Arquivo para 9 de abril de 2008

A TEO-MORAL DA MIDIANTE ELIANE CATANHÊDE

A teologia é um tratado e uma prática metafísica cujos elementos que a constituem são os enunciados dos textos sagrados. Para que estes textos sagrados cheguem até os crentes é necessário que exista um Nabi, o profeta, o que traduz estes textos de Deus para a linguagem inteligível dos fiéis, e assim manter a fé. Na ordem hierárquica, o profeta está apenas um degrau abaixo de Deus. É o mais próximo intermediário entre Deus e seus fiéis, o que lhe faz um quase Deus. A moral, de acordo com o filósofo Nietzsche, é o costume que os homens carregam de agir e avaliar. Costume moral que chega às gerações pela tradição. Como se trata de uma produção humana, esta moral é uma forma de imobilizar seus seguidores, já que foi arquitetada pela classe dominante. Daí o filósofo afirmar que é uma moral niilista, contrária à Vida, pois Vida é Eterno Retorno. Assim, não serve aos homens livre, os que carregam a suspeita.

Pois bem, a talentosa funcionária ao jornal Folha de São Paulo, Eliane Catanhêde, garatujou um texto por ela alcunhado de “Chama A Polícia! E Chora” onde saltam rastros visíveis de seu Complexo de Deus. Um Deus que além de suas providências, onipotência e onisciência, mostra-se também moralizante.

Para garatujar este complexo teo-moral, ela toma dois recursos ilustrativos:

1- A posição dos estudantes da UNB e a ação da polícia contra a posição dos estudantes. De ponto em ponto, pontuantes, ela vai implicando o governo Lula como responsável pelos acontecimentos na Universidade de Brasília. Um, porque não tomou providências para afastar o reitor, que segundo ela, a funcionária teo-moralizante, usou verbas públicas indevidamente. Dois, porque mandou a polícia enfrentar os estudantes, lembrando que antes o papel que hoje os estudantes desempenham era do antigo PT. Afirmando que o partido dos trabalhadores esqueceu todos seus ideais: comete atos que antes combatia.

2– Ela culpa o governo de usar a polícia para uma tarefa investigativa que não é a correta: investigar o vazamento dos dados dos computadores da Casa Civil. Que ela, juntamente com outras mídias congêneres, chama de dossiê. E os franceses continuam esnobando a sabedoria jurídica delas. Para ela, o que a polícia deveria fazer é “descobrir quem, como, quando e por que foi buscar um arquivo morto e sigiloso em outro prédio, para chantagear adversário político”. E continua teo-moralizante: “A chefia da Casa Civil, que determinou ou, no mínimo, autorizou o uso da máquina para fazer o dossiê? Ou quem não gostou desse modus operandi ditatorial e botou a boca no trombone e entregou os arquivos à imprensa”.

PONTOS TEO-MORALIZANTES

Na segunda garatuja ilustrativa, encontram-se emaranhados vários sintomas do Complexo de Deus. Ela afirma que alguém foi buscar em outro prédio um arquivo morto. Se ela diz que “alguém” “foi buscar no outro prédio”, ela sabe quem foi, pois alguém só é alguém para outra. Ainda mais quando faz um percurso visível que outro alguém pode ver. Além de reviver o “arquivo morto”, que são enunciação e não, dossiê, ela ressuscita Fernando Henrique, elevando-o como “adversário político”. De quem? Do Arthur? Ou do Serra? Ou do Aécio? De Lula e do povo brasileiro, não.

Outro momento teo-moralizante é quando afirma que “A chefia da Casa Civil (leia-se, para ela, Dilma Roussef), que determinou ou, no mínimo, autorizou…”. Como Deus, ela estava presente e viu tudo. E completa que alguém “não gostou desse modus operandi ditatorial e botou a boca no trombone”. Teologicamente entregou uma pista: para não gostar do “modus operandi”, é do PSDB. Tal qual a mesma. Isso fica constatado, principalmente, quando se atenta para os clichês que ela faz uso (boca no trombone), uma demonstração de forte convivência com Arthur“5,5%”Neto, o hexacampeão da fala vazia.

Mas como diz o adágio popular: “Quem muito esconde o bode um dia explode”, a talentosa funcionária da Folha, explodiu seu teo-moralismo: não revelou nada sagrado ao povo, e seu modo de agir e avaliar, só lhe afastou mais do civismo da profissão de jornalista. Além de revelar uma insuportável inveja da biografia de Dilma Roussef. Comportamento não aceitável em uma senhora já resolvida.

Torna-se mais visível seus anti civismo jornalistico, quando da confirmação, no presente, do texto sagrado: “Dizes-me com quem andas que te direi quem tu és”. Ao mesmo tempo que o nega no passado, quando trabalhou na década de 70 na Veja, sob o texto de Mino Carta. Negação comprovante que nada aprendeu. Ou, quem sabe, só aproveitou a companhia de Mino e outros engajados jornalistas para fazer um glamour de intelectual comprometida, visando o carreirismo. Comportamento comum naquela época. Tipos dos chamados generosos: aqueles que adoravam fazer gênero. E é, hoje, esta senhora que se arvora a desmoralizar o PT, cobrando-lhe posições passadas. Alguém perguntaria: “Da companhia de Mino pra cá, o que aconteceu com esta senhora, para fazer um jornalismo tão inútil e servil? Será que ela foi torturada e lhe fizeram lavagem cerebral?”.

E a senhora termina sua garatuja: “Deve doer na alma ter de defender tudo isso”.

ESOPO, O PFL E A DEMOCRACIA

Tirando sua antropomorfização dos animais, atribuir valores humanos aos animais, Esopo, com suas fábulas, nos remete humoristicamente à hodiernidade da direita brasileira, com sua inesgotável fonte de estupidez. Vejamos esta fabula: A Gata e Afrodite.

Uma gata que se apaixonara por um fino rapaz pediu a Afrodite para transformá-la em mulher. Comovida com tal paixão, a deusa transformou o animal numa bela jovem. O rapaz a viu, apaixonou-se por ela e a desposou. Para ver se a gata havia se transformado completamente em mulher, Afrodite colocou um camundongo no quarto nupcial. Esquecendo onde estava, a bela criatura foi logo saltando do leito e pôs-se a correr atrás do ratinho para comê-lo. Indignada, a deusa fez fê-la voltar ao que era.

O perverso pode mudar de aparência, mas não de hábitos.”

Agora, emprestemos de Esopo sua fábula e façamos a semelhança com o PFL. O PFL, a gata, reacionário, habituado com o poder de qualquer maneira, para isso usa os recursos mais despudorados possíveis, como capachismo, trapaça, intriga, preguiça; resolveu, no esplendor do governo Lula, transformar-se em Democrata, “numa bela jovem”, para com este recurso mágico conquistar o fino rapaz, o povo brasileiro. Para conseguir este feito maravilhoso, recorreu à deusa Afrodite, a política, a arte da homologia, a identidade do pensamento, e à homónoia, a identidade do discurso, os fundamentos da democracia. Passada a décima parte de um milionésimo de segundo, para saber se o PFL “havia se transformado completamente” em Democrata, a política “colocou” em seu estatuto democrático o sucesso do governo Lula. Não deu outra: o Democrata, a bela jovem, teve um recaída PFL, a gata, baixou a inveja cega e passou a fazer, com mais ódio, intrigas e tramas contra o sucesso do governo Lula. O camundongo democrata que enche a gata, PFL, de inveja, porque ela, PFL, não carrega a potência que ele, camundongo, carrega, e que lhe faz ser um alegre e amigo trabalhador. Tudo que ela não possui. Principalmente a solidariedade com os de sua espécie. Já que, como burguesa, cultua o individualismo e a indiferença social.

MORAL DA FÁBULA DA DIREITA DA POLÍTICA BRASILEIRA: o PFL pode mudar de nome, mas não de hábitos.

O ODOR MORAL DO SENADO

O senador Mário Couto (PSDB/PA) resolveu fazer uma greve de banho para protestar contra o excesso de MP´s que impedem a votação de um projeto de reajuste do INSS. Segundo Couto, senador de mesma lavra de Arthur ‘5,5%’ Neto, Agripino e outros da atual legislatura, a idéia já vinha guardada dentro dele, como uma forma de inovar, uma “postura moderna”, em sua própria definição. O senador sonha com um Senado onde os 40 eminentes lordes fiquem 40 dias sem tomar banho. “Ninguém vai entrar lá”, afirma. Pelas próprias contas, já contabilizou mais de 30 senadores aderentes ao higiênico projeto. O senador garantiu que não usará durante a manifestação o seu perfume Kouros, o qual ficará no fundo da gaveta, e que ainda levará sua esposa para reforçar o manifesto. O objetivo do senador é dar um abraço no presidente Lula, no 40º dia de greve.

Na tentativa de fazer jus à atual legislatura do Senado Federal, o senador também comemorou a queda da CPMF e prometeu ficar sentado em sua cadeira de senador por tempo indeterminado até que o reajuste seja colocado em pauta.

DO ODOR NATURAL AO ODOR MORAL.

Freud dizia que os odores estão no mundo, mas a diferenciação entre cheiro e fedor é aprendida socialmente. Para uma criança, um odor é um odor, e ela só irá considerá-lo atraente ou ofensivo de acordo com as aprendizagens e experiências que terá. A adoção de odores que substituam o do próprio corpo, advêm da impossibilidade de sentir o corpo como entidade existente, restando só a abstração social, produzida para anular a potência de agir. Daí inferir que o odor é natural e o cheiro/fedor é moral.

A mesma moral da burguesia, que surgiu dos comerciantes europeus, e que procurou se diferenciar dos chamados nobres pelo cheiro. Daí, adotarem a perfumaria – que já existia na nobreza – como sinal de status econômico. Enquanto os burgueses, pequenos comerciantes, ambulavam Europa adentro com batata, cebola, carne salgada, e o cheiro da terra e dos produtos impregnava o corpo, os também fétidos nobres usavam a perfumaria para suportar a nhaca de suas damas e cavalheiros. Trocadas as bolas, com a revolução, os burgueses continuaram com o cheiro da cebola podre dos tempos da feira livre, mas agora incorporando a perfumaria como marcador de poder na subjetividade econômica, e repetindo os nobres. Como numa reedição do pecado original, viram, cheiraram, sentiram-se inferiores e negaram os fluxos e fluídos corporais.

Além da perfumaria – dizem que os mais caros da parfumerait mundial são feitos com excrementos animais – a sociedade de consumo produz também outros odores, igualmente artificiais. Erwin Piscator, teatrólogo alemão, disse que fazia um teatro político porque queria mudar o cheiro do povo. O ex-presidente e último da linhagem da ditadura brasileira, João Batista Figueiredo, afirmou que preferia o cheiro do seu cavalo ao cheiro do povo. Enquanto o alemão queria um teatro transformador, pois sabia que o “cheiro do povo” não era natural, mas era produto da miséria social, o presidente-militar apenas fez uso do signo olfativo produzido pela subjetividade do capital, sendo ao mesmo tempo propagador e vítima da estreiteza epistemológica da burguesia, a mesma que produz o cheiro da fome e da miséria.

Como são fontes da mesma moralidade, o duo cheiro/fedor não carrega diferenças entre seus componentes. O cheiro perfumoso daquele que tenta camuflar o próprio odor corporal nos aromas amenos da primavera européia tem o mesmo sentido do fedor daquele outro, que subvive na ausência de emprego, comida, água, saneamento básico, saúde, educação, e que pela privação, já não se importa com o odor que carrega, e é confundido (ou tachado) de imundo, sujo. São ambos produtos da sociedade de consumo. Produto da tentativa de anulação do corpo como potência política.

Assim, erra o senador PSDBista, que acredita fazer revolução, mas que só conhece o cheiro do povo como abstração, idéia produzida pela imaginação, daí seu olfato não sair da armadilha da moral, inócua. Ao dizer que vai abraçar Lula, tentando adesivar ao ato uma suposta ojeriza do presidente ao seu cheiro, fala a partir de si, e não sabe que Lula, pela experiência do mundo, conhece todos os cheiros, o do povo (o verdadeiro), o que se quer do povo (na verdade, da miséria social) e o da “zelite” (que tenta esconder o cheiro de cebola podre sob litros de Channel No 5. Ou Kouros).

Daí, dois entendimentos: um, o porquê da direita não alcançar as conquistas sociais do Brasil do Sapo Barbudo e Fedorento, e; dois, esta é a pior legislatura da história da república brasileira.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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