prova do dia 10 foi então transferida para o dia 23, mas o Ministério Público Federal pediu a suspensão devido à representação de 11 candidatos e um abaixo-assinado de outros 125, que denunciaram várias situações que colocam em suspeição a lisura das provas, entre eles: lacres violados ou envelopes lacrados somente com fita adesiva; em algumas salas os fiscais não entregaram a prova de redação, outros orientaram candidatos a dissertarem sobre temas livres; como havia apenas um fiscal em cada sala, na necessidade de saída do mesmo, houve ausência de fiscalização; numa sala da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas foi precipitadamente anunciado que a prova do dia 9 fora cancelada; o cancelamento da prova do dia 10 abalou emocionalmente candidatos; segundo os candidatos, havia questões repetidas na prova do dia 09 e outras questões não constavam no caderno de prova; ausência de questões nos cartões-resposta… E a comédia de costumes prossegue na irresponsabilidade no trato da coisa pública pelo poder dito público. Não é só este vestibular, e tampouco somente a UFAM; é a distância em que a Universidade – preenchida apenas por abstrações/simulações, sem qualquer práxis real/política – encontra-se da população, que ri dos falsos saberes dos Phdeuses e seus templos de marfim decadentes. I inda tem françeis…

@ A DESCONHECIDA, DE GIUSEPPE TORNATORE estreou ontem no sul-sudeste e causou um frisson daquilo que mais caracteriza a crítica cinematográfica esapecializada: erros e contradições. O primeiro erro é, a cada novo filme do cineasta italiano, sempre compará-lo com sua obra-prima Cinema Paradiso; como se a crítica, que sobrevive de preencher lacunas, pudesse ver uma imagem kinemasófica. O segundo é a comparação com alguns cinemas de Hitchkoch e até de Brian de Palma. Hitchkoch ainda vá, embora não exista comparação, mas Brian de Palma é forçar a barra do nivelamento por baixo. Uma situação que demonstra a hilaridade da crítica é sobre a atuação da atriz de teatro russa Ksenia Rappoport, que faz a ucraniana Irena; todos rasgam-lhe sedas, mas a deslocam d’A Desconhecida, que chegam no afã da capacidade de depreciação de comparar certas passagens com novelas globais. Talvez estejam certos, já que não temos por hábito assistir a novelas; agora ver cinema é outra coisa. Até a música de Ennio Morricone, apesar de o aplaudirem de pé durante horas, é apreciada nestas estapafúrdias comparações. Como provavelmente será indicação italiana para o Oscar de melhor filme estrangeiro, talvez venha às salas-shopping coca-pipoca-cola de Manô, aí você poderá ver, com olhos de cinefilósofo, o que a crítica especializada especialmente não vê: cinema. I inda tem françeis…

Vamos que vamos               

Porque não chegaremos

 

Para onde vamos…

PT NÃO SE REDUZ À PEQUENEZ DE SUAS LIDERANÇAS

Um dos maiores equívocos que a direita comete no Brasil e em alguns países onde se manifestaram linhas intensivas de alteração da realidade social e econômica é o de acreditar na ilusão do poder. Ou o vazio do poder, como enuncia o filósofo Jean Baudrillard. Como estão muito bem adesivados aos clichês sociais que formatam as relações de força do Estado, eles se mostram incapazes de perceber afetiva e cognitivamente quando essas linhas intensivas começam a produzir no plano do Real modificações afetivas-afetantes do corpo social. Por isso, a título de ilustração, a direita PSDB-PFL, com suas artimanhas, consegue apenas diminuir a área de abrangência de sua influência. Seja nas tentativas de inflacionar os episódios de corrupção do governo, ou mesmo na recente derrubada da CPMF, a direita percebe tardiamente que perdeu muito mais que o governo.

Assim, no Amazonas, as forças reacionárias que asfixiam o PT, apequenando-o, se acreditam proprietárias do partido. Típico entendimento limitado epistemologicamente de direita, onde os partidos são vistos – e efetivamente o são – como clubes de associados para interesses financeiros. Não partem de uma mobilização afetante da multidão em comunalidade, potência desejante do novo, como foi o PT, experiência inédita no mundo, como percebeu o afetivo-afetante filósofo Guattari.

O EXEMPLO

Esta semana, na ALE-AM, o deputado estadual Sinésio Campos acedeu à tribuna para falar sobre sua eleição ao cargo de presidente regional do PT no Amazonas. Após a autopromoção, diversos deputados solicitaram o uso da tribuna para confraternizar a vitória do deputado. A maior parte, de partidos de direita. Deputados como Adjuto Afonso (PP), Wallace Souza (PP), dentre outros, comemoraram a vitória de Sinésio mais até do que os próprios petistas. Isto porque a vitória do deputado significa o fortalecimento do PT Oh, My Darling!, submisso aos interesses do governador Eduardo ‘guerreiro de sempre’ Braga. Sinésio recentemente usou a tribuna da ALE para regozijar a revista IstoÉ, que colocou o governador do Amazonas como uma das 5 personalidades do ano. O deputado também criticou recentemente a iniciativa do senador Tião Viana (PT-AC), que pretende unificar os fusos-horários do Amazonas e Pará, comparando Tião ao “ditador” Hugo Chávez. Como se pode ver, nos enunciados professados pelo novo presidente regional do Partido dos Trabalhadores, nada de diferente dos enunciados da direita.

A FORÇA COMPRIME, A POTÊNCIA DISTENDE

No entanto, o que o deputado não sabe é que, ainda que enfraquecido nas eleições internas, o PT ainda é um partido diferenciado dos demais. Ainda carrega linhas intempestivas que, como devir-minoria, contaminam o social com suas compreensões mais próximas da multidão, criadora do movimento social-comunalidade. Ilustração disto é o texto enviado pelo leitor intempestivo Paulo Saunier, petista, que apresenta sua leitura da eleição de Sinésio e da condição do atual PT e suas lideranças no Amazonas. Como se pode depreender, ainda há vida inteligente no partido:

O PT apequenou-se em tudo. Em tamanho e na diminuição de sua potência-corpo como realizador de novos encontros e afetos alegres, como vocês da AFIN falam. Sinceramente não dá pra ver um partido como o PT no Amazonas, que inicialmente era totalmente contrário às coligações com a direita, eleger nesse momento uma pessoa que mama, lambe as botas da direita. O que aconteceu com seus filiados? São petistas ou simples filiados sem convicção política? Pelo visto sem convicção, porque deixar se conduzir para votar em kombis, carros particulares, ônibus, como a direita faz, é copiar ipisis literes o que a direitaça faz. Foram me buscar numa kombi para votar. Chegaram em casa por volta das 7 horas. Me recusei a ir. Ando de ônibus todo dia, por que naquele estavam indo me buscar? O bom seria se todo dia eu tivesse ônibus sem excesso de lotação como é dia de domingo pela manhã. O líder do governo agora é o presidente. Uma coisa eu digo. Nós vamos debater a questão da candidatura própria do partido em assembléia. Nada de aceitar candidatura atrelada ao governo ou à ‘prefeiura’. E que o partido mude sua forma de trabalho. Nada de burocracia. Queremos debates, queremos um partido ligado aos movimentos sociais, aos sindicatos, ligado às massas. Queremos um partido formando quadros, democrático, transparente. Noutro dia escrevo mais”.

Paulo Saunier

O Bloguinho Intempestivo compõem com os entendimentos do companheiro Paulo, e o convida para outras intervenções nestes espaço, bem como de outros, que pretendam tornar público o seu entendimento sobre as questões comunitárias, e assim compor para que a Inteligência Coletiva possa ampliar sua potência de agir.

ENCONTROS CASUAIS

! Era uma vez uma cidade em que as distorções sócio-econômicas eram tão visivelmente cruéis que ela se mostrava, sem nenhum pudor, na forma de duas realidades de classes. Uma realidade representada por uma classe abastada, sendo a minoria, e outra realidade representada por uma classe pobre, a maioria. Mas era exatamente na época da quadra natalina que estas duas realidades contrastantes tornavam-se mais visíveis. Os ricos a comentavam com entusiasmos os festejos e os presentes a serem distribuídos entre si. Enquanto que os pobres, alheios aos festejos, lembravam apenas do sinal de Cristo. Entretanto, como na cidade rolava a lenda de colocar os sapatos na janela para Papai Noel deixar os presentes, as crianças, tantos as pobres como as ricas esmeravam-se na esperança lúdica que o bom velhinho traria a elas.

Chegada a noite do dia 24, as crianças ricas, depois da abundante ceia, foram dormir alegres, imaginando os presentes que Papai Noel colocaria em seus ricos sapatinhos postados nas janelas. As crianças pobres, que apesar de não terem o que comer na grande noite da família cristã e muito menos sapatinhos para deixarem na janela à espera de Papai Noel, foram dormir esperançosas de acordar e encontrar a maravilhosa surpresa.

Chegada a manhã do Natal, as crianças ricas festejaram com entusiasmo os presentes recebidos. Enquanto as crianças pobres se conformaram com a ausência dos presentes. Entretanto, na manhã do dia 26, as crianças pobres foram surpreendidas com a variedade de brinquedos, roupas e bombons depositados em suas janelas. Aconteceu que estando as crianças ricas, na manhã do dia 25, inebriadas com seus presentes de classe alta, não perceberam que seus sapatos tinham desaparecido das janelas. Obra de um certo Papai Noel que pegara os sapatos, vendera, e como eram caríssimos, todos importados, deu para levantar uma boa quantidade de dinheiro, comprar os objetos da alegria das crianças pobres e distribuí-los até para crianças das cidades vizinhas. E assim, pela primeira vez, todas as crianças desta cidade foram ludicamente felizes. Tudo porque um certo Papai Noel compreendera que Natal verdadeiro é aquele em que o verdadeiro Cristo se mostra homem.

!! Enquanto, pela manhã, membros participantes do Encontro Mundial Sobre Defesa do Meio-Ambiente se dirigiam para o grande centro onde se realizaria o magno debate sobre o destino da terra, animais, vegetais e minerais despertaram conscienciosos. Depois de sentirem e perceberem suas vidas, atraídos pela força subjetivadora irradiada do centro ambientalista, partiram nesta direção. Chegando lá, mantiveram-se distantes ouvindo os discursos e analisando-os. A cada conferência e debates iam percebendo que ninguém entendia de Vida. Uns, apoiados na teoria causa e efeito do filósofo Aristóteles, defendiam que a natureza se movimentava como uma força utilidade/fim. “Tudo que existe e existirá é fruto deste mecanismo”. Outros, amparados por elucubrações teológicas, afirmavam ser a natureza, Deus. E todas as coisas eram saídas de Sua Providência. “Daí porque destruí-la ser uma atentado contra os desígnios Dele”. Todos atribuíram uma causa para existência da Vida. Ninguém sequer mencionou o artifício, a facticidade, não-duração, o acaso. A impossibilidade da comunicação com o ser. Então, eles tiveram a certeza que tudo aquilo não passava de um embuste. Ninguém sabia o que era ambiente, e muito menos o que era natureza. Diante de tamanha fantasia, saltaram sobre todos e os devoraram.

!!! Loucos de amor, saíram à caça. De repente, encontraram-se. Não precisaram palavras. Partiram direto para ao jogo sensual. Nus, atracaram-se com tamanha violência que tornaram-se função chave de fenda e função alicate. Assim, os corpos aprisionados em suas próprias forças, anularam os movimentos pélvicos. Foi então que, fundidos em um só, entenderam a armadilha que caíram. O que era loucura do amor transfigurou-se em tortura do ódio. Então, depois de várias tentativas, conseguiram desvencilhar-se um do outro e partiram correndo pelas ruas urrando ensandecidos.

PONTOS DO BURACO NEGRO

Buraco Negro em Esquizo-Análise é um sistema que captura corpos para se alimentar

MEC não aprova Residência de Dermatologia da Fundação Medicina Tropical.

Diretor da Fundação, Sinésio Tallhari, fica frustrado com a decisão do MEC.

Residência de Dermatologia era a vaidade do diretor.

Preocupada mais com a divulgação da Dermatologia, direção esquece a Residência em Infectologia.

Esquecimento da divulgação da Residência em Infectologia leva até o dia 29 a data de sua inscrição.

A maior parte dos candidatos à Residência em Infectologia é de outros estados.

Se convidado a voltar à Fundação Medicina Tropical, Dr: José Carlos Ferraz, diz que não aceitará.

Mensagens de Boas Festas da maior parte dos vereadores são feitas com clichês.

Vereadora deseja à Manaus de 2008 votos de continuação de 2007.

A eleição do deputado Sinésio à presidência do PT leva muitos filiados a se preocuparem com a imagem do partido diante da opinião pública.

Marketing da prefeitura não livra o Núcleo 16 da Cidade Nova da falta de água.

Cortar o Buraco Negro só a Linha-Devir-Potência…

RABO-DE-ARRAIA DA CMM EMPRESARIAL NOS ESTUDANTES DE MANAUS

Se apresentando como o “salvador do sistema”, o vereador Massami Miki (PSL), que já defendeu os interesses dos empresários do transporte coletivo no episódio do Passa Fácil, quando defendeu um sistema sem a discussão necessária e que beneficiava o empresariado, apresentou na segunda-feira pela manhã um projeto de emenda à LOMAM (Lei Orgânica do Município), instituindo o Passe Livre. Com tramitação recorde na CMM, o projeto do vereador só não foi votado na mesma hora por atuação de alguns vereadores, como Chico Preto (PMDB), José Ricardo (PT), Waldemir José (PT) e Lúcia Antony (PC do B). Chico Preto e Ricardo propuseram emendas ao projeto, e o vereador petista falou sobre o caráter claramente vantajoso aos empresários que este carrega.

O projeto de Miki prevê a isenção de pagamento das passagens de ônibus dos alunos da rede pública em todos os níveis e graus de escolaridade, respeitando os seguintes critérios: 1) Renda: a concessão do cartão passe livre seria gradual – um cartão para famílias com menos de 2 SM, dois para famílias com até 03 SM, e três cartões para famílias até 4 SM (após as emendas); 2) O aluno precisaria comprovar que reside há mais de um quilômetro de distância da escola onde estuda. O Projeto do vereador se baseia num relatório divulgado PELOS EMPRESÁRIOS, que afirma que praticamente a metade das pessoas que usam o Passa Fácil em Manaus não são estudantes. É importante observar que estudantes das escolas particulares, em qualquer grau, perderiam automaticamente o benefício.

Ao contrário de outros projetos, como o do atual presidente da IMTU e ex-vereador, Marcelo Ramos, e outros que tramitaram pela casa, o do vereador Miki seria rapidamente aprovado, não fosse a atuação de José Ricardo, Waldemir José e Lúcia Antony. Impossibilitado de ser votado na mesma manhã, o projeto foi à discussão pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), presidida pelo vereador Jorge Luiz (PRB). A sessão de anteontem (terça-feira) foi uma briga entre interesses empresariais. Longe de discutir a validade do projeto no seu aspecto político-comunitário, os vereadores e o presidente da IMTU se ocuparam em discutir detalhes do “corte” sócio-econômico que permitirá ao projeto excluir os estudantes que supostamente não necessitam do benefício. Sem nenhum tipo de estudo por parte do instituto presidido por Ramos, ou por parte da prefeitura, o critério de renda a ser adotado, bem como outros detalhes do projeto seguiam sendo modificados à brisa dos interesses mais benéficos e submissos ao empresariado. Mais uma vez, a atuação dos três vereadores da oposição conseguiu impedir uma tramitação em tempo recorde. Somente com a intervenção deles, a reunião foi transferida para a quarta-feira, de forma a permitir que os principais interessados, os estudantes – através das entidades representativas – pudessem finalmente participar.

A SESSÃO DO DESCARREGO

A manhã de ontem, na TV Câmara, que mostrou a reunião da CCJ, com participação das entidades representativas dos estudantes e dos vereadores, foi propícia a alguns entendimentos sobre a política manoniquim:

1) A revelação de um dos estudantes, que ao falar na tribuna, fez questão de narrar como se fazem as discussões na CMM. Na véspera, a portas fechadas e com apenas dois estudantes, alguns vereadores da CCJ queriam aprovar o projeto “de qualquer jeito”.

2) A atuação do presidente da CCJ, vereador e pastor Jorge Luiz (PRB), autor, por exemplo, da lei que imuniza (sic) as igrejas e templos do pagamento de IPTU, que durante toda a sessão fez pouco caso da fala dos estudantes, chegando a debochar da atuação dos mesmos: quando os estudantes falavam, os vereadores conversavam, alguns cochilavam, raros prestavam atenção; quando foi a vez dos vereadores falarem (e muitos deles criticando os alunos), o presidente da CCJ fez questão de usar a sua prerrogativa legal para disciplinar os estudantes, exigindo “respeito” à fala dos vereadores. Durante toda a sessão, a postura do vereador-pastor foi essa.

3) A maioria dos estudantes presentes à sessão pertencem a entidades representativas: UNE/AM, UEE, UJS, DCE da UFAM e da Uninorte. Todas as entidades defenderam a suspensão da tramitação do projeto, em virtude da ausência de uma discussão com a população sobre o tema. Muitos questionaram os critérios técnicos que originaram os parâmetros sócio-econômicos de exclusão de estudantes do benefício. Até o final da sessão, os estudantes não apenas foram desrespeitados nas suas falas e censurados nas suas manifestações, como suas reivindicações não foram ouvidas pela mesa da CMM. O projeto foi aprovado e seguiu para a Comissão de Finanças, Economia e Orçamento.

4) Enquanto as lideranças do prefeito titubeavam entre o silêncio revelador de Braz Silva (PSDC) e as inócuas observações de Elias Emanuel (PSB), o vereador Jorge Maia (PTB) pedia a cassação do mandato dos vereadores José Ricardo e Lúcia Antony. Motivo alegado: os vereadores acusavam o projeto de servir aos interesses do empresariado e estavam visivelmente ao lado dos estudantes. Lúcia Antony foi acusada pelo suposto autor do projeto, Massami Miki, de ser uma “defensora da classe média”. Mais uma vez, o vereador subiu à tribuna para se declarar o salvador do sistema e defensor dos mais pobres. O mesmo vereador que, na segunda-feira, em entrevista à imprensa local, afirmou, sobre o caráter exclusivista do projeto, que “alguém tem que levar porrada”.

Pela análise dos episódios ocorridos na sessão de ontem na CMM, percebe-se a imaturidade da grande maioria dos vereadores, incapazes de uma compreensão mínima que seja do que é política e suas implicações na existência coletiva. Evidência da inutilidade das atuações legislativas que ali são professadas.

EPÍLOGO E CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

Segundo o site da CMM, a discussão do projeto continuará na manhã de hoje, em virtude do pedido de vistas solicitado pela vereadora Lúcia Antony na reunião de ontem da CFEO. Segundo relato do vereador José Ricardo a este bloguinho, a sessão continuará, e sem pressão das entidades representativas e da sociedade, este parecer substitutivo que enterra uma das conquistas dos estudantes, com a conivência da prefeitura, do governo do Estado e das lideranças que, em tempo de marketing pessoal, se dizem cotidianamente defensores dos direitos dos estudantes.

ATENÇÃO, ESTUDANTES DA MANÔ!

CUIDADO COM O RABO-DE-ARRAIA DA CMM EMPRESARIAL!

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Chagão!

Θ ‘EL FLACO’ MENOTTI – UMA RESISTÊNCIA DO FUTEBOL. O quase septagenário Cesar Luis Menotti, treinador argentino campeão da copa de 1978, comunista, crítico da ditadura militar dos anos 70, é hoje um ácido crítico também do futebusiness, que cada vez mais se alimenta do futebol, enfraquecendo o jogo em favor do negócio. De passagem pela Argentina, como treinador do time mexicano Tecos Guadalajara, ele falou ao periódico Olé sobre o futebol argentino, sobre a mediocrização do jogo e outras linhas de resistência (trechos, tradução livre):

[penso] Que o futebol argentino está em um estado de crise terminal, não digo morto… Mas basta verificar a realidade da sua economia, onde os tempos dos negócios devoraram os do futebol”.

Hoje é tudo uma questão de marcas, Copa Nissan, Toyota. Amanhã será Honda, Ford, a cerveja não-sei-o-quê… E aí vão os jogadores, sobem em um avião por 30 horas para jogar um Mundial de Clubes que não existe… Se joga para as pessoas, ou não?

[o Milan] Deu bola pra esse campeonato porque está a 14 pontos abaixo do líder do Calcio. (…) Os argentinos sim: são quatro milhões de dólares. Por quatro milhões de verdinhas os dirigentes te fazem jogar no mar, na montanha, na neve…

Uma vez Che Guevara havia dito que queriam fazer uma revolução de qualidade… E o jornalista perguntou o que era qualidade: “Respeito ao povo”, respondeu. Sabes o que é futebol de qualidade. Um tem a aspiração de jogar ou tocar bem, mas a obrigação é te preparar para ele… Se sou ator e me dão um livreto de uma obra de teatro hoje, para ir ao palco amanhã, não estou respeitando nada. É o mesmo com o futebol, a qualidade já se foi…

O Futebol já não sabe o que é…

Θ DUNGA E O FUTEBOL CONTABILIDADE. Impossibilitado de votar em Kaká na eleição do melhor do mundo FIFA, o técnico da seleção-nike, Dunga, preferiu o volante italiano Pirlo às opções Messi e Cristiano Ronaldo. Nada mais natural, se levarmos em conta que Dunga carrega ainda um grande ressentimento por ter sido clivado pela imprensa no início da década de 90 como o ícone do futebol feio. Levou chagão de Maradona na copa de 1990. Quatro anos depois, ganha como capitão um título soporífero numa copa em que Maradona mijou e perdeu (com dúvidas fortíssimas sobre o resultado do exame). Ao levantar a taça, vociferou a raiva contida dos críticos: mas não mostrou a eles que estavam equivocados. Venceu o futebol de resultados, feio e capenga, o mesmo de 1990. Anos depois, no Internacional, levou banho de cuia de Ronaldinho Gaúcho e não gostou. Hoje, como técnico, o futebol da seleção, com 3 volantes de contenção, embora tenham vencido a copa América, não convenceram. Embora tenham vencido o selecionado uruguaio, levaram olé. Então, nada a se surpreender que Dunga tenha escolhido alguém que jogou em sua posição, e que, embora muito mais técnico que ele, venha da escola futebolística em que a estratégia e o resultado sejam mais importantes que a beleza e o desfrutar.

Θ CHAMPIONS LEAGUE na expectativa do sorteio que definirá os confrontos das oitavas-de-final. O sorteio rola na sexta-feira, e você fica sabendo do resultado na próxima edição desta coluna.

Θ TAÇA LIBERTADORES. A principal competição do continente sudamericano, que já foi Copa Toyota Libertadores, agora é Copa Santander Libertadores. Quem sabe o rei Juan Carlos não venha dar o pontapé inicial… Mas em meio aos patrocínios, evidência da má gestão do torneio, que poderia muito bem se vender sozinho, aconteceu hoje o sorteio dos grupos que irão se degladiar em 2008 pelo título continental e pelo direito de viajar a Tóquio para encarar o torneio FIFA O torneio em sua fase pré-classificatória começa no dia 30 de janeiro, os grupos começam a se definir em 13 de fevereiro, e a grande final será no dia 02 de julho. Os grupos:

GRUPO 1

San Lorenzo (ARG)

Real Potosí (BOL)

Caracas FC (VEN)

Vencedor do confronto entre Cruzeiro (BRA) e Cerro Porteño (PAR).

 

GRUPO 2

Estudiantes de La Plata (ARG)

Danubio (URU)

Deportivo Cuenca (EQU)

Vencedor do confronto entre Lanus (ARG) e Olmedo (EQU).

 

GRUPO 3

Boca Juniors (ARG)

Colo Colo (CHI)

Unión Atl. Maracaibo (VEN)

Vencedor do confronto entre mexicanos e bolivianos (3ª vaga).

 

GRUPO 4

Flamengo (BRA)

Nacional (URU)

Coronel Bolognesi (PER)

Vencedor do confronto entre Wanderers (URU) e Cienciano (PER).

 

GRUPO 5

River Plate (ARG)

2º representante do Chile (ainda a ser definido).

Universidad San Martín (PER)

2º representante do México.

 

GRUPO 6

Santos (BRA)

San José (BOL)

2º representante da Colômbia

Chivas Guadalajara (MEX)

 

GRUPO 7

São Paulo (BRA)

Sportivo Luqueño (PAR)

Atlético Nacional (COL)

Vencedor do confronto entre 3ª vaga (COL) e Audax Italiano (CHI).

 

GRUPO 8

Fluminense (BRA)

Libertad (PAR)

LDU Quito (EQU)

Vencedor do confronto entre Arsenal (ARG) e Mineros de Guayana (VEN).

OLHOS ATENTOS! RASTEIRA DA CMM NOS ESTUDANTES DE MANAUS!

Atenção, atenção, estudantes da Manô! Neste exato momento, na Câmara Municipal de Manaus, vereadores próximos aos empresários do transporte coletivo tentam forçar a barra para tramitar um projeto de lei alterando a meia-passagem. Chamado de Passe Livre, o projeto – trazido debaixo do braço pelo vereador Massami Miki, com a lacônica conivência das lideranças do prefeito e da maioria dos vereadores – tem por objetivo extinguir a meia passagem e instituir um passe livre a partir de indicadores econômicos e de distância, sem um estudo científico que leve em conta a realidade da cidade. O projeto, segundo o vereador José Ricardo, é claramente favorável aos empresários, e danoso aos estudantes. Ele, Waldemir José e Lúcia Antony, além de representantes de várias entidades estudantis estão neste momento na CMM forçando a barra contra esta tentativa, no lusco-fusco da madrugada, de subtrair um direito adquirido pela categoria nas suas manifestações políticas! Olho neles e cuidado com a rasteira!

E amanhã você confere aqui no Bloguinho o texto completo sobre o tema.

PROJETO POSEIDON, METEORO, KAFKA E COMUNALIDADE

Quando leitores do bloguinho viram a publicação anterior do Projeto Poseidon, expressaram-se dizendo parecer que caíra um meteoro na que nunca foi rua Rio Jaú. Havia crateras, havia um lago no meio da ex-rua, que estava servindo de viveiro senão aos ovos do Aedes aegypti, o popular mosquito da dengue. Os bueiros ficaram abertos aos céus e às crianças, pois uma delas caiu e teve de ser socorrida por moradores. E ainda terá quem diga que é negligência dos pais? Que dirão da Prefeitura?

 

Um desses bueiros, que acumulava mau-cheiro, sujeira e muitos insetos, justamente em frente de uma Panificadora, foi aterrado pelos comunitários (foto acima). É a comunalidade das pessoas, que vêem cada vez mais a necessidade de aproximar-se para compor uma potência democrática, enquanto o poder público, por aqueles que o estão representando, é cada vez mais negligente e omisso, antidemocrático.

 

Dizem os moradores que agora já estão até a passar carros e motos por aí. No outro esgoto que ficou aberto, no entanto, uma cratera está se esgarçando rapidamente a cada chuva. Mas os moradores não vão esperar pela operação tapa-buracos da Prefeitura de Manaus e também já estão fazendo uma cooperação entre si para tapar a cratera.

Talvez sabendo disso, ainda há pouco, pela manhã, uma caçamba da Prefeitura veio trazendo uma carrada de lixo para jogar nesta cratera. Os moradores não deixaram a caçamba descarregar. E ele continua assim:

 

Burocracia kafkiana

Uns moradores da ex-rua, só para confirmar o que todos já sabem — a desorganização do serviço burocrático da Prefeitura de Manaus —, ligaram para os números telefônicos que nunca proporcionam nenhuma informação inteligível. Primeiro ligaram para o Distrito de Obras Petrópolis-Coroado (tel. 3663-2110), ao qual sempre ligavam e, apesar de não disporem de nenhuma informação, responsabilizavam-se por se informarem e posteriormente informarem aos moradores sobre a situação da ex-rua, o que nunca cumpriram. Mas desta vez o atendente passou um outro número, da Gerência de Obras do São José (tel. 3248-1644), que explicou que esta Gerência nada tinha a ver com a localização do Novo Aleixo. Os moradores ligaram novamente ao Distrito Petrópolis-Coroado, o atendente desculpou-se “porque estão havendo algumas mudanças” e passou outro número (3644-2102), para falarmos com o Eng° Leandro, mas a ligação foi bater no Serviço de Drenagem, onde explicaram que não tinham nada a ver com este serviço de informação, mas informaram que o Distrito de Obras Petrópolis-Coroado foi novamente desmembrado e o Distrito do Coroado, onde poderíamos falar com o Engº Leandro, ainda não tinha telefone. Assim, confirmou-se aquilo que está presente na burocracia dos romances e contos de Franz Kafka, que a burocracia do Estado nada informa, nada explica, nulidade de inteligência, incapacidade de qualquer entendimento político; seu papel é justamente o de fazer com que o estado de coisas perdure sem nada alterar na ordem do poder constituído. Mas tal qual os personagens de Kafka, que nunca recapitulam, os moradores da ex-rua Rio Jaú continuam e vão tecendo relações de comunalidade por fora da força tirânica deste poder, principalmente agora que o meteoro já caiu e Poseidon vem chegando pelo mar. Contra a Natureza este poder nada pode fazer, nem mau…

DUAS NOTAS, UMA CERTA E UMA DISSONANTE

Notas Musicais

PRIMEIRA NOTA – DÓ: Arthur ‘Nosso Orgulho’ Neto bem que tentou esconder os resultados previsíveis e prejudiciais a ele, PSDB e DEMos, após a derrota da CPMF. Sem o imposto, o governo Lula terá um pouco mais de dificuldade – embora não fique refém, como pretendia a direitaça – e, principalmente os governadores não gostaram nem um pouco do corte automático no orçamento da saúde, orquestrado pelo ressentido FHC, sob a subserviente atuação de Arthur. O governador Eduardo ‘Guerreiro de Sempre’ Braga aproveitou a deixa e divulgou à imprensa que o governo estadual, com a medida, perderá 1 bilhão de reais em três anos. Arthur, sentindo-se ameaçado em ter diminuída a sua já pífia popularidade no Estado, foi à CMM para se defender. Lá, entre arroubos de tietagem ivete-sangalística de alguns vereadores, levou uma aula de economia do vereador José Ricardo, que desmontou o falso argumento de que a derrota da CPMF foi uma vitória da população pobre. E para surpresa do senador, até o vereador Jorge Maia, a quem pensava, só receberia elogios, subiu ao palanque, e depois de um início vaselinado, também criticou – sem a mesma cientificidade comunitária de Ricardo – a posição de ‘Nosso Orgulho’, chamando inclusive a oposição de “burra” (sic). Arthur, na sua eterna dívida emocional e financeira para com FHC, a quem vê como mestre, enterra ainda mais a sua possibilidade de continuar na profissão que herdou do avô: a versão burguesa da política. Talvez, em sua ida à Câmara, tenha ilusões de lá aportar futuramente. Ilusões.

SEGUNDA NOTA – SOL: Enquanto a direitaça na América latina ainda comemora a derrota de Hugo Chávez no referendo, imputando-lhe a pecha de ditador perene, em Cuba, Fidel Castro, mais democrata do que nunca, enuncia ternamente ao povo cubano – que já o sabia – que a revolução não se resume a uma pessoa, mas a uma subjetividade afetiva-afetante que carrega um povo. “Meu dever elementar não é agarrar-me a cargos, e muito menos obstruir o caminho de pessoas mais jovens, e sim aportar experiências e idéias cujo modesto valor procede da época excepcional que me coube viver. (…) Penso como (o arquiteto brasileiro Oscar) Niemeyer, que se deve ser conseqüente até o final“, afirmou em carta lida num programa da TV cubana. Para desespero dos que acreditam no engodo das democracias onde se alternam individualmente os corpos, mas a linha dura da opressão se mantém, Fidel é suave, e sabe que uma revolução não pretende criar uma utopia, mas como afirma o filósofo Deleuze, nasce de uma.

O MEDIUM TELEVISIVO E A OPINIÃO PÚBLICA

A EMPATIA TELEVISIVA

Dos Conceitos

& Empatia. Identificação com as ações, comportamento e atitudes de outro. Capacidade de agir identificando-se de acordo com situações e circunstâncias vivenciadas por outro. Anulação da existência concebida pelas experiências únicas que faz com que a pessoa possa efetivar suas escolhas a partir de si próprio. Dependência de escolhas alheias a sua existência. Reflexo de modelos pré-concebidos. No médium televisivo, a empatia surge como o resultado do esvaziamento da razão social da comunicação/informação. A comunicação/informação, no médium televisivo, não efetiva a troca entre o emissor e o receptor dentro das relações sociais; ao contrário, realiza a hegemonia do emissor sobre o receptor. Isto devido a sua dependência à economia de mercado, uma vez que deve obedecer aos índices de audiência para alcançar o ibope desejado e assim manter os contratos com as empresas privadas. A empatia na tevê estabelece a identidade necessária entre a programação e o tele-espectador, fazendo com que este possa se familiarizar com as imagens, os sons, as grafias e os assuntos transmitidos.

De Alguns Casos de Empatias Televisivas

A Telenovela

Sua organização se baseia na familiaridade, no estado de coisas. O tempo da novela é lento, para que haja a ilusão da identificação com o tempo real-cronológico que as coisas seguem. O espaço dos cenários é reprodução do real concreto. A preocupação está em fazer com que o tele-espectador possa se comparar com o que vê. Seus conteúdos são imitações das situações cotidianas ilustradas moralmente sem uma análise critica. Reproduzem as informações redundantes dos telejornais. Os atores televisivos são escolhidos segundo seus rostos, gestos e comportamento frente às câmeras na intenção de realizar a empatia no público. É desta forma que os binômios rico-pobre, amor-traição, patroa-empregada, verdade-mentira, bem-mal, justiça-injustiça, homem-mulher, entre outros, são os alicerces de qualquer telenovela. Daí se pode inferir o quanto é falso as chamadas televisivas que a Globo faz querendo dá ao público a impressão de que uma das suas telenovelas terminou: “cenas da nova novela” ou “a nova novela do horário tal será”: mera ilusão, como pode haver o novo em algo que segue sempre o mesmo estereótipo?

O Telejornal

Sendo ele redundante, rasteiro, explorador e padronizador das emoções, realiza a empatia no público, principalmente por meio de seus apresentadores/modelos. A linguagem deve ser coloquial, os comentários devem agradar ao público que mais dá audiência, ele deve apresentar uma seriedade fora do comum nas notícias que transbordam violência e uma modesta felicidade nas que dão esperança. O telejornal, ao fazer da informação um instrumento de distorção da realidade, causa a empatia no público ao vincular notícias que não são esclarecidas, pois permanecem na redundância da palavra de ordem e provocam no público emoções padronizadas. O telejornal, para alcançar a identidade com o público produz factóides, monstruosidades, aumenta a dor, denegre, manipula imagens a fim de fazer com que o público se choque ou se mantenha passivo frente às amenidades transmitidas.

Os programas de Auditório

Estes exploram, sem escrúpulo algum, as mazelas e os preconceitos sociais. Procuram conservar a empatia do público padronizando as emoções de um extremo a outro. Tanto mostram a miséria como um show, realizando, junto a empresas privadas, caridades ao vivo, passando pela exposição da vida de artistas televisivos, mostrando estes como pessoas queridas de parentes e amigos, sem problemas, e com emoções, posto que choram, riem e lembram de situações passadas de quando “não eram famosos”, como colocam ao público o ridículo tanto de artistas como de outras pessoas. Para tanto, distribuem seus conteúdos de forma que as emoções possam ser guiadas do desespero à esperança tal qual os telejornais fazem.

Os Programas de Humor

Exploram o preconceito e as redundâncias das palavras de ordem que são veiculadas por filmes (que não apresentam o movimento das imagens como poiésis), telejornais, programas de auditório, telenovelas, entre outros, da tevê. São homofóbicos e se apóiam na estrutura cristã (sem Cristo) patriarcal da sociedade capitalista para obter a empatia do público. Não produzem humor a partir da inteligência, mas de uma ignorância que é reproduzida por todo o médium televisivo. Em sua maioria, os programas de humor na tevê permanecem como os grandes imitadores das imitações que a televisão realiza. Por esta razão, as imitações deles não produzem o riso como criação de novos modos de existência, mas como reproduções da informação enquanto falsidade da efetividade da realidade.

Estas são apenas algumas das formas que o médium televisivo impõe a empatia no público. Se você perceber outras, mande para o bloguinho intempestivo, que a publicaremos.

Esta coluna acredita na possibilidade da expansão da consciência pelas experiências autênticas que fazem soltar novas percepções, a criação de novos olhares sobre o mundo. Na alegria-estética de perceber o medium televisivo como uma violência à inteligência coletiva, contamos com a sua contribuição.

MANAUS: UM PASSEIO PELA NÃO-CIDADE

Na coluna ‘Manaus: um passeio pela não-cidade’ da semana passada, o estudante Carlos falou sobre suas movimentações pelo social, enfrentando a linha dura da subjetividade da educação de mercado da UEA. Hoje, na segunda e última parte desta entrevista, Carlos Alberto Rocha fala sobre Manaus: transporte, política, atuação no movimento dos deficientes, e conta um pouco de sua história, que entrecruza tantas outras linhas existenciais, e com elas toca e faz reverberar os afetos que aumentam as potências de agir das pessoas.

Não-Cidade: Falando agora sobre a cidade, como foi tua chegada a Manaus?

Carlos: Desde que cheguei aqui, tomei conhecimento das entidades que trabalham com a deficiência visual, e fui à procura. Encontrei vários amigos que me ajudaram no momento em que estava me adaptando à cidade, conheci a Escola [Estadual] Joanna Rodrigues Vieira, que é uma escola bem acolhedora em relação aos deficientes visuais, e a outra foi a Biblioteca Braille, que faz parte da Biblioteca Pública do Amazonas, e que me deu o maior apoio na área educacional, o que me possibilitou passar em dois concursos, um da prefeitura e outro do Estado, além de passar no vestibular. Lá eles dão todo o aparato pra gente: livros falados, em Braille, apoio pedagógico, ledores, e isso fez com que eu me aprofundasse mais no conhecimento. Eu batalho muito para conseguir o meu objetivo.

NC: E como tu sente a cidade?

Carlos: Embora eu tenha uma grande dificuldade em enxergar, dá pra ver que as coisas não funcionam do jeito que a gente quer. O trânsito, na cidade, é muito perigoso, é preciso muita atenção. Como eu sou uma pessoa independente, que anda sozinha, então não sou diferente de qualquer outra pessoa. Fico chateado quando tenho que dividir a calçada com os carros. A gente não tem mais esse espaço para andar aqui em Manaus. As calçadas, quando existem, não são adaptadas para o deficiente. As ruas parecem que não foram finalizadas, e a gente não pode atravessar sozinho. E o trânsito daqui não respeita o cidadão. Nenhum cidadão é respeitado.

NC: Falando em trânsito, e o transporte coletivo?

Carlos: (Ri.) Transporte, esse é outro problema que eu venho batendo na tecla: a questão de catraca na frente, e o deficiente ter que entrar por trás. Ele pega o ônibus lotado, e quando precisa sair, não tem a ajuda nem do motorista nem do cobrador. Fica difícil informar ao motorista qual o ponto em que ele quer ficar, para que o motorista pare. Várias vezes eu passei da parada porque entrei pela porta de trás, e muitas vezes eles não querem levar a gente na frente. Isso é um problema muito sério pra gente. E as pessoas, os passageiros, quase todos não tem respeito, quando a gente pergunta fazem que não sabem, ignoram, então as melhores pessoas pra dar essa informação seriam o motorista e o cobrador, e a gente acaba ficando longe deles.

NC: E as entidades representativas dos deficientes?

Carlos: eu sou sócio efetivo da ADVAM, mas estou um pouco afastado por causa da falta de tempo e da distância que ela tem do meu itinerário cotidiano. Mas eles são muito atenciosos para com o deficiente. Eu não quis jogar esse meu caso para eles, não quis que a ADVAM ficasse à frente, quis lutar sozinho, mas se precisar, eu vou acionar eles, que estão sempre prontos a ajudar. A outra, como eu já disse, é a Biblioteca Pública do Amazonas, que tem a Biblioteca Braille, que nos dá muito apoio nesta parte pedagógica. Tem a Escola Estadual Joanna Rodrigues Vieira, que atende o deficiente, mas ela só atende de 1ª a 4ª série, na adaptação do deficiente que perde a visão depois de adulto ou preparando a criança desde que ela nasce até que ela tenha o conhecimento do Braille. Ela trabalha com o que a gente chama de reabilitação. Ela me ajudou muito, porque o Braille eu já conhecia, porque fiz magistério e lá aprendi em Educação Especial, mas lá eu aprendi a ter mobilidade pra andar sozinho, pegar ônibus, andar sem precisar do apoio de ninguém. Lá eu tive esse apoio. As outras entidades eu não conheço, não tenho nenhuma relação. Tá surgindo aí uma entidade, parece que o nome é ADEVIMA, que é dos deficientes só de Manaus, já que a ADVAM é do Amazonas. Mas isso é uma questão de política deles, de um grupo, da disputa pelo poder. Eu não sei como está a relação entre a ADEVIMA e a ADVAM. Mas espero que eles entendam que uma vai depender da outra, não tem como fugir.

NC: E falando em política, como tu percebes a atuação dos políticos no Amazonas em relação às questões dos deficientes?

Carlos: Eu acho que essa atuação está muito a desejar. Porque falar bonito, todo mundo fala. Mas a dificuldade está em colocar na prática. E a gente não vê a preocupação deles em discutir qualquer tipo de benefício. Abriu-se vagas no mercado de trabalho, mas isso ainda está em processo de adaptação, nas escolas ainda não chegou a inclusão, falta uma política mais abrangente, não apenas colocar o aluno ali, mas fornecer para ele o aparato, e dar as condições.

NC: Fala um pouco da tua história, como foi a perda da percepção visual?

Carlos: Como eu já falei, sou do Pará, da cidade de Óbidos, que é uma cidade mais próxima de Manaus do que de Belém. E lá eu era professor. De 1998 para 1999, começou o processo de diminuição da visão, pelo processo de glaucoma, que é genético e hereditário. Tenho irmãos, tios e tias que são cegos. E como eu sabia que eu chegaria nessa condição, eu comecei o meu preparo psicológico. Quando trabalhava no distrito de Curuá, fui percebendo que a visão estava quase sumindo. Numa tarde, eu estava em casa, tinha chegado do trabalho, fui olhar na janela, e vi tipo como se fosse um relâmpago. Aí perdi a visão por completo. Então eu liguei pra minha irmã, que conversou com a prefeitura de lá, e assim eu vim para Manaus, no final de 1998, onde existe mais recursos para tratamento da doença. Eu estava cursando o segundo período de Matemática, e tive que abandonar tudo, emprego, a cidade, e inclusive meus filhos. Vinha para cá à procura das clínicas de olhos, com a ajuda do meu tio, que morava aqui e era sócio da ADVAM. No final de 2001, eu vim fazer um tratamento, e fiquei de vez. No meu primeiro vestibular aqui, que foi realizado na biblioteca Braille, eu conheci o Gilson, que é o gerente da biblioteca, até hoje. Ele me deu grande incentivo e apoio, me ajudou a recuperar minha auto-estima. Eu vi que o mundo não parou pra mim. Eu comecei a freqüentar a biblioteca e a escola Joanna Rodrigues, e com todo esse apoio foi que eu consegui passar no vestibular. Foi também quando eu dei continuidade à minha vida de atleta, eu sou corredor. Sou praticamente do Gobol, pelo qual eu viajei, na seleção amazonense, e conheci outros deficientes, com os quais eu me comunico por e-mail, por telefone, e isso abriu um leque que ampliou a minha vida. Em 2004 eu passei no concurso da SEDUC para professor e no da SEMED para administrativo. Optei pela SEMED, porque meu certificado de magistério ainda estava no Pará. Hoje sou administrador da biblioteca de uma escola municipal, na Lagoa Verde.

E-mail do Carlos, para quem quiser contactá-lo: kalbert_rocha@hotmail.com

Colabore com a coluna Manaus: um passeio pela não-cidade, e enfraqueça os blocos de afetos e percepções clichezadas que impedem o engendramento das comunalidades. Mande sua sugestão de tema para afinsophiaitin@yahoo.com.br.

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# Segundona TDPM – Transtorno Disfórico Pré Menstrual, onze horas, o telefone toca, zonza, entre um bode e o sol, a voz do Zofe me intimando para ligar na TV Câmara de Manaus. Rolando na pedra filosofal do Onde estou? Quem sou? Para onde vou?, ligo absorta, e vejo o que jamais vi neste estabelecimento do virtual/real: quase todos os vereadores com os olhares atentos ao mesmo ponto. Intrigada, acordo de vez na dúvida de um pesadelo. Nas vezes que passeio por tal recinto presencio a mesma performance legislativa: um vereador falando na tribuna e o resto conversando, dormindo, lendo jornal, tomando café, atendendo telefone, e por aí vamos nós. Mas desta vez não: com exceção dos vereadores José Ricardo e Waldemir José, o resto, inclusive funcionários, estavam cúmplices na mesma direção perceptiva. A câmara imóvel me torturou por alguns momentos. Logo outra câmara evidenciou-me o fator sedutor dos olhares. Discursando não mais no embalo de seus cacoetes, reflexo de seu infantilizado ato condenado por seus pares, mas como se pudesse tirar proveito do ato pelo menos em sua taba, o senador “orgulho do Amazonas”, Arthur Neto. Qual foi minha primeira indagação, Ambrósio? Esta mesma: o que o “orgulho” tem para ensinar de bom politicamente para esses edis? Logo veio a resposta. A confirmação de que a maior parte destes também é parecida com ele. Aí a atenção vigorosa. Pois, Ambrósio, só alguém muito limitado politicamente pode acreditar na importância popular de Arthur. Ainda mais em um texto rescaldo da CPMF. Ambrósio, o ventriloquado de FH, ainda sugeriu como Lula deveria fazer para cobrir a ausência dos mais de 40 bilhões que vão faltar com o fim da dita cobrança. Como se fosse um bom administrador público. Como ex-prefeito, as lembranças daquela Manaus são cruéis. Tão cruéis como a dos outros que apoiou posteriormente. Ambrósio, meu nego, agora imagina o festival de disparates elogiosos nos pronunciamentos dos conterrâneos. Isso que imaginaste. Eles asseveraram a importância do senador espírita como líder condutor da derrota da CPMF. Nem em jurupita, nenhum desconfiou que não houve nada de líder. Houve uma submissão às ordens dos empresários, que estavam loucos para escapar do pagamento da cobrança. Nenhum desconfiou que o “grande líder” não foi líder em nenhuma das duas: Renan e CPMF. Então foi a vez do vereador José Ricardo, o pouco que restou do PT local juntamente com Walosé. Todo o riso e segurança do paparicado senador desapareceu para dar lugar à coceira na orelha, lábios espremidos, fungados e outros gestos incomodados. Zé Ricardo mostrou que os grandes interessados no fim da CPMF eram os empresários. Afirmou que eles pagam mais 70% do total. Dinheiro, agora, tirado do Bolsa Família, Fome Zero e outras políticas públicas. Deixou claro que o ato da direita foi de total irresponsabilidade com o Brasil. E, de quebra, ainda derrubou o estúpido argumento usado pelo senador, que Lula deveria fazer contenção de despesa, limitando os gastos com o serviço público. Em seu argumento, Zé Ricardo bateu também em FH, mostrando que tudo que Arthur falou era exatamente o que o seu governo havia feito: submissão ao neoliberalismo com o fim do estado e violência com o servidor público. E ainda lembrou dos concursos públicos que Fernando não promoveu, mas Lula tem promovido. Foi um chega para lá na moral. Como se o senador fosse o Zé Ricardo e o vereador o Arthur. Mas destes vereadores. Ambrósio, te segura. Sabe quem aproveitou o embalo ricardino para também tirar uma boa lasca do vergiliano? Adivinha? O Jorge Maia, meu. Falou também que o fim da CPMF era para prejudicar o povo. Não acreditas? Bem, aí já é questão com tua fé.

# “Ninha, não é teu avô que é soldado da borracha?”, perguntou a Valda enquanto chupava uma cabeçade bodó. “Bem, ele diz que foi aposentado assim, mas que isso de soldado da borracha foi apenas um truque pra enganar 100 mil nordestinos”, respondeu a Ninha, levando à boca uma colherada de caldo. “Pois tu sabias que agora ele poderia voltar para o seringal?”. “Arre!”. “É, tu não sabe que o governador Eduardo Guerreiro de Sempre Braga foi à Malásia e à China pra visitar uns institutos de pesquisa e empresas que estão desenvolvendo estudos avançados com a borracha da seringa”. “Será que o Guerreiro de Sempre se acha o vingador, já que os málagos levaram a seringa daqui e deixaram Manaus a ver navios?”. “Você quer dizer: a não ver navios”, arrematou Valda. Nesta hora apareceu Moca, o avô de Ninha. Elas contaram a história pra ele e a neta inquiriu-o: “Vô Moca, tu irias?”. “De jeito nenhum, eu não sou soldadinho de borracha, eles apenas querem algum troco, para a gente nada, depois o Estado nos abandona de novo, até inventarem alguma nova forma de nos explorar de forma desordenada e irresponsável, como foi com a Zona Franca, aí a cidade… Prefiro ficar vendendo meu peixe assado”. “Pô, velho, tu sabe das coisas”, falou Valda, acariciando as mechas brancas de Moca. “Mas não só eu, que vivi isso como experiência, os novos há muito que experimentam estes governos. E passa logo um prato pra cá que eu quero é provardesse bodó…”.

        Cansei do Rock!

                     Como é bom ter muita sede

                                                    E tomar água de pote.

Beijos e Abraços Vertebrais!

PT NO AMAZONAS SE APEQUENA E TENDÊNCIA É DESAPARECER

O resultado do segundo turno das eleições no PT revelou a tendência ao apoio e submissão ao governo do Estado. Eleito para a direção regional, o deputado estadual Sinésio Campos tem uma relação próxima com o governador Eduardo Braga, e provavelmente apoiará o candidato do governo para as eleições municipais do ano que vem.

Como diretoria municipal, elegeu-se o presidente da CUT, Waldemir Santana.

A eleição de Sinésio, líder do governo na ALE, é a confirmação de uma tendência de diminuição da potência do corpo-PT como mobilizador de afetos-comunalidades no Amazonas. Se o PT, nos últimos anos, têm diminuído cada vez mais, agora, com esta eleição, é possível que desapareça.

Aqui você pode conferir as entrevistas que Sinésio e Waldemir deram ao Bloguinho, na ocasião do primeiro turno das eleições.

VEREADOR WILLIAMS TATÁ NOVAMENTE SUSPEITO DE MOVIMENTAÇÃO ELEITOREIRA

Sabedor de que as práticas ilegais eleitoreiras se dão de forma ininterrupta bem antes do período eleitoral oficial, leitor deste bloguinho flagrou pela manhã de hoje kombi do vereador Williams Tatá (PTC), transportando cerca de 15 idosos para fazer cadastro da Carteira do Idoso numa Unidade de Assistência Social da Prefeitura de Manaus. Será que o vereador (que na semana passada, conforme foi noticiado (aqui) no bloguinho, já fora visto em situação suspeita) afirmaria que apenas emprestou o veículo? Por que então utilizou um carro com o seu nome estampado em letras garrafais, ato antiético que levanta suspeição? Se se tratou de uma prática eleitoreira, houve algum esclarecimento por parte da Prefeitura de que o programa Carteira do Idoso é um programa do Governo Federal, gerenciado pela Prefeitura, não sendo, portanto, necessária a “carona” do vereador para que os idosos possam se inscrever? O leitor garante que a kombi esteve parada na frente da unidade por mais de 40 minutos e que durante esse período não viu nenhum tipo de intervenção da Prefeitura em relação ao caso. Assim como esse leitor, a população está atenta às manobras suspeitas por parte de parlamentares e se distancia de práticas como essa.

DOS FAZERES E DIZERES DA ECONOMIA MENOR

Os pobres se esquivam pelas barreiras e

cavam túneis que enfraquecem as muralhas.”

(Toni Negri, filósofo italiano)

ADOLFO DE SOUZA: UM FOTÓGRAFO AUTODIDATA

Quem, tendo a oportunidade, nunca se sentiu tentado em colocar o olho no pequeno orifício, observar, escolher o ângulo, enquadrar, com flash/sem flash, o instante, apertar o dedo: estalo, para Roland Barthes; pegar, para Adolfo de Souza. Não é meramente uma operação físico-química. Da proximidade indiscernível entre a câmera e o homem explode uma espécie de animação afetiva de onde resulta um todo-imagem/corpo reproduzido ao infatigável no espaço e no tempo: a Fotografia. Pessoas, paisagens, animais, situações, objetos são pegados pela Pentax analógica de Adolfo de Souza numa perspectiva profissional, como ganha-pão, mas também numa perspectiva amadora, uma vez que ele retira de seu trabalho uma paixão e uma curiosidade ininterruptas. Enquanto mostrava a este bloguinho, falava de detalhes e momentos de suas fotos, remetendo-nos ao punctum de Barthes, “um extra-campo sutil, como se a imagem lançasse o desejo para além daquilo que ela dá a ver”. É assim que o indizível das vivências heterogêneas do povo não registradas ou manipuladas pelas imagens oficiais vai sendo atualizado pelo fotógrafo autodidata Adolfo, que este bloguinho, tendo ao fundo o som de Evaldo Freire, entrevistou:

FOTÓGRAFO — É o seguinte, quando eu comecei a fotografar eu fotografei com uma máquina descartável. Quando eu cheguei em Manaus eu não tinha condições de comprar uma máquina funcional, aí eu já tinha um começo de fotógrafo, mas comecei a trabalhar numas indústrias. A primeira indústria que trabalhei foi na Dran House. Eu saí de lá e fui pra Raiz. Saí da Raiz e fui pro DB do Japiim, não deu certo e eu fui trabalhar no Condomínio Parque Solimões. Trabalhei uns 2 anos, deu um problema lá com o encarregado que queria mandar, então ele não acreditava no nosso trabalho. A gente saía pra ronda e ele ia atrás. O meu colega já tinha falado que a gente saía pra ronda e ele ia atrás da gente. Ele foi chamado atenção porque quando a gente chama alguém pra trabalhar tem que ter confiança naquele trabalhador. Ele ficava de longe no escuro, se escondendo atrás do poste. Aí eu vi ele, chamei ele e disse isso. Aí ele ficou brabo comigo e “ah, eu vou dar tuas contas”. Eu disse que podia dar. No dia seguinte fui assinar a conta. Aí eu peguei a última empresa que foi o C.O. Eu trabalhei lá uns três anos. Aí eu pensei, eu fiz uma jura que não ia mais trabalhar assim pra ninguém. Como eu tinha um começo de fotógrafo, fui comprar meu material pra continuar a minha vida de fotógrafo. E hoje estou com 25 anos fotografando…

BLOGUINHO — No início, como foi?

FOTÓGRAFO Eu comecei a minha profissão de fotógrafo assim de ver na mão dos outros mesmo. Não foi por estudo, não foi por curso, não foi por nada não. Eu já vinha com isso na cabeça há muito tempo. Eu comecei com uma máquina descartável. O meu tio me chamou pra bater umas fotos num aniversário. Fui, bati, só que, pra começar, peguei o ônibus e esqueci a máquina com filme e tudo dentro do ônibus. Aí mais doido eu fiquei. Eu comprei outra máquina descartável. Aí bati umas fotos, e as pessoas apareceram com a cabeça torada, com perna torada, com braço torado. Aí eu fui pegando instrução com meus amigos, meus autores.

BLOGUINHO — Autores?

FOTÓGRAFO — É, eu penei um bocado, eu vi que não dava pra ir pegando tudo assim totalmente da cabeça, aí eu fui pegando instruções com meus autores, principalmente um autor que mora ali no Zumbi I, que me ensinou como tinha que ser. Mas antes de trabalhar legal mesmo, eu penei um bocado: tanto eu perdi filme, como eu perdi serviço de cliente. Já hoje os meus amigos que estão entrando agora, já sou eu que dou as instruções. Se eu sei hoje em dia, isso foi ensinado através de outros. E tem outras coisas: tem que saber como chegar numa igreja, tem que saber como receber o pessoal, como chegar na casa do pessoal pra entregar as fotos, como conversar com as pessoas quando a gente vai apresentar um quadro, uma moldura… Tem que saber chegar tanto faz com o maior como o menor, tem que saber conversar com as pessoas.

BLOGUINHO — Quais são os principais trabalhos que tu fazes?

FOTÓGRAFO — É igreja, aniversário, evento, formatura, casamento… E sou muito chamado pra ir a domicílio, aonde chamarem eu vou, e não tem esse negócio de ser só pra quem é mais ou menos, não, é do pobre, o rico, preto, branco, azul, encarnado, verde, amarelo, tudo eu vou fazer serviço, não tem desse negócio de preconceito não.

BLOGUINHO — E não é só fotografia…

FOTÓGRAFO — Não. Com tudo nós trabalhamos: com quadro, restauração de foto, tudo.

BLOGUINHO — E dá pra ganhar bem o da sobrevivência com a profissão de fotógrafo?

FOTÓGRAFO — Você com pouca família, dá pra você levar, de três a quatro filhos dá pra você sobreviver, sustentar a família numa boa.

BLOGUINHO — Quanto é que tu costumas cobrar, dependendo do trabalho…?

FOTÓGRAFO — Como agora aumentou o número de serviços, eu estou levando o som também…

BLOGUINHO — Ah!, então não é mais somente a fotografia?

FOTÓGRAFO — Não. Agora que eu estou levando o som também, é o evento completo. Eu estou até comprando um jogo de luz para o evento ficar melhor ainda. Se a pessoa quiser o evento completo, por exemplo, um aniversário de criança, que geralmente vai assim de 6h da tarde até meia-noite, dá pra fazer o som por R$ 150,00. Aí eu faço um preço bacana das fotos, eu faço a R$ 6,00 cada. O preço mesmo é R$ 8,00. Foto grande: 15 X 21.

BLOGUINHO — Tens idéia de quantas fotos já bateste?

FOTÓGRAFO — Não, não, milhares…

BLOGUINHO — Tem algum trabalho em especial que tu fizeste e que acabou não sendo pra ti apenas um trabalho, mas que foi prazeroso?

FOTÓGRAFO — Sim, vários. Mas, por exemplo, teve um casamento que, primeiro, só teve uma pessoa que não pagou a foto. Foi lá no Santo Antônio. Essas fotos eu achei ótimas. Me emocionou. Saiu uma coisa legal mesmo.

BLOGUINHO — Fala aí um pouco dessas câmeras que tu usas…

FOTÓGRAFO — Essa aqui é uma Pentax, profissional, depois da Cannon é ela a melhor e mais procurada por fotógrafos. Essa aí é uma Yashica, profissional também. Eu só levo ela pra fotografar. A Pentax eu só levo quando é algum evento grande mesmo.

BLOGUINHO — E a Polaroid?

FOTÓGRAFO — A Polaroid é pra quando você tá numa festa, às vezes nos melhores momentos você quer registrar uma foto sua na hora, aí a gente bate com ela. Esse tipo de foto é mais procurada nos dias de domingo, em banho, em clube, em festas por aí.

BLOGUINHO — Todas elas são analógicas. Você já usou alguma câmera digital?

FOTÓGRAFO — Não, ainda não tenho experiência. Eu tenho curiosidade de usar, mas uma profissional digital que tem aí no mercado. Elas são eficientes, porque até mil fotos elas armazenam, diminui o gasto com filme, você pode escolher antes de revelar, sai delas umas fotos especiais.

BLOGUINHO — Mas em outros aspectos…

FOTÓGRAFO — Mas tem outras coisas, eu vou comprar uma dessas, mas tem de olhar no buraquinho mesmo, senão você perde foto, você olha aqui na telinha e depois bate, se for um serviço muito movimentado, você perde muita coisa.

BLOGUINHO — Você que anda olhando as pessoas, a cidade, qual a imagem que você tem da cidade de Manaus?

FOTÓGRAFO — Eu observo. Essa nossa cidade está precisando de pessoas que tenham mais responsabilidade, tenham mais caráter pela nossa cidade, só querem pegar o dinheiro que arrecadam na cidade e gastar em outra coisa, mas não trabalham no que a cidade está precisando. Na nossa cidade está faltando muita coisa, você passa nessas ruas aí estão todas emburacadas, serviços por fazer, só vão ajeitar no período do inverno, que é justamente pra terem aquela desculpa de que não dá pra fazer.

BLOGUINHO — E você só passando e registrando?

FOTÓGRAFO — Também. Eu já tive uma oportunidade pra fotografar como jornalista, mas eu não quis não, porque o jornalista é muito procurado, muito visado. Se ele fizer uma matéria e souberem que foi ele, ele é procurado. Eu prefiro trabalhar pro povo.

BLOGUINHO — Você é natural do Amazonas?

FOTÓGRAFO — Não, sou paraense.

BLOGUINHO — Mora aqui há quantos anos?

FOTÓGRAFO — Estou com 25 anos. Eu me sinto amazonense, mas tem algumas coisas que eu não deixo não, esse sotaque do Pará, por exemplo.

BLOGUINHO — O que tu pensas desse preconceito que alguns amazonenses têm em relação aos paraenses?

FOTÓGRAFO — Eu acho que é um preconceito desfalcado, porque os paraenses são batalhadores, em parte é isso o preconceito. Mas vêm muitos outros pra cá, não é só do Pará, é do Piauí, é do Maranhão, Rio, de todos os locais, mas quem mais sofre preconceito é o paraense.

BLOGUINHO — Você estudou no Pará?

FOTÓGRAFO — Estudo eu tenho pouco, eu cursei até a 4ª série. Eu fiquei órfão de pai e mãe muito cedo, aos 10 anos, aí eu e meus irmãos fomos divididos entre os parentes. Aonde davam comida pra gente, lá a gente tinha de ficar.

BLOGUINHO — O que tu tens a dizer para as pessoas que querem entrar neste ramo?

FOTÓGRAFO — A pessoa que quer entrar no ramo da fotografia tem que se dedicar, tem que ser muito atenta e ser tranqüila; se for afobada, quiser aprender de um dia pro outro, vai fazer besteira. A pessoa tem que ter uma boa memória, muita atenção e bastante paciência. Tem que pegar umas dicas com quem já conhece; mas não é bicho de sete cabeças não. É o caso de você saber a focação, quando ela sai da revelação, você já sabe, já está vendo o serviço que você fez, as que você focou bem, estas vão sair legais, outras vão sair embaçadas, qualquer vacilada que você der, as fotos saem desfocadas. Você tem que pegar também o momento e a metragem, não tremer, saber como está a luz do dia, dia forte, dia fraco, a máquina tem muito mistério. Mas dá pra pessoa ir aprendendo fácil…

* Estas são algumas fotografias escolhidas por Adolfo e por nós como amostra do seu trabalho: 01- O casamento a que o Adolfo se refere na entrevista como sendo um dos eventos que ele mais gostou de ter realizado; 02- Uma fotografia que o fotógrafo gosta, “podia ser a foto de um calendário”, diz ele; 03- O fotógrafo quando era também cantor; 04- Conhecido em todo o norte/nordeste, fora da mídia, foto de Fernando Mendes; 05- Uma foto interessante, visava-se o muro e o cano de esgoto, mas acabou estranhamente pegando as crianças; 06- O rosto de uma garota, que mostra a capacidade de enquadramento do fotógrafo; 07- Um acidente de motos, que o fotógrafo resolveu registrar; 08- Outros fotógrafos, amigos de Adolfo. A quem tiver interessado no fotógrafo profissional para algum evento, seu número de telefone vai estar no Blog Público, na barra ao lado. A outros que se interessam pela fotografia enquanto “dá a ver o indizível”, procurem o punctum. De qualquer forma, cliquem nas fotos para apreciá-las.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Chagão!

Θ A BATALHA DOS CORPOS INERTES I – A final do Mundial Interclubes, ao contrário do esperado, até foi movimentada no planoA.C. Milan sensório-motor. Vontade não faltou aos dois times. No entanto, uma diferença marcou a vitória até certo ponto fácil do time italiano: um pouquinho a mais de técnica, embora esta não venha de onde os holofotes apontam. Quatro a dois, gols iguais, Milan com suas armas mais que conhecidas, e o Boca com suas ausências também mais que decantadas em verso e prosa. Parabéns aos berlusconianos, que têm um time melhor – poder-se-ia dizer: têm um time – e têm ao menos duas jogadas, que continuam funcionando, pelo menos contra os sudamericanos.

Θ A BATALHA DOS CORPOS INERTES II – O grande responsável pela única jogada que hoje tem o time milanês não tem a cara de baixinho daSeedorf Xuxa, não pertence a Jesus e nem recebe os flashes das câmaras do futebusiness internacional. Quem carrega o piano do Milan é um meio-campista chamado Clarence Seedorf. É ele o responsável por colocar o burocrático Kaká em condições de fazer o que ele sabe – correr e servir. Por sua vez, o humilde cordeiro de Deus serve a bola para o porteiro Inzaghi, que arremata quando a defesa lhe dá espaço. Não sendo esta jogada, sobra para o Pirlo resolver, de falta ou num lançamento. A isso se resume atualmente o campeão do mundo, 11º da Serie A da Itália.

Θ A BATALHA DOS CORPOS INERTES III – Do Boca, não se pode dizer nada. Nada de defesa, nada de meio-campo, nada de ataque. Talvez tenham se salvado, com alguma boa vontade do torcedor crítico, o esforço e a garra do ‘el negro’ Ibarra, a atuação discreta, sem comprometimentos de Ever Banega (na mira da lupa financeira do time milanês antes mesmo da partida) e um dos poucos que não ficou abaixo da média, o cabelinho da moda, Palacio (na média, um jogador mediano). De resto, a ausência, e apenas uma presença. Este time do Boca não chega a meia-boca. Tem garra, mas isto apenas não basta. Um time que pretende ser campeão do mundo sem uma jogada, apenas chuveirando na grande área. Desconfiamos que o Grêmio faria papel melhor.

Θ KAKÁ, O BUROCRÁTICO. Uma das principais batalhas do Catolicismo Apostólico Romano e suas derivações durante os últimos dois mil anos, consiste em se apoderar dos corpos e suas ações/afecções. O filósofo luso-holandês Espinosa diz que um corpo, em contato com outro corpo que lhe faça produzir um afeto mau, tem sua potência de agir – sua força vital e capacidade criadora – diminuída. A máquina subjetivadora do cristianismo de São Paulo e da Igreja Vaticana (sem Cristo) conduz os corpos a um verdadeiro ‘pastoreio’ (a metáfora não é por acaso) das potências e dos afetos produzidos pelos corpos. E não somente no seu aspecto sexual, mas de sua atuação e movimentação intensiva no mundo. Assim é o corpo-Kaká. Vitimado pela subjetividade do capital igrejal – ele é fiel à Igreja Renascer, mas podia ser qualquer outra, inclusive a católica – Kakazinho não liberta o corpo nem mesmo dentro de campo. Somente numa época pobre em talento e autonomia futebolísticos, onde o futebol é “descerebrado”, é que um Kaká pode ser considerado o melhor do mundo. Seus adversários na premiação, Cristiano Ronaldo e Leo Messi, ao menos tem algumas fagulhas, microfissuras por onde de vez em quando – Messi muito mais – passa à ‘outra’ dimensão, que desfoca e altera a percepção e as certezas do espaço. É quando o movimento intensivo do existir altera o real. Garrincha fazia isso. Maradona também. E Canhoteiro, e Jairzinho, e Ronaldinho, e tantos outros. Até Robinho, de vez em quando, tem. Kaká não. Não há um só movimento dele em campo que não seja burocraticamente previsível. É o corpo inpossibilitado de produções subjetivas autônomas. Kaká e a FIFA sabem disso. Em recente entrevista ao site da entidade, o meia afirmou que a conquista da Champions League foi determinante para que ele fosse indicado e o favorito a receber o prêmio amanhã. Vigor físico não é talento, e nem isso o meia tem. Domina bem os fundamentos do futebol: passe, colocação, velocidade. Nada além disso. Ganhará, amanhã, salvo cataclisma, o prêmio da FIFA de melhor do mundo, demonstrando duas evidentes situações: a ausência de criatividade e inteligência do futebol, que se rendeu ao técnicos-estrelas e aos operários da bola, e a confirmação de que a FIFA é prejudicial ao desenvolvimento do futebol como estética do existir do homem no devir-lúdico.

Θ E FALANDO NA PERICULOSIDADE DA FIFA, a entidade aproveitou o ensejo para re-afirmar sua hegemonia política, e usar de dois artifícios característicos da ditadura: primeiro, não permitiu à rede transmissora do jogo repetir os lances considerados duvidosos na partida. Embora os chamados replays não alterem o resultado dos jogos, e seja apenas um acessório na programação das emissoras de TV, o impedimento do uso deste recurso demonstra um corte na linguagem imagética do esporte, já epistemologicamente reduzida. Típico de quem pretende controlar a pragmática lingüística para tiranizar. Segundo, afirmou que reconhece como campeão mundial somente aqueles que participaram das cinco edições do torneio realizadas até agora por ela. Pretende, desta forma, ignorar os trinta anos de competição que, se não respeitou a representatividade de todos os continentes, foi uma demonstração de autonomia das federações durante muito tempo. Como ignorar os três títulos mundiais de Nacional e Peñarol, do Uruguay? E as finais antológicas de 1962/63, entre o Santos de Pelé, Milan e o Benfica? Um dos recursos de que dispõem os tiranos é se fazer acreditar que a história só existe depois deles e a partir deles. Quando fixou um calendário cristão, a Igreja pretendeu que o mundo passe a existir a partir do nascimento de Jesus. A FIFA pretende estabelecer o mesmo logro. Sem sucesso, claro. Ou algum torcedor vai abrir mão do título mundial de seu clube?

Θ E NA SEGUNDINHA AMAZONENSE, o Nacional não teve como parar a laranja mecânica do Rio Preto da Eva. A final, contra o time B do Nacional, onde os laranjas jogavam pelo empate, terminou sem gols. Com o resultado, Holanda e CEPE garantiram participação no campeonato amazonense 2008, que você vai acompanhar aqui no ‘Chagão!’.

Θ REGIONAIS EUROPEUS EM CLIMA DE ESQUENTA! Enquanto a temporada sudamericana encerra suas atividades, no continente do easy money a temporada começa agora a engrenar. Veja os resultados dos principais certames:

BUNDESLIGA: na 17ª rodada, o campeonato embola na liderança, com Bayern Munique e Werder Bremen com 36 pontos. Enquanto os vermelhos tropeçaram fora de casa num empate sem gols com o Hertha Berlin, os alviverdes de Bremen sapecavam sonoros 5 a 2 no Bayer Leverkusen. O Hamburger SV, quatro pontos atrás, o Leverkusen e o Schalke 04 completam os cinco primeiros.

LA LIGA: o Real Madrid vence e continua firme na liderança, na véspera do confronto clássico com o Barcelona. O time merengue venceu o Osasuña em casa por 2 a 0. Os blaugranas, quatro pontos atrás, foram a Valência e golearam os locais, 3 a 0. Villareal, Atlético de Madrid e Espanyol completam os cinco, na 16ª jornada.

LIGUE 1: o Lyonaiss tropeçou, empatando em casa com o Nice, pela 18ª rodada. Mas não precisou se preocupar, pois o segundo colocado, o Nancy, também empatou sem gols fora de casa com o Strasbourg. Le Mans, Bordeaux e Valenciennes completam o quinteto superior da tabela.

PREMIER LEAGUE: Perseguição implacável continua, após a 17ª rodada do Inglês. Arsenal, 40 pontos, venceu difícil jogo contra o Chelsea, terceiro colocado, com 34 pontos. O vice-líder, Manchester United, venceu fora de casa o forte time do Liverpool, gol de Carlitos Tevez, e mantém a diferença de um ponto. Manchester City e Everton completam os cinco primeiros.

SERIE A: Após a 16ª jornada, sete pontos separam a líder Internazionale da vice-líder Roma. Os azurris venceram fora de casa o Cagliari, 2 a 0, enquanto os romanistas empataram sem gols com o Torino. Juventus, Udinese e Fiorentina completam os cinco primeiros.

BWIN LIGA: FC Porto avança e fica dez pontos à frente do Benfica, na 13ª rodada do Português. Os portistas venceram por dois tentos a zero o Guimarães, enquanto as Águias foram abatidas fora de casa pelo Belenenses, por 1 a 0. Sporting, Vitória de Setúbal e Guimarães completam os cinco da ponta.

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

Enquanto a direita bate cabeça sobre os prejuízos – deles! – com o fim da CPMF, a classe operária brasileira continua, devagar e sempre, indo em direção ao Paraíso…

Crescimento Econômico leva 20 milhões de brasileiros à Classe ‘C’

Entre janeiro de 2003 e junho de 2006, foram seis milhões. De lá pra cá, mais 14.000.000 de brasileiros saíram da pobreza para a chamada classe média! As classes D e E caíram de 46% para 26%. A classe C decolou de 32% para 49%. Agora, a parte mais dolorosa para FHC, DEMos é companhia limitada é que a classe C, que cresce cada vez mais no governo Lula, já é quase metade do eleitorado nacional. E não adianta dizer que as classes A e B perderam poder aquisitivo, pois segundo a pesquisa, estas se mantiveram inalteradas.

Regiões onde o crescimento foi maior: Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com maior concentração no interior que nas regiões metropolitanas.

Punctum irônico: a pesquisa é da Datafolha. Ao frustrado dói ver e ter que noticiar o sucesso do inimigo…

COMUNIDADE MÉDICA REIVINDICA A PRESENÇA DO DR. JOSÉ CARLOS FERRAZ NA FUNDAÇÃO MEDICINA TROPICAL

Segundo informação recebida por este bloguinho comunalidade intempestiva, o setor da Fundação Medicina Tropical responsável pelas pesquisas e tratamento das patologias hepáticas encontra-se em situação lastimável. Tudo porque os profissionais atuantes neste setor não possuem o conhecimento necessário ao entendimento e procedimento eficaz aos casos diariamente surgidos nesta área, amazonicamente tão inquietante. Em razão desta realidade, a comunidade médica nacional e internacional não entende como uma instituição como a Fundação Medicina Tropical, que já contou com trabalhos científicos reconhecidos e premiados nacional e internacionalmente nesta pesquisa médica, não conte com a presença daquele que foi o responsável por estes feitos: Dr. José Carlos Ferraz, médico cientista, reconhecido por suas pesquisas e atuações em doenças hepáticas. Entretanto, o que a comunidade científica não sabe é que no Amazonas ainda predomina a supremacia das vaidades individuais, a insegurança e a inveja, sobre a importância dos saberes e as práticas sociais. O Dr. Ferraz deixou a Fundação Medicina Tropical indignado com a trapaça urdida por um ex-diretor da instituição e elementos, que hoje fazem parte da diretoria, que resultou em sua demissão assinada pelo governador Eduardo Braga, amigo do ex-diretor e do atual diretor que perpetraram a trapaça.

Agora, com a ameaça das entidades nacionais e internacionais em deixar de transferir recursos financeiros para pesquisas e tratamentos das patologias hepáticas, diretores mudam o discurso e se dizem desentendidos quanto à saída da instituição do Dr. Ferraz. Chegam até a dizer que se for preciso vão buscá-lo com a maior honra, pois não aceitam que ele, um colega desde os tempos de estudante, esteja fora do grupo de amigos que pensam a saúde pública como o grande motivo de suas formações médicas.

Da nossa parte, esperamos o posicionamento do Dr. José Carlos Ferraz.

CHAGÃO! ESPECIAL – O MUNDIAL DE CLUBES

Chagão!

Há exatos 47 anos, os campeões europeu e sudamericano se enfrentam para saber quem leva a taça internacional. O primeiro torneio que deu origem ao atual Mundial de Clubes FIFA era chamado de Taça Intercontinental (nome mais adequado do que a pecha de “mundial”, adotada anos depois, já que não havia representatividade mundial). As pelejas eram em ida e volta, com uma partida em território europeu, e outra na América do Sul. O primeiro confronto, em 1960, foi entre Real Madrid (Espanha) e Peñarol (Uruguai), respectivamente campeão da Copa dos Campeões da Europa (atual Champions League), e da Copa Libertadores da América. Os espanhóis venceram este, e de lá pra cá, já arrendaram três títulos.

Dos anos 80 em diante, a copa passou a ser patrocinada pela empresa Toyota, e se chamar Copa Européia/Sulamericana, ou simplesmente Copa Toyota, passando a ser disputada em jogo único, no Japão. Somente em 2000, depois de perceber que tanto europeus quanto americanos se degladiavam ferozmente pela vaga em Tóquio/Yokohama, a FIFA resolveu entrar nesse lucrativo jogo, e organizou o famigerado Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, ocorrido no Brasil, e com a vitória do Corinthians. Depois disso, e com a Copa Toyota ocorrendo em paralelo, e com mais respaldo entre clubes e torcedores, a FIFA passou a organizar em conjunto com a montadora o Mundial de Clubes FIFA.

Como a FIFA se quer suma representante espaço-temporal do futebol no mundo (vã ilusão, já demonstrou Evo Moralez), não quis de início reconhecer os confrontos anteriores. Hoje, são considerados campeões os times que disputaram e venceram as edições, desde 1960 (veja aqui a lista completa de campeões).

EDIÇÃO 2007

Boca X Milan

Para chegarem até esta final, A.C. Milan e C. A. Boca Juniors encararam e venceram os campeonatos continentais da temporada 2006-2007. Cada um encontrou, nas preliminares do torneio, clubes também campeões continentais, e tiveram dificuldades para chegar à final. O clube italiano venceu o Urawa Reds pelo placar de 1-0, enquanto os xeneizes derrotaram o Etoile Du Sahel, da Tunísia, também por 1-0. Os clubes protagonizam a final nesta manhã de domingo, 8:30h (Brasília). Quem vencer levanta pela quarta vez a taça, sagrando-se o time mais vezes campeão do mundo. Recentemente houve um levantamento de títulos internacionais feito pela FIFA, e o Boca Juniors foi considerado o maior campeão internacional, superando o Real Madrid de Di Stéfano e o Milan do trio holandês Van Basten – Gullit – Rijkaard. Em 2003, os times disputaram a final, com empate em 1 a 1 no tempo normal, e vitória dos boquenses por 3 a 1 nas penalidades.

MILAN – BOCA: SEMELHANÇAS CONSERVADORAS.

Não é apenas nos gramados que a história de Milan e Boca Jrs se encontram. A política – que permeia o futebol e o atravessa mais do que acreditam os “apolíticos” jogadores – também tomou rumos parecidos em Milão e Buenos Aires.

No time italiano, tradicionalmente associado ao antifascismo (suas cores e sua torcida inspiraram a criação das Brigate Rosse, movimento de luta antifascista ligado às esquerdas, e que posteriormente degenerou para a violência, como seqüestros e a morte de Aldo Moro,Charge Berlusconi presidente da Democracia Cristã, em 1978), a tradição esquerdista e de aglutinação dos movimentos libertários deu lugar ao palco midiático de Silvio Berlusconi. No site do clube, em português, pode-se observar a ênfase quase divina dada à presença do ex-premier, conhecido como Il Caimano (O Crocodilo). Berlusconi transformou o clube em mais uma de seus empreendimentos, investiu em marketing e ampliação das fronteiras de atuação. Juntamente com o Manchester United, é um dos clubes de maior torcida no mundo. Premier de 1994 a 1995, e novamente de 2001 a 2006, Berlusconi tem uma lista de acusações de corrupção, muitas delas comprovadas. Tem empresas na área de comunicação e marketing, além de ser dono de financeiras. Se você deve ou algum dia ficou devendo à FININVEST, Berlusconi era seu credo. Em ambas as campanhas eleitorais, Berlusconi usou o futebol (seu partido chamava-se Forza, Itália!, o grito de incentivo à seleção nacional) e principalmente o Milan. Recentemente, o atual líder da oposição italiana foi acusado pela promotoria de Nápoles de tentar corromper senadores, um dos diretores da RAI (televisão estatal italiana) e de planejar golpes contra o governo do atual primeiro-ministro, Romano Prodi.

Já nas quebradas Del Sur, o time do Boca Juniors foi fundado por imigrantes italianos do tradicional bairro de Boca. Sempre ligado às camadas mais pobres da população, é um dos times mais populares da Argentina e do mundo. Recém licenciado da presidência do clube, Mauricio Macri foi presidente do C.A. Boca Juniors durante o período mais vitorioso em termos de títulos. Modernizou o clube, e embora não seja seu dono, usou a imagem de gestor bem sucedido para se candidatar e vencer as eleições municipais da cidade de Buenos Aires no meio deste ano. Do mesmo partido do ex-presidente Carlos Menem, admirador das políticas neoliberais de Menem, e fã declarado de FHC, MacriMacri é a esperança de uma classe média argentina que se vê cada vez mais, como eles mesmos dizem, “sulamericanizados”, ou seja, sem os privilégios econômicos obtidos através da venda das riquezas do país ao exterior, e ao custo da desigualdade social e da miséria, como nos mostra o excelente documentário de Fernando Solanas, Memorias Del Saqueo (2004). A ascensão de Macri – que não conseguiu organizar a oposição portenha, sendo surrada nas urnas pela atual presidenta, Cristina Fernández – constitui os resquícios da onda neoliberal e de manutenção do Estado Mínimo na América Latina.

I O QUI QUISSO TEIN A VÊ CUM FUTIBÓU?

Tudo. O futebol, ou o futebusiness da FIFA hoje é um dos grandes celeiros da lavagem de dinheiro e de operações fraudulentas no mercado financeiro. As operações de transferência de jogadores, por exemplo, são um prato cheio para este tipo de fraude, haja vista o interesse de grandes empresários – como o russo Abramovitch – em times. A famigerada parceria Corinthians-MSI, que deu um título comprado ao time paulista, em 2005, abandonou o barco dois anos depois, com o cerco da Polícia Federal, e deixou um time à míngua e que irá disputar a segunda divisão em 2008.

O torcedor que não compreende estas relações e que adesiva as frustrações cotidianas ao futebol acaba direta ou indiretamente por engrossar o fascismo (ou microfascismos) que o futebol carrega. Ou pelo menos, se transforma num torcedor kakazístico, para que “futebol e política não se misturam”.

PROGNÓSTICOS DA PELEJA

Uma vez comentadas as questões que o leitor intempestivo não vai ler nas resenhas esportivas sobre o Mundial de Clubes, a coluna ‘Chagão!’ informa que a partida será transmitida em TV a Cabo e Aberta na manhã deste domingo. Você pode acompanhar também o minuto-a-minuto no companheiro-boleiro, ‘Blog Impedimento!’. A resenha esportiva da final você lê na sua edição domingueira-segundeira deste Chagão! E se você, leitor intempestivo, quiser enviar a sua resenha para ser publicada aqui neste chagão, mande para afinsophiaitin@yahoo.com.br.

Bom Jogo!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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