Arquivo para 15 de abril de 2008

O CHAUVINISTA

A partir desta ocasião, este bloguinho intempestivo estará apresentado alguns dizeres-valores contidos na semiótica enunciação chauvinista. Para ele, pouco importa o que exporta o termo francês extraído da postura (modalidade) do soldado napoleônico Nicolas Chauvin com seu patriotismo exacerbado: chauvinismo. Mas sim sua dimensão paranóica localizada, como estados de coisas discriminatórios, em múltiplos territórios do cognominado mundo humano com sua discriminação racial, com seu totalitarismos, com sua homofobia, com seus fundamentalismos, etc. Várias posturas paranóicas, várias formas de aprisionamento da Vida.

Procuraremos não cair na tentação de recorrer, em nossas apresentações internet-sóficas, aos clichês que permeiam o protesto anti-chauvinista, como o usado pelo Movimento de Libertação da Mulher propagado na década de 70, que chamava o homem discriminador da mulher de “porco chauvinista”. Não usaremos este recurso antropozoomorfizante de atribuir ao porco, o nosso “segredinho sujo”, como diria D.H. Lawrence, pois o animal suíno (espécie antropozoomorfizada) como todos não tem culpa nenhuma (ele não carrega moral) das nossas sujeiras. Imaginem chamar o simulante senador Mão Santa de porco chauvinista, porque ele chamou a ministra Dilma Roussef de galinha. Seria ofender o animal e valorizar o inócuo senador, elevando-o a categoria suína, espécie que nem chafurdando na lama, ele se aproxima. Ou, então, chamar também o senador “orgulho do Amazonas”, Arthur5,5%Neto de porco chauvinista, por pedir que as sentenças chauvinistas do simulante senador não constasse nos anais do Congresso. Logo o senador que se considera nobre e elegante, qualidades que o porco não teceu para si, pois não carrega a impotência de inferioridade (o psicanalista A. Adler chama Complexo de Inferioridade; Jung chama de tipo psicológico introvertido). Nada disso. Dai ao homem o que é do homem: sua paranóica sordidez. Ao porco o que é do porco: seu devir-animal. Nada humano.

O CHAUVINISTA “A MULHER DA DIREITA

É MAIS BONITA QUE A MULHER DA ESQUERDA”

Nesta ocasião, pegamos a sentença hominista proferida no rol político: “A mulher da direita é mais bonita que a mulher da esquerda”. Bem, a atrofia já se mostra na demarcação espacial-perceptiva: quem percebe o esquerdo de alguém não percebe o direito e vice-versa. Logo, é impossível comparar os lados. Neste ponto de vista, vitória da atrofia perceptiva: a dor comparação. Cercando as pontuações chauvinistas, encontramos a Teoria dos Valores: Axiologia. Esta, organizada pelos códigos (signos/valor) da estrutura patriarcal/judaica/cristã/burguesa, segrega valores saídos da Estética Clássica Burguesa através da Academia de Belas Artes (Baumgarten cunhou a sentença clássica Belas Artes), fundamentada nos conceitos matéria, forma, harmonia, equilíbrio, fim: Beleza. Idealismo estético platônico, kantiano e hegeliano. Abstração da realidade. Enunciação estética burguesa dominante, que opera sujeitando todos que acreditam na imobilidade e classificação da Vida. A armadilha estética onde caiu o pronunciador da sentença “A mulher da direita…”. Este, sujeito-sujeitado, segmentarizado (parte de um ponto à outro sempre pré-localizado: série), delimitado (espaço estruturado contra o imprevisível) em suas posturas territorializadas, definidas como proteção. Ausência de devir, predominância do porvir: cálculo futurista controlado.

Aqui, cabe um entendimento não reducionista: compreender-se que não só o chauvinista teme o devir mulher, o que disjunta a condição opressiva de sua realidade, mas também, a chauvinista, que também recorre ao conceito beleza da mulher adesivado em si como armadura ao devir-mulher para se confortar contra o seu perigo. A lógica do conceito: se eu a conceituo, eu a tenho presa. No caso da mulher chauvinista, submissão e propagação do conceito, muitas vezes confundido com emancipação feminina.

Preso ao conceito burguês de beleza feminina, que se antepõe a sua percepção direta da mulher-real, ambos fantasiam a beleza como um estado material com uma finalidade: agradar o olhar. Ela, o do chauvinista. Só que seu olhar não lhe pertence. Pertence à classe que o forjou em seu medo da mulher. Assim, se faz chauvinista por escolher o que, por antecipação, lhe escolheram. É por isso que classifica: “Que gato bonito!”, “Que porco! Você é um nojo!”, “Que pernas!”, “Que bunda!”, “Vagabunda!”… O que escapa a sua caixinha de “segredinhos sujos” de conceitos. E por aí vai enunciando sua impossibilidade de ser tomado pelo movimento. A potência constitutiva da mulher que não cabe em posição fixa: esquerda, direita. Como diria o filósofo Sartre, o chauvinista, em seu estado serializado, é uma insuportável conseqüência, nunca um princípio. Daí seu pavor da mulher. Daí seu pavor de tudo que segrega liberdade.

O MEDIUM TELEVISIVO E A OPINIÃO PÚBLICA

O MÉDIUM TELEVISIVO NÃO ULTRAPASSA A CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA

Uma Estrutura Perversa

Digamos que seja fácil descrever a estrutura do médium televisivo: sua organização é fundamentada em dividir para identificar, classificar para censurar e serializar para lucrar. Sendo mais curto ainda: ela existe em prol do grande amor do capitalismo: o capital. Poderíamos então inferir que o médium televisivo não se preocupa com uma programação que tenha a educação, a cultura, o respeito ao outro e o humor como produções históricas e sociais que vão alimentando o processo de construção da efetividade. Ao contrário: o médium televiso carrega os códigos da lógica do mercado para estes acontecimentos e os determinam como pontos de referência do capitalismo. Então o médium televisivo perverte estas produções políticas/sociais quando as desloca da criação humana e as converte em mercadorias de troca. Fazendo da informação o excedente que cunha a audiência e o ibope como valor/equivalência. Então tudo que é posto como parte da estrutura do médium televisivo deve se adequar aos códigos do mercado. Pois bem, podemos então concluir daí que para o médium televisivo não existe a criança, o adolescente e o adulto como entes reais, no mundo, integrados ao processo de produção das experiências. Estes são, pelo médium televisivo, convertidos em meras quimeras (não-entes) servindo ao propósito de serem tão somente repousos justapostos, sucessivos, marcados em uma temporalidade que indicam os horários de sua programação. Ora, então é isso! O médium televisivo se apavora frente à portaria 1.220, de 11 de julho de 2007, que entrou em vigor no último dia 08, porque é colocada a ela a seguinte questão: ou adéqua sua programação aos fusos horários de toda região, respeitando as classificações das indicações de faixa etária, ou muda seus horários de acordo com a necessidade do fuso de cada região?

A Portaria

A portaria 1.220 regulamenta as disposições da Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990 do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei 10.359 e o Decreto 6.061 referentes à classificação indicativa das obras audiovisuais e congêneres. As indicações de classificação nas programações das tevês abertas seguem uma natureza informativa e pedagógica que pretende adequar as grades de programação das emissoras às faixas etárias recomendadas. Programas jornalísticos, esportivos, programas e propagandas políticas e publicitárias não serão sujeitados à classificação indicativa.

A Portaria e as Emissoras

Para que não tenham problemas com a classificação indicativa, bastavam as emissoras adequarem seus programas às crianças. Assim não teriam que mudar sua grade de programação e permanecer em seus horários, que são pesados, comercialmente, pela audiência e o ibope. Para isso só seria preciso que as emissoras produzissem uma programação inteligente, solidária, objetiva e que preservasse a alegria e potência criativa que a criança, intensivamente, traz consigo. Mas isso não é possível. O médium televisivo é infantilizado e não vive o devir criança.

Um Caso que Não é Contraditório

Se a TV Globo grita, ecoando seu próprio vazio, dizendo ter uma programação de qualidade, nos perguntamos: porque entre as chamadas grandes emissoras (todas irmãs siamesas) ela foi a que mais bateu o pezinho, infantilmente, contra a portaria? Ora, se sua programação é de qualidade em todos os níveis, nada ela deve temer. Mas se desesperou outra vez. Aí foi procurar auxilio com os que mais se aproximam de suas crenças decadentes. Ameaça apresentar uma proposta de Decreto Legislativo, através do anti-senador Arthur5,5%Neto, para derrubar a portaria. Alguém poderia dizer que a Globo está se contradizendo quando se preocupa com a adequação da sua grade de programação à classificação indicativa. Não se contradiz. Ela está mais que inserida em seus dizeres vazios, já que sua qualidade não ultrapassa seus estúdios e não chega nem de longe a tocar o Público.

Poucas Crianças Vão Ser Protegidas

“Não desistimos de convencer as pessoas de que a portaria é inócua, porque as pessoas vão migrar para a antena parabólica para continuar recebendo a programação no mesmo horário de antes. Se é que isso (a classificação) resolve e melhora alguma coisa, vai proteger só uma parte das crianças do Norte”. A frase é de Flávio Cavalcanti Junior, diretor-geral da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). Sua preocupação com as crianças do Norte não é sinal de solidariedade. A região norte foi onde a grade de programação das emissoras mais sofreu modificação, por causa da diferença de horário em relação a Brasília. Como empresário do ramo midiático televisivo, ele resume bem o que é a tevê em relação às crianças: uma ameaça da qual elas precisam ser protegidas.

Para Além do Horário e da Classificação Indicativa

Se fosse feita uma lei que em vez de avaliar a programação televisiva em relação à classificação da faixa etária indicada, avaliasse a capacidade e compromisso das emissoras em contribuir para a construção de processos democráticos onde as pessoas seriam cidadãos que construiriam comunidades a partir da união de suas potências alegres, não havendo assim diferenças de idades apenas como “paragens possíveis” (classificações advindas da imaginação), mas como “paragens reais” e víssemos a criança, o adolescente, o adulto e a velhice, não mais como divisões etáricas, mas como objetividades vivas que constroem, modificam e movimentam o mundo, alguma emissora ainda existiria?


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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