Arquivo para 18 de janeiro de 2008

QUAL É A RAPAZIADA DA GLOBO?

Gonzaguinha, cujo pensamento inquietante permanece em movimento, foi um dos poucos artistas brasileiros que durante a ditadura perturbou o sistema sem nenhum senso de heroísmo e muito menos senso de coragem romanceada. Apenas fez, como lembra o barbudo alemão, Marx, observou seu tempo-histórico, analisou e a partir de então começou a mandar. Mandou tanto que foi sempre perseguido não só pela censura militar, como também pela estupidez da classe média com sua limitação intelectual e ausência social, que o considerava um pessimista, só aceitando-o depois de seu LP, Pessoa. Uma pessoa que continuava no mesmo movimento político, mas a boa classe continuava limitada. Lembramos de seu Show suado, no melhor sentido de um artista engajado, em meados de 70 no Teatro Amazonas. Como disse, na época, o filósofo Rui Brito: “Uma porrada!”. Na repressão e na ostentação fálica do templo orgulho dos ajuricabanos colonizados. A força de sua poesia e a leveza de sua melodia sacudindo as esperança lutando para o muro cair. Sua magreza exuberante espargindo o amor que “acredita nas pessoas e no futuro que seja fruto de nossos corações”. “Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda…”. Daí, a rapaziada sempre lhe procurar como um companheiro com a palavra da amizade sempre a ser dita. O inquieto companheiro de Lulu. Das vozes pela democracia. Tudo como Show da rapaziada. Mas eis que a Globo usa sua arte para vender sua violência televisiva ilustrando uma rapaziada pálida como se fosse deste artista/itinerante. Poderíamos dizer, “É blasfêmia!”. Mas não é: a Globo jamais poderá se aproximar deste político. Ninguém, nem na maior estupidez, pode relacionar Gonzaguinha à rapaziada da Globo. Não porque ela, ao servir a ditadura, tenha sido inimiga do artista, não. É que ela é miserável demais para tocar em sua riqueza. A tirania dolorosa da Globo nem como lusco-fusco pode enganar a beleza de Gonzaguinha. Portanto, não há rapaziada na Globo. A rapaziada da Globo é a malhação e os seus tristes-passados Ali Kamel, Jabor, Bonner-Simpson… Esta a rapaziada que ninguém acredita, porque não “vai a luta com a juventude e nem enfrenta o leão”. Nem mesmo o leão da metro, que como dizia o comediante, “são dois urros e o resto é fita”.

PALAVRAS SEM VENTO

Não há o que temer: certas palavras são imóveis, não movem moinhos, não carregam ventos. São palavras com muitas vozes, que não enunciam nenhuma. Sobra o orgulho de se iludir como movente. Mas não ecoam nem para si. Eis a miséria do jornalismo da linguagem circular. O significante com significado narciso. Este jornalismo enuncia a visita de Bush ao Museu do Holocausto sob a força de um afeto lacrimejante. Mostra um estadista humano, preocupado com o mundo. Truque sem público. O público vê os holocaustos: Iraque, Afeganistão, Ásia, África… Famílias dizimadas pela ternura de Bush. Pela segurança do mundo guarda-se uma vítima para amanhã. Como chora, e porque chora, este jornalismo? Pelo reconhecimento de seu próprio gueto, onde pretende viver de suas vítimas? Que lágrimas correm nas vozes sem faces? Há muitos colírios. Cabe a ironia de Gonzaguinha, ou um perjúrio: “Chorar nunca foi só de alegria. Em tempo ruim todo mundo dá bom dia”. Ou, na transversalidade, chora-se de alegria. Chora-se pelo prazer da dor da vítima. Chora-se na excitação da punição. “Miseráveis sois vós os que não choram de alegria!”, ora este jornalismo. Carregado nesta miragem, Heitor Cony insinua ser a TV Pública um canal para difundir Lula e o PT. O Estado brasileiro não necessita de uma TV. Para seus pronunciamentos à nação, basta o presidente requerer um tempo das TV’s. E segue. Lula é o presidente que mais viajou. “É bom que ele viaje, para se ilustrar, aprender o que não sabe”. Onde está a miséria jornalística? Na crença de possuir um saber único como modelo. Na inveja manifestada na discriminação, “aprender o que não sabe”. Mas a miséria absoluta deste jornalismo é não saber que não sabe. Que não sabe que seu saber não move o povo brasileiro, tal a ausência de vento. Divina Comédia Jornalística Brasileira: “São montanhas ou monstros?”. “Nenhum dos dois, enunviado jornalismo”, diria Dante.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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