Arquivo para 8 de junho de 2008

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

1ª CONFERÊNCIA NACIONAL

DE

GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS (GLBT)

Lindo, MA-RA-VI-LHO-SOOOOOOOO! Simplesmente gay! Assim foi o início da 1ª Confê GLBT do Brasil, pioneira no mundo se considerarmos a causa como uma política pública de Estado. Lula esteve por lá, ficou meio constrangido quando Fernandinha Bevenute, do movimento gay, colocou um bonezinho na cabeça dele, mas em 5 minutos já desmunhecava, batia 10 com as meninas, ria e falou sobre o preconceito de um ponto de vista de quem está inserido num movimento-minoria, que envolve não só os gays, lésbicas e trans, mas todos os “pobres”, excluídos-incluídos deste mundo.

Desta vez não foi ele, mas o gatão Toni Reis, nosso presidente, quem usou a famosa frase: “nunca antes nesse… mundo!”. É que pela primeira vez um governo coloca como pauta de Estado as políticas GLBT, não apenas como pontuação, mas como linha intensiva. Lula, como poucos, sabe dialogar com os movimentos sociais. Mais que isso, sabe que um governo não se reduz à estrutura político-administrativa de um país, mas dos movimentos intensivos produzidos pela multitude. Lula se referiu ao preconceito como doença, e tem razão: uma doença do olhar mistificado pela ilusão do modo de produção capitalista, que produz não apenas mercadorias, mas signos-produtos que aderem ao corpo, quase que impossibilitando a criação de outros modos de ser diversos do considerado padrão.

Dentre os assuntos discutidos na Confê estão:

ΦAvanços na legislação federal, com a tramitação do PLC 122/06, que prevê a criminalização da homofobia, e o projeto de união civil, de autoria da então deputada Marta Suplicy. Ambos estão na ordem do dia e ainda não foram votados apenas porque as casas legislativas federais no Brasil não conseguem enxergar as demandas e questões nacionais. Outro aspecto de mudança legislativa é a autorização para mudança de nome. Embora a luta seja por uma legislação ampla e irrestrita, algumas vitórias neste campo já foram conseguidas. No SUS, por exemplo, como você já viu aqui nesta colunéeeeesima, já é obrigatório que os servidores se dirijam ao/à usuário/a pelo seu nome social, e não o do batismo. Neste quesito, mais uma vez os paraenses mostraram porque são mais ativos que os manoniquins: em plena confê, a delegação paraense anunciou lei estadual aprovada pela governadora Ana Carepa, que obriga as escolas do Estado do Calypsooooooooo(!) a tratarem os alunos homoeróticos pelo seu nome socialmente adotado. Ih, gamamos, baby! Carepa neles!

ΦMaior visibilidade do movimento. Não a visibilidade translúcida e redundantemente delirante das grandes mídias, mas a visibilidade saída da produção social subjetiva: signos e fluxos afetivos-afetantes que modificam a socialidade real. Assim, a desembargadora gaúcha Maria Berenice Dias propõe que seja inserida na Carta de Brasília (o documento com as deliberações da 1ª Confê) a criação de um portal na internet que seja um banco de dados interativo dos processos judiciais ocorridos no Brasil, em todas as esferas do Estado, que tenham sido favoráveis ao público GLBT. Com isso, os juízes ainda não familiarizados com o movimento, terão mais facilmente acesso à jurisprudência disponível sobre o assunto, o que facilita em muito a resolução favorável ao público GLBT. Na maioria das vezes, um juiz decide por um lado ou por outro a partir de outras decisões semelhantes já ocorridas. Com isso, a visibilidade do movimento em uma das esferas mais importantes do Estado de Direito ganhará uma potente ferramenta de diluição do preconceito e da homofobia.

ΦInserção dos direitos GLBT no rol dos direitos humanos em grau de igualdade. Significa que a luta contra a homofobia andará em consonância com a luta contra o hominismo (conhecido nas quebradas como machismo), racismo, xenofobia e intolerância religiosa. Na prática, significa entender a problemática das minorias a partir do social, sem fracionar em categorias os problemas sociais. E, espera esta colunéeeeesimaaa, trabalhando não apenas no âmbito da legislação e da visibilidade, mas da guerra de linguagem, no enfraquecimento do regime de signos do Significante Despótico, que impõe o referencial O (o artigo definido) não apenas na linguagem formal, mas como signo-corpo incorporado ao nosso cotidiano, daí o preconceito ter um posicionamento tão intransigente a ponto de alguns psicólogos e sociólogos aventarem, equivocadamente, a possibilidade de que sejam inerentes ao sujeito. O que não procede. Ainda na questão da visibilidade social, o documento final da Confê sugere a criação de uma subsecretaria para as políticas públicas GLBT, vinculada à SEDH.

ΦDiversidade e Educação: a inclusão do tema “Educação para a Diversidade Sexual” no rol das disciplinas das escolas. Também toca no aspecto da própria formação do Estado de Direito. Somente modificando-se o conceito de educação com que trabalha o Estado se poderá enfraquecer os elementos discriminatórios ensignados(Deleuze) em sala de aula.

ΦA modificação da sigla GLBT para LGBT. Colocar as lésbicas à frente na sigla significa também reconhecer e colocar como prioritário o combate ao preconceito e à violência sofridos pelas fêmeas homoeróticas. Para o nosso presidente, Toni Reis, é um ato que pretende colocar em voga as reinvidicações das lésbicas, que têm problemáticas particulares e sofrem uma discriminação mais intensa do que os machos homoeróticos.

Apenas pela movimentação em torno destes assuntos, a 1ª Confê Nacional já seria um sucessaço! Mas ela foi além: mostrou que existe vida inteligente no movimento LGBT braziniquim para além dos nichos tradicionais. Mostrou também, onde se deve intensificar as ações, e onde os movimentos como potência coletiva multitude ainda são incipientes ou carregados de elementos de controle pelos agentes imobilizantes do Estado (o exemplo: Manaus, onde o movimento não se movimenta nem no plano extensivo sem o “apoio” de governo estadual e prefeitura).

Há muito trabalho pela frente – e o governo federal permitiu a abertura do Estado à discussão com os movimentos, como nunca antes neste país (hihihihi…) – mas também se pode sorrir, pois as potências intensivas que estão aparecendo mostram que as cores da bandeira LGBT são multicoloridas! Ui!

E agora vamos ver outros sopros gayzísticos (ou não) que passaram no nosso Mundico!

Φ CUBA VAI FAZER CIRURGIA DE REDESIGNAÇÃO SEXUAL. É muita loucura, Manoelita! Vamos juntar uns trocados e se mandar pra Cuba! Quero ver desta vez Cuba Lançar! A terra do “ditador” Fidel aprontou mais uma: com a medicina mais avançada do mundo, mesmo com embargo econômico, a ilhota da América Central aprovou, através do Cenesex, a realização das operações de redesignação sexual, as populares operações para mudança de sexo! Upa! Agora que a Vanderlene se realiza! Se é verdade que a ilha socialista era uma das mais ferrenhas opositoras do homoerotismo – embora, até onde se saiba e se possa confiar nos números, jamais tenha havido um só assassinato tendo como motivo a homofobia na Ilha -, se conseguiu um recrudescimento dessa subjetividade dura com uma rapidez e facilidade maior que a abertura econômica estadunidense, que maltrata e mata muito mais que qualquer discriminação. Se é assim com embargo, imagina sem… Sentiu a brisa, Neném?

Φ MILITAR HOMOERÓTICO É PERSEGUIDO, MAS NÃO ENTENDEU NADA. Menin@s, há duas questões com relação ao caso do casal Laci & Fernando. Primeiro e mais importante, a discriminação institucional promovida pelas Forças Armadas (aqui, no caso, o Exército Brasileiro): é fato que o rigor com que Laci foi preso e violentado tem muito mais elementos de homofobia do que uma simples deserção. Demonstra nada menos que a íntima relação entre a institucionalidade das Forças Armadas e um modo de existir ligado ao Hominismo. A Falocracia, ou o vazio do poder peniano, não como órgão-ferramenta da sexualidade, mas como força coercitiva presente em uma subjetividade reacionária. Não há nada no exército que interesse a um homoerótico, já que o corpo domesticado do soldado é dessexuado. Claro, atualmente as FA são vistas menos como um modo de existir do que um emprego com certa estabilidade. Ainda assim, as práticas de uso e disciplinação do corpo ainda existem. O que incomoda os generais não é nem tanto o homoerotismo, mas a sexualidade livre dos signos normatizantes do corpo disciplinado. Mas para quem gosta de um uniforme verde-oliva, ainda há esperança. A outra questão refere-se ao próprio casal: Laci e Fernando colocaram, ao comparecer a um programa sensacionalista, a discussão da questão sexual numa sociedade que controla os enunciados relativos ao corpo num plano da espetacularização. Querendo ou não, transfiguraram um corpo político através do lusco-fusco da telinha: diminuiu a potência de agir. O que Luciana Gimenez tem de interesse na causa homoerótica que não passe pela aferição do Ibope? Tod@s nós sabemos, né neném, que o homoerotismo que interessa à acéfala televisão aberta é aquele que está relacionado arbitrariamente ao exotismo, ao não-usual, ao corpo estranho exibido no circo de horrores dos bile-humorísticos televisivos. Neste aspecto, o casal prestou um desserviço a eles mesmos e a todos os que lutam para que essa subjetividade do corpo-mercadoria fetichizado enfraqueça. De quebra, ainda houve quem tenha reclamado porque o presidente Lula não comentou o caso na 1ª Confê: da forma como foi colocado, não havia o que dizer. Para Lula, que é político para além do midiático – o que não exclui a telinha – a questão é coletiva, e não cabe nenhum elemento de alienação do real e da espetacularização que não contribui com a discussão. Sentiu a brisa, Neném?

Φ BRASIL CAMPEÃO MUNDIAL DE HOMOFOBIA. Se o argumento para a criação da Lei Maria da Penha foi o destaque negativo do país no ranking da violência contra a mulher, não há mais porque adiar a votação e aprovação do PLC 122/06. De acordo com entidades que pesquisam o tema, como o Grupo Gay da Bahia, o país é campeão de registro de mortes de homoeróticos tendo como motivo a homofobia. São em média 100 registros por ano. Para se ter uma idéia, o segundo colocado, o México, registra 35 mortes por ano. Evidência de que o mesmo argumento jurídico que permitiu que a categoria social mulher tivesse uma legislação que as alçasse à condição de igualdade jurídica no plano social pode servir para que a homofobia também se torne crime. Sem perder de vista que a batalha não se reduz à Lei, que não é garantia de tranqüilidade, mas ao enfraquecimento da subjetividade falocrática que alimenta a homofobia. Mãos à obra, meninas! Sentiu a brisa, Neném?

Φ MISS BRASIL TRANSEX 2008 COROA SUA CAMPEÃ. Morram de inveja, meninas! Mas uma inveja como admiração sem ressentimento, tá! Fernandinha Lima foi eleita a Miss Brasil Transex 2008. A candidata de Santa Catarina derrutou as adversárias, mas tudo num clima de alegria e sem a competitividade mordaz dos concursos hetero. Desfilando em trajes de banho e de noite, Fernanda conquistou os jurados e o público com simpatia e estilo. Ao final, quando foi anunciada como vencedora, caiu em prantos, sendo ovacionada pelas colegas e pela platéia. Nos bastidores, a mãe, em lágrimas, não continha o riso orgulhoso pela filha! Agora, é juntar as forças e torcer pela nossa representante no concurso Miss Transex Internacional, que se realizará na Tailândia. Para ver mais fotos da Fernanda, clique aqui. Um luuuuuuuuuuxo! Sentiu a brisa, Neném?

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

POR UMA UMBANDA COMO CULTO LIVRE E PRODUTOR

Este Bloguinho Intempestivo vem desde o seu início numa relação de vizinhança com as religiões afro, buscando um encontro de aumento de potências de agir. Uma plurivocidade sem identidade, onde essas religiões potencializassem a sua voz num plano que permitisse o enfraquecimento da discriminação teo-mercadológica por parte, na maioria das vezes, de denominações igrejais, sobretudo as disangélicas (a má nova, o ressentimento de Paulo de Tarso).

Assim, este trabalho sem fins lucrativos no plano das relações capitalísticas, mas fértil em aproximações e criações de linhas intensivas afetivas-afetantes tem crescido e tocado em territórios onde antes a pluri-voz não chegava. Com isso, a aproximação de outros corpos que se apresentam para novos encontros é intensa: alguns destes corpos – a maioria – apresenta noções comuns com o trabalho do AFINSOPHIA, o que só aumenta a potência de agir e a visibilidade no plano das relações comunitárias das religiões da natureza.

No entanto, alguns corpos nada estranhos tentam orbitar no corpo Afro-Afin. São corpos que não carregam elementos corporais e incorporais de produções autônomas e livres, mas estão carregados nos clichês e signos redundantes do modo de produção capitalístico. A maioria deles é de disangelistas anti-cristos, que não compreenderam que Jesus também dança ao som contagiante dos atabaques, e cultuam um Cristo-Propriedade, eternamente na cruz, para deleite de uma culpa supostamente universal.

Foi nesta composição plurivocal, onde as vozes não têm identidade, mas potência criadora, foi que os queridos Edson “Moço Chocola” de Caboclo Codoense e Pai Nino, que estiveram na festa de Caboco Tupinambá e Caboca Iracema, no terreiro de Mãe Tânia, aproveitaram para animar a discussão sobre a hierarquização e mercadologização dos cultos afro, e a tentativa de alguns “especialistas” de produzir sentenças judicativas, mais afeitas à moralidade de classe que nega o movimento intensivo do que à uma análise partida de um iniciado nas religiões e cultos da Natureza. Fiquemos, pois, com as sábias palavras do Moço Chocola:

“Meus irmãos e amigos na fé.

Chamo-me Edson, sou conhecido e chamado carinhosamente pelos meus amigos de Chocolate e pelos guias de Moço Chocola.

Estive na Festa da Casa de minha amiga Tânia. Como sempre que me convida eu lá estou e gostaria de tomar minhas as palavras de meu querido irmão Nino lá de São Paulo, um velho sábio da missão, pois conversamos muito sobre a nossa missão e temos a seguinte conclusão sobre essa coisa de “CERTO ou ERRADO”. Gostaria de dizer que sou velho, que já tenho muitas experiências dentro da nossa querida Umbanda, que a conheço como a palma de minha mão, mas não posso. Pra ser totalmente sincero, tenho até medo de quem chega a cogitar tal possibilidade de si próprio. Venho acompanhando nesses últimos anos as salas de chat sobre Umbanda, algumas comunidades do Orkut, algumas listas de email de alguns terreiros e às vezes fico ainda com mais medo do que vejo. Fico com medo da prepotência, da intolerância e da ganância.

Prepotência porque não se ouve o próximo. Lê-se o que é dito com a certeza de que está errado. Raras as vezes que se lê que diferenças existem, e que tem que ser respeitadas. Intolerância porque essas diferenças causam brigas e trocas de ofensas, por detalhes sem importância. Afinal, que importância real tem nomear assim ou de outro modo uma faixa vibratória? Que mal tem uma pessoa entender por “Orixá” uma lenda ou uma energia? Que mal tem se Egunitá é Orixá ou o Egum da mãe Anita? Afinal, o que deveria importar não são a caridade e o amor com que se fazem os trabalhos? Ganância porque vejo cada vez mais gente querendo lucrar com o “incobrável”. São cursos e mais cursos brotando em colégios, faculdades, cursos livres, casas de estudo e quais nomes mais conseguirem encontrar. Uns querem construir um órgão supremo de Umbanda, outros querem ensinar os Sete Tronos de Exú. Cada um se esquecendo que Umbanda está no coração, e não no bolso. E é de graça que se dá o que de graça se recebe. E cada vez mais vejo novos dogmas aparecendo por aí. Dizem que no terreiro tem que cumprimentar entidade cruzando as mãos. Dizem que tem que bater no chão. Dizem que tem que rezar, que tem que incorporar assim ou assado. Dizem que tem que rezar o Pai Nosso antes da Ave Maria. Dizem que Jesus não é da Umbanda, dizem que se defuma antes de abrir as cortinas. O que importa? Posso apostar que do lado espiritual eles não fazem a mínima questão de nada disso, desde que estejamos com nossas mentes livre e nossos corpos cheio de amor e compreensão.

O mais bonito na Umbanda é sua diversidade, porque ela atende a diversidade espiritual que existe. Atende o analfabeto e o letrado. Atende os espíritos evoluídos, os atrasados, os endurecidos, os perdidos, os que nem sabe que são espíritos. Atende o negro e o branco, o amarelo e o vermelho. Atende o homem e a mulher e não faz diferença. Atende o humano, o animal, o vegetal, o espiritual, o mineral. Tudo depende de si próprio, pois é consigo mesmo que a Umbanda é feita. E por tal motivo, cada Umbanda é única, a minha Umbanda é diferente da Umbanda do dirigente da casa que freqüento. É diferente da Umbanda da minha noiva, da Umbanda do MacMônico, da Umbanda do Miudu, da Julia, do Edson, dos meus pais, dos meus “mentores espirituais”, mas ainda assim todas são uma única Umbanda, pois todas atendem ao princípio básico da religião: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. O resto é confete, ou melhor, adaptação.

Assim como um pronto-socorro é diferente de uma clínica, pois tem princípios diferentes, embora os motivos sejam os mesmos, os terreiros têm suas peculiaridades, dependendo do público espiritual que o freqüenta. Meu desenvolvimento foi único, em meu tempo de desenvolvimento, aprendi as lições pertinentes para a minha evolução e para a evolução dos que me cercam e, a partir daí, meus consulentes são selecionados para serem atendidos de uma forma que se afinem comigo. Não por mim nem por ninguém, simples questão de afinação energética. Os que tomam um passe comigo e gostam acabam voltando, os que não se afinam, escolhem outro médium em uma próxima ocasião. No desenvolvimento do MacMônico, ele aprendeu coisas pertinentes à sua evolução e, apesar de sermos da mesma época, do mesmo terreiro, aprendemos coisas diferentes. O que levaria, então, nós dois abrirmos um terreiro e levarmos as coisas de uma mesma forma? Não faria sentido. Se assim fosse, a “clientela” seria muito específica, não poderíamos levar o bem e o amor a todas as camadas da sociedade, a todas as pessoas, pois todos somos diferentes, essa é a beleza, e seria tão chato quanto ir a igreja se todos os terreiros fossem iguais, com “missários” dizendo em que momentos se deve ascender os turíbulos ou fazer o sermão, sobre o que deve-se falar e quais músicas cantar. Quando um deve entrar e outro assumir e o que deve ter aprendido até lá.

E por que estou escrevendo tudo isso?

Porque tenho visto uma busca incessante por apostilas de cambones, de mediunidade, de ogãs. O que o cambone faz? O que é necessário para o seu terreiro prestar a caridade. O que o Ogã faz? O que é necessário para o seu terreiro prestar a caridade. O que o médium faz? O que é necessário para o seu terreiro prestar a caridade. Como eles fazem? Isso vai de cada estado, de cada cidade, de cada cultura, vai de cada casa, de cada um, de casa situação. O estudo sempre é útil, claro, mas às vezes precisamos ter uma alta quantidade de discernimento para ver, ouvir e selecionar. Senão caímos naquela velha história de sempre: prepotência, intolerância, ganância.

Então meus queridos irmãos. Sejamos sensatos e não apontemos o dedo nas feridas alheias, importante é que cada Umbanda é uma Umbanda, cada casa é uma casa e por ai vai, gostaria de parabenizar a Tânia aos convidados e também a AFIN pelo belo incentivo e pela divulgação dos cultos afro-brasileiros.

Muita Paz e Amor!”

Pai Nino e Moço Chocola de Caboclo Codoense (membro da FUCABEAM).


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Outras Comunalidades

   

Categorias

Arquivos

Blog Stats

  • 4.244.830 hits

Páginas

Arquivos