Arquivo para 20 de janeiro de 2008

SAÚDE PÚBLICA: FEBRE MIDIÁTICA FAZ 31 VÍTIMAS

Enquanto o Ministério da Saúde, órgão responsável por decretar epidemias nacionais registra apenas doze casos de febre amarela, enquanto médicos anônimos e famosos, como Dráuzio Varela, afirmam não haver nada fora do normal nos casos registrados, que são fruto mais do descuido das pessoas em relação a uma doença que, embora socialmente controlada, é perigosa e inextinguível, a mídia continua contaminando as pessoas por rádio, tevê e jornais, apologizando um caos que não tem origem na doença fisiológica, mas na social-midiática.

Ainda falando com médicos especialistas no assunto, este Bloguinho apurou, noticiou e reafirma que só devem se vacinar contra a febre amarela aqueles que estão ou estarão em contato com mata fechada, e que o Aedes Aegypti NÃO TRANSMITE a febre amarela DESDE A DÉCADA DE 1940. A vacina vale por dez anos, e se vacinar duas vezes em um curto período de tempo pode ser prejudicial.

Como a população, acreditando na celeuma-factóide da mídia, corre aos postos de saúde, que embora saibam cientificamente não haver necessidade de inoculação da vacina, não podem negá-la aos cidadãos, por se tratar de um serviço público, e mesmo se pudessem, seriam massacrados midiática e irresponsavelmente, é de se imaginar que existiriam mais casos de intoxicação pelo mau uso da vacina do que casos de contaminação pela doença.

Foi justamente o que o Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira. São 31 os casos registrados de superdosagem da vacina contra a febre amarela em todo o Brasil. Sintomas como febre, dor de cabeça, vômito, enrijecimento dos músculos e até mesmo problemas neurológicos. São mais de 400 efeitos colaterais registrados. Vacina não é remédio e não deve ser tomada sem uma real necessidade. Duas pessoas, um jovem de 20 anos e uma mulher, do Distrito Federal, que tomaram duas doses da vacina “para assegurar a eficácia” passaram mal. O rapaz teve hapatite, foi internado mas fugiu. A senhora teve um choque anafilático e foi socorrida.

Portanto, o verdadeiro agente epidêmico neste caso é a mídia, alastrando um pânico infundado nas matérias e reportagens sobre o assunto, que tem por objetivo menos informar e produzir um saber que auxilie a população a decidir racionalmente suas ações, do que confundir e causar desorientação entre as pessoas buscando a desestabilização do governo. Uma versão nacional da estratégia da decepção (Paul Virilio).

É por isso que este Bloguinho, juntamente com outros órgãos e meios de disseminação de saberes e dizeres alternativos sugerem outra terapêutica para o caso da pandemia febre-midiática: exterminar os agentes causadores dos sintomas (desorientação, preconceito, estupidificação, limitação cognitiva e epistemológica, redução da potência de agir), seus agentes-vetores (Cantanhêde, Bonner-Simpson, Mitre, Casoy, etc) e vacinação em massa da população com fármacos anti-golpismo como Democracia, Alegria, Humor, Ternura, Inteligência, Informação, Atitude.

PUXADA PRA PAI FUGÊNCIO NO TERREIRO DO PAI FRANCISCO

Numa noite linda que tinha luar

Preto-Velho orou a Zambi pra cativeiro acabar”

Fomos na noite de quinta-feira passada para uma “puxada” para o preto-velho Pai Fugêncio, no terreiro do Pai Francisco, lá no Morro da Catita, Zona Leste de Manaus. Antes de iniciar, Pai Francisco explicou-nos o que era uma “puxada”. Pai Fugêncio baixaria, pitaria o seu cigarro, faria algum trabalho que houvesse, mas não haveria os pontos todos e a roda como ocorre num ritual de “toque”. E quando o preto-velho baixou, conversador como é, pudemos falar com ele sobre diversos assuntos, que remetem não só à religião, mas também à forma de como os negros eram violentados no Brasil e na América e das resistências e as adaptações que precisaram fazer para preservar o seu ser. Assim, juntamente com as conhecidas formações quilombolas e sua luta contra as violentações coloniais, temos as tradições culturais dos negros que perduram, apesar de, como bem observa o sábio preto-velho, o preconceito também perdurar. Mas aí vão algumas fraternas palavras de Pai Fugêncio para amolecê-las e deixar passar a liberdade, a diferença e a pluralidade…

DAS VIVÊNCIAS DO PRETO-VELHO PAI FUGÊNCIO

Meu nome é Pai Fulgêncio, um dos preto velhos mais novo que tem na Aruanda. Sou mestre de casa, mestre de corrente. Trabalho muito com os meus irmãos que são outros pretos véio. E eu tô na cabeça desse moço já faz 12 anos agora em maio. Trabaiando muito na cabeça desse moço, dando resultado nos meu trabaio e sempre tratando as pessoas, os pecadores bem. Sou humilde, gosto de conversar, dar conselho, gosto de iluminar o caminho do pecador que vem inté na casa da gente pra procurar uma luz, um caminho, uma determinação. Porque as vezes o pecador tá tão aflito, meus filho, vai em muitas casas e não tem esse afeto, não tem esse amor, a entidade não conversa, a entidade não fala nada, e nóis somo mestre. Então a minha casa é uma casa boa, é uma casa de paz, viu meus filho. Eu sou um preto velho, eu sou o mais novo da tribo dos velho, da senzala, do cativeiro, aonde nóis trabaiemo, aonde nóis apanhemo porque naquele tempo era assim. Os reis tinha muito escravos, muitos anos mil anos atrás. Então nóis trabaiava pros branco. Então eles precisavam de escravo pra trabaiá, pra botar as terras deles em funcionamento, os gados deles, as coisas deles tudinho. Então, meus filhos, nóis apanhemos muito. Nóis trabaiemo muito, nóis tinha que tocar jumento, nóis tinha que tocar vaca, era cabra, era tudo, ovelha. Nóis se levantava cedo, muito cedo. Nóis carregava de milho, de mandioca naquele tempo. O capacho do dono tava ali olhando; se num trabaiasse, apanhava. Olha só o tamanho da chibata de couro de boi, que dói, meu filho, dói muito. Então nóis semos um preto véio que sofremos, todos os preto velhos sofreram. Uns batiam muito, ficavam aleijados, outros derramavam sangue, outros quebravam braço, cuma essa preta velha que é a senhora Anastácia, que morreu amordaçada, como vocês podem ver que a boca dela tá tampada em ferro. Por que? Porque ela era contra a escravidão, era contra o que os branco fazia, o que os rei fazia com nóis. Então uma palavra que nóis dissesse lá, era tudo contra, meu filho. Ninguém tinha direito de nada, o nosso direito só era trabaiá. Cumê, cumia muito pouco.

Nosso Pai Oxalá, Deus, ele é o maior, ele é o supremo maior. Então ele já vinha habitando, já estava pra habitar. Então ele deu, ele transmitiu essa moça formosa, que é a Princesa Isabel. Ele mandou uma filha de Deus dele pra aforriá, dar a carta de aforria para nóis. Tirar nóis da escravidão, que nóis vivia, mas nóis, eu não sinto nenhum rancor, nenhum de nossos irmãos porque já foi muitos mil anos, né? Hoje nóis somos curandeiro, trabalhador, nóis cura, nóis vem na cabeça do médio pra curar, pra dar uma luz amiga pro filho, fazer santo direitinho. Então, meu filho, eu não tenho mágoa, nenhum dos preto velhos tem mágoa. Nóis se lembra. Quando a gente vê aqui na terra, no plano terreno, o pessoal se matando, é um derrubando o outro, é o outro tendo inveja porque tudo Deus deixou isso que não tivesse, mas como a carne é fraca, como o ser humano tem inveja do outro, aconteceu isso. Num era isso que Deus queria, Oxalá nosso pai, mas tá acontecendo. É gente desempregado, é gente passando fome, quantas mil pessoa num têm numa hora dessa sem comer. É muita gente, meu filho. Quantos velhinho num tão no hospitá, quantas criança já num cumeram uma hora dessa. Então tudo isso é uma coisa feia, uma coisa que dói, porque nóis temos sentimento, nóis temo alma, nóis somo alma, somo espírito. Nóis temos sentimento pelos pecador de terra.

DAS VIOLENTAÇÕES QUE PERDURAM: O PRECONCEITO RACIAL

Tem muito, muito preconceito. Num era pra ter preconceito, porque Deus quando veio ao mundo, quando veio na Terra, ele não distinguiu ninguém. Ele deixou a palavra dele clara na pedra onde ele pisou, na pedra onde ele escreveu. Só que com o passar dos anos, os tempos, os pecador já começaram a colocar outras coisas no livro, outras coisas na Bíblia que num é. Porque Deus tem muita coisa formosa, tem muita coisa que tá encoberta, que nunca foi revelado. No plano espiritual tem muita coisa que os pecadores num sabe, por isso tem muita gente que num acredita. E outras pessoas vão pela cabeça dos outros também. É muito preconceito. Hoje em dia, se o pecador é preto, ah! É porque ele é preto. Mas todo pecador tem seu valor. Pode ser preto, pode ser branco, pode ser o azul, pode ser vermelho, pode ser qualquer cor. Todos eles, todas essas sementes tem o seu valor. Agora a humanidade, as pessoas que num vê o valor em cima das pessoas, mas a pessoa tem valor em alguma coisa, ela tem coração, tem carne batendo dentro dela, não é pedra. Burro, que é burro, que é brabo a gente adestra, meu filho, por que o ser humano não pode se educar ele? Trabaia muito, mas ele vai se tocando, ele vai se firmando. Então hoje é difícil, o preconceito é muito difícil. Ah!, o fulano é isso. Aquele preto, ele não pode entrar na empresa fulano de tal porque ele tem aquela cor. Mas por que que não pode? Ele também não corre sangue nas veias dele, só por causa da cor? A cor morena, meu filho, é a cor mais segura da humanidade. A cor morena é a cor que mais custa envelhecer, é uma cor segura. Assim como você ou você tem uma cor bonita, formosa, são gente boa, gente que presta solidariedade pros outros, pros seres humanos. Quando o pecador presta essa seriedade do outro ser humano, os senhores tão fazendo coisa formosa aos olhos de Deus e Deus fica feliz com vocês e os Orixás. As entidades de vocês que vocês carregam, porque na minha frente tem dois filhos de Oxalá, um Oxalufã e um guiã, um oxalá velho e um oxalá novo. O Oxalá velho é um Oxalá muito solidário. Se ele tira a camisa do corpo é pra dá pro irmão. É muito meigo, gosta de ajudar as pessoas, não gosta de luxo, porque todo mundo tem seus gostos. Mas o Oxalá assim que é mais pra frente é o Oxalá Guiã. Filho de Oxalá Guiã gosta de festa, gosta de brincar, gosta de tá na bandaiera, porque puxou um pouco pro santo também. O Oxalá, quando ele andava no mundo, ele num só pregava não, ele brincava também, ele conversava com os discípulos. Oxalá velho não. Ele tem a qualidade do Oxalá do meu filho, é mais calmo, ele tem pena. Pecador pode tá ali enfiando a faca nele, mas ele tá com pena, mas aí Deus tá vendo né, meu filho?

DO TRABALHO ESPIRITUAL NECESSÁRIO

O meu trabalho que eu faço, meu filho, eu trabalho em todo lugar. Em todo lugar eu trabalho, eu trabalho no cemitério, no templo, cachoeira, dentro da cabeça, dentro do barracão, do templo. O único trabalho que a gente não faz muito é o trabalho pra maldade. Só se alguém mandar uma demanda pro nosso filho e nóis tem que se defender, aí nóis tem que pegar a demanda e jogar pra cima de quem mandou, porque também eu não posso ficar assim. Num tá fazendo nada, então por que que tá demandando? Então o único trabalho que nóis num faz é maldade, porque nóis tem força, tem poder pra fazer maldade. Eu faço cura, eu tiro bicho de pé, eu tiro bicho de canela, eu tiro bicho de coxa, de garganta, eu tiro bicho de toda parte do ser humano, porque eles mandam fazer feitiço pra tudo quanto é lado. Eu trabalho nessa área de tirar feitiçaria, tiro ebó de ecu. Ebó de ecu é um tipo de ebó que é só coisa ruim, é só aqueles bichão de dentro do cemitério. Porque muito bicho, muita coisa feia que quer acabar com o ser humano, que eles mandam pra fechar, pra acabar o pecador. Isso é um trabalho muito perigoso. Tiro feitiçaria, tiro ebó pra iluminar o caminho do pecador. O pecador chega com a gente: “eu tô sem trabalho”, “minha vida tá assim”. É, meu filho, então vamo vê o que que tá acontecendo. Aí eu vou ver o santo do pecador, eu vou ver quais são os oduns que regem na vida do pecador, porque o santo tem o odum negativo e se num tirá o odum negativo aquela pessoa num vai pra frente, nunca sobe. Ela pode fazer estrutura, estrutura, mas num sobe. Por quê? Porque não tiraro o odum. Então tem que tirar o odum negativo e deixar o positivo. Então nóis rezamo em criança, nóis rezamo em velhinho, nóis fazemo santo. Quando o pai de santo num qué fazer, a gente fáiz, faço cura. Todos esses trabalhos eu faço, só num faço trabalho de amor. Esse negócio de amor num é comigo. Amor é com dona Mariana, é com essas cabocas. Então trabalho de amor eu não faço, eu só faço trabalho pra cura. Gosto muito de trabaiá na cura pra ver o pecador feliz, ver o pecador bom. Olha, aqui eu já cuidei de gente que num tinha pé. Pai Fulgêncio, eu vou ficar bom? Você tem fé em Deus, meu filho? Tenho. Mas parece que num tem. Porque eu digo na cara do pecador, espírito num mente. Se Deus colocou o espírito na terra é pra falar a verdade. Assim mesmo, o pecador sem fé, sem acreditar, eu tiro o feitiço pra mostrar que o espiritismo é o espiritismo.

Eu digo, meu filho, eu vou fazer a minha parte. Vosmicê não tem fé, eu tenho fé e creio que sou um espírito e eu vou tirar isso de você. Aí, com o passar do tempo, os dias que eu vou trabalhado, o pecador começa a ter fé . Ele começa a vê que aquele trabalho está dando certo. Eles estava doente e está começando a ficar bom. Se ele estava sentindo uma dor, essa dor tá começando a sumir. Então ele vai começando a acreditar. Quando ele fica bom, ele acredita, porque tem muitos que não acreditam no espiritismo. Acham o espiritismo moda. Acham que o espiritismo é brincadeirinha. O espiritismo é uma coisa muito séria. É uma coisa que o pecador tem que entrar e saber sair. Então a pessoa nunca deve brincar com forças ocultas. Nóis tamo vendo, nóis somo isso, nóis somo essa fumaça que sai do meu cachimbo. Então muitas pessoas num acreditam e elas acabam acreditando com o trabalho que nóis tamo fazendo em cima deles. Eu trabalho há muito tempo aqui na cabeça desse meu filho e dando resultado.

DA INTRANSIGÊNCIA RELIGIOSA SEGREGADORA

Meu filho, eu não sou contra. Nenhuma entidade, nenhum espírito é contra a religião de ninguém. Quem é pastor, quem é crente, quem é irmã, quem é pastora. Nóis só lamenta e fica muito triste com as coisas que acontece. Chega um pessoal da igreja, entra, aí eles querem ver o que tem dentro da casa dos outros, num tem educação, porque a educação começa de casa. E aí quando esse pessoal chega eles começam a xingar. Ah, mas aqui é a casa do demônio! Que demônio? O senhores já viram o demônio dar alguma coisa pra alguém? Então eles se acham os salvos. Ninguém está salvo, meu filho. Pecador nenhum está salvo. Todos vão esperar a volta do homem, no dia do juízo finár. Ele vai vim e ninguém vai saber. Ele vai bater de porta em porta e quem é que vai dar um copo de água pra ele. Ele vai vim simples. E você sabe, se chegar um mendigo na casa do pecador, eles mandam logo chutar. Se chegar um barbudo velho na sua casa, quer dinheiro, manda ele pastar. É assim que eles fazem. Eles num sabem o que aquela pessoa ta passando. Às vezes é um aviso pra própria pessoa. Então isso é muito feio, isso é muito ruim. Eles xingam, eles debocham. Se o pecador pega santo na rua, eles jogam pedra. Tá fazendo uma sessão, eles atiram pedra. Então isso, meu filho, é uma coisa muito feia. Isso a gente não aceita. A gente tá indo, tentando. Nóis sempre conversa com os Orixá maior e um dia vai mudá, tá mudando, tá começando a mudar. Vai chegar um dia que os pessoal que são crente de outra religião vai ver que não é nada disso. Todos os pecador é espiritual. Claro, tem a Igreja Universár, lá dentro tem muita ovelha boa e tem muita ovelha ruim. Em todo lugar de religião tem gente boa e tem gente ruim. Tem gente que entra na religião só pra enricar. Religião não enrica ninguém. Enrica esses pecador daqui da terra que aí eles vão pra igreja e, olha eu quero 200 patacos pela fé, eu quero mil patacos pela fé. Deus não vende fé pra ninguém. Deus quer a fé própria. Ninguém compra a fé, a gente conquista a fé. Como é que um pecador pode lhe comprar? Ele não vai lhe comprar. Se você é uma pessoa de Deus, é um ser um ser humano que acredita em Deus, ele pode lhe dar milhões e você vai dizer não, primeiro meu caráter, primeiro meu nome, eu não vou me vender. Mas o que pode fazer se tem hoje em dia isso. Se o pecador vem e pega uma cuia dessa, olha, eu quero saber se tem alguma coisa de bom ou se tem alguma coisa quer comprá. Vai levar essa cuia? Num vai levar. O corpo vai pra terra e o espírito vai prum lugar onde ele vai esperar o último dia. Todos vamos ser julgados. Aí o pecador chega e ai, eu tô na igreja eu tô salvo. Não tá não. Fáiz tudo o que num presta, fala mal da vida dos outros. Você vai passando e olha, aquele preto, olha a roupa que ele veste, não tem nem coragem de comprar roupa pra ele. Mas num olha pra trás. Num olha pra trás que o rabo de palha tá pegando fogo. Aí deus castiga. O Orixá maior castiga. Aí eles bota a mão na cabeça e diz ô, meu Deus, o que foi que eu fiz? O que foi que eu fiz, sabendo o que foi que fez e ainda pergunta pra Deus o que foi que fez. O que se faz aqui na terra se paga aqui mesmo e o resto se paga no juízo final. Quem ele vai escolher pra subir com ele, as almas. É uma coisa muito feia, mas aqueles evangélicos que vem eu atendo, meu filho atende.

Aqui já veio até evangélicos ser cuidado e eu tratei muito bem. Tratei de uma evangélica que tava com um bicho na barriga e agora a moça tá bonita, tá bela, tá gorda. Ela era da finura desse bastão aqui, magrinha, magrinha porque o bicho tava dentro dela. E ela foi pro casaca branca [médico] e num dava resultado de nada. Então a moça veio porque ela quis. Consultei ela, olhei ela tudinho, dei uma olhadinha na vidência, coloquei a mão na barriga, e o bicho se mexia assim, o bicho andava. “Minha filha isso daí é um feitiço que botaram pra você, um trabaio que fizeram pra acabar com você”. “Tem jeito?”. “Tem, só num tem jeito pra morte”. E eu trabalhei pra moça e hoje a moça tá boa. Pagou meu filho direitinho, não explorei. Porque todos trabalho, meu filho, a gente tem que cobrar porque cansa muito a matéria. Nóis em cima da matéria cansa muito. Nosso trabalho é com a mente do filho. Nóis num somo cobra-reza. Se chegar um pecador, eu não tenho nada, quantas veiz eu e meu filho tirou dinheiro do bolso dele, obrigação material do bolso dele pra fazer. Muitas veiz. Passei aqui mais de três anos trabaiando de graça, fazendo caridade pra Deus ver a minha sabedoria que ele me deu e a sabedoria do meu filho, que ele aprendeu, porque ninguém nasce sabendo.

DOS MISTÉRIOS E NATUREZA DOS ORIXÁS

Então, meu filho, é isso que eu faço aqui, é doutrinando os médiuns, é fazendo o santo direitinho, é ensinando a partilha da Umbanda, que é pra aquele filho num ficar batendo cabeça de porta em porta. Então eu falo a verdade. E muitos pecadores não querem ajudar. Os pecador só querem saber da mentira. Mentira não dá camisa a ninguém, mentira só dá sofrimento, mentira só dá problema, mentira não levanta ninguém. É melhor falar a verdade que não vai ser castigado. Então é isso que eu faço aqui na minha casa. Ajudar o próximo, levantar a bandeira de Oxalá pra que nóis possa caminhar, no santo maior e dá caminho pro pecador. Nóis levantando essa bandeira branca: se Deus é por nóis, quem será contra nóis. Ninguém, meu filho, eles podem inté tentá contra vocês, contra meu filho, mas eles num consegue. E quando tiver na reta final, Oxalá dá a rasteira, porque ele é pai. Ele zela por todos filhos, ele zela pelo aleijado, pelo cego, ele zela por todos. Tudo nessa terra, ele deixou uma terra linda, inté os pássaros, os bichos de dentro da mata eles trabalham, eles caçam a própria comida deles. Eles semeiam a mata pra nascer mais árvore, pra dar mais fruto pra eles comerem. Porque se eles comerem o fruto da mara e não semear como é que eles vão viver? Num vive, porque eles vão comendo, vai acabando, vai morrendo, e aí? Então eles têm que comer, semear a mata, das semente que eles comem, daquilo que eles comem. Então vai crescendo outra mata e nunca morre, nunca vai morrer, porque são trabaiadô. Então aqui na terra o pecador destrói muito, o pecador destrói muito a natureza. O mar é bonito de se ver. Você entra dentro do mar, você se encanta. É muito mistério. É mistério dentro da mata, é mistério dentro da água, é mistério nas encruzilhadas, é mistério no templo. Tem muito mistério. O negócio é que os pecador num quer procurar, eles num querem saber. Eles só procuram quando tão com demanda, com a vida ruim, ou tão com problema, aí eles procuram. Mas num devia ser assim, mas vai fazer o quê? Então a gente deixa na mão de Deus e dos Orixás.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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