Arquivo para maio \31\-04:00 2008

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ BRASIL VAI CRIAR FUNDO SOBERANO. Embora ainda se estejam discutindo as condições e formatos do investimento, já se sabe que o Brasil terá um fundo soberano. Isto significa que o país, que é atualmente a 8ª reserva internacional do mundo, irá usar parte desse dinheiro para investir, como também já o fazem países como a China, a Arábia Saudita, Cingapura, dentre outros. Um fundo soberano garante maior rentabilidade ao dinheiro aplicado, apesar dos riscos também serem proporcionalmente maiores. Principalmente porque as correntes macroeconômicas divergentes entre Ministério da Economia e Banco Central podem transformar a boa idéia do fundo em algo desastroso, principalmente se a atual taxa de juros continuar. Mesmo se tratando de uma falsa crise mundial (o capitalismo não tem crise, produz crise), países como o Brasil, a Índia e a China têm desafios diferentes de economias como os EUA e a Europa. Caso não se tenha um entendimento para além das rusgas ideológicas e escolas econômicas, o Brasil pode perder a chance de alçar-se à condição ao menos de um país com menos dissiparidades sociais, já que o caminho do capitalismo para todos, tentado pelo governo Lula, não pode prescindir da pobreza. O capitalismo precisa dos pobres. I inda tem françêis…

@ PROPINA TUCANA PASSOU EM PARAÍSOS FISCAIS. O Ministério Público da Suíça enviou à justiça brasileira documentos que mostram, no período de 1998 a 2001, gratificações ilícitas pagas em forma de comissões pelo trabalho fictício de consultorias. O pagador: o grupo francês Alston T&D (Transmission and Distribution), que venceu várias concorrências para obras no metrô de São Paulo nos governos de Mário Covas e venceu a concorrência para a extensão do atual metrô paulista, que custará US$ 45 milhões. Os recebedores: membros do governo Covas e do PSDB, ainda não divulgados. Os pagamentos eram feitos através de empresas offshore, que se localizam em paraísos fiscais, não cobram impostos e dificultam investigações de fraudes financeiras. Fizeram parte das negociações à época os tucanos David Zylbersztajn (genro de FHC), Andrea Matarazzo (atual secretario de coordenação das subprefeituras de São Paulo) e Mauro Arce, atual secretário de transportes. A conexão da propina chega até o malfadado caso Banestado, que parece envolver políticos de norte a sul do Brasil. Mas esta notícia dificilmente será veiculada nos meios televisivos abertos, em notas maiores que 05 segundos. Enquanto o Brasil caminha para uma democracia capitalista mais desenvolvida, a imprensa permanece com o ranço do provincianismo de colônia. I inda tem françêis…

@ A ARMA-BÍBLIA DE GAROTINHO.Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, indiciado na Operação Segurança Pública, da Polícia Federal, esta semana, afirmou em seu programa de rádio, que os agentes federais que cumpriram mandato de busca e apreensão em suas duas residências procuravam por armas, mas acabaram encontrando uma bíblia em cada quarto. “A única arma que uso é a bíblia”, teria dito. A operação da PF investiga uma quadrilha que facilitava a ação de contraventores da máfia de caça-níqueis no Rio. O próprio Garotinho e seu comandante da polícia civil à época, o deputado estadual Álvaro Lins dos Santos (PMDB) são acusados de serem os chefes da quadrilha. A frase de Garotinho se pretende teodemagógica, na medida em que procura colocar a falsa dicotomia bem/mal em relação à operação, arrogando-se o status de perseguido político. Mas as palavras ultrapassam a significação que o indiciado quis dar. “O meu pastor não sabe que eu sei / Da arma oculta na sua mão”. Mais perigosa que mil armas, uma bíblia, quando usada como corporificação de enunciados do microfascismo teológico de São Paulo (dor, culpa, ressentimento), já mataram tantos mais quanto uma arma de destruição em massa é capaz. A moral cristã, sem Cristo, de Garotinho, é responsável pela corrupção do homem, que nega a si mesmo como potência de agir no mundo e se impõe o grau zero de produção intensiva (o ideal ascético). Por isso Garotinho só é capaz de entender a Bíblia como arma, zil anos-luz de distância do palestino e filho de Maria, cuja frase-ironia se aplica bem ao casal infantil-xuxeado da RioGlobo: “amarás ao próximo como a ti mesmo”. I inda tem françêis…

@ A TV SENSO COMUM E O APRESENTADOR. Brito Junior, um dos apresentadores do programa Hoje em Dia, da Record, se baseou no senso comum para poder fazer uma série de questionamentos para o Dr. George Sanguinetti, deixando de lado a racionalidade e o bom senso como fundamento das perguntas proferidas, como se pode perceber no blog Bodega Cultural. Sanguinetti foi contratado pelos advogados de defesa da família Nardoni com o objetivo de verificar e avaliar os laudos da perícia do Instituto de Criminalística de São Paulo do caso Isabella. O apresentador, em seus questionamentos, fez clara a xenofobia televisiva quando enfatizou o fato do legista vir de Alagoas para questionar peritos de São Paulo. Fica claro nestes questionamentos, o fato da TV proceder através do senso comum, uma vez que esta prática não é exclusiva da Record, mas comum às outras emissoras. Tampouco é um ato solitário de Brito Júnior, pois os questionamentos são constituídos não somente pelo apresentador, mas pela direção, produção e toda a equipe responsável pela organização do programa. O que nos leva a inferir que a TV se distancia da produção de um conhecimento pautado em critérios racionais, críticos e científicos que garantam a clareza das noticias e dos comentários montados e surgidos. O que parece é que tais práticas televisivas ocorrem não com a preocupação de levar à opinião pública problemas que possam ser discutidos racionalmente, mas na ânsia de levantar a própria mídia como uma espécie de justiceira da sociedade moderna e pós-moderna. I inda tem françêis…

@ PETROBRÁS ENCONTRA MAIS PETRÓLEO NA COSTA BRASILEIRA. A Petrobrás descobriu mais óleo na Bacia de Santos. A questão é que além de ser mais uma das descobertas importantes para o crescimento do país durante o governo Lula, o óleo que foi descoberto foi identificado como sendo do tipo leve. Isto significa que este tipo de óleo possui 36 graus API. Na classificação da qualidade do óleo, esta sigla funciona como medidor: quanto mais próximo de 50 API, mais leve o óleo e maior o seu valor. Tudo indica que esta nova descoberta vai gerar elevadas produções. E pensar que uma das maiores empresa petrolíferas do mundo, que é a Petrobrás, quase foi extinta durante o governo de FHC. Mas para longe dessa lembrança, é realizado o movimento suave do caminho democrático do governo Lula aonde o óleo vai sendo levemente embalado. I inda tem françêis…

@ EXCOMUNHÃO PARA MULHERES SACERDOTES.A Congregação Para a Doutrina da Fé (hierarquia da Igreja Católica que substituiu a Santa Inquisição e que era ocupada antes por Joseph Alois Ratzinger, atual Papa Bento XVI no Vaticano) publicou um documento onde a ordenação de mulheres ao Sacerdócio é considerada um delito. O documento ainda determina: “tanto quem confira a Ordem Sagrada a uma mulher, como a mulher que recebe incorrem em excomunhão latae sententiae (automaticamente), reservada a sede Apostólica”. A Igreja dá mais uma amostra de como o seu entendimento religioso é limitado aos ditames de ressentimento e culpa constituídos por Paulo de Tarso, o que afasta cada vez mais a instituição terrena de Cristo, o filho de Maria, e de suas experiências sociais, alegres e libertadoras. A igreja dá mais um passo na conservação dos preconceitos construídos pelos homens. I inda tem françêis…

@ MORRE O “BICHO” AUSTREGÉSILO CARRANO.Crítico do sistema psiquiátrico de uma perspectiva a que poucos se atreveram, Austregésilo Carrano, 51 anos, morreu nesta terça-feira, por complicações de um câncer no fígado. Quem sabe, adquirido no mau encontro com o sistema psiquiátrico brasileiro, cópia da psiquiatria de confinamento européia e de uma Psiquiatria menos científica que moral. Carrano, que denunciou os três anos e meio em que foi diagnosticado como doente mental após ser pego com uma trouxinha de maconha na bolsa, não se contentou em ser uma insuportável conseqüência. Brigou, escreveu o livro “Canto dos Malditos”, onde descreve, dando nomes aos médicos, as torturas e a pseudociência que é a Psiquiatria, aliada da moral de classe da burguesia do capital. O livro deu origem ao filme “Bicho de Sete Cabeças”, da cineasta Laís Bodanski. Ao contar em prosa o que sofreu, mostrando que uma existência transcende à sua individualidade e transborda no social, entrou em outro litígio: a Psiquiatria, servil aos desígnios do Estado, ameaçada, recorreu a este. Austregésilo foi condenado pela justiça do Paraná a pagar indenização aos seus carrascos (60 mil Reais), censura ao livro, além de 5 mil a cada vez que mencionasse em veículo de divulgação público as torturas, os choques, a ingestão de fármacos, a humilhação, o confinamento e a interrupção da existência aos 17 anos. Não cedeu. O movimento antimanicomial o tomou como símbolo, o que Carrano não era. Como símbolo, ele imobilizaria novas possibilidades de atuação: um ícone, substituindo um objeto ausente. Carrano foi corpo, incomodou o corpo-Estado e suas leis. Há quem pense ter feito o mesmo com uma greve de fome que terminou com um sistema de saúde mental pública inexistente, mais de 20 anos depois e muita pose no meio do caminho. Carrano não precisava dos holofotes. Sua luta ainda é nas ruas, no movimento-fluxo da política como atuação do homem. E não termina com o fim do corpo biológico: o político continua como fluxo. Valeu, bicho! I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Que quem foi não chegou

E quem chegou não foi…

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

___________________susto_________impulso__________deslocamento__________

O STF – Superior Tribunal Federal julgou, por seis votos a favor, constitucional a pesquisa genética com células-troncos embrionárias. Insigne acontecimento para a comunidade científica e a sociedade brasileira, que possui  tecnologia capaz de avançar nas investigações científicas para produzir terapias capazes de modificar estágios enfermos de vários pacientes que esperam os resultados destes investimentos científicos.                       FUNDAMENTAL EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO, que teve que se opor aos dogmas religiosos em benefício da saúde humana.               Para o filósofo Nietzsche, a arte como potência do vir a ser não é da esfera religiosa, já que não cria o novo com os códigos humanos historicizados.             A arte é uma questão de arrebatamento disjuntor. Visibilizar o ainda não posto.       A religião põe o já posto: os corpus seculares do já posto. O dogma. O dogma é a Lei regrada orientadora dos seus fiéis, ao mesmo tempo que é o censor dos não fiéis. A história está repleta deste antagonismo promovido pelo dogma religioso, e em um deles a ciência. Galileu confirma.        Quando se pretende que o mundo seja somente o reflexo de uma idéia providente, o homem pára em sua jornada ontológica.             Os opositores da pesquisa refletem essa imobilizada-idéia, já que não vão além do dogma. Daí não entenderem a vida como um à priori  ao dogma, que é teo-político-histórico-cultural.                    Presos a esta perspectiva, não podem ver que o homem é apenas um percurso da vida que se movimenta em sua duração infinitamente imortal. Engendra a emergência humana na terra, e o guardará após seu desaparecimento bio/cultural. A herança genética-múltipla do seu ter existido. ESTAMOS ANTES DE ESTARMOS, ESTAREMOS DEPOIS DE TERMOS ESTADO. O que nenhum dogma poderá preservar, pois não terá para quem enunciar este percurso-vital. Assim, sendo a ciência, como investigação filosófica desta duração-vital, só tenta encontrar sinais-naturais e inventar modelos científicos para serem inclusos na existência humana. Tudo o que ainda não se tornou real. “Quem tem razões para acreditar na sua ‘vida após a morte’ precisa aprender a suportar sua ‘morte’ durante a vida” nietzsche.           ______________________________________Uma folha nunca cai, compõe com um território aéreo e, como outro corpo, comporá com o solo a emergência de um segundo corpo “Ri, pode rir, não faz mal, todo amor afinal deixa o peito sangrando” Alexandre Nardoni, acusado e preso, sob suspeita de haver assassinado em parceria com sua companheira Ana Carolina sua filha, a meiga Isabella, atribuiu ao governo Lula a causa da hiper publicidade, praticada pelos meios de comunicação, da morte de sua filha. Para ele, toda massificação do acontecimento foi para esconder os problemas graves que o país passa.                  Alexandre com seu argumento confirma a lógica da indiferença da classe média a qual pertence: nada sabe o que acontece  no Brasil do governo Lula. Não sabe da diminuição do desemprego, do aumento da confiança do povo brasileiro no governo, do crescimento industrial, diminuição da pobreza, produção de petróleo, o PAC, ingresso do Brasil no rol dos países para grandes investimentos anunciado pela agência de classificação de risco, Fitch,…                                   Mas o pior é que, se tratando de economia de mercado, Alexandre não sabe que a super-exposição do fato que ele está sendo acusado, é produto do sistema de informação e da mídia. Não sabe que todo acontecimento é abstraído pela informação para transformá-lo em não-acontecimento para  circular como signo negociável “em termos de modelo” no Star-System da aldeia global.

Sequer desconfia que o acontecimento morte da criança Isabella, como tempo real, foi esvaziado, desativado, codificado e transformado em imagem-virtual, signo-mercadoria sem auto-referente, “permutável no mercado cultural da informação” (Baudrillard). Esvaziada, “desvitalizada historicamente” a singularidade-acontecimento-morte-Isabella, a mídia simplesmente recolocou a imagem-virtual em uma órbita-comunicacional-artifical, “cena transpolítica da informação”. Aí a comoção patética dos consumidores.                         A mesma maquinação que a Globo tentou manipular contra a reeleição de Lula, quando escamoteando a notícia da queda do avião da Gol, exibiu as fotos do dinheiro do suposto dossiê contra o candidato do PSDB. Não causou a patética comoção esperada pela emissora conspiradora.        Pode ser que seja um recurso usado por seus advogados de defesa.   Não emociona.  ___________________

__________________O último é só a paralisação mágica da seqüência.  Fora da mágica a vida é que continua.                        “Vocês tão vendo aquela casa abandonada, lá no alto da chapada, (…) ali morava uma caboca apaixonada” caboquinho do norte

O BEIJO GAY DA GLOBO NA FRENTE PARLAMENTAR ABGLT

Um beijo, seja na boca ou em outra parte do corpo, não é só uma composição sensório-erótica. É uma enunciação que carrega corpos materiais e imateriais político, social, histórico, moral, religioso, estético, reservas de uma movimentação da economia ontológica do homem sempre a agir como dispositivo da liberdade. E, então, quando se trata de um beijo entre seres homoeróticos, mais liberdade, já que as clivagens castradoras materiais e imateriais, nestes corpos, tinham, e tem, o destino de suas eliminações.

Um beijo tem duas forças de deslocamentos (trepidações) destes códigos enunciativos. Um, no ato de beijar. Outro, no ato do olhar. No primeiro, há certeza da liberdade. No segundo, a liberdade ainda é dúvida. De qualquer forma, o beijo é sempre composição elevadora do existir. Nisso a fundamentação da presença dos beijantes. Quem olha não beija, é desviado pelo fetiche que substitui as bocas.

Um beijo em televisão, principalmente em telenovela, não carrega qualquer disjunção libertadora. Um beijo neste território é sempre uma mercadoria. Um fetiche que elimina o objeto do desejo: os lábios transgressores condutores à liberdade. Um beijo-mercadoria carrega a dupla abstração (Marx) do objeto (como o dinheiro) que impossibilita a realização do signo político-social, já que perdeu suas notas visuais e representativas, por tratar-se de um fetiche. A desrealização dos corpos. Surge como corpo fálico, virtual, sem potência signo: a sua realidade social. Sua referência lingüística. Em telenovela não há vida. Portanto, não há beijo. “Tão falso como um beijo de telenovela”, diz o irônico poeta sobre seu amor-virtual. Querendo-se hiper-real, até o hálito é descondensado.

O BEIJO GAY DA GLOBO

Dada a exclusão perpetrada historicamente pela moral hebraica-cristã-burguesa, o beijo homoerótico se insinua duplamente como fetichismo. Para esta moral, o beijo homoerótico não é real. Não habita o universo sensual da realidade moral heterossexual. Daí ser transformado pela Globo-Aguinaldo, em moeda de troca de audiência. Não há a transgressão que ambos tentam embalar no universo psicodélico da indústria de consumo. A dupla jamais se permitiria isto. Há um caricato beijo, grotescamente exibido como patética mercadoria refletora de uma estúpida curiosidade. Bizarrice: O gay é de outro mundo. “Viu o beijo na boca do gay da Globo-Aguinaldo?” Serve como mercadoria de sondagem para desvalidos-sexuais de jornal, como a reacionária Folha de São Paulo. Diria, este sim transgressor, Tom Zé: “Pra vender muito jornal”. Alguém poderia perguntar: “E se os atores forem gays, o beijo não seria real?” Não. Seria a triplicação fetichista do beijo. Nenhum gay finge beijar. A TV como abstração formal da vida posta à simulação. Um beijo antes de ser gay, ele é bio/cultural: os bebês produzem os seios de suas mães sugando/beijando. Fora da codificação sexo/classificatória como pretendem a Globo-Aguinaldo.

A FRENTE PARLAMENTAR MISTA PELA CIDADANIA GLBT

A transmissão desta cena será de grande valia, pois desta forma será mostrado ao público que a manifestação de afeto entre duas pessoas do mesmo sexo…”, defende a deputada do PT-RJ, Cida Diogo. Caiu na armadilha Globo-Aguinaldo. Gay não é virtual. É real. Beija na vida real. Em telenovela não há afeto. Afeto, como diz o filósofo Spinoza, é corpo que compõe encontros que diminuem ou aumentam a potência de agir. Em telenovela não há corpos compossíveis. Só quimeras: entes imaginativos sem essência e existência. Cida pretende convidar Aguinaldo-Globo para participar do encontro nacional sobre “Direitos Humanos e Políticas Públicas: O Caminho para Garantir a Cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais”. Convictamente, afirma: “O Aguinaldo Silva está fazendo um trabalho importantíssimo junto à sociedade”. Não está. Faz parte da máquina despótica devoradora de mentes, e alienadora de telespectadores globotizados. Aguinaldo é reacionário desde o tempo (70) do Lampião da Esquina (talvez o primeiro jornal com temas homo), do escritor Gasparino da Mata, Cury, etc. A sociedade brasileira para Aguinaldo é a folia psicótica que a Globo produz e defende. Por isso que ele é quindim desta telespectral. Aguinaldo é tão importante para os gays quanto o ‘Cansei’, por isso coloca diálogos em seus personagens que insinuam agressões contra o governo Lula.

Não é um fálico beijo-gay na telenovela da Globo-Aguinaldo que vai auxiliar na autenticação ontológica dos homoeróticos. Pelo contrário, vai ajudar mais ainda no fortalecimento do conceito de que são entes curiosos, bizarros, descarnados do amor, liberdade e atuação na vida. Meros saltitantes entes ficcionais. Motivo para a trapaça do põe ou não põe na tela. Motivo da carta da deputada à Globo que não entendeu que o Mundo É Gay.

A UNIVERSIDADE E A POLÍTICA DA MULHER

Algumas pessoas que acreditam no enunciado que determina relações de hierarquia e valor dos saberes a partir das instâncias do conhecimento oficial determinadas pelo Estado tendem a acreditar que há diferença entre o ensino universitário público e o privado. Esse enunciado, que sustenta a divisão dos saberes em uma ordem hierárquica (fundamental, médio, superior, pós-graduação, doutorado, pHDeus…) cria idéias equivocadas a respeito do conhecimento, fortalecendo não uma relação do saber efetiva como corpo constitutivo da democracia, mas como corpo-objeto fetichizado como mercadoria, com valor de uso e de troca nas relações do mercado, independente se “de origem” pública ou privada.

Assim, alguns incautos acreditam que, porque estudaram na “federal”, são melhores do que os que estudaram nas privadas. Esquecem, por exemplo, que os mesmos professores que dão aula na pública, também o fazem na privada, com a mesma “competência”, e que, pior, muitos professores que fazem carreirismo nas universidades privadas foram alunos das federais, e reproduzem lá o que aprenderam, em termos de saber e de prática em sala de aula. Um desastre educacional.

Por isso, talvez apenas a estes incautos soe estranho que UNINORTE, UFAM, Ciesa, UEA e Nilton Lins tenham convidado para falar sobre a atuação da mulher na política a deputada estadual Conceição Sampaio (PP), que foi alçada à cadeira na ALE-AM graças ao seu aprendizado no antigo programa A Hora do Povo, que já era cópia de programas policialescos e de exploração da miséria da população, e do igual Câmera 13, onde continua a usar a condição de miserabilidade criada pelos governos anteriores e atuais, dos quais seu mentor e professor, Francisco Garcia, é aliado, para benefício eleitoral próprio.

Conceição afirma em suas palestras que é preciso fazer o povo gostar de política, porque não gostando, estará sempre condenado a ser governado pelos que gostam. Não fosse a certeza da incapacidade da deputada em produzir humor, diríamos que a frase é um sarro aos vetustos doutores, que ou não entenderam a tirada da deputada, ou compartilham do mesmo conceito de política que ela. Os cursos de jornalismo das universidades também não se manifestaram quanto aos catedráticos considerarem Conceição autoridade intelectual em assuntos diversos, como a condição da mulher na sociedade, ela que se orgulha de ter entrevistado o ex-jogador Roberto Dinamite, ele só de toalha, no vestiário do Vivaldão. Exemplo de jornalismo feminista engajado.

Assim, Conceição e as Universidades ilustram duas situações: a estreiteza intelectual da Academia (pública e privada), que trabalha com saberes inertes, que não tocam a realidade social das pessoas, e que permite a prevalência do microfascismo da política de exploração da miséria praticada por Conceição e da desimportância da própria universidade no existir cotidiano das pessoas, e a inexistência de vida inteligente nos movimentos sociais voltados para as questões de gênero em Manaus, que se calam diante desse episódio. Nem a direita da esquerda, com a emblemática Vanessa Graziotin, se manifestou. Consentiu.

UM BREVÍSSIMO PASSEIO PELA ALE DO AM

Quando se conhece a subjetividade da democracia representativa esculpida pelos corpos materiais e imateriais da inteligência e a moral do sistema capitalista, já se carrega à priori o entendimento de que não existe diferença na atuação da maioria dos parlamentares da Câmara de vereadores de Manaus e da Assembléia Legislativa do Amazonas. Seja em um breve passeio em qualquer hora, dia, mês e ano, a subjetividade dolorosa se mostra com suas teias imobilizadoras.

UMA EXPOSIÇÃO DA DOR A-DEMOCRÁTICA

Tema Discussão para assinaturas da instalação de uma CPI (imitação da moda da direita do Congresso) proposta pelo deputado Wallace Souza, irmão do deputado federal Carlos Souza, candidato à prefeito de Manaus, ambos apresentadores de programa de TV em que a miséria tem lhes servido de dividendo eleitoral. Modelo perverso importado das TV’s de São Paulo e Rio. Objetivo da CPI: investigar o prefeito do município de Coari, Adail, sob suspeita de corrupção, posse do dinheiro público, além de crime sexual contra a infância e adolescência. Já sob investigação da Polícia Federal e Ministério Público.

Deputado Libermam Moreno Defendendo a instalação da CPI, faz elogio aos deputados que já assinaram, aproveitando para julgar o deputado Sinésio, líder do governo, que, segundo ele, um jornal da cidade publicara que o líder estava tentando convencer deputados a não assinarem o documento para instalação da CPI.

Deputado Sinésio Com a palavra, mas antes de expor seus argumentos, afirma enfático que aquele que tivesse que falar seu nome deveria antes lavar a boca com água boricada ou soda cáustica.

Deputado Belarmino Lins Presidente da Assembléia, eterno servidor de todos os governadores, Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, e, agora, Eduardo Braga, como sempre, destilando deboche, o que estimula mais ainda o povo a desacreditar na importância democrática destes parlamentares, manda que as palavras do deputado Sinésio não constem nas notas taquigráficas.

Deputado Sinésio Rebate, afirmando que não importa, pois já ouviram.

Deputado Belarmino Lins Coadjuvado por outros deputados, continua o deboche em nuance de desumor-televisivo (niilismo-reativo) de quem nunca aprendeu com os gregos que humor é vitalidade, o que dispõe o homem à alegria da Vida , pede para o deputado Sinésio se controlar, pois sua pressão arterial está 16 por 10.

Deputado Libermam Moreno Com a palavra, faz a tréplica ao deputado Sinésio, afirmando que antes de sair de casa escovara os dentes…

E assim, interditando a democracia parlamentar, eles vão consumindo o dinheiro público que eles chamam de salário conquistado com o suor de suas verves parlamentares.

Lógica deste compromisso parlamentar: Todos, de uma forma ou de outra, sempre fizeram parte do chamado grupo político dos governadores. Do qual o prefeito do município de Coari também fez e faz.

E como perguntaria o cantor popular: “E há sinceridade nisso?”.

*……….::::: CHAGÃO:::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo
deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ DEMOCRACIA BLAUGRANA. Duas temporadas de seca e muitos problemas de relacionamento depois, o Barcelona começa enfim a reformular o plantel que foi bicampeão da Liga, campeão da Champions e vice do Mundial Interclubes. Com Deco confirmadamente fora, e com Ronaldinho ainda indefinido, o clube acena com contratações mais modestas (até o momento o bielorusso Hleb, o malinês Keita e o espanhol Piqué). Mas o que está chamando a atenção da torcida e dos quase 120 mil associados do clube é a moção de censura, coordenada pelo associado Oriol Giralt. A moção é uma forma de repreender publicamente o presidente do clube catalão, Joan Laporta, e a diretoria pelos maus resultados e gestão das últimas temporadas. Giralt já tem as 7000 assinaturas de associados para colocar em prática o ato, que já foi usado por Laporta 10 anos atrás, quando então pleiteou a presidência do Barça e perdeu. Mesmo assim, dois anos depois, o então presidente Nunez caiu. Agora, após uma sonora vaia recebida após a última partida da Liga, quando mais de 40 mil torcedores aplaudiram jogadores, o então técnico Frank Rijkaard mas não pouparam Laporta, o clube tem tudo para entrar em uma crise da qual não sairá ileso. No entanto, trata-se de uma crise democrática, já que o presidente do clube blaugrana é eleito através do voto dos associados, mundo afora. Laporta já se declarou incapaz de resistir às pressões, e alguns analistas afirmam que não deve permanecer no cargo. Embora ele seja apenas um elemento da crise que tomou conta da agremiação, o caso mostra como um grande empreendimento se comporta quando se dispõe de mecanismos da democracia representativa. Imagine uma moção de censura à Eurico Miranda, pelos anos em que colocou o Vasco na condição de clube coadjuvante do futebol nacional. Ou à diretoria do Corinthians, que conseguiu mudar sem mudar, trocando Dualib por Andrés Sanches, e uma torcida iludida por um time voluntarioso, mas aquém das grandes equipes que já desfilaram por Parque São Jorge. É possível imaginar uma moção de censura às décadas de péssima gestão do futebol braziniquim capitaneadas por Ricardo Teixeira e à seleção despatriada do Brasil? Quem sabe a onda democrática (ainda que na sua versão representativa) chegasse à FIFA, onde a família Havelange-Blatter tem se esforçado em acabar com o futebol como patrimônio imaterial da humanidade para transfetichizá-lo em mercadoria… Enquanto isso não acontece, a bola rola, e homens que não agüentam correr 50 metros e nunca chutaram uma bola – entre eles, alguns ex-craques, como Pelé e Platini – decidem pra que lado a bola rola, e os maiores interessados, os jogadores, dizem amém.

Θ MANCHESTER CONTRA O FASCISMO BLANCO.O Manchester United pretende levar até a FIFA uma queixa formal contra o comportamento do Real Madrid em relação ao provável melhor jogador do mundo em 2008, o português Cristiano Ronaldo. Minutos após a vitória dos Red Devils na Liga dos Campeões, o presidente do Real, Ramón Calderon, afirmava o desejo de contratar o meia para as hostes blancas. Começou então uma massiva campanha do jornal Marca, que é notório veículo de transmissão de notícias e factóides favoráveis ao clube merengue. O problema é que pelas regras da FIFA, o contato deve ser feito entre os clubes, e não diretamente ao jogador, o que está sendo feito pelo Real. Diante da campanha agressiva e ilegal do clube espanhol, o Manchester resolveu ameaçar um apelo à FIFA para que tome uma atitude frente ao ocorrido. O que fez com que a diretoria do clube madrilenho se manifestasse imediatamente pedindo ao seu presidente que não mais falasse do desejo do clube em ter Ronaldo. A prática não é desconhecida no Brasil, onde jogadores e técnicos tem verdadeiros esquemas que envolvem pressões, condições extra-campo para escalar ou contratar aquele jogador ou este técnico. O que mostra que o futebusiness não se reduz às gafes capitalistas dos cartolas nacionais, mas envolve um entendimento do jogador como objeto-mercadoria para além de qualquer outra perspectiva que se possa ter sobre ele. Cristiano Ronaldo é um jogador mediano, que se sobressai em tempos de escassez de craques. Quanto valeria no bazar das pernas hoje em dia um Reinaldo? Ou um Garrincha?

Θ FIFA VOLTA ATRÁS COM VETO À ALTITUDE. Teria sido a campanha do meia-atacante Evo Moralez, apoiado por todas as federações nacionais da América do Sul, com exceção da brasileira? Ou quem sabe Josef Blatter (um sujeito perigoso…) percebeu que a FIFA pode ter mais força que a ONU (ao menos pra ele), mas que não manda mais que os países europeus ou os grandes clubes do velho continente. De qualquer forma, apelando para o argumento de que novos estudos médicos são necessários, envolvendo não somente a altitude, mas condições extremas de condições climáticas (extremo frio/calor), o veto a partidas na altitude está temporariamente suspenso. Significa que a Bolívia poderá, contra o Brasil, jogar em La Paz. Quanto às outras seleções, a exemplo do Chile, já haviam se manifestado a favor da causa do futebol livre. Bola baixa para a FIFA de Blatter, que não consegue emplacar medidas de fortalecimento das seleções nacionais e de proteção de jogadores que atuam em seus países contra a invasão dos estrangeiros. Blatter não tem a força que pensava que tinha. Evo tem muito mais potência do que a FIFA pensava…

Θ INTERCLUBES NÃO SERÁ NO JAPÃO. A FIFA se rendeu ao deserto verde-e-preto dos petrodólares do Oriente Médio. Em 2009 e 2010, o torneio que deixou de ser apenas um confronto entre América do Sul e Europa para trazer os campeões continentais da América do Norte e Central, Ásia e Oceania (ainda que atualmente coadjuvantes) irá deixar a terra do sol nascente para ir à Dubai. Pesaram os petrodólares que correm como o caudaloso Rio Amazonas na terra dos Sheiks. O país inclusive terá direito a um clube local na disputa. Com o dinheiro rolando, não será difícil que os barões do ouro negro comprem os destaques de cada time que vai ao torneio (incluindo sim, os europeus) e monte um supertime apenas para a competição e leve o caneco. Com essa descaracterização do aspecto esportivo em favor do financeiro, já aconteceu o que a FIFA nem desconfia: a diluição da sua força como entidade mediadora do esporte. Ao mesmo tempo em que tenta salvar o aspecto de nacionalismo, se vende ao lucro fácil de transformar um torneio com força mundial em uma copa caça-níquel. Perde, como sempre, o futebol. Não por ter saído do Japão, mas por ter saído por dinheiro somente.

Θ CHAGÃO PERGUNTA: Em 1943, nos primeiros anos da ditadura de Franco, o Barcelona enfrentou o Real Madrid pelas semifinais da Copa Generalíssimo Franco. Antes da partida, o diretor de segurança do Estado “lembrou” aos blaugranas que muitos deles estavam na Espanha pela “benevolência” do ditador Franco, que havia perdoado a “falta de patriotismo” deles, e que eles deviam retribuir de acordo. O recado foi entendido, e o time branco enfiou sonoros 11 a 1 no clube catalão. Agora o ‘Chagão!’ quer saber: houve um jogador, considerado o melhor de todos os tempos, mais ainda que Pelé e Maradona, e que, mesmo após ter acertado com o Barcelona, foi para o rival madrilenho por ingerência direta de Franco. Quem foi/é este jogador? Tá fácil.

Θ COPA DO BRASIL. Um paulista e um pernambucano farão a final da Copa do Brasil. Corinthians mostrou mais uma vez a vontade de vencer, e o Sport perdeu a chance de terminar a partida nos 90 minutos, pra ganhar a vaga nos penaltis. Amanhã, na sede da CBF, o sorteio da ordem dos jogos da final. Abaixo, os comentários:

Semifinais

Botafogo/RJ 2 – 1 Corinthians/SP

Corinthians/SP 2 – 1Botafogo/RJ

O Botafogo entrou no jogo para se defender, e o Corinthians, com a sua tradicional ausência de técnica, mas com muita vontade, insistiu. Um primeiro tempo que passou perto do medonho e que terminou para a alegria dos alvinegros cariocas. No segundo tempo, um gol de Acosta colocou o Timão à frente, mas nem deu tempo de comemorar, já que Renato Silva empatou em seguida. Tudo ia bem para um Botafogo que escolheu a defesa, quando Chicão numa falta deixou o Corinthians em condições de tentar a classificação nos penais. Aí o Botafogo botafogueou, enquanto o Timão mostrou porque queria vencer o confronto desde o início. O carioca até acertou os quatro primeiros, mas no último, Zé Carlos parou nas mãos do Felipe e na trave. Timão na final.

Sport Recife/PE 2 – 0 Vasco da Gama/RJ

Vasco da Gama/RJ 2 – 0Sport Recife/PE

O Sport perdeu gols incríveis no primeiro tempo e deu chance para o time de São Januário, no sufoco e no segundo tempo, fazer os dois gols que precisava para levar a decisão para os penais. Destaque para o vovô Edmundo, velho para o futebol mas não para a vida. No jogo, Edmundo salvou. Nos penais, o Animal perdeu o seu, à lá Baggio. Depois os goleiros deram show, não debaixo das traves, mas nas cobraças. Enquanto o do Vasco cobrou com paradona e por cobertura, o do Sport colocou onde a coruja dorme. No final, o Sport converteu os cinco, e mandou Eurico rever sua promessa de que venceria tudo em 2008. Sport Clube do Recife na final.

Θ LIBERTADORES DA AMÉRICA II Partidas de ida das quartas-de-final:

Quartas-de-Final

América (MEX) 1 – 1 LDU Quito (EQU)

LDU Quito (EQU) América (MEX)

Cheio de moral, o América encontrou um time que parou a sua boa sequência. O América abriu o placar, mas a Liga de Quito conseguiu empatar a partida e vai com uma grande vantagem para o Equador. Vantagem contra o América? Nenhuma. Os dois clubes gozam a vantagem de não serem favoritos, e da imprensa brasileira achar que deste confronto sairá o vice-campeão. Será mais uma a subestimar o America?

Boca Jrs (ARG) 2 – 2Fluminense (BRA)

Fluminense (BRA) Boca Jrs (ARG)

O Boca começou pressionando no Juan Domingo Perón, estádio do Racing Club. E abriu o placar com Riquelme, em triangulação com Palermo e Palacio. Quatro minutos depois, Thiago Souza sobe mais que todo mundo e empata o jogo. O primeiro tempo termina sem maiores emoções. No segundo tempo, Riquelme brilhou de novo e colocou o Boca à frente. Mas o time xeneize mostrou porque chegou a esta semifinal aos trancos e barrancos. Num chute de Thiago Neves, o goleiro Migliore aceitou, deixando tudo igual. O segundo tempo foi marcado pelo Fluminense se defendendo e saindo perigosamente no contra-ataque, e o Boca insistindo. No final o resultado foi bom para o tricolor carioca, sem esquecer que as melhores atuações do clube xeneize foram fora de casa. A volta promete ser um jogão.

BREVÍSSIMO PASSEIO PELA CÂMARA DOS VEREADORES

Passeio frugal. Maio das flores, noivas, mães, Marx e do Devir 68. Câmara dos Vereadores 28, dia de diplomação do Pequeno Parlamentar. Projeto da Casa para modelar estudantes à atuação parlamentar. Com a participação, de além de parentes dos estudantes diplomados, autoridades escolares do município, vereadores, o presidente da sessão, Gilmar Nascimento, afetado pelo tema do momento, abriu os trabalhos lembrando daquele que para o vereador, “foi o ícone da moral do Brasil”: Jefferson Peres. Exemplo a ser seguido pelos estudantes, segundo o presidente da sessão.

Todo homem que tenta ser modelo de algum ente social, descarna ontologicamente de si próprio: nem é ele mesmo, e nem o modelo. Mas sim uma ilusão. A abstração de si mesmo o torna um ente retido, equilibrado, contido como um insuportável em si lutando tenazmente para que nada entre em si que não seja suas próprias abstrações. Logo, o modelo é uma fantasia que ilude quem o segue. Nisso, o seguidor segue uma abstração nunca um ente real que pode ser experimentado e pensado. Resultado: sua existência torna-se espectral. Por tal, a moral do ente perfeito não se sustenta.

Como se não bastasse o malogro ontológico proporcionado por aquele que se pretende modelo de existência, no projeto da câmara o rito determina que os  vereadores sejam  padrinhos dos estudantes-vereadores escolhidos em suas escolas por seus amigos. Uma bela ironia modelar ao se conhecer as atuações desta maioria de edis. O modelo-vereador Massami Miki apresentando projeto para limitar o direito dos estudantes sobre o passe livre. O modelo-vereador Jorge Maia aprovando o projeto de instalação de câmaras de vídeos nas escolas para, segundo ele, inibir alunos nos corredores namorar aos beijos nas bocas. O modelo-vereador Jorge Luis debochando de estudantes quando presidente de sessão. Mais a infidelidade partidária, a subserviência ao governador, ex-governadores, prefeito, populismo, nepotismo, anorexia intelectual, desconhecimento das necessidades democráticas da população, etc.

Em si, fantasioso modelo que enquanto leva estes vereadores a tomarem, como verdade, a ineficiência de tal projeto, os estudantes, crianças e adolescentes, “vozes das massas silenciosas que não refratam os desejos de suas sondagens” como afirma o filósofo Baudrillard, em seus percursos inteligentes infanto/juvenil/lúdico, tomam-no como uma simples brincadeira logo, logo esquecida. Para o bem de Manaus.

ÁGUA: ENQUANTO UNS NÃO TÊM…

E enquanto mais da metade dos habitantes manoniquins meneiam a cabeça em concordância com a ministra Dilma, e aguardam a pirotécnica manobra prefeitural que deixou a outra metade da cidade (que dispõe de água de péssima qualidade e que também concordou com Dilma) durante toda a quarta-feira e a madrugada de quinta, leitores intempestivos contactaram este Bloguinho para fazer duas observações sobre a questão do abastecimento de água na cidade que não são colocados no rol das eternas “propostas”, ou como eram conhecidas antigamente, promessas, mas que fazem parte do pacote que deixaram todos os prefeitos anteriores e que deixará, quem sabe em situação até pior, o atual prefeiro, Serafim:

1) Parte da zona Sul de Manaus, que envolve os bairros da Betânia, Morro da Liberdade, Santa Luzia e parte do Crespo, São Lázaro e Educandos, o regime de recebimento de água nas torneiras segue todos os procedimentos de racionamento, embora sem a mesma divulgação por parte da Prefeitura. Na Santa Luzia, por exemplo, falta água religiosamente – sem Deus, é claro – entre as 11h e as 18h, bem no horário em que as louças do almoço estão por ser lavadas e o sol está em seu melhor momento para enxugar a roupa. Em partes da Betânia, o líquido precioso só dá o ar de sua graça durante a parte da manhã e de madrugada. Isto começou, segundo leitores-moradores das áreas, há uns três anos, e vem seguindo assim.

2) Segundo depoimento informal de um leitor entendido nas questões físico-químicas, o cloro usado no processamento das águas que saem pelas torneiras manoniquins – quando saem – é de péssima qualidade, daí a cor esbranquiçada da água que chega de manhã cedo ou no finalzinho da tarde, ou mesmo em qualquer horário em que ela tenha faltado e esteja retornando. O cloro, nestas condições, não é bem solucionado na água, e pode fazer mal, além de provocar reações alérgicas.

Claro que se pode afirmar, dentro da lógica do abastecimento de água que permeia ainda a administração pública de Manaus, que os moradores das áreas que têm estes problemas devem dar-se por satisfeitos por ainda terem água para reclamar da qualidade. Mas assim como o transporte público não se reduz a colocar ônibus novos nas ruas, assim como saúde pública não se reduz ao salário dos médicos, educação não se reduz à reforma nas escolas, abastecimento de água para uma população não se deve reduzir a ter água na torneira de qualquer jeito, sem atentar para a qualidade e constância do serviço, que interfere diretamente na vida de uma cidade, impedindo seus moradores de exercerem plenamente seus direitos e deveres.

DILMA E AS ÁGUAS QUE NÃO CHEGAM A MANAUS

Mesmo sendo uma tortura aos bons afetos assistir ao humor reto, falso humor, carregado de preconceitos e senso rasteiro ao comum, do globolálico programa do Jô Soares, mas no caso da presença de Dilma Roussef…

Sabia-se que, dada a limitadíssima capacidade do apresentador, os temas seriam, como em toda a seqüelada mídia, as mesmas perguntas em torno do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e a tentativa de incriminar a ministra da Casa Civil no caso do suposto dossiê sobre o invejoso/rancoroso Fernando Henrique. Além disso, é claro, do jeito que a Globotária está desesperada com a contínua perda de audiência, sabendo-se que o Governo Lula está numa audiência maravilhosa, decorrente de sua prática democrática/democratizante, ela tenta capturar um pouco do ibope fugidio. (Foi essa a razão de convidar Lula Imaginem! para a comemoração do milésimo programa do Faustão.) Mas como sabemos, ao contrário do falacioso apresentador, da alegria, da autenticidade e da inteligência de Dilma, dessa vez seria um bom encontro, que nem mesmo a violência epistemológica do programa poderia atrapalhar.

Selecionando entre tantas batidas perguntas e as necessárias respostas de Dilma, tomamos aqui quando o obtuso truão perguntou a respeito de como era feita a fiscalização do uso das verbas do PAC nos estados e municípios. Dilma deu como exemplo Manaus, uma cidade banhada pelo maior rio do mundo e sofrendo de falta d’água, além de não possuir saneamento básico, acrescentando que o Governo Federal envia as verbas para solucionar questões básicas, mas depende da boa utilização pelos prefeitos e governadores, e que existem, caso não sejam cumpridos os projetos, as instâncias de fiscalização governamentais.

Quem não deve ter gostado do exemplo de Dilma são o governador Eduardo Braga e o prefeito Serafim Corrêa. Principalmente que o exemplo não saiu ao acaso, embora se saiba que cidades na mesma situação de Manaus existem em abundância pelo Brasil (daí a necessidade do PAC), mas Dilma, juntamente com Lula, esteve recentemente na cidade e percebeu a histórica realidade dos serviços elementares na “Princesinha do Norte”; e principalmente porque ambos sabem que a avaliação final é da população. A mesma população que reconhece o esforço democrático de Lula e Dilma, pode não referendar as pífias atuações dos governos municipais e estaduais passadas e atuais.

COLUNA DO MEIO

.UFANISMOS E TOTALITARISMOS EM TORNO DA AMAZÔNIA.

A segmentaridade moderna e dura há muito tempo conforma o espaço inventado da Amazônia. A política nesta segmentaridade se faz por meio de “alianças”, sejam partidárias ou não, na qual as decisões compartimentadas tendem à binarização das ações no governo. Mas os diversos setores sociais não compreendem que “um campo social não pára de ser animado por toda espécie de movimentos de descodificação e de desterritorialização que afeta as ‘massas’, segundo velocidades e andamentos diferentes. Não são contradições, são fugas” (Deleuze e Guattari); e que o poder centralizado, no qual o sistema arborescente se encarrega de disciplinar o espaço, composto pelos saberes científicos, políticos, culturais. Por isso, o sistema político funciona como um todo global e não existem lugares isolados, como tentam massificar a mídia e os ambientalistas apocalípticos. O que analisamos em alguns fatos ocorridos neste mês sobre as chamadas políticas ambientais.

O novo ministro do Meio Ambiente, ao contrário da atuação de Marina Silva, que acreditava na impossibilidade de se governar a Amazônia só com ações de comando e controle, o atual ministro, Carlos Minc, ameaça: “Tremei, poluidores!”. Uma afirmação perigosa, infantilizada no discurso do “ambientalista padrão”, para a população de várias cidades brasileiras. Se tomarmos como exemplo a falta de saneamento básico na cidade de Manaus, todos nós, moradores desta cidade que já foi o ciúme de certos políticos, nesta lógica controladora-policial, podemos ser presos a qualquer momento. A questão não é somente esta, é preciso perceber a própria ineficiência de políticas públicas de diferentes segmentos. Em Manaus, por exemplo, a SEMMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) persiste na política do enfeite de flores de garrafa PET, está alheia à coleção de esgotos da cidade de Manaus, despejando na “cobiçada-maior-bacia-hidrográfica-do-mundo” todo tipo de dejetos.

Plano Amazonas Sustentável (PAS) ou o novo modelo de desenvolvimento na Amazônia brasileira (abrangendo os 9 estados-membros da Amazônia Legal), lançado do dia 8 de Maio, já começa a apresentar indícios de “tremedeira”, por parte do seu coordenador. Os 16 compromissos assumidos pelo Governo Federal parecem causar estremecimento no ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, que reconheceu limitações na coordenação do PAS. A pasta geral deste ministério, segundo Unger, seria ideal para o controle deste programa grandioso. Mas ao perceber a complexidade da situação, tremeu: “Preciso confiar no patriotismo e generosidade dos brasileiros nesse trabalho de construção coletiva. A causa da Amazônia sustentável, mais do que qualquer outra, é capaz de comover a nação”. Quem espera trabalhar com comoção geralmente não está preparado para trabalhar com a razão.

Amazônia Brasileira tem dono: os brasileiros Os países ricos tentam fazer ingerência na política para a Amazônia brasileira, Lula responde: “O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono e que o dono da Amazônia é o povo brasileiro: são os índios, os seringueiros, os pescadores, somos nós, que somos brasileiros, e que temos consciência de que é preciso diminuir o desmatamento, é preciso diminuir as queimadas”. Enquanto isso, o Greenpeace, em mais uma de suas investidas midiáticas, luta pelo clamor do povo ao “Salvem as baleias!”, tentando impor a hierarquia do poder totalitário. Mas parece que estas ONG’s vão enfrentar a resistência não só de Lula, mas até da própria direita, que agora já fala em mais uma CPI, a das ONG’s que atuam na Amazônia. No caso da direita, é claro que é uma defesa de patrimônio particular, haja vista as intenções da bancada ruralista, sem a mínima percepção da importância da floresta, dos rios, dos bichos para a coletividade.

UM BREVE PASSEIO PELA CÂMARA DOS VEREADORES

Quando se está de papo pro ar, curtindo as doces brisas das manhãs de maio, levado pelas Odes dos poetas florais, nada como dar uma passeio, por mais breve que seja, na Câmara dos Vereadores de Manaus, mesmo que lhe custe a repreenda de alguns amigos: “Tu não tens nada o que fazer? Vais até lá perder teu tempo!”. Não, não é perda de tempo, já que se vai desfrutar de arrebatadoras hilaridades. É um território cujo estado de coisas produzido pelo talento da maior parte dos edis deve-se excluir o vereador do PT José Ricardo, que não carrega o talento hilário , nos conforta magnanimamente. É um território salutar para se ter certeza a quantas anda a tal da democracia-ajuricabana.

Ontem, segundona 26/05/08, demos uma satisfatória chegada ao nobre recinto das excelências manoniquins. Estava em discussão o projeto de lei do vereador Gilmar Nascimento, que propõe a instalação de câmeras de vídeo nas escolas do município de Manaus. Entre dizeres e gargalhadas, colhemos alguns enunciados provocativos à democracia saídos dos saberes de alguns edis e representantes de instituições e órgãos ligados ao tema escolar municipal. Além, é lógico, da defesa do projeto pelo próprio autor, que também presidia a sessão.

Verador José Ricardo como não possui talento para o riso parlamentar conturbado, comentou o projeto, mas localizando a sua inconstitucionalidade de acordo com a comissão de orçamento. Além de mostrar que o tema escola não se resume a sua segurança interna através da presença de câmeras de vídeo, envolve também outras instâncias sociais que estão ligadas diretamente à administração municipal. Ao terminar, recebeu comentários do autor do projeto.

Vice representante de órgão educacional uma senhora dotada de profunda capacidade de análise da política escolar, comentou a natureza inócua do projeto, ampliando a discussão da insegurança nas escolas à realidade que hoje se vive em Manaus e no Brasil, lembrando da necessidade de se articular discussões com seguimentos interdependentes que estão ligados diretamente aos direitos gerais da sociedade. Em seu termino, não recebeu qualquer comentário da parte do autor.

Vereador Braguinha Falou da ameaça aos alunos no interior das escolas por todas formas de perigo, principalmente dos traficantes. Elogiou o projeto e seu autor, afirmando ser ele, Gilmar, um vereador que levava sempre assuntos inteligentes para aquela casa. No entusiasmo colegial, para beneficiar o companheiro, falou também da violência promovida pelos próprios alunos que “jogam cadeiras para o ar, que caem no chão”. Possibilitando inferências que ou as cadeiras deveriam ficar paradas no ar ou não cair no chão da escola. Da parte do presidente, agradecimentos.

Vereador Jorge Maia Defendeu o projeto, afirmando que iria dar mais segurança aos alunos e professores e que as câmaras de vídeo não iam apenas inibir aos marginais, mas também os maus alunos, que, nos corredores, ficam namorando, beijando-se na boca.

Representante do Conselho Municipal de Educação Do alto de seus mais de vinte e cinco anos de funcionária da área escolar, elogiou o projeto e sua grande importância, afirmando também que, em questão de educação escolar, estamos muito atrasados, pois existem escolas em outros estados que já usam caderno digital. Mesa onde ao alunos não precisam mais do tradicional caderno.

O autor Gilmar Nascimento Começou afirmando que a idéia do projeto surgiu em si no momento em que foi com o secretário de segurança do estado observar como funcionava o mapa das câmeras instaladas em algumas ruas de Manaus, e que diminuíram o índice de violência nas áreas onde foram as mesmas instaladas. Afirmação de que o projeto para a escola é um desdobramento da função policial. Com uma linguagem chula, própria de apresentador de programa de TV que explora a miséria da classe pobre para ser eleito, fez uso da palavra ‘galeroso’ para identificar um dos autores da violência nas escolas, além dos traficantes. Entre o misto da moral mística teológica e a moral burguesa, falou da vida das crianças e adolescentes vítimas da insegurança. Disse que é pai e não gostaria de um dia receber uma noticia sobre alguma ocorrência triste com alguns dos seus entes. É preciso prevenir para depois não ter de chorar.

Sobre o Projeto O projeto não tem nada de novo. É oriundo de outros estados que, por limitação intelectual ou busca de paliativos sociais contra a violência, adotaram-no sem qualquer análise das causas desta realidade escolar. É na verdade um signo panopticon (Jeremy Bentham, seus autor), a lógica da punição que não vigia só os malfeitores/invasores vindos do exterior, mas os alunos, habitantes do interior, já que situa a escola, como diz o filósofo Deleuze, mais como presídio do que instituição educacional. Realiza a função voyeur do olho paranóico que tudo vê, menos a causa do sofrimento escolar. Um deus que alucina na culpa pela ilusão do controle e da disciplina. A absurda eliminação cruel da escola como instância do saber que liberta. A impossibilidade da troca da educação com a liberdade.

A DEMOCRACIA OBAMA/BUSH PARA A LATINA-AMÉRICA

Quando a democracia passa a ser representada apenas como um conceito e não como devir da sociedade dos amigos, sua essencialidade, constituída em seus domínios lógico, político e ético, consensos internos e externos, torna-se uma anomalia ameaçadora a todos que se encontram envolvidos em suas enunciações. Sejam o seu próprio povo ou outros povos de suas relações. A homónoia identidade de pensamento e a homologia identidade de discurso , criadas nas misturas das pluralidades das semelhanças, potência da democracia, desaparecem, para prevalecer a unidade-stasis (imobilidade) tirânica.

Este tipo aberrante de democracia encontra-se muito bem fundido na idéia míope de democracia representativa, onde a essencialidade sociedade dos amigos é preterida em função do conceito tecnocrático de unidade geográfica, econômica e de segurança. É comum encontrar-se este tipo de anomalia política em alguns estados brasileiros. E até mesmo em municípios. O que mostra os equívocos de muitos governantes quanto à vivência democrática. O que leva a democracia a ser servida de acordo com o gosto do governante.

O GOSTO OBAMA/BUSH

Em função de sua história, principalmente econômica, os Estados Unidos se apresentam para o mundo como o símbolo maior da democracia na terra. Emblema nacionalista que alguns países aceitam, mormente seus aliados. Daí todos os candidatos acreditarem que em campanha eleitoral devam mostrar seus programas de política exterior sempre alicerçado na idéia de império. Imposição clara de seus tentáculos tirânicos nas histórias de outros estados. Visível demonstração de que democracia real é a deles.

As recentes declarações do candidato democrata norte-americano Obama, afirmando que vai manter o embargo econômico sobre Cuba, a acusação a Bush de ter voltado as costas para a Latina-América, caso específico, a Sul-América, que permitiu o aparecimento de “demagogos como Chávez”, presidente da Venezuela, afirmação que coloca, também, como demagogos Lula, Correa, Evo, entre todos sudamericanos, assevera o quanto o candidato é semelhante a Bush. O quanto a idéia atrofiada de democracia é uma ameaça aos governos eleitos democraticamente. Governos que tentam democraticamente sair do julgo escravocrata que foram submetidos pela força tirânica dos ianques representantes do perverso Tio Sam.

Algum incauto pode até afirmar: “Não vamos esquentar. Isso é só papo de campanha, depois os acordos justos serão selados, respeitosamente, entre as nações”. Afirmação que nos leva a revelar que um país tem a maioria de seus eleitores que vota olhando mais para longe do que para sua casa. Eleitores absorvidos por um profundo sentimento de superioridade, a ponto de apoiar qualquer presidente que pretenda invadir outro país, em nome desta honra delirante. Eleitores mistificados e mitificados que possuem grande força reacionária de coerção sobre o parlamento e o executivo, força alimentada pela anomálica moral democrática. Não nos permitem baixar a suspeita sobre a ameaça que vem do norte.

Todavia, dada a autonomia e a produção de um eficiente sistema de governabilidade imposto pelos governantes da Sul América, que se tornou realidade, esta ameaça deve ficar apenas como ameaça-virtual, já que as histórias destes estados estão sendo fundadas em liberdade pela inteligência e coragem de seus povos. Longe da subserviência que durante séculos os paralisou. Para a Sul-América, as ameaças Obama/Bush vão ficar tão somente na retórica utilitarista de quem acredita que governar para si é produzir o mal para os outros.

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

Coluna Vertebral

# Está nas ruas tecendo a dromografia lisa do viver é habitar nos olhos, no pensamento e na língua. “Homofobia Mata! Por um Estado Laico de Fato!”. É uma ocorrência política/ética das pluralidades (do grego: pletos) nas semelhanças democráticas: cada um em seus afazeres atuando como consenso social. Eis o heterogenia da décima segunda Parada Gay versão 2008 que dromografou mais de três milhões de participantes, sem contar, os curiosos distantes/próximos, afastados e aproximados por suas defesas afetivas. No popular: dificuldade de lidar com sua sexualidade. Lourdhet nos informou diretamente de São Paulo muitas das performances e dizeres da policrômica manifestação. Tudo que assevera que o Mundo é Gay. A Caosmose cintilante com suas alegres declinações, que impedem o mundo de tornar-se congelado pelo frio do medo e, conseqüentemente, da dor.

A filósofa Filó, que tinha programado ir, não foi: não conseguiu resolver questões pessoais. Fica pra próxima, Filó. Parada Gay é como imortalidade, enquanto houver um, haverá sempre uma parada. E como o Mundo é Gay, parada é que não faltará.

Um gay, em plena Eduardo Ribeiro, principal avenida do centro de Manaus, gritou convicto e feliz:

Eu sou gay!

Uma velhinha, que passava levando a netinha para escola, parou e disse, ao Coridon:

E quem não é, meu filho?

E seguiram as três em animada conversa.

# A ocorrência fundamental biográfica do senador Jefferson Péres, alcunhada pelo vulgo, mistificamente, de morte, visibilizou dois enunciados. Um, o medo individualista daqueles que estão em dívida com a existência, e que viram na ocorrência fundamental um agouro para si próprios. A certeza que acontecerá consigo. Nisso, a visível manifestação de que não havia tanto pesar pela ocorrência fundamental do senador. No poetar de Fernando Pessoa: “Temo, Lídia, o destino. Nada é certo. Em qualquer hora pode suceder-nos o que nos tudo mude”.

Outro, a disputa, nas exéquias, pelo privilégio de ser uma espécie de Deus ou psicanalista, que dá no mesmo, do senador, aí ser o que mais lhe conhecia. E tome qualidades. Só que todas as qualidades atribuídas por um era a mesma que os outros. Pela cantilena, observou-se que o esmero moral empacou na interrogativa: “Quem eles queriam funebremente homenagear, eles próprios ou o senador? Romualdo, imagina como vai ser na missa de sétimo dia. Vai ter nego que se sentiu lesado por não realizar sua falação, que vai à forra. Ainda mais que vai ser na casa de Deus. Aí que nego vai querer mostrar serviço. Fico imaginando o sofrimento do padre, jogado para segundo plano pelas doutas autoridades.

Não deixaram nem o cadáver esfriar e já caíram de boca. Entre tantos, o vereador Brás Silva, na Câmara dos Vereadores, falou que todos deveriam seguir o bom exemplo político do senador. Da parte dele, seguiria a moral do senador Péres.

# Cremilda, me diz uma coisa. Tu não tens percebido que desde o dia 20 do mês corrente (gostou do corrente?) o nosso amigo Prática Radical nunca mais foi atualizado. O que terá acontecido, Cremilda? Nós Sem Mídias não podemos sofrer baixa, que é alegria da mídia seqüelada. Cada blog parado é um ponto pros globo/arthur/agripinados. E aí, Tadeia? Manda notícias, companheiro!

Não cansei do Rock!

Nem mesmo do quero quero

Se a vida é um lero

Traço valsa, tango até bolero.

Beijos e abraços Vertebrais!

POSEIDON DA FALTA D’ÁGUA

E bem depois que a Cosama foi dubiamente privatizada pelo grupo Suez, tornando-se Águas do Amazonas, e enquanto o marketing do prefeito Serafim é levar água para as zonas Norte e Leste de Manaus, moradores do bairro Novo Aleixo vão queixando-se que, além de não terem rua, agora também não tem água. Já são cinco dias que o líquido precioso vai faltando nas torneiras.

No feriado de Corpus Christi, muitas famílias religiosas cancelaram suas comunhões devido à falta d’água… A roupa por lavar… As vasilhas todas sujas… Cinco dias sem tomar banho… No final de semana não deu pra ir à balada, à missa, ao shopping… Houve até quem perdeu a namorada, o emprego… Sabe o que são cinco dias sem água? E anos? E décadas? Em Manaus, há lugares onde nunca houve água encanada.

Para os turistas, vale um passeio pelo encontro das águas do Negro e do Solimões, mas não é possível ver o encontro das águas com a população. Ao contrário, até então, desde a estatal, passando pela privada, aliadas sempre às más gestões municipais, em relação à população, têm sido sempre um mau encontro. Apesar do nome Águas do Amazonas, as águas do maior rio do mundo não estão chegando até Manaus. Mas a população lembra que as eleições, sim, estão próximas. Aí as águas vão rolar… Água rola?

A 18ª MORTE DE MANUEL MARULANDA

Não foi Uribe, não foram os militares, não foram os paramilitares, não foi a CIA… Dessa vez não foi preciso atentar contra as fronteiras de ninguém. Pedro Antonio Marín, ou Manuel Marulanda, ou Tirofijo, considerado o criador das FARC e seu líder hierárquico maior, morreu no dia 26 de março passado, aos 78 anos, de infarto, em plena selva colombiana. Ele era o líder guerrilheiro mais velho do mundo em atividade. Já faziam mais de 40 anos que ele e um pequeno grupo de pessoas se embrenharam nas selvas, para escapar do extermínio que a brutal ditadura militar impôs à Colômbia, formando a partir daí as FARC ou Ejército del Pueblo, que aumentou em número e poder, tornando-se a mais resistente guerrilha sul-americana.

Dizem que um gato tem sete vidas. Um homem com tantos nomes, só poderia ter várias vidas. Marulanda já tinha sido dado como morto nada menos que 17 vezes. E sempre aparecia novamente para importunar o braço armado e midiático do imperialismo. Quando dava entrevista, era descontraído, bem-humorado, sempre afirmando que sua vida era a selva. E foi assim que em 1964 ante a destituição de todos os princípios do que se pode chamar um estado civil na Colômbia, como estudou Yuri Martins Fontes —, ele instituiu um estado natural de guerra. Muitas vezes as FARC tentaram dialogar para uma entrega de reféns e a possível restituição de um estado civil, mas nenhum governo durante todos estes anos em que viveu Marulanda observou os motivos iniciais da guerrilha e seu trajeto. Se por um lado muitos criticam os seqüestros realizados, por outro lado não percebem a condição de refém de um Álvaro Uribe, primeiro de Pablo Escobar, e agora, como presidente, de Bush Jr.

Mas Marulanda resistia a cada morte. E diante de tantas mortes, talvez reste a dúvida, Marulanda realmente morreu na 18ª? O Marulanda que morreu era o mesmo que fundou a guerrilha? Mais uma morte não seria uma forma de protegê-lo, depois da morte de Reyes, da atual ofensiva de Uribush? Tanto que somente dois meses depois houve notícias de sua morte. De qualquer forma, se sua vida era a selva, transformada em espaço liso, frustrando o sonho despótico de muitos presidentes colombianos e norte-americanos em capturá-lo, lá ele continuará com esse nome ou outro até o dia que não seja mais necessária a existência de guerrilhas e todos possam viver democraticamente num estado de direitos. Por enquanto, parece que Marulanda vai continuar…

*……….::::: CHAGÃO:::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo
deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ O BARCELONA E SEUS ÍDOLOS. Poucos clubes têm uma relação tão conturbada com seus ídolos quanto o Barcelona. Desde o ex-jogador alemão e atual técnico do Real Madrid, Bernd Schuster, que saiu quase escorraçado do Barça após uma temporada maravilhosa, passando por Ronaldo Nazário, Maradona – que falou sobre o clima de discriminação contra os estrangeiros, principalmente sudamericanos no clube – Rivaldo, Riquelme (que não teve chance, com seu futebol em marcha lenta), e mais recentemente, Deco e Ronaldinho. Além do próprio clube, que vive um clima de guerra interna (tudo indica pela administração do atual presidente, Laporta), a cidade de Barcelona é um atrativo para os jogadores que gostam de festa. Com a subjetividade militarista que tem tomado conta do futebol de resultados, festas, bebidas e diversão se tornaram inimigos mortais de jogadores que gostam de um agito. Tudo isso está pesando sobre os dois brasileiros: Deco já afirmou que não fica no blaugrana, e Ronaldinho não tem falado sobre as especulações de que irá para o Milan na próxima temporada. Outro brasileiro, Edmilson, que está se transferindo para o Villareal, e que já tinha falado sobre “as ovelhas negras” do Barcelona CF, mais uma vez colocou a boca no microfone da parasitária imprensa espanhola. Afirmou que Ronaldinho é o líder dos jogadores que preferem as baladas aos treinamentos, e que oito dos jogadores já teriam se divorciado após conhecer a noite de Barcelona. A pergunta que se deve fazer é se antes, quando o Barcelona conquistou tudo o que disputou, Ronaldinho e companhia também não saíam à noite? Edmilson é um jogador mediano, que precisa se esforçar pra ficar num clube grande. Para Ronaldinho, basta se sentir bem pra voltar a ser craque. O que não tem acontecido no Barcelona. O silêncio do jogador em relação aos acontecimentos pode até ser sintoma de que, nos bastidores, ele negocia sua saída. Mas a questão não é essa. Trata-se de saber até que ponto a subjetividade que transforma o artista em operário da bola, o craque do imprevisível num bom corredor e passador de bola, influencia o ambiente do clube. Sabe-se, pela mesma imprensa parasitária, que Rijkaard tentava estabelecer uma relação de responsabilidade em relação ao trabalho, e que não submetia os jogadores à ditadura do treinador-chefe (bem ao estilo Wanderley Luxemburgo). Se isso realmente acontecia, é uma pena que o grupo não tenha conseguido se manter, embora nada disso invalide o belíssimo futebol que o Barcelona apresentou nos últimos anos, e que não conseguiu reeditar nas duas temporadas que passaram. Não invalida o trabalho de Rijkaard, que aparentemente preferiu não exercer uma liderança autoritária. O Barcelona conquistou tudo, e é difícil manter a linha de que é preciso conquistar tudo e sempre, que norteia o futebusiness de resultado. A queda de rendimento é natural. Faltou, no entanto, a Ronaldinho, Deco e companhia, que se pronunciassem, que falassem sobre o ocorrido de maneira honesta. De qualquer forma, não é apenas o grupo (do qual Edmilson fez parte e agora quer tirar as broncas posando de “ovelha branca”), mas o clube e a cidade, e mais que eles, a subjetividade do futebol, onde é cada vez mais difícil surgir a inteligência e o intempestivo. O jeito é apelar para a memória-contração: salve Heleno de Freitas, salve Afonsinho, salve Dieguito, salve Garrincha… Craques da bola e da Vida para além da existência.

Θ CHAGÃO PERGUNTA: Como afirmou a companheira Michelle, no ‘Chagão!’ anterior, o Boca Jrs, caso seja campeão desta edição da Libertadores, conquistará o seu sétimo título, sendo os anteriores em 2007, 2003, 2001, 2000, 1978, 1977. Caso consiga mais um título, será, junto com o Independiente, o maior vencedor da taça. Agora o ‘Chagão!’ quer saber: Irmãos siameses, Barcelona e Real Madrid já protagonizaram embates que entraram para a história do futebol. Em um deles, o time blaugrana perdeu por inacreditáveis 11 a 1, em plena ditadura do generalíssimo Franco. Em que ano isso aconteceu, e que partida era essa?

Θ BRASILEIRÃO 2008 SÉRIE A. Terceira rodada, e um festival de 1 a 1. Metade dos jogos da rodada terminaram com esse placar, incluindo o clássico carioca entre Botafogo e Vasco (ambos com pretensões na Copa do Brasil) e Portuguesa e Palmeiras. Do lado do nordeste, Sport, Náutico e Vitória vão se segurando no meio do pelotão. O líder é o Cruzeiro, com 100% de aproveitamento: vingou o conterrâneo Ipatinga, vencendo um combalido Santos do reclamão Leão por 4 a 0. Outro ex-Libertadores que ainda não viu a ficha cair foi o tricolor paulista. Ainda sonhando com Washington, o time apenas empatou com o bom Coritiba. Na próxima rodada tem San-São e Fla-Flu, além da promessa de um bom confronto entre Coritiba e Cruzeiro. Guilherme (Cruzeiro), Diogo (Portuguesa) e Kléber Pereira (Santos) seguram a ponta da artilharia, cada um com 3 tentos. Resultados da rodada:

Série A: Atlético-MG, Atlético-PR, Botafogo-RJ, Coritiba, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Internacional, Ipatinga-MG, Náutico, Palmeiras, Portuguesa-SP, Santos, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vitória-BA

3ª Rodada Série A – 24 e 25/05

Grêmio 2 – 0 Náutico

Flamengo 2 – 1 Internacional

Vitória 4 – 0 Figueirense

Goiás 1 – 1 Ipatinga

Sport 2 – 1 Fluminense

São Paulo 1 – 1 Coritiba

Cruzeiro 4 – 0 Santos

Portuguesa 1 – 1 Palmeiras

Atlético/PR 1 – 1 Atlético/MG

Botafogo 1 – 1 Vasco da Gama

Classificação*

Cruzeiro – 09

Flamengo – 07

Grêmio – 07

Náutico – 06

Atlético/PR – 05

Vitória – 04

Coritiba – 04

Vasco – 04

Botafogo – 04

Palmeiras – 04

Sport Recife – 04

Figueirense – 04

Internacional – 03

Santos – 03

Atlético/MG – 03

Goiás – 02

São Paulo – 02

Portuguesa – 02

Fluminense – 01

Ipatinga – 01

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

Θ BRASILEIRÃO 2008 SÉRIE B. No seu primeiro desafio fora de casa, o Corinthians fez bem o ABC (a piada era inevitável…) e venceu a terceira seguida, mantendo os 100% de aproveitamento. Senão com um futebol vistoso, mas com muita garra, o time parece que vai transformar a passagem pela série B em história. Mas estamos apenas no começo, e tudo pode acontecer ainda. Fortaleza e Brasiliense também estão se destacando. Já o Paraná Clube parece querer fazer uma visita aos porões do certame nacional, e segue firme rumo à terceirona. Paulo Isidoro, do Fortaleza, segue com o pé na forma, e tem 5 gols. Mas Dimba, do Brasiliense, ele mesmo, vem aí, com 4. Confira os resultados:

Série B: ABC-RN, América-RN, Avaí, Bahia-BA, Bragantino, Brasiliense, Ceará, CRB-AL, Corinthians, Criciúma, Fortaleza, Gama, Grêmio Barueri, Juventude, Marília, Paraná Clube, Ponte Preta, Santo André, São Caetano, Vila Nova

3ª Rodada Série B – 20, 23 e 24/05

Marília 0 – 0 Paraná Clube

Criciúma 2 – 1 São Caetano

Vila Nova 2 – 1 CRB

Brasiliense 1 – 0 América/RN

Fortaleza 5 – 1 Gama

Bragantino 0 – 1 Juventude

Ponte Preta 3 – 2 Ceará

Santo André 2 – 0 Bahia

ABC 0 – 1 Corinthians

Barueri 2 – 2 Avaí

Classificação

Corinthians – 09

Fortaleza – 07

Brasiliense – 07

Vila Nova – 06

Juventude – 06

Criciúma – 06

Ponte Preta – 06

Barueri – 05

Avaí – 05

São Caetano – 04

ABC – 04

Bahia – 04

Ceará – 03

Santo André – 03

Bragantino – 03

Marília – 03

CRB – 01

Paraná Clube – 01

América/RN – 00

Gama – 00

* Em roxo, os classificados para a Série A do Brasileirão ‘09; em cinza, os rebaixados para a série C.

Θ PARAZÃO 2008. Faltando duas rodadas para o final do segundo turno, a sétima rodada traz a recuperação da Tuna Luso, que venceu a segunda seguida, e um furacão Papão, que enfiou 6 goela abaixo do Pedreira. Remo e Águia jogam somente amanhã, portanto na classificação, estão ainda com um jogo a menos. Confira os resultados:

7ª Rodada – 2º Turno

Sábado, 24/05

Castanhal 3 – 2 Tiradentes

Domingo, 25/05

Tuna Luso 1 – 0 Ánanindeua

Pedreira 1 – 6 Paysandu

São Raimundo 1 – 0 Vila Rica

Segunda, 26/05

Remo Águia

Classificação do segundo turno:

Clube do Remo – 18

Paysandú Sport Clube – 13

Castanhal Esporte Clube – 12

Clube Municipal de Ananindeua – 11

São Raimundo Esporte Clube – 11

Águia de Marabá FC – 07

Clube Atlético Vila Rica – 07

Tuna Luso Brasileira – 07

Associação Atlética Tiradentes – 06

Pedreira Esporte Clube – 03

ΘCLAUSURA 2008 URUGUAIO. O Clausura Uruguaio deu uma pausa para que a Celeste Olímpica faça amistosos preparatórios para a rodada das eliminatórias da copa 2010. O time charrua jogou nesta sexta-feira contra a Turquia e empurrou 3 a 2, com atuação destacada de Luis Suárez. Na próxima semana, a definição do Clausura, na sua 15ª rodada.

ΘCLAUSURA 2008 ARGENTINO. O River Plate lidera, mas apenas no saldo de gols. Enquanto os Milos venceram o Huracán, os pincharratas apenas empataram com o Independiente, e quase tudo igual na tabela. Em terceiro, o San Lorenzo, que venceu, graças também ao Boca, que vai mal no torneio nacional. Na ponta de baixo, Gimnasya Jujuy e Racing Club estão cada vez mais próximos da boca do sapo. Na artilharia, Darío Cvitanich, do Banfield, com 10 gols. Newell´s Old Boys e Olimpo se enfrentam somente hoje. Resultados de la fecha 16:

CLAUSURA 2008

16ª rodada:

Arsenal 0 – 1 Argentinos Jrs

San Martín 1 – 2 Tigre

River Plate 1 – 0 Huracán

Gimnasya Jujuy 1 – 1 Banfield

Racing 1 – 1 Gimnasya La Plata

Lanús 0 – 0 Rosario Central

Vélez 1 – 1 Boca Jrs

Estudiantes 1 – 1 Independiente

San Lorenzo 2 – 1 Colón

Newell´s Olimpo

PT/AM SEGUE À ESQUERDA E PREFEITURA PERDE BRAÇO-DIREITO

O supersecretário e braço-direito do prefeito Serafim, Marcus Barros, anunciou sua desemcompatibilização do cargo esta semana, afirmando que será candidato a vice-prefeito na chapa de Serafim.

A notícia chamou a atenção de alguns leitores intempestivos deste Bloguinho, e que são filiados ao Partido dos Trabalhadores do Amazonas.

Este Bloguinho apurou, no entanto, que a despeito da frase de Barros, a composição da chapa com o prefeito Serafim é inviável. Segundo a lei eleitoral, nenhum cidadão não-filiado à agremiação política pode ser candidato. Mais: há um prazo mínimo de um ano para que se possa trocar de partido e se candidatar. Para completar, os filiados devem, obviamente, respeitar as decisões internas do partido a que fazem parte, sendo elas fruto de uma consulta coletiva (como no caso das prévias do PT), seja por decisão vertical, como acontece, por exemplo, no PSDB de São Paulo, onde FHC e turma decidem o candidato.

Pelo exame superficial da legislação eleitoral, se percebe que a fala de Marcus não tem sentido. Pela legislação em vigor, ele só pode sair candidato pelo PT, onde é filiado. E como o PT/AM não irá compor chapa com o PSB de Serafim, fica inviável que os planos de Marcus se concretizem.

No entanto, a fala dele ao se desligar da prefeitura, além da trajetória durante o tempo em que ficou como braço-direito de Serafim, mostram que individualmente Marcus Barros apostou todas as fichas nessa candidatura, e numa eventual aliança do PT com o PSB. Mesmo sabendo do desejo da militância (e de setores da sociedade e dos movimentos sociais), Marcus parece ter acreditado até o último minuto que a tendência da executiva nacional (que é de coligar com partidos aliados onde estes têm prefeitos, e em contrapartida, receber apoio dos partidos aliados onde o PT tem candidatos à reeleição) iria predominar em Manaus.

A militância mostrou que pesa mais que a cúpula num partido que ainda pode dizer que tem decisões coletivas e pautadas em uma democracia interna, e o PT terá candidato próprio. Isto ficou claro no último dia 18, quando Praciano foi escolhido pela militância como o candidato do PT à prefeitura, com a presença inclusive da representação nacional no pleito. Joaquim Soriano, secretário nacional de formação política do PT, deixou claro que não há possibilidade de intervenção nacional para impedir o PT local de ter candidatura própria: “É natural que numa disputa eleitoral os partidos da base aliada de nível federal se organizem de forma distinta. (…) Então o longo leque de aliança do presidente não se reflete nem a nível estadual, quanto mais obrigar que isto tenha alguma correspondência no plano municipal. Sendo assim discutimos localmente com os partidos principalmente PSB, PCdoB e PDT e com um bloco de esquerda como nossa aliança prioritária e espero que aqui a executiva municipal leve a bom termo este diálogo para construção de aliança política em tom da nossa candidatura com o Praciano”.

Portanto, a frase de Marcus soa mais como uma tentativa de invocar uma improvável intervenção da executiva nacional do partido, que salve um investimento pessoal de pouco mais de um ano de articulações, como Supersecretário de Administração, que incluíram enfraquecer o atual vice, Mário Frota, para que o caminho para a chapa com Serafim fosse aberto. Barros inclusive compareceu como destaque na convenção regional do PSB, que ratificou a candidatura de Serafim à reeleição.

De quebra, com a frase, Marcus poderia pleitear uma saída sem atritos com o agora ex-patrão, de quem é amigo pessoal, mas que estão em lados opostos, ao menos na teoria. Com a morte do grande defensor e cabo eleitoral de Serafim, Jefferson Péres, os cerca de 300 mil votos obtidos dez anos atrás por Marcus Barros como candidato para o Senado (quando foi derrotado pelo ex-governador Gilberto Mestrinho, com uma virada surpreendente na calada da noite) seriam mais que úteis à combalida candidatura de Sarafa, embora se saiba que, àquela época, muitos dos votos que Barrus arrebanhou foi de eleitores anti-gilberto, e não de eleitores diretos.

Marcus Barros se esforçou por mais de um ano como braço-direito de Serafim, visando uma vice-prefeitura que lhe desse visibilidade política. Não contou com o PT/AM que à despeito de alguns filiados e correntes internas, provou que prefere seguir pela esquerda.

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

O ENUNCIADO RELIGIOSO E A HOMOFOBIA

A Bíblia e o Corão, os dois livros das principais religiões do mundo, condenam a prática homoerótica. Não é para menos. Quando essas religiões começaram a se disseminar, as práticas corporais e a diversidade de cultos a deuses e entidades da natureza era tamanha que muito dificilmente se poderia algum culto ou teologia específica se estabelecer como a predominante.

Daí a igreja, sobretudo a apostólica romana, investir na conversão de reis e imperadores. Foi no século IV que o imperador romano Constantino – por motivações bem terrenas, claro – aderiu ao Cristianismo. Segundo registros da época, Constantino teria esmagado seu adversárioao trono de Roma, Maxêncio, após ter duas visões e ouvir a voz do próprio Cristo, que lhe ordenou inscrever as iniciais XP nos escudos de seu exército. Na prática, Constantino aderiu à religião para desestabilizar seu oponente, criando focos de resistência favoráveis a ele no território controlado pelo inimigo.

Daí, para se transformar em religião oficial, foi um pulo. Para disseminar os enunciados de controle das produções dos corpos, foi preciso mais. Com a ajuda de técnicas teatrais, a igreja criou o ritual da missa, catarse quase metafísica, que os cultos disangélicos modernos tentam igualar, sem sucesso.

Para manter a força desses enunciados, que determinam a vida e a morte, e que fizeram parte da estrutura política da Europa durante mais de uma dezena de século, é preciso um controle da produção subjetiva dos corpos. Tudo o que está determinado como norma, seja na bíblia, seja no Corão, tem um teor menos religioso que político. Tem por função inscrever no corpo social (e no corpo físico, como realidade política individual) os modos de ser que conservam a estrutura e a validade dos enunciados da igreja.

Enunciados estes que carregam no elemento da dor, da culpa e do ressentimento como esteios semiológicos. A penitência, o pecado original, o sofrimento como purgação, o paraíso após a morte para os que foram humilhados em vida, o erro e o perdão, a remissão, a indulgência, são elementos do enunciado religioso de um Cristianismo sem Cristo.

Daí se compreender que produções que tornem o existir menos dependente da dor, da culpa e do ressentimento sejam contrários ao enunciado do Cristianismo. Mesmo o ato sexual entre corpos biologicamente compatíveis com o “crescei e multiplicai” – entendido da forma errada – é considerado pecaminoso. Sexo, só para a reprodução. E não pensais vós que tais enunciados estão démodé. Basta ligar em qualquer programa disangélico ou das versões mais “light” das igrejas católicas (há diferença entre o bispo Macedo e o padre Marcelo Rossi ou Antonio Maria? Há sim: Macedo tem mais saque e conhecimento. O resto, são business). Se macho e fêmea não podem usar suas ferramentas do sexo senão para uma função, a reprodutiva, o que sobra para o homoerotismo? A aberração, o a-normal, a bestialidade, o não-humano. Ao menos sob o olhar da tribo do Rato Cantor.

Daí não ser nenhuma surpresa e nem ser mais causa de indignação quando o Arcebispo de Madrid, Antonio Rouco Varela, afirmaque o matrimônio homoerótico é, na sua concepção, “a rebeldia do homem contra seus limites biológicos, ir de encontro à realidade”. Não cabe ao movimento GLBT enxergar em Antonio (que é um sujeito perigoso, senão não seria arcebispo) a fonte do mal. Ele é apenas o vetor de um enunciado milenar, que se combate culturalmente, enfraquecendo seus elementos constitutivos: a dor, o ressentimento, a culpa, a necessidade de se crer numa visível superstição. Crer em Deus não é crer na igreja. Cristo não fundou nenhuma igreja, nem deixou franquia para São Paulo, que colocou o palestino eternamente pregado à uma cruz e submeteu o mundo a um regime de signos da dor e da culpa. Tal regime não faz parte do Mundo Gay.

Deus é Gay, amor!

E agora vamos ver os sopros gayzísticos (ou não) que passaram no nosso Mundico!

Φ XII PARADA GAY DE SAMPA!!!! UIIIIIIIII!!!!! Ano passado foram mais de 3,5 milhões de participantes, e a expectativa este ano é bater o recorde! Que lindo, tanto gatinho e gatinha solto, engajado na luta pela causa GLBT! Este ano, além da Parada, que é hoje (ainda dá tempo de ir, Baby! Vai logo!), houve uma série de eventos preparatórios, os aquecimentos, como são chamados: Oficinas com temas como Saúde, Erotismo e Direitos, Debates, a 6ª Caminhada Lésbica, o 8º Gay Day, a 8ª Feira Cultural GLBT e o 8º Prêmio Cidadania, que ilustra iniciativas nos diversos setores da sociedade em prol do movimento GLBT e que este ano, entre outros, agraciou o GAPA, a peça teatral “Good Morning, São Paulo”, que conta histórias e crônicas sobre a AIDS com elenco de homoeróticos e prostitutas, o Grupo SOMOSe o jornal “O Lampião da Esquina”, pioneiros no movimento (leia aquia lista completa). Que o evento seja repleto de alegria, de muita curtição (com precaução) e beijos, mas que não se tire de foco o objetivo da parada. O tema deste ano é “Homofobia Mata! Por um Estado laico de fato!”, e não se pode perder de vista que um movimento social do porte do GLBT não pode se resumir a avançar apenas economicamente, sendo respeitado como consumidor, mas como potência criadora de novas formas de agir e sentir, enfraquecendo a subjetividade dura que não se pretende gay (alegre). Sentiu a brisa, Neném?

Φ PRESIDENTE DA GÂMBIA AMEAÇA CORTAR CABEÇAS DE GAYS. Não, não é uma releitura de “Alice no País das Maravilhas”, e nem o presidente Yahya Jammeh tem nada em comum com a Rainha de Copas. Mas o presidente do país africano, que já disse em cadeia de rádio e tevê que teria encontrado a cura da AIDS, agora lançou uma campanha nacional midiática onde afirma que irá decapitar os homoeróticos que não saírem do país. Além da homofobia, há um componente de xenofobia na campanha: é que muitos homoeróticos senegaleses fogem para a Gâmbia temendo represálias em seu país. Jammeh afirma que seu país é muçulmano e cristão, e por isso não vai tolerar a presença de pessoas que te práticas condenadas nos dois livros. No entanto, a força GLBT já se faz presente através de boicotes internacionais que já se organizam contra o país. Sem grandes reservas de recursos naturais, o turismo é a maior fonte de renda da Gâmbia. Com a atitude, o presidente do país corre o risco de ver as torneiras financeiras internacionais (doadores e o fluxo de turistas) se fecharem. No entanto, esta não é uma solução democrática, já que o empobrecimento do país ameaça à toda a população, e a Gâmbia não é diferente de outras ditaduras africanas, herança do colonialismo predatório dos europeus sobre o continente. Sentiu a brisa, Neném?

Φ PANORAMA DA HOMOFOBIA BRAZINIQUIM. A Associação da Parada Gay de São Paulo divulgou pesquisa onde revela que 70% dos homoeróticos, bieróticos e transeróticos da cidade de São Paulo já sofreu algum tipo de agressão homofóbica. Destes, 59% foi agredido fisicamente em algum momento de sua vida. A maior parte das agressões é feita em ambientes públicos e por desconhecidos, e a população trans é a maior vítima da homofobia. Portanto, afirmar que apenas as conquistas da ordem econômicas são suficientes para diminuir o preconceito e a violência é se equivocar quanto ao enfraquecimento dos enunciados do capitalismo burguês que produziram o olhar a-normalizante sobre os GLBT. Ainda há muito por se fazer, e em todas as esferas. Sentiu a brisa, Neném?

Φ SUS REALIZA CIRURGIAS DE TRANSGENITALIZAÇÃO. O Sistema Único de Saúde vai oferecera partir deste ano (outubro ou novembro) a cirurgia de transgenitalização, conhecida popularmente como cirurgia de mudança de sexo. A notícia foi dada pela representante do sistema, Ana Maria Costa, na Conferência GLBT do Rio de Janeiro. Segundo dados do Ministério da Saúde, existe uma demanda reprimida de mil pessoas no Brasil que desejam realizar a cirurgia. O procedimento durará dois anos, e será iniciado com o interessado procurando o serviço em um posto de saúde. Após acompanhamento médico e psicológico, se o candidato não desistir, será operado. Por enquanto, a mudança ocorrerá somente do órgão masculino para o feminino. Sinal de que as demandas GLBT estão na pauta de políticas públicas do governo. Há os que defendem que a cirurgia não é prioritária, e que o SUS deveria usar os recursos para outras áreas. No entanto, o entendimento de saúde dessas pessoas não passa pela saúde como produção de um organismo-cidade sadio, produtor de condições satisfatórias de existência para todos. Se o SUS precisa de mais recursos e de uma outra forma de gestão, não será negando aos transeróticos o direito à mudança no órgão genital, mas articulando comunitariamente políticas públicas não apenas na área da saúde, mas em todas as esferas do convívio humano, a fim de eliminar não a doença, mas suas causas. Significa, por exemplo, não investir somente no aumento da oferta de cirurgias cardíacas, mas na pesquisa e no trabalho de educação alimentar, com vistas a mudar hábitos de comportamento e alimentares das pessoas, a fim de diminuir a quantidade de pessoas que precisem desta cirurgia. Então, a iniciativa governamental é válida, e não é mérito apenas do governo federal, mas dos movimentos GLBT de todo o país. Depois dessas cirurgias, vai aparecer cada gatíssima linda e bem resolvida no pedaço, ui ui ui ui ui… Sentiu a brisa, Neném?

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ PETROBRÁS ULTRAPASSA A MICROSOFT. As ações da Petrobrás negociadas nas bolsas de valores do mundo inteiro, somadas, tem maior valor de mercado do que toda a Microsoft. Só perde para a Exxon Mobil e para General Electric. Não é pouco. Para uma empresa que estava na mira da provatização do governo FHC, ela passou, em seis anos de governo Lula, a uma das maiores empresas do mundo. Mais: uma das líderes no segmento de extração de combustível fóssil. Isso significa, na prática, que nenhuma decisão pode ser tomada no mundo em termos econômicos sem levar em conta a opinião da estatal brasileira. Bem distante da política internacional dos governos anteriores (não somente o de FHC), a Petrobrás vai colocando o Brasil junto aos países do mundo de quem pede a opinião antes de tomar qualquer decisão. E respeitam o coaxar do Sapo Barbudo. I inda tem françêis…

@ OS 100 MAIS INFLUENTES SEGUNDO A TIMES. No topo da lista da revista estadunidense do grupo Life-Time (que ajudou Roberto Marinho a fundar a Globo, em plena ditadura), está o Dalai Lama: um recado direto ao governo Chinês, que tem sofrido (não sem dar razões) pressões sobretudo dos EUA, em crise graças em parte ao bilhão e meio de bocas de olhinhos puxados do país asiático. Na lista, ainda, os três presidenciáveis estadunidenses, numa tentativa de fazer média. Do Brasil, o irrelevante Kaká, que talvez influencie alguns torcedores mais afoitos do Milan. Com nomes como Chris Rock (comediante local) e Suze Orman (apresentadora de programa televisivo), a lista gira em torno do umbigo dos estadunidenses, que ainda se pretendem o centro do universo. Pra quem acredita na lista, nenhuma surpresa. Para quem sabe que os dirigentes de Brasil e Índia, por exemplo, tem ingerência nas questões mundiais, sobretudo na questão dos alimentos e da biotecnologia, a lista é apenas mais uma peça de marketing. Fazendo a lista dos mais influentes, a Time se pretende influente. I inda tem françêis…

@ INTELECTUAIS ARGENTINOS CONTRA MÍDIA GOLPISTA. Mais de 750 intelectuais argentinos assinaram texto onde denunciam o golpismo de setores do agronegócio conservador local, e o apoio da mídia aos golpistas, difundindo conteúdos preconceituosos e racistas. Segundo o documento, publicado no jornal Página 12, a mídia golpista portenha atua “sem a responsabilidade por explicar, por informar adequadamente nem por refletir com ponderação as mesmas circunstâncias conflitivas e críticas sobre as quais operam”. Bem diferente do Brasil, onde à exceção da filosofante Marilena Chauí, a intelectualidade de verniz que ocupa as cátedras das academias preferem se ocultar na sua ignorância e ausência de entendimento do contexto onde vive. Daí a comodidade de criticar tanto o governo quanto a chamada oposição, sem no entanto se envolver ou mesmo propor questões para o país. Se não bastasse no futebol, ainda tem também a política e a produção acadêmica… Leia aqui a íntegra da missiva, em castelhano. I inda tem françêis…

@ A CRIAÇÃO DO UNASUL — UNIÃO DE NAÇÕES SUL-AMERICANAS posiciona Lula, como a direita sempre exigiu, com uma importância fundamental dentro da América Latina, mas não como a direita queria. Não na disputa com outros presidentes, como Evo ou Chávez, por exemplo. Ao contrário, ao lado destes e fortalecendo-se mutuamente. O Unasul é tido por todos os presidentes da América do Sul como uma das organizações mais importantes de toda a história sul-americana. Primeiro porque, para início de conversa, foram convidados democraticamente os 12 países que compõem a América do Sul. O Unasul foi criado oficialmente ontem, sexta-feira, e terá diversos papéis que vão desde resolver conflitos internos, questões como problemas energéticos ou como a crise alimentar, além de manter mesmo sem nenhum poder de intervir na soberania de nenhum dos países , um permanente diálogo para acertar posições quanto aos acordos internacionais. Para os conflitos internos, como o decorrente da invasão das fronteiras do Equador pelas forças armadas da Colômbia, foi um grupo de estudo que vai fundamentar em 90 dias a criação do Conselho de Defesa Sul-americano, que tem no presidente colombiano, Uribe, um opositor, já que este teria mais era que responder ao conselho; por isso prefere a OEA — Organização dos Estados Americanos. Em todos os sentidos, o Unasul é uma tentativa de flexibilizar as linhas a partir da afirmação das singularidades sul-americanas coletivamente reunidas. I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Pois só onde não formos

É que podemos chegar…

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

___________________________laços_______ passagens ____ distensões           Em sua paixão ela afirmou que morreria se ele morresse: ela viveu.              Somos desdobramentos infinitos dos elementos que nos condenam à imortalidade.       Nem antes, nem agora, nem depois precisamos da metafísica, já que somos clones genéticos em eterno desdobramento.                               “Vô cantá no canturi primeiro as coisa lá da minha mudernage qui mi fizero errante e violêro eu falo séro e num é vadiage” elomar                      Relação histórica-política-científica meia besta chegando quase ao ridículo intelectual, mas…  O filósofo Marx diz que o homem só coloca para si problemas que pode resolver. Diz também que um sistema só substitui outro quando o anterior perde suas forças históricas. O mundo passa por uma profunda crise na produção, distribuição e preço do petróleo: o problema.        O BRASIL ENCONTRA-SE ENTRE OS PRIMEIROS EM RESERVAS PETROLÍFERAS, em produção de derivados e venda nos mercados nacional e internacional: a substituição da dependência pela independência. Marxistamente, tudo acontece no governo Lula. Resume-se: Esse Lula encontra-se em Marx, na ciência e na natureza. __________________________ O outsider da geração cinqüenta, Corso, disse que “A MORTE É UM BOATO DA VIDA”.  Grande sacada nietzscheana.             Uma armadilha da vida que o homem com sua cultura, mitos e místicos caiu.             A vida cria um boato e espalha, o homem acredita: se angustia. Cria deuses e paraísos. Mas é só um boato, nada mais que um boato.                     Mesmo que suspeite-se que “todo boato tem um cunho de verdade”, é só um boato criado pela Vida. O boato “que tem  um cunho de verdade” é produção moral do homem. Corso zombou. Se há vida, que importância tem a morte se ela não existe a não ser como boato. Boatar é brincar. É dá aquela estremecida nos indiferentes.     Nada de perturbações, medos e angústias.                               “São quatro jogadores nesta mesa, frente a frente, para jogar. São quatro cabras de peia no desafio do jogo das bruxas, em noite de lua cheia” cátia de frança    ___________________________________ _______________________________________ Leve, solto, caminhante, cantante, SOL ASTRO REI POLICRÔMICO SEDUTOR DA VIDA.     Derme, epiderme, profundidades, labirintos, TESEU COLHE, BEBE NO FIO DE ARIADNE.            SENSUAL  DROMOGRAFIA espargindo na cidade a velocidade sábio-companheiro. São Paulo, o ressentido e má-consciência, condena. São Paulo, cintilante-rondante, exclama: “O MUNDO É GAY!” “Sim, meu amigo, agora eu sei, você continua a ser meu amigo. Eu pensei que você não ia sacar. Eu pensei que você não ia parar com aquela indiferença boba. Realmente, meu amigo, as coisas nunca, nunca, nunca são tão reais quanto parecem ser. E no meio de toda esta confusão que é grande e que confunde tanto, eu preciso demais de você. Eu pensei que você não ia sacar. Eu pensei que você não ia falar. Mas você olhou tão profundo e sorriu. Que apesar de toda esta tristeza, agora eu só sinto em mim motivo de alegria. Porque comecei a pensar no seu sorriso lindo vinte quatro horas por dia. Eu pensei que você não ia sacar. Eu pensei que você não ia voltar. Mas você chegou e sorriu como um anjo de luz” flaviola                    Flaviola (flauta e viola) foi um músico pernambucano que dizem ter sido o primeiro a gravar um disco independente. Era lá para as bandas de 70 quando os últimos lampejos do movimento hippie deitava suas cores e sons nas praças e ruas do Brasil soturno sob os olhos vigilantes da ditadura. Época dos primeiros entrelaçamentos subterrâneos (Sartre diria recorrência) de uma subjetividade-democracia que emergiria posteriormente como liberdade. Território, enunciação e estado de coisas onde alguns artistas se deslocavam para criar e mostrar, fora da força industrial-capitalística, suas obras. Foi assim que Flaviola gravou seu LP, colocou na mochila, correu pelo Brasil à fora, até chegar na Praça do Congresso em Manaus para mostrar sua arte. Um, no meio de outros jovens talentos que inauguraram a nova forma de romper com as prisões impostas pela indústria fonográfica sobre os músicos. Rebelde-caminhante, Flaviola possuía uma boa bagagem erudita. Neste LP gravou poemas de Garcia Lorca, Shakespeare, Henriqueta Lisboa, Florbela Espanca, entre outros. Viveu intensamente sua paixão como artista-filósofo. Amigos seus, dizem ter sido o primeiro artista a morrer com Aids. Como diria Herbert Daniel, não Aids como um  anagrama dias, como dor-culpa-condenação, mas como alegria-liberdade-salvação.                                “Só podemos captar o mundo a partir de um ponto ômega exterior ao Humano, a partir de objetos e de hipóteses que representam para nós o papel de atrativos estranhos” baudrillard


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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