Arquivo para 14 de janeiro de 2008

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# O Boninho é bobão, bom de bolor. Mofento conceituante midiático. O Boninho é tão bom que é ninho. Ninho de ilogicidade. Não é que ele afirma, entre júbilo-revolucionário, que há gay no BBB: Bafon Biliar dos Beócios. Acredita ser gay uma mercadoria exótica boa para ser vendida na TV como objeto de sedução. Garantir audiência do telespectador com conflito sexual inconfessável. Ou seja, gay é manipulável como algo sem vontade e inteligência. Ausência de ser político/social. E onde se encontram os gays que não percebem no ato midiático a expressão pública e confessável da discriminação e o preconceito? Diante desta afronta perversa, nesta segundona TDPM – Transtorno Disfórico Pré Menstrual, só tenho que gritar: “Gays do Brasil, uni-vos, pois não tendes nada a perder a não ser a exclusão!”.

# Ambrósio, ontem, entre a chuva, banana frita e café, a Dark saiu com esta: “Há qualquer coisa de podre no reino da lei trabalhista. Se o ano tem doze meses e o décimo terceiro salário é um direito trabalhista saído da fusão cronológica mais a força de produção do trabalhador, e se alguns afirmam que no Brasil o ano só começa depois do carnaval, certos seguimentos públicos estão abusando do privilégio salarial. É o caso dos parlamentares. Como a maior parte só começa atividade(?) depois do carnaval, o ano para eles não tem doze meses, tem menos. Ainda mais quando o carnaval é em fevereiro ou março. E como ganham décimo quarto e ainda pretendem o décimo quinto, eles fragmentaram o tempo anual em benefício/econômico próprio. Se o ano não tem doze meses, mas dez, quero ver se a contagem do tempo de serviço para a aposentadoria vai ser a mesma. “O que tu acreditas, Ambrósio? É por isso que dizem que depois da destemporalidade vem a bonança”.

# Meu, se ao invés da classificação da programação televisiva não fosse por faixa etária e sim por graus de inteligência, tu acreditas que a Globo existiria? Tudo bem, meu! É verdade: falta vida inteligente na televisão de maneira geral. Mas acontece que é a Globo quem se toma e se propagandeia como inteligente. Da feita que se descobre que não há vida inteligente na Globo, as outras vão caindo por tabela. Então haverá de nascer uma televisão saída da inteligência popular, cara. Sacou, meu nego? É uma questão de enfraquecer o modelo estupidez-padrão.

        Eu quero Rock

                    E não Réquiem.

                                Estou nova para o Rock

                                                        E nova para Vida!

Abraços e Beijos Momescos!

BEATS DO HIP-HOP EM MANAUS

Muito som, batidas, manobras, coreografias e conversas visando a evolução do movimento Hip-Hop em Manaus. Assim foi o encontro de Crews (turmas) da Cultura Hip-Hop neste sábado, 12/01, no Ginásio Zezão, na Grande Circular.


O organizador do Evento e militante da cultura Hip-Hop, Francisco, nos falou dos objetivos da reunião. Segundo ele, a reunião foi organizada para que se dê andamento ao projeto de criação de uma federação, que envolva os grupos de Hip-Hop organizados de Manaus. A Federação oferecerá a oportunidade de profissionalização dos dançarinos, MC´s, DJ´s, grafiteiros e demais artistas do movimento, que hoje se apresentam na maior parte das vezes gratuitamente, não tendo garantias jurídicas sob sua imagem. Também será uma instância de proteção e auxílio a novos grupos, dando um salto qualitativo na organização do movimento em Manaus. O grupo pretende ainda lançar um portal da entidade na internet. É a primeira tentativa de se organizarem os grupos de Hip-Hop de Manaus em nível regional.

O Bloguinho Intempestivo aproveitou a oportunidade para trocar uma idéia com alguns representantes de Crews que apareceram por lá.


“Falar de Hip-Hop aqui em Manaus, falou em MHM. Tudo começou lá. O presidente de lá se chama Maicon. Ele não veio porque lá não pode parar. Faça sol, faça chuva, todo sábado a gente ta lá, sempre está lá. Tudo começou com os primeiros grupos que chegaram aqui em Manaus, que se formaram aqui, começaram a se formar, tudo foi lá. A maioria é da rua, que a gente acolhe, eu fui um, e sou a prova viva de que aqui dá certo. Eles me tiraram da rua, e hoje em dia eu sou um dos instrutores lá. Tem um cara que representa a gente e que é muito forte, chamado Art96, foi um cara que também saiu das ruas, hoje em dia ele fala 3 línguas e está terminando uma faculdade de História. Então é isso aí, é evoluir, não só na dança, mas na sua vida, mesmo profissional, fora do Hip-Hop, você tem que evoluir. Foi isso que eu aprendi dentro do Hip-Hop. O MHM já tem 13 anos de formação e 9 de projeto na escola. Funciona na Escola Municipal Professor João Chrysóstomo, no São José II. Lá nós temos muito apoio por parte da direção, sempre ajudamos, fazemos palestras, porque a cultura Hip-Hop é muito complexa, abrange muita coisa. Tem a parte do Grafite, que são as artes plásticas, a dança, que é o Brake, o DJ, o MC, que é o cara que canta o rap, faz a letra na hora, é o pensador da cultura Hip-Hop. E qualquer pessoa pode chegar lá, entendeu? A primeira vez que a pessoa vai lá, ela fica olhando, e se ela se sentir bem, agradável, ela vai ficando.

O grupo que eu participo é o Funk Soul. A nossa dança é diferenciada, a gente não dança o Break, a gente dança outra parte, que é diferenciada, que surgiu na mesma época das outras danças, que é o Locking, a dança mais antiga da cultura Hip-Hop, e pouca gente conhece. É uma dança que foi inventada em 1978. Mas aqui em Manaus a dança mais forte é o Breaking, que são os BBoys.

É difícil lidar com os políticos, tem que ter jogo de cintura. Sempre aparecem prometendo muita coisa, mas até agora nada foi concretizado. Principalmente na época de eleição, aparecem muitos, porque lá [no MHM] é muita gente. A cultura Hip-Hop abrange muita gente aqui em Manaus, muita gente mesmo. E a cultura Hip-Hop não é só diversão, isso pra gente é nossa vida. É nossa filosofia de vida: cultura Hip-Hop. Então quando muitas vezes a gente vê na televisão falando ‘ah, o Hip-Hop isso…’, a gente fica até um pouco ofendido, porque a gente é o Hip-Hop, a gente vive isso. Hip-Hop não é só dança, não é só música, é a forma como a gente vive. Hip-Hop é periferia, favela, gueto, viela, foi criado pra isso, pra tirar as pessoas da marginalidade”.

Registramos ainda a presença da moçada do Nativo’s Crew, que se reúne no CDCC do Coroado III. Esta semana eles estarão viajando para Belém, para representar o Amazonas, junto a grupos de todo o Brasil em uma competição nacional.


Também militante antigo da cultura Hip-Hop, MC Fino nos falou sobre os trabalhos que desenvolve e contou sobre algumas linhas que atravessaram seu devir-histórico na cidade de Manaus e no Brasil.

“Meu nome é DJ MC Fino, tou na ativa desde a década de 80, já são mais de 27 anos de trabalho. Em 1994 foi fundada uma sigla chamada MHM – Movimento Hip-Hop Manaus, que me permitiu sair da periferia, e me ajudou a tocar em lugares que antes para nós era impossível, tipo Café Cancún, Les Gens, lugares que são mesmo da elite, e a gente conseguiu entrar com nosso som. Também participo de trabalhos sociais em todo o Norte e Nordeste, com vários núcleos. Temos um movimento chamado MHF – Movimento Hip-Hop da Floresta, que trabalha com educação ambiental e mudança climática. Desde 1987 a gente trabalha com a gurizada, reeducando eles culturalmente e musicalmente, porque em Manaus existem várias influências musicais, então às vezes o cara passa por uma crise de identidade, não sabe se é negro, branco, mestiço, cafuzo, caboclo, então o meu trabalho é passar essas informações pra eles, e mostrar musicalmente que tudo pode ser reciclado. Eu posso pegar o Nelson Gonçalves, botar uns beats de rap, transformar, pegar um Noel Rosa, posso pegar o que for e fazer um som. Posso dar um livro até de filosofia pro cara estudar e ele sair com uma música, e numa letra ele ao mesmo tempo falar da periferia, e se denominar um Platão ou o que for, da filosofia, história ou literatura aí. Então o meu trabalho é este. Faço trabalho com a maioria dos grupos daqui. Criamos uma sigla recentemente chamada RDA – Rapa do Amazonas, e com ela a gente já fez duas realizações aqui: a primeira, dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, na praça, onde a gente fez uma festa, microfone aberto para todos os grupos, todas as crews se apresentarem, e a outra foi o primeiro encontro de Hip-Hop, nos dias 07, 08 e 09, com o governo federal trazendo o pessoal do Maranhão, Porto Velho e Brasília. Então nosso trabalho é esse, o que a gente não quer mais ser é massa de manobra, e estamos aqui pra fortalecer”.

Todos os grupos são abertos ao público e tem horários de ensaios e apresentações.

Leia aqui mais sobre o MHM.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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