Arquivo para 8 de fevereiro de 2008

FERNANDO HENRIQUE: SETE LÍNGUAS, NENHUMA VOZ

Uma voz é uma práxis humana constituída essencialmente de elementos fisiológicos, sociais, psicológicos e intelectivos, cujas particularidades lingüísticas encontram-se em seu discurso construído por enunciados diversificados. É sempre uma expressão realizada em um conteúdo expresso. Seja uma voz particular, de um indivíduo; ou, uma voz geral, de um povo, é sempre produto da experiência social, a materialização da língua como instituição social.  No caso propriamente da língua instituição social, de onde a voz salta, pode-se encontrar duas unidades políticas sociais,  pragmáticas, rigidamente definidas. A língua como unidade padrão significada em uma semiótica dividida em três enunciados  de ordens que são: selecionadora — escolhe o que lhe é necessário por sua semelhança; classificadora — estabelece valores, e; hierarquizadora — determina posição. Estes enunciados de ordens se encontram em todo regime de signos como unidade lingüística dominante, como no caso do capitalismo. O modelo lingüístico despótico. A outro unidade é a que se chama de regime lingüístico de classe: toda voz é construída em uma classe social definida arquitetada principalmente por seus elementos econômicos. Desta forma, entende-se que a voz e a língua sintetizam a pragmática semiótica como manifestação semiótica de enunciação social significada.

O SETE LÍNGUAS

Fernando Henrique, em sua peculiar bazófia/invejosa, que o revela um exímio sabotador da velhice, afirma falar sete línguas e Lula nenhuma. Pelos meandros lingüísticos acima denotados e conotados, infere-se muito bem quais são as sete línguas orgulhos do sabotar da velhice: a semiótica dominante com seu regime de signos paranóicos — aquele que anuncia uma voz de comando paranóico, invariância de significados. A ecolalia: um significante saltando a outro significante formando a cadeia da redundância lingüística capitalística. O português que ele fala é o mesmo inglês, francês, italiano, etc, três construídos com as estruturas sígnicas do sistema capitalista. Logo, o sabotador da velhice não fala nenhuma língua. Para falar uma língua neste sistema teria que ser democrata. O que não é. Daí não possuir voz, pois a voz para deixar de ser apenas um instrumento sonora de reprodução de signos já estabelecidos em um sistema dominante definido, ela precisa ser uma enunciação de minoria, um dialeto dentro ou nas bordas da prepotente língua padrão. Tem que se tornar uma linha disjuntiva, uma variação, um devir-louco, a potência constitutiva do novo como democracia. A univocidade política do que se chama povo. E quem percorre, tece essa rede unívoca/democrática em alternações de forças/amigas? Quem faz ouvir esta voz? Lula! É lula que em suas viagens internacionais consegue, no meio da semiótica dominante, compor com dialetos democráticos locais que escapam de tal regime de signos. Sua inteligência, produto de suas experiências diretas com homens reais, lhe permitiu compreender que em um sistema despótico não pode existir democracia, só mesmo como figura de retórica à lá Fernando e Bush. O Sapo Barbudo compreendeu que a democracia é o outsider, o maldito, o estranho do capitalismo imperial decadente. Irmanado com o filósofo Nietzsche, compreendeu que a filologia não é a ciência das línguas, mas acima de tudo, arte de interpretar realidades para transformá-la. E aí também irmanou-se com Marx. Tudo que a insuficiência intelectual do sabotador da velhice não compreende. Por tal e qual, este sabotador é um deplorável (deplorável porque quanto mais democrata melhor para o mundo) confirmador das duas unidades políticas — sócias, pragmáticas: seleciona o mal, classifica a inveja, e hierarquiza a ambição; conceitos produzidos em suas experiências com homens abstratos da classe média. Por isso, no ocaso de sua mudez, o sabotador da velhice, comete as duas piores vilanias que um sujeito pode cometer contra si mesmo: uma, se auto elogiar, revelando o quanto se sente inferior a outro que toma como objeto de sua inveja, no seu caso psicanalítico, Lula; outra, precisar dos aplausos de alguém para se iludir com a alegoria das palmas que é necessário para a política nacional, no seu caso bufonado, o senador ecolálico, Arthur Neto.  No mais, a bazófia invejosa de suas sete línguas só serve para asseverar, que embora tenha se deslocado no espaço perceptivo, jamais saiu do lugar, simplesmente por ser desprovido de voz. E nessa denegação ontológica, não ouviu a democracia, portanto, não pode pensar democraticamente.

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

____________________Dobrar, desdobrar a voz no ressonar do ouvido como simulacro da rostidade. Dissolvido o Eu, dissoluto prospectua a loucura. Translação incapturável do amor.           “Quer tenhamos consciência ou não, o espaço construído nos interpela de diferentes pontos de vista: estilístico, histórico, funcional, afetivo…” (Guattari)  Uma cidade é um composto constitutivo de vibrações corporal e incorporal. Nos impõe encontros afetivos/cognitivos aumentando ou diminuindo nossa potência de agir como ser urbano. Daí que ser alegre ou triste depende dos encontros na cidade.  A administração de uma cidade depende dos graus de potência de seus governantes. Governos tristes, cidades tristes.         Solução volátil inapreensível em ti.    __________  _____ _  ___O anel simbólico é o real do imaginário   No inferior a vaidade é sua virtude         Questão de perspectiva, física, e geometria: Maradona chuta do meio do campo e acerta o travessão. Pelé se considera frustrado por não ter feito um gol do meio do campo.           “Os filósofos não brotam da terra como cogumelos, eles são os frutos da sua terra, do seu povo, cujas energias, tanto as mais sutis e preciosas como as menos visíveis, se exprimem nas suas idéias filosóficas. (…) A filosofia não é exterior ao mundo” (Marx)        Ser cortado    ser  sangrado   ser cicatrizado   Certas   experiências   são  desnecessárias           “Meu samba é a voz do povo. Se alguém gostou posso cantar de novo” (João do Vale)      Rola no morro e no asfalto vozes cantando Leci Brandão como possível ocupante da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Ela canta: “Pensarei com carinho.  (…) Sou independente. Defendo tudo que acredito, negros, índios, quilombolas, canto em penitenciárias. Luto pelos menos favorecidos e eles me consideram uma defensora das reivindicações deles”.   Dona Leci já faz parte da Secretaria.    ___________________ __________________________________________________O que os parlamentares chamam de começo do ano político não é nada mais do que a ostentação massiva da intriga na mídia seqüelada. Pof   pof       pof           pof         pof        Um dos irmãos dias e dias parados, o Álvaro (Tiro ao Álvaro, Adoniran Barbosa), o do PSDB, contesta uma CPI dos Cartões de 1998 para cá, pois, para ele, não vai dar em nada. De certa forma filosófica, o ilustre senatorial carrega uma inquestionável lógica: A administração do Fernando Cardoso em questões democráticas foi nada. E como se sabe, no mais deslizante raciocínio, de nada não se tira nada. Mas é alguma coisa a exacerbação corporativa do uso dos cartões em tal desgoverno. Será isto o nada? Enquanto isso, em seu mundo onírico, Arthur, “orgulho do Amazonas”, nos braços de Morfeu, como presidente do Brasil, se auto enuncia relator da CPI.        Por quem os gringos choram?  “O homem que perde a razão e o homem que se afoga levantam ambos os braços aos céus. O primeiro testemunha a união, o segundo resiste aos elementos” (Kafka)     De todas minhas metamorfoses, a pior foi a que permaneci.      “Eu ontem rasguei o teu retrato ajoelhado aos pés de outra mulher” (Celestino e Índio do Brasil)          O metal nada sabe da utilidade que lhe imprimem.         “Palmas pra dar IBOPE! Pra da IBOPE! Palmas pra dar IBOPE” (Ednardo)  Freud, autor da terceira ferida narcísica  do homem, afirma serem ativo-passivo o exibicionista e o voyeur. O duplo deslocamento do prazer. O olhar interceptado onde o corpo não se constituiu em estrutura lingüística de si mesmo, por tal não reflete sua atuação no mundo. Daí buscar pela exibição (ativo) o olhar do voyeur (passivo) como conforto à dor da invisibilidade corpórea. Daí o voyeur (passivo) tentar encontrar no corpo exibido o corpo que lhe falta ontologicamente. Duplicação alucinante. BBB bebe muito bem estas duplas bebidas em um só beber. Confinado, o exibicionista alucina existir pelo olhar do voyeur-telespectador. O voyeur-telespectador alucina,  vê a si na alucinação do exibicionista. Danças espectrais. Dissipação do outro e do olhar. Pergunta para Freud: BBB8  não emplacando audiência, significa cura do olhar, ou aumento da população televisa que não acredita na espectral Globo como fonte do prazer? __________       ______  ______________ “E as baleias desaparecendo por falta de escrúpulos comercias…” (Roberto Carlos)   Será que o rei da amargura é conhecido pelos abatedores de baleia do Japão?   Parlamentares sabujos de empresários devastadores querem criar lei que diminua a extensão da Amazônia Legal. Nos planos estão principalmente terras do Mato Grosso, um dos grossos da grilagem. Fato preocupante para o mundo, já que segundo o poeta todos nós somos Raimundo. Por isso Marina não se pintou. Não para fazer favor.              Viu o brilho de seu olhar? E ele estava de olhos abertos?               “A crueldade não é algo que acrescentei a meu pensamento, ela sempre viveu ali: mas eu tinha de tomar consciência dela. Uso a palavra crueldade no sentido de apetite de vida, rigor cósmico e necessidade implacável, no sentido gnóstico de turbilhão de vida que devora as trevas, no sentido dessa dor fora de cuja necessidade inelutável a vida não consegue se manter; o bem é desejado, é o resultado de um ato, o mal é permanente (Artaud)”  __________

KINEMA: IMAGEM-ARTE-PENSAMENTO

->um “suplemento” kinemasófico de perceptos/afectos imagéticos

Não se propõe uma história do cinema, nem uma evolução de suas técnicas, menos ainda uma crítica de cinema. Vez por outra pode até tocar um ou outro destes pontos; mas, no sentido de Derrida, é um “suplemento”, enquanto verdadeira eisthesis (do grego, ’sensibilidade’) do cinema como atualizador de novas formas de percepção <<perceptos>> (Deleuze e Guattari) atualizados na “imagem em movimento”. Kinema. Mas aqui se distinguem dois tipos de movimento: movimento extensivo, de deslocamento físico do ponto A ao ponto B, por exemplo. Linha subordinada aos pontos. Praticamente tudo que vem da indústria cinematográfica holywoodiana e suas imitações não passam daí. Mas há também o movimento intensivo, o que produz alterações na ordem da existência e a aproxima dos fluxos vitais. Kinemasófico. Não se exclui necessariamente o movimento extensivo, mas agora os pontos é que estão subordinados à linha e a ela servem. E a linha é a imagem que não tarda em saltar, relacionar-se a outros tipos de imagem, desestruturando o olhar cristalizado de forma brusca e imprevisível. Então, o que menos importa é a cronologia de um cinema, as técnicas e os truques empregados na montagem, não interessa também revelar estruturas e enigmas profundos ou mesmo o fim com que foi realizado. Tomando eventualmente Eisenstein (início do séc. XX) ou a jovem argentina Lucrécia Martel, só nos interessa seguir no rastro da fórmula de Jean-Luc Godard: uma imagem vale pelo imperceptível que ela dá a ver. Assim, essa coluna não se pretende, como em Um Cão Andaluz, de Buñuel, nem mais nem menos que uma lâmina que corta um olho [a tela] para alcançar o olho do espírito [a câmera]. “O olho não é a câmera, é a tela; a câmera é um terceiro olho, o olho do espírito” (Deleuze). Trata-se de introduzir o telespectador numa experiência/prática cinematográfica, retirando-o de sua passividade e empatia — mas não como no automatismo controlado/controlador televisivo, demonstrações da técnica pela técnica —, mas numa espécie de conversação, ativando a relação entre ver e falar: pensar. Assim como “ver cinema” passa por fora das salashopipocola, “pensar um cinema” ocorre em outros planos que não o do intelectual e sua sessão privada. Então, como Deleuze fala a respeito da “pedagogia de Godard”, essa conversa se insere no desejo de falar de uma arte-pensamento cinematográfica, que é a tentativa de um plano-feira inesperado, a experiência de uma imagem-cidade mutante, a construção de um kinema-mundo sempre Novo…

ALGUNS NÍVEIS DO “PARANOID PARK”, DE GUS VAN SANT

A grande ponte de Portland, a primeira imagem de Paranoid Park, não é um metáfora da passagem de uma fase/idade para outra, a perda da inocência. Gus Van Sant ironiza esse tipo de esquema que pretende dirigir o olhar de um telespectador autômato:

Os cineastas que intelectualizam a concepção dos seus filmes e procuram incessantemente metáforas ou sinais para transmitir ao espectador passam freqüentemente ao lado do que poderia ser interessante no plano.”

Tampouco é uma imagem abstrata sem relação com este cinema. Ela mostra precisamente como os espaços nos interpelam, como eles evocam uma afetividade, à maneira como fala Guattari. Com seu aspecto sombrio, com os carros passando em alta velocidade uns pelos outros por ela, acompanhado pela música de Nino Rota, retirada do Amarcord, de Fellini, parece mais dar conta de uma experiência de velocidade e solidão das grandes cidades modernas. De qualquer modo, nada há de metafórico aí, nem tão somente leituras. É uma experiência real no sentido mais amplo da palavra. Num processo semelhante ao do cinema de Hitchkoch, de inserção ativa do telespectador no cinema, antes de apresentar a personagem em torno do qual girarão em espiral as ações da história. Gus, de início, abre seu filme para que nos coloquemos, aí sim, talvez como um adolescente skatista ou um bêbado, ou um desempregado, um marginal, enfim, um diferente do outro, mas mantendo zonas de proximidade , essa cidade que se paranoiciza na passagem por essa imensa e gélida ponte de metal. E logo poderemos acompanhar o jovem Alex, não numa introspecção psicológica, mas numa perambulação por espaços e os tipos de relações que neles se dão. A casa, o campo, a escola, Paranoid Park. Na casa, a relação vai ser sempre familial com os pais em processo de separação, em quase todas as cenas, Alex estará numa posição inferior (sentado, deitado). O plano escolhido por Gus não é tradicionalmente o ângulo ponglee (câmera em diagonal), mas o plano grande em Alex, deixando a imagem dos pais recortada e desfocada, mas sempre interferindo sobre ele de um ponto superior. Por isso ele escolherá o campo que dá ao mar para, numa solidão povoada, povoar o diário no qual deitará sua experiência intransferível: um brutal assassinato involuntário que cometeu, ou pelo menos assim é perturbado. É então que passamos a interagir com as imagens dos movimentos dos skater’s no Paranoid Park, que funciona como um ponto de interseção onde se encontram todos os excluídos da grande paranóia das cidades modernas:

O atrativo do parque eram os jovens que lá iam, construíram o parque ilegalmente por eles mesmos, freqüentadores, guitarristas punks, ébrios, problemáticos. Mesmo que se dissessem muito mal da vida, estes tipos viam-na sempre pior.”

Como numa oposição às imagens da velocidade horizontal dos carros na ponte, estas imagens, sugestão do fotógrafo Christopher Doyle, foram feitas em câmera lenta e acompanhado as curvas de “roturas” reais documentadas. É uma quebra da percepção vertical-horizontal-diagonal, ou mesmo oníricas encenadas. Mas não funciona apenas como um truque técnico, a câmera se deslocou da intelectualidade de um autor e se situou espiritualmente entre os skater’s. Com isso que poderíamos denominar skater-câmera, o equilíbrio dos skatistas relaciona-se com o movimento da câmera e com uma tentativa de equilíbrio existencial. Descobrem-se, ou melhor, desdobram-se espaços no espaço que só poderiam ser vistos pelos skater’s, e assim também pelos cinéfilos, senão pouco ou nada ver-se-á dessas cenas. São justo estas imagens que operarão planos cinematográficos curvilíneos para uma espécie de “volteio” do olhar e curva existencial.

É o Paranoid Park onde se dará o acontecimento inesperado. E tudo passará a voltear em seu entorno, a própria rotina monótona da escola será interrompida em favor de um recrudescimento disciplinar com a presença da polícia, que age com esperteza, mas com chantagens e coerções constrangedoras. É a linha dura das instituições, como diria Foucault, apertando seus nós. Família, escola, prisão: sempre a mesma linha. O Paranoid Park era uma saída. Mas agora, como na cena em que um skatista se movimenta dentro de um túnel com uma grade na saída, a passagem para fora foi fechada. É então que Alex se percebe sozinho, pois é necessário alguma relação. O pai foi embora. A mãe aparece num plano distante, investigando-o. A cena do rompimento do namoro com Jennifer é realizada apenas com gestos e mímicas, sem palavras, mostrando o vazio e indiferença das relações. Está só. Para intensificar esse estado de solidão é que Gus usa uma esquizofrenia de Alex, que dialoga consigo mesmo, mas é essa capacidade que lhe permitirá escrever o diário e superar a paranóia. Além disso, ele faz uma utilização de imagens que seria desastrosa se mal utilizada, uma espécie de utilização não do feedback tradicional, mas do replay, como poderá ser visto em uma das cenas mais intensas desse cinema: a cena do banho, que “repetida”, faz entrever estranhamente ao próprio telespectador a mudança do enunciado. Quando Alex passou a ser/ver-se como um criminoso?

Mas de modo algum Gus Van Sant é um pessimista. Talvez por isso ele, depois de ter revelado à Holywood algumas “estrelas”, hoje prefira realizar um trabalho pedagógico-cinematográfico com atores amadores e fuja daí para produção da MK2 (Marin e Nathanael Karmitz) francesa. Ele percebe e faz perceber em novas imagens ao abrir-nos seu kinema, aquilo que o jovem Alex percebeu em sua/nossa experiência, que ainda é possível sair, ir lá fora, deixar passar um pouco de ar no cinema como na vida:

Apenas sinto que há algo além da vida normal, além de professores, noivas, roturas, como lá fora. Lá fora há diferentes níveis de coisas.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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