Arquivo para maio \23\-04:00 2008



ENUNCIAÇÕES MORAIS DOS DETRATORES/APROVEITADORES DA MORTE DE JEFFERSON PÉRES

Jefferson Péres

No cenário da política amazonense e nacional, o repentino falecimento do senador Jefferson Péres nesta manhã, em decorrência de infarto, deixa praticamente vazio o lugar senatorial que ele ocupava como ninguém: de paladino da moral e da seriedade. Por tal, inúmeras vezes ele se posicionou de forma retrógrada e fechada em si mesma, de modo a favorecer mais a direita canhestra do que os processuais democráticos em avanço no governo Lula. A mesma moral intransigente que o fez afirmar que renunciaria caso este fosse reeleito.

Apesar deste bloguinho ter se posicionado na maioria das vezes numa análise de desconstrução das posições intransigentes de Péres — não ele em si, mas o discurso moralista que passava por ele —, jamais descuramos de que ele se diferenciava dos outros senadores amazonenses antigos e recentes por ser uma pessoa íntegra, que acreditava nas suas posições, não sendo, portanto, um homem de conivências. Pelo que consta, jamais se utilizou da política para enriquecimentos ou favorecimentos ilícitos, práticas que combatia na sua austeridade. Ao contrário, suas campanhas eram nacionalmente das menos remuneradas. Mesmo assim deixou passar em branco desconfianças no milionário faturamento de campanha, como as que pairaram sobre a campanha de Marcelo Serafim na última eleição, provavelmente por ser amigo do prefeito Serafim.

OS APROVEITADORES DOS DIVIDENDOS ELEITORAIS

Mas os exploradores de cadáver já se manifestam para se aproveitar de sua imagem e aproximá-las de sua candidatura, principalmente carpideiros prefeituráveis. Com certeza já não faltam a estas horas quem os sensitivos que, mesmo sem saber da morte de Péres, até sentiram um aperto no peito quando ia escovar os dentes ou à mesa para o café da manhã, como se fosse um prenúncio. No mercado fúnebre do interesse eleitoreiro, é até possível que alguém venha a propor o desfile do funeral por toda a cidade de Manaus. Com a dispensa do carro funerário, talvez haja briga pelos dividendos de segurar nas abas do caixão. A única solução talvez seja a divisão delimitada em metros, tantos os interessados e com insuspeita moral para segurar o caixão.

NAS PREVISÕES DE PAI GILMAR

Acredite ou não, creia ou não creia, no dia 31 de dezembro do ano passado, ao pedirmos as previsões de Pai Gilmar para este ano, o respeitado babalorixá previu o falecimento de um político majoritário no cenário amazonense.

Um político muito influente vai falecer esse ano, eu não sei o nome dele, mas é um político muito influente. Porque tem muitos políticos influentes, o Arthur, o Jefferson Péres, o Amazonino, o Gilberto Mestrinho. Um deles, eu não sei qual é, mas nós vamos ter uma perda muito grande esse ano de 2008, provavelmente na metade do ano, do primeiro pro segundo semestre.”

Sem querer agourar ninguém, apenas no plano político —não como reserva moral —, entre tantos, Jefferson Péres ao menos se diferenciava de muitos por sua posição partir de princípios, ainda que arraigados de moralidade, mas distantes da truanice, da verborragia e da sordidez.

DISCRIÇÃO E ETICIDADE FINAIS

Para este bloguinho, assim como a imagem de Jefferson Péres não deve ser mumificada como um baluarte da moralidade fechada em si mesma, deve ser diferenciada de todos os detratores e aproveitadores. Ele foi alguém que sempre percebeu e encarnou a “grande crise moral”, de tal forma que caiu numa opacidade, não deixando fluir o humor e a inteligência, com os quais ele teria ajudado mais nas construções democráticas do que a seus verdadeiros rivais, como tantas vezes aconteceu. Nos últimos dias, há de se notar que ele não mais vinha aparecendo com tanta freqüência na seqüelada mídia. Será porque suas posições estavam mais racionais, tanto que uma de suas últimas aparições foi a respeito da votação em torno da CPMF, quando ele afirmou, acertadamente e em sintonia com o governo Lula, que provavelmente até ia contra a posição de seus eleitores, mas que votaria pela continuação do imposto? Teria ele percebido melhor a importância de suas opiniões e o lugar onde estava situado, apurado-as melhor democraticamente, o que, midiaticamente, não interessa? Estariam suas opiniões finalmente distanciando-se um pouco da moralidade dura, retrógrada e opaca e aproximando-se mais de uma ética a serviço dos avanços democráticos? Se é nesse rastro que o movimento de sua existência seguia, somente neste rastro ela deve seguir além e aquém da morte…

A ‘VORAXIDADE’ DAS OPERAÇÕES DA PF NO AMAZONAS E O RASTRO QUE LEVA AO GOVERNO DO ESTADO

Dizem algumas bocas que o presidente Lula evitou ir à Coari nesta recente visita que fez ao Estado do Amazonas. Já saberia da operação Vorax, desencadeada dias depois, e que prendeu familiares, amigos e envolvidos em um esquema de desvio de verbas da prefeitura da cidade de Coari, a cidade do gás.

Para quem não acompanha o noticiário local, pode ser interessante saber que a cidade de Coari recebe royalties da Reserva Natural de Urucu, desde 2001, quando a Petrobrás começou a extração de uma imensa reserva de gás natural. A arrecadação da prefeitura de Coari aumentou em progressão geométrica com a instalação da reserva e do gasoduto. Muita coisa foi prometida pela parceria Adail Pinheiro (prefeito da cidade) e Eduardo ‘Guerreiro de Sempre’ Braga. Até hoje, o gás não chegou a Manaus, e os taxistas que aderiram ao gás natural, ainda no primeiro mandato de Braga, até hoje aguardam a tão propalada economia no bolso com o gás substituindo a gasolina. O cano não chegou até os tanques.

OPERAÇÃO VORAX

A operação da PF, que atuou nas cidades de Manaus, Coari, Novo Airão (Amazonas), Boa Vista (RR) e Brasília/DF, prendeu suspeitos de participar de um esquema de fraudes em licitações da prefeitura de Coari, que vinha funcionando desde 2001. Os recursos, advindos do Estado, do Governo Federal e dos royalties da Petrobrás eram desviados através de licitações fraudulentas, que envolviam empresas-fantasmas e de parentes e amigos de Adail.

Para se ter uma idéia do tamanho da fraude, dois elementos chamaram a atenção dos investigadores:

1) Somente no ano passado, e envolvendo apenas cinco empresas do esquema, foram repassados quase 50 milhões de Reais.

2) Em uma casa abandonada num loteamento da prefeitura local, os agentes da PF encontraram malas de dinheiro, totalizando quase 7 milhões de Reais. As malas e os blocos de dinheiro estavam escondidos no forro das casas.

Embora os nomes dos envolvidos não tenham sido confirmados, já se sabe que o segurança, uma irmã e um irmão de Adail foram presos, além do secretário de Obras, a secretária de Ação Social e o de Finanças, empreiteiros, um médico e até um colunista social. No total, somente em Manaus, foram efetuadas 11 prisões de um total de 23 mandados (aqui você lê os nomes e locais por onde o vendaval da Polícia Federal passou).

PF TAMBÉM É CULTURA!

O nome da operação que prendeu e desbaratou o esquema foi dado em referência a uma bactéria, a Alcanivorax borkumensis, que se alimenta de petróleo, e está sendo estudada pelos biocientistas como uma alternativa para a limpeza no caso de derramamento de petróleo em ambientes naturais (leia mais aqui).

AS RELAÇÕES DE ADAIL PINHEIRO E O GOVERNO BRAGA

Adail é velho conhecido da PF. Às vésperas da eleição de 2006, o prefeito da cidade do gás foi detido junto com o então candidato Ari Moutinho. Os dois carregavam 250 mil Reais em notas de pequeno valor, e o parecer do MPF foi positivo quanto a considerar a situação como indício de compra de voto. Moutinho e Adail fazem parte dos primeiros escalões das relações institucionais do governo Braga. Adail provavelmente sentirá o distanciamento do amigo ‘guerreiro de sempre’, como sentiu o amigo Moutinho à época da Operação Albatroz e do caso Prodente. Braga quer distância de quem se envolve com a PF, embora a cada operação que seja realizada no Amazonas, fique cada vez mais claro que o rastro chega ao Palácio do Governo. E como a imprensa não estabelece essa relação de lógica formal básica, cabe à população mostrar que entendeu o recado da Polícia Federal do governo Lula. Diz-me com quem andas…

O PROBO CANDIDATO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS

O vice-governador, Omar Aziz, foi abençoado como o candidato enviado por Deus e escolhido pela família Câmara para guiar o rebanho da cidade de Manaus. Sob o olhar onipresente do antropomórfico e subserviente às paixões demasiado humanas, Deus da IEADAM, o fiel eleitor à santidade irá apertar o número sagrado (o da candidatura do PMN, partido de Omar) na urna eletrônica, a fim de espantar o anticristo, a ovelha negra da esquerda que veio para iludir o homem. Afinal, como alcançar o paraíso após a morte sem o sofrimento/dor/penitência, que prepara a alma para as delícias da vida eterna? Daí, um candidato como Omar, eterno vice, e especialista em pecados (principalmente os da tenra carne) ser o candidato ideal para os adoradores da dor.

Em tempo, Silas, deputado federal e ex-pré-candidato a prefeito, também tem seus méritos disangelistas, não se pode negar. É o Amazonas, revivendo a história de Esaú e Jacó, com Braga no papel de Isaac, Silas como um submisso Esaú, e Omar como Jacó. Tudo claro, na perspectiva biblioliterária da IEADAM.

DESATINO MÉDICO

Apesar de algumas melhorias na política de saúde do Brasil, principalmente as implementadas pelo governo Lula, muito tem que ser realizado para diminuir o sofrimento daqueles que procuram os serviços públicos. O Sistema Único de Saúde – SUS, é em verdade uma grande prova de ação social de saúde, entretanto ainda carrega alguns entraves, sejam os parcos recursos econômicos ou a limitação de aparelhos e instrumentos tecnológicos imprescindíveis ao melhor atendimento público. Sem falar, é claro, nos atentados cruéis a seu organismo, como no caso de desvio de verbas.

Tocante ao caso específico da saúde pública no estado do Amazonas, a realidade se mostra socialmente deplorável, Chegando quase a se revelar como violência àqueles que necessitam dos serviços médicos. Este quadro mórbido da saúde pública no presente do estado é um misto dos descasos de governos anteriores aliançados com o atual. Reflexo doloroso da contínua inexistência de uma política de saúde planejada, sistematizada e aplicada no corpo social com o único objetivo preventivo e curativo. Uma terapêutica socializada.

Todavia, o estado doloroso da saúde pública no estado não é uma enfermidade social apenas resultante da inexistência de um planejamento organizado em um sistema, é também produto da ineficácia e indiferença médica de grande parte dos profissionais da saúde. Mormente os que estão envolvidos nos atendimentos públicos. Nestes locais, torna-se visível a quantidade de médicos limitados cientificamente, e alienados socialmente. Realidade que os fazem inimigos dos pacientes. Fato que permanece tão somente pelo descaso das autoridades responsáveis pelo selecionamento e avaliação destes não-profissionais da saúde, e a auréola mística que muitos pacientes acreditam cobrir tais simuladores inimigos de Hipócrates. Nesta perversa violência, parece prevalecer um pacto sagrado do silêncio entre estes deshipocratizados e os órgãos responsáveis pela atuação médica socialmente, como Conselho de Medicina, Sindicato Médico, etc.

Para comprovar este estado de violência na relação médico-paciente, que deveria ser um parceiro na jornada médica, colhemos um fato inaceitável ocorrido no SPA (Serviço de Pronto Atendimento) da Zona Sul na Colônia Oliveira Machado. O médico pediatra, Dr. Pierre, desatinou com uma mãe que procurava conversar com ele para entender melhor a doença de seu filho. Dominado por um forte afeto-raiva, desatinou, gritando possesso, em pleno corredor chamando atenção tanto dos pacientes como dos funcionários , com a senhora, afirmando ser a autoridade naquele momento, o qual ela deveria respeitar, e que ela não tentasse gritar com ele. Quando era ele quem gritava. Visível defesa para esconder sua ineficiência médica, sua insegurança profissional e sua total alienação social de quem nada compreende sobre o sacerdócio da profissão.

Aproveitando este caso a-médico, é de bom grado dizer que é muito comum encontrar este tipo alienado nas cooperativas médicas. Talvez porque sejam as cooperativas os locais de empregos que muitos daqueles que foram alunos ineficazes procuram para poderem conseguir um salário, e manter um status classe média. Já que não fazem parte de instituições onde existem obrigações com ensino e a pesquisa pata alargar o atendimento público. São apenas meros executadores de mecânicas funções. A prova maior da falha destes profissionais está no número de queixas daqueles que procuram este atendimento. Juntemos a limitação científica mais o impulso para ganhar dinheiro, temos compulsivos plantonistas responsáveis pela maior parte desta violência.

Já que o governo não tem uma política de saúde para atender os pacientes de acordo com suas patologias, pelo menos deveria fiscalizar estes violentadores da medicina, para disfarçadamente fazer de conta que se pratica saúde no Amazonas. Os pacientes ficariam mais seguros, pois não se sentiriam temerosos quando da procura de atendimento médico.

*……….::::: CHAGÃO:::::……….*


Quien quiera entender como funciona el mundo
deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ A MORAL DO REI E DO OUTSIDER. Pelé afirmou recentemente que acha que a FIFA deveria cassar os títulos de Maradona, já que ele seria dependente de substâncias proibidas. Errou duas vezes: uma, evidenciando mais uma vez o seu ressentimento e complexo de inferioridade, outorgando à FIFA um poder que ela não tem: cassar fora de campo o que foi conquistado dentro. Ó Edson, se fossem cassados todos os títulos irregulares, a Copa do Mundo teria acabado, e o Brasil não seria cinco vezes campeão! Erro moral. Outra: nenhuma substância química pode aumentar o talento de nenhum atleta. O filosofante Deleuze diz que uma substância química só vale se usada para alcançar outras intensidades, outros devires. Para Maradona criar linhas intensivas, bastava uma pelota. A onda de Diego com as drogas era a mesma de Jardel, Casagrande, Reinaldo e outros: suportar o não-futebol no mundo do futebusiness. Erro biológico anti-deviriano do Rei. Erro biológico anti-deviriano do Rei. Para El Diez, fica a alegria, o fora do outsider que não tem noções comuns com o padronizado. Para Pelé e seus admiradores (que insistem na cisão esquizofrênica-paranóide entre a marca Pelé e o nome Edson Arantes do Nascimento), fica a moralidade burguesa contrária à vida e ao futebol. Por isso Pelé é Rei do Mundo. Maradona, não é deste mundo.

Θ KAKÁ, O BOM EMPREGADO. Afirma o Milan que não liberará o meia Kaká para disputar o torneio olímpico pela seleção brasileira. Alega, acertadamente do ponto de vista institucional, que precisa do jogador para a pré-temporada, onde o time, além de se preparar fisicamente, participa de amistosos e torneios caça-níquel, a fim de faturar uns trocados. Kaká afirma, no entanto, que quer a medalha dourada, símbolo do fracasso do futebol braziniquim. Milan sem Kaká é como a Renascer em Cristo sem o casal Hernandes. E a seleção? E a Globo, terá que eleger outro embaixador na amarelinha? Kaká, o bom menino, cristão e de boa família, embora finja, sabe que não se pode servir a dois senhores: ou odiará a um e amará o outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não se pode servir a Deus e a Mamon, diz a Bíblia. Ou seria a Deus e ao Milan? Pelo tamanho do dízimo, sabemos qual a escolha do bom garoto…

Θ CHAGÃO PERGUNTA: A cidade campeã de times que são ou que já foram profissionais é o Rio de Janeiro, com 43! Confira a lista, segundo o Balípodo: Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, América, Bangu, São Cristóvão, Madureira, Portuguesa, Barcelona, Barra da Tijuca, Bonsucesso, Campo Grande, Ceres, CFZ do Rio, Estácio de Sá, Olaria, União Central, União de Marechal Hermes e Villa Rio estiveram em atividade desde 2005. Anchieta, Clube da Paz, Colégio, Copacabana, Desportivo La Coruña Brasil, Everest, Forças do Bem, Futuro Bem Próximo, IV Centenário, Jacarepaguá, Lucas, Pavunense, Profute, Raiz da Gávea, Universal, Nova Iguaçu, Artsul, Condor, Duque de Caxias, Duquecaxiense, Mesquita, Miguel Couto e Tigres. Agora o ‘Chagão!’ quer saber: Caso se concretize a profecia da imprensa nacional, e o Boca seja campeão da Libertadores, quantos títulos terá acumulado o auri-azul de La Boca? Em que anos o time xeneize se sagrou campeão? Essa ta fácil!

Θ CHAMPIONS LEAGUE FINAL. MANCHESTER UNITED LEVA A TAÇA!!!! O time saiu na frente do também inglês Chelsea, com um cabeçasso de Cristiano Ronaldo, o Firula, que deve ser o The Best FIFA 2008, e perdeu um caminhão de gols, ainda no primeiro tempo. Suficiente para um chute desviado fosse parar nas redes através do meia supervalorizado Frank Lampard. Um segundo tempo digno dos times ingleses (boring…) e uma prorrogação movimentada. Nos penais, erro de Firula, que é compensado pela trapalhada do capitão azul Terry, que escorregou pra não ficar tão feio. Tudo na mesma, penais adicionais, e o maior investimento da entressafra européia, o francês Anelka, do Chelsea perde o seu, para alegria da torcida vermelha em todo o mundo. Destaque para o cenário econômico por trás da partida, que foi a mais lucrativa da história do futebol: dois times ingleses, um propriedade de um russo vindo do milionário mundo do petróleo, e outro de uma família estadunidense que investe em times de beisebol e futebol americano. Deu os ianques. De novo.

Θ COPA DO BRASIL. Jogos de ida das semifinais. No Rio de Janeiro, o Botafogo recebeu um coringão cheio de raça, mas com pouca técnica. Enquanto o primeiro tempo foi todo do alvi-negro paulista, que podia inclusive terminá-lo com a vaga na mão, o segundo tempo foi equilibrado, com um segundo gol botafoguense no finalzinho da partida. Um suspiro para o Bota, embora para o timão baste a vantagem mínima. Indefinido. Na Ilha do Retiro, o Leão domou o Animal. Quem pensou num Vasco demolidor de surpresas após a eliminação do Timão das Alagoas, pense de novo. Dois do Sport, que é favoritíssimo ao certame, se São Eurico não entrar em campo e melar a festa do bom futebol. Abaixo, os resultados:

Semifinais – Ida (20 e 21/05)

Botafogo/RJ 2 – 1 Corinthians/SP

Sport Recife/PE 2 – 0 Vasco da Gama/RJ

Semifinais – Volta (28/05)

Corinthians/SP Botafogo/RJ

Vasco da Gama/RJ Sport/PE

Θ LIBERTADORES DA AMÉRICA II Partidas de ida das quartas-de-final:

Quartas-de-Final

Boca Juniors (ARG) 2 – 2 Atlas (MEX)

Atlas (MEX) 0 – 3 Boca Juniors (ARG)

Alguém duvida que a América tem tudo para ser de novo da dupla RIPA? Num primeiro tempo de entrar na história, o Boca, em três jogadas do Mago Riquelme com conclusão do mítico Palermo (deuses…) despachou o Bombonerazzo e impediu que a Libertadores se transformasse em filial do certame mexicano. Este ‘Chagão!’ recomenda barbas de molho ao tricolor carioca.

São Paulo (BRA) 1 – 0 Fluminense (BRA)

Fluminense (BRA) 3 – 1 São Paulo (BRA)

O jogo em si já valeria uma edição extra do ‘Chagão!’: primeiro, surpreendentemente, Manaus assiste na tevê aberta a semifinal, e não pela telinha da vênus clonada, mas pela igual, Band. Torcida de comentaristas e locutor para o tricolor paulista, que elogiava a classificação do time até os 47 do segundo tempo, quando o cocuruto de Washington calou o obtuso Neto, que estava há mais de um minuto elogiando o “classificado” São Paulo. À Band restou encerrar a transmissão ao apitar do árbitro, sem entrevistas de fim de jogo. Seria assim caso o vidente Neto tivesse acertado a previsão? O time do São Paulo bateu muito, e o carequinha Fabio Santos mostrou que há lugar nos times para pugilistas amadores, sem técnica, mas com voracidade e sede de sangue. Melhor para o firuleiro Conca, que tomou duas cotoveladas e retribuiu com passes para os 3 gols. Washington mostrou porque não é Adriano, e Adriano marcou, de cabeça e impedido, embora a tevê o tenha salvo por uma unha do pé. Frangaço do melhor goleiro do PSDB, o amante da ditadura militar Rogério Ceni, que no entanto impediu o time de tomar uma humilhação maior que a que tomou. Este ‘Chagão!’ recomenda barbas de molho aos xeneizes.

San Lorenzo (ARG) 1 – 1 LDU Quito (EQU)

LDU Quito (EQU) (5)1 – 1(3)San Lorenzo (ARG)

Nos penais, a Liga Deportiva garantiu a vaga nas semifinais. O confronto mais equilibrado até agora na Libertadores, e tudo indica que os equatorianos são a surpresa deste ano. O que resta saber é se a surpresa vai derrotar o valente América mexicano, que já deixou para trás Flamengo e Santos.

América (MEX) 2 – 0 Santos (BRA)

Santos (BRA) 1 – 0 América (MEX)

Embora tenha jogado bem, o peixe não conseguiu vencer a forte defesa mexicana, e o técnico Leão provou do remédio que administrou nas quartas-de-final. Ao sentir a derrota para o time amarelo, chamou-os de covardes. Pouco mais de duas semanas após dizer que o Cúcuta provaria do próprio remédio. Leão, por acaso foi o Cúcuta que inventou a retranca? Só resta o Flu de clube brasileiro.

O JOSÉ DA MIDIÁTICA ELIANE CATANHÊDE

A coletividade como codificadora de enunciações semióticas sonoro-cognitivas produziu em seus percursos sociais muitas sentenças lingüísticas, algumas palavras de ordem, entre elas a conhecida: “E agora, José?”. O poeta, apanhou-a, entremeou-se nas lides ontológicas, movimentou signos sociais, históricos, estéticos, políticos, e teceu a multiplicidade poética: “E Agora,José?”. O poeta sabe que não libera sentidos, mas sabe que as palavras sopram como devir desterritorializante. Como ventos cantantes acima da linguagem dada a ser ouvida. O poeta não se toma por mágico ou Deus. Ele apenas se desloca com as palavras para territórios ainda não habitados na aventura de torná-los visíveis a quem lhe acompanha. O poeta é apenas um companheiro.

A funcionária do Jornal Folha de São Paulo Eliane Catanhêde pôs um texto cognominado de “E Agora, Josés?”. Como se trata de uma obstinada defensora e propagadora do jornalismo de mercado, o jornalismo que não é uma disciplina cívica, e como para este jornalismo, o que menos importa é o espírito democrático da coletividade. À priori sabe-se que ela não recorreu a este enunciado em decorrência da cumplicidade que possui com a voz da coletividade, do mesmo modo que não recorreu a Drummond em função de sua amizade democrática com o poeta. Recorreu à enunciação coletiva-poética “E Agora, José”, respondendo a sua triste compulsão aos clichês. Visto que é impossível encontrar vida inteligente em tal prática jornalística.

A agente da Folha de São Paulo gruda na informação da Interpol (Polícia Internacional), que afirma ser verdadeiro os conteúdos encontrados no computador de Reyes, apreendido pelos militares do governo Uribe, em território equatoriano, e passa a defender a inocência do presidente da Colômbia, e desloca para suspeição os presidentes do Equador, Venezuela e Brasil, que se colocaram contra o episódio de violação do território do Equador realizado por ordem do governo Uribe. No emaranhado de seus clichês-josés, tem a petulância de exigir de Lula, depois de insinuar que Chávez financia as Farc, e que o governo do Equador tem relações com o grupo guerrilheiro, uma posição contrária a que vem adotando quanto aos dois países, principalmente a Venezuela, que, segundo ela e a Interpol, “a Venezuela estaria disposta até a enviar armas e US$ 250 milhões para o grupo guerrilheiro”.

Dos josés da funcionária midiática, perguntemos a um só: ela é diplomata? É consultora de política internacional do governo Lula? Membro da OEA? Qual a autoridade internacional que detém? No banal: é assessora de imprensa da Interpol? Lógico que não. Se a agente do jornalismo de mercado não consegue nem ser democrática profissionalmente, como se arvora a ser voz da polícia internacional e modelo de relação diplomática dos países sul-americanos? Só tomando tal desejo como mais um delírio megalomaníaco da direita conspiradora na pessoa da facciosa imprensa.

Breves clichês usados em seu minúsculo texto pró-Bush:

maus lençóis, a braveza descamba, velhas alianças, lavar as mãos, estão contra a parede, morrendo de rir, enfrentar o touro, achando graça nenhuma.

Afogada em sua semiótica-clichê, a conservadora nada carrega do José-coletividade, e nem José-Drummond. Mas carrega a similitude com o senador-clichê Arthur“5,5%”Neto.

O SHOW DA CONSCIÊNCIA COAGULADO DA DIREITA NA CPIM

Consciência coagulada é um enunciado do filósofo Sartre para significar o homem dos subterfúgios. Aquele que faz uso constante das fugas como forma de contornar a existência. O homem de má-fé: o que se esconde nas transcendências para não enfrentar o mundo. A insuportável conseqüência, jamais princípio. O cabotino, o covarde, o burguês. O sujeito dos projetos existenciais malogrados,

CONSCIÊNCIA ANDRÉ EDUARDO

Foi esta consciência coagulada da direita que se mostrou (sempre se mostra) nos depoimentos do assessor do senador Álvaro Dias, e do funcionário da Casa Civil, José Aparecido. O depoente da direita, André Eduardo, perdido na impossibilidade de recorrer à má-fé, a fuga através dos subterfúgios, que estavam muito bem limitados, nos presenteou com o buraco negro da significância lingüística, expressando seu estado mental e sua realidade sensorial na rostidade da semiótica dominante. O muro branco da inscrição paranóica do sistema capitalístico com sua moral molar. O que não dá para esconder em razão da pulsação ecolálica: a repetição cruel dos regimes de signos imobilizados. A rostidade como subjetivação da dor se mostrava com maior contágio quando ele tentava garatujar um sorriso no canto da boca. A exibição da dolorosa vertigem. Plasticidade reveladora que eliminava a necessidade de ouvir as palavras usadas como argumentos de sua defesa. Triste sofrimento quando se quer ser verdade e se mostra o contrário.

CONSCIÊNCIA ÁLVARO DIAS

Na platéia, seu chefe, senador Álvaro Dias, também sujeito da consciência coagulada, ricocheteava na rostidade buraco negro, tentando inutilmente escapar, recorrendo à má-fé com a transcendência: “Temos que investigar o substantivo: quem fez o dossiê, e a mando de quem”. Negação do tempo e espaço com sua expressão e conteúdo como ato dos depoimentos. A dor do projeto malogrado: nenhum homem pode fugir de seu acontecimento. O acontecimento do senador Dias é sua escolha de ter entregue os dados oficiais para a revista Veja. Tudo que agora tenta deslocar da investigação que lhe envolve. Como nenhum homem pode dissipar o real ao recorrer à lógica da inobservância, o senador era só sofrimento. Um homem abatido, procurando a todo custo se mostrar seguro e convicto de sua posição. Mas tudo só malogro. Suas vãs tentativas ricocheteavam em suas próprias palavras transcendentes de sua má-fé: suas viscosas fugas. Nada de escapar do destino que ele mesmo traçou pata si, mandando às favas o decoro parlamentar. Agora, ecoa em seus ouvidos, pois sua razão há muito foi abandonada, o enunciado de Sartre: “Todo homem é responsável por sua escolha”.

CONSCIÊNCIA AGRIPINO MAIA

Tentando re-esculpir a auto-imagem que imaginou para si de um democrata, fragmentada depois que a ministra Dilma Roussef revelou ao Brasil sua genética política concebida na demagogia dos coronéis de barranco, que lhe permitiu durante décadas gozar dos privilégios matérias que este tipo de trono concede, o senador líder do PFL, Agripino Maia, fisgado em sua consciência coagulada, afirmou está vendo um desfile de mentiras. E que o que a sociedade brasileira (dele) queria saber, não ia ser revelado: quem fez o ‘dossiê’, e amando de quem. Como sabia que ali isso não seria revelado, ia depositar sua esperança na investigação da Polícia Federal. Visível subterfúgio para não assumir o erro de tentar confundir a democracia com intriga. Como diria o senador Cristovam Buarque, sem pauta para o Brasil, seu Agripino envereda pela única senda que sabe viajar: a intriga. O que ele chama de fiscalização e cobrança do governo Lula. Está longe o tempo, talvez jamais chegue, em que a imagem que o senador zelava como real para poder trocar com possíveis brasileiros incautos, seja restaurada par poder ser exibida como seu maravilhoso fator democrático.

CONSCIÊNCIA ARTHUR NETO

Muro branco, cujas inscrições significantes ecoam em impulsivos clichês vazadores da voz, fala clonada da consciência coagulada da burguesia, o senador Arthur Neto baixou suas defesas afetivas e mostrou a inscrição rostidade de um sujeito aprisionado no imponderável. Dada sua compulsiva performance simulante, exibiu o rosto-inscrição: nada a fazer. Não há como pela má-fé recorrer a uma transcendência para eliminar o real do momento que jamais queria. Agora, estava ali, como joguete à mercê dos acasos e a das certezas de seus inimigos. Mesmo assim, recorreu às suas cartas-blefes, inseparáveis. A acusação engendrada por sua consciência coagulada onipotente: Dilma é a culpada! O ‘dossiê’ foi feito por sua ordem. Confundindo sua prática intrigante com democracia, tirou de si mesmo, sem perceber, uma depreciação contra o governo Lula: “A que nível chegou a democracia do Brasil”. Enfurecido em sua paraindignação, o maior indignado dos indignados, afirmou ter acabado seu respeito com o senador Tião Viana senador que suprimiu uma hora do dia acreano, determinando o único estado do Brasil a ter 23 horas , pelo mesmo haver lhe dito que André Eduardo entregara uma cópia do tal ‘dossiê’ a seu assessor. Encurralado e manietado como uma insuportável conseqüência, andava, gesticulava, pedia palavra, mas tudo era imponderável para si naquele recinto: muitas vaidades, desesperos e medos.

A direita, em sua consciência coagulada, blefou em inventar CPI, agora desliza em seu próprio visgo existencial.

O MEDIUM TELEVISIVO E A OPINIÃO PÚBLICA

.A AUSÊNCIA DE REALIDADE NA TEVÊ.

Na tevê não há realidade. Os acontecimentos são engolidos pelas técnicas de produção e reprodução televisiva de imagens. As imagens em um espaço organizado que possamos perceber não são dados. Elas se constroem devido ao jogo dos órgãos sensório-motores que entre a visão e o movimento (da efetividade) vão estabelecendo coordenadas que possibilitam situar e orientar objetos na realidade. Esta espécie de jogo neuro-social vai ocorrendo a partir das relações de produção social que vai criando os modos de existência, tanto de pessoas quanto de objetos, no movimento da efetividade. Já na tevê, estas imagens surgem destituídas deste jogo, inseridas como pontos já dados. Logo estas imagens são colocadas a partir da rotina da vida cotidiana como coisas óbvias e triviais que não passam pela análise de que são frutos de relações de produção sociais captadas pelo ser humano como estímulos físicos e químicos.

Desta forma, a tevê elabora uma maciça codificação das imagens. Na tevê, as imagens não são produzidas, mas dadas em outro campo que já não é o campo da produção social que afeta as pessoas, trata-se antes de imagens destituídas de realidade, porque já não se encontram ao alcance de quem a produz e de quem as olha individualmente e se apropria delas. Elas são manipuladas, montadas, redirecionadas e organizadas para se adaptarem à ordem televisiva. Trata-se agora do que Paul Virilio chama de télescopagem, um choque entre o que é próximo e o que é distante, uma visão que não alcança a imagem que por mais que se estabeleça próxima, apresenta a distância como sua marca principal.

Ocorre, assim, uma “erosão do principio de realidade”. A tevê não trata da realidade. Nem poderia, uma vez que os acontecimentos ocorrem, se transformam e desaparecem no movimento da efetividade. O que a tevê captura é um efeito paralisado do real, que impõe ao tele-espectador como notícia destituída de suas causas. Daí compreender que a então chamada espetacularização exercida pela mídia (aqui principalmente a televisiva) está menos vinculada às questões de uma programação controlada pela força da lógica do mercado do que por uma estrutura midiática distante da efetividade; o que faz de sua programação um espetáculo em razão da realidade ser apresentada de forma mítica e mística: destituída das relações de produção social e pautadas na desrazão.

Na tevê, deve-se, ao máximo, liquidar a realidade e expropriar qualquer referência das relações sócias de produção com as suas imagens e sons. Ela estabelece uma amnésia topográfica (Paul Virilio): o lugar aonde os objetos, as relações entre as pessoas e a relação das pessoas com os objetos que vão produzindo imagens e referências, é esquecido; este é suplantado pelas imagens e sons distantes da tevê. Contudo, uma vez que a ordem da tevê é determinar uma presença de efeitos do real distante das causas na efetividade, a “realidade” televisiva ocorre quanto mais afastada estiver do movimento do real.

A perspectiva das experiências produzidas na efetividade é rejeitada pela perspectiva midiática. Assim tem sido com o caso da menina Isabella, onde sua imagem foi retirada da realidade e espetacularizada. Junto à imagem de Isabela foi destituída da realidade a própria ação humana. Da forma que os suspeitos do assassinato da menina foram tratados pela mídia (principalmente a televisiva), eles começaram a ser classificados como monstros que praticaram uma ação terrível, o que gerou uma forte ojeriza em muitas pessoas. O que a tevê não permitiu com a espetacularização deste caso foi colocar, não só este caso, mas tantos outros, a partir das relações de produção social. A cobertura midiática do caso descarta uma análise social do acontecido, que leve em conta um entendimento político que indague o caso a partir do ponto de vista de uma realidade ordenada pelo sistema capitalista, produzida pelo próprio homem. Ao contrário, a tevê e outras mídias mitificam e mistificam o caso, tirando-o do movimento da efetividade. Interessa à mídia televisiva (e outras) manipular e explorar as imagens e fazer do ocorrido apenas um espetáculo que possa tocar nos sentimentos padronizados dos tele-espectadores.

A função da tevê, portanto, seria a de fazer da realidade uma ausência. É a visão completamente destituída das relações das pessoas com o que as rodeia que suplanta a visão da superfície da realidade que nos afeta.

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

Coluna Vertebral

# Hoje não tem TDPM – Transtorno Disfórico Pré-Menstrual que me deprima. Ainda mais depois que cientistas descobriram que o sangue menstrual serve para tratar cardiopatias. Agora que quero agito. A escolha do Praciano para concorrer às eleições para prefeito de Manaus me lançou no turbilhão democrático. Saindo de um baixo astral auto-imposto, os rebeldes do PT a Afins, mostraram que um partido político constituído pelo desejo-povo não pode se dar a ignorância de escusar este desejo. O que seria a servilidade diante desta ignorância.

# Os supersticiosos dualistas dizem que a alegria de uns, tristeza de outros. Com superstição ou não, o certo é que a escolha do Praça estremeceu as certezas de velhos candidatos com pretensões prefeituráveis. Já que o quadro definido era este: o candidato DT: direita tradicional; os candidatos DD: direita da direita; e os candidatos ED: esquerda da direita (esquerda Oh, My Darling!). Agora com o Praça aparece o candidato E: Esquerda. Que tristeza estão sentindo. Faz parte, Romualdo!

# Aproveitando sua estada pela terra de Ajuricaba o Praça visitou seu antigo palco democrático: a Câmara do Vereadores. Lá abraçou e foi muito abraçado, principalmente por edis visivelmente da direitaça. Então saltaram em mim duas coceirentas interrogativas: Será que estes abraços e reconhecimentos efusivos são premonitórios? Será que esta gente já está procurando se garantir com Praça como novo prefeito. Se for, deste jeito a direitaça nos importa?

# Nas aulas que tive sobre Freud com a filósofa Filó aprendi que muitas vezes as pessoas dizem o que não querem dizer. Em meio a presença do Praça, o vereador Brás Silva, líder do prefeito, foi à tribuna e teceu elogios ao arigó. Disse que sua escolha como candidato do PT para prefeitura era vista como um grande acontecimento democrático. Chegou quase a dizer que ele seria o melhor candidato para Manaus, todavia ao terminar sua fala se revelou freudiano: “Praciano, nosso eterno vereador.”

# Então senti a coceira abaixo do ventre, seguida de uma gostosa satisfação política: “Praciano não é mais vereador, é deputado federal. Assim já escapou do ‘eterno’, então… o vereador Brás, latentemente, confessou dois desejos: um, ele próprio quer ser um eterno vereador, pois se ele afirma o eterno da instituição é porque estará sempre presente nesta instituição como vereador. Dois, ele quer que o Praça ganhe, mas não pode revelar publicamente, só através de desvios psíquicos. Como fazemos em sonhos. Walderlina , com Freud ou sem Freud, a direita já está trabalhando pró Praça.

# Brincando com a memória. Em abril do ano passado, quando este bloguinho intempestivo lançou a candidatura do Praça, um acessador destas nossas vias virtuais-inatuais-atuais-irreais-reais mandou um comentário meio que aceitando a candidatura do arigó, entretanto fazia uma observação: “Ele não tem experiência executiva”. Pois bem, amigo, a experiência é o percurso que uma pessoa faz quando está deixando um antigo estado de coisa para emergir em outro, mas como novo. O resto é só lembrança. Que tal esperarmos este percurso a ser feito, possivelmente, pelo arigó?

É xote, baioque, fox trote,

Muito frevo e muito rock.

Pois o que conta é nosso enfoque!

Beijos e abraços Vertebrais!

PT DE MANAUS SE AGIGANTA: CANDIDATURA PRÓPRIA PARA PREFEITO

“PRAÇA ESTÁ NA PRAÇA”

Antes de ser um partido político, o Partido dos Trabalhadores veio de um fluxo contínuo que aproximava operários, artistas, movimentos sociais de todas as minorias, fortalecendo-se democraticamente a partir da inteligência, do trabalho social e da ativação de novos projetos para as comunidades de todo o Brasil. No Amazonas, o PT há muito se apequenara, caindo primeiro numa inexpressividade eleitoral e depois debandando-se em coligações duvidosas quanto aos princípio do PT, mas eis que a base respira e afirma o seu desejo de lançar uma candidatura própria para prefeito de Manaus. E foi assim que ontem, domingo, houve a escolha interna do PT manauense entre os dois nomes que mantiveram candidatura interna: Sinésio Campos e Francisco Praciano.

O bloguinho intempestivo foi até o CEFET, e lá ouviu vários eleitores, antigos afiliados e jovens militantes, que falaram antes de tudo da perspectiva de ter uma candidatura própria:

O PT do Estado do Amazonas vive um momento de reencanto, que trouxe consigo uma vasta bandeira de luta de muitos anos atrás, que era a bandeira das transformações sociais, de se chegar ao poder com os trabalhadores, através da organização política, para se chegar ao poder com um projeto democrático popular fazendo ações voltadas para os trabalhadores. O PT nasceu sobre esta ideologia, esta ideologia marxista da transformação e passou ao longo da sua história por alguns reverses, tropeços. E agora, neste ano de 2008, ele se reencanta ao lançar candidatura própria, trazendo por exemplo Praciano, que é deputado federal, está na câmara, no parlamento federal, no Congresso Nacional e de outro lado Sinésio, que é um parlamentar que está aqui na Assembléia, também ouvindo o calor do povo aqui. Então temos tudo para fazer uma boa campanha eleitoral e fazer com que o nosso candidato ganhe a prefeitura de Manaus, nós temos tudo, temos hoje organização para isto, estrutura para isto, nosso partido dos trabalhadores é poder hoje, então há todas as posições para que se faça uma boa campanha, e se chegue ao poder aqui em Manaus e com isto poder colocar este projeto democrático popular em ação aqui na nossa cidade. (Professora Iraildes)

Eu acho que o Praciano reune um conjunto de condições e de atributos que o fazem um candidato para concorrer e representar uma gestão democrática, voltadas para os interesses da população, fiel sobretudo aos compromissos históricos do PT e da lutasocial do Brasil. Acho que este é o principal aspecto. Então, um candidato que reúne atributos, condições para bem representar o povo e fazer esta coisa avançar pelo menos politicamente. (Francisco Nailson)

Eu acho que o nome do Praciano vem realmente atrelado a toda uma ideologia do partido sem descambar pro lado do puxa-saquismo, e vendo realmente as questões que sempre pregou o partido… da ética, da decência. Exatamente por isso eu estou apoiando a candidatura do Praciano. (Renan Freitas Pinto)

O candidato Sinésio Campos falou-nos sobre suas perspectivas às prévias e sobre a atual conjuntura política municipal, atento a questões nacionais e até mundiais, criticando a pífia cobertura da mídia sobre o processo eleitoral que está em andamento na cidade:

Eu tenho 16 anos de filiação partidária e nunca tive outro partido a não ser o PT. E eu acho que a promiscuidade política vicia e o homem fica que nem macaco barrigudo, pulando de galho em galho, então creio que você tem que ter uma identidade. E um ponto que creio ser fundamental também é que o PT é um dos únicos do país, e poucos no mundo fazem a escolha de forma democrática. O presidente Lula se tornou presidente da república, mas se submeteu às prévias do PT, disputando com o Suplicy, e mesmo se sagrando o candidato do PT. Então eu vejo que esta é uma disputa interna e houve debates onde foi apresentado propostas e que na verdade é o que nós queremos pra cidade de Manaus. Entendo que a mídia tradicional deu muito Ibope e continua dando Ibope para as eleições dos Estados Unidos, as prévias entre Obama e Hillary, e acho que aqui deveria ser dado pela mídia uma discussão. Aqui a discussão é outra, quem tem mais poder econômico, quem tem mais voto, mas que a militância não participa, não opina, uma vez que o PT tem este grande legado e após a definição do candidato do PT, o passo seguinte é discutir e dialogar com os partidos que compõe a base aliada, e fazer algo competitivo para a gente disputar com os partidos que não compõe a base aliada.

O vereador José Ricardo também avaliou as prévias do PT na cidade de Manaus e, indo além da importância de se lançar uma candidatura própria, ele, que vinha de uma tentativa de impugnação da candidatura de Sinésio, não deixou de declarar seu voto:

Eu acho que depois de 20 anos, esta é a oportunidade do PT lançar um candidato e a gente espera que seja um candidato que possa empolgar a militância, filiados, simpatizantes, e com isso o PT tenha um bom resultado nas eleições. Historicamente se percebe que o partido político que lança um candidato consegue muito voto de legenda para vereador. Então nós queremos não só eleger o prefeito, mas aumentar a bancada do partido dos trabalhadores. E o processo aqui é um processo da gente do PT, nenhum partido faz isso onde os filiados vão escolher quem vai ser o representante, quem vai disputar e quem vai ser candidato. Isto é um avanço que os outros partidos deveriam copiar, imitar. É desgastante porque dá trabalho, mas ele representa um pouco mais daquilo que defendemos, a questão da democracia, da participação e do respeito na escolha dos candidatos. Eu acredito que a candidatura do Praciano, sendo eleito como candidato ele vai unir mais os candidatos, a sociedade e acredito que consigamos chegar no 2º turno. Com o companheiro Sinésio, não vejo da mesma forma: a empolgação é menor, está muito ligado a um governo com muita corrupção, que temos que avaliar e criticar, e isto vai prejudicar o Partido dos Trabalhadores se tiver ligado a um governo acusado de uma série de situações de corrupção. Então acho que o Praciano vai ajudar muito mais o partido que o outro candidato.

Então foi a vez de Praciano, na verdade um dos responsáveis por ter forçado dentro do partido o lançamento de uma candidatura própria, o que grande parte das chamadas lideranças não queria. Ele falou de suas perspectivas quanto às prévias e sobre sua posição política no Partido dos Trabalhadores.

Um avanço no partido foi sair pela candidatura própria, por que alguns companheiros, equivocadamente, acharam que poderiam apoiar o Braga, que poderiam apoiar o Serafim mesmo com ele tendo uma rejeição muito alta; então o Serafim, com rejeição alta, e o Braga e Omar, que não têm nenhuma compatibilidade com a gente, seria um prejuízo inaceitável para o PT. Então a candidatura própria já foi um avanço. E agora a democracia espera do partido algumas observações que ele poderia fazer em relação ao processo, uma espécie de informatização, a logística do processo, mas fora isso é a cara do PT e espero que o Praciano seja o escolhido para manter uma compatibilidade na vontade da população. Eu ainda tenho uma utopia, eu sou uma pessoa que tem a utopia socialista, ser de esquerda é confrontar a ordem, é contestar o status quo, este é o meu perfil. E por que o status quo tem que ser conservado? Por que temos uma escola de 30 anos, que é populista, enganadora e corrupta; então eu contesto este status quo. E do outro lado temos um candidato, desculpa dizer, companheiro Sinésio, que é líder deste governo, desta escola, então pelo fato de ser líder desta escola, como ele pode competir com a própria escola? O discurso desaparece. Então eu tenho um discurso mais revolucionário, mais de mudança, mais do lado do PT, de principio, de parceria; e o outro lado, embora tenha este discurso, está proibido de fazê-lo por causa da forte aliança e convivência harmoniosa com aquelas escolas.

Pra nós do partido, nós consideramos que o partido está de parabéns por ter aprovado candidatura própria, afinal nós estamos há 20 anos sem disputar uma eleição, há 20 anos que não colocamos um candidato próprio pra disputar a eleição pra prefeito da capital, em Manaus. Pra nós já é bastante importante em 2008 a gente ter decidido lançar um candidato próprio. A disputa hoje em saber qual é o nosso candidato já é uma coisa bastante pra se lutar. E para nós o candidato que sair daqui vai ser o candidato que o partido vai abraçar. Nós estamos torcendo logicamente pra que seja nosso companheiro Praciano, pois achamos que tem mais densidade eleitoral e, portanto, mais possibilidade de ganhar. (Eranildes Silva Mota)

Eu vejo este processo eleitoral com duas perspectivas do PT: uma de um PT que quer construir um projeto de poder e outra que prevê o PT atrelado às estruturas de poder, que são viciadas, marcadas pela corrupção e que são inclusive financiadas por este processo. Colocar o Praciano como candidato do PT é ter uma perspectiva ética, de poder e uma perspectiva de futuro. O Sinésio ao contrário, é uma perspetiva do passado pois se atrelou aquilo que existe de pior na sociedade amazonense que é o Eduardo Braga, o Omar Aziz…. Então eu acho que há um diferencial, e a militância do PT foi chamada pra votar neste diferencial. E espero que este diferencial seja o diferencial do Praciano, para que possamos construir um projeto de poder para o futuro (Lizardo).

Eu acho que o problema mais interessante aqui é que pela primeira vez estamos vendo na cidade de Manaus a candidatura de um candidato ser escolhida pela base de um partido e não indicado. Você tem hoje um outro partido que o senador veio do Rio de Janeiro pra dizer quem é o prefeito do partido. E nós aqui temos em torno de 1700 pessoas e eu acho que só isto já é um diferencial relativamente grande. Eu imagino que este momento também inaugura uma nova forma de candidatura pra cidade de Manaus. Uma candidatura que cheire povo, que traga o povo efetivamente a candidatura militante, onde não vai ter dinheiro, mas vai ter pessoas apaixonadas; e eu acho que isto é um diferencial. Também espero que a candidatura que venha do PT possa trazer dois elementos importantes: um é aumentar a participação do povo não só do controle, mas das definições das políticas municipais, e eu acho isso fundamental pra cidade, e o segundo, é importante, e neste momento você tem as verdadeiras prioridades populares, que eu acredito que não é o viaduto, o concreto, acho que é muito mais a nossa população. É a questão da educação que tem índices muito baixos, a questão da saúde, da cultura, não a cultura do centro, para um pequeno grupo, mas uma cultura que chegue mesmo em cada ponto de nossa cidade, então tenho uma expectativa muito boa. A gente pode neste momento estar realmente inaugurando uma prefeitura democrática e popular (Waldemir José).

Estas prévias do PT são importantes para resgatar pra sociedade a característica do PT que é um partido democrático, o PT tem esta prática histórica de escolher seus candidatos com a participação dos filiados, num processo totalmente aberto, livre em que cada filiado manifesta sua idéia, sua opinião sobre seu candidato. Penso que na história brasileira e regional hoje o PT tem crescido e tem assumido suas propostas de construção de uma sociedade mais democrática, com um projeto de governo; o PT é hoje governo em várias capitais do país e tem o presidente do Brasil também, mas ele precisa se afirmar no Amazonas, pois eu penso que aqui ele ainda não se encontrou, mas estamos caminhando pra isto. E este tipo de prévia, escolha de candidato, espelha esta característica do partido e principalmente por que o que acontece em Manaus acontece no interior. Na medida que este reflexo vai se consolidando também nas coligações que são feitas no interior, acho que o PT com isso vai se consolidando dentro do estado. Mas para podermos de fato concorrer ao poder precisamos de mais organização, apresentar melhor nossos candidatos pra sociedade, manter uma certa coerência, não podemos deixar de fazer uma auto-critica e dizer que o PT, no Amazonas, por falta de uma falta de requisitos a gente tem apoiado outros candidatos correndo o risco da nossa própria coerência histórica, mas isto tudo é um processo que pode ser corrigido; esta mudança de rota, busca de uma rota mais coerente é importante para que a militância dê uma importância especial a isto, faça uma reflexão e assuma o seu lugar e seu papel de militância.O que aconteceu no PT por algum tempo foi que a militância ficou um pouco de lado, o PT nacionalmente até se reorganizou e aquele partido de base, de núcleos, de discussão em base, aquilo metodologicamente se perdeu. Hoje tem grupos de discussão, o PT está organizado assim em comunidades de discussão e eu penso que mesmo reconhecendo o valor democrático destas conferências, estes grupos de discussão se restringiram muito a segmentos mais intelectualizados e a base perdeu um pouco este norte que tinha no inicio do PT de grandes discussões. Acho que vocês lembram que o PT tinha praticamente um núcleo de base em cada bairro, e hoje em Manaus o único remanescente é o núcleo de Petrópolis… Há alguns remanescente na Compensa e outros bairros, mas não mais com aquela força que tinha. E se resumiu a militância em grupos de educação, meio ambiente, de direitos humanos, é até bom, outro momento do partido, mas a militância se afastou disto. Esta é a critica que eu faço e tenho discutido isto com os outros companheiros e sinto que houve uma adequação muito rápida no que determinou a nacional, esta nova forma de organização, mas isto não impede que levemos estas discussões em todos os lugares que seja possível, o importante é que não se perca esta característica democrática. Penso que neste momento o candidato que ganhe ou o candidato que perca, o resultado deve ser legitimado por um ou por outro e independente de quem perca amanha a gente tem que estar na rua defendendo o candidato que ganhou, isto é democracia: escolha e respeitar o resultado (Vandenir de Souza Lira).

Eu sou do PT há 20 anos, sou economista e participo do núcleo do PT de Petrópolis. Eu acho que a prévia que se dá hoje é resultado de um processo que o PT vivencia nestes anos todos, a questão da democracia interna. O pessoal reclama que já tiveram 4 eleições, mas depois nós reclamamos que não tem eleição dentro do PT. Então acho que as previas demonstram a democracia interna e que também expressa na questão externa do partido, de tentar colocar as propostas para que a militância possa avaliar e dizer quem é o melhor, então eu acho que o importante foi isso: a democracia que se consolida dentro do PT (Clóvis Marques de Souza).

O mais importante é ter candidato próprio pra prefeito e espero que o Praciano obtenha este êxito e a partir de amanhã vamos para os campos, para as ruas, para as praças levantar esta campanha, independente do candidato, que espero seja o Praciano (Mozane).

E para a alegria da coluna “O Mundo é Gay”, este Bloguinho encontrou um militante do movimento GLBT – Manaus: o companheiro Joilson, que nos falou das dificuldades e conquistas que o movimento tem encarado:

O meu propósito no PT é conquistar espaço pro meu bairro, formalizando, entrando num bom consenso em relação ao núcleo da juventude, trazer melhoria pra juventude do meu bairro, não só lutar pro direito da juventude do meu bairro, como pro direito também dos homossexuais, no movimento GLS, no qual a gente vai estar reunindo, formalizando aquele núcleo e lutando pelos nossos ideais, e o propósito é este, não é facil, mas a gente vai meter a cara neste campo e a gente vai conseguir de fato e tem vários companheiros que vão apoiar, mesmo porque as pessoas não tem expectativa de vida, não tem uma formação política, não tem algo bem estruturado, e acontece que as pessoas não sabem procurar seus diretos e por isso elas são conhecidas pela sociedade como ignorantes. Estamos formalizando dentro do partido, procurando espaço, uma briga por espaços para lutarmos pelos nossos direitos, e também outros companheiros homossexuais vão se reunir, e até mesmo agora dia 4 de junho, vai haver uma conferencia em Brasília da qual vai haver uma disputa a quem vai viajar daqui, não vai entrar em disputa de jogada política, vai simplesmente como observador e como ouvinte para trazer o que veio de lá, como uma aplicação de um projeto: como trabalhar, estruturar uma base de políticas públicas também para homossexuais. O propósito é contra o preconceito e a homofobia e esta é a questão. A disputa que fazemos aqui é em busca de espaço, mas nada mais nada menos está indicado que Praciano, sempre foi indicado a prefeito de Manaus, por que ele foi um dos primeiros deputados federais mais votados na capital, só não foi em todos os municípios por que ele não era um homem reconhecido e é Praciano na cabeça companheiros, e a gente apóia ele por que a DS é de luta, e a gente está na luta.

Finalizada a votação, todos ficaram na espectativa do resultado, que ia sendo conferido pelas equipes de apuração.

Enquanto rolava a contagem de votos, a expectativa aumentava. No rastro das risadas e das opiniões, o companheiro Amilcar da Silva analisou e enunciou a este Bloguinho o desejo da militância:

Acho importante a gente perceber que tudo que a militância quer ela pode e justamente isto que está sendo mostrado. Estamos sentindo que a militância do PT estava ansiosa a ter uma candidatura própria, estava cansada de servir de escada para candidatura de outros partidos estarem assumindo a administração da nossa cidade, então resolveu agora propagar a candidatura do PT e aí é isto que estamos sentindo e as pessoas estão externando aqui nesta eleição, as prévias do partido.

E a cada resultado de zonal, as pessoas presentes iam ficando mais envolvidas, principalmente os partidários de Praciano, que ia aumentando consideravelmente a margem de diferença.

Até que veio o resultado final da apuração:

SINÉSIO CAMPOS:………………748 (41,3%)

FRANCISCO PRACIANO:……….1060 (58,7%)

.PRAÇA PARA PREFEITO DE MANAUS. foi a escolha democrática do Partido dos Trabalhadores, que carregou-o para a rua e depois o ouviu de cima da kombi, lugar de onde tantas vezes ele quando vereador, e mesmo agora como deputado federal, importunou a ineficiência dos passados e atuais administradores da cidade.

O agora candidato do PT à prefeitura de Manaus falou a este Bloguinho, segundos após o anúncio oficial:

“Companheiros a democracia interna do partido venceu, candidatura própria, programa de governo popular, transparente, uma luta ampla, uma cidade menos do PSDB e o DEM esta é uma reserva que o partido nacional faz, ampliar alianças e uma campanha popular, um governo popular, obrigado companheiro estamos na luta”.

Daí, foi correr para o abraço, discursando para a multidão que agora estará nos próximos dias preparando-se para impulsionar Praça à Prefeitura de Manaus.

Companheiros, eu gostaria de começar pelo início. Este partido nasceu em 1980, com um objetivo muito claro: O povo trabalhador tem que ocupar espaços políticos. Antes só os ricos, antes só os privilegiados, antes só os aristois. O PT é um partido que nasceu dizendo: Chega aos grandes, aos fortes, aos que dominam a economia, aos que dominam o país! Fazer política. Política tem que ser feita pelo povo, pelo trabalhador e nós saímos pelo Brasil todo espalhando, aprendendo e ensinando a população a fazer política. Invadimos as igrejas, invadimos as comunidades, as ruas, as praças dizendo: Saiam, ocupem os espaços, sejam poder. É por isso que este partido é um partido de massa, é por isso que este partido é um partido de democracia. E a democracia no Partido dos Trabalhador sempre foi aqui, no Rio Grande do Sul, na Bahia… a democracia interna é real. Aqui não tem cacique, companheiros, é a base que fala, é o povo que fala, é o militante que fala, e a consciência critica dos nossos militantes, da nossa base fala mais alto do que qualquer coisa. Vimos no nosso encontro, quando tínhamos várias opções, a base falou: Nada disso, este é o momento do PT, queremos candidatura própria. Hoje a base está dizendo qual candidato ela quer que se apresente à cidade de Manaus para fazer frente a esta história que vocês conhecem que nos domina há tempos, mas que se não tiver um governo popular, democrático, não sabe fazer parceria com a sociedade, não houve a sociedade, não tem orçamento participativo e muita imoralidade no caminho e na história desta escola. E a base está dizendo: Vamos pra rua fazer um conserto, vamos para disputar, vamos de fato, com elegância, com proposições do modo petista de governar, e é isto que nós faremos companheiros. Isto é a nossa democracia. PT sempre tem vários grupos que defendem teses, opiniões, que têm diferenças, mas quando decide, nós temos unidade. E neste momento, companheiro Sinésio, convoco, peço, solicito aos companheiros, que todas as tendências venham a somar conosco um projeto de ganhar a Prefeitura Municipal sem mágoas, sem ressentimentos. Eu não quero citar todos os companheiros, pois não poderia fazer isto. Mas quero dizer que a democracia do partido nos últimos dias foi bastante diversificada. Tivemos três, e depois mais este encontro, e teremos ainda mais um, pois autorizamos a executiva do partido, pois trabalhamos de forma coletiva, a executiva do partido junta com todos nós vai começar a discutir e articular na base. Aliada do governo Lula, pra gente ampliar esta aliança e sair fortalecido mais ainda nesta campanha. A estratégia do partido é a unidade do partido, e que é uma aliança ampla. Logicamente que as regras do partido nacional que o PSBD está fora, que o DEM está fora, e os outros partidos a executiva nacional certamente fará aliança com outros partidos e ampliar e fortalecer esta campanha. Companheiros, quero agradecer a todos. Companheira Gilsa, Companheira Mariene, Companheiro Sinésio, Companheiro Aldair, Companheiro Tonico, Companheiro Ronaldo, e assim poderia fazer a todos, Companheiro Dori Carvalho, que gostaria que encerasse nesse discurso aqui em cima desta Kombi, para agradececr a todos, a juventude, os sem-terra, os sem-teto, todosaqueles que nós representamos. Aqui é uma festa da democracia, não há ganhador, o ganhador é o PT, que certamente fará pro povo o maior bem se a gente chegar a dirigir esta cidade. Vocês conhecem nossa história, nossa história será colocada em prática, parceria com a sociedade, ética, transparência, políticas públicas feitas a partir da ausculta do povo. Muito obrigado companheiros, e a luta continua.

Para a AFIN, que há muito torceu e colocou sua posição a favor da candidatura do Praciano, ela agora vem por abaixo não somente os planos dos fisiologistas internos do partido, que se sabe, dividiam-se no apoio à reeleição do prefeito Serafim e no apoio ao candidato do governador Braga, Omar Aziz, mas além destes, todos os outros que observavam e torciam para que a candidatura de Praça não se efetivasse. Todos eles: Serafim e Omar, Carlos Souza, Sabino, Rebeca Garcia, Silas Câmara, entre outros. E o mais importante de tudo isso, depois de tantos anos à mercê de falsas lideranças, é o momento para as bases voltarem a realizar o trabalho que lhe dá o nome para impulsionar a candidatura do Praciano e fazer dela um caminho para uma modificação na forma de atuar politicamente na cidade a partir de trabalhos sociais, artísticos, comunitários, para pôr em movimento a ação política que caracteriza o PT antes mesmo de ele vir a ser burocraticamente constituído. Assim, essa candidatura não é personalística, é coletiva, junto com Praça, todos, militantes, simpatizantes, iremos à praça, à rua, às comunidades para movimentar uma potência maior, democrática na cidade de Manaus.

Ao término dos trabalhos, o companheiro Joaquim Soriano, Secretário Nacional de Formação Política do PT, alagoano que veio prestigiar as prévias de Manaus, e responsável pelo acompanhamento do processo eleitoral do partido na região norte, falou sobre o que viu:

O processo aqui hoje foi bastante tranqüilo, a disputa bem organizada pelo diretório municipal, parece que o quórum da previa foi maior que o dos encontros… É um resultado digamos importante das zonais, um resultado muito definido. Temos um candidato agora, o Praciano, e a minha impressão é que o PT aqui em Manaus tem uma vontade reprimida de ter uma candidatura própria, o fato do encontro ter aprovado por unanimidade a candidatura própria, é muito importante. Faz tempo que o PT não lança um cabeça de chapa aqui em Manaus, e dá a impressão que tem uma janela aberta para que o PT e o Praciano liderem este processo eleitoral. A votação dele pra deputado federal em Manaus corresponde a 13% do eleitorado, é uma base eleitoral muito significativa. É votação de candidato majoritário de várias eleições. Agora vamos buscar uma aliança com os partidos da base aliada, é muito importante este trabalho daqui pra frente. O período eleitoral neste ano de 2008, na metade do 2º mandato do presidente Lula pro PT vai ser muito bom. Temos candidaturas competitivas em varias capitais, em várias cidades importantes, um grau de capilaridade no interior, nos pequenos municípios, muito importante, e é claro que a identificação do presidente Lula com o PT é muito grande. O programa do PT no governo Lula tem recebido um apoio muito significativo da população, então na minha opinião, neste ano de 2008 nós vamos colher muitas vitórias. É natural que numa disputa eleitoral os partidos da base aliada de nível federal se organizem de forma distinta, mesmo por que tem muitos partidos da base aliada do presidente Lula que nos estados fazem parte da base do PSDB ou dos democratas, então não tem correspondência imediata do que é aliança nacional pro que é aliança municipal. Por exemplo, em São Paulo o ex-governador Orestes Quércia do PMDB fez aliança com os democratas do prefeito Kassab e todavia é apoiado pelo governador Jose Serra do PSDB. No caso do Rio de Janeiro o candidato do PT Alessando Molon tem apoio do PMDB do governador Sérgio Cabral. No caso de Porto Alegre nossa candidata Maria do Rosário não encontra nem no PMDB do atual prefeito e nem, óbvio, da governadora Yeda, todavia o PTB também participa do governo do PSDB. Então o longo leque de aliança do presidente não se reflete nem a nível estadual, quanto mais obrigar que isto tenha alguma correspondência no plano municipal. Sendo assim discutimos localmente com os partidos principalmente PSB, PCdoB e PDT e com um bloco de esquerda como nossa aliança prioritária e espero que aqui a executiva municipal leve a bom termo este diálogo para construção de aliança política em tom da nossa candidatura com o Praciano. No grupo eleitoral da direção do partido eu sou responsável, e tenho o orgulho e a honra de acompanhar as eleições na região norte do país.

Daí, foi a militância ganhando as ruas e fazendo a festa da democracia!

*……….::::: CHAGÃO:::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo
deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ CHAGÃO PERGUNTA: “Quem sabe, joga; quem não sabe, bate palmas”. Assim era o futebol para Afonsinho. Craque revelado no XV de Jaú, chegou ao Botafogo em 1965. De opiniões consistentes e fazendo a leitura social do meio em que vivia, Afonsinho conseguiu na justiça o direito de trabalhar em outro clube que não o Botafogo, num tempo em que o jogador tinha uma relação de emprego próxima da escravidão, só podendo sair de um clube para outro após anuência dos mesmos, sem nenhuma ingerência do próprio jogador. No Bota, encontrou o ressentido Zagallo, que queria que ele tirasse a barba e cortasse o cabelo. Não tirou, e por conta da sua rebeldia e inteligência, não chegou à seleção nacional, ainda que tecnicamente tivesse méritos para tal. Atualmente, desenvolve trabalho com meninos abandonados pela família, envolvendo futebol e cidadania. Quem sabe, faz; quem não sabe, não se mete. Leia mais aqui, aqui e aqui sobre Afonsinho. Agora o ‘Chagão!’ quer saber: qual a cidade brasileira que tem o maior número de clubes de futebol que já disputaram algum tipo de torneio profissional? Quantos clubes tem essa cidade?

Θ BRASILEIRÃO 2008 SÉRIE A. Segunda rodada, ainda não é possível afirmar nada de definitivo (e em algum momento antes das rodadas finais será?), mas alguns resultados já mostraram que o certame deste ano não será igual àquele que passou. O Náutico, por exemplo, tem duas vitórias em dois jogos: venceu no Maraca o mixtão do Fluminense, que chegou a perder penal quando estava tudo em zero. Já o Sport é uma incógnita, já que vai bem na Copa do Brasil (virou favorito ao eliminar Palmeiras e Internacional) mas no Brasileiro não venceu ainda. No clássico dos eliminados pelo Sport, deu verdão, 2 a 1. O São Paulo não saiu do empate com o Furacão e o Flamengo, sem balançar as redes, fez monótono confronto com o Grêmio. Resultados da rodada:

Série A: Atlético-MG, Atlético-PR, Botafogo-RJ, Coritiba, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Internacional, Ipatinga-MG, Náutico, Palmeiras, Portuguesa-SP, Santos, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vitória-BA

2ª Rodada Série A – 17 e 18/05

Vasco da Gama 3 – 1 Portuguesa

Sport Recife 0 – 0 Vitória

Cruzeiro 1 – 0 Botafogo

Grêmio 0 – 0 Flamengo

Atlético/PR 1 – 1 São Paulo

Fluminense 0 – 2 Náutico

Goiás 1 – 1Atlético/MG

Santos 4 – 0 Ipatinga

Figueirense 2 – 1 Coritiba

Palmeiras 2 – 1 Internacional

Θ BRASILEIRÃO 2008 SÉRIE B. O Corinthians não pode ganhar 2 partidas em 2 rodadas que já vira o favorito ao título, quando ainda tem muita água pra rolar na Série B. Mas correto seria afirmar que foi o único time a vencer suas duas partidas, e está na liderança. No mais, somente o Brasiliense venceu fora de casa numa rodada repleta de 1 a 0. Confira os resultados:

Série B: ABC-RN, América-RN, Avaí, Bahia-BA, Bragantino, Brasiliense, Ceará, CRB-AL, Corinthians, Criciúma, Fortaleza, Gama, Grêmio Barueri, Juventude, Marília, Paraná Clube, Ponte Preta, Santo André, São Caetano, Vila Nova

2ª Rodada Série B – 13, 16 e 17/05

Marília 2 – 2 Barueri

Santo André 1 – 3 Brasiliense

Juventude 1 – 0 Criciúma

Ponte Preta 1 – 0 Bragantino

Vila Nova 1 – 0 Ceará

CRB 1 – 1 São Caetano

Gama 1 – 3 Corinthians

Fortaleza 4 – 1 Paraná

América 0 – 1 Bahia

Avaí 0 – 0 ABC

Θ PARAZÃO 2008. Sexta rodada, e finalmente a Tuna Luso ganhou uma! A vítima inesperada foi a Águia de Marabá, que caiu para sexto. O Remo vai se distanciando na liderança, enquanto o Paysandu perdeu a vice-liderança no confronto com o Ananindeua. São Raimundo e Castanhal protagonizaram grande jogo, ao menos com muitos gols, se faltou a técnica apurada. Restam ainda três rodadas. Confira os resultados:

5ª Rodada – 2º Turno

Sábado, 17/05

Pedreira 0 – 3 Tiradentes

Domingo, 18/05

Tuna Luso 2 – 1 Águia

Paysandu 1 – 3 Ananindeua

Vila Rica 0 – 2 Remo

São Raimundo 3 – 3 Tiradentes

Classificação do segundo turno:

Clube do Remo – 18

Clube Municipal de Ananindeua – 11

Paysandú Sport Clube – 10

Castanhal Esporte Clube – 09

São Raimundo Esporte Clube – 08

Águia de Marabá FC – 07

Associação Atlética Tiradentes – 06

Clube Atlético Vila Rica – 07

Tuna Luso Brasileira – 04

Pedreira Esporte Clube – 03

ΘCLAUSURA 2008 URUGUAIO. Mesmo sem as goleadas de outrora, o River Plate segue firme na liderança do Clausura, na penúltima rodada, junto com o Peñarol. O Nacional se afastou da briga, e tudo deve ficar entre alvirrubros e carboneros. Na última rodada o Peñarol encara em casa o Rampla Jrs, enquanto o River Plate recebe o Juventud. Resultados da 14ª rodada:

CLAUSURA 2008

14ª rodada:

Defensor Sporting 3 – 3 Central Español

Bella Vista 0 – 1 Fénix

Nacional 1 – 3 Progreso

Tacuarembó 1 – 2 Peñarol

Liverpool 0 – 0 Danubio

MIramar Misiones 0 – 1 Juventud

Cerro 0 – 1 Rampla Jrs

Wanderers 1 – 2 River Plate

ΘCLAUSURA 2008 ARGENTINO. Desta vez não deu para o River, que não acompanhou os pincharratas. Enquanto los Estudiantes ganharam o clássico com o Gimnasya, o River não saiu do zero com o Independiente. Melhor para o Boca e o San Lorenzo, que encostaram, faltando pouco para o final do torneio. Na ponta de baixo, Gimnasya Jujuy e Racing Club estão próximos da boca do sapo, e o Lanús suspirou. Na artilharia, Martín Bravo, do San Martín, e Darío Cvitanich, do Banfield, com 09 gols, e Germán Denis, do Independiente, com 08 gols, seguidos de perto por um batalhão, todos com 07. Resultados de la fecha 15:

CLAUSURA 2008

15ª rodada:

Colón 1 – 1 Newell´s

Banfield 5 – 1 San Martín

Gimnasya La Plata 1 – 2 Estudiantes

Argentinos Jrs 2 – 0 Vélez

Boca Jrs 2 – 1 Racing

Rosario Central 3 – 0 Arsenal

Huracán 0 – 0 San Lorenzo

Independiente 0 – 0 River Plate

Tigre 1 – 4 Lanús

Olimpo 2 0 Gimnasya Jujuy

Θ CAMPEONATOS REGIONAIS EUROPEUS. Resultados e um breve resumo das rodadas de alguns campeonatos regionais do Velho Continente.

ALEMANHA: BAYERN MUNIQUE CAMPEÃO ALEMÃO 2008!!!

ESPANHA: REAL MADRID CAMPEÃO ESPANHOL 07/08!!!

FRANÇA: OLYMPIQUE LYONAISS CAMPEÃO FRANCÊS 07/08!!!!!. O time comemora o seu sétimo campeonato seguido. Não é melhor fechar a rotisserie e pedir a conta ao garçon? Existirá campeonato mais previsível que o francês, e ao mesmo tempo mais prejudicial ao próprio futebol local? Não por acaso, todos os grandes jogadores da seleção bleu jogam fora da França. E ainda tem francês… De qualquer forma o time olímpico venceu o Auxerre por 3 a 1, enquanto o Bordeaux apenas empatou em dois gols com o Lens. Parabéns aos tricolores de Lyon!

INGLATERRA: MANCHESTER UNITED CAMPEÃO INGLÊS 07/08!!!!!

ITÁLIA: INTERNAZIONALE DE MILANO CAMPEÃ ITALIANA 07/08!!!!!. O time venceu o Parma por 2 a 0, rebaixando os adversários para a Série B. A Roma, que também precisava vencer e torcer pelo tropeço dos nerazurri apenas empatou em um gol com o Catânia, que não escapou da degola. Parabéns aos milaneses!

PORTUGAL: FC PORTO CAMPEÃO PORTUGUÊS 07/08!!!!!

GRÉCIA: OLYMPIACOS CAMPEÃO GREGO 07/08!!!!!

HOLANDA: PSV EINDHOVEN CAMPEÃO HOLANDÊS 07/08!!!!!

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

O DIREITO AO PRAZER E À DEMOCRACIA DO CORPO

Os estereótipos de gênero seguem vigentes em nossa sociedade, são os papéis impostos que limitam a capacidade de decisão das pessoas. Evidentemente, isso recai com maior dureza nas mulheres e em sua vida sexual; são consideradas máquinas reprodutoras sem opção de prazer, o que implica a real união íntima, por decisão pessoal, com todos os elementos de ternura que uma relação desse tipo envolve”.

A frase acima foi dita por María Soledad Vela, membro da Assembléia Constituinte do Equador, e do movimento social Acuerdo País, do qual também fazem parte muitos movimentos feministas e o próprio presidente, o gatéeeerrimo Rafael Correa. Esses movimentos articulam para incluir na Carta Magna do Equador, como direito fundamental e garantia constitucional o direito ao desfrute e a uma vida sexual autônoma e livre para todas as pessoas.

Por uma sociedade do afeto, Soledad Vela é apenas uma voz que carrega um enunciado. Mas não um enunciado comum. Vela não é caixa de ressonância que apenas reverbera os signos-clichês da semiótica capitalística. Faz parte de um processual de singularização. Produção de enunciados. Não re-produção. Por Vela passam linhas intensivas, afecções, encontros, alegrias, lágrimas, experiências que são comuns a pessoas do mundo inteiro e em diversas épocas. São dizeres que afrontam o Enunciado de controle do corpo como ente produtor subjetivo de afetos, dizeres e saberes que proporcionam o enfraquecimento da ditadura do corpo-produto e permitem sonhar com novos modos de ser, menos nocivos.

A sociedade machista (preferimos o termo “hominista”, que diz respeito ao homem como produção cultural ocidental, e não ao macho, gênero naturado) ultrapassa as relações interpessoais. Ela é intra e infrapessoal. Trata-se não apenas da produção de modos de agir e compreender o mundo por uma vertente dura e imóvel, mas da produção do próprio sujeito cultural hominista. Seja ele macho ou fêmea.

Quantas mulheres amam e desejam conforme dita o Homem (com Agá maiúsculo)? A própria psicanálise, nas suas vertentes mais ortodoxas (aí entrando Melanie Klein e a famosa Helene Deutsch com sua teoria do masoquismo da mulher normal) carrega o elemento cultural do Homem como referência. Portanto, a luta se dá no nível da apropriação do corpo por um enunciado. Nada a ver com o sexo, como creram muitos jornalistas, incluindo o Terra Magazine, que publicou em português a notícia.

Não se trata do sexo, mas de sexualidade. O uso do corpo no plano das relações concretas e coletivas. Nenhum dispositivo jurídico poderá dar a quem quer que seja a garantia de um orgasmo, e nem o orgasmo está no plano das relações jurídicas. Mas María Soledad Vela deixa claro que se trata de abrir um caminho, uma via, um diálogo sobre o “direito a tomar decisões livres, informadas e responsáveis, sem coerção, violência ou discriminação de nenhum tipo, sobre sua vida sexual, incluindo a identidade de gênero, o desfrute e a opção sexual. Toda pessoa poderá decidir com quem, quando e quantos filhos ter, de acordo com suas condições emotivas, psicológicas, econômicas e culturais”.

Nesse sentido, os movimentos feministas estão ajudando a fazer o mundo cada vez mais gay! Ui!

E agora vamos ver outros sopros gayzísticos (ou não) que passaram no nosso Mundico!

Φ DIA MUNDIAL DE COMBATE À HOMOFOBIA. Meus amores, é muito mais eficiente lutar contra uma discriminação no campo da inteligência do que da lei. Por isso colocar o homoerotismo e a homofobia como elementos de discussão é necessário, e se precisa deixar de lado os estereótipos na hora de conversar. A data, 17 de Maio, aliás foi escolhida por ter sido o dia em que a OMS deixou de considerar doença o homoerotismo (embora, como vimos na edição passada desta colunéeeesima, a ciência médica ainda a considera como tal, em alguns casos). Portanto, só com a inteligência, o humor e a ternura é possível combater pra valer homofobias e outras ameaças. No entanto, a lei é necessária na mesma medida em que existe a Maria da Penha: dar guarida a uma categoria social que está à margem do Estado no plano da cobertura dos direitos civis básicos. Principalmente a segurança. Mas sobre o sabadão anti-homofóbicos, capitais brasileiras e cidades do interior mandaram ver nas discussões e manifestações. Em Recife, foram lembrados os assassinados e violentados em Pernambuco com 80 cruzes vermelhas na praia de Boa Viagem. Em outras cidades, manifestações em torno do PL 122/06, que institui a homofobia como crime. Mais uma vez, a gayzarada manoniquim marcou touca, e não se visibilitou socialmente. Será que não tem gay por aqui não??? Cruuuuuuuuuuuzzes! Sentiu a brisa, Neném?

Φ JUÍZA LANÇA MANUAL DOS DIREITOS DOS HOMOERÓTICOS. Ahhhhh! Gamou, gamaste, G-Amei! A juíza Cláudia Thomé Toni lançou no último dia 15 o “Manual dos Direitos dos Homossexuais: legislação e jurisprudência”. A obra é uma compilação de resoluções recentes de tribunais sobre casos que enolveram direitos homossexuais. Pra quem não sabe, a obra é importantíssima aos processos que virão, pois reforça o que o direito chama de jurisprudência (quando a decisão de um processo segue a tendência de casos anteriores). Certamente vai ser muito citado em peças processuais envolvendo homofobia e outros processos. Boa referência também para o estudo da condição jurídica do homoerotismo no Brasil: como o Estado (que nada mais é do que o corpo das leis e seus transbordamentos no Real) enxerga a questão da homofobia e dos direitos do homoerótico. Junto com o “Manual Prático dos Direitos de Homossexuais e Transexuais”, de Sylvia Mendonça do Amaral, são duas obras IM-PER-DÍ-VEIS pra ler com @ gatinh@ numa rede, depois de um rendez-vous! Sentiu a brisa, Neném?

Φ COMBATER HOMOFOBIA COM HOMOHUMOR. A Associação Britânica Gay de Futebol (GFSN) reagiu com humor à declaração do dirigente italiano Luciano Moggi de que os gays não podem ser futebolistas. Um porta-voz da associação enviou um convite formal ao dirigente, para que possa ver com os próprios olhos aquilo que ele nega com todas as suas forças que exista: um campeonato mundial gay de futebol. Nas palavras usadas pela GFSN, diante das “divertidas declarações”, o dirigente poderá “reconhecer a existência cada vez mais crescente de homossexuais neste esporte”. Moggi, como bom varão da moralidade à italiana, deve ter se revirado todo! O que ele não entendeu foi a lógica futebolística: o mundo é uma bola, a bola corre na grama, a grama alimenta a vaca, que antes da tecnologia invadir os gramados, dava o couro para que se fizesse a bola e o leite para alimentar os futebolistas. Tudo num encontro de produções. No caso dele, Moggi, fica só a degenerescência de quem segue o preceito moral do humorístico Cristo: “amarás ao próximo como a ti mesmo”. Segura, Papai!!! Sentiu a brisa, Neném?

Φ BANDEIRA TRINTONA!!!!!. A Bandeira GLBT, com suas seis cores (com variações), completa este ano seus trintinha, com carinha de zil anos de alegria e de movimento! A bandeira foi usada pela primeira vez em algum lugar do mundo, mas apareceu ligada à uma causa gay quando o estadunidense John Stout processou os locatários de seu apartamento por terem-no proibido de usá-la na sacada. De lá pra cá, muitas paradas gays nas paradas, a bandeira carrega a alegria do mundo gay por onde tremula. Não perca tempo, Mona! Pendure sua bandeira GLBT no mastro que você ama! Sentiu a brisa, Neném?

Φ MINISTÉRIO DA CULTURA LANÇA EDITAIS PARA PROJETOS NA ÁREA GLBT.O Ministério da Cultura, em comemoração ao Dia Internacional de Combate à Homofobia está lançando dois editais para concursos públicos voltados para a cidadania GLBTT. O primeiro terá como objetivo apoiar Paradas Gays pelo Brasil afora, fomentando o evento nas cidades onde ele ainda não acontece. O outro é o prêmio GLBT Cultural 2008, que deve financiar, com verba de até 9 mil tocos, 104 iniciativas de valorização da cultura gay. Ui! Podem se inscrever entidades sem fins lucrativos que atuem no cenário GLBT há pelo menos seis meses. Porreta! É nessa que a gente vai, agora genteeee, muita calma. Temos que aproveitar o fomento governamental para produzir não apenas reproduções do já-posto, mas criar, mostrar que os movimentos sociais GLBT são intensivos, e não apenas extensivos. Um bom governo não é o que toma conta do povo, mas o que fomenta a sua autonomia. Então, cérebros à obra e façam bonitos, bebês!

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ ÁLVARO DIAS E FERNANDO HENRIQUE TAMBÉM APARECEM COM APARECIDO, pois se o ex-funcionário da Casa Civil, que foi indiciado ontem pela Polícia Federal por “violação de sigilo funcional”, significa, segundo arguta análise n’Os Amigos do Presidente Lula, que o assessor de Dias, André Eduardo Fernandes, também deverá ser indiciado, assim como Dias e FHC, por terem feito uso das informações de acesso restrito. Segundo artigo 325, parágrafo 2º do Código Penal, a pena é de dois a seis anos de prisão ou multa. Ainda segundo o blog, se José Aparecido for condenado, FHC só se safa se confirmar ainda mais o crime de Álvaro Dias; este, só se confirmar ainda mais o crime de seu assessor. No caso de Álvaro Dias, no mínimo deveria ser julgado pelo Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro parlamentar. Se assim proceder logicamente a Polícia Federal e o Conselho de Ética, veremos nos próximos dias mostras da solidariedade tucana: a antieticidade. I inda tem françêis…

@ JULGAMENTO E PUNIÇÃO PARA TORTURADORES da ditadura militar (1964-1985) é o que defende o Ministro da Justiça, Tarso Genro. Para o presidente do Clube Militar, general Gilberto Figueiredo, Tarso quer apenas “tumultuar”. O Brasil é um dos países onde, principalmente nos últimos dias da ditadura militar, houve muito filhinho de papai gritando pra ser torturado quando não havia mais tortura física, enquanto reproduziam microfascismos confirmadores da ordem estabelecida. Talvez por isso é um dos países da América do Sul onde os crimes da ditadura foram perdoados/esquecidos, sendo comum ver-se conhecidos torturadores, por exemplo, muito bem protegidos pelas medalhas e cargos que ganharam antes e depois do período militar. Mas isso não significa que não houve torturas e perseguições de todas as ordens que diga a ministra Dilma Roussef! —, ao contrário, encobre-as. Só recentemente, no Brasil, tem havido manifestações judiciais mais visíveis a respeito dos crimes cometidos na ditadura militar. Entre elas, uma das principais é uma ação civil pública do Ministério Público Federal para que os coronéis do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos sejam considerados torturadores no período da ditadura militar e que façam o ressarcimento à União de R$ 7 milhões pagos a famílias de vítimas e desaparecidos políticos entre 1970 e 1976, período em que ambos foram comandantes do DOI (Destacamento de Operações de Informações). I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Que nunca fomos

Aonde nunca chegamos…

PT/AM E AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS: O DEBATE ANTES DAS PRÉVIAS

Na noite de ontem, no sindicato dos metalúrgicos, aconteceu o único debate organizado pelo PT/AM antes das prévias que decidirão quem será o candidato do partido. Os dois pré-candidatos, Sinésio (Deputado Estadual) e Praciano (Deputado Federal) compareceram e simpatizantes dos dois lados, bem como filiados indecisos quanto ao voto estiveram no evento, onde o objetivo era ouvir os candidatos sobre suas propostas e intenções.

Infelizmente o formato do debate, bem como animosidades entre partidários de um e outro pré-candidato impediram uma discussão mais elaborada dos temas políticos a que se pretendia o debate. Os candidatos, após a apresentação feita pelo mediador, Barroncas, se pronunciaram, e depois respondiam à perguntas de filiados sorteados, sendo a cada rodada quatro perguntas para serem respondidas em cinco minutos. O pouco tempo para lidar com muitas questões, e o fato de partidários de um e de outro lado aproveitarem a sua pergunta não para propor questões, mas para “levantar a bola” para o seu candidato, tentando expor alguma fragilidade do adversário tornaram o debate menos uma exposição de idéias do que de palavras de ordem e frases feitas. Mesmo assim, pontos importantes da administração municipal, como o transporte coletivo, a concessão do sistema de abastecimento de água, a relação entre o executivo e o legislativo municipais foram tocados, mesmo que de leve.

SINÉSIO E PRACIANO FALAM

O discurso de Praciano durante todo o debate se pautou em reforçar o aspecto do Partido dos Trabalhadores como um partido que deve valorizar o aspecto da diversidade que compôs o partido. “O partido não é um partido de palácios, mas de paróquias, de praças, de ruas, de sindicatos”. Sublinhou que as administrações anteriores de Manaus têm todas uma relação íntima, incluindo o atual governador, e que o atual prefeito deu continuidade a esta linha “privilegiada” que fez política no Amazonas. Chamou a atenção para a sua produção no mandato de vereador (sobretudo no aspecto da fiscalização ao transporte coletivo) e o atual mandato de deputado federal.

Sinésio deu ênfase no aspecto das alianças com os partidos da base aliada, e em governar em alinhamento com o governo do Estado e com o governo Federal. Sinésio trouxe para o debate uma estrutura de campanha, com panfletos, informativos e até torcida organizada.

AS “TORCIDAS”

As torcidas tiveram uma atuação à parte, na maioria das vezes enfraquecendo o caráter de discussão que o debate se propunha. Houve inclusive um episódio de conflitos, que por pouco não chegou às vias de fato. A de Praciano, mais contida, e em maior número. A de Sinésio, barulhenta e em alguns momentos mesmo ofensiva. No entanto, foi a exaltação de um partidário de Praciano quem iniciou a confusão. As duas torcidas se alternaram nas perguntas que tinham menos uma função de propor discussões do que colocar o adversário em situação desfavorável ou “levantar a bola” para o seu candidato. Poucas foram as perguntas que levantavam algum assunto relevante ou política pública, e nenhuma das perguntas (até pela questão do método de organização do debate) realmente acrescentou algo de novo à discussão.

No caso de Praciano, o fato dele ter saído do PT, e passado por PV e PDT, foi usado pelos adversários para tirar votos do cearense. Já o paraense Sinésio teve que se haver com a ojeriza de muitos petistas à proximidade dele com o governo Braga. Adepto do populismo de direita, Sinésio soube orquestrar torcida, marketing e postura no debate de uma forma bem próxima ao tradicionalismo que encontra no colega de assembléia Berlarmino Lins, para citar apenas um. Sinésio também se equivocou em dois momentos: um quando afirmou que a primeira prefeitura conquistada pelo PT foi a de Fortaleza, com Luizianne Lins (a primeira, há mais de dez anos, foi a da cidade de Diadema, em São Paulo), e a outra, quando afirmou que o ex-procurador e agora ministro do STJ, Mauro Campbell, indicado pelo amigo Braga ao cargo, será (se confirmada a indicação) o primeiro amazonense ministro do STJ. Esqueceu-se de Henoch Reis, na década de 70. Já Praciano, se enrolou quando fez referência ao livro “Revolução dos Bichos”, de Orwell, citando situações um tanto diferentes do que está registrado na estória, embora nenhum dos presentes tenha dados sinais de que percebeu a falta de apuro do deputado com o enredo da obra.

Embora com o clima declaradamente de disputa, o debate encerrou-se com promessas de apoio mútuo, do derrotado para o vitorioso, seja ele quem for. Ao final do evento, os dois candidatos falaram a este Bloguinho:

“Tudo foi altamente positivo, considerando que é difícil, e este processo democrático que o PT continua sendo pioneiro, não só aqui em Manaus, mas em outras cidades, onde o PT demonstra que democracia é escolher seus próprios candidatos, ouvindo, debatendo, dialogando, até porque os outros partidos deveriam fazer desta forma, por que daí nasce a contribuição e participação de todos os filiados, e também propostas de governo. Então a partir daqui já estaremos apresentando o plano de governo, que será aperfeiçoado nas discussões. Os partidos políticos têm a prerrogativa de lançar candidatos majoritários e minoritários, mas só se avança ouvindo, e não a ordem saindo de um ou de outro. Então o PT promove essa maravilha que foi esse debate, que foi produtivo, onde cada um, tanto o Praciano como eu, temos perfis diferenciados, podemos contribuir para que o PT possa cada vez mais se fortalecer politicamente em Manaus e no Amazonas” (Sinésio Campos).

“O Partido dos Trabalhadores é isso aí, tem uma democracia interna, às vezes, como em qualquer outra organização, essa democracia é agredida, mas hoje encerramos as campanhas das prévias, e com uma atividade interessante, que é discutir com a militância princípios, plataformas de governo, a questão da ética, da transparência, da parceria da sociedade. Mostrar para os companheiros quais são as duas opções que têm, para que eles avaliem a melhor opção. E eu espero que a melhor opção seja aquela que também esteja como melhor na avaliação popular. O PT pode tomar uma decisão que não corresponde ao que a sociedade pensa. Então nós estaremos criando um hiato em relação a esta avaliação, o povo pensa de um jeito, o PT decide de outro. E nesse momento, estou fazendo campanha, dando uma mensagem aos companheiros do PT: acho que meu nome é o mais apropriado e é o mais compatível com o pensamento da sociedade, com o que ela aponta. Se for o companheiro Sinésio não tem problema, vamos pra luta, se for comigo, será uma decisão nossa, uma decisão do Partido dos Trabalhadores” (Francisco Praciano).

O debate na realidade foi a única movimentação do partido em termos de campanha dos pré-candidatos, já que desde o ano passado, nos bastidores, a briga entre as facções favoráveis ao apoio ao prefeito Serafim, ao candidato do governo do Estado e à candidatura própria levaram o partido a uma indefinição que só terminou com a voz da militância, que forçou a barra para que a candidatura própria fosse viável.

A situação expõe o aspecto de aproximação do PT, que vem acontecendo já a alguns anos, e que no Amazonas sempre foi mais presente, com uma tendência mais preocupada com os resultados eleitorais, privilegiando práticas voltadas para a eleição em quantidade, do que a animação de discussões que levantem questões sociais para o país. O PT se aproxima cada vez mais do que o jornalista Mino Carta apelidou de “agremiação de colegas”, os partidos tradicionais, de direita e à direita da esquerda.

Agora, é aguardar o resultado das prévias do Partido, que irão ocorrer no próximo domingo, e este Bloguinho Intempestivo fará a cobertura, dando em primeira mão o resultado.

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

_______________especular__________reflexo______ incandescência___   “Não há superfícies bonitas sem profundidades assombrosas” nietzsche            Quando ditas autoridades escolares se reúnem para tratar sobre educação, tudo é reduzido ao ponto tecno-financeiro. A educação não faz parte. Quando a sociedade expressa a dor coletiva, estas autoridades comentam seus planos tecno-financeiros como educação. NOVAMENTE A EDUCAÇÃO NÃO FAZ PARTE.                   O despeito; “Não guardo frios rancores, pois entre teus mil amores, eu sou o número 1” A conformação: “O importante não é ser o primeiro, mas está sendo” O incluído: “O que vale é ter sido amado” ___Não bastasse o cacto, me valeu o espinho! Já para mim, valeu a flor!                    O EU, falou para si: “Não encontrei meu amor onde combinamos” O NÃO-EU, falou à si: “Seu amor estava comigo”.         ___________ A voz  social diz que estas crianças morreram e estas foram mortas. A voz filosófica afirma que todas as crianças foram mortas pela exuberância do humano demasiado humano.                 “E lá vou eu nesta agonia levando a dor em minhas mãos. Cantando em prosas ou canções, feito ave cantadeira” Paulinho Pedra Azul ___________  ________________________________________O caricato jornalismo brasileiro, o fundamento da mídia seqüelada, torna-se mais visível no entrelaçamento com caricatos parlamentares. Estes, os promovedores e fortalecedores dos cadernos políticos vazios. Que é difícil encontrar um parlamentar disjunto do padrão vazio imprescindível a este jornalismo, se sabe, entretanto há raridades. Mínimas, mas há. MAS NÃO É PERCEBIDO PELOS ESCLEROFTALMOLÓGICOS  MIDIÁTICOS, para quem seus olhos duros só vêem estereotipados como Arthur Neto, Agripino, Mão Santa, etc. Névoa visual causadora da ilusão democrática destes parlamentares.                 Assim como quase todos os cursos que nasceram empurrados pelas necessidades determinadas pelas classes dominantes historicamente, e nunca foram dialetizados, o curso de jornalismo só tem contribuído com seus egressos para o atraso na produção da democracia-devir.                      “História será ‘efetiva’ na medida em que ela reintroduzir o descontínuo em nosso próprio ser” Foucault ____________  _________________________________________Dizem que é uma história sinistra, terrível, tenebrosa, desumana. Dizem que bom seria que ao invés de história fosse estória. Seria mais fácil mandar para o mundo do faz de conta. Entretanto, dolorosamente, não é.    Coisa de capitalismo antropofágico.     Coisa meta-edipiano. Meta-freudiano.   Mercado sem desejo. Mercado do lucro. Troca-alucinada. Desrealização virtual. Fim da imagem auto-referente. Imagem-virtual objetificada. Imagem-virtual vagante. Uma criança é morta. A IMAGEM VIRTUAL DA CRIANÇA É PERSEGUIDA DELIRANTEMENTE PELA TV-GLOBOA  para ser exposta como mercadoria-mística do lucro. Suspeitos, pai e madrasta, aceitam participar do ritual tele-macabro do carrossel hipnogógico.             Os tele-juízes-espectadores vociferam suas sentenças contra os supostos assassinos.  O pai é oralmente executado pela pena capital. “Como pode! Um pai!”      A mãe, também assediada pela Globo, aceita participar do carrossel tele-proto-patológico globalizado neo-liberal-obtuárico.      O carnaval das imagens virtuais lança seus pontinhos luminosos.    Os tele-juízes-espectadores não blasfemam. “Como pode! Até a mãe!”       Quanto custa uma criança? Uma criança não tem preço! Tem!   Não tem! Então, o que é que a Globo está comprando?   Quanto custa uma filha morta a seu pai, sua madrasta e sua legítima mãe?     QUANTO PAGA A GLOBO por tal filotanático ritual?   Quanto valem os tele-juízes-espectadores mercadoria de troca passiva?       Nada de dor. Nada de alguém ali sofre. NADA DE ALTERIDADE. Nada de nada. Só o nada. No mais puro vazio. Ausência final do outro.    ______________________

A alteridade arrastada volta sob a forma de ódio, de racismo e de experimentação mortífera. O Real apagado por seu duplo é um fantasma potencialmente perigoso”

Baudrillard

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

Ю Demonstrando toda a sua preocupação social, poder de decisão, visão arguta sobre as questões urbanas, sensibilidade para os assuntos das minorias, e profundo respeito pela inteligência do eleitor-cidadão, a ALE (Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas) criou esta semana a Comissão dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude, e indicou para presidir a necessária comissão o deputado estadual Wallace Souza (PP).

Wallace, com seu irmão Carlos, são campeões de abusar do direito de imagem de crianças, jovens e adolescentes no seu programa televisivo policialesco de exploração da miséria social criada pelos governos dos quais eram e são aliados. Para o perfil da ALE, uma escolha certa.

MAIS ARTICULAÇÕES NA CMM DO PASSE LIVRE CONTRA OS ESTUDANTES

Ontem ocorreu na comissão de Finanças, Economia e Orçamento da CMM uma reunião sobre o Passe Livre. Na pauta, como sempre, nenhuma informação técnica e muito “achismo” por parte dos vereadores. Na comissão, além dos vereadores Jairo da Vical – o mesmo do projeto Passe Livre que acabava com a meia passagem e não instituía o passe livre – estavam Roberto Sabino (ambos do PRTB), Jorge Maia (PTB), Gilmar Nascimento (PSB) e Lúcia Antony (PCdoB), além de representantes do “Vírus” Sinetram (incluindo Acir Gurgacz, indiciado em mais de dez processos e condenado em um, cujo pai foi preso ano passado na Operação Articulados da PF, que apreendeu sete ônibus articulados com “idade” adulterada) e entidades estudantil.

Nos bastidores que antecederam a reunião, chamou a atenção o fato do vereador José Ricardo (PT) questionar – com razão – a realização da reunião, já que o compromisso do IMTU, ainda na gestão do virótico Marcelo Ramos, atual vereador, era de realizar um levantamento sócio-econômico dos estudantes usuários da meia passagem e dos custos do benefício no sistema de transporte coletivo urbano de Manaus. Nada disso foi feito, e nem havia representantes do instituto na reunião, o que leva à silogística conclusão de que o IMTU não tem ingerência e importância nenhuma para o transporte coletivo urbano. E que todo o trabalho de controle estatístico e prático do sistema é feito pelos empresários. Nenhuma novidade, no entanto. O próprio vereador José Ricardo já havia proposto que este controle passasse às mãos do Estado, o que foi condenado pelo então presidente do IMTU e pelo prefeito Serafim.

Entre idas e vindas, sem sair do lugar, o vereador Jorge Maia teria afirmado que por ele, os estudantes ganhariam 200 passes livres por mês, já que não serão os empresários nem o governo que irão arcar com o ônus, mas os pais dos estudantes. Maia desconhece que as produções coletivas de uma cidade tocam em todos os habitantes, e que a educação, quando transformadora, aumenta a potência criadora política da cidade, melhorando a existência de seus habitantes. Com essa produção, não há ônus, mas investimento. Como não há educação nem transporte na cidade, o ônus é também de todos. Mas para Maia, o poder público e os empresários não fazem parte da constituição coletiva da cidade. Ele está certo.

Sem as informações necessárias à análise da questão, restou aos vereadores e convidados o papo tatibitate imóvel que caracteriza a CMM. O presidente da comissão, Paulo De’ Carli (PRTB), intimou o Sinetram a fornecer dados sobre os custos do sistema, e foi informado de que as informações estão no site do Sinetram. Nenhuma palavra sobre o projeto do então vereador Praciano, que obrigaria as empresas a uma prestação de contas trimestral pela operação do serviço público, e que não foi implementada pelo veto do prefeito Serafim.

Ao final da reunião, o vereador Jairo da Vical indicou que apresentará projeto de lei sobre o passe livre junto com seu colega Roberto Sabino. Só faltou Massami, o vereador-empresarial, provavelmente afastado das negociações pela excessiva exposição negativa de seu nome em ano eleitoral junto à categoria dos estudantes.

Portanto, estudantes, cuidado. Vindo desta câmara que é incapaz epistemologicamente de compreender um problema social, e partindo dos vereadores que já tentaram implantar um PL do passe livre nocivo aos estudantes, a frase soa mais como ameaça do que como esperança.

TIRINHAS FACCIOSAS

_____ Noticia-se que o ex-funcionário da Casa Civil, José Aparecido, irar depor hoje na Policia Federal. Noticia-se também que está desaparecido (sugestão do nome), não é encontrado por aqueles que lhe procuram. Perguntado sobre o fato, o senador, “orgulho do Amazonas”, Arthur“5,5%”Neto, respondeu que ele estava sofrendo muita pressão. Arthur, em sua clara vidência, nos empurra para algumas suspeitas. Será ele onisciente? Onipresente? Como sabe que Aparecido está sofrendo pressão? Infere-se: para saber deve ter estado com ele, ou então outra pessoa lhe informou. No primeiro caso, sabe onde está aparecendo Aparecido. No segundo, alguém conhecido dele sabe. Logo, Aparecido não está desaparecido. E mais: em sua onisciência e onipotência, Arthur sabe quem está angustiando Aparecido com pressão. É crime. O senador deveria denunciar o autor das ameaças para que tudo fique limpo e Aparecido apareça. Algumas pessoas, comentando as palavras de Arthur, dizem que se tratando de intriga, ele não perde a oportunidade para aparecer.

_____ A imprensa seqüelada, tentando debochar mais uma vez sobre o saber de Lula que ela não sabe, dado o grau ínfimo de cognição, afirmou que Lula errou a capital da Alemanha. Miseravelmente miserável aquele que acreditar neste inócuo jornalismo. No encontro com Ângela Merkel, Primeira-Ministra da Alemanha, e indagado sobre a relação estremecida de Chávez com a ministra e vice-versa, Lula afirmou que conhecendo ambos como conhece, ainda ia ver os dois tomando cafezinho em Bonn. Em nenhum momento, que fosse na capital alemã. Malograda tentativa de deboche jornalístico. Como coisa que a mídia seqüelada brasileira soubesse ao menos qual a capital de Honduras.

*……….::::: CHAGÃO:::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo
deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ 47 ANINHOS, DANDO SHOW NOS DE 20. Quando Maradona entra no estádio Olímpico de Roma, os aplausos e gritos abafam qualquer outra manifestação. O que Don Diego fez no Napoli não se esquece, nem mesmo a torcida italiana, que sofreu nos pés do Pelusa na copa de 86 e 90. Depois de zil festas, internações, fugas, brigas, abraços em Fidel, Evo, Chávez, até em Pelé, depois de cirurgias bem e mal sucedidas, Dieguito, aos 47 anos, mostra que um grande amor não acaba. Não o amor parcial, o amor romântico, burguês. O grande-pequeno amor pelo movimento do existir. A junção humano-bola, que já não existe, encontra neste caboco do rio da plata talvez seu último amante. Aos 47, Maradona dá show, como dão todos os grandes craques que amaram e foram amados pela dona Leonor. Não importa se a partida é amistosa, tanto melhor: ele entra, dá show, brinca, se diverte, ri. Quantos jogadores riem em campo? Ronaldinho ria, já não ri mais. Valdívia ria, desfilando as madeixas e correndo a trote, como el Pibe fazia. Já não ri mais, e as preleções do técnico Luxemburgo, que mais parecem treinamentos dos marines estadunidenses (veja aqui a versão alviverde do Nascido para Matar, película de Kubrick), parecem ter dado o resultado, e o chileno anda cada vez menos feliz em campo. De qualquer forma, o riso de Maradona é o riso de quem encara a existência de frente, “sabe o sufoco de um jogo tão duro, e apesar dos pesares ainda se orgulha de ser…” não brasileiro, claro, mas futebolista. Amar é ação, não paixão. E o velho-criança Diego Armando Maradona, quando tem uma bola, e na existência, sabe amar!

Θ NACIONAL INSISTE NO TAPETÃO. Mesmo após ser reiteradamente derrotado nas tentativas de impugnar o título estadual do Holanda, o Nacional não desistiu e vai tentar novamente. Ao mesmo tempo, pretende denunciar o TJD/AM para o STJD, pelo que chama de irregularidades no julgamento de seu processo. O justo ou injusto foi decidido em campo, onde o Nacional teve duas chances (1º e 2º turnos), e não aproveitou (nenhuma das duas contra o Holanda, mas eliminado pelo Fast no segundo turno e ficando em segundo lugar no primeiro). Como não ganhou na bola, apela ao tribunal, como se o jogador Antonio, supondo que estivesse mesmo irregular (leia aqui para entender), fosse o supercraque responsável pelo título dos laranjados. Vã ilusão. A justeza do justo é a da balança pesando em seu favor. Ao menos para os leões da Vila Municipal.

Θ ZENIT FC É CAMPEÃO DA COPA UEFA!!!!!O time russo protagonizou final com os Rangers, da Escócia, e deixou os amantes do futebol em um dilema: torcer para um time que joga ofensivamente no estilo holandês, mas que é abertamente preconceituoso contra os negros, ou por um abertamente defensivista, de uma escola ainda mais ortodoxa que os italianos (que já não são tão defensivos assim), mas que é menos antipático do ponto de vista político? Embora o Rangers tenha um passado de discriminação e de corporificar a luta entre católicos e protestantes, atualmente a rivalidade entre o time e os Celtics fica mesmo no campo e em ações de ultra-direitistas e fascistas, presentes em 101% das torcidas do futebol mundial, e que causaram confusão na saída do jogo de hoje, esfaqueando um torcedor adversário. No caso do Zenit, até mesmo o técnico, o holandês Dick Advocaat, afirmou não poder contratar negros para a sua equipe “por que a torcida não o quer”. Embora ele próprio já tenha treinado equipes com grandes jogadores negros (a Holanda da Copa de 1994, por exemplo), portou-se como o bom empregado, que defende o patrão mesmo contra os próprios princípios. Peleguismo no futebol, ou precaução? Nos países do leste europeu, um comentário ofensivo à torcida pode ser pago com a vida. De qualquer forma, o Zenit joga ofensivamente, e tem bons jogadores. Com o patrocínio da maior empresa de gás natural do mundo (a estatal russa Gazprom), o time terá condições de segurar seus craques e ainda reforçar-se para se manter com uma das grandes equipes da Europa. Conseguirá manter o nível de Liverpool, Arsenal, Real Madrid, times com jogadores da África negra essenciais nos esquemas táticos? Só o tempo e a torcida russa, onde a discriminação é quase uma instituição, poderão afirmar. Por ora, ficamos com o futebol ofensivo, com ressalvas.

Θ CHAGÃO PERGUNTA: O escudo alvi-negro pertence ao tradicional clube Montevideo Wanderers, um dos primeiros clubes do Uruguai, com inspiração inglesa. O clube teve seu auge 78 anos atrás, quando conquistou seu último título nacional. O caneco mais recente levantado pelos “vagabundos” foi o da segunda divisão uruguaia de 2000. Agora o ‘Chagão!’ quer saber: Jogador famoso nos anos 60 e 70, começou no XV de Jaú, e no Botafogo fez história, nem tanto pelo seu reconhecido talento, mas pelo gol de placa que marcou fora de campo. Considerado rebelde, peitou o técnico do alvi-negro à época, Zagallo, e conseguiu na justiça o que até então era improvável: o passe livre. Quem foi o abolicionista dos gramados? Essa ta fácil!

Θ COPA DO BRASIL. Chegamos às semifinais. E estava escrito em algum lugar que somente um Corinthians chegaria tão longe. Só não se esperava que fosse o primo rico. O time de Parque São Jorge surpreendeu e venceu novamente o azulão, desta vez por 3 a 1, incontestáveis. Até Acosta deixou o seu. O Vasco mostrou que não é Flamengo e não convidou a zebra para a festa alvi-negra, enfiando 3 a 1 no honroso Corinthians alagoano, que fez excelente campanha mesmo com a eliminação. Como já desconfiava esta coluna, o Inter não agüentou o bobó de camarão da Praia de Boa Viagem, e por lá deixou o sonho de chegar à Libertadores pela porta mais rápida. O Rubro-Negro nordestino fez o suficiente pra se garantir e mostrar que tem time. O jogo da noite, e que definiu a última vaga foi solicitado pelo FBI estadunidense para ser usado como instrumento de tortura nas prisões mundo afora. O Itamaraty negou o pedido. De Mulher, coordenador do torneio do Campo do Roma, zona Leste de Manaus mandou avisar que não aceitará inscrição do Atlético mineiro nem mesmo em honra ao centenário. Quanto ao Bota, jogou abaixo da média, e pra não perder o costume, foi garfado num impedimento inexistente aos oito do primeiro tempo. Danilinho, o recordista de gols perdidos debaixo das traves deve ficar no time mesmo assim. Já o técnico Geninho, deve estar a procura de novos ares. Semifinais definidas, faltando datas e confrontos de ida e volta. Esta coluna torcerá por Bota e Sport na final. Abaixo, os resultados:

Quartas-de-final – Volta (06 a 08/05)

São Caetano/SP 1 – 3 Corinthians/SP

Botafogo/RJ 2 – 0 Atlético/MG

Sport/PE 3 – 1 Internacional/RS

Corinthians/AL 1 – 3 Vasco da Gama/RJ

Semifinais – a definir

Botafogo/RJ Corinthians/SP

Vasco da Gama/RJ Sport/PE

Θ LIBERTADORES DA AMÉRICA II Partidas de ida das quartas-de-final (ATUALIZADO EM 16/05):

Quartas-de-Final

Boca Juniors (ARG) 2 – 2 Atlas (MEX)

Só não foi um Bombonerazzo porque o time xeneize jogou no estádio do Vélez. O rubro-negro mexicano saiu na frente com Omar Serrano, mas o Boca empatou num autogol de Hugo Ayala. No segundo tempo, Cáceres deitou vantagem para o time da casa, que poderia ter ampliado, mas foi castigado no final da partida com um péssimo empate, gol de Jorge Torres. Agora, o Boca vai ter que mostrar as presas no México se quiser chegar mais longe.

São Paulo (BRA) 1 – 0 Fluminense (BRA)

Na peleja local, os tricolores paulistas saíram na frente, com gol de Adriano, e agora jogam pelo empate no Maracanã. Jogo ainda aberto, e o tricolor carioca pode surpreender.

San Lorenzo (ARG) 1 – 1 LDU Quito (EQU)

O time argentino perdeu a chance de fazer boa vantagem em casa. Saiu perdendo numa bobeada antológica do goleiro, que foi fazer graça na frente do atacante da equipe equatoriana. Somente num gol de falta a desvantagem foi diminuída, mas um 1 a 0 lá para qualquer lado resolve. Tá mais para a Liga Universitária.

América (MEX) 2 – 0 Santos (BRA)

Mais uma vez o gordinho deu show: Cabañas mostrou que tem caixa, matou duas e fez, o primeiro uma verdadeira jogada de bilhar, entre as pernas de goleiro e zagueiro. No outro, nova matada no peito e fuzilada. O Santos ainda diminuiu, mas o bandeirinha viu impedimento onde não havia, e o técnico Leão, como sempre, preferiu colocar a culpa no árbitro. Na volta, o Peixe promete marcação tripla no artilheiro Americano.

MARINA, A POTÊNCIA-SILVA

O nome corresponde a duas enunciações. Uma, mais óbvia, corresponde à identidade psicológica-social-jurídica dos indivíduos. É seu referente comunicativo. Suas duas formas de expressividade: visível e não-visível. Na primeira, quando é identificado diretamente por um outro sujeito-perceptivo; na segunda, quando é identificado por uma evocação imaginária-sujeito: lembrança. Em qualquer das duas é sempre uma identificação individual. Nada que rompa a força do significado-significante identificatório. A outra, quando escapa à identidade individual e torna-se uma potência política. Um agenciamento de desejos que apanha uma multiplicidade de indivíduos como seus propagadores. Como diz o filósofo Deleuze, “mais severo exercício de despersonalização”. Exemplo: o Marx que não é mais um nome pessoalizador de um filósofo produtor de enunciações contrárias ao sistema capitalista, mas uma subjetividade-agenciadora de desejos que apanha indivíduos como vetores enunciadores destes códigos. Não se trata mas do filósofo, mas sim de uma potência.

A POTÊNCIA-SILVA

O Silva no Brasil é praticado nas duas enunciações: Uma, a identidade psicológica-social-jurídica, e a outra, um agenciamento de desejos múltiplos. O Silva da ex-ministra Marina é mais o segundo. Há muito que Marina deixou de ser apenas um Silva identificação nominal de um indivíduo. Há muito seu Silva emergiu como potência de uma classe pobre, excluída das políticas sociais empregadas pelo Estado, em conjunção aos percursos políticos da mulher-devir-acreana. Daí este Silva tentar disjuntar as conexões da rede rígida da não-politica ambiental do Brasil, para permitir passar livremente a força ecológica necessária à construção de uma ontologia onde o homem se movimente como ser-ecosófico-ambiental-mental-social (Guattari) e não um espectro anemizado pelos imobilizantes códigos do capitalismo deletério. A Potência-Silva no Brasil é o possível de um real socializado capaz de liberar sentidos de uma classe não mais excluída, humilhada e ofendida. Este, o perigo que mina a ambição do capitalismo voraz contra-ambiental que tenta através de qualquer recurso, principalmente os mais sórdidos, eliminá-lo. Este, o devir-mulher-Marina, que tentou ecosoficar o que a tecno-burocracia-financeira conseguiu institucionalmente travar. Por enquanto.

Marina é senadora, no Senado vai flruir o Silva. Vai ficar frente a frente com o lobby dos Johns, dos Jacks, brasileiros tanto da direita quanto da chamada esquerda, mas ela sabe que a potência do Silva não se reduz a uma evocação nominal própria. Assim, silvamente, vai nessa subjetividade se movimentando nos fluxos mutantes e nos quantas desterritorializantes cosmogênicos da turbulência lucreciana do clinamen terreno.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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