Arquivo para 9 de março de 2008

MAIS UM ESCORREGÃO DO ESTADÃO

O Estadão estampa na sua edição dominical, na manchete principal, o pretenso fracasso do programa Bolsa Família em fazer valer uma de suas principais condicionalidades: manter a criança beneficiada na escola. Segundo o jornal, através de informações do MDS e do Ministério da Educação, pode-se afirmar que o aumento do número de crianças fora da escola aumentou, entre 2002 e 2005, cerca de 45%. Curiosamente, o jornal aponta a melhora da performance de Lula nas eleições de 2006 nas cidades onde há um grande contingente de beneficiários.

Do texto trazido pelo jornal, com um mínimo de informações e bom senso, podem-se inferir as seguintes informações:

1) Os dados já surgem desatualizados, já que se referem ao ano de 2005, mais de dois anos atrás. Certamente, a realidade sofreu alterações de lá pra cá, mesmo que tenham sido negativas. E aí, não conta a justificativa de que os dados disponíveis são referentes a estes anos.

2) A reportagem aponta como uma das razões do aumento seja o fato de que o benefício só é pago até os 15 anos, quando, segundo o jornal “a partir desta idade, muitas vezes é mais interessante ter o filho trabalhando”.  Nenhuma linha sobre o projeto do governo federal, apresentado no fim de 2007, e imediatamente rechaçado pela direitaça (incluindo a jurídica, através do emplumado Marco Aurélio Mello), que aumenta para 17 anos a idade máxima para que as crianças estejam incluídas no benefício, e que, apesar disso, deve entrar em vigor em breve.

3) Segundo dados do IBGE, citados pela própria reportagem, apenas 5% dos jovens entre 7 e 14 anos (beneficiários do Bolsa Família no período da pesquisa) saem da escola. Entre 15 e 17 anos, quase 20%. Nenhuma palavra sobre os índices históricos de evasão escolar no Brasil, ou sobre a imensa discrepância entre os beneficiários e não-beneficiados.

O Estadão faz propaganda do Bolsa Família, acreditando estar fazendo uma crítica.

Esperar, a partir daí, uma análise da perspectiva educacional, levando em conta os aspectos de produção de subjetividades que perpassam uma educação comunitária e filosofante, ou a escola como instância disciplinar – existindo, portanto, outros aspectos mais relevantes para a evasão escolar -, ou mesmo a ineficácia das prefeituras em articular o programa federal com iniciativas locais que melhorem a qualidade da educação, fica difícil, partindo d’O Estadão, a Folha, Globo, ou qualquer outra mídia pautada não pela função social de produzir notícias que levem as pessoas à produzirem compreensões sobre o mundo a partir delas mesmas, mas pelos interesses corporativos e de mercado.

Com o objetivo de atingir a popularidade do governo Lula, principalmente através do programa Bolsa Família, que tem suas falhas, mas nem de longe é o fracasso com que sonha a direitaça, é o foco do trabalho desta mídia, que por esta razão, tem se especializado no que o jornalista Mino Carta chama de “produzir furos n’água”.

Enquanto isso, Lula só… no Alemão!

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

UUUUUUUUUIIIIIIIIIIII!!!!!!!!

Mais sucessão que esta coluna no Bloguinho Intempestivo, só mesmo o Lula e o Candomblé/Umbanda! O que deve causar arrepios de inveja na direitaça que não sabe o que é ser gay. Se é que eles ainda conseguem se arrupiar, né, meu bem?

E um amigo que estuda numa escola pública do centro da Manô comentou sobre o professor dele, que tem “bronca” com os estudantes homoeróticos. Na sala de aula, conta quantos “gays” tem, e expõe estes alunos a situações vexatórias. Dia desses, conta esse amigo, ele mandou que um estudante levantasse e exigiu que ele, antes de sentar, explicasse “por que é gay?”. Coisa de gente limitadíssima intelectualmente e afetivamente. Somente alguém que tenha um bloqueio fortíssimo resultante da repressão corporal e incorporal dos signos que são adesivados ao corpo pode se incomodar com outro a ponto de sentir nele uma ameaça à própria existência. Insegurança sexual, meu bem. De quebra, percebe-se que jamais educação e limitação cognitiva podem andar juntos. Quero ver se algum dia um aluno alegre devolver a pergunta ao professor-ressentido: “E o senhor, por que não é gay?”. Ele não pode, meu amor, se pudesse, não seria tão limitadinho, tadinho…

E agora vamos ver os sopros gayzísticos (ou não) que passaram no nosso Mundico!

Φ O governador do Rio Maravilha, o PMDBista Sérgio Cabral, de vez em quando acerta. Esta semana, ele entrou com um pedido junto ao STF para que sejam imediatamente reconhecidos os direitos garantidos no Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado também aos casais homoeróticos. Significa, na prática, a abrangência dos direitos e benefícios dos servidores aos companheiros e possíveis dependentes da relação, como já é reconhecido aos casais héteros. Belíiiiiiiiisssssima atitude do governador. Ponto para ele, que pode até estar querendo arrebanhar uns votinhos no fim do arco-íris, mas que a atitude é necessária, isso é. Sentiu a brisa, Neném?

Φ Outra que deixou o Gay World em Pol-Vo-Ro-Sa! O SUS, meu amor, agora vai tratar pela alcunha escolhida os gays, lésbicas, trans, bis e pluris que decidirem adotar um nome “pra ser seu”. Então, nunca mais o Raimundo, lá da Be-Bêtânia, zona sul da Manô, vai precisar ficar vermelhinho de vergonha quando a enfermeira for chamá-lo, por que ela – se respeitada a Carta dos Usuários do SUS – deverá se referir ao Mundico como Luna Del Rio Negro, ou simplesmente, . Falta só a dona Radiele parar de se preocupar quando a Lú usa o banheiro feminino no posto de saúde… Um nome, meu bem, se conquista, não se ganha. Só se tem um nome, dizem os filosofantes Deleuze e Guattari, através do exercício da despersonalização, quando os processuais de existência desembocam no mundo como singularidade. Ai!, que coisa linda, chega dá arrupeio! Embora ainda não se vejam avanços com relação, por exemplo, à operação para mudança no órgão genital, na parte do tratamento, da psicologia e da cidadania GLBTT, o SUS é o mácssimu! Sentiu a brisa, Neném?

Φ A prefeitura de Porto Alegre está promovendo uma série de atividades para comemorar o Dia Internacional da Mulher. Dentre elas, as tradicionais homenagens e condecorações, que as instâncias do chamado poder, para tentar compensar o vazio que ele é, procuram fazer para fortalecer a ilusão da existência. Mas não é que no meio do lezeiral gaúcho de Yedinha e Fogaça, o poder público deu uma dentro? É que no meio da mulherada, as ditas fêmeas, porque carregam os genes e o aparelho genital feminino, homenagearam também Marcelly Malta, presidenta da Associação dos Travestis e Transsexuais do Rio Grande do Sul, da ANTRA e presidenta do Conselho Municipal dos Direitos Humanos. Detalhe óbvio que nem precisava ser sublinhado, é que Marcelly é mulher, mas não é fêmea. Abalou, fresca! Como diria uma amiguíssima desta coluna, que de vez em quando não segura e desmunheca, e soltou a seguinte pérola na Parada Gay Manaus 2007, respondendo a um amigo entesãozado por uma ninfeta que sumiu na multidão, cuja identidade-gênero lhe era desconhecida: “ela é mulher sim, e mais que as outras, posto que escolheu sê-la”. Sentiu a brisa, Neném?

Φ Não se assusssstem, meninas/os, vocês não caíram por engano na coluna futebolística ‘Chagão!’ não, continuam nos embalos eólicos “d’O Mundo é Gay”. Mas é que essa pauta estava mais para nós do que para eles. O presidente da FIFA, Josef Blatter, disse numa entrevista: “Existe homossexualidade no futebol”. Lóooooooogico, nêga! Ôxe, descobriu a pólvora e se queimou, a mona ressentida. Claro, o futebol é homoerótico, meus bens! Já dizia o príncipe barbudo da Baviera, o charuteiro Freud: a amizade entre os homens é erótica, homoafetiva. O homoerotismo – palavra que Freud e a psicanálise não dominaram – transborda ao ato sexual. Ou como diria o Roberval, manicure, baladeira GBLTT e centro-avante peladeiro do campo do Roma: por que outro motivo 23 homens (22 + o árbitro) se enroscariam por 90 minutos tendo a bola como efêmera justificativa, senão por amor? A homofobia – que não se reduz ao futebol – que entra em campo é resultado das clivagens no corpo pela subjetividade do capital, transformando o corpo-sexo em objeto-sexualidade, mercadoria para o consumo. Sentiu a brisa, Neném?

Φ E enquanto os rebeldes fabricados Rolling Stones aceitaram ordeiramente a censura imposta pelo governo chinês aos artistas que lá apresentam suas obras, a cantora islandesa (gatíssima e ícone-gay) Björk Gudmundsdottir aproveitou o show no país dos olhinhos puxados para protestar. No meio de uma música, ela gritou: “Tibet!”, numa clara referência à luta política pela independência do Tibet, assunto proibidíssimo naquele país. Também cantou uma de suas músicas que foi marcada pelos censores. O governo, através do seu ministro da cultura, já tomou a voz do povo (como se isso fosse possível!) e afirmou que “o povo chinês não considera bem vindo este tipo de artista”. Você mesmo, leitor/a intempestivo/a, pode conferir aqui se o som da Sra. Gudmundsdottir é bem vindo ou não, mas o que conta é que o mundo em que Björk vive tem mais cor e alegria, que lhe permitem não se tornar passiva diante de situações de opressão. Já os Stones… Sentiu a brisa, Neném?

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, meninas/os:

FAÇA O MUNDO GAY!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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