Arquivo para 1 de fevereiro de 2008

CLINÂMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

_____________Passos. Passos. Passos. Cruzes cruzadas nas encruzilhadas sobre o vértice do vórtice.       “…foi por eles próprios, espontaneamente, batendo ao acaso, que os elementos, depois de se terem unido de mil modos, mas em vão e inutilmente, formaram por fim as bases de que sairiam os princípios das grandes coisas, da terra, do mar, do céu, das espécies de seres vivos (Lucrécio)”.         O filósofo alemão Hegel diz que por trás da cortina não há nada. O filósofo francês, Clément Rosset, apoiado na teoria do acaso do filósofo Lucrécio, afirma que as coisas não possuem natureza providenciária. O filósofo Marx assevera nada se repetir na história, a não ser como farsa, portanto, não se repete. Que o jornalista Heitor Cony não tenha lido Lucrécio e Rosset é provável. Entretanto, se se dizia socialista, infere-se, então, que leu Marx. Porque, Santíssima Trindade, ele faz prognósticos tenebrosos sobre a recessão americana como ameaçadora ao governo Lula, chegando a comparar a catástrofe atual com a de 1930, que levou ao clamor militar as orlas de Getúlio Vargas?     “Olha, a segunda vez que eu vim aqui não foi mais para me distrair, eu senti saudades de você. Eu vou tirar você deste lugar, eu vou levar você para ficar comigo…” (Odair José)      ______               __ _ ________Para os estóicos, a filosofia é um ovo: a Lógica, a casca; a Moral, a clara e a Física, a gema. Difícil é pô-lo.      “Regar o jardim, para animar o verde” (Brecht)!…        Se ele ao menos desse um sinal que voltaria, eu saberia que o amava.      A dor da saudade não é lembrar algo distante, é ter que se esforçar para ter saudade.      Como seria o mundo se não houvesse Raimundo? Ele ainda seria mundo?         “Dar água às plantas sedentas! Dê mais que o bastane” (Brecht).    Se o Clinâmen é a declinação que movimenta a vida, porque os “políticos”, tão declinantes, são imóveis?      “E não esqueça os arbustos, também os sem frutos, os exaustos e avaros” (Brecht)!     Em Londres, Don Dieguito DeuzMaradona, afirmou que se não fosse o uso da química poeirenta, teria sido três vezes superior a Pelé. No movimento não há comparação: cada corpo é um corpo. Daí que nenhum homem pode ser referência para outro. A não ser na corrupção da vida: o capitalismo. Aí, tem Pelé.          “Linda como um cavalo cavalgando ao luar” (Chico Maranhão)      Estavam ali sentados olhando pedras rolar. E rolavam, rolavam, rolavam… mas eles não viam o vento.       “E não negligencie as ervas entre as flores, que também têm sede” (Brecht).            Ela cantava: “Capineiro do meu pai, não me corte os cabelos que minha mãe me penteava e minha madrasta enterrou, pelo figo da figueira que o passarinho bicou”, mas o pai nada ouvia preocupado que estava com a filha da madrasta que ia nascer com belos cabelos para outra madrasta enterrar.       “Verde que te quero verde. Verde vento. Verdes ramas. O barco em cima do mar e o cavalo na montanha” (Lorca)          Há homens cuja infância, adolescência e juventude se resume em compulsiva aventura de sabotar a velhice. Fazem-se velhacos. Chico Anísio, o intelectual do humor da classe média, sem nenhuma nesga de pudor, dada a sua sabotagem ontológica, no amargor de sua velhice, se afoga na baba invejosa tentando colocar Lula como mote de suas facécias. Pobre sabotador!  Inglória tentativa de um ocaso deprimente. Um ser sabotado não chegou à lucidez  da comunhão. Lula é a lucidez da comunhão entre os homens. Daí Lula tecer fio por fio de amor a velhice que virar. Daí a sabotagem não sabotar Lula!                   Havia naquela mulher um fogo. Um desejo incontrolável. Seu homem se afastou. Não havia notícia. Ela então transmutou-se em esfinge: mulher-cadela, pássaro, leão… subiu ao muro de sua cidade e desafiou os viajantes a decifrar seu enigma. Aconteceu de um viajante, carregando seu fardo de reparação, parar diante do “Decifra-me ou te devoro”. Sabedor de que alguém seria devorado, decifrou. E assim instalou a Tragédia da Aparência.     ____________Dizem que Van Gogh sofria de zumbido labiríntico, por este incômodo cortou a orelha. Andando por São Paulo quase não encontramos ninguém sem orelhas.              “…há doenças propriamente filosóficas. O idealismo é a doença congênita da filosofia platônica e, com seu cortejo de ascensões e de quedas, a forma maníaco-depressiva da própria filosofia. A mania inspira e guia Platão” (Deleuze).          Só se possui o que está expropriado. Ele não sabia. Penetrou-a, e ela nada disse.        “O vovô ia a cavalo para visitar vovó. E o papai de bicicleta para ver mamãe, ora vejam só. Hoje tudo está mudado, mudou tudo sem senhor”. Hoje tenho a internet para computar um grande amor.        Sobra hipocrisia nas instituições financeiras, que, enquanto se dizem investidoras na proteção da Amazônia, financiam empresas responsáveis por sua devastação. Síndrome de Janus.   “Nem molhe apenas a relva fresca ou somente a ressecada: Refresque também o solo nu” (Brecht; Regar o Jardim).

O TEATRO DO OUTREM DISCRIMINADO

Em sua Ontologia Existencialista, o filósofo Sartre apresenta a fenomenologia do outrem como uma estrutura posicional do mundo fundada pelo olhar. O olhar do outrem sobre mim me posiciona no mundo como objeto revelado, ao mesmo tempo que ele, como sujeito do olhar, torna-se consciência manifesta. O mesmo ocorre comigo quando me torno sujeito do olhar sobre outrem, objeto a ser revelado no mundo. Para Sartre, não há como escapar: somos consciências/mundos. Sempre dados reflexivos aos outros. O que nos torna existencialmente sujeitos/históricos. Já para o filósofo Deleuze, o outrem não surge como objeto constituído por meu olhar, objeto no campo de minha percepção, ou sujeito a me perceber, mas aquele que exprime a estrutura do possível. Estrutura que apreendo como realidade revelada distinta de minha consciência, e que, como possível que lhe corresponde, explico, desenvolvo e realizo. Tornando-me um passado diante deste revelado. Se estou triste e outrem me surge alegre, minha tristeza é deslocada diante do possível, apresentado pela estrutura outrem alegre: a imposição do real. Ele me assegura a preexistência do mundo em seu campo de virtualidades e me dispõe a ativar minhas potencialidades como transições no mundo, pois sem ele desmoronam todos os possíveis e sou tragado pela força do mundo sem sua presença. De qualquer sorte, mesmo com as diferenças de proposições filosóficas dos dois franceses, entende-se que outrem é a potência fundadora da constituição do mundo como transições ontológicas produtivas.

O TEATRO DISCRIMINADOR

Compreendendo o outrem como fundação ontológica do mundo, os negros teceram seus movimentos como forma de constituir sua realidade nas alternâncias com as múltiplas representações políticas e sociais. Entendendo-se como sujeitos históricos ativos, não só lutaram por seus direitos étnicos, mas também por suas participações nas temáticas gerais do mundo. O outrem, que não só transporta seus desejos singulares, mas também efetiva ações coletivas. Assim, deixaram o papel de coadjuvante-substituível e passaram a ser autores, intérpretes, diretores e, quando por suas próprias vontades, público. Ou seja, engajados no hipertexto do mundo da estética como sensibilidade geral e da estética como arte real. Foi neste percurso étnico/ontológico que Abdias do Nascimento, depois de assistir em 1941, no Teatro Municipal de Lima, a peça O Imperador Jones, de Eugene O’ Neil, interpretada por um ator branco brochado de preto, resolveu criar o Teatro Experimental do Negro, que tinha como pensamento não só defender os diretos cênicos dos artistas negros em um país com imensa população negra, mas também posicionar altercações filosóficas, políticas e sociais sobre a condição do negro no Brasil. Não se tratava somente de não permitir brancos tingidos de preto como o ator Sérgio Cardoso interpretando Othelo interpretarem personagens negros, e sim analisar o quanto havia de perversão no ato de ocultar outrem. Cujo efeito não ficava só na ação da tinta, mas tornava visível a opressão e a discriminação da existência real dos negros. Entretanto, esta perversão étnica ainda não foi debelada do teatro arte real. O grupo Teatro História do Teatro Amazonas, que apresenta aos turistas a história do fálico recinto cênico sob o impulso do Ciclo da Borracha, dominado pela ilusão do realismo ingênuo, tinge de preto o ator que faz o alegórico governador do Amazonas na época, Eduardo Ribeiro, que era negro, mostrando em público que o teatro oficial e o teatro digestivo no Amazonas estão longe da epistemologia de Brecht. Nesta dança, continua fortalecendo a alienação e a opressão do outrem, ao mesmo tempo que impede o florescimento do teatro como arte essencialmente política.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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