Arquivo para 7 de janeiro de 2008

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

 

# A quadra natalina, as festas de fim de ano (sem fim) e as festas de começo de ano (sem começo) me alquebraram, gente bela e varonil! Muitas fraternidades forçadas. Puxa, como é bom ser cristão uma vez por ano. Como as festas nos levam às purpurinas, as plumas, lantejouladas em um futuro-imaginado. Transbordado de TDPM – Transtorno Disfórico Pré Menstrual segundona. Previsões, projeções, chutões. E então, Ambrósio, “o mundo é um moinho? Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos?”. Dizem que o futuro de doze meses vai levar um senador amazonense. Será? Não será blefe metafísico-tanático? Sabe qual é, Ambrósio? O que é ser senador? Quais seus atributos políticos-democráticos? Quais os elementos incorporais afetivos/cognitivos necessários? Responde, Ambrósio, e saberás se existe algum, ex-senador ou senador no Amazonas para morrer. Pode até morrer, mas não como senador. Para rimar, Ambrósio, existe diferença entre senador e vereador? Decifra-me ou me devora!

# O futuro anterior, para alguns, pode ser entendido de duas formas (potências): tempo que jamais se alcança, a não ser por imaginação-projetiva, ou como temporalidade invasora do presente. Pois bem, meu. Com a enxurrada nacional e internacional de reconhecimento dos feitos políticos/administrativos do governo do Sapo Barbudo, o futuro anterior é a segunda forma que não necessita de anseios e previsões, só de atualizações como real social. Sacou, meu?

# Aí a Selmita saiu com esta: “Que engajamento ecosófico existe em um governador que se autoglorifica como defensor do meio ambiente amazônico, quando sua gestão não se preocupa com a invasão de milhares de carros por mês na capital?”. Gargalhou, mandando ao ar, uma baforada do seu Havana.

# “Eu, hoje tô com corda solta. Eu, hoje to mandando brasa. Não me interessa saber o que é que vou dizer em casa. Tô no grito. Comigo não vai ter mosquito. Vou me acabar no primeiro bloco que passar”, e é a Bandinha do Outro Lado da Rua, das crianças do Novo Aleixo. “Este ano não vai ser igual aquele que passou”, não pode. Vai ter amostra de composição de marchinha pelas crianças, cantos, criação de fantasias antes do embalo, além, é claro, do desfile por algumas ruas do bairro. Apesar do Projeto Poseidon, estimulado pelo prefeito com as ruas transformadas em abismos. Mas os foliões mirins não se abismam: já sabem o que não é administração pública. É no domingo gordo, Waldemar. Sabe quem está esquentando a orquestra? O professor Alci Madureira! Vai lá! E sabe quem vai patrocinar o mata broca? O Papai Noelson! Vai lá, Waldemar!

# E por falar em devir-criança, porque não é considerado crime de exploração da mão de obra infantil o uso de crianças em programas de TV e nas publicidades, se se trata de oferta de mercadoria? Daí tal, são bem pagas. E com a sociedade dos pais. É trabalho mesmo, sem brecha para eufemismo entretenimento. Tu caías nesta, Tininha? Claro que não. A Tininha é um amor de criança, como todas as crianças! Sabe mais sociologia que o Fernando Henrique, porque adora o Lula. Quer mais ou quer uma interpretação, Ambrósio? Não me chama que não vou! Eu já tô!

                Eu quero Rock,

                                        Sambaioque

                                                            E Hip-Toque!

Beijos e Abraços Vertebrais!

COLUNA DO MEIO

Como os ataques ao meio ambiente são atualmente, ao lado dos ataques aos homens pela guerra ou pela miséria, os temas mais debatidos na atualidade, o bloguinho intempestivo inicia hoje esta coluna, que tentará entrar numa conversação para escapar ao simplório discurso da conservação do ambiente como meio de consolidar um saber-poder que não pretende de forma nenhuma transformar-se em ação e, a partir daí, perceber o que é real e o que é apenas fantasia colocada no meio do ambiente, enquanto um lugar determinado, quando meio, filosoficamente, é o que é mutável, imperceptível, que está em constante devir. Assim, pelo meio

O MEDO DA PROSOPOPÉIA CLIMÁTICA

Para a previsão climática, o futuro é sombrio. Nesse caso, a pre-visão saiu do âmbito da meteorologia e da arte das previsões dos búzios e amplia seus horizontes para os marmoteiros pais e mães de santo da mídia, de ONGs, da academia. Principalmente no que se refere às previsões sobre as relações entre a economia brasileira e as mudanças climáticas. É no aproveitamento de informações incompletas que se deturpa e tenta encobrir uma outra discussão que força a mudança, neste caso não do clima, mas da existência das pessoas no mundo.

O mundo é um lugar “heterogêneo, divido entre países ricos, e poluidores, e pobres, que serão mais afetados pelas mudanças climáticas, diz o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), intitulado Combater as Alterações Climáticas: Solidariedade humana num mundo dividido. Não é por acaso que muitos pesquisadores de todas as partes do mundo estão interessados nos assuntos mudanças climáticas, aumento de temperatura, aquecimento global, sinônimos de catástrofes e males cometidos ao homem e pelo homem e os riscos que causarão à economia mundial, à saúde e ao desenvolvimento social.

Lembrando ainda as disputas políticas no meio científico numa colocação privilegiada no hanking acadêmico: ganhar prestígio e, quem sabe, o próximo Prêmio Nobel da Paz. Não é por acaso que a mídia reforça o embuste apocalíptico de que o Brasil seria o quarto, quinto ou sexto maior (?) emissor mundial de gases que aceleram o aquecimento global, devido ao desmatamento da Amazônia. Não é por acaso que ONGs market-ambientalistas como o Greenpeace se aproveitam desses rastros para disseminar o discurso da moral autoritária e preconceituosa, no que chama de informe publicitário, em jornal de grande circulação, para atacar o governo Lula, enquanto a ministra Marina Silva vai sendo reconhecida pela sua visão real e sua inteligência em tratar das questões ambientais, principalmente no que diz respeito às estratégias frente aos interesses de grandes corporações, que, pelo que se sabe, controlam os governos. Não é à toa que os Estados Unidos são contrários a qualquer medida para tentar diminuir os impactos ambientais.

E é nessa “heterogeneidade” que vários setores da sociedade, compartilhando os mesmos delírios do Greenpeace, carregam a bandeira do combate às mudanças climáticas e também fazem disso um embate político deslocado. Na internet encontramos diversos sites e blogs com a rubrica: Saiba mais sobre as mudanças climáticas ou Entenda as mudanças climáticas, contribuindo para uma suposta democratização de informações, que apenas repete e confirma o que alguns ongueiros, cientistas e políticos se utilizam para disseminar o medo e a culpa e engordar suas contas bancárias. Temos como exemplo a famosa e equivocada seca de 2005 na Amazônia, sinal claro de que o aquecimento global estava afetando a Amazônia, mas no ano seguinte voltou a chover com altos índices pluviométricos, como é comum nesta região.

No caso da economia brasileira, se o aquecimento global continuar desta forma, ele pode trazer efeitos drásticos para o gado de corte e para outras 9 culturas como: algodão, cana-de-açúcar, milho, soja, feijão, arroz, café e mandioca, afirma um estudo feito pelo Cepagri/Unicamp. Ou a diminuição no volume de produção dos grãos devido à diminuição de áreas cultiváveis. E na tentativa de criar um cenário mais próximo da realidade, os principais interessados (empresários, economistas, técnicos, cientistas) terão subsídios para analisar e tentar resolver seu problema, e nem a mandioca vai escapar aos ataques climáticos.

O principal lema é generalizar a culpa no homem, ou a ação do homem sobre o meio ambiente, reforçado pelo último Relatório do IPCC (Painel Inter governamental sobre Mudanças Climáticas), órgão das Nações Unidas, criado em 1988, responsável por produzir informações técnicas e científicas relevantes para que se possa compreender e forçar uma adaptação às mudanças climáticas, já que elas são irreversíveis. Munidos com as informações técnicas, com 90% de precisão, não se coloca em evidência a dinâmica da economia de mercado, a relação da produção e as conseqüências disso para a população mundial.

Por tudo isso, não há diferença nenhuma no embate eco-maniqueísta: sejam os vilões do meio ambiente, sejam os mocinhos, nenhum deles atua no plano do real, todos se encontram no delírio, na fantasia e fortalecendo o medo da prosopopéia climática, uns porque não querem comprometer seu lucro e outros porque querem ter seu lucro. Pra uns não há perigo algum; pra outros o apocalipse já chegou. A palavra heterogêneo aí só poderia ser usada entre aspas, porque não carrega nenhum fluxo intensivo de singularidade, no sentido filosofante. Ambos estão muito bem situados na ordem constituída do Mercado Global e, portanto, em vez de contrários, eles mais se complementam. São iguais.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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