Arquivo para 2 de abril de 2008

PASSEANDO PELA ZONA HIPNÓGICA DA DIREITA

A zona hipnogógica é o território nebuloso onde o real e o irreal se confundem. Não confundir com o que afirma o filósofo Deleuze, a passagem do inatual ao atual: o novo. Produção deviriana. A mobilidade das imagens cristal. Mas, sim, zona de confusão onírica. Dificuldade de saber o que é real. Que na falta da certeza, recorre-se à fabulação: as imagens pessoais sobre as sociais. Este, o território nebuloso/fabuloso da direita, o qual pretende que o povo brasileiro promulgue como também seu.

O consenso, o acordo, é o poder social constitutivo da democracia e da paz entre os povos. O que a maioria nomeia como fundação democrática. Realidade social orientadora dos saberes e fazeres da população. A direita pretende magicamente desfazer este consenso. Impor como a realidade social suas fabulações que não encontram eco no exterior. Em psiquiatria, diz-se que uma pessoa está alucinando quando esta pessoa se toma por outra, quase sempre poderosa. Exemplo, se toma como Cristo ou Maria. Quando a direita se toma como poderosa, ela alucina.

Exemplos exemplares de alucinação da direita. Todas as realizações do governo Lula que colocaram o Brasil, tanto interna e externamente, como um país produtivo e respeitado, ela atribui a si. Alucina que tudo isto ia acontecer (Maktub: estava escrito). Lula está apenas colhendo os frutos que ela plantou. Passeemos por esta zona alucinatória. Fernando Henrique ficou dois mandatos. O primeiro imobilizou o país e se preparou para o segundo, daí rasgar a Constituição com a Emenda para a reeleição. Veio o segundo, destruiu o país. Lula formou uma equipe com as maiores sensibilidades e inteligências do país, formada por convidados, profissionais de carreira e mais avulsos. Ergueu o Estado Brasileiro. O segundo mandato, segundo dizem nacional e internacionalmente, está melhor do que o primeiro.

Trabalhar com hipóteses sobre o já ocorrido é também alucinação. Vamos alucinar com a direita para poder melhor entender o quanto ela é desnecessária para o Brasil enquanto não “cair na real”. Se não tivesse ocorrido o segundo mandato de Fernando, e se Lula tivesse sido eleito e tivesse tirado o país da lama (para não escrever a palavra intestinal), lógico, pela lógica alucinada, que ela iria afirmar que ia acontecer: estava tudo preparado. Se (tudo hipotético/passado), por outro lado, Sérgio Motta ainda estivesse vivo no fim do segundo mandato da direita e ordenasse compra de parlamentar para reeleição do Fernando, e no terceiro o Brasil fosse direto para o esgoto, o que ela diria? “Precisamos de mais tempo para tirar o país da crise que há séculos está atolado”. Morreria o povo brasileiro. E não teria elementos para atribuir a Lula o ocorrido, pois não haveria governo Lula, e sim o cataclismo imposto ao país pela insuficiência administrativa. Mas há Lula. Este, o objeto do desejo alucinatório dela. Sem Lula ela não seria conhecida. Quem a conhecia antes de Lula? Essa, ela está devendo a Lula.

Agora, sem hipóteses. Na República, quando foi que um governo da direita construiu um Brasil produtivo e respeitado? Nunca. A direita, simulando ser marxista, diria: “Ainda não havia chegado o tempo. Os ventos do progresso externo ainda não estavam soprando”. Como alucinação não move montanhas, como diria Dante, e nem move moinhos, como diria Cervantes, a realidade é o governo Lula e o povo que “está fazendo a hora”. A hora é produção, produto da força de trabalho dos operários que modifica e cria realidades. Então, sobra para direita o consolo da alucinação, atribuir a si o que nunca ocorreu: o seu terceiro mandato. O povo é sábio e justo.

O JORNALISMO ESCOTOMIZADO NÃO FIXA IMAGENS

A projeção é uma práxis comum do homem em sociedade. Uma condição de relação social em que um indivíduo lança partes suas em outro ou, às vezes, em todo o meio. O meio aparece como prolongamento seu. Existem duas formas de projeção. Uma, quando o indivíduo projeta no outro seus afetos maus, na sociedade da retaliação, o mais predominante. Duas, quando o indivíduo projeta no outro afetos bons. De qualquer sorte, as duas formas não são ações racionais. Sempre são efeitos de causas não singulares: não são produzidas por um encontro racional (causa de si), mas por um encontro paixão (efeito de outro). Embora a segunda forma construa ou mantenha uma relação boa, não aumenta a potência de agir. Pode levar a erro de entendimento, e muitas vezes atribuir a outro afetos bons que este não possui, como ocorre com alguns indivíduos que atribuem ao jornalismo escotomizado (também conhecido como mídia seqüelada) uma inteligência e uma força de atuação social que não possui. Tomemos como linha produtiva, sem projeção, o governo Lula em unidade política/social com o povo. Pois bem, façamos a distribuição da população brasileira entre o jornalismo de todos os matizes reacionários Folha, Globo, Estadão, Rede Globo, Bandeirantes, SBT, RedeTV, Veja, Época, IstoÉ, etc. Pois bem, qual o número de pessoas que adquirem os impressos e assistem estas TV’s? Resposta: os impressos, um número baixíssimo, a maioria classe média. As TV’s, um número maior, que busca apenas o chamado entretenimento, o ócio-inútil. No primeiro caso, tem-se a constatação da maior parte da população que não sabe que eles existem. E sendo parte da classe média e a elite seus leitores, e estando estas classes confinadas em suas indiferenças sociais, tudo que possam encontrar nestes impressos jamais passarão à maior parte da população, dado o grau de distância e medo que nutrem do povo. O tal efeito dominó não possui causa: é imóvel. Logo, é por escotomização intelectual que estes impressos publicam matérias contra o governo Lula, esperando que chegue no povo, mas não chega. A leitura do povo é concreta. É construída em sua experiência direta com o mundo. Práxis realizada diretamente nas políticas sociais praticadas pelo governo Lula. Uma concretitude de onde se infere que sujeitos-sujeitados como Josias, Clóvis Rossi, Catannhêde, Kennedy, Mainnardi, Leitão, Azevedo, Noblat, entre outros comparsas, apenas cumprem funções ficcionais. Realidade que seus patrões sabem, já que as crises financeiras encontram-se bem alojadas em suas redações. E só ainda não pediram falência, por orgulho.

Quanto às TV’s, a estrutura tecnológica psicodélica conferiu-lhe a obnubilação onipotente que a entrelaça em imagens e sons tidas como mágicas para dominar e comandar a população. Entretanto, ao chegar à população, defronta-se com um corpo constituído no real-social, e então a operação massificante não se consuma. Seus telejornais, ofensivos ao governo Lula, sequer são comentados. Em suma, circulando nas áreas periféricas de seus olhos, zonas-alucinógenas, onde se produz estados hipnogógicos (sono/sonho), este jornalismo escotomizado não pode fixar imagens centrais onde se realizam as experiências da população. Então, sonambúlico, tenta se auto promover a um degrau sem importância para não perder a pose diante de si mesmo. Crença em uma inteligência necessária para salvar o Brasil. Mas tão somente triste circularidade espectral da dor perceptiva.

Daí que alguém ver neste jornalismo uma ameaça ao governo Lula é projetar sua inteligência em alguém que não a possui.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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