Arquivo para 14 de abril de 2008

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

Coluna Vertebral

Apresenta

UM BREVE PASSEIO PELA CÂMARA DOS VEREADORES

Um professor da Universidade do Amazonas, em acalorada discussão, disse que prefere a pior democracia à ditadura. O sábio professor não suspeita que a pior democracia já é ditadura. Aí a dissimulação democrática. A herança histórica do conceito social de democracia representativa construído no século XIX. Qualquer cidadão de maioridade pode candidatar-se a um cargo legislativo e executivo. Nada sobre os corpos afecto/cognição como potências sociais constituidores da democracia. Saberes de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Maquiavel, Marx, entre poucos.

Distante do consenso produtivo social, que produz o Bem Comum, várias democracias representativas se espalharam pelo mundo sem qualquer devir comunalidade em forma de pequenas tiranias ou, como não atentou o professor, pequenas ditaduras. Assim, dependendo das experiências individuais/sociais/culturais de cada parlamentar ou governante, a democracia regional é tida como a ideal. Então, o que é tirania da ignorância é apresentado como democracia representativa, o exercício da liberdade política.

Em Manaus, a Câmara dos vereadores constantemente nos presenteia com este tipo de democracia. Além da atávica posição de subordinada a qualquer prefeito da vez, mostra sua redução intelectual e ética, em figura de deboche. O escárnio contra o voto democrático. A figuração que o eleitor não pretende a seu voto.

Em sessão da Câmara de hoje, o vereador Jorge Maia tentou justiçar notícia jornalística que desabona seu ato de estar vendendo peixe mais barato em local próximo de uma feira. Em tempo de eleição, é provável que se trata mais de campanha eleitoral do que preocupação com a alimentação da população desta área. Depois de sua exposição defensiva, o vereador Roberto Sabino aparteou-o, defendendo como um homem de bem trabalhador, honesto, e que seu ato incomodou os concorrentes, e sugeriu que colocasse sua banca na frente da Câmara Municipal para que os próprios vereadores comprassem seu peixe mais barato. Na festiva parlamentaridade da ordem do deboche, encerrando a sessão, o presidente da Câmara, Leonel Feitosa, informou ter recebido um telefonema do vereador Brás Silva, afirmando que o mesmo havia conseguido uma autorização com o órgão administrador das feiras e mercados para Jorge Maia colocar sua banca próximo da sede da Câmara.

É nessa ordem do deboche, corpo desprezível democrático, que a maioria destes vereadores falam em ética democrática; além de se tomarem como modelos para o exercício político legislativo em Manaus, a ponto de apresentarem o projeto “O Pequeno Parlamentar”. Dada a atuação destes parlamentares, um blefe democrático da tirania da ignorância.

O ‘BARATO’ QUE PREOCUPA À ONU NÃO DÁ BARATO (V)

ENTRE O BURACO NEGRO E A LINHA DE FUGA

Que bebam, se droguem, o que quiserem, não somos policiais, nem pais, não sou eu quem deve impedi-los, mas fazer tudo para que não virem trapos… Sobretudo o caso de um jovem, não suporto um jovem que se ferra, não é suportável… Sempre fiquei dividido entre a impossibilidade de criticar alguém e o desejo absoluto, a recusa absoluta de que ele vire trapo… É verdade que o papel das pessoas, nesse momento, é de tentar salvar os garotos, o quanto se pode. E salvá-los não significa fazer com que sigam o caminho certo, mas impedi-los de virar trapo.” (Gilles Deleuze, filósofo francês)

INÚTEIS CAMPANHAS DE EFEITO MORAL

Quando há uma palestra nas escolas, um debate na televisão em torno da questão do uso de drogas, geralmente se parte de um ponto de vista arraigado de moralidade, sem a observância de inúmeras questões sobre o uso de entorpecentes, como a distinção que vimos fazendo neste trabalho sobre o uso na zona rural e nos meios ditos urbanos. Aqui, predomina hoje, sobretudo, as campanhas de efeito moral que demonstram em chocantes imagens no data-show o que acontece com o usuário de drogas, acompanhadas de análises condenatórias que podem partir tanto de uma visão científica limitada de psicólogos quanto da opção religiosa do palestrante e do seu “testemunho” de ex-viciado. “Aliada do Diabo”. Às vezes, e raramente, apenas para mostrar alguns pontos discordantes, convida-se para a mesa também algum apologista, defensor incondicional da legalização da maconha, por exemplo. Mas todas essas posições são ingênuas sobre as reais questões em torno do uso de entorpecentes, pois, na sua demonização ou apologia, partem de um ponto de vista concebido preconceituosamente e não, racional.

Assim como a compulsão alcoólica, grande parte do uso indiscriminado e exagerado de drogas se dá como tosca fuga da realidade: a namorada que o traiu, aquele patrão explorador, o tédio da classe média, está desempregado, seu time perdeu, papai é castrador, vazio existencial, o professor carrasco, falta água, falta luz, trabalho, dinheiro, etc. Falsa fuga; buraco negro na ordem do capital. “Depois que passa a lombra acaba a festa” que nunca foi festa. A dor de cabeça da ressaca faz doer fisicamente o chifre metafisicado das possessões amorosas; segunda-feira você terá que competir com a máquina-patrão; não verá nada de novo da janela de seu apê, caso tenha disposição de chegar até a janela. Mas se a fuga é tosca, os processuais de subjetivação engendrados aí não o são, passam por questões emocionais, econômicas, sociais, políticas, tudo que constitui o ordinário como sendo imutável, fazendo humanos demasiado humanos (Nietzsche) individualistas, ressentidos, impotentes. Anulação das possibilidades de aumentar a potência de agir como causa de si mesmo (Spinoza), e recorrendo a causas exteriores como último grau de tentativa de individuação. Bem situadas na ordem do dia, as campanhas de efeito moral não conseguirão, e nunca pretenderam, a benevolência, na sua acepção filosófica, de atacar o corpo mau do moralismo da família nuclear burguesa-cristã, do estado autoritário, da corrupção dos governos, da violentação capitalística, estes sim os verdeiros instauradores da miséria e degradação do corpo e da alma. Podemos até dizer que a causa de todos estes crimes imputados ao álcool e às drogas não é precisamente seu consumo (alto ou baixo). Sem ter nem pretender tais compreensões, as campanhas de efeito moral, religiosas ou pseudocientíficas, só tendem a ajudar na disseminação de preconceitos, na passividade de quem se abstém diante do terrorismo como apelo à consciência padecida ou, ao contrário, na repulsa às proibições (como o aumento do alcoolismo nos Estados Unidos a partir das sanções marcartistas), e ainda na consolidação de uma das fatias do mercado mundial mais promissoras: o narcotráfico.

PARA ALÉM DO CORPO-SOCIUS CONSTITUÍDO

Na sua forma mercadológica, teologizada ou apologizada, as drogas, legalizadas ou não, servem mais aos mecanismos de poder do que ao trabalho criador. A cocaína tornou os amigos de Freud dependentes não mais somente da farsa psicanalítica. Os Rolling Stones, atualmente, são incondicionalmente contra o uso de drogas; mas, com elas ou sem elas, sempre estiveram bem situados na ordem do mercado drogas, sexo e rock’n roll. A apologia à legalização da maconha pelo deputado Fernando Gabeira não o livrou da porralouquice alienante, por isso se juntou ao coro insano dos que arremetiam contra Lula. Todos falsos loucos, como diria Deleuze. Mera alucinação, nada a escapar para novas percepções. Tudo numa confluência com a moralidade condenatória e a ação policialesca. Geralmente estes e outros na mesma semiótica acreditam que tais substâncias os ajuda no importante trabalho criativo que realizam, quando na verdade não podem nem ajudar nem prejudicar, já que estão bem territorializados na ordem do delírio constituído. A questão estudada na Universidade Hebraica de Jerusalém pelo psicólogo cognitivo Benny Shanon — se Moisés, quando criou os dez mandamentos, estava sob os efeitos da ayhuasca, conhecida no Brasil como chá do Daime — não é pertinente. A questão que deve ser posta é por que o regime de liberação judaico-cristão constantemente resvale para um regime misto de signos autoritário/despótico.

Tudo bem beber, se drogar, pode-se fazer tudo o que se quer, desde que isso não o impeça de trabalhar, se for um excitante é normal oferecer algo de seu corpo em sacrifício” (Gilles Deleuze)

Mas existem outras tentativas, daqueles que bebem ou usam alguma substância alucinógena para além da dor e do desespero. Verdadeiras linhas de fuga. Livre das amarras morais, Lou Reed, o compositor de Heroin, que nunca entrou nessas disputas, continua no rock como posição artística-existencial. As experiências de Aldous Huxley com a mescalina mexicana, que lhe vão abrir “as portas da percepção”, levam-no para além e aquém do estado de coisas autoritário. Quase todos os surrealistas, à exceção de Miró, fizeram uso de estímulos externos — a cocaína, o álcool, a mescalina, o ópio, o absinto — nas suas produções, que fragmentam a realidade, fazendo ver o imperceptível, o que só pode ser visto no sonho-não-psicanalisado, no delírio geopolítico, numa embriaguez cósmica. Deleuze fala de algo muito grande na vida que talvez só possa ser possível perceber/sentir/suportar através de um excitante. “Poder capaz de transportar um homem além dos limites dele próprio… Transportar o feiticeiro para o reino da realidade não comum… Temperar o coração e adquirir o equilíbrio”, diz a Erva do Diabo, experiência antroposófica de Carlos Castañeda, que torna perceptíveis outros espaços e outros tempos inimagináveis a partir de substâncias aliadas.

EXPERIÊNCIAS EDUCATIVAS FILOSOFANTES

O papel do educador-filósofo não é, franciscanamente, dar bons conselhos, muito menos, capitaliscamente, vendê-los bem pesados em científica balança. Essa não é a função nem da religião nem da ciência. Somente será possível entrar numa discussão na ordem da razão quando houver uma saída das formas de preconceito carregadas por todas as inscrições de poder sobre os corpos. É preciso perceber que há primeiramente uma diferença muito grande entre as utilizações tradicionais da coca, da maconha, do cânhamo e suas utilizações nas grandes cidades. Os motivos que levam uma velhinha a tecer um cigarrinho de maconha é muito diferente dos que levam um adolescente (des)urbano a apertar um baseado. Lá, é para uma espécie de afrouxamento da realidade objetiva numa comunhão natural com a vida; enquanto que por aqui, quase sempre é para o endurecimento ou para a dissipação da realidade objetiva massacrante. E, finalmente, além do uso medicinal, culinário, etc, destas plantas, é preciso ter-se em conta os processuais de subjetivação produzidos na cidade. A quantidade das mortes no trânsito não é culpa do álcool, e, provavelmente, não diminuiria significativamente com a proibição de bebidas alcoólicas. São frutos de uma sociedade (sem socialidade) tanática instaurada/instauradora de uma psicopatia que tenta a destruição do outro ôntica e ontologicamente, emparedando-o na miséria material e/ou emocional. Se a legalização gradual ou abrupta da maconha, por exemplo, diminuiria o uso de substâncias quimicamente alteradas, não é uma questão educativa/filosófica; independente da resposta, a questão fundamental é se aumentou ou diminuiu a potência de agir das pessoas na cidade. Como dizíamos, há drogados muito bem ajustados, viciados de poder. O papel da polícia é punir, o das igrejas e associações de bons costumes é converter; como não conseguem controlar, desesperam-se, caem no niilismo. A questão posta para os educadores/filósofos é, então, a deleuzeana de tentar evitar que pessoas, sobretudo os jovens, não virem trapos e, outra, não deixar que se ajustem à territorialidade molar, ao controle, para que, pelo aumento da potência de agir, como causa de si mesmo (Spinoza) decidam sobre seu corpo, sua cidade, sua experiência intransferível, e assim, aquém e além da lombra, a vida continue.

O formidável impacto do terror no nível da consciência sóbria teve a qualidade especial de minar a certeza de que a realidade da vida de todo dia fosse implicitamente real, a certeza de que eu, em matéria de realidade comum, poderia fornecer-me um consenso indefinidamente. Até aquele ponto, o rumo de meu aprendizado parece ter sido um trabalho contínuo para o colapso daquela certeza.” (A Erva do Diabo, Carlos Castañeda)

Clique aqui para acessar os outros textos do Barato da ONU.

*……….::::: CHAGÃO:::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo
deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ RICARDO TEIXEIRA DO CONTRA. Desta vez, ele foi elogiado por Juca Kfouri e por outros jornalistas ditos “de reputação intocável”. Não se trata, claro, de reputação moral, embora para a maioria da IEER o seja. Trata-se de elogios ao ad eternum presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que entrou na contramão dos presidentes das confederações nacionais sudamericanas, ao negar apoio à Bolívia em sua peleja contra os “donos da bola”: a FIFA. De repente, todos viraram cientistas. Até o Flamengo tentou, invocando pretensos médicos bolivianos. O fato é que a ciência, neste caso, não é conclusiva. A ciência não procura verdade, mas functivos. Funções, ferramentas que servem para resolver determinadas situações. Quem tenta forçar a barra para que os functivos da ciência se tornem verdades são os que confundem o saber científico com o teológico. Não há nem haverá médico ou cientista que prove decididamente pela aprovação total ou pela restrição total de partidas de futebol em altitude. Cada organismo é diferente, e não se pode prever se fulano ou cicrano vai morrer se disputar a próxima peleja. Assim o fosse, o Morumbi, onde morreu o jogador Serginho, do São Caetano, estaria até hoje vetado para jogos. Esta coluna já noticiou diversos casos de morte por insuficiência cardíaca mundo afora. A julgar pela “ciência estatística” de Blatter, Teixeira, Kfouri e companhia, o que devia ser proibido era o futebol, e não a altitude. O futebusiness mata mais que o ar rarefeito de La Paz. E não se restringe ao cessar dos chamados fluxos bio-vitais de um corpo humano, mas mata a alegria, a autonomia, a potência lúdica do futebol como linha ético-estética do Existir em comunidade. Teixeira, ademais, sequer cogita opinião: apenas baixa a cabeça ante às determinações da FIFA, ato atávico que lhe rendeu a coroa eterna de rei do futebol brasileiro, e uma copa no Brasil, se o mundo não acabar, em 2014. Mais: a posição de Teixeira é evidência da decadência do futebol brasiniquim. Quando os esquadrões canarinhos brilhavam mundo afora, e goleavam a Bolívia em La Paz, com ou sem ar, nenhum choro-rô. Hoje em dia, o Brasil capenga para ganhar das galinhas mortas do futebol mundial, e a altitude é costa larga conveniente. Ou não foi lá que o país perdeu pela primeira vez numa Eliminatória de Copa do Mundo?

Θ FIFA QUER A COPA 2018 NA INGLATERRA. Peter Hargitay desafiou o repórter britânico Andrew Jennings para uma briga, bem ao estilo “valentão da escola”. O motivo é que o jornalista, que investiga as relações espúrias da FIFA e seus parceiros, publicou artigo onde mostra que Peter é peça-chave para que a Inglaterra consiga o tão perseguido objetivo de ser novamente sede de uma Copa do Mundo. Peter é, atualmente, e ao mesmo tempo, assessor especial de Sepp Blatter (um homen perigoso, veja a foto!) na FIFA, e assessor “estratégico” da FA (Associação de Futebol da Inglaterra) para a campanha pela Copa 2018. Mais do que um conflito de interesses, Jennings revelou um possível esquema de espionagem e chantagem para garantir a todo custo a copa na terra da Rainha. Segundo a investigação de Jennings, Hargitay é especialista em investigar e encontrar relações ilícitas de empresas concorrentes e de órgãos de imprensa, para que sejam usados a favor de seus patrões. Como nada disso sai na IEER – e não por uma questão de interesses, mas por uma redução epistemológica que impede editores e repórteres de compreender os elementos básicos do business administration em tempos de globalização (daí o mutismo ou a confusão feita com as incursões deste modus operandi Fifástico no Brasil, com MSI/Corinthians e ISL/Flamengo). Mais: a Inglaterra não é novata neste tipo de “negociação”. Em 1966, quando a pelota rolou nos campos de Elisabeth, os cavaleiros reais do English Team (que apesar disso era um bom time) venceram a única copa do país que se quer inventor do futebol com a ajuda descarada da FIFA. Nas quartas-de-final, caem os argentinos, depois do capitão albiceleste Rattín ser expulso apenas por pedir um intérprete para reclamar da violência dos zagueiros ingleses. Na semifinal, mais botinadas, e o espetacular Portugal, de Eusébio, cai. Na final, cada um por si, Deus contra todos e o travessão pelos ingleses, com a rainha aplaudindo os campeões, e o árbitro, o suíço Gottfried Dienst, afirmando: “Durmo tranqüilo. Sei que a bola entrou”. Veja, leitor intempestivo, no minuto 1’32’’, neste vídeo, se a bola entrou. Confira logo após, no mesmo vídeo, o replay. A reportagem original do caso Hargitay (em inglês), você lê aqui. Detalhes (em português) da investigação, você lê na reportagem de Ezequiel Moores, para o Terra Magazine.

Θ CHAGÃO PERGUNTA: O espanhol da foto chama-se Onésimo Sánchez, e foi considerado “o Maradona Espanhol”. Jogou de 1986 a 2001, começando no Real Valladolid, passando por Barcelona (89/90) e Sevilla (96/97). Atualmente é técnico do Sociedad Deportiva Huesca, que joga a terceira divisão da Espanha. Agora o ‘Chagão!’ quer saber: a Europa foi marcada por duas grandes catástrofes aéreas, que dizimaram, em 49, o time do Torino, base da seleção italiana, e em 58, o time do Manchester United. Na América do Sul, em 1987, um time peruano, base de uma boa seleção nacional, também foi dizimado num acidente aéreo, vitimando vários jogadores. A que time pertenciam estes jogadores?

Θ PARAZÃO 2008. Começou o segundo turno, e o campeão do primeiro largou na frente. A Águia de Marabá papou o mapará Vila Rica. A disputa agora é pela vaga na finalíssima, e por uma vaga na série C do Brasileirão. Confira os resultados:

1ª Rodada – 2º Turno

Sábado, 12/04

Ananindeua 1 – 1 Castanhal

Águia 3 – 1 Vila Rica

Domingo, 13/04

Tiradentes 0 – 0 Tuna Luso

Pedreira 0 – 3 Remo

São Raimundo 0 – 1 Paysandu

Classificação do segundo turno:

Clube do Remo – 03

Águia de Marabá FC – 03

Paysandú Sport Clube – 03

Clube Municipal de Ananindeua – 01

Castanhal Esporte Clube – 01

Associação Atlética Tiradentes – 01

Tuna Luso Brasileira – 01

São Raimundo Esporte Clube – 00

Clube Atlético Vila Rica – 00

Pedreira Esporte Clube – 00

Θ TAÇA CIDADE DE MANAUS. Duas goleadas e um empate melancólico marcaram essa quarta rodada do segundo turno do amazonense, que se aproxima do final. No final de semana que vem, a última rodada do returno. Daí partimos para as semifinais e finais do returno, que dão uma vaga na série C e na Copa do Brasil 2009 ao vencedor, além do direito de disputar a finalíssima do Amazonense com o Fast Clube. Confira os grupos e resultados da rodada:

Grupo 1

Fast Clube – 09

Holanda – 04

CEPE – 03

Princesa do Solimões – 01

Libermorro – 00

Grupo 2

São Raimundo – 06

Nacional – 06

Sul América – 04

América – 03

Atlético Rio Negro – 01

4ª Rodada

Quarta, 09/04

Libermorro 1 – 7 CEPE

Quinta, 10/04

Sul América 0 – 0 Rio Negro

Domingo, 13/04

Nacional 4 – 1 América

Princesa do Solimões 2 – 3 Fast Clube

Θ CLAUSURA 2008 URUGUAIO. Mais uma vítima, mais uma trituração do River Plate portenho. Mais 3 gols, e a liderança. Enquanto o River encanta, com menos brilho, mas com resultados, o Nacional persegue, enquanto o Peñarol perde o fôlego. Resultados da 9ª rodada:

CLAUSURA 2008

9ª rodada:

Danubio 1 – 3 Nacional

Bella Vista 0 – 1 Miramar Misiones

Cerro 1 – 0 Progreso

River Plate 3 – 0 Central Español

Liverpool 4 – 3 Peñarol

Defensor Sporting 4 – 0 Wanderers

Rampla Jrs 1 – 3 Tacuarembó

Juventud 1 – 1 Fénix

Θ CLAUSURA 2008 ARGENTINO. River e Estudiantes seguem arriba, com os Milos um pontinho na frente. De perto, em terceiro, o Boca. Na artilharia, Martín Bravo, do San Martín, lidera com 7 tentos, seguido de perto por Darío Cvitanich (Banfield), com 6, e Palermo (Boca), com 5 gols. Resultados de la fecha 10, de Maradona:

CLAUSURA 2008

10ª rodada:

Estudiantes 1 – 0 Lanús

Newell´s 2 – 0 Argentinos

Colón 1 – 0 Huracán

Banfield 0 – 0 Gimnasya La Plata

Olimpo 1 – 3 Independiente

San Lorenzo 3 – 1 Rosario Central

River Plate 1 – 0 Tigre

Racing 1 – 0 Arsenal

Gimnasya Jujuy 1 – 2 Boca Jrs

Vélez 2 0 San Martín

Θ CAMPEONATOS REGIONAIS EUROPEUS. Resultados e um breve resumo das rodadas de alguns campeonatos regionais do Velho Continente.

ALEMANHA: 28ª rodada, e o Munique cada vez mais cerca do título. Os bávaros enfiaram 5 a 0 no Dortmund, e tem 10 pontos de vantagem para o Werder Bremen, que voltou ao segundo posto, após empurrar 5 a 1 no agora terceiro lugar, Schalke 04. Hamburg e Bayer Leverkusen completam oscinco primeiros.

ESPANHA: Outro que é quase campeão é o Real Madrid. Na 32ª jornada, os madrilenhos venceram o Murcia por 1 a 0. O Barcelona assumiu novamente a vice-liderança ao empatar com o Recreativo Huelva, 2 a 2, e o Villareal perder para o Almería, 1 a 0. Atlético de Madrid e Racing completam.

FRANÇA: 33ª jornada, e pouco a pouco, o Bordeaux vai chegando no líder, Lyonaiss. Enquanto os olímpicos empataram em 1 gol com o Rennes, o Bordeaux venceu o Caen, 2 a 1, e colocou a vantagem na casa dos 4 pontos. Longe da briga, o terceiro colocado, Marseille, venceu o Metz por 2 a 1. Nancy e St. Etienne completam os cinco primeiros.

INGLATERRA: 34ª rodada, e o Manchester United tira do Arsenal a esperança de ganhar alguma coisa esta temporada. Os red devils venceram o terceiro colocado por 2 a 1. Já o vice-líder, Chelsea, joga amanhã com o Wigan Athletic. Liverpool e Everton completam os cinco primeiros.

ITÁLIA: 33ª rodada, e a Internazionale mantém a diferença para o segundo colocado, ao vencer a Fiorentina por 2 a 0. A Roma também venceu, 3 a 1 a Udinese. A Juventus venceu o clássico com o Milan, 3 a 2, na rodada em que os cinco primeiros se enfrentaram.

PORTUGAL: Título resolvido, o FC Porto apenas passeia pelo Tejo. Os azuis venceram o Vitória de Setúbal, quinto colocado, por 2 a 1. O Vitória de Guimarães assumiu a vice-liderança, ao vencer o Boavista por 1 a 0. Quem subiu também foi o Sporting Lisboa, para terceiro, ao vencer o Leixões, 2 a 0. Benfica é o quarto colocado.

GRÉCIA: O Olympiakos mantém a ponta e a vantagem de dois pontos, ao vencer por 4 a 1 o Xanthi, pela 29ª rodada. Segundo, o AEK Atenas também goleou, 4 a 0, o PAOK. Terceiro, o Panathinaikos venceu o quinto colocado, Aris, por 1 a 0. Asteras Tripolis é o quinto.

HOLANDA: Se tivesse vencido hoje, o PSV poderia comemorar antecipadamente o título da Eredivisie. No entanto, apenas empatou em 1 gol com o FC Twente. A festa foi adiada para a próxima rodada, já que o NAC Breda ajudou, tomando a segunda posição, ao vencer o Heracles Almelo por 1 a 0. O que deixou o Ajax na terceira posição, ele que não jogou com o FC Gronigen, e ainda pode recuperar a vice-liderança. FC Twente e Feyenoord completam os cinco primeiros, após a 33ª rodada.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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