Arquivo para 21 de maio de 2008

O JOSÉ DA MIDIÁTICA ELIANE CATANHÊDE

A coletividade como codificadora de enunciações semióticas sonoro-cognitivas produziu em seus percursos sociais muitas sentenças lingüísticas, algumas palavras de ordem, entre elas a conhecida: “E agora, José?”. O poeta, apanhou-a, entremeou-se nas lides ontológicas, movimentou signos sociais, históricos, estéticos, políticos, e teceu a multiplicidade poética: “E Agora,José?”. O poeta sabe que não libera sentidos, mas sabe que as palavras sopram como devir desterritorializante. Como ventos cantantes acima da linguagem dada a ser ouvida. O poeta não se toma por mágico ou Deus. Ele apenas se desloca com as palavras para territórios ainda não habitados na aventura de torná-los visíveis a quem lhe acompanha. O poeta é apenas um companheiro.

A funcionária do Jornal Folha de São Paulo Eliane Catanhêde pôs um texto cognominado de “E Agora, Josés?”. Como se trata de uma obstinada defensora e propagadora do jornalismo de mercado, o jornalismo que não é uma disciplina cívica, e como para este jornalismo, o que menos importa é o espírito democrático da coletividade. À priori sabe-se que ela não recorreu a este enunciado em decorrência da cumplicidade que possui com a voz da coletividade, do mesmo modo que não recorreu a Drummond em função de sua amizade democrática com o poeta. Recorreu à enunciação coletiva-poética “E Agora, José”, respondendo a sua triste compulsão aos clichês. Visto que é impossível encontrar vida inteligente em tal prática jornalística.

A agente da Folha de São Paulo gruda na informação da Interpol (Polícia Internacional), que afirma ser verdadeiro os conteúdos encontrados no computador de Reyes, apreendido pelos militares do governo Uribe, em território equatoriano, e passa a defender a inocência do presidente da Colômbia, e desloca para suspeição os presidentes do Equador, Venezuela e Brasil, que se colocaram contra o episódio de violação do território do Equador realizado por ordem do governo Uribe. No emaranhado de seus clichês-josés, tem a petulância de exigir de Lula, depois de insinuar que Chávez financia as Farc, e que o governo do Equador tem relações com o grupo guerrilheiro, uma posição contrária a que vem adotando quanto aos dois países, principalmente a Venezuela, que, segundo ela e a Interpol, “a Venezuela estaria disposta até a enviar armas e US$ 250 milhões para o grupo guerrilheiro”.

Dos josés da funcionária midiática, perguntemos a um só: ela é diplomata? É consultora de política internacional do governo Lula? Membro da OEA? Qual a autoridade internacional que detém? No banal: é assessora de imprensa da Interpol? Lógico que não. Se a agente do jornalismo de mercado não consegue nem ser democrática profissionalmente, como se arvora a ser voz da polícia internacional e modelo de relação diplomática dos países sul-americanos? Só tomando tal desejo como mais um delírio megalomaníaco da direita conspiradora na pessoa da facciosa imprensa.

Breves clichês usados em seu minúsculo texto pró-Bush:

maus lençóis, a braveza descamba, velhas alianças, lavar as mãos, estão contra a parede, morrendo de rir, enfrentar o touro, achando graça nenhuma.

Afogada em sua semiótica-clichê, a conservadora nada carrega do José-coletividade, e nem José-Drummond. Mas carrega a similitude com o senador-clichê Arthur“5,5%”Neto.

O SHOW DA CONSCIÊNCIA COAGULADO DA DIREITA NA CPIM

Consciência coagulada é um enunciado do filósofo Sartre para significar o homem dos subterfúgios. Aquele que faz uso constante das fugas como forma de contornar a existência. O homem de má-fé: o que se esconde nas transcendências para não enfrentar o mundo. A insuportável conseqüência, jamais princípio. O cabotino, o covarde, o burguês. O sujeito dos projetos existenciais malogrados,

CONSCIÊNCIA ANDRÉ EDUARDO

Foi esta consciência coagulada da direita que se mostrou (sempre se mostra) nos depoimentos do assessor do senador Álvaro Dias, e do funcionário da Casa Civil, José Aparecido. O depoente da direita, André Eduardo, perdido na impossibilidade de recorrer à má-fé, a fuga através dos subterfúgios, que estavam muito bem limitados, nos presenteou com o buraco negro da significância lingüística, expressando seu estado mental e sua realidade sensorial na rostidade da semiótica dominante. O muro branco da inscrição paranóica do sistema capitalístico com sua moral molar. O que não dá para esconder em razão da pulsação ecolálica: a repetição cruel dos regimes de signos imobilizados. A rostidade como subjetivação da dor se mostrava com maior contágio quando ele tentava garatujar um sorriso no canto da boca. A exibição da dolorosa vertigem. Plasticidade reveladora que eliminava a necessidade de ouvir as palavras usadas como argumentos de sua defesa. Triste sofrimento quando se quer ser verdade e se mostra o contrário.

CONSCIÊNCIA ÁLVARO DIAS

Na platéia, seu chefe, senador Álvaro Dias, também sujeito da consciência coagulada, ricocheteava na rostidade buraco negro, tentando inutilmente escapar, recorrendo à má-fé com a transcendência: “Temos que investigar o substantivo: quem fez o dossiê, e a mando de quem”. Negação do tempo e espaço com sua expressão e conteúdo como ato dos depoimentos. A dor do projeto malogrado: nenhum homem pode fugir de seu acontecimento. O acontecimento do senador Dias é sua escolha de ter entregue os dados oficiais para a revista Veja. Tudo que agora tenta deslocar da investigação que lhe envolve. Como nenhum homem pode dissipar o real ao recorrer à lógica da inobservância, o senador era só sofrimento. Um homem abatido, procurando a todo custo se mostrar seguro e convicto de sua posição. Mas tudo só malogro. Suas vãs tentativas ricocheteavam em suas próprias palavras transcendentes de sua má-fé: suas viscosas fugas. Nada de escapar do destino que ele mesmo traçou pata si, mandando às favas o decoro parlamentar. Agora, ecoa em seus ouvidos, pois sua razão há muito foi abandonada, o enunciado de Sartre: “Todo homem é responsável por sua escolha”.

CONSCIÊNCIA AGRIPINO MAIA

Tentando re-esculpir a auto-imagem que imaginou para si de um democrata, fragmentada depois que a ministra Dilma Roussef revelou ao Brasil sua genética política concebida na demagogia dos coronéis de barranco, que lhe permitiu durante décadas gozar dos privilégios matérias que este tipo de trono concede, o senador líder do PFL, Agripino Maia, fisgado em sua consciência coagulada, afirmou está vendo um desfile de mentiras. E que o que a sociedade brasileira (dele) queria saber, não ia ser revelado: quem fez o ‘dossiê’, e amando de quem. Como sabia que ali isso não seria revelado, ia depositar sua esperança na investigação da Polícia Federal. Visível subterfúgio para não assumir o erro de tentar confundir a democracia com intriga. Como diria o senador Cristovam Buarque, sem pauta para o Brasil, seu Agripino envereda pela única senda que sabe viajar: a intriga. O que ele chama de fiscalização e cobrança do governo Lula. Está longe o tempo, talvez jamais chegue, em que a imagem que o senador zelava como real para poder trocar com possíveis brasileiros incautos, seja restaurada par poder ser exibida como seu maravilhoso fator democrático.

CONSCIÊNCIA ARTHUR NETO

Muro branco, cujas inscrições significantes ecoam em impulsivos clichês vazadores da voz, fala clonada da consciência coagulada da burguesia, o senador Arthur Neto baixou suas defesas afetivas e mostrou a inscrição rostidade de um sujeito aprisionado no imponderável. Dada sua compulsiva performance simulante, exibiu o rosto-inscrição: nada a fazer. Não há como pela má-fé recorrer a uma transcendência para eliminar o real do momento que jamais queria. Agora, estava ali, como joguete à mercê dos acasos e a das certezas de seus inimigos. Mesmo assim, recorreu às suas cartas-blefes, inseparáveis. A acusação engendrada por sua consciência coagulada onipotente: Dilma é a culpada! O ‘dossiê’ foi feito por sua ordem. Confundindo sua prática intrigante com democracia, tirou de si mesmo, sem perceber, uma depreciação contra o governo Lula: “A que nível chegou a democracia do Brasil”. Enfurecido em sua paraindignação, o maior indignado dos indignados, afirmou ter acabado seu respeito com o senador Tião Viana senador que suprimiu uma hora do dia acreano, determinando o único estado do Brasil a ter 23 horas , pelo mesmo haver lhe dito que André Eduardo entregara uma cópia do tal ‘dossiê’ a seu assessor. Encurralado e manietado como uma insuportável conseqüência, andava, gesticulava, pedia palavra, mas tudo era imponderável para si naquele recinto: muitas vaidades, desesperos e medos.

A direita, em sua consciência coagulada, blefou em inventar CPI, agora desliza em seu próprio visgo existencial.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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