Arquivo para fevereiro \29\-04:00 2008

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

_________óptico sonoro    vibração        composição            imagem               superfície                  simulacro         “Se porrada educasse, bandido saía da cadeia um santo.”                                                 Lula faz vazar dois enunciados constituídos como verdades. Um que o conceito de educação foi impedido pela força irracional de subir à superfície como educare: colocar à frente, movimenta-se, criar; a educação como devir filosófico produtivo. Prevalecendo o conceito de punição. A ação judicativa antes do processual educacional. Nada do que possa ser tido como educação. A pedagogia punitiva desdobrada da culpa como compulsão do perdão para si e para o outro: “Me castigo para me perdoar. Te castigo para ti perdoar: te livro de tua culpa”. Eis a lei confundida com educação. Outro a existência da tortura como forma de pedagogia punitiva. Lula fala em público o que muitos, juridicamente, evitam tratar. Mesmo com organismos internacionais e nacionais do Direitos Humanos, denunciando constantemente. Mesmo quando vaza na enunciação da opinião pública quando afirma que o preso sai muito pior da cadeia do que quando entrou. Na ditadura usava-se o argumento, para defender o uso da tortura como técnica de interrogatório, afirmando que havia pressa para ouvir a confissão do preso político. Lula mais uma vez mostra que inteligência não se faz em uma enunciação óbvia. Não é uma mercadoria comprada em uma instituição escolar.       “Mais de um, como eu sem dúvida, escreveu para não ter mais fisionomia”                      Foucault               Quando ele me olhou de Netuno, entendi que havia vida na terra.         A fragrância flagrou-o: alergia.            __________________Beijam-se: Maradona & Canigia. Beijam-se: Madona & Brytney. Já faz tempo. A Globo não BBBeija: vende o pouso composto da superfície lábios, como mercadoria transgressora. O beijo não é transgressão. Quando uma boca sabe que os elementos constitutivos de outra boca é de um macho ou de uma fêmea? Quando é tornado mercadoria. Beijar é das espécies, não da dor. Quanto vale o beijo de Judas para a Globo? Todo preconceito é aprisionamento da vida. Ainda mais quando é vendido como novidade. A Globo é démodé: sorve o imóvel.  ___________      __________________________________________Os estereótipos de nada servem. A não ser para lembrar-nos que nada servem. Os estereótipos como os clichês, se não são os mesmos, são os mesmos: recursos dos sem vozes. Quando em solenidades: vernizes de ocultação da estupidez epistemológica. “Tirar o cavalo da chuva…  Saímos em protesto… A oposição não vai ceder nenhum milímetro… A oposição não é chiclete nem pingue-pongue…” Estereótipos tautológicos  que revelam a limitação lingüística/cognitiva de Arthur Neto. “O presidente Lula precisa se olhar… Todo dia cospe no prato que está comendo… É mera politiquez… Foi mal usado…”  Fonte do feedback dos clichês do senador: clichês de seu mestre Fernando Henrique, eterno invejoso do sucesso político de Lula. Depois a dupla não sabe porque o povo brasileiro não toma conhecimento de suas importâncias políticas. Mas Athur se toma importante: quer que seu partido o tenha como presidenciável. Quer que nas pesquisa de sondagem para presidente em seu partido, seu nome também figure como candidato. Enquanto isso, seu mestre, Fernando Henrique, Serra e membros do PSDB de São Paulo imaginam sua retirada da liderança(?) do partido.                               “Geralmente, o estereótipo é triste, porque é constituído por uma necrose da linguagem, uma prótese que vem tapar um buraco de escritura, mas ao mesmo tempo não pode deixar de suscitar uma imensa gargalhada…”                              Barthes     ____  ______  __O jogador Adriano, do São Paulo, cometeu uma atitude que a diretoria não gostou, e disse que é ele que tem que se comportar como os outros jogadores do clube. Se é considerado imperador, é lá em Roma, e não no São Paulo. O repórter da folha quis mostrar sabedoria inútil, corrigindo a diretoria, afirmando que ele é imperador na Inter de Milão. Não sabe o inteligente integrante da inteligente imprensa, que a torcida e o jornalismo pro Inter cunharam o epíteto Imperador por causa do Imperador Romano.  Em alguns países o povo luta juridicamente pelo direito de imagem: a imagem reproduzida por qualquer meio tecnológico, pertence à pessoa copiada. Logo, é direito privado. Caso contrário é crime. Os funcionários da Globo Luciano Hulk e Angélica vendem a imagem de seu filho. Marx diz que o dinheiro é grande prostituta: se reifica em qualquer mercadoria. O que pensa o casal sobre seu filho, mercadoria e dinheiro. Mesmo que a renda seja doada a uma instituição de caridade. Não elimina a operação paternal-imagética-capitalística. A imprensa respondeu a seu modo: é para evitar os paparazzos. Coisas do amor familial.

O cinema atual é como um restaurante de ‘preço fixo’, em que só servem pratos de carne: o estômago logo ficará num estado terrível”                       Jean Renoir     ______________________________O senador Jefferson Péres desabafa como o último senador romano antes de Nero e Calígula: “Estamos encenando uma peça de ficção, fingindo, mas o povo pensa que é verdade, que é sério isto aqui, que são legisladores da República Federativa do Brasil cumprindo seu papel de legislar…” Não sabemos porque nos parece que o senador não conhece a opinião do povo brasileiro. Por isso não sabe que ele é inteligente, reelegeu Lula, e tem o parlamento brasileiro em péssimo conceito.                “Todos que eu via ao meu redor eram uns fracassados ou então uns grotescos. Sobretudo os que tinham vencido. Eu não precisava de Deus nem ele de mim, e eu dizia freqüentemente que se Deus existia, seria com calma que eu iria ao seu encontro para cuspir-lhe na cara”                        Henry Miller

DUAS NOTAS DO DUO BUSH-HARRY

Notas Musicais

PRIMEIRA NOTA – LA: Olha só quem chama os outros de “tirano”. Aquele que, freudianamente, se deu bem, pois deu continuidade e superou a obra encaminhada por por seu pai: a sanha justiceira/dominadora para apropriação do mundo. O mesmo que apóia à força e à bala o estado de Israel no meio da Palestina a massacrá-la. O mesmo que é aliado do ditador militar Musharaf, que comandava o Paquistão. O mesmo que tem imposto duras leis de imigração desde que assumiu. Que mantém oficializadas as torturas nas prisões de Abu-Ghraib e Guantánamo. Que promoveu, com seus erros em todos os setores, a derrocada da economia norte americana, e seu desgaste político mundial. Que vai contando mais de 4000 soldados mortos no Iraques, e vai fazendo visível que aí, assim como no Afeganistão, a presença dos Estados Unidos só faz aumentar e prolongar os conflitos no Oriente Médio. E que, enquanto isso, por onde passa vai deixando a marca dos anseios totalitários sob a estapafúrdia “guerra ao terrorismo”. Para quem a lembrança ao tribunal de Nuremberg e ao código de Genebra, serve apenas para os inimigos. E por isso junta técnicas pós-moderníssimas de destruição em massa com métodos medievalescos utilizados pela inquisição, como a tortura por afogamento denominada waterboarding. É para este que, imbuído do desejo (vejam só!) de “auxiliar a democracia em Cuba”, Fidel era um ditador e agora Raul Castro é um tirano. Mas enquanto ele vai tentando levar adiante “o processo do século”, como analisou na Carta Capital Wálter Fanganiello Maierovitch sobre a armação incondicional para a condenação à morte dos seis envolvidos no 11 de setembro. Pois é, enquanto isso, Felipe Pérez Roque, ministro das Relações Exteriores de Cuba, na sede da ONU, em plena Nova York, assina dois tratados internacionais, que dizem respeito à “liberdade de expressão e associação” e o “direito de viajar ao exterior”, que Fidel não assinara devido ao controle que os Estados Unidos sempre mantiveram sobre a ONU. Um personagem da peça Entre Quatro Paredes, do filósofo da liberdade, Sartre, enuncia que “o inferno são os outros”. Por que Bush também não dá uma passadinha ali na sede da ONU e assina a proposta de moratória da pena de morte, que ficaria suspensa até a próxima convenção da ONU? Talvez porque pra ele tirano são os outros, porque é através deles que me percebo no mundo. Não, Bush não possui os elementos necessários para perceber o outro.

SEGUNDA NOTA – SOL#: O passeio acabou. Harry, “the nazi”, filho da princesa Diana e o príncipe Charles, queria tanto ir ao Iraque. Mas o general não deixou, porque havia muitas ameaças de morte contra ele. Oh!, quão desprotegido! Mas se, mesmo entre um bando de seguranças, ele teve a cara rachada por um fotógrafo que atacara histericamente. Embora sendo apenas pose pra fotografia, de qualquer forma, melhor não. Mas ele precisava dissipar a imagem de falsa rebeldia à la Jovem Guarda; era preciso esquecer o quadro roubado dos aborígenes australianos que apresentou como trabalho final do curso de educação artística. A professora ainda tentou cumprir seu papel de forma imparcial, mas foi rapidamente demitida de uma das mais sérias escolas inglesas. E olha que a seriedade da coroa inglesa é séria mesmo. Tão séria que ele foi obrigado a trabalhar três meses como vaqueiro, ganhando salário de vaqueiro, e depois praticar humanitarismo (sem humanismo) na África. Mas tão séria que parece que não se contentou com o uniforme nazista vestido pelo principesco numa festinha e resolveu que ele iria ao Afeganistão, dessa vez, na surdina. Dizem que ele reclamava muito da falta de uma boa ducha, e que por isso passava até três dias sem tomar banho. Dizem também que detestava a comida. Mas como ele teria apenas que matar uns trinta afegãos para tornar-se “herói” diante das câmeras. “É muito bom ser como uma pessoa normal pelo menos uma vez”, disse ele. Aos afegãos anormais e paranormais, ninguém perguntou se estavam armados ou amarrados. Ninguém perguntou quantas crianças, mulheres, velhos, pessoas. Não contam. O que importa é que os sérios ingleses esqueçam que ele fumou um baseado, que ele apalpou aquela loira enquanto a namorada viajava, que ele bebeu vodka, enquanto a foto mostra que ele cheirava alguma coisa. Para nós que não somos da divisão de entorpecentes, não o discriminamos pelo método que ele empregava para suportar o vazio da família real britânica, era melhor do que matar afegãos. Mas eram apenas afegãos, e “uns trinta afegãos” nada quer dizer na ordem simbólica do genocídio. Como diz Jean Baudrillard: “se um indivíduo morre, sua morte é um acontecimento considerável, enquanto que se mil indivíduos morrem, a morte de cada um é mil vezes menos importante”.

PLANO DE CURSO DE SOCIOLOGIA ATIVA – EDUCAÇÃO BÁSICA

Este Plano de Curso de Sociologia Ativa para Educação Básica carrega em seus Corpos-Socius (Companheiro de Sociedade) elementos/individuações possíveis de novas produções sociais capazes de escapar dos conceitos tradicionais da teoria sociológica de seu fundador, Auguste Comte (século XIX), para quem esta ciência social (Física Social), ainda presa nos enunciados da Filosofia da História, seu signo social epistemológico, trata das relações sociais, organização das sociedades, transformações, regras e leis que regem o complexo social. Além de fixar o conceito de indivíduo em um Estar Social. Evidenciando mais a enunciação do sujeito-passivo (rastros do evolucionismo darwiniano), e menos o sujeito-ativo, corpos-socius de produção da enunciação coletiva. Mais modelado pelo Espaço Estriado com seus territórios demarcados pelos planos de organização e desenvolvimento calcados na pontuação de suas leis, do que no Espaço Liso de onde emanam as individuações criadoras de novas formas de relações sociais capazes de tecer uma cartografia social de desejos necessários a construção  de uma sociedade/movente, ao contrário de uma sociedade cujas necessidades produzidas e estratificadas em uma ordem imobilizadora, mantém suas classes sociais em constante antagonismo. O círculo deletério a produtividade, a saúde e o amor dos homens e mulheres.

“Cada sociedade tem seu regime de verdade, sua ‘política geral’ de verdade; isto é, os tipos de discurso que ela acolhe e faz funcionar, como verdadeiros; os mecanismos e as instâncias que permitem distinguir os enunciados verdadeiros dos falsos, a maneira como se sanciona uns e outros; as técnicas e os procedimentos que são valorizados para a obtenção da verdade; o estatuto daqueles que têm o encargo de dizer o que funciona como verdadeiro”.

Foucault

 

I  – UNIDADE

CORPOS-SOCIUS — MÁQUINAS PONTUADORAS

 Movimentos maquínicos: bárbaros, hordas e bandos.

 Natureza, territórios, nomos e discursos.

 Relações de produção e enunciados-leis.

 Redes sociais e políticas.

 Máquina Imperial.

 Nobreza e enunciação teológica.

II  –  UNIDADE

CORPUS-SOCIUS — AGENCIAMENTOS CULTURAIS

 Fluxos corporais.

 Experiências, pensamento e conhecimento.

 Cultura: Cultura Primitiva, Alma e Mercadoria.

 Signos, língua, linguagem e fala.

 A família e suas enunciações.

 Fluxos plásticos, visuais-auditivos: dança, música, desenho,pintura.

 Fluxos gráficos.

 Fluxos religiosos.

III  –  UNIDADE

CORPOS-SOCIUS —   ESTADOS E REGIMES SOCIAIS

O Estado Egípcio e a aliança-social planetária.

 O Estado Teológico Hebraico.

O Estado Grego e a Democracia: Sociedade dos amigos.

 O Estado Romano e a Ordem Imperial.

IV  –  UNIDADE

CORPOS SOCIUS — DESTERRITORIALIZAÇÃO DA TERRA

A sociedade cristã-paulínea.

 A sociedade medieval: a terra é o centro do universo.

 Uma sociedade em transição ao outro mundo.

 Terra, nobre e vassalos teo-geo-irmanados.

V  –  UNIDADE

CORPUS-SOCIUS — RETERRITORIALIZAÇÃO DA TERRA

 Gallileu coloca a terra em seu lugar.

 Solidificação da sociedade capitalista.

 A emergência do espírito burguês.

 O romantismo social: “O homem nasce livre, mas em todo canto está acorrentado”.

 As ciências, as artes e as letras tidas clássicas.

 O capitalismo e suas sociedades religiosas.

 A potência social da multidão.

 A sociedade disciplinar e o assentamento social da multidão.

VI  –  UNIDADE

CORPOS-SOCIUS — SOCIEDADE TERRITORIALIZADA

 Estruturação da sociedade.

 As pontuações do liberalismo econômico.

 A democracia representativa.

 Segregações da sociedade industrial: Patrões e Operários.

 Estratificação social: Elite, Média, Pobre e Lupemproletariado.

 O valor, o lucro e a mais-valia.

 Capitalismo e marxismo.

 Aumento e diversidade demográfica.

 Instrumentos de análise social: sociologia, psicologia, psicanálise, antropologia.

As artes como novas formas de percepções sociais: o romance, a fotografia e o cinema.

 Transfigurações da sociedade: as guerras.

 O império fundamentalista e o império neoliberal: economia de mercado.

VII  –  UNIDADE

CORPOS-SOCIUS — ENUNCIAÇÕES BRASILEIRAS

 A subjetividade primeira: povos das florestas.

 A subjetividade européia sobrecodificadora: interdição lingüística, índio.

 A construção de uma sociedade escravocrata.

 A sociedade colonial.

 Movimentos sociais étnicos.

 Sociedade brasileira moderna.

 As alternações políticas: breves democracias, e longas ditaduras.

 A sociedade brasileira contemporânea.

 O governo Lula.

 Mudanças de status do povo brasileiro.

 A sociedade de consumo.

 As enunciações afro-brasileiras: quilombolas, capoeira, candomblé, macumba, etc.

 Enunciações artísticas: teatro, cinema, dança, samba, bumba-meu-boi, hip-hop, etc.

_______________________________________

BIBLIOGRAFIA BREVE

O Anti-Édipo – Gilles Deleuze e Félix Guattari.

Mil Platôs Volume V -___________________

Micropolítica – Cartografias do Desejo – Félix Guattari e Suely Rolnik.

Microfísica do Poder – Michel Foucault.

Vigiar e Punir -____________________

A Ordem do Discurso-______________

Em Defesa da Sociedade-____________

Arqueologia do Saber-______________

Ensaios de Sociologia- Marcel Mauss.

Manual de Etnografia -____________

A Sagrada Família ou Crítica da Crítica Crítica –   Kar Marx.

Contribuição à Crítica da Economia Política – ___________

A Ideologia Alemã -________________________________

O Manifesto do Partido Comunista – Marx e Engels.

A Origem da Família, da Sociedade Privada e do Estado- Friedrich Engels.

O Contrato Social – Rousseau.

O Príncipe – Maquiavel.

Leviatã –  Hobbes.

A Crise da Social-Democracia – Rosa Luxemburg.

As Regras do Método Sociológico – Émile Durkheim.

O Suicídio – _________________________________

Escritos Políticos Volume II – Antonio Gramsci.

Caráter e Estrutura Social – Hans Gerth Wright Mills.

O Destino das Elites – Suzzane Keller.

Razões Práticas – A Teoria da Ação – Pierre Bourdieu.

Comunidade da Diferença – Miroslav Milovic.

Uma Teoria Científica da Cultura –  Bronislaw Malinowski.

Os Nuer – E. E. Evans-Pritchard.

O Pensamento Selvagem – C. Lévi-Strauss.

Tristes Trópicos _ ____________________

O Rumor da Língua – Roland Barthes.

Linguagem e Conhecimento – Adam Schaff.

Tudo Que é Sólido Desmancha no Ar – A Aventura da Modernidade- Marshall Berman.

O Povo Brasileiro – Darcy Ribeiro.

A “Teoria do Autoritarismo” – Florestan Fernandes.

A Condição de Sociólogo – ____________________

Circuito Fechado –   _________________________

Escravidão e Racismo – Octavio Ianni.

Signagem da Televisão – Décio Pignatari.

DAS TENTATIVAS COLOMBIANAS

Desde que Manuel Marulanda e um pequeno grupo de homens e mulheres se embrenharam nas selvas colombianas há mais de 40 anos, fugindo ao extermínio que a brutal ditadura militar impôs à Colômbia em todos os aspectos, que o acontecimento FARC ou Ejército del Pueblo tenta uma possibilidade de diálogo para uma democratização do país. Com a libertação dos quatro ex-congressistas Gloria Polanco de Lozada, Orlando Beltrán Cuéllar, Luis Eladio Pérez e Jorge Eduardo Gechen Turbay ontem, 27 de fevereiro, as FARC seguem nessa linha democrática.

Um encontro se deu com a entrada da potência socialista/democrática Hugo Chávez, o qual vem tentando, oficialmente desde 20 de agosto do ano passado, compor para fazer fissuras nos blocos constituídos que perduram no governo da Colômbia. Com a impossibilidade de qualquer proximidade com esse governo, Chávez segue conspirando com Marulanda, que mais uma vez liberta reféns em reconhecimento a “la sincera preocupación por la paz de Colombia del Presidente Hugo Chávez y de la senadora Piedad Córdoba”.

Enquanto isso, por parte dos grupos que comandam o esvaziado Estado colombiano — grupos militares e paramilitares de extermínio, a intervencionice americana, multinacionais, etc —, desde Andrés Pastrana (1998-2002), e continuando com Uribe, o presidente laranja, vai prosseguindo, como perceberam Oliver Stone e a ex-refém Consuelo González, no empenho de emperrar qualquer avanço no sentido de uma possibilidade dialógica. Prova disso é o tom imperativo que Uribe teve diante da proposta das FARC de desmilitarização de dois municípios para um início de tentativa de conversa com governo colombiano.

Em todos os jornais da destra mídia seqüelada, a notícia que repercutiu foi o precário estado de saúde de Ingrid Betancourt. Com certeza, às FARC e a Chávez sua saúde interessa, sua liberdade interessa, assim como a saúde e liberdade democrática de toda a população colombiana. A Uribe, ou às vozes que o comandam, é que nada disso interessa. Só a manutenção do terror e da tirania o interessam. Por isso, Marulanda sorri e acena, e as FARC seguem…

DUAS NOTAS SEM VERBA E SEM BOLSA

Notas Musicais

PRIMEIRA NOTA – MI: Os técnicos na assistência social (assistentes sociais e psicólogos) contratados pela Prefeitura Municipal de Manaus em regime de prestação de serviço para atuar no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) estão sem receber o salário desde o início do ano. A alegação da Prefeitura para tal descaso é que ainda não recebeu a verba do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Se o Ministério realmente não repassou a verba para a prefeitura isso demonstra a falta de organização na administração de um prefeito economista. Se o Ministério já repassou a verba, o que a Prefeitura está esperando para pagar os funcionários? O que se sabe é que o salário dos técnicos contratados não é composto apenas da verba do ministério, mas também de uma contrapartida da prefeitura.

SEGUNDA NOTA – SOL: Enquanto divulga as diversas parcerias que está firmando para fortalecimento de sua atuação, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM (menina dos olhos do governador Eduardo “Guerreiro de Sempre” Braga), também apresenta falhas no pagamento dos bolsistas, que ainda não receberam o pagamento referente ao mês de janeiro. “Devido a problemas de ordem operacional que fogem à vontade dos gestores desta entidade”, segundo seu site, o pagamento ainda não foi efetuado. O que demonstra a falha na gestão administrativa e em não divulgar e esclarecer aos bolsistas o real motivo por esta falta.

*……….::::: CHAGÃO:::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo
deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ NACIONAL VIRA NOVELA DA GLOBOTÁRIA? O Nacional do Amazonas, conhecido com o Leão da Vila Municipal, um dos clubes amazonenses com um mínimo de expressão nacional (sem trocadilho), convocou o escritor global, ex-presidente da FUNARTE no governo FHC, xenófobo e equivocado Márcio Souza para escrever a História do Clube. Garantia de que o time da Vila estará na próxima minissérie global? Se se confirmar a escrita de Souza, sempre anódina e povoada pelo efemerismo, evidente que será estrela na telinha global. E aí pouco importa que Souza, além de jamais ter sido sequer roupeiro, não carregue os elementos lúdicos e os fluxos existenciais necessários a uma confluência textual que carregue os incorporais do futebol como potência criadora do ser humano. Não pode escrever sobre futebol porque não o tem como experiência localizada no mundo – como o tem, por exemplo, Eduardo Galeano, que nunca jogou efetivamente, mas é craque nos devires-bola, devir-corpo-balanço, devir-chagão – mas como conceito abstrato fora da sua corporeidade e mundaneidade. Mas até aí, perguntaria um leitor intempestivo e torcedor crítico do Naça-Ça!, o que também tem a ver com futebol o eterno presidente do clube, Maneca? Estão entre iguais!

Θ SÉRGIO GUEDES, LINHA INTENSIVA ALVI-NEGRA. Lucidez e inteligência estão para o futebol como a água para o deserto: cada vez mais raros. O técnico do time da Ponte Preta de Campinas, que disputa os primeiros lugares do campeonato paulista, surpreendeu a IEER, ao montar um time competitivo que não é “só arranque”, como apregoa a imprensa da capital paulista, e também ao se revelar uma pessoa inteligente, bem articulada e livre da redução epistemológica que atinge à 99% dos jornalistas tupiniquins. Questionado sobre se o time irá diminuir o ritmo e cair na tabela com os jogos fora, Sérgio foi claro: o jornalismo não sabe sequer ler. Como em qualquer outro certame, os jogos são metade fora, metade em casa, portanto não haveria este risco. Lembrou ainda que os times pequenos não estão no campeonato para “servir” os grandes, e que essa estória de jornalista perguntar se fulano ou cicrano quer jogar em clube tal ou qual – que também acontece na Europa – é um desrespeito ao clube. Sergio não tem os cacoetes de linguagem típicos de técnicos, jogadores e jornalistas. Expressa claramente sua opinião. Portanto, dificilmente – a não ser que mude – você, torcedor de Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Flamengo, Fluminense, Vasco e iguais, verá Sérgio como técnico do clube com o mesmo sucesso da Macaca campineira. É mais fácil ele ir para o Guarani.

Θ ‘CHAGÃO’ PERGUNTA: Respostas do anterior: em 11 de maio de 1978, no Campeonato Brasileiro, jogando no estádio Mário Filho (Maracanã), o Tricolor de Aço alcançou uma heróica vitória sobre o Fluminense (RJ) por 2×1, com gols de Raulino e Cabral. Agora, o ‘Chagão!’ pergunta: Qual ou quais os times que mais venceram a Copa do Brasil?

Θ COPA DO BRASIL. Mais jogos de ida pela primeira fase da copa. Estréia para alguns clubes, como o Atlético Mineiro, que foi a Palmas enfrentar o time local. O Palmeiras também iniciou sua luta pelo título, enfrentando o CENE, do Mato Grosso do Sul. Alguns times jogaram a partida de volta, como o Fast Clube, que encarou o Santa Cruz no Recife, após a histórica vitória por 3 a 1 no vivaldão, perdeu mas se classificou, e agora enfrenta o Goiás. E o Nacional, que estreou com uma vitória fora de casa contra o Guará/DF, já classificando-se. Joga agora contra o Atlético Mineiro. Noite de gala para o futebol manoniquim! Resultados:

Jogos de Ida (27/02)

América/SE 0 – 0 Fortaleza/CE

Cacerense/MT 1 – 4 Goiás/GO

Rio Branco/AC 1 – 3 Botafogo/RJ

Jaguaré/ES 3 – 2 River/PI

Palmas/TO 0 – 7 Atlético/MG

Guará/DF 1 – 3 Nacional/AM

Coruripe/AL 4 – 1 Juventus/SP

CENE/MS 0 – 2 Palmeiras/SP

Central/PE 0 – 0 Remo/PA

Imperatriz/MA 2 – 2 Sport/PE

ULBRA/RS 1 – 1 Brasiliense/DF

Nacional/PB 0 – 4 Internacional/RS

Democrata/MG 3 – 2 Bragantino/SP

Icasa/CE 3 – 2 Bahia/BA

Corinthians/AL 1 – 1 Atlético/PR

Madureira/RJ 1 – 1 ABC/RN

Jogos de Volta (27/02)

Santa Cruz/PE 1 – 0 Fast Clube/AM

Grêmio/RS 6 – 0 Jaciara/MT

Atlético/GO 3 – 2 Itaiatuba/MG

Coritiba/PR 6 – 0 Tuna Luso/PA

Portuguesa/SP 3 – 1 ULBRA Ji-Paraná/RO

Paraná/PR 4 – 0 Trem/AP

Vasco/RJ 3 – 2 Itabaiana/SE

Paranavaí/PR 3 – 3 Águia Negra/MS

Juventude/RS (5)0 – 0(4) Linhares/ES

Θ LIBERTADORES DA AMÉRICA. Venezuelanos do Caracas FC surpreendem e lideram o grupo 1 com 100% de aproveitamento em dois jogos. O esperadíssimo Estudiantes e Lanús decepcionou. River Plate tira o dedo contra o América mexicano. Flamengo dorme líder do seu grupo. São Paulo empata na Colômbia. Resultados:

Grupo 1

12/02 – Caracas (VEN) 2 – 0 San Lorenzo (ARG)

13/02 – Cruzeiro (BRA) 3 – 0 Real Potosí (BOL)

21/02 – San Lorenzo 0 – 0 Cruzeiro

26/02 – Caracas 2 – 1 Real Potosí

04/03 – Cruzeiro – Caracas

11/03 – Real Potosí – San Lorenzo

18/03 – Caracas – Cruzeiro

25/03 – San Lorenzo – Real Potosí

01/04 – Real Potosí – Caracas

03/04 – Cruzeiro – San Lorenzo

17/04 – Real Potosí – Cruzeiro

17/04 – San Lorenzo – Caracas

Grupo 2

12/02 – Dep. Cuenca (EQU) 1 – 0 Estudiantes (ARG)

14/02 – Lanús (ARG) 3 – 1 Danubio (URU)

21/02 – Dep. Cuenca 0 – 0 Danubio

26/02 – Estudiantes 0 – 0 Lanús

05/03 – Danubio – Estudiantes

13/03 – Lanús – Dep. Cuenca

18/03 – Estudiantes – Danubio

20/03 – Dep. Cuenca – Lanús

27/03 – Danubio – Dep. Cuenca

02/04 – Lanús – Estudiantes

15/04 – Danubio – Lanús

15/04 – Estudiantes – Dep. Cuenca

Grupo 3

20/02 – Unión Maracaibo (VEN) 1 – 0 Boca Jrs (ARG)

21/02 – Atlas (MEX) 3 – 0 Colo Colo (CHI)

28/02 – Unión Maracaibo 1 – 3 Colo Colo

06/03 – Boca Jrs – Atlas

12/03 – Atlas – Unión Maracaibo

20/03 – Colo Colo – Boca Jrs

26/03 – Unión Maracaibo – Atlas

27/03 – Boca Jrs – Colo Colo

09/04 – Atlas – Boca Jrs

10/04 – Colo Colo – Unión Maracaibo

22/04 – Colo Colo – Atlas

22/04 – Boca Jrs – Unión Maracaibo

Grupo 4

13/02 – Cienciano (PER) 2 – 0 Nacional (URU)

13/02 – Cel. Bolognesi (PER) 0 – 0 Flamengo (BRA)

19/02 – Cel. Bolognesi 0 – 1 Nacional

27/02 – Flamengo 2 – 1 Cienciano

05/03 – Nacional – Flamengo

11/03 – Cienciano – Bolognesi

19/03 – Flamengo – Nacional

25/03 – Cel. Bolognesi – Cienciano

03/04 – Nacional – Cel. Bolognesi

09/04 – Cienciano – Flamengo

23/04 – Flamengo – Cel. Bolognesi

23/04 – Nacional – Cienciano

Grupo 5

13/02 – Universidad San Martín (PER) 2 – 0 River Plate (ARG)

21/02 – América (MEX) 2 – 1 Universidad Católica (CHI)

26/02 – U. San Martín 0 – 1 U. Católica

27/02 – River Plate 2 – 1 América

12/03 – U. Católica – River Plate

13/03 – América – U. San Martín

26/03 – River Plate – U. Católica

26/03 – U. San Martín – América

01/04 – U. Católica – U. San Martín

02/04 – América – River Plate

16/04 – U. Católica – América

16/04 – River Plate – U. San Martín

Grupo 6

14/02 – Cúcuta Deportivo (COL) 0 – 0 Santos (BRA)

19/02 – Chivas Guadalajara (MEX) 2 – 0 San José (BOL)

28/02 – Cúcuta 0 – 0 San José

04/03 – Santos – Chivas

11/03 – Chivas – Cúcuta

19/03 – San José – Santos

27/03 – Cúcuta – Chivas

01/04 – Santos – San José

08/04 – San José – Cúcuta

09/04 – Chivas – Santos

16/04 – San José – Chivas

16/04 – Santos – Cúcuta

Grupo 7

19/02 – Audax Italiano (CHI) 1 – 2 Sportivo Luqueño (PAR)

27/02 – Nacional Medellín (COL) 1 – 1 São Paulo (BRA)

05/03 – São Paulo – Audax Italiano

06/03 – Nacional Medellín – Sportivo Luqueño

18/03 – Audax Italiano – Nacional Medellín

20/03 – Sportivo Luqueño – São Paulo

02/04 – São Paulo – Sportivo Luqueño

03/04 – Nacional Medellín – Audax Italiano

10/04 – Audax Italiano – São Paulo

10/04 – Sportivo Luqueño – Nacional Medellín

23/04 – Sportivo Luqueño – Audax Italiano

23/04 – São Paulo – Nacional Medellín

Grupo 8

20/02 – Arsenal (ARG) 1 – 0 Libertad (PAR)

20/02 – LDU Quito (EQU) 0 – 0 Fluminense (BRA)

05/03 – Fluminense – Arsenal

06/03 – LDU Quito – Libertad

12/03 – Arsenal – LDU Quito

19/03 – Libertad – Fluminense

25/03 – LDU Quito – Arsenal

02/04 – Fluminense – Libertad

08/04 – Arsenal – Fluminense

08/04 – Libertad – LDU Quito

17/04 – Libertad – Arsenal

17/04 – Fluminense – LDU Quito

COLUNA DO MEIO…

ALGUMAS QUESTÕES NO ENTORNO DA AMAZÔNIA

Mudanças Climáticas e o Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia

Nos dias 21 e 22 de fevereiro, legisladores dos países mais ricos do mundo, mais os 5 países (Brasil, China, Índia, México e África do Sul) em desenvolvimento, se reuniram em Brasília para mais uma reunião para discussão sobre as mudanças climáticas. As diversas reuniões deste grupo é organizada pela Globe (Organização Mundial de Legisladores para um Ambiente Equilibrado) e tem como objetivo elaborar e avaliar documentos com propostas para “enfrentar” as mudanças climáticas. O documento elaborado nesta reunião será levado para a próxima, em julho, no Japão. Desta vez não houve um grande avanço nas discussões, segundo as notícias na internet, os legisladores do G8 terminaram a reunião com acordos parciais.

Na reunião, o presidente Lula e a ministra Marina Silva apresentaram novamente o projeto para o Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia. Em discurso, Lula afirmou para os “donos do mundo” que nos últimos quatro anos o Brasil investiu mais de US$ 250 milhões no enfrentamento do desmatamento da Amazônia, algo inédito numa administração pública brasileira. Segundo Lula, o fundo captará recursos com base na redução das emissões de carbono oriundas do desmatamento. Buscaremos captar US$ 1 bilhão, por ano até 2012, e destiná-los integralmente para combater o desmatamento e mudar o modelo de desenvolvimento a partir do uso sustentável das nossas florestas“.

Lula também aproveitou para analisar como funcionam os mecanismos de controle social dos países ricos na questão ambiental, pois “os países mais ricos, com o maior descaramento, conseguem argumentos para não cumprir os acordos. (…) Alguns países que estão entre os maiores poluentes do mundo se esquivam de suas responsabilidades e tentam transferi-las aos países mais pobres”. Como Lula percebe o mundo de maneira diferente a dos esquemas dominantes, disse ainda que “os protocolos só servem para os pobres cumprirem e os ricos, com a maior desfaçatez, arrumam argumentos para não cumprir. (…) Os países pobres precisam ter muito cuidado, porque, nós que somos vítimas do desmatamento e do aquecimento global, iremos mais uma vez pagar a conta“. Como por exemplo a posição dos Estados Unidos nessas discussões, na qual tudo o que é decidido por seu presidente é no sentido de esmagar e segregar os países pobres na procura por um “desenvolvimento” econômico a todo custo.

E alguns jornalistas e especialistas com SDC (Síndrome de Deficiência Cognitiva) ainda insistem em dizer que não houve avanço nas negociações dessa reunião. Talvez não da parte deles e de Bush, mas de Lula…

Sai resultado da habilitação para concessão florestal em Jamari

Ao contrário da concepção ingênua dos ambientalistas e pesquisadores como por exemplo Niro Higuchi (membro do IPCC) em declarações em programa de televisão , considerando a concessão florestal como a pior medida já realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e defendendo o mito de uma Floretas Amazônica intocada, Marina Silva e sua equipe avança em mais uma etapa no projeto de desenvolvimento sustentável da floresta amazônica.

Após o combate contra o processo de licitação para concessão florestal, iniciado em novembro do ano passado, saiu dia 21/02 o resultado da habilitação para concessão florestal na Flona Jamari. Das 19 propostas enviadas ao Serviço Florestal Brasileiro, de 14 empresas envolvidas, apenas seis empresas estão habilitadas a continuar no processo de licitação.

As empresas habilitadas foram: Amata S/A, Civagro, Porto Júnior, Sakura Madeireiras, empresas representadas pelo consórcio liderado pela Alex Madeiras e ZN Madeiras. O sítio do Serviço Florestal Brasileiro disponibilizou a ata da sessão de julgamento das propostas das empresas concorrentes. Como as concessões são realizadas a longo prazo, a prática desse documento exige um trabalho responsável de fiscalização pelo governo atual e por muitos que virão. À população, cabe não deixar retornar a inexistência de qualquer tentativa de solucionar estas questões.

Extinção Zero é no Pará

Enquanto o governador Eduardo “Guerreiro de Sempre” Braga se aproveita dos programas do Governo Lula para promover sua imagem, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, procura outros caminhos e lança o Programa Extinção Zero. Trata-se de uma articulação entre a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a ong Conservação Internacional. O programa tornou pública uma lista com 181espécies ameaçadas de extinção no estado do Pará, chamada Lista Vermelha, e cria um comitê gestor para efetivar um plano de preservação dessas espécies.

Durante o evento para assinatura do decreto, a governadora Ana Júlia foi questionada sobre a atuação dos governos federal e estadual para a contenção do desmatamento no Pará e a atuação das madeireiras ilegais, e disse que os madeireiros estão tentando intimidar o Estado. Doa a quem doer, e leve o tempo que for necessário, vamos tirar de lá toda a madeira apreendida. Vamos continuar. Nem que eu e o secretário de meio ambiente tenhamos que passar a usar coletes a prova de balas“. Infelizmente, para quem acompanha a situação no Pará, passando pela morte de Dorothy Stang, não é exagero; mas, felizmente, pelas bandas do Pará parece existir um empenho do governo estadual em solucionar as históricas questões fundiárias e em reduzir significativamente o desmatamento, bem diferente das bravatas amazônidas premiadas.

O MEDIUM TELEVISIVO E A OPINIÃO PÚBLICA

OS DESENHOS ANIMADOS: A TRISTEZA NA TEVÊ

É grande a influência que a televisão exerce, atualmente, na hierarquia da mídia. E como sua programação está cada vez mais relacionada à lei do business e, conseqüentemente, à lógica do mercado, que fundamenta o ultraliberalismo que apartou a opinião (doxa/política) do espaço público de criação e alegria, a informação na tevê (e em outros veículos midiáticos) sustenta três características principais: ela deve ser fácil, rápida e divertida. A informação é produzida na televisão como uma ficção, com a função definida de distrair. Ela não surge como o esforço intelectual/material de aperceber as relações entre as pessoas, os objetos, as instituições, os espaços e seus cruzamentos a fim de se tornar um elemento constitutivo da cidadania. Ao contrário, as informações emitidas pela tevê apresentam-se como a paralisação da criação social, posto que sintetizam a realidade segundo os ditames da subjetividade capitalística. Daí ela ter que ser fácil, rápida e divertida, no claro intuito de impedir o estranhamento das imagens e da linguagem televisiva e nos conservar na empatia. É o que ocorre com os chamados desenhos animados, que tem como principal público as crianças e os adultos infantilizados.

Em 30 de abril de 1998 em Los Angeles, uma central de televisão, interrompeu sua programação infantil (uma vez que não é para crianças, mas infantilizada) para “informar” “ao vivo” um suicídio. As câmeras controladas/controladoras da mídia serva do mercado pegaram tudo: o homem ateando fogo em sua roupa e logo depois, com um fuzil, atirando em sua cabeça. A programação infantil era constituída de desenhos animados.

Este fato é contado pelo jornalista filosofante Ignácio Ramonet em seu A Tirania da Comunicação. Ele continua dizendo: “As crianças passaram portanto da violência virtual dos desenhos animados a uma das cenas realistas mais brutalmente traumatizantes”.

Os desenhos animados são fáceis, rápidos e divertidos. Pelo menos, é esta a impressão que vários tele-espectadores (que não são apenas crianças ou adolescentes) compartilham. São nestes onde muitos encontram a felicidade de se sentar e ver aqueles personagens antropomorfizados/seqüelados, que carregam com eles os signos do mundo do business e da lógica do mercado mundial. Eles demonstram sentimentos humanos padronizados, próprios da subjetividade capitalística, como: somente o mais esperto se dá bem, sensualidade sem sexo, o dinheiro como objeto de desejo, homofobia, violência gratuita, a divisão do mundo em céu e inferno, a paranóia estadunidense dos infindáveis ataques à Terra e a seu país, o ilimitado poder dos norte americanos, o estereótipo do estúpido e do imbecil, a banalização da inteligência, pornografia, propaganda ideológica, apologia ao consumo, entre outros.

O caso ocorrido em Los Angeles ilustra bem a insuficiência cognitiva da tevê, impulsionada pelo acordo latente que ela assegura com o mercado internacional. Pouco importa quem seja o tele-espectador. Ele sempre é um dado, um número cuidadosamente mensurado pela segmentaridade dura da tevê-mercado. Importa é lucrar. Se há uma preocupação por parte dos donos temporários das concessões dos canais de tevê com a divisão de horários, classificação de censuras, pesquisas de “opinião” para identificar público-alvos, é porque estas medidas são necessárias ao controle exercido pela mídia televisiva.

E os desenhos animados assumem bem este controle. Eles funcionam como coordenadas semióticas que vão impondo às crianças imagens/linguagem já prontas, constituídas. Isto dificulta a produção de imagens por parte das crianças. A criatividade e a variação contínua própria à criança, que não se encontra em uma espacialidade e temporalidade determinada por instituições e subjetividades laminadoras, vão sendo minadas pelas imagens/linguagens pré-concebidas dos desenhos animados.

No entanto, há a criança livre, que a partir de suas experiências únicas produz suas próprias imagens. A criança que está FORA do mundo duro que a tevê ajuda a conservar. A criança que preserva o seu ser como variação contínua infinita, que se metamorfoseia a cada novo contato com um modo de existência diferente. A criança que a tevê não consegue alcançar. A criança que brinca no tempo irreversível do turbilhão de criações e animações-alegres.

Enquanto a mídia televisiva se fecha em si própria, se encolhendo até os pés dos patrões do grande capital, com seus desenhos que nada animam e só conservam a tristeza, a criança joga, livremente, seu pião talhado da madeira e com ele participa dos movimentos que escapam à tristeza do mundo-adulto.

PLANO DE CURSO DE FILOSOFIA CONSTITUTIVA – EDUCAÇÃO BÁSICA

As enunciações deste plano linhas-poiéticas filosóficas, não carregam conteúdos programáticos como técnicas e estratégias dos planos de organização e desenvolvimento dos discursos determinados como modelos de conhecimento padrão, mas potências constitutivas, elementos quânticos mutantes e fluxos desterritorializantes. Prática educacional afetiva/cognitiva. Processual filosófico que embora transite pelos sistemas e doutrinas filosóficas da história da filosofia como filosofia grega, Medieval, moderna e contemporânea, se fundamenta precipuamente como uma prática ontológica-poiética construtora de novas formas de existências. Em síntese, trata-se de um plano de produção e não de representação (conceitos filosóficos históricos) e interpretação (raciocínio interpretativo destes mesmos conceitos): pôr o já posto. A ilusão filosofrástica da confirmação do modelo imagem do conhecimento, o espírito dos cursos tradicionais de filosofia onde a memória, como suporte do saber imóvel, é a faculdade privilegiada.

Lembramos que este plano linhas-poiéticas, transporta rastros da Escola de Filosofia Constitutiva (para alguns, Escola Livre de Filosofia) que a AFIN inicia este ano gratuitamente.

Dúvidas e discussões sobre o plano podem ser colocadas nos comentários, que serão respondidas.

“Pensar é experimentar, não interpretar, mas experimentar, e a experimentação é sempre o atual, o nascente, o novo, o que está em vias de se fazer. A história não é experimentação; é apenas o conjunto das condições quase negativas que possibilitam a experimentação de algo que escapa à história. Sem a história, aexperimentação permaneceria indeterminada, incondicionada, mas a experimentação não é histórica, é filosófica”.

Gilles Deleuze

I – UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS FILOSÓFICA

Porque a filosofia não é amor a sabedoria e nem a ciência das causas primeira e dos últimos fins.

A filosofia não tem origem.

A cartografia itinerante da filosofia: Devir.

O nomadismo filosófico apanhado pelos gregos.

O agenciamento maquínico filosófico: território, estado de coisa, enunciação e desterritorialização.

A filosofia e o Estado grego: a imobilização do pensamento como revelação do novo.

O pensamento grego como enunciação de comando: Sócrates,Platão e Aristóteles.

O desdobramento histórico da enunciação de comando dos gregos: Thomas de Aquino, Agostinho, Rousseau, Descartes, Kant e Hegel.

Filosofia e Linguagem: Semiótica Arborecente e Semiótica Rizomática.

Linguagem e Conhecimento.

II – UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS POLÍTICA

A Potência.

A Polis potência política grega: imanência, amizade e opinião.

A cidade plano de imanência política: território social da visibilidade prática.

Construção da enunciação coletiva.

Spinoza e a Substância: O que é em si e por si mesmo concebido.

Spinoza e o Conatus: o esforço para aumentar a potência de agir – afetos alegres.

Spinoza e a paixão constituinte da multitudo.

Maquiavel e a Virtù.

Nietzsche e a Vontade de Poder.

O Niilismo contra a Vida.

A Potência democracia constitutiva.

A produção comunalidade do Direito Civil.

O Estado burguês.

O Estado Absoluto de Hegel.

A democracia representativa.

A Potência democrática e o socialismo.

A democracia representativa e o capitalismo.

A produção da consciência social.

O trabalho.

A força de trabalho poiético e o trabalho alienado.

A Potência e o Neoliberalismo.

Ciência e Economia de Mercado.

Tecnologia Virtual e pós-modernidade.

III- UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS ÉTICA

Ética como modos de ser.

A Ética grega.

A Moral socrática.

O homem animal racional de Aristóteles e a Moral dos atos úteis e dos fins transcendentes.

A Moral teológica-metafísica do Cristianismo de São Paulo.

As diferenças entre a Ética e a Moral.

Ética de Epicuro.

A Ética de Lucrécio.

Spinoza, a Ética como a arte de compor bons encontros.

As Afecções.

Os Afetos alegres e os afetos tristes.

O aumento e a diminuição da potência de agir.

Nietzsche, e a moral niilista: o ressentimento, a má consciência e o ideal ascético.

A Ética socialista.

A Moral capitalista.

IV – UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS ESTÉTICA

Estética social: sensibilidade das experiências possíveis.

Os territórios urbanos: espaços construídos.

Corpos materiais e imateriais interpeladores: arquitetura, estilo, funcionalidade, história.

A cidade subjetividade produtora de afetos alegres e tristes.

A Opinião Pública produtora de novas formas de saberes e dizeres.

A administração pública como subjetividade transdisciplinar.

A poiesis comunalidade e a impossibilidade da administração tirânica.

A inteligência coletiva.

As cartografias de desejos do Hiper-Corpo-Virtual.

A Ecosofia.

As artes: manifestações na superfície da experiência real.

Alienação dos sentidos e da cognição.

A “arte” mercadoria da sociedade de consumo.

A estética da linguagem virtual.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

O Que é a Filosofia – Gilles Deleuze e Félix Guattari.

Mil Platôs- volumes I, II e IV – ________________

Diferença e Repetição – Gilles Deleuze.

Bergsonismo – ___________________________

Ensaios Sofísticos – Barbara Cassin

Espinosa – Filosofia Prática – _________________

Cinema I – A Imagem-Movimento – _____________

Cinema II – A Imagem-Tempo – _______________

O Inconsciente Maquínico- Ensaios de Esquizo-Análise – Félix Guattari.

Caosmose – __________________________________________

As Três Ecologias – _____________________________________

A Condição Humana – Hannah Arendt

Antologia de Textos – Epicuro.

O Epicurismo – Jean Brun.

Da Natureza – Tito Lucrécio Caro.

A Filosofia da Época Trágica dos Gregos – Nietzsche.

A Origem da Tragédia – ______________________

O Anticristo – _____________________________

A Gaia Ciência – ____________________________

Aurora – __________________________________

Genealogia da Moral – _______________________

Considerações Intempestivas – ________________

O Nascimento da Física no Texto de Lucrécio – Michel Serres.

A Anti Natureza- Elementos para uma Filosofia Trágica – Clément Rosset.

Tratado da Correção do Intelecto – Spinoza.

Ética – _____________________________

Tratado Teológico-Político – ____________

Tratado Político – ____________________

Leviatã o Ou Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil – Hobbes.

O Príncipe – Maquiavel.

Contribuição À Crítica da Economia Política – Karl Marx.

Manuscritos Econômico-Filosóficos – _______________

Matéria a Memória – Ensaio sobre a Relação do Corpo com o Espírito – Bergson.

Duração e Simultaneidade – ____________________________________

O Pensamento e o Movente-____________________________________

Anomalia Selvagem – Poder e Potência em Spinoza – Antonio Negri.

O Poder Constituinte – Ensaio sobre as Alternativas Modernas – ____

Trabalho Imaterial – Antonio Negri e Maurizio Lazzarato.

O que Vemos, O que nos Olha – Georges Didi-Huberman.

As Tecnologias da Inteligência – Pierre Lévy.

O que é o Virtual – ____________________

A Conexão Planetária – ________________

O Espaço Crítico – Paul Virilio.

Guerra e Cinema – __________

A Máquina de Visão – __________

O Teatro e Seu Duplo – Antonin Artaud.

O Teatro Político – Piscator.

O Teatro Dialético – Brecht.

CAMPANHA CONTRA O VÍRUS IMTU/SINETRAM: PRAÇA ENTRA NA PELEJA!

MAIS ATAQUES DO VÍRUS IMTU/SINETRAM,

MAS O COMPANHEIRO PRAÇA ENTRA NA PELEJA

O silêncio da IMTU e da imprensa em relação ao boicote empresarial à integração temporal no transporte coletivo em Manaus continua. É o vírus IMTU/Sinetram que continua a se alimentar dos créditos do cidadão manoniquim.

Hoje, neste Bloguinho, mais uma contribuição de uma leitora intempestiva:

“Venho lembrar que não é só da Vitória Régia, pois trabalho em comunidade e pego variados ônibus das seguintes empresas: Cidade de Manaus (219, 222, 225), São José (088, 089) Eucatur (640, 408). Esses foram os ônibus que peguei e não aceitou o temporal… Até quando vamos ter que tolerar esse tipo de absurdo em nossa cidade?
Estão furtando o nosso direito e não estamos reagindo…
Hoje paguei cinco (5) passagens e os cobradores insistem em dizer que acabou o a passagem temporal… Até quando vamos ter que agüentar isso, porque não reagimos…
(Eliane Santos)

(Leia aqui, mais contribuições de leitores, em outros blogs atuantes)

A AFIN, Associação Filosofia Itinerante, está em contato desde a semana passada com o companheiro Praciano (Dep. Federal – PT/AM), que, em entrevista hoje, direto de Brasília, nos falou sobre transporte e sobre o atual boicote à Integração Temporal.

CUIDADO VÍRUS IMTU/SINETRAM! PRAÇA ESTÁ NA PRAÇA (E NOS TERMINAIS)!

Praciano disse que é necessário a população se mobilizar para encarar o boicote, já que a IMTU e a Prefeitura não se manifestam. Um dos caminhos é o Ministério Público. Sobre o projeto de lei do vereador José Ricardo (PT/AM), que traria para a prefeitura a responsabilidade em gerir o sistema Passa Fácil, Praciano concorda, mas lembra que, no início do mandato de Serafim, ele, então vereador, fez a mesma proposta, que foi recusada pelo prefeito, alegando à época a dificuldade em gerir o sistema, a necessidade de compor uma equipe para tal, o dispêndio de recursos, etc, preferindo deixar a tarefa para o Sinetram – Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo no Amazonas.

Praça discordou da versão oficial da IMTU (a do vírus). Ele foi um dos parlamentares de Manaus que viajou para Curitiba, à época da escolha do sistema eletrônico de bilhetagem a ser implantado em Manaus. Combatente das causas sociais e principalmente dos trabalhadores e estudantes, Praciano afirma que problemas do tipo que a IMTU e o presidente, comunista Marcelo Ramos alegam, não ocorrem. O sistema de bilhetagem eletrônica é simples e protegido contra este tipo de ação. O máximo que poderia ocorrer seria unitariamente (com apenas um validador, que poderia deixar de funcionar), jamais no conjunto, e muito menos apenas com uma função controlada pelo sistema, como a Integração Temporal. Se fosse o caso, questiona, por que não caiu todo o sistema ao invés apenas da Integração Temporal?

UM POUCO DE HISTÓRIA

Praciano tentou ainda, na mesma época, emplacar um projeto de lei que já havia sido vetado por Alfredo “ExTresso” Nascimento (dois mandatos) e Carijó (mandato tampão), prefeitos anteriores à Serafim. Com a chegada deste à prefeitura, Praciano colocou em votação um Projeto de Lei, advindo da CPI do Transporte, da qual foi presidente: o PL obrigaria as empresas do transporte coletivo a enviar trimestralmente à CMM o balancete da empresa, a folha de pagamento e a guia de recolhimento de impostos. Como estes documentos trazem os gastos e investimentos das empresas, ficaria mais fácil a fiscalização em relação às empresas e à tarifa cobrada pela passagem de ônibus em Manaus. O projeto foi aprovado na CMM por unanimidade. No entanto, Serafim, mostrando conservar o alinhamento da prefeitura aos empresários, vetou. Praciano ressalta que, com a medida, ficaria mais fácil detectar “falhas” nas planilhas das empresas, as mesmas que são usadas para justificar aumento nas tarifas do transporte. Segundo Praciano, a diferença entre o que é mostrado na planilha de gastos com pessoal pelas empresas e o real – descontados horas-extras não pagas, direitos trabalhistas negados e impostos sonegados – é de quase 2.000.000,00 de Reais. Paga-se um valor de passagem inflacionado por gastos não realizados, com a conivência deste e de governos anteriores.

A título de ilustração, este Bloguinho relembra ao leitor intempestivo (aqui) a manifestação ocorrida em agosto do ano passado, quando o sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo reclamou direitos trabalhistas e horas-extras não pagas. Neste outro link você pode conferir um levantamento do transporte coletivo feito por este Bloguinho, onde os trabalhadores falam sobre este e outros problemas. Recentemente, a CMM foi palco de uma mobilização estudantil que impediu o fim da meia-passagem estudantil.

É necessário se mobilizar, como ressaltou a leitora intempestiva Eliane, e para tal, este Bloguinho convida os leitores que tiverem sido vítimas do vírus a enviar e-mails para contato, através do afinsophiaitin@yahoo.com.br, para que se possam identificar os depoentes e o companheiro Praciano possa ingressar com Ação Civil Pública no MP. Nenhum dado pessoal será publicado.

Vamos comunalizar esta linha intensiva politizante (= atuação comum) que corta a ilusão-dor da política como mecanismo de opressão e capturação do desejo e da potência de existir das pessoas!

CLIQUE NO CARTAZ DA CAMPANHA NA BARRA LATERAL DESTE BLOGUINHO PARA ACESSAR OS BOLETINS!

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

Coluna Vertebral

# TERRITÓRIOS DA CIDADANIA. Programa do Governo Federal, lançado hoje, para diminuição das desigualdades sociais. Atinge 60 áreas, compostas por 958 municípios, com menores IDH – Índices de Desenvolvimento Humano: comunidades rurais, indígenas, quilombolas e pescadores. Calcula-se que beneficiará, mais ou menos, 24 milhões de pessoas, e contará com a atuação de 19 ministérios. Gastos financeiros de execução: R$ 11,3 milhões. Fato socialmente vigorante que me faz esquecer esta segundona TDPM- Transtorno Disfórico Pré Menstrual.

# Oscar mesmo, só o Oscar da Bethe Davis que emprestou o nome, mas não a idéia atual. A fusão do capital com o glamour. A regra do vencedor: que o filme já tenha sido sambado pelo marketing industrial de entretenimento. De acordo com o conceito de diversão de Hollywood: mercadoria lucrativa. Óbvio da amenidade. A atriz francesa, Marion Cotillard, ganhadora da estatueta por sua “Piaf Um Hino ao Amor”, deslumbrada, em pleno concreto lógico, estremece nos clichês da ordem: “Obrigada à vida, obrigada ao amor! É verdade que há anjos nesta cidade”. Que vida? A vida de Piaf? Claro que não: o filme não revela nem sombras-rastros da Piaf de um tempo entre o sinistro e a crença na vida. Que amor? O amor potência de agir? Não. O amor Piaf? Também não. Mas o amor do capital do Oscar. No Oscar-Capital não há amor. Muito menos da vida e de Piaf. Anjos? Há anjos, sim, mas não Querubins. Anjos-mísseis. Na vida se reproduzindo vinte quatro vezes (fotogramas) por segundo, Jean Luc Godard sorri. Por sua lente, Luis Buñuel vê o conterrâneo, Javier Bardem, contagiado pela mística do capital, abraçar a estatueta gigante símbolo do festival. Assim, afirmar porque é o melhor ator coadjuvante. E também porque o Oscar é “Onde os Fracos Não Têm Vez”. O bom Javier, é ator para os papéis necessários. Até para representar um cidadão espanhol engajado nas questões sociais. Tia Zilda ao vê-lo tão agradecido pela premiação oscariana, lascou-lhe um: “Pobre do homem que procura agradar dois patrões: não conhece nenhum dos dois. Logo, é um blefador”. Ao que Guilhermino acrescentou: “Devagar com o écran! Isto é Hollywood!”.

# E aí, Ambrósio? O Mengão levou na mão grande. Vale o título? Cadê a imparcialidade? A Tininha contou que tu caíste na fuzarca rubro negra. E se fosse o Vasco, com a mão grande do Eurico? O presidente do Mengão, Márcio Braga, é amazonense, será por isso? Tu és bairrista? Qual é, Ambrósio, o futebol faz ou não faz parte do sentido trapaceiro que se tem da política? Não nos venha com o deslizante argumento: “Futebol é como religião: questão de crença, não tem lugar pra razão”. Tá bom. E quando estas crenças produzem problemas sociais, não é a razão quem vai solucionar? O importante é a vitória? Ambrósio, esta história de gente pontuar a sua existência com os efeitos derrota e vitória é sintoma de sabotador da vida. Gente que carrega um profundo sentimento de frustração, daí o culto da ilusão de vencer: ver o “inimigo” “derrotado”, e temer a “vitória” do “inimigo”. Olha o exemplo na tua frente, Ambrósio: PSDB-PFL. Ambrósio, Ambrósio.

                                                Cansei do golpe:

                                Quero Rock!

Beijos e abraços Vertebrais!

CAMPANHA DE PROTEÇÃO CONTRA O VÍRUS IMTU/SINETRAM CONTINUA…

Campanha de Prevenção ao V�rus IMTU/Sinetram

VÍRUS IMTU/SINETRAM ATACA AS LINHAS ALIMENTADORAS

Neste final de semana, este Bloguinho Intempestivo e outros blogs ficaram de olho na movimentação das empresas de ônibus e do boicote à Integração Temporal.

Recebemos via telefone mais um caso. Desta vez o usuário pegou o ônibus da linha 072 (empresa São José), desceu na avenida Grande Circular, e ao pegar o ônibus 418 (Eucatur/Transmanaus), teve outro crédito devorado pelo vírus IMTU/Sinetram. Questionando o cobrador, obteve a informação de que agora as linhas chamadas alimentadoras (que atendem dos bairros aos terminais 3, 4 e 5) não estão mais aceitando o benefício do não pagamento da passagem durante a hora e meia, fazendo com que, quando o usuário pegue outro ônibus, tenha que pagar novamente.

Este Bloguinho entrou em contato com cobradores de diversas empresas – que não podem, por motivos óbvios, se identificar – e estes confirmaram a versão do leitor intempestivo. Nas linhas alimentadoras, não existe mais integração temporal. O que vem causando transtornos aos trabalhadores do transporte coletivo. Brigas, discussões e confrontos verbais e físicos tem se tornado comuns entre usuários e cobradores, graças à atitude das empresas e a submissão da prefeitura/IMTU.

UM POUCO DE HISTÓRIA

No final de 2006, quando a prefeitura realizou mudanças institucionais no sistema de transporte coletivo, instituindo a Integração Temporal, a intenção do prefeito Serafim era acabar com os Terminais de Integração (Const. Nery, Cachoeirinha, São José, Bola do Produtor e Cidade Nova), que passariam a ser paradas de ônibus “comuns”, já que a integração temporal os tornaria desnecessários (ver aqui, final da página, item 5). Logo o prefeito e a equipe da IMTU perceberam – com uma certa pressão de entidades civis – que a idéia não funcionaria, a não ser que eles garantissem que cada cidadão manoniqum tivesse o seu cartão Passa-Fácil.

Imaginem agora se a medida do prefeito tivesse sido efetivada…

A CAMPANHA

Como agenciamento coletivo de enunciações comunitárias, este Bloguinho lançou no último sábado a “Campanha de Proteção Contra o Vírus IMTU/Sinetram”. Já que a versão oficial da prefeitura é a de que um vírus causou os problemas com a Integração Temporal, e que tudo já estaria resolvido, o Bloguinho Intempestivo convida os leitores a fazerem parte da campanha, divulgando, discutindo e atuando ativamente como anti-corpos sociais afetivos-intensivos no combate à essa enfermidade político-moral que vem de governos anteriores e se mantém neste. Basta clicar no cartaz da campanha, na barra lateral deste Bloguinho, para ter acesso a todos os boletins da campanha, do dia 12/02 até hoje e além, enquanto a inapetência e a submissão aos ditames do capital forem os móbeis dos governantes que aí estão e dos que estão pensando que vão voltar.

CLIQUE NO CARTAZ DA CAMPANHA PARA ACESSAR OS BOLETINS:

Cartaz Campanha

*……….::::: CHAGÃO:::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo
deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ ATUALIZAÇÃO LIBERTADORES. A tabela da Libertadores 2008 da edição de quinta-feira passada do ‘Chagão!’ está atualizada com os jogos até este domingo. Confira!

Θ FLAMENGO, GLOBO, ARBITRAGEM E O BOTAFOGO. Que os botafoguenses chorem, se indignem com o penal inconsistente, com a expulsão inexplicável de Zé Carlos, que apanhou, foi expulso e ainda chorou, com as faltas invertidas, e com a torcida de Globotária pelo time da Gávea, e que reclame da arbitragem favoráveis aos urubus contra eles, principalmente hoje e na final do Carioca 2007, tudo bem. A arbitragem é rubro-negra, e isso é tão certo quanto os árbitros italianos apitarem sempre a favor de Milan e Internazionale. Além do penal, o árbitro ainda terminou a partida com a bola na trave do zagueiro Edson, temendo um empate de um Botafogo com 09 contra um Flamengo com 11 (10 + Juiz). Os botafoguenses sabem ainda que Galvão Bueno fez escada na Vênus platinada narratorcendo para Flamengo e Selenike, e que agora, seus seguidores na emissora estão chegando perto de ultrapassá-lo em matéria de parcialidade e submissão ao patrão. O roteiro estava todo escrito, e os jogadores do time alvi-negro ainda colaboraram: o gol perdido aos 35 do segundo tempo por Wellington Paulista e a cabeçada na trave no apagar das luzes do zagueiro Edson, as reclamações e a ineficiência em campo. Pra completar, na entrevista coletiva, o presidente do clube, Bebeto de Freitas, ainda deu uma de Cuca 2007: disse que renunciava, pra voltar no dia seguinte. Portanto, não fogem ao roteiro de um dramalhão bem ao estilo “novela das oito”: o perdedor perde, o vencedor vence (assim mesmo, com ênfase mais-que pleonástica). Restaria ao time da estrala solitária, de Garrincha e da Enciclopédia do Futebol deixar de ser mocinha de novela, dialetizar a condição de herói surrado e mudar o futebol, discutir a questão no seu plano político, brechtianamente. Mas seria esperar demais. Amanhã tem outro jogo. A vida continua…

Θ COMEMORAÇÕES RUBRO-NEGRAS. A expectativa para a final da Taça Guanabara era enorme: desde cedo, torcedores das duas agremiações desfilavam com os emblemas dos times do coração, aguardando ansiosamente o confronto. Definido o campeão, a cidade explode em vermelho e preto. Carreatas, buzinaço, a alegria do time do coração estampada no semblante dos nativos da cidade mais carioca que o próprio Rio de Janeiro: Manaus. Enquanto isso, no Vivaldão, Rio Negro e Nacional…

Θ ‘CHAGÃO’ PERGUNTA: Respostas do anterior: Em 1974, o Nacional se classificou para a fase seguinte do Campeonato Brasileiro, mesmo perdendo para o Guarani de Campinas, por que arrecadou, no total quase 2 milhões de cruzeiros. Detalhe: os ingressos eram quase que totalmente comprados pelos próprios dirigentes, com a conivência da CBF. Agora, o ‘Chagão!’ pergunta: um dos grandes feitos do Fast Clube do Amazonas, o Tricolor de Aço da RMM – Região Metropolitana de Manaus foi vencer o Santa Cruz por 3 a 1 em casa, na semana passada, pela rodada de ida da Copa do Brasil. Mas na história do clube, se registra um feito maior, contra um time carioca, em pleno Maracanã, no dia 11 de maio de 1978, há quase 30 anos, portanto. Que feito foi este, e contra qual time?

Θ CLAUSURA 2008 URUGUAIO. Defensor Sporting e Juventud lideram momentaneamente o Clausura, após duas vitórias nas primeiras rodadas. O poderoso Peñarol não passou de um empate emblemático com o River Plate (dominou e vencia o jogo por 2 tentos a 0, com direito a olé da torcida, e deixou o time adversário empatar nos acréscimos). Já o Nacional, que manteve a base do ano passado, venceu seu confronto de estréia, e pode chegar lá no topo também. O time azul e branco disputa a Libertadores e teve seu primeiro jogo adiado. Confiram os resultados da segunda fecha:

CLAUSURA 2008

2ª rodada:

River Plate 2 – 2 Peñarol

Fénix 0 – 1 Cerro

Juventud 3 – 1 Progreso

Defensor Sporting 2 – 0 Tacuarembó

Central Español 1 – 3 Liverpool

Wanderers 1 – 3 Nacional

Bella Vista 0 – 0 Rampla Jrs.

Miramar Misiones – Danubio (27/02)

Θ CLAUSURA 2008 ARGENTINO. Terceira rodada, e o San Martin perdeu o fôlego e a liderança. Boca gritou dois gols de Palermo e o River Plate se encontrou com o gol, contra o desencontrado San Lorenzo. Vélez e Estudiantes lideram. Gustavo Balvorín, do Vélez, avança na artilharia, com 4 gols, seguido de pertinho por Palermo (Boca), Piatti (Estudiantes) e Santiago Silva, seu colega no Vélez. Resultados:

CLAUSURA 2008

3ª rodada:

Estudiantes 5 – 2 Newell’s

Lanús 5 – 1 Colón

Argentinos Jrs 2 – 0 Gimnasya La Plata

Gimnasya Jujuy 0 – 2 Estudiantes La Plata

Vélez 3 – 0 Banfield

Rosario Central 2 – 0 Independiente

Tigre 1 – 2 Huracán

River Plate 2 – 0 San Lorenzo

Arsenal 1 – 0 Olimpo

San Martín 0 – 2 Boca Jrs.

Θ AMAZONENSE 2008. E enquanto os cariocas manoniquins carregam o estandarte rubro-negro, o certame amazonense não pára. Concorrendo diretamente com o Sub-Ruim, os jogos de hoje começaram mais tarde adivinhem por causa de quê? Se não souberem, perguntem a um dos poucos defensores do campeonato amazonense, Dudu Monteiro de Paula. Na sexta rodada, o Fast mostrou que continua sendo sério candidato ao título. O São Raimundo faturou o clássico Galo Preto da zona sul de Manaus, e o Nacional venceu o clássico Rio-Nal. Resultados e classificação:

6ª Rodada

Sexta, 22/02

Holanda 3 – 0 CEPE

Sábado, 23/02

São Raimundo 5 – 1 Sul América

Domingo, 24/02

Rio Negro 1 – 2 Nacional

Fast Clube 3 – 0 América

Princesa do Solimões 1 – 0 Libermorro

Classificação:

Fast Clube – 16

Nacional – 15

São Raimundo – 14

Holanda – 11

Sul América – 10

Princesa – 08

América – 05

Libermorro – 02

Rio Negro – 01 (SG -11)

CEPE – 01 (SG -13)

Θ PARAZÃO 2008 COMEÇA! Papão anda papando todas no início do Parazão’08. Quatro vitórias em quatro jogos. Em segundo, vem o surpreendentes Vila Rica (Cametá), com 9 pontos. Em terceiro, a Tuna Luso, que havia empatado seus primeiros compromissos, com duas vitórias, tem 8 pontos. Dos chamados grandes, só o Remo continua em baixa. É sexto colocado, com quatro pontinhos. E no próximo domingo tem Paysandú X Remo no Mangueirão. Resultados da 3ª (disputada no meio de semana) e 4ª rodadas:

3ª Rodada

Quarta-feira, 20/02

Tuna Luso 1 – 0 Castanhal

Paysandú 1 – 0 Águia

Quinta, 21/02

Ananindeua 2 – 0 Tiradentes

Remo 2 – 0 São Raimundo

4ª Rodada

Sábado, 23/02

Tiradentes 0 – 5 Paysandú

Águia 3 – 1 Pedreira

Domingo, 24/02

Tuna Luso 3 – 2 São Raimundo

Vila Rica 1 – 0 Ananindeua

Remo 1 – 1 Castanhal

Θ CAMPEONATOS REGIONAIS EUROPEUS. Resultados e um breve resumo das rodadas de alguns campeonatos regionais do Velho Continente.

ALEMANHA: 21ª rodada, e o Bayern perdeu a chance de disparar na liderança. Enquanto os bávaros empataram em 1 a 1 com o Hamburgo (3º), ficando com 44 pontos, o vice-líder Werder Bremen perdeu por 1 a 0 para o Eintracht Frankfurt, quedando-se com 40 pontos. Leverkusen e Schalke 04 completam os cinco.

ESPANHA: O fantasma de Almería atacou novamente, agora na 25ª rodada. Os madrilenhos, ainda líderes (56) perderam para o Getafe, por 1 a 0. Agora, o Barça, com show de La Pulga Imparable Lio Messi, empurrou 5 a 1 num Levante em séria crise política. O Villareal também aproveitou e se achegou, dez pontos atrás dos líderes, vencendo o Athletic Bilbao por 2 a 1. Atlético Madrid e Sevilla completam.

FRANÇA: 26ª jornada, e o Lyonaiss respirou fundo, e venceu o Metz por 2 a 0, acumulando agora 52 pontos. Três a mais que o Bordeaux, que apenas empatou sem gols com o Lille. O Nancy, com 44, venceu o Lens por 2 a 1, e segue em terceiro. Le Mans e Marseille completam os cinco primeiros.

INGLATERRA: Boas notícias para os croatas. Eduardo da Silva foi operado e já está em recuperação, embora só vá jogar em 2009. No jogo do trágico acidente, os gunners empataram em 2 gols com o Birmingham. O Manchester United, três pontos atrás e com os mesmos 27 jogos, goleou por 5 a 1 o Newcastle. Terceiro, e sem chances de tomar a vaga, o Chelsea jogará a 27ª rodada com o Tottenham no próximo dia 19 de março. Liverpool e Aston Villa derrubaram o Everton e completam os cinco primeiros.

ITÁLIA: 24ª rodada, e os nerazurri se deram ao desfrute de empatar com a Sampdoria, deixando o AS Roma nove pontos atrás. Os romanistas suaram para vencer a Fiorentina por 1 a 0, num raro momento em que a TV aberta não transmitiu um jogo do Milan. Terceira, a Juve perdeu por 2 a 1 para o Reginna. Milan e Fiorentina completam.

PORTUGAL: 20ª rodada, e o certame luso segue mais previsível que o brasileirão 2007. FC Porto, lideríssimo, trocentos pontos à frente (50), venceu o Paços Ferreira por 3 a 0. Em segundo, as águias benfiquenses empataram em 1 gol com o Sporting Braga, quedando-se com 38 pontos. Vitória de Guimarães garantiu-se em terceiro vencendo o Naval por 1 a 0. Sporting Lisboa e Vitória de Setúbal completam.

GRÉCIA: 22ª rodada, e o Panathinaikos subiu à liderança do certame grego, ao vencer o Levadiakos por 1 a 0, enquanto que o Olympiakos empatou em 1 gol com o PAOK. Terceiro o AEK Atenas venceu por 1 a 0 o Iraklis. Aris e Asteras Tripolis completam.

HOLANDA: 26ª rodada, e ninguém derruba o PSV do topo da tabela. Os de Eindhoven golearam (4 a 1) o De Graafschap. Em segundo, o Ajax, que venceu o NAC Breda por 3 a 2 e empurrou para terceiro lugar o Feyenoord, que empatou em 3 a 3 com o Heracles. FC Gronigen e NAC Breda completam os cinco.

DOBRAS E DESDOBRAS DO JORNALISMO

…Não precisa gritar, ameaçar, pornofonizar o debate. É o que menos suporta um encontro como este já que trata de discutir o jornalismo como serviço público junto à opinião pública. Calma! Calma! Calma! Você é um jornalista ou um policial truculento a serviço dos patrões fascistas? Certo, é um direito seu discordar do discurso apresentado aqui, mas é também um direito seu, que sua posição-discordante saia de uma reflexão sobre os pormenores da matéria aqui constituída e de todos as suas formas de desenvolvimento, caso contrário você estará, apenas impulsivamente, tecendo considerações pessoais que sustentam uma classe: a classe dominante que tem o jornalismo como uma empresa essencialmente do sistema  capitalista. O que não é verdadeiro, e muito menos democrático. Não, senhor! Não estamos desconsiderando sua posição. Você é quem, com essa possessa intransigência, está se desconsiderando. Quando ilustramos pontos deste discurso recorrendo ao jornalista/filósofo Ignácio Ramonet afirmando ser o objetivo deste sistema de mercado extinguir o jornalista que acredita na nobreza democrática de sua função política, e por isso promove na profissão a ignorância, a ausência de honestidade e a mistificação, você reagiu com ódio. Quando encerramos o discurso, ainda com Ramonet, asseverando que “informar continua sendo uma atividade produtiva, impossível de se realizar sem esforço, e que exige uma verdadeira mobilização intelectual; (e que) a informação não é um aspecto da distração moderna, nem constitui um dos planetas da galáxia divertimento; é uma disciplina cívica cujo objetivo é formar cidadãos”, você destilou mais ódio. E agora, respondendo a sua pergunta: “Quem exemplificaríamos como jornalista?”, e entre alguns, evidenciamos Marilene Felinto, você solta uma gargalhada cretina. Depois de tudo que foi tratado aqui sobre Jornalismo, Democracia e Ética, você queria que citássemos quem? Eliane Cantanhêde, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Josias Souza, Clóvis Rossi, ou outros desta pauta? Das duas uma: Ou você sofre SDG – Síndrome da Deficiência Cognitiva, ou, veio à este encontro com o firme propósito de abortá-lo. O que já é um sintoma da SDG. Pelos instrumentos que você tem sobre a mesa, é fácil entender seu estúpido propósito. Querer abortar um encontro como este amparado pela Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, Veja, Época, é muita inutilidade jornalística. Por quê não trouxe um aparelho de TV para ficar assistindo seus programas preferidos? Fortaleceria mais sua ilusão de frustrar ente encontro. Doloroso, não? Esta comunalidade jornalista tem mais potência de agir que sua força reativa, a dor de seu ajornalismo. É por isso que você confunde diferenças singulares criadoras de democracia, com diferença quantitativa, reforçadores da tirania. Daí seu jornalismo se alojar no estômago, a morada da moral burguesa. Por isso você não sobe à superfície como desejo cognoscível: o conhecimento. 

DUAS NOTAS EM TOM NEURÓTICO-CONSONANTE

Duas Notas

PRIMEIRA NOTA – MI MENOR – O Sindicato dos Psicólogos do Amazonas envia carta aos mais de 1500 profissionais residentes no Amazonas, solicitando a contribuição sindical. O presidente, “doutorando” Alberto Jorge (as aspas são o merecido destaque ao ainda-não título, o qual adorna nominalmente sua assinatura), que também é presidente da AAPsi (Associação Amazonense de Psicólogos), candidato derrotado nas eleições do CRP/AM no ano passado, passando também pelo CARMAA e ABUCABAM, sendo também assessor da SEC para assuntos da negritude, além de outras siglas onde coordenou, chefiou, geriu ou representou. Dizem ainda que já rezou missa sem ter sido ordenado, é também babalorixá, e contam que seus orixás e cabocos tem talentos que os outros não têm, como dirigir, por exemplo. Jorge lamenta em sua carta que o sindicato não tenha “recursos financeiros obrigatórios sob pena de punição severa”. Afirma ainda que os psicólogos confundem o sindicato com um supermercado onde se pode degustar os produtos antes de comprá-los e faz uma convocação à filiação e à contribuição, bem ao estilo pagar pra ver. Um psicólogo que conheça sua história e que não restrinja o conhecimento ao consultório no mínimo desconfiará desse afã pelos cargos de chefia (vazio do poder, a Lei como compensação neurótica da falta edipiana do Amor?), a submissão aos títulos e honrarias da civilização, mesmo com seu mal-estar (signos marcadores de poder – Foucault – que expressam a ilusão criada na dor da interdição/repressão – Freud – e que se tomam como real numa paralisia psicophatos), além de lamentar que Papai-Estado não use a força da Lei para obrigar os psicólogos a pagarem pelo direito de serem protegidos, típico de um psicólogo judicativo, e numa visão anos-luz distante da possibilidade de um movimento de categoria criado no calor das discussões, das lutas, envolvendo linhas de comunalidade que criam e não conservam, e que não submeta a sua atuação política ao amor do capitalista: o vil metal. Quão longe da novas linhas de atuação dos sindicatos, da potência política do ABC paulista de Lula, que abalou as estruturas da ditadura. Provavelmente, boa parte dos psicólogos não vai pagar a contribuição mesmo sem levar em conta estes aspectos, tão presentes latentemente na carta. Mesmo assim, o sindicato (que é necessário, mas não com essa conformação) deve sobreviver. Ainda que seja dos crédulos. E agora, doutor?

SEGUNDA NOTA – LÁ MAIOR – Câmara Municipal de Manaus segue distribuindo medalhas, homenagens e condecorações, seja qual for o motivo. Alguns deles: Gilberto Mestrinho, 80 anos, 50 dedicados ao Amazonas. Nos últimos anos, depois que virou ecologista e não come mais tartaruga, acompanha “atentamente” a política manoniquim de sua mansão no Rio de Janeiro, que foi assaltada no ano passado; Átila Lins, proeminente deputado federal, eleito pelos confrades coordenador da bancada do Amazonas em Brasília, irmão de Belão e ardoroso defensor das causas sociais que não ecoam em nenhuma parte do Amazonas, ainda que em seu quinto mandato. No total, só neste início de ano, já são 5 as medalhas, homenagens ou condecorações. Com homenageadores como estes, e com homenageados como aqueles, você, leitor intempestivo, aceitaria uma medalha da CMM? E agora, vereança?

LANÇADA A CAMPANHA DE PROTEÇÃO CONTRA O VÍRUS IMTU/SINETRAM!

Campanha de Prevenção ao V�rus IMTU/Sinetram

Os leitores intempestivos continuam usando o humor desestabilizante da seriedade da burocracia dos governos para tocar afetivamente na ferida da ineficiência do transporte coletivo manoniquim. Mais uma leitora nos relatou sua experiência, desta vez com um toque teológico:

Sou moradora do Conjunto Hiléia, aqui a situação está nas mãos dos empresários mesmo, durante toda essa semana tive que discutir com a cobradora sobre essa situação que vocês vêm acompanhando, segunda-feira a colega disse que a “ordem é que os ônibus que atendem essa zona é não permitir a integração com ônibus de outras empresas”. Fica a eterna pergunta: se Deus é por nós, quem será contra…!?

Os casos tiveram início e foco na zona Leste. No entanto, através desta e de outros leitores (acompanhe nos boletins), percebemos que também estão ocorrendo na zona Oeste, que é atendida pela empresa Cidade Manaus. O que descaracteriza o já descaracterizado press release da prefeitura, publicado pelos jornais manoniquins, e a versão do site oficial da PMM. Trata-se mesmo de algo deliberado. O vírus PAPA-CRÉDITO IMTU/SINETRAM que atingiu os poderosos bancos de dados da Vitória-Régia, São José e Eucatur/Transmanaus chegou também às catracas eletrônicas da Cidade Manaus?

Caso tenha ocorrido esta contaminação, este Bloguinho Intempestivo, que tem como linha intensiva de atuação a criação de comunalidades afetantes que possam auxiliar na construção de comunidades mais alegres e produtoras, facilita a vida dos programadores e técnicos de informática da IMTU/Sinetram, bem como das empresas de ônibus que atuam em Manaus. É só escolher:

Kapersky AVG Antivirus

McAfee Viruscan Norton Antivirus

Para evitar que o orçamento municipal, do Sinetram, ou os investimentos na Bolsa Mercantil de Futuros dos empresários de ônibus que atuam no nosso transporte coletivo sejam prejudicados por este gasto imprevisto, todas as opções acima possuem versão gratuita. De graça!

No entanto, o eleitor/leitor sabe: o vírus é mutante, e já sofreu pelo menos quatro mutações. A primeira, quando surgiu, no dia 12/02, atacando os usuários da Vitória-Régia e São José. Depois, modificou sua composição, atacando também a Transmanaus/Eucatur. Em seguida, surgiu como vírus para a equipe técnica-médica-informática da IMTU e da imprensa, como sendo um vírus fraco e que se manifestou somente um dia. A IMTU/Imprensa Seqüelada caiu na esparrela, e agora o vírus se manifesta cada vez mais forte e disseminado, também na zona Oeste, na empresa Cidade Manaus.

Portanto, a vacina para este vírus tem que incluir uma forte dose de humor, ternura, inteligência, antitoxinas que somente a comunalidade intempestiva de um povo ativo e atuante pode produzir. A prefeitura, como não carrega estes elementos, está impotente diante do poderoso vírus Papa-Créditos IMTU/SINETRAM.

Portanto está lançada a Campanha de Proteção Contra o Vìrus IMTU/SINETRAM! Participe!

ACOMPANHE AQUI TODOS OS BOLETINS DA CAMPANHA:

22/02 – Integração Temporal Segue Desintegrada. E a Prefeitura…

21/02 – Não colou a Emenda IMTU/Imprensa no Caso da Integração Temporal

19/02 – Emenda da IMTU Piora o Soneto da Integração Temporal

18/02 – Mais Informações Sobre o Boicote à Integração Temporal

16/02 – Mais Indícios de Irregularidades no Transporte Coletivo em Manaus

14/02 – Ainda as Irregularidades no Passa-Fácil em Manaus

13/02 – Mais Uma do Transporte Coletivo em Manaus

12/02 – Mais Irregularidades no Transporte Coletivo em Manaus

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ PAQUISTÃO MUDA SEM MUDAR. O Partido do Povo do Paquistão, criado e mantido pela família Buttho, agora nas figuras do viúvo de Benazir e de seu filho, e o PML-N (Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz), do ex-premier Nawaz Sharif esmagaram o partido do atual presidente, Pervez Musharraf, nas eleições do parlamento do país. Com maioria absoluta, os líderes agora pressionam o presidente e amigo de Bush, general Musharraf a cumprir o que prometeu, deixar o governo “quando o povo assim o desejasse”. Mas ainda não é possível dizer que a democracia chegou ao Paquistão. Os dois partidos vencedores, embora mais moderados e abertos ao diálogo que o dos militares, não tem interesse em mudar as estruturas de dependência econômica e de concentração de renda. São grandes latifundiários que chegaram ao governo. São aliados dos estadunidenses, ainda que se espere um pouco menos de submissão, já que tiveram apoio eleitoral dos chamados extremistas islâmicos. Mesmo assim, pode-se considerar que os ianques perderam, pois é mais um país oriental que caminha para o extremismo político, aversivo ao governo Bush e dos neocoms do Partido Republicano. Dias piores virão. I inda tem françêis…

@ PADRES NA CONTRAMÃO DO VATICANO. Enquanto Ratzinger exercita sua escrita na teologia da linha mais retrógrada, os padres do 12º Encontro Nacional de Presbíteros, realizado em Indaiatuba (SP) querem avançar em algumas questões consideradas dogmáticas pelos descendentes morais de Paulo de Tarso. Os padres brasileiros querem que seja revogada a norma que impede os sacerdotes de casar, e que sejam readmitidos os párocos que desistiram da vida em comunhão com Deus para amar à próxima (nenhuma menção aos que desistiram para se unir ao próximo, ainda). Querem ainda que sejam “melhor definidos” os critérios para tratamento dos cristãos que se casaram pela segunda vez, que atualmente podem participar da vida igrejal, mas não tem direito aos sacramentos da confissão e da eucaristia. E não fica só nos dogmas teológicos: os padres querem “transparência e democracia” na escolha dos bispos, além da revisão de algumas indicações. Democracia, amor, liberdade, são palavras que não cabem no jargão igrejal, seja católico apostólico romano, disangélico, presbiteriano, etc. Mesmo sabendo, portanto, que tais reivindicações não serão sequer consideradas por Sua Santidade, está dado o recado: a América Latina continua sendo a possível fonte de renovação da Igreja de Paulo, partindo para uma mundanidade re-ligando o finito ao infinito, e por isso mesmo, uma ameaça aos filhos diletos do soldado romano que viu muito e nada entendeu na estrada para Damasco. I inda tem françêis…

@ LULA ENCARA OS GRANDES. Enquanto Arthur ‘3%’ Neto e Marco Aurélio Mello protagonizam a mais recente patacoada midiotizada anti-brasil, Lula encarou a exploração secular que os países ricos querem perpetuar em relação aos pobres. Em discurso no Fórum de Legisladores G8+5, no Itamaraty, o Sapo Barbudo encarou os capitalistas com uma altivez e lucidez que provocariam em muita(o) revolucionária(o) moralista por aí sonhos impublicáveis (embora na vigília mantivessem a pose). Lula afirmou que os países ricos têm que subsidiar o desenvolvimento econômico dos mais pobres, caso queiram manter o discurso-falácia da preservação do meio ambiente: “É preciso levar para o G8 que países ricos consomem 80 por cento das riquezas naturais do planeta. (Eles) têm que pagar a contrapartida para que os países pobres conservem o meio ambiente”. Quantos minutos levarão para a imprensa seqüelada acusar o Sapo Verde de atentar contra a integridade e virgindade da Amazônia? O que passa pelo sistema nervoso central deles, deixa a marca do ressentimento, mas não é descodificado é que o discurso ambientalista dos países ricos esconde o temor da inversão da riqueza das nações, afinal, só os mercadologistas acreditam na produção da riqueza longe da produção de bens de consumo. E Lula sabe que eles sabem. Sabe ainda que, não pela primeira vez, os países pobres têm a chance de encarar de igual pra igual as políticas externas dos grandes. Situação que se explica, por exemplo, num livro de um dos maiores sociólogos da América Latina. Eduardo Galeano. Quem vocês pensavam que fosse? I inda tem françêis…

@ TAPA NA CARA DA HOMOFOBIA. Juliano da Silva, 20 e poucos anos, acaba de ganhar uma dívida de R$ 15 mil. Ele foi condenado a indenizar Justo Favaretto Neto, 40 e poucos, homoerótico, por ter dado um tapa no rosto do empresário numa discussão num posto de gasolina, iniciada por gracejos nada graciosos de Juliano sobre a expressividade existencial de Justo. Foi uma decisão sem precedentes na jurisprudência nacional, que até hoje só havia condenado os homofóbicos a pagar quantias irrisórias ou penas alternativas. Segundo a desembargadora Maria Berenice Dias, do Rio Grande do Sul, dois fatores dificultam o combate à homofobia no Brasil (que tem avançado, segundo ela, no RS): a falta de legislação específica e a homofobia dos próprios agentes da lei, principalmente policiais e juízes, que muitas vezes são mais homofóbicos que os agressores. Uma sugestão: como o corpo interditado cria a idéia equivocada e supersticiosa que leva à homofobia, e sabendo-se que todo corpo procura perseverar no ser (manter-se enquanto corpo com sua conformação e composição atuais), a justiça poderia criar uma escola da corporeidade, onde os homofóbicos teriam que entrar numa outra relação com o próprio corpo e a sexualidade, diminuindo a ignorância, fruto da repressão sexual que não acabou e nem sequer diminuiu, e por conseguinte, diminuindo as tensões. Mais produtivos, os corpos enfraqueceriam os signos-clichês do corpo dessexuado, diminuindo também a violência e a ignorância. Transbordar o corpo em outras conexões existenciais é descobrir o que nem alguns homoeróticos sacaram ainda: o mundo é gay! I inda tem françêis…

@ EUA SE APROXIMAM DO SOLDADO No 4000. A sociedade estadunidense gosta de números, de quantidade, de grandezas. Fruto da imobilidade sensório-motora que atinge seus cidadãos como uma epidemia, dificultando epistemologicamente compreensões mais elaboradas de espacialidade e temporalidade, que necessitem de abstrações. Daí necessitarem do grande, do exagerado, do suntuoso, para manter a ilusão da importância e necessidade de ser. Portanto, somente quando uma guerra gera uma grande quantidade de vítimas locais, é que a população começa a se voltar contra ela. Foi assim na guerra do Vietnã, que só se tornou avessa à opinião pública quando os corpos dos soldados ianques formavam uma pilha impossível de varrer para baixo do tapete. O mesmo ocorre nas incursões no Afeganistão e Iraque: daí a mídia ocultar de todas as formas os caixões e cadáveres no bagageiro dos aviões que diariamente levantam vôo de Bagdah para Washington. Na terça-feira, 19, uma explosão de uma bomba na capital iraquiana matou três soldados. Ali, o número de soldados mortos chegava a 3966. Provavelmente nem um décimo do total de civis iraquianos mortos na mesma guerra, mas falamos aqui de um país que não se abalou com Abu Ghraib e Guantánamo. Quando chegaremos ao fatídico 4000? É bem provável que, quando o leitor intempestivo ler esta nota, este número já tenha sido ultrapassado. Irrisório, diante dos lucros até agora das empresas que financiaram a guerra. E ainda tem quem acredite que a culpa é só do Bush. I inda tem françêis…

@ NA CHINA, MICKEY E DONALD NO HORÁRIO NOBRE, NÃO! Na China, está proibida a exibição de desenhos animados estrangeiros durante o horário nobre. O objetivo, segundo o governo do país, é melhorar o nível da programação local, e incentivar a produção doméstica de animações. Diferente do Brasil, onde as empresas brigam para manter a programação estrangeira, e a rede Record ganha no Ibope das concorrentes com doses hipercarregadas de Pica-Pau e Popeye. Embora qualquer produção televisiva concorra para a diminuição da percepção em três dimensões e para a estereotipia das imagens nas crianças, ao menos os signos serão produções de chineses. Já no Brasil… I inda tem françêis…

@ DE DEVEDOR A CREDOR. Política econômica do governo Lula faz com que o Brasil passe pela primeira vez em sua história da condição de devedor internacional para credor. Não, o Brasil não pagou ainda a dívida externa, mas o total de divisas que possui atualmente daria para pagá-la à vista, sem pedir desconto, e ainda sobrariam módicos US$ 4 bilhões pro cafezinho. O Brasil, como qualquer outro país do mundo, não irá pagar suas dívidas, mas investir o dinheiro e amortizá-la aos poucos. Para se ter uma idéia, segundo o Mello, nos bons tempos de FHC, a dívida que ficou no dia em que Lula assumiu era de US$ 200 bilhões e as reservas, US$ 64 bi. A imprensa gosta de inventar bordões: são frases ou termos sem sentido, que apenas remetem à própria emissora ou programa, como um slogan que remete a um produto. Acham, por isso, que qualquer frase repetida algumas vezes é também bordão. Acusam, a partir daí, Lula de usar a frase “nunca antes nesse país…” como um bordão. Não é. No caso de Lula, não se trata de propaganda. É fato. E cada vez que ele diz, incomoda aos jornalistas seqüelados e à direitaça crassa. Incomoda porque não é um bordão, frase vazia. É real. I inda tem françêis…

@ E ESSE FRANCESES VAI PARA O FRANCÊS ALAIN ROBBE-GRILLET (18 de agosto de 1922 — 18 de fevereiro de 2008). Alguém gritou “Nouveau Roman” em algum lugar do indevassável labirinto. Será Nathalie Sarraute? Havia um salão e, num canto imperceptível uma janelinha aberta, por onde passava um vento que ficava soprando “nada de reflexão histórica!”. No deserto silencioso encontrou Kafka, e do sangue que jorrava dos corpos inscrevia-se na terra “adeus, psicologia!”. “O Novo Romance é Kafka”. Do outro lado do longo corredor havia um tapete onde a poeira cristalina bordara o “não-literário”. Butor, será, Michel? Por trás das mais de trezentas portas talvez, pelas quais nunca se sabia aonde ia dar, encontrava-se sempre a “disnarrativa do romance desenredado”. Claude Simon, será? E no lado Leste do bananal, a umidade desenhava pela parte de baixo da folha quadros inverossímeis, “pois a função da arte não é nunca a de ilustrar uma verdade – ou mesmo uma interrogação – antecipadamente conhecida, mas sim trazer para a luz do dia certas interrogações e talvez também, a seu tempo, as respostas que ainda não se conhecem nem a si mesmas”. I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Pois foi quem não chegou

Que chegou aonde não foi…

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

___________________Ruídos do coração      Ruídos da noite       Ruídos da Língua          “Se a própria existência cotidiana lhe parece pobre, não a acuse. Acuse a si mesmo, diga consigo que não é bastante poeta para extrair as suas riquezas”                        Rilke      A natureza morta não é Natureza é a ensignação da imitação daquilo que o homem chamou de natureza.               A imprensa tentou ridicularizar Lula por seu comentário racional sobre a ex- secretária da Igualdade Racial, Matilde. Esperava, a infeliz, que o presidente  reconhecesse Matilde como criminosa. Lula não só reconheceu sua integridade intelectual/moral, como ainda pediu ao novo secretário, Edson Santos, que converse com ela sobre a continuidade da política real da Secretaria.    “Só os homens livres são muito gratos uns para com os outros”                         Spinoza         __      _____        _______Em sua saga paranóica, a mídia-alucinada lançou no mercado prosopopéico uma nova mercadoria: Perseguição aos estados governados pelo PT. Exacerbar notícias dolorosas que possam empatizar o povo. Estados privilegiados: Pará, governadora Maria Júlia Carepa. Bahia, governador Jacques Wagner. Norte/Nordeste: Lula. Primeiro lugar escamoteação: BANDNEWS. Particularidade jornalística: Nenhuma nota sobre os antigos governos responsáveis pelos estados de coisas atuais: PSDB/PFL.        “O drogado fabrica suas linhas de fuga ativas. Mas essas linhas se enrolam, se põem a girar nos buracos negros, cada drogado tem seu buraco negro, grupo ou indivíduo, como um caracol. …É onde também todos os controles são perdidos e onde se instaura o sistema da dependência abjeta, dependência com relação ao produto, à posse, às produções fantasmagóricas, dependência com relação ao fornecedor…”                       Deleuze                  ________________Tudo começa com as primeiras palavras que lhe falam e você ouve. Com os primeiros objetos que lhe mostram e você vê. Se em seus percursos ontológicos, você não produzir disjunções, você nunca ouvirá e nem falará. Portanto, não pensará. Você somente ecoará o que lhe foi dado a ouvir e ver. Nada mais do que a enunciação dominante, a máquina despótica de triturar a vida. A subjetividade do delírio histórico. Não importa que você viva em Manaus, São Paulo, Bahia, Londres, Tóquio, New York, Havaí… em qualquer você será seu enunciador coletivo.                   “Cidade maravilhosa! Cheia de encantos mil! Cidade maravilhosa! Coração do meu Brasil!” Não. O coração e o cérebro do Brasil é o território por onde transita toda a nossa gente.  “brasileiramente linda”                      Belchior                  O deputado Bolsonaro pretende que os símbolos do BOPE, a farda preta e a caveira, sejam elevados à categoria de patrimônio cultural do Rio de Janeiro. A farda é emblema do fascismo, e a caveira, como afirma o sub-comandante, é “a vitória sobre a morte e às adversidades”.  Freud diz o contrário: o culto de figuras mistificadas, como forças sobrenaturais obscuras, são racionalizações no estado de vigília, de conteúdos latentes dolorosos produzidos por uma interdição cruel no  movimento livre da vida da criança, pretendendo subir à superfície e se passar como mundo real e necessário. Sintetiza: em todo homem violento existe uma criança acuada que recorreu às fantasias para escapar da dor que depois se condensaram  fantasmagoricamente e na vida “adulta” lhe persegue como lei idealizada. O medo da Vida. O medo da Vida manifestada no Outro.     O Le Monde, freudianamente, tem razão quando afirma que o filme de Padilha é uma apologia ao fascismo: os fascistas, aprisionados na dor, se encantam com sua projeção no mundo        __________________________________ “Eu desço desta solidão e espalho coisas sobre um chão de giz. Há meros devaneios tolos, a me torturar”                                       

                    Zé Ramalho                 Para a colunista da Rede Globo Miriam Leitão, jornalista de mercado, a graduação do Brasil ao estrato de credor internacional, não é produto da política-administrativa do governo Lula, mas da dupla neoliberal Malan/Fraga. O compositor Billy Blanco, afirma que “o que dá pra rir, dá pra chorar”, e nos empurra à seguinte interrogativa: Por quê a dupla, sendo tão liberal, não liberou o Brasil da dívida externa? Ah, sim! O neoliberalismo é liberar a independência para manter a dependência.  “A corrupção é uma prática sedutora na indústria de comunicação pelo fato de nela se combinar o poder de influenciar politicamente a opinião pública com o poder econômico”                       Bernardo Kucinski                                                    _________Cedo o sol iluminou as palmas de seus pés: a choupana era pequena.       “Um único homem triste é o suficiente para criar em uma casa um contínuo mau humor e para a envolver em uma  nuvem escura: é um milagre se este homem não está presente”

                    Nietzsche                  Bush,firma que vai ajudar Cuba a construir a democracia.  Que tal levar como ajudante Agripino Maia, os Césars, ACMzinho avoado, e se melhor for de bom alvitre uma pós-modernidade, por que não uma social democracia com os ajudantes Fernando Henrique, Arthur, Tasso, Serra, Sérgio Guerra, etcs?  _______________________ “Aquele que amo   Disse-me    Que precisa de mim    

Por isso      Cuido de mim       Olho meu caminho       E receio ser morta        Por uma só gota de chuva”                      Brecht

INTEGRAÇÃO TEMPORAL SEGUE DESINTEGRADA. E A PREFEITURA…

A briga entre empresários e a prefeitura não é nova, e também não é desta gestão que o poder público municipal não tem forças para impedir os abusos dos empresários, transformando a capital do Estado, região metropolitana, numa cidade sem transporte público eficiente. Depois da imprensa manoniquim dar uma “barrigada” na terça-feira, com a ajuda do press release do SINETRAM/IMTU, eis que a notícia aparece no próprio portal da Prefeitura de Manaus, sem nenhum retoque, fazendo o usuário desconfiar de que a prefeitura ou não sabe o que está acontecendo – um gravíssimo problema de gestão – ou coaduna com os métodos dos empresários.

Enquanto a prefeitura, através da IMTU ameaça e não consegue intimidar o SINETRAM, e o seu presidente ainda não sabe como fará para identificar e ressarcir todos os usuários que foram prejudicados pelo boicote à Integração Temporal – que, tudo indica, não foi ainda resolvido, pois trabalhadores das empresas que não podem se identificar afirmam que a intenção das empresas é realmente extinguir o benefício, mais usuários/leitores intempestivos contatam este Bloguinho para relatar suas experiências:

Foi procurando alguma resposta para a situação do boicote ao Passa Fácil que tive a satisfação de encontrar esse blog através do google. Muito bom saber que tem gente que assim como eu preocupa-se com a situação do transporte coletivo nesta cidade de Manaus. Parabéns pelo blog. Espero que seja melhor divulgado. Acho que o transporte coletivo nesta cidade tem que melhorar e muito, a atual administração esta sendo a pior nesse sentido apesar de ônibus novos (que todo mundo sabe que são reprocessados), nada melhorou. Vejo as pessoas, principalmente da zona leste e norte sendo tratadas feito animais (quando são maltratados pelo homem) dentro dos carros, pena que reclamam, brigam somente naquela hora e não procuram o órgão competente pra resolver essa situação. Isso só vai melhorar quando como tudo neste Brasil terminar em mortes.

E finalmente sobre o boicote acho isso um desrespeito, pois a população não foi informada como foi quando obteve esse benefício. Já aconteceu duas vezes comigo e eu tive q pagar passagem novamente. No dia 19/02 peguei a linha 414 saindo do parque 10 e fiquei no Carrefour para pegar a linha 209, minha surpresa foi q eu tinha q pagar novamente, outra situação foi no dia seguinte, tentei reverter esta situação, fui informado que alguns ônibus não estavam aceitando mais o PF. Então resolvi neste dia pegar o 427, fiquei na Djalma e novamente peguei o 209, e novamente tive q pagar, o bom era q eu tinha créditos, imagina se eu não tivesse e tampouco dinheiro pra pagar, como iria ser, q constrangimento? Isso nos EUA renderia uma bela indenização, mas infelizmente não estou lá… Espero q essa situação volte ao normal. Já basta eu ter q esperar 01 (uma) hora esperando a linha 402. Rezo um terço todinho, às vezes chego a um rosário esperando os ônibus, me sinto impotente perdendo tempo nas paradas e isso corrói a alma.

O espaço do Bloguinho Intempestivo continua contando com a atuação comunitária dos leitores intempestivos. Se você conhece alguém que teve este tipo de problema, relate, e não esqueça de telefonar à IMTU, nos fones 156 ou 3643-5555. Afinal, como disse o Daniel, que nos relatou o ocorrido acima, é preciso pressionar e fazer valer os direitos de cidadão.

ACOMPANHE AQUI TODOS OS BOLETINS:

21/02 – Não colou a Emenda IMTU/Imprensa no Caso da Integração Temporal

19/02 – Emenda da IMTU Piora o Soneto da Integração Temporal

18/02 – Mais Informações Sobre o Boicote à Integração Temporal

16/02 – Mais Indícios de Irregularidades no Transporte Coletivo em Manaus

14/02 – Ainda as Irregularidades no Passa-Fácil em Manaus

13/02 – Mais Uma do Transporte Coletivo em Manaus

12/02 – Mais Irregularidades no Transporte Coletivo em Manaus

KINEMA: IMAGEM-ARTE-PENSAMENTO

um “suplemento” kinemasófico de perceptos/afectos imagéticos

O cinema é sempre político”, disse recentemente o cineasta grego Constantin Costa-Gavras. Diferente do filme, que apenas faz uso dos recursos técnicos cinematográficos apenas para promover, através de um entretenimento de adestração mental, a cristalização/escotomização do olhar. Não que o cinema, toda a obra de arte, deva tratar/defender grandes causas macropolíticas. Ao contrário, o cinema se ocupa dos microfascismos, das micro-revoluções, micropolíticas. Causas menores. Pequenas imagens que resistem. “Micro”, “pequeno”, “menor” também não dizem respeito a uma mensuração. São graus de intensidades. O que jamais seria/será realizado por um cineasta comerciante e seu tripé hollywoodiano: humor reto, violência gratuita, sexualidade (sem sexo) banalizada. E que também jamais seria visto/sentido pelo crítico-historiador, já que ele se ocupa mais da evolução das técnicas e da personalidade de um autor ou outros temas mais fortuitos, mas rentáveis nos guichês das salashopipocola. Mas é ainda com esse tripé que eles fabricarão em série sua realidade e a distribuirão como verdade. Dinossauros, Apaches, Vietnã, Marcianos, Afeganistão, Iraque, etc. “Os americanos invadiram o mundo pelo cinema”, dirá Godard. Todo o universo, e em todos os tempos, colonizado. É um imperialismo mental. Mas sempre um outro cinema caminhou por fora, realizando um corte a partir da imagem como posição no mundo. Chaplin fez isso antes da 2ª Guerra. E após o assassinato do cinema pelos nazistas, ele irá ressuscitar pelo neo-realismo italiano. Rosselini, De Sica, Visconti, Ettore Scola, Antonioni, Pasolini, entre outros, farão um cinema que, mais do que mostrar uma realidade objetiva, põe em questão os esquemas sensório-motores, como afirma Deleuze, onde há uma postura assumida em relação a um espaço e um tempo que o envolve. Mas não há submissão no neo-realismo. Os close-travelling de Ettore Scola não foram feitos para reduzir as possibilidades, mas como um convite para novos possíveis. Acompanhando esse fluxo de desterritorialização do olhar é que vem a Nouvelle Vague francesa, que é um cinema de resistência. Resnais, Godard, Chabrol, Truffaut resistem à escotomização do olhar operada pela televisão. E da Alemanha vem Herzog; Gavras, da Grécia; Kurosawa e Imamura, do Japão. No Brasil, Glauber Rocha e os planos inverossímeis do Cinema Novo, e também Silvio Bach, que continua atuando uma resistência ao cinema comercial. Não que esses cinemas sirvam ao denuncismo — quando assim funciona, geralmente há por trás nada mais do que um cineasta “caçador de recompensas”. José Padilha não entendeu porque Costa Gavras, um cineasta filósofo, tratou o Festival de Berlim, mesmo sendo presidente do júri, de forma tão lacônica, dizendo que não olharia como cineasta e que ganharia “o melhor filme”. Então, não é necessário todo um alarido decorrente da premiação de Tropa de Elite. Ele merecia. Premiação e arte pouco ou nada tem a ver. Pra quem vai o Oscar? é o que menos importa para o cinema enquanto arte. Se o cineasta for filósofo, pode até, contingencialmente, ajudar-lhe numa nova produção. No caso de Padilha, o melhor é não prejudicá-lo. Deixar passar as novas experiências por todo o mundo. Chabrol e Lelouch continuam aí. O cinema iraniano, argentino, mexicano, africano, indiano… Algumas imagens para que a dor não prevaleça e deixe escapar a vida, pois é nisso que consiste a arte.

LA FAUTE À FIDEL!: UMA ‘SÍNTESE’ MARXIANA

Com o fortalecimento do cinema hollywoodiano pela televisão, muitos pessimistas apontaram uma espécie de segunda morte do cinema a primeira foi com Hitler: a apropriação das técnicas pelo Estado autoritário como definitiva. Mas para quem ver La faute à Fidel! (“A culpa é do Fidel”), da cineasta greco-francesa Julie Gavras, filha de Costa Gavras, vê-se uma linha que se atualiza como uma síntese marxiana cinematográfica, como movimento livre das potências para além de uma dialética simplória, a partir do entendimento que Lyotard puxa de Marx. O cinema se situa imediatamente após o maio de 68 francês. A Resistência resistiu, a França se tornou de esquerda, como o que escapa à ordem conservadora, diferença? Na verdade, diminuiu a força da opressão ditatorial, mas as estratégias da direita continuaram se reagrupando nas instituições e no controle das subjetividades. A menina Anna (Nina Kervel-Bey) é quem vai vivenciar em A culpa é do Fidel! essa luta de classes interior, mais também seu pai, sua mãe, sua amiga.

Quando viemos ao mundo, ele já estava reservado para nós, a mesa já estava posta. (A primeira cena é justamente Anna ensinando às outras crianças a etiqueta de comer uma laranja.) “Nossas crianças já nascem de cabelos brancos”, dizia Nietzsche. Sartreanamente, os burgueses tentarão conservar-se em si, longe dos engajamentos políticos-existenciais. “Coisa entre coisas”. Assim é que seu pai, um espanhol de família aristocrata franquista, de la Mesa, vai morar na França. Mas o problema é a percepção do Outro: com a morte do cunhado e a percepção da situação da irmã, que se haviam envolvido na resistência à ditadura de Franco, ocorre uma ruptura, um corte, uma vergonha não-freudiana, mas uma vergonha marxiana de ter se objetificado numa “alienação comunitária” e não ter “feito alguma coisa”. Seguir a promissora carreira na advocacia tornou-se insuportável. A angústia sartreana: é necessária uma reorientação ontológica. Maio de 68 já passou. Ele resolve ir para o Chile auxiliar na eleição de Allende. A menina Anna, que já vivia sob a ameaça do espectro do comunismo devido a uma governanta cubana para quem tudo era culpa de Fidel. Agora a menina dividirá as imagens da direita a escola de freiras, a casa dos avós com as da esquerda sua casa, com novas governantas exiladas e os amigos chilenos dos pais. Ela tenta chocar um mundo com o outro, e tudo é muito complexo. Por um lado, pela postura autoritária; por outro, pela insuficiência pedagógica. O que, em prática, segue o mesmo princípio de uma linha dura, pois os pais também estão fragilizados. A mãe apenas se acomoda aos anseios do marido; e quando se envolve em uma questão a partir de si mesma, ele deixa logo vir alguns rompantes de machismo.

Enquanto a intenção é mudar o mundo, a prática é microfascista. Por isso a questão nesse cinema de Julie Gavras não é mudar o mundo, mas a nós mesmos. Daí que ela não trabalha as imagens de lá, mas as daqui. O corte epistemológico operado no olhar: nos closes quando ela vê o pai barbudo, como a cubana lhe dissera; os chilenos barbudos; as mulheres que sofrem com os abortos clandestinos que a mãe entrevista; a raposa que roeu a pata para fugir. Todas essas imagens angustiantes irão balançar a imagem-postura e o movimento-motriz burgueses, passando a operar um outro tipo de tempo, que é o desejante de um corpo livre para novas relações. Os “vermelhos barbudos” chilenos irão lhe mostrar uma outra forma de comer laranja. Se a postura do pai frente à janela com a morte de Allende é semelhante à do avô com a morte de De Gaulle, agora na escola pública, as outras crianças puxam-na para a roda. Já não é mais complexo. A grande dama largou o véu e foi embora. A criança chegou para brincar. A imobilidade e a linha reta da câmera dão lugar a um turbilhão de novos movimentos, gestos, gritos, risos. La faute à Fidel! não é uma imagem em síntese. É uma síntese cinematográfica de esquerda, como suavidade, inteligência e humor que escapa à ordem constituída, operando seus diagramas com novas espacialidades e novos movimentos. Novas imagens.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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