Arquivo para 15 de janeiro de 2008

POSEIDON NA RUA QUE NUNCA EXISTIU E AGORA É QUE NÃO EXISTE MAIS

E a vida continua na que nunca foi rua Rio Jaú, mesmo com os impedimentos da ausência do poder público em cumprir o seu papel de oferecer à população as condições óbvias de sua responsabilidade. O primeiro impedimento quem sofreu foi um caminhão da empresa Força Construtiva, que atolou com cinco milheiros de tijolo no lugar onde antes ficara um canal de esgoto aberto de lado a lado da rua e que acabou sendo tapado pelos moradores, como noticiamos aqui no Poseidon. Alguns ainda brincaram que o caminhão atolou porque o terreno é de areia movediça, mas isso não diminuiu a indignação tanto dos trabalhadores, provavelmente mais ainda do patrão e dos moradores da que nunca foi rua. Os trabalhadores tentaram cavar, colocar pedra, todos os procedimentos, mas não conseguiram desatolar o caminhão. Já pensavam no ardoroso trabalho de ter que descarregar os tijolos para retirar o caminhão e recarregá-lo novamente, mas como passou ali próximo uma máquina da Prefeitura, a responsável direta por esta situação de calamidade, resolveram pedir ajuda e um trator guinchou e desatolou o caminhão, para congratulação dos trabalhadores e moradores que estavam a horas tentando desvencilhar-se do mal que causa o poder, ou melhor, sua ausência. Mas os moradores vêem longe, um deles saiu e disse: “Essa rua está uma calamidade”. Ao que um outro retrucou: “Essa Prefeitura é que é uma calamidade”.

O outro impedimento foi na outra vala aberta e deixada de presente de Natal pela Prefeitura de Manaus aos moradores da que nunca foi rua. Um leitor intempestivo, ao ver no bloguinho a foto tirada em um dia de chuva, riu dizendo que parecia uma cachoeira de Presidente Figueiredo. Um outro, numa gargalhada, continuou: “Porra, então nossa rua vai virar ponto turístico!”.

Só mesmo com muito humor para suportar o descaso do poder dito público. Para diminuir o impedimento, foi preciso que dois moradores fossem até Distrito de Obras do Coroado para exigir que o buraco deixado aberto pela Prefeitura fosse tapado. Primeiro, como noticiamos, apareceu uma caçamba cheia de lama para ser jogada aí, mas os moradores impediram. Depois de semanas, mandaram uma caçamba com mais barro, mais foi insuficiente, ficando ainda para o outro dia o término da tapação.

Mas o que os moradores não querem é mais “tapeação”, e por isso estão brincando com a operação “Tapa Buraco” da Prefeitura, a qual chamam de operação “Tapeia Buraco”. Ainda por cima, descobriram na semana passada que a rua Rio Jaú realmente não existe. Isso eles já sabiam, mas não sabiam que agora é que ela não existe mais, pois que há dois anos a Prefeitura trocou, sem avisá-los, o nome da rua para Edson Vieira Alves. Os moradores não aceitam, pois ainda vão construir, nem que seja na base da “cotinha”, uma rua neste lugar. Apesar dos impedimentos governamentais, os moradores estão realmente de bom humor: “Então eu não existo?”, ironizou um, tocando-se ao corpo. Um outro rematou: “Existir eu existo, mas só vão saber que eu existo no dia das eleições, quando não existirão mais para mim”.

Tal qual estes moradores, para Poseidon, a ausência de poder não é impedimento para seu poder democratizante, e por isso ele vai chegando intempestivo, com humor e inteligência, para compor com a população uma potência cada vez maior, democrática…

COLUNA DO MEIO…

POR QUE ELES NÃO QUEREM AS CONCESSÕES DE MARINA SILVA?

O Edital de Licitação para Concessão Florestal, socializado em 14 de Novembro de 2007, é o grande teste pelo qual o governo brasileiro está passando quanto à gestão das florestas públicas, segundo os douto-ambientalistas. “Estamos todos ansiosos para saber se vai dar certo ou não”, disse uma representante do Instituto Socioambiental ao site Agência Carta Maior sobre seus anseios e expectativas, que podem ser generalizados para os demais membros do setor. Anseios que se arrastam desde 2003 quando o IBAMA suspendeu as autorizações de desmatamento em terras públicas e o Ministério do Meio Ambiente iniciou o processo de elaboração do Projeto de Lei de gestão de florestas públicas. O projeto recebeu várias denominações pela mídia: “polêmico projeto de concessão de florestas”, “aluguel de floresta pública”, “privatização das florestas públicas”, “exploração de florestas”, “neoliberalismo ambiental”. As palavras em destaque não indicam uma preocupação exagerada com o futuro das florestas (outro jargão extremamente usado), mas o nível de desespero que os componentes da douto-direita e derivados apresentam ao ver que pela primeira vez a equipe do Governo Federal se empenha na resolução de um problema de muitos anos.

O Projeto foi muito criticado, alvo de fofocas e supostas intrigas entre ministérios e transformado em instrumento de chantagem por parlamentares, como no caso do seu próprio relator, o senador José Agripino (DEM-RN), que dificultou o encaminhamento do seu relatório ao plenário e chantageou o governo ao dizer que só o encaminharia se fosse liberado dinheiro para a construção de uma ponte em Aracaju. Em meio às manifestações inexpressivas de alguns ambientalistas e aos gritos e sussurros da ecolalia parlamentar, o Projeto foi aprovado. Gritos histéricos como os da senadora Heloísa Helena (Psol-AL): “É a apropriação privada do solo e do subsolo da Amazônia”; e sussurros do “boto navegador”, Gilberto Mestrinho (PMDB-AM): “Esse projeto de engessamento da Amazônia não é de hoje. Primeiro cercaram a nossa floresta com as reservas indígenas. Agora, a engessam com as concessões. Querem dominar a floresta. Se não fiscalizam as reservas florestais, como é que vão fiscalizar as concessões?”, cuja análise demonstra o alto nível técnico e preconceituoso para discutir o assunto, mas a posição do “boto” quanto à questão das terras indígenas fica para uma próxima ocasião…

A Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei Federal N° 11.284, de 2 de março de 2006), também criou o Serviço Florestal Brasileiro – SFB , o Cadastro Geral de Florestas Públicas e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal. Ela estabelece que as florestas públicas poderão ser geridas de três formas: criação de unidades de conservação; destinação para uso sustentável pelas comunidades locais; e contratos de concessão florestal para empresas brasileiras por meio de processo de licitação. E este foi o ponto em que as instituições “competentes” se encarregaram de desinformar a população. A ministra Marina Silva fala que a licitação vai passar por regras cuidadosas que orientam o processo e têm como prioridade as melhores propostas que incluam em primeiro lugar o menor impacto ambiental, a geração de benefícios sociais e rendimento econômico.

A Amazônia concentra cerca 92% das florestas públicas identificadas no Cadastro Geral de Florestas Públicas da União, e a Floresta Nacional do Jamari, localizada em Rondônia, é umas das áreas de maior pressão para o desmatamento. Por isso foi escolhida como a primeira área de concessão florestal que vai servir de base para esse processo em outras áreas do país. Ela foi dividida em três unidades de manejo de tamanhos variados (P, M e G). Cada unidade vai ser explorada por uma empresa distinta e o contrato terá duração de 40 anos. Este é outro ponto que causa medo e desperta mais ainda a ira dos doutos, porque por enquanto o que ainda prevalece é a superstição e a simulação. Eles obscurecem o fato de que a Floresta há muito tempo já está mapeada, já pertence ao espaço estriado e a falácia da exploração sustentável baseada na economia de mercado não sirva de justificativa para grupões e grupelhos que querem voltar ao poder.

Parece que o grande teste citado no início do texto é uma mostra do interesse que os vários grupos – ONGs, ambientalistas, cientistas, técnicos (alguns mesmo ligados ao Governo Federal) – têm na permanência do estado de coisas, porque a mudança causa estremecimento no mundo dos que já estão muito bem estabelecidos na sociedade, quando estão de posse da moeda mais valiosa: para estes a floresta não é senão isso.

MANAUS: UM PASSEIO PELA NÃO-CIDADE

DOIS PONTOS REATIVOS DE UMA NÃO-CIDADE

pequenas notícias que transbordam dizeres (e eles não viram) —

1) CMM aprova a criação de Conselho Municipal de Direitos Humanos;

A primeira pergunta que podemos fazer é se o conselho terá força de atuação visando discutir e tocar nos elementos sociais que atentam contra os direitos básicos do cidadão, e que fazem parte do próprio governo municipal e estadual, como a falta de infra-estrutura (transporte, saneamento, planejamento urbano) e a própria atuação da CMM, quase sempre contrária aos interesses sociais, como no episódio do passe-livre, leis que mais ocultam do que estimulam a resolução de questões sociais, os já tradicionais “acordões municipais”, dentre outras ações.

Em seguida, pode-se ainda questionar que direitos humanos, em que contexto social se pretende inserir estes direitos, e quais são eles. Colocar a questão dos direitos sociais no âmbito da dualidade inclusão/exclusão significa não questionar a subjetividade produtora das condições materiais e imateriais da própria miséria, mas apenas contribuir para seu fortalecimento. No plano da educação, defender os direitos humanos se resume a exigir vagas nas escolas e defender um conceito-significante esvaziado de “educação de qualidade”, como defendem SEMED e SEDUC, que foram durante boa parte dos últimos anos dirigidas por licenciados em Filosofia e não produziram sequer uma educação de mercado?

A presença de uma entidade para defender os direitos de alguém é a evidência de que estes direitos não estão sendo respeitados.

2) Água e Buracos São Disputados Eleitoralmente por Governo e Prefeitura.

Haverá, neste caso, disputa? Há quem acredite que sim. No entanto, quando a questão e o marketing, é preciso levar me consideração qual o objeto da transação. O marketing, com estratégia semiótica para a venda de um produto, se presta mais a vender-se a si mesmo que ao produto anunciado. Uma boa campanha marketista vende qualquer produto, vangloriam-se marqueteiros. Portanto, ao marketing não interessa vender o produto, mas a si mesmo. Assim, enquanto prefeito e governador se esforçam para aparecer personificados em ações ilusórias, factóides-produtos midiáticos, a água continua faltando de Norte (três dias seguidos por semana) a Sul (todos os dias entre meio-dia e 18h), passando pela zona Leste, e o projeto Poseidon caminha para transformar as ruas de Manaus em rios e os bueiros sem tampa em armadilhas para crianças, animais e adultos.

Colabore com a coluna Manaus: um passeio pela não-cidade, e enfraqueça os blocos de afetos e percepções clichezadas que impedem o engendramento das comunalidades. Mande sua sugestão de tema para afinsophiaitin@yahoo.com.br.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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