Arquivo para 28 de maio de 2008

BREVÍSSIMO PASSEIO PELA CÂMARA DOS VEREADORES

Passeio frugal. Maio das flores, noivas, mães, Marx e do Devir 68. Câmara dos Vereadores 28, dia de diplomação do Pequeno Parlamentar. Projeto da Casa para modelar estudantes à atuação parlamentar. Com a participação, de além de parentes dos estudantes diplomados, autoridades escolares do município, vereadores, o presidente da sessão, Gilmar Nascimento, afetado pelo tema do momento, abriu os trabalhos lembrando daquele que para o vereador, “foi o ícone da moral do Brasil”: Jefferson Peres. Exemplo a ser seguido pelos estudantes, segundo o presidente da sessão.

Todo homem que tenta ser modelo de algum ente social, descarna ontologicamente de si próprio: nem é ele mesmo, e nem o modelo. Mas sim uma ilusão. A abstração de si mesmo o torna um ente retido, equilibrado, contido como um insuportável em si lutando tenazmente para que nada entre em si que não seja suas próprias abstrações. Logo, o modelo é uma fantasia que ilude quem o segue. Nisso, o seguidor segue uma abstração nunca um ente real que pode ser experimentado e pensado. Resultado: sua existência torna-se espectral. Por tal, a moral do ente perfeito não se sustenta.

Como se não bastasse o malogro ontológico proporcionado por aquele que se pretende modelo de existência, no projeto da câmara o rito determina que os  vereadores sejam  padrinhos dos estudantes-vereadores escolhidos em suas escolas por seus amigos. Uma bela ironia modelar ao se conhecer as atuações desta maioria de edis. O modelo-vereador Massami Miki apresentando projeto para limitar o direito dos estudantes sobre o passe livre. O modelo-vereador Jorge Maia aprovando o projeto de instalação de câmaras de vídeos nas escolas para, segundo ele, inibir alunos nos corredores namorar aos beijos nas bocas. O modelo-vereador Jorge Luis debochando de estudantes quando presidente de sessão. Mais a infidelidade partidária, a subserviência ao governador, ex-governadores, prefeito, populismo, nepotismo, anorexia intelectual, desconhecimento das necessidades democráticas da população, etc.

Em si, fantasioso modelo que enquanto leva estes vereadores a tomarem, como verdade, a ineficiência de tal projeto, os estudantes, crianças e adolescentes, “vozes das massas silenciosas que não refratam os desejos de suas sondagens” como afirma o filósofo Baudrillard, em seus percursos inteligentes infanto/juvenil/lúdico, tomam-no como uma simples brincadeira logo, logo esquecida. Para o bem de Manaus.

ÁGUA: ENQUANTO UNS NÃO TÊM…

E enquanto mais da metade dos habitantes manoniquins meneiam a cabeça em concordância com a ministra Dilma, e aguardam a pirotécnica manobra prefeitural que deixou a outra metade da cidade (que dispõe de água de péssima qualidade e que também concordou com Dilma) durante toda a quarta-feira e a madrugada de quinta, leitores intempestivos contactaram este Bloguinho para fazer duas observações sobre a questão do abastecimento de água na cidade que não são colocados no rol das eternas “propostas”, ou como eram conhecidas antigamente, promessas, mas que fazem parte do pacote que deixaram todos os prefeitos anteriores e que deixará, quem sabe em situação até pior, o atual prefeiro, Serafim:

1) Parte da zona Sul de Manaus, que envolve os bairros da Betânia, Morro da Liberdade, Santa Luzia e parte do Crespo, São Lázaro e Educandos, o regime de recebimento de água nas torneiras segue todos os procedimentos de racionamento, embora sem a mesma divulgação por parte da Prefeitura. Na Santa Luzia, por exemplo, falta água religiosamente – sem Deus, é claro – entre as 11h e as 18h, bem no horário em que as louças do almoço estão por ser lavadas e o sol está em seu melhor momento para enxugar a roupa. Em partes da Betânia, o líquido precioso só dá o ar de sua graça durante a parte da manhã e de madrugada. Isto começou, segundo leitores-moradores das áreas, há uns três anos, e vem seguindo assim.

2) Segundo depoimento informal de um leitor entendido nas questões físico-químicas, o cloro usado no processamento das águas que saem pelas torneiras manoniquins – quando saem – é de péssima qualidade, daí a cor esbranquiçada da água que chega de manhã cedo ou no finalzinho da tarde, ou mesmo em qualquer horário em que ela tenha faltado e esteja retornando. O cloro, nestas condições, não é bem solucionado na água, e pode fazer mal, além de provocar reações alérgicas.

Claro que se pode afirmar, dentro da lógica do abastecimento de água que permeia ainda a administração pública de Manaus, que os moradores das áreas que têm estes problemas devem dar-se por satisfeitos por ainda terem água para reclamar da qualidade. Mas assim como o transporte público não se reduz a colocar ônibus novos nas ruas, assim como saúde pública não se reduz ao salário dos médicos, educação não se reduz à reforma nas escolas, abastecimento de água para uma população não se deve reduzir a ter água na torneira de qualquer jeito, sem atentar para a qualidade e constância do serviço, que interfere diretamente na vida de uma cidade, impedindo seus moradores de exercerem plenamente seus direitos e deveres.

DILMA E AS ÁGUAS QUE NÃO CHEGAM A MANAUS

Mesmo sendo uma tortura aos bons afetos assistir ao humor reto, falso humor, carregado de preconceitos e senso rasteiro ao comum, do globolálico programa do Jô Soares, mas no caso da presença de Dilma Roussef…

Sabia-se que, dada a limitadíssima capacidade do apresentador, os temas seriam, como em toda a seqüelada mídia, as mesmas perguntas em torno do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e a tentativa de incriminar a ministra da Casa Civil no caso do suposto dossiê sobre o invejoso/rancoroso Fernando Henrique. Além disso, é claro, do jeito que a Globotária está desesperada com a contínua perda de audiência, sabendo-se que o Governo Lula está numa audiência maravilhosa, decorrente de sua prática democrática/democratizante, ela tenta capturar um pouco do ibope fugidio. (Foi essa a razão de convidar Lula Imaginem! para a comemoração do milésimo programa do Faustão.) Mas como sabemos, ao contrário do falacioso apresentador, da alegria, da autenticidade e da inteligência de Dilma, dessa vez seria um bom encontro, que nem mesmo a violência epistemológica do programa poderia atrapalhar.

Selecionando entre tantas batidas perguntas e as necessárias respostas de Dilma, tomamos aqui quando o obtuso truão perguntou a respeito de como era feita a fiscalização do uso das verbas do PAC nos estados e municípios. Dilma deu como exemplo Manaus, uma cidade banhada pelo maior rio do mundo e sofrendo de falta d’água, além de não possuir saneamento básico, acrescentando que o Governo Federal envia as verbas para solucionar questões básicas, mas depende da boa utilização pelos prefeitos e governadores, e que existem, caso não sejam cumpridos os projetos, as instâncias de fiscalização governamentais.

Quem não deve ter gostado do exemplo de Dilma são o governador Eduardo Braga e o prefeito Serafim Corrêa. Principalmente que o exemplo não saiu ao acaso, embora se saiba que cidades na mesma situação de Manaus existem em abundância pelo Brasil (daí a necessidade do PAC), mas Dilma, juntamente com Lula, esteve recentemente na cidade e percebeu a histórica realidade dos serviços elementares na “Princesinha do Norte”; e principalmente porque ambos sabem que a avaliação final é da população. A mesma população que reconhece o esforço democrático de Lula e Dilma, pode não referendar as pífias atuações dos governos municipais e estaduais passadas e atuais.

COLUNA DO MEIO

.UFANISMOS E TOTALITARISMOS EM TORNO DA AMAZÔNIA.

A segmentaridade moderna e dura há muito tempo conforma o espaço inventado da Amazônia. A política nesta segmentaridade se faz por meio de “alianças”, sejam partidárias ou não, na qual as decisões compartimentadas tendem à binarização das ações no governo. Mas os diversos setores sociais não compreendem que “um campo social não pára de ser animado por toda espécie de movimentos de descodificação e de desterritorialização que afeta as ‘massas’, segundo velocidades e andamentos diferentes. Não são contradições, são fugas” (Deleuze e Guattari); e que o poder centralizado, no qual o sistema arborescente se encarrega de disciplinar o espaço, composto pelos saberes científicos, políticos, culturais. Por isso, o sistema político funciona como um todo global e não existem lugares isolados, como tentam massificar a mídia e os ambientalistas apocalípticos. O que analisamos em alguns fatos ocorridos neste mês sobre as chamadas políticas ambientais.

O novo ministro do Meio Ambiente, ao contrário da atuação de Marina Silva, que acreditava na impossibilidade de se governar a Amazônia só com ações de comando e controle, o atual ministro, Carlos Minc, ameaça: “Tremei, poluidores!”. Uma afirmação perigosa, infantilizada no discurso do “ambientalista padrão”, para a população de várias cidades brasileiras. Se tomarmos como exemplo a falta de saneamento básico na cidade de Manaus, todos nós, moradores desta cidade que já foi o ciúme de certos políticos, nesta lógica controladora-policial, podemos ser presos a qualquer momento. A questão não é somente esta, é preciso perceber a própria ineficiência de políticas públicas de diferentes segmentos. Em Manaus, por exemplo, a SEMMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) persiste na política do enfeite de flores de garrafa PET, está alheia à coleção de esgotos da cidade de Manaus, despejando na “cobiçada-maior-bacia-hidrográfica-do-mundo” todo tipo de dejetos.

Plano Amazonas Sustentável (PAS) ou o novo modelo de desenvolvimento na Amazônia brasileira (abrangendo os 9 estados-membros da Amazônia Legal), lançado do dia 8 de Maio, já começa a apresentar indícios de “tremedeira”, por parte do seu coordenador. Os 16 compromissos assumidos pelo Governo Federal parecem causar estremecimento no ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, que reconheceu limitações na coordenação do PAS. A pasta geral deste ministério, segundo Unger, seria ideal para o controle deste programa grandioso. Mas ao perceber a complexidade da situação, tremeu: “Preciso confiar no patriotismo e generosidade dos brasileiros nesse trabalho de construção coletiva. A causa da Amazônia sustentável, mais do que qualquer outra, é capaz de comover a nação”. Quem espera trabalhar com comoção geralmente não está preparado para trabalhar com a razão.

Amazônia Brasileira tem dono: os brasileiros Os países ricos tentam fazer ingerência na política para a Amazônia brasileira, Lula responde: “O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono e que o dono da Amazônia é o povo brasileiro: são os índios, os seringueiros, os pescadores, somos nós, que somos brasileiros, e que temos consciência de que é preciso diminuir o desmatamento, é preciso diminuir as queimadas”. Enquanto isso, o Greenpeace, em mais uma de suas investidas midiáticas, luta pelo clamor do povo ao “Salvem as baleias!”, tentando impor a hierarquia do poder totalitário. Mas parece que estas ONG’s vão enfrentar a resistência não só de Lula, mas até da própria direita, que agora já fala em mais uma CPI, a das ONG’s que atuam na Amazônia. No caso da direita, é claro que é uma defesa de patrimônio particular, haja vista as intenções da bancada ruralista, sem a mínima percepção da importância da floresta, dos rios, dos bichos para a coletividade.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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