Arquivo para junho \17\-04:00 2008



CONFERÊNCIA DAS POLÍTICAS CONTRA O RACISMO

Com o objetivo de combater o racismo, a discriminação e a intolerância racial, começou hoje, em Brasília, A Conferência Regional Para América Latina e Caribe. Esta Conferência tem como fator a reflexão sobre o anterior encontro na África do Sul, e conta com participação dos países dos dois blocos membros das políticas contra a violência racial da ONU. A abertura contou com o discurso do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos. Não confundir com Edson Arantes, o Pelé, que não tem nada a ver com a luta da negritude.

A QUEM INTERESSA LUIZ CASTRO (PPS) VICE DE PRACIANO?

A todos candidatos à prefeitura de Manaus e seus comparsas. Todos que possuem o entendimento de que democracia é a política social técnica-burocrática coordenada e dirigida por grupos semelhantes mais endereçada a seus benefícios do que ao beneficiário democraticamente natural: o Povo. Como diria o filósofo Spinoza, sujeitos mais preocupados em preparar armadilhas para o povo do que governar juntamente com ele. Nesta ordem irmandade pessoal, nada de democracia como devir libertador das paixões tristes e produtor do aumento da potência de agir em comunalidade. Afetos fundadores de uma cidade em continuum movimento. A alegria de todos.

A candidatura de Praciano do PT, não saiu dos interesses e da prepotência de alguns membros do partido considerados seus “proprietários”. Não, é uma candidatura saída das manifestações das bases do partido e do desejo de grande parte da população manauara, que viu no deputado federal a grande oportunidade de romper com a seqüência tautológica do jeito anti-popular de dominar Manaus, eufemisticamente significada de governar “com, pelo, para o povo”. Na verdade, em sua crueza, apropriação inoperante da cidade de Manaus. Esta a razão da candidatura de Praciano que ainda teve de se impor contra o gosto de membros do PT que fazem parte dos governos reacionários da direita estadual e municipal. Personagens ‘ilustres’ como o braço direito do prefeito Serafim (PSB), Dr Marcus Barros (ex-Ibama), e o líder do governador Eduardo Braga (PMDB? Já passou por tantos), Sinésio Campos. Dois governos em que se entrelaçam amigavelmente parlamentares, secretários, funcionários, cabos eleitorais, entre tantos, formando a subjetividade medieval que se apossou de Manaus/Amazonas antes e depois da ditadura.

Agora, eis que configurada politicamente a candidatura de Praciano, surge no seio dos próprios responsáveis pela práxis de sua candidatura a indicação do nome do deputado estadual Luiz Castro, ex-secretário do governo Eduardo Braga, afilhado (e devedor de sua existência, no que eles chamam de política) de Amazonino Mendes, ex-governador do Amazonas, protegido, em tristes tempos brasilis, de Fernando Henrique, e afilhado do ex-governador Gilberto Mestrinho, exilado pela ditadura no Rio de Janeiro, que o nomeou prefeito biônico de Manaus. O começo da “pós-modernidade” política do Amazonas.

Os argumentos destes membros do grupo Praciano são os mais estapafúrdios possíveis, quase ganhando dos da dupla PSDB/PFL. Dizem: que receberam informação da nacional que não existe nada moralmente que impeça sua aceitação na vice. Outro dizem: que sendo do PPS não tem problema porque quem faz oposição ao governo Lula é o Roberto Freire. Mais outro dizem: que Luiz Castro levará consigo um maior número de candidatos à vereança e com isso Praciano terá mais gente trabalhando por ele. Mais, mais outro dizem: que aumentará o horário de Praciano na mídia.

DO ANTI-DIZEM

Dizem: Não é só a integridade moral de um homem que o faz democrata. Um homem é democrata quando é apanhado pela potência constitutiva do Bem Comum como produção de todos em diálogos que escapam às determinações das classes sociais. O que não salta, com todo respeito, no deputado Luiz Castro. O quid necessário para os enfrentamentos legislativos saídos da crítica social que nenhum curso superior garante. Pelo que temos visto na performance do deputado, essa crítica não foi dialetizada em si. Talvez a razão de ter aceito ser secretário de governo de Eduardo Braga. Onde não há possibilidade da crítica se fazer atuante. Com toda ilusão do também secretário Eron Bezerra, do PCdoB. A crítica, no sentido grego do examinar, e, marxista, do processual dialético como práxis conjuminada com a teoria, para além da teoria.

Outro dizem: O PPS é um partido cuja ‘existência’, como muitos, é quimérica: não tem essência e nem existência. Não pode ser pensado e nem experimentado, já que surgiu de uma projeção idealizada como um sonho do PCB. Triste onirismo que não carrega nada de comunista. Daí que nenhum comunista histórico ingressou em sua hoste. A não ser o que menos era comunista: Roberto Freire. E por aqui, o velho companheiro/cantor, Guto, que já saiu, o bom filho do nobre Carapanã. Sem esquecer de Jungman, o investigado. E também que o próprio Eduardo Braga já foi seu grande representante.

Mais outro dizem: Grande número de candidatos à vereança não garante vitória a nenhum prefeiturável. Em campanha é quase sempre “cada um por si e Deus contra todos”, como diria o cinegrafista alemão Hezog. É mais fácil a D. Maria da Glória lá no Novo Aleixo, zona Leste de Manaus, no devir de sua existência inquieta oitentona, conseguir eleitores do que muitos ambiciosos juntos.

Mais, mais outro dizem: Tempo na mídia não garante vitória de ninguém. Nas eleições passadas para prefeito, Amazonino tinha mais tempo do que o tempo capitalista da Globo, e não ganhou. Enéias, com menos tempo que a tartaruga de Aquiles, ganhou suas corridas parlamentares. Um ativo e sincero corpo a corpo junto ao povo é que ganha eleição, o que Praciano carrega muito bem, e não aparecimento maior na mídia. O candidato anti democrata, especulador e calculista, na mídia e fora, não carrega o convite ao diálogo democrático que o povo carrega. A fundamentação do Logos da Sociedade.

Agora ficou fácil, todo mundo compreende” (Belchior) a quem interessa Luiz Castro como vice de Praciano. Aos reacionários para poderem cantar: “Somos todos iguais nesta eleição. Ninguém é diferente”. E nesta lógica, aquele que mais trapacear ganha. Por tal, eles afirmam possuir seus guetos eleitorais. Conhecidos como currais eleitorais, onde a pastoral do gado anti-democrático quem ordena são as direitas.

*….:: CHAGÃOZINHO EUROCOPA! ::.….*

Θ Decisão do Grupo B, com os lusos de olho se pegariam os donos da casa ou os lenhadores alemães. E embora países vizinhos, com língua e culturas semelhantes, não houve zona de vizinhança produtora de linhas intensivas nesta partida. Apenas a repetição redundante, briga entre irmãos querendo ser iguais. Praticamente um edipianismo futebolístico. Emoções sim, para os que torceram para o time que é conhecido como Alemanha B (a Áustria). No primeiro tempo, muito voluntarismo, pouca intimidade com a Leonor: assim jogaram os donos da casa. Do lado dos alemães, nem mesmo o feijão-com-arroz, melhor, salsichão com chucrute, saiu. Um jogo feio, que lembrou e muito uma certa seleção amarela que aterrisou em Belo Horizonte hoje… O segundo tempo trouxe uma Alemanha mais próxima do que é a proposta dos tricolores: lançamentos longos, passes no meio à exaustão e pouca criatividade. Do lado dos austríacos, muita correria, mas mesmo com a ajuda da defesa bávara, o ataque vermelho e branco acabava se atrapalhando com aquele estranho objeto esférico que insistia em se enroscar nas canelas dos jogadores. E como, sem chegar, a Alemanha sempre acaba chegando, numa falta próxima à grande área, um rolou, o outro pisou, e o perverso Michael Ballack empurrou pro fundo das redes, para fazer o tento que levou os bávaros às quartas-de-finais. Do outro lado, e sem a análise chagânica, a líder Croácia ainda se deu ao desfrute de terminar a primeira fase em 100%, vencendo a Fla-Polônia por um a zero, gol de Ivan Klasnic. Agora, os croatas seguram a euforia turca, enquanto os filipenses encaram os lenhadores germânicos.

Áustria 0 – 1 Alemanha

Croácia 1 – 0 Polônia

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# A Doutrina da Igreja Católica, em seu discurso teológico sobre as ações dos homens bons junto aos seus próximos, carrega a potência democrática do FAZE O BEM E NÃO DIGAS A QUEM, ou, seja, praticar um ato bom sem nenhum interesse ao reconhecimento, já que o reconhecimento é da ordem da vaidade do homem. Função de sua fraqueza decorrente de baixo auto-valor, ou comportamento de“quem ainda não se encontrou, ou que já voltou a se perder” (Marx). Propósito que foge à propaganda da evangelização que se dá na alternância comprometida do cristão engajado em sociedade. Cristão livre democraticamente. Fora da dívida de gratidão. O cristão do Cristo filho de Maria, e não o paulino.

Hoje, dia 16 de junho, pela manhã, D. Mário, um dos religiosos importantes da Arquidiocese de Manaus, mostrando uma face gratificada, foi homenageado na Câmara do Vereadores por seus trabalhos na área social, principalmente à frente da Fazenda Esperança, que desenvolve trabalho de reabilitação de drogados. Do entendimento desta Vertebral surgem dois rastros humanos demasiado humanos (Nietzsche). Um, em razão da fraca atuação democrática da maioria dos edis desta casa, D. Mário, com sua presença, coloca-se em equivalência ao estado de coisas deste território legislativo. Dois, D. Mário, de acordo com a Doutrina Cristã, se apresenta mais como ser antropologizado do que teologizado. Além do quê, com seu ato, elevar estes edis a categoria de Deus capazes de atingirem o conhecimento de sua obra. Apesar destes percalços, a segundona TDPM – Transtorno Disfórico Pré Mestrual não me leva mal.

# A Polícia Federal, na operação “De Volta Para Pasárgada”, continuação da Pasárgada I, prendeu pela segunda vez O PREFEITO DE JUIZ DE FORA, Alberto Bejani (PTB-MG), que já renunciou, por desvio de dinheiro público perpetrado por uma quadrilha recheada de grandes personalidades, de lobistas, passando por parlamentares, chegando até ao poder judiciário. Lá como cá, a virulência da anomalia democrática, roubo do dinheiro publico, é pandêmica. O prefeito do município de Coari, Adail Pinheiro, é acusado da formação de uma das maiores quadrilhas de roubo do dinheiro público. Lá, como cá, os personagens vão de parlamentares, secretários, serventes, juízes, tocando nas chamadas autoridades dos governos do Amazonas. Cá, como não lá, a PF ainda tenta prender (questão de pouco tempo) o acusado de chefe, Adail, e cá, como não lá, ele diz não renunciar. Enquanto isso, notórios inimigos do povo, principalmente os que usam a miséria para se eleger, querem uma CPI. Na linguagem popular: Jogo de cena. Na linguagem teológica: “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”.

# Tão Gomes Pinto é um dos poucos jornalistas do Brasil engajado socialmente. Conhecemos sua letra desde o tempo da Isto É dirigida pelo insuspeito jornalista ítalo-brasileiro, Mino Carta, criador e dirigente da revista Veja, no período cruel da ditadura, totalmente diferente desta Veja de hoje com os Mainardis, colunismo social de salão de beleza e consultório médico. Pois bem, o Tão escreveu uma espécie de biografia: “ELE, MALUF, A TRAJETÓRIA DA AUDÁCIA”. O lançamento está sendo hoje, com a presença de um Maluf felicíssimo, tanto em razão da pena de Tão, como sua crença de que foi muito importante para a democracia brasileira. Ora, ora, ninguém precisa falar sobre este espécime herdeiro de Ademar de Barros: “Rouba, mas faz”. Lógica aplicada no Brasil, e também aqui no Amazonas. Maluf é candidato a prefeito de São Paulo pelo seu partido PP-SP, por sua trajetória, é provável que seu livro não seja lido por seus semelhantes do legislativo e executivo, já que estes, em suas práticas, afirmam com sucesso a aprendizagem na escola malufista.

Me foque!

Isto é rock!

Beijos e Abraços Vertebrais!

COLUNA DO MEIO

AS ÁGUAS DA AMAZÔNIA

Enquanto muitos discutem sobre quem o é dono da Amazônia ou quem realmente sabe cuidar e tutelar este “menor incapaz”, constantemente abusado por diversos monstros, Les énergies du progrès trazem os ares francófonos na luta mundial para trazer o desenvolvimento econômico e evitar futuros problemas de falta de energia no Brasil. Há os que preferem cavar e tentar restaurar, com constantes ataques de xenofobia, amarrados ao passado glamouroso e jamais vivido, cavam, cavam, cavam, a procura do glamour da Belle Époque debaixo da terra.

Por enquanto os olhares estão atentos ao desmatamento da Amazônia, ao estiloso ministro do meio ambiente e seu desempenho ao tentar conversar com os vilões e negociar um bom preço para “manter a floresta em pé”. E os negócios dão continuidade ao progresso. Em maio passado, o consórcio Energia Sustentável do Brasil venceu o leilão da Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira – Rondônia. O consórcio é liderado pelo Groupe Suez, grupo franco-belga, uma das maiores multinacionais no segmento da energia (elétrica ou gás) e ambiente (água e saneamento), uma antiga conhecida da não-cidade de Manaus. Teoricamente o maior grupo privado gerador de energia elétrica, presta serviços de utilidade pública, como fornecimento de eletricidade, gás, energia, água, administração do lixo. Na América do Sul, se encontra no Peru, Chile, Argentina e Brasil.

O grupo, segundo Dirk Beeuwsaert (da SUEZ Energy International), dispõe de grande experiência que pode proporcionar o desenvolvimento e a construção de novos projetos para Brasil e está empenhado para participar do crescimento do setor energético brasileiro. Mas o objetivo principal é aumentar sua participação nos projeto rentáveis. A Usina Hidrelétrica Jirau é um dos empreendimentos que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), considerado o mais importante para a região como uma estratégia para a geração de energia limpa e renovável. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, vibrou com o resultado do leilão e está certo da garantia da energia disponível a partir de 2013, pelo prazo de 30 anos. O PAC realmente é um investimento rentável, pois as estimativas são boas do ponto de vista do desenvolvimento e a geração de lucro para uma multinacional já consolidada no Brasil, atuando há mais de 50 anos.

Na busca pelo negócio rentável, temos como exemplo o trabalho do Grupo Suez/Águas do Amazonas em Manaus, desde 2000, quando assumiu o serviço de saneamento básico e distribuição de água. Foi a primeira privatização do setor de saneamento básico de uma capital brasileira. Disso os xenófobos podem se orgulhar. Mas a gestão à moda francesa se constitui na prática da opacidade, superfaturamento e monopólio não só em Manaus, mas onde suas filiais estão, até em muitas cidades francesas. Onde criou dispositivos para assegurar os lucros previstos pelo grupo, pois qualquer acontecimento político, econômico ou social poderia ser uma ameaça aos seus objetivos. Aqui o experiente grupo instituiu o que chamam de apartheid da água, dividindo Manaus em duas grandes áreas: uma consolidada, com água potável distribuída; outra não regularizada, a periferia onde não tem água e se tivesse as normas de potabilidade não seriam respeitadas.

Os principais opositores deste grande negócio seguem a mesma linha de atuação das ONGs, de alguns chamados movimentos sociais e mídia apocalípticos, tornando-se seus principais investidores. A mídia investe pesado tanto no mercado das notícias sobre pedofilia quanto dos vilões da floresta. A Amazônia continua indefesa. Um grupo de franceses está na região fazendo um documentário para constatar se o Brasil realmente está cuidando do “menor indefeso”, mas há quem acredite que a única forma de resolver o problema do desmatamento e internacionalização é por meio de uma CPI. Já que a palavra de ordem é o lucro, a CPI da pedofilia já alcança este objetivo.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo

deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ DAS INJUSTIÇAS DO FUTEBUSINESS. Vez em quando, e alguns jornalistas brasileiros se debruçam sobre o suposto suborno da seleção peruana na Copa de 1978. Os argentinos precisavam golear por pelo menos 6 gols de diferença, e venceram aquele que talvez tenha sido o melhor selecionado peruano da história. Com o resultado, a equipe local superou o Brasil em saldo de gols e foi adiante, sagrando-se campeã diante dos holandeses. Até hoje os jornalistas se referem à seleção brasileira daquele ano como “campeã moral”, pois saiu invicta. Entre confissões, desmentidos e muito ressentimento, um pouco desta história está sendo contada pelo portal Terra Magazine. Lá, o jornalista Ezequiel Fernández Moores mostra que não foi somente a ditadura argentina que se envolveu na situação. Não se sabe se houve efetivamente o suborno, mas a participação do general Francisco Moralez Bermúdez, ditador peruano, num esquema mais para intimidação do que para suborno. Havia saída para os jogadores? Claro que sim. No entanto, não se pode simplesmente culpabilizá-los, sem examinar o contexto da situação. Além do mais, o Brasil, que já foi beneficiado em outros episódios, age neste como interessado no título, e em nenhum momento critica a estrutura da FIFA, envolvida politicamente com as ditaduras sudamericanas. É preciso lembrar que a FIFA foi a primeira entidade internacional que deu aval ao golpe sangrento do general Pinochet no Chile. Mais: na copa de 66, a arbitragem foi claramente a favor dos donos da casa e dos europeus em geral. Argentina e Uruguai foram praticamente retirados do torneio pelos árbitros. Na copa de 1990, a Alemanha caçou Maradona em campo, e venceu com um penal inexistente. Em 1994, Maradona mijou, e a FIFA aproveitou a efedrina – droga contida em remédios para emagrecer – para tirá-lo da copa, numa rigidez nunca antes vista. Todos os casos anteriores de doping por efedrina foram punidos com um ou dois jogos. Maradona, que vinha de uma recuperação, e jogou tudo o que sabia contra os nigerianos naquele dia, foi tirado da competição, com a anuência, hoje se sabe, do presidente da AFA, Julio Grondona (o Ricardo Teixeira deles). Os resultados armados, portanto, não são o problema em si, mas apenas a consequência de um futebol tratado não como jogo, mas como produto, como negócio. Vence quem dá mais lucro. Quem incomoda, é retirado. E isso o Brasil não reclama. Muito menos seus jornalistas.

Θ CHAGÃO PERGUNTA: Clube saído da segunda divisão e dos guetos do Rio de Janeiro, não foi o primeiro a escalar um negro, mas foi o primeiro clube a permitir a mistura sem conflitos internos e externos. Embora preferisse a brancura, não dispensava um bom jogador de pele escura: no ano de 1923, o Vasco da Gama levou o caneco de campeão, com a penas uma derrota, para um Flamengo esbranquiçado. Dali em diante não teve jeito: quem quisesse ser campeão ia ter que abrir as portas para o devir-negro no futebol. Agora, o ‘Chagão!’ quer saber: o futebol holandês, que está causando furor na Euro2008 foi um dos últimos da Europa e do mundo a se profissionalizar. Em que ano isto aconteceu?

Θ EUROCOPA AUSTRIA/SUÍÇA 2008. Aqui você confere os placares dos jogos já realizados, a tabela dos confrontos e os confrontos eliminatórios. As resenhas das partidas você continua lendo no nosso Chagãozinho Eurocopa, diariamente:

GRUPO A

Portugal – 6

Turquia – 6

Rep. Tcheca – 3

Suíça – 3

Portugal 2 – 0 Turquia

Suíça 0 – 1 Rep. Tcheca

Suíça 1 – 2 Turquia

Rep. Tcheca 1 – 3 Portugal

Suíça 2 – 0 Portugal

Turquia 3 – 2 Rep. Tcheca

Na última rodada, a seleção portuguesa entrou com oito suplentes, já pensando nas quartas-de-final, e encontraram uma Suíça com ganas de se despedir de sua torcida com ao menos um resultado honroso. No primeiro tempo, os lusos até ensaiaram uma vitória, mas foram displicentes. No segundo tempo, Portugal piorou, a Suíça melhorou (se é que isso é possível), e Yakin, para a terra do queijo, marcando duas vezes, deu ao seu país ao menos o alento de uma vitória. Portugal entra em campo na quinta-feira, para decidir sua estadia na Euro2008, contra Alemanha ou Áustria. Na outra partida, dentes à mostra e dedo em riste: uma das duas seleções seria a classificada, ainda que nos penais. Iguais em tudo, até no futebol medíocre, turcos e tchecos fizeram uma partida, senão brilhante, ao menos movimentada em emoções. Jogando à lá França 2006, os tchecos pareciam querer levar a vaga, e tomaram conta do primeiro tempo, saindo com a vantagem mínima, numa cabeçada de Koller, aos 33 minutos. No segundo tempo, a Turquia equilibrou as ações, mas Plasil – o anti-enjôo – marcou o segundo gol, aos 17. Parecia tudo definido, mas não para o atacante do Villareal, Nihat. Aos 29, Turan diminuiu. Aí Nihat começou a alinhar luta, disposição e um pouco de sorte. Aos 42 minutos, o goleiro Peter Cech largou uma bola fácil nos pés do atacante turco, que deixou tudo igual. Com o gol, a Turquia sufocou, e dois minutos depois, ele de novo, Nihat, pra classificar os turcos, que agora comemoram pensando na Croácia.

GRUPO B

Croácia – 6

Alemanha – 3

Áustria – 1

Polônia – 1

Alemanha 2 – 0 Polônia

Áustria 0 – 1 Croácia

Croácia 2 – 0 Alemanha

Áustria 1 – 1 Polônia

Hoje

Polônia – Croácia

Áustria – Alemanha

GRUPO C

Holanda – 6

Romênia – 2

França – 1

Itália – 1

Holanda 3 – 0 Itália

Romênia 0 – 0 França

Itália 1 – 1 Romênia

Holanda 4 – 1 França

17/06

Holanda – Romênia

França – Itália

GRUPO D

Espanha – 6

Suécia – 3

Russia – 3

Grécia – 0

Grécia 0 – 2 Suécia

Espanha 4 – 1 Russia

Suécia 1 – 2 Espanha

Grécia 0 – 1 Russia

18/06

Grécia – Espanha

Russia – Suécia

Θ ELIMINATÓRIAS SUDAMERICANAS COPA 2010 (I). O Brasil foi ao Defensores Del Chaco para enfrentar os niños do Presidente Lugo. Enquanto a imprensa paraguaia dava como favas contadas uma vitória e a consolidação da liderança, a braziniquim desdenhava, pero no mucho, já que a escalação do trio de volantes mais um meia-bala no time amarelinho era certa. Brasil, zero atacantes, Paraguai, três, dentre eles o insaciável Cabañas. E não deu outra. O Brasil, temendo o gigante guarany, passou o primeiro tempo todo se escondendo atrás das traves, o que permitiu ao atabalhoado ataque alvi-rubro enfiar um a zero, com uma finta tática de Cabañas e finalização de Roque Santa Cruz. O meio campo do preferido da Branca de Neve fazia o que podia: chutes pra frente, sem direção. O final do primeiro tempo foi comemorado: 1 a 0 era pouco. No segundo tempo, mesmo com a expulsão do lateral Darío Verón, o Paraguai se defendeu, se não com competência, pelo menos o suficiente para o ataque brasileiro ficar mais perdido que a direita brasileira no governo Lula. Mesmo com o desmonte do meio-campo defensivo e a entrada de Adriano, Anderson e Julio Baptista, o ataque continuou uma nulidade intensiva, ainda que numeroso extensivamente. Ainda deu tempo da dupla Cabañas e Santa Cruz deitar e rolar, com bola na trave, passe genial e um gol do gorditcho maravilha, meio de perna, meio de joelho, num rebote do goleiro Júlio César. Aliás, JC foi um caso à parte. No final, sendo entrevistados, alguns perplexos, outros lucidamente afirmando que o jogo foi o que todo mundo viu, o goleiro ex-flamengo saiu visivelmente irado, xingando e colocando a culpa pela derrota no árbitro. É interessante como alguns jogadores, quando vão para a Europa, adquirem ao menos alguns elementos culturais dos locais onde vivem. Raí, por exemplo, é até hoje respeitando tanto como jogador quanto intelectualmente no metiê de Paris. Já Julio César continua a mesma ferradura que espancou um torcedor do Flamengo anos atrás, e talvez esteja até pior. Limitação epistemológica gravíssima. O mais novo dos anões agora torce por uma vitória contra os argentinos, ao menos para fazer de conta que não vai cair antes das Olimpíadas.

Θ ELIMINATÓRIAS SUDAMERICANAS COPA 2010 (II). A imprensa argentina até torceu para que a sua seleção chegasse com moral para o confronto com o Brasil. Falaram até em derrubar o técnico Dunga, num gesto de solidariedade internacional. No entanto, quem viu a peleja entre albicelestes e equatorianos, viu os meninos de Rafa Corrêa se defendendo sem muita necessidade de uma Argentina mais próxima aos agricultores do movimento anti-governo do que de Chris Kirchner. Com o trio de Maradona (Riquelme, Agüero e Messi) e mais oito, não houve quem distinguisse bom de ruim: todos foram péssimos. Em pleno Monumental, um embate soporífero. Com Heinze, DeMichelis e Burdisso na zaga, nenhum sobressalto. O mesmo podia-se dizer da retaguarda amarela, que não sofreu sobressaltos durante todo o primeiro tempo. Uma nulidade. Aos 23 do segundo tempo, cansado de esperar, o Equador resolveu ir à frente, e deu certo! Passe de cabo Tenório para o LDU Urrutia, que arrematou da entrada da área, e o goleiro Abbondanzieri, Pato que é, aceitou. Daí o Equador resolveu colombianizar, e começou a querer tocar a bola com esmero e dar olé nos portenhos. Não deu outra: no apagar das luzes, Rodrigo Palacio, que entrou no lugar de Verón, aproveitou contra-ataque numa bola perdida do meio-campo do Equador, e empatou, para desafogo da torcida, tão apática quanto o time. Preocupados com o Brasil, os argentinos esqueceram os “outros” amarelos. O que é pior? Perder três pontos fora, ou fazer apenas um em casa? O confronto entre brasileiros e argentinos, na próxima quarta-feira, com esse preâmbulo sofrível, dirá. É possível ainda naturalizar argentino o gordutcho Cabañas?

Θ ELIMINATÓRIAS SUDAMERICANAS COPA 2010 (III). Outros resultados, próximos confrontos e classificação:

5a Rodada: 14 e 15/06

Peru 1 – 1 Colômbia (Lima)

Uruguai 1 – 1 Venezuela (Montevidéu)

Paraguai 2 – 0 Brasil (Assunção)

Argentina 1 – 1 Equador (Buenos Aires)

Bolívia 0 – 2 Chile (La Paz)

6a Rodada: 17 e 18/06

Uruguai – Peru (Montevidéu)

Equador – Colômbia (Quito)

Brasil – Argentina (Belo Horizonte)

Bolívia – Paraguai (La Paz)

Venezuela – Chile (Puerto La Cruz)

Classificação:

Paraguai – 13

Argentina – 10

Colômbia – 09

Brasil – 08

Venezuela – 07

Chile – 07

Uruguai – 05

Equador – 04

Peru – 03

Bolívia – 01

Θ BRASILEIRÃO 2008 SÉRIE A. A sexta rodada terminou com três líderes, com a queda do último invicto, e com o ressurgimento do campeão do ano passado. Flamengo, Grêmio e Cruzeiro seguram a ponta, com o rubro-negro carioca no primeiro lugar po um golzinho de saldo. Mesmo assim, no confronto com o tricolor paulista, o urubu “cabañizou” e tomou de quatro, quando pensava que venceria fácil. Mais três jogos terminaram em goleada. Em compensação, Coritiba e Vitória não saíram do zero. Fluzão continua temporariamente na lanterna, mas o Goiás faz competente trabalho rumo à Série B, e tem tudo para superar o tricolor carioca. O campeão do Brasil, Sport, comemorou a mais e tropeçou no Figueirense, e o Internacional, se despedindo de Fernandão, venceu o Bota. Na artilharia, Marcinho, do Flamengo, com 05 gols, seguido de Guilherme (Cruzeiro), Alex Mineiro (Palmeiras) e Diogo (Portuguesa), todos com 04. Resultados:

Série A: Atlético-MG, Atlético-PR, Botafogo-RJ, Coritiba, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Internacional, Ipatinga-MG, Náutico, Palmeiras, Portuguesa-SP, Santos, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vitória-BA

6ª Rodada Série A – 12/06 e 14/06

Fluminense 1 – 1 Santos

Palmeiras 5 – 2 Cruzeiro

Atlético/MG 4 – 2 Ipatinga

Figueirense 3 – 1 Sport Recife

Internacional 2 – 1 Botafogo

Flamengo 2 – 4 São Paulo

Portuguesa 1 – 0 Atlético/PR

Náutico 1 – 1 Vasco

Goiás 0 – 3 Grêmio

Coritiba 0 – 0 Vitória

Classificação*

Flamengo  –  13

Grêmio  –  13

Cruzeiro  –  13

Náutico  –  11

Palmeiras  –  10

São Paulo  –  09

Atlético/MG  –  09

Atlético/PR  –  08

Vasco  –  08

Vitória  –  08

Portuguesa  –  08

Sport Recife  –  05

Figueirense  –  08

Internacional  –  07

Botafogo  –  07

Coritiba  –  06

Santos  –  05

Ipatinga  –  05

Goiás  –  03

Fluminense  –  02

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

Θ BRASILEIRÃO 2008 SÉRIE B. Dois paulistas, um gaúcho e um cearense são, no momento, os que irão à série A do ano que vem, até esta sexta rodada. Agora que já sabemos que o Corinthians só bate em galináceo abatido, a ordem no certame é, quem perder para o Corinthians não merece a piedade da torcida. E tem clube que já pensa em adotar um Leão como mascote, pra ver se para a sanha do Timão. Na ponta de baixo, Paraná Clube e América de Natal concorrem para abrilhantar a série C 2009, enquanto o Gama continua em reação, já são seis pontos. Na artilharia, ele: Túlio Maravilha, o matador do Vila Nova, com 6 gols. Confira os resultados:

Série B: ABC-RN, América-RN, Avaí, Bahia-BA, Bragantino, Brasiliense, Ceará, CRB-AL, Corinthians, Criciúma, Fortaleza, Gama, Grêmio Barueri, Juventude, Marília, Paraná Clube, Ponte Preta, Santo André, São Caetano, Vila Nova

6ª Rodada Série B – 10, 13 e 14/06

Marília 3 – 1 Ponte Preta

Juventude 1 – 1 Fortaleza

Gama 1 – 0 CRB

Ceará 2 – 0 América/RN

Barueri 1 – 5 Santo André

Avaí 4 – 1 Vila Nova

Bahia 2 – 0 Paraná Clube

Corinthians 4 – 1 Brasiliense

São Caetano 2 – 0 Bragantino

ABC/RN 0 – 0 Criciúma

Classificação*

Corinthians  –  18

São Caetano  –  11

Juventude  –  11

Ceará  –  10

Avaí  –  10

Vila Nova  –  09

Fortaleza  –  09

ABC/RN  –  09

Santo André  –  08

Bahia  –  08

Brasiliense  –  08

Barueri  –  08

Criciúma  –  07

Bragantino  –  07

Marília  –  07

Ponte Preta  –  06

Gama  –  06

CRB  –  04

Paraná Clube  –  04

América/RN  –  03

* Em roxo, os classificados para a Série A do Brasileirão ‘09; em cinza, os rebaixados para a série C.

Θ PARAZÃO 2008. Definidos os finalistas do returno do Parazão 2008! Clube do Remo e Paysandu farão a decisão. Na primeira semifinal, o Remo empatou com o supreendente São Raimundo, que de virgem no primeiro turno passou a quarto colocado e semifinalista no segundo. Com a vantagem de poder empatar, o Remo ainda desperdiçou um penal. Já o jogo do Papão, além de entrar para a história do estaduais, levou muito azul-e-branco para o Captopril! O time também precisava do empate contra o Ananindeua, mas até os 41 minutos do segundo tempo, perdia por 2 a 0! Num bate-rebate, Samuel diminuiu para o Paysandu, que se jogou ao ataque, até que aos 45, num rebote do goleiro, Zé Augusto fez explodir o Mangueirão. Com os resultados, Papão, Remo e Águia de Marabá serão os representantes da maniçoba na Série C 2008. E quem levar o segundo turno, disputa com os marabaenses o título do Parazão 2008. Confira os resultados:

Semifinais

Quinta-feira, 12/06

Remo 1 – 1 São Raimundo

Sábado, 14/06

Paysandu 2 – 2 Ananindeua

Final (Returno)

Domingo, 22/06

Remo – Paysandu

(16h, Mangueirão)

Θ CAMPEONATO URUGUAIO 2007/2008. Encerrado o torneio Clausura, o torcedor uruguaio agora fica na expectativa do campeão máximo do país, o Campeão Uruguaio. A fórmula da disputa é simples: há o campeão do Apertura/07 (Defensor Sporting), o do Clausura/08 (Peñarol), e o Anual (Defensor Sporting), que é o time que mais pontos fez somando-se a pontuação do Apertura e Clausura. A semifinal acontece entre o Campeão do Clausura/08 (Peñarol) e o do Apertura/07 (Defensor Sporting), em ida e volta (22 e 25 de junho, com uma terceira partida em 29, caso haja uma vitória para cada lado). O vencedor disputa a finalíssima do Uruguaio com o campeão Anual. Caso vença o Peñarol, poderemos ter até 6 partidas seguidas entre Peñarol e Defensor Sporting. Caso os violetas vençam, são campeões diretos, sem final. O vencedor do Uruguaio temporada 07/08 se classifica diretamente para a Libertadores’09. Entendeu?

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

A FORÇA DO ENUNCIADO VERSUS A POTÊNCIA GAY

Muito interessante e revelador o fato de que somente a TV Cultura tenha incluído como pauta para um programa de análise jornalística a 1ª Confê Nacional LGBT, bem como as políticas públicas para a categoria. Primeiro, demonstra claramente a (des)importância para o movimento pseudos engajamentos televisivos, estilo “beijo gay em novela”, que colocam o homoerótico na condição de sujeito-sujeitado consumidor.

No entanto, o formato do programa onde foi discutida a questão não provilegia um aprofundamento, não permite mais que um comentário, um “palpite” sobre o assunto. Não é uma característica apenas do programa. No Brasil, a televisão tem uma temporalidade de exibição toda cronometrada e distribuída em função não do uso do espectro eletromagnético de som e imagem em assuntos necessários à construção de comunidades, mas ao adestramento e capturação do Desejo pela indústria do consumo.

Ainda assim, o professor, antropólogo e um dos mais antigos militantes da causa LGBT, Luiz Mott, esteve no programa Opinião Nacional, apresentado pelo mediador Alexandre Machado, nesta quinta-feira última. Junto com ele, estiveram José Guerra, representante da SEHD e um dos coordenadores da 1ª Confê LGBT, Cláudio Picazio, psicólogo, e Anna Mautner, psicanalista.

Entre uma e outra incoerência (como a falsa ironia do apresentador-mediador em afirmar que o governo não tem maioria para aprovar a PLC 122/06, mas tem para aprovar a CSS – limitação epistemológica de quem acredita poder se opor sem criar), o programa acertou em uma questão: manteve a discussão no plano do Estado laico, mesmo com a intromissão de Paulos de Tarso do Brasil inteiro.

No entanto, um aspecto chamou a atenção, além da já comentada superficialidade da discussão.

Vários leitores perguntaram sobre o comportamento “espalhafatoso” dos gays nas Gays Prides, e se isso não seria um contra-senso num movimento que procura a “inclusão social”. A psicanalista, que não entendeu a potência enfraquecedora do enunciado da moral de classe, que a psicanálise freudiana (não dos discípulos), concordou com a pergunta. Quando chegou a vez de Mott, esperava-se (ingenuidade desta colunéeeeeesima?) que ele deitasse e rolasse, que falasse da palavra tolerância, de seu aspecto microfascista, de uma sociedade não de excluídos, mas de incluídos enquanto sujeitos-sujeitados de consumo, da limitação da expressividade do corpo pelo enunciado teo-científico da sociedade burguesa, da laminação da potência de agir pela moralidade e ordem do “bom” e do “belo” pregado pela sociedade de consumo, dos signos-clichês que emergem e capturam no buraco negro da imobilidade as tentativas coletivas de produção subjetiva. Mas Mott, não se sabe se por desconhecimento de outras perspectivas de compreensão do movimento, ou se diminuído na sua potência de agir pelos maus encontros do programa, preferiu apenas apontar a moralidade como uma “opinião comum” que seria incomodada pelo exibir (nem sempre) livre do corpo nas paradas gays do Brasil.

Pouco, para alguém da importância de Mott no cenário LGBT. O movimento carece de quadros (como se diz na linguagem dos partidos políticos) que trabalhem outros conceitos, que criem outras perspectivas, que desestabilizem a produção e disseminação de signos e elementos corporais/incorporais da moral de classe, predominante no CMI (capitalismo mundial integrado). Neste, não apenas os aspectos materiais (os corpos na sua realidade política, as instituições, as leis, as regras instituídas), mas a imaterialidade, a virtualidade (as idéias, os sentimentos, os modos de ser, de perceber e de compreender) também é capturada pelo Significante Despótico que reduz os signos ao significante vazio de significado.

Quando esta colunéeeesima afirma ativamente que o mundo é gay, o faz não apenas do aspecto erótico-sexual que a palavra gay carrega, mas também pela sua potência desestabilizante das certezas do mundo, as mesmas que acreditam haver uma sexualidade padronizante que institui categorias, comportamentos e saberes “verdadeiros” sobre os corpos, esvaziando a potência coletiva produtora de outros modos de existir, menos nocivos e violentadores das pessoas no mundo.

Portanto, gente, não é uma crítica ao companheiro Mott enquanto unidade, mas um convite a quem se sente “incluído” na luta das chamadas minorias, independente do aspecto que as singulariza. A luta não deve acontecer somente no aspecto considerado externo, nas ruas, na política, na legislação, nas práticas sociais, mas na produção subjetiva de afetos e percepções, nos modos de existir, conceber, compreender e expressar, que também transbordam no social. E com muito mais potência. É mais significativo mudar culturalmente do que pela força da lei.

Ui! E agora vamos ver outros sopros gayzísticos (ou não) que passaram no nosso Mundico!

Φ CASAMENTO GAY ONDE NENHUM HOMEM JAMAIS ESTEVEEEEEE!!! Quando a nave Enterprise singrava os zil oceanos do espaço sideral carregando a sanha imperialista do tio Sam universo afora, o capitão Kirk (William Shatner), uma espécie de Bush do século XXX, levava o american way of conquest a cada planeta visitado. Tudo dentro do planejado, e de acordo com estratégias aprendidas em séculos, e experimentadas no Vietnam, Afeganistão, países africanos, Iraque, Palestina, América Latina, e por aí foi. O que não contavam a dupla Kirk e Spock (este o Dick Cheney do futuro) era que, dentro do corpo Enterprise, viesse junto, sem que eles percebessem, a potência gay! Sim, o ator George Takei, que interpretava o personagem Capitão Hikaru Sulu, carregava a bandeira do arco-íris escondidinha lá no seu armário interestelar, e quem sabe, quando as câmeras não estavam apontando para ele, procurava sinais de que não só o mundo, mas o universo é gay (e é!). George, amigos de todos, menos do ressentido Shatner, vai se casar, agora que o casamento gay é permitido na Califórnia, onde vive. O felizardo é seu companheiro há 21 anos, Brad Altman. Os convites já estão sendo imprimidos, e se o seu não chegar, não se preocupe. É que levam alguns anos-luz para o sedex chegar em algumas galáxias. Sentiu a brisa, Neném?

Φ ENQUANTO ISSO, NA CASERNA… O Exército Brasileiro deu mais uma prova (e precisava?) de que a prisão do sargento Laci teve como motivação a homofobia: desta vez prendeu o companheiro de Laci, o também sargento Fernando Alcântara. A alegação seria a de que Fernando não compareceu ao trabalho, mas na realidade, a questão é mais ampla do que isso: diz respeito às práticas das forças armadas, que em quase nada se modificaram da ditadura até hoje. Internamente, a ditadura parece não ter acabado. Como afirma o jornalista Mino Carta, ainda tem muito militar de pijamas por aí chamando a ditadura de revolução. O caso de Laci e Fernando, como já comentado aqui neste bloguinho, tem mais luzes de midiotização do que de discussão pra valer, no entanto, isto não dá ao exército o direito de restringir liberdades, quaisquer que sejam, em nome de suas normas internas. É necessário colocar o assunto em pauta nas casas legislativas e no executivo, sem Gimenizmo, e com lucidez. Com armas que os verde-olivas não têm, é possível vencer a batalha. Sentiu a brisa, Neném?

Φ AIDS TRATADA COMO PROBLEMA MORAL. Na última terça-feira, a OMS, através de Kevin de Cock, do departamento de HIV/AIDS, declarou que o mundo, à exceção da África subsaariana, está livre de uma epidemia do vírus em heterossexuais. Segundo ele, que é epidemiologista, a epidemia viral deve se concentrar nos chamados grupos de risco: prostitutas e seus clientes, homoeróticos e usuários de drogas injetáveis. A declaração não foi bem recebida no órgãos de combate à doença. Para a psicóloga Maria Cristina Abatte, da secretaria de saúde da cidade de São Paulo, a OMS reduziu a contaminação a “um vetor moral e religioso”, na corrente contrária às estratégias de trabalho destes grupos, principalmente no Brasil, que é referência mundial em tratar a AIDS como caso de controle público de epidemias. No Brasil, os números de contaminados vem caindo, mas desmentem a conclusão da OMS. Aqui, a maior parte dos contaminados é de heteroeróticos, com vida familiar estável. Para estes, é mais difícil controlar dois fatores de risco: o não-uso da camisinha e o comportamento promíscuo. O número de mulheres casadas contaminadas aumentou, graças aos maridos, que se contaminam e levam o vírus para casa. Aí sim, deve-se tratar um problema moral (a chamada traição, corolário da subjetividade Hominista) como um caso de saúde pública: daí a perspectiva de informar aos casais a necessidade de uso do preservativo mesmo nas relações estáveis, já que modificar o entendimento de alguns homens e mulheres é mais difícil. De qualquer forma, faltou ao Sr. De Cock a compreensão que os modos de transmissão do vírus estão mais ligados a aspectos comportamentais independentes de orientação sexual, mas profundamente ligados à falocracia, sintoma de uma cultura doente construída do ponto de vista exclusivista do homem. Ainda assim, menin@s, atenção redobrada! Vamos continuar mostrando que não existe grupo de risco, mas sociedade que impõe às pessoas comportamentos de risco. Sentiu a brisa, Neném?

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ A “BARRIGA” DA IMPRENSA BRASILEIRA. No último domingo, o Jornal do Brasil publicou uma curta matéria sobre as investigações da PF no governo do Rio Grande do Sul, do PSDB. O problema se deu com a manchete: “Corrupção Abala Governo do PT”. Sem ato falho. Apenas mais uma evidência de que o jornalismo está cada vez mais ligado ao seu aspecto parasitário. A notícia é uma narração-crônica de um fato. Só há produção quando o fato é ampliado, quando é possível estabelecer outras conexões, viagens, desterritorializações. Quando a notícia permite a disjunção dos diversos enunciados que compõem o fato, aí estamos diante de uma matéria jornalística democraticamente necessária à sociedade. O resto é parasitismo social. Seria o caso de falar sobre as inúmeras irregularidades do governo Yeda Crusius, no RS. No entanto, o jornalista que cometeu a “barriga”, como é chamada uma notícia inventada ou inverídica, cometeu o erro imortalizado no ditado popular: “ouviu o galo cantar mas não sabe onde”. Não viu, não checou. Caiu na esparrela do seu e de tantos outros jornais Brasil afora: tentar aplicar a máxima de Goebells: “uma mentira contada mil vezes se torna verdade”. Para o povo, não colou. Ele prefere: “primeiro a barriga, depois a moral” (Brecht). Principalmente a moral de classe que é contrária aos seus interesses. I inda tem françêis…

@ GOVERNO SANCIONA GUARDA COMPARTILHADA. O presidente Lula sancionou ontem a lei que modifica o código civil brasileiro e institui a guarda compartilhada dos filhos. Antes, no caso do casal procurar a justiça, a guarda só poderia ser unilateral, onde apenas o pai ou mãe responsável pela guarda poderia decidir sobre os aspectos da educação e existência da criança. Embora se possa argumentar que se trata de mais uma modalidade de intervenção do Estado na família, é preciso considerar a própria família como constituinte do Estado de Direito, e os conflitos daí decorrentes como aspectos de uma subjetividade de controle do corpo e de seus enunciados. Uma família autônoma e livre pode decidir sem a intervenção de terceiros, pelo uso da Razão, a melhor maneira de conviver, inclusive levando em conta as demandas da própria criança. Mesmo assim, a guarda compartilhada é um avanço, uma lei que coloca o Brasil na lista dos países que regulam de forma racional e justa o principal conflito familiar decorrente do divórcio. I inda tem françêis…

@ OPERAÇÃO HIGIA DA PF DESMONTA FRAUDES NO RN. Em mais uma operação da republicana Polícia Federal do Brasil, foi desmontada uma quadrilha que fraudava licitações na área de saúde no governo do Estado do Rio Grande do Norte e na Paraíba. A governadora Wilma de Faria (PSB/RN) foi surpreendida com a prisão do próprio filho, Lauro Maia. A PF ainda não deu maiores detalhes, mas se sabe que funcionários públicos atuariam em favor de empresas beneficiadas ilicitamente em licitações de produtos de higiene para hospitais públicos. Duas coisas no Brasil tem se mostrado como evidentes no plano da corrupção: a atuação democrática e necessária da PF, mostrando pela primeira vez na história da instituição sua função social bem executada; e as fraudes em licitações como mecanismo fácil para a instalação de organismos nocivos à estrutura funcional de um Estado democrático. Somente em Manaus, as licitações já deram na Albatroz, Saúva. Em Coari, a recente e ainda em andamento Vorax bate às portas do Palácio do Governo. Ari Moutinho, amigo de Braga, é campeão de indiciamento, e ainda assim, deve ganhar uma vaga na câmara federal, presente do amigo, que vai indicar o multi-CPF’s, Pastor Silas Câmara, a uma vaga no conselho do TCE. Mata dois elefantes com uma só tapa: coloca um aliado no órgão fiscalizador das contas do próprio governo, e de quebra, descola uma imunidade parlamentar para o amigo. E ainda quer eleger o vice como prefeito de Manaus… I inda tem françêis…

@ APROVADA A CSS – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PARA A SAÚDE na quarta-feira passada (11), na Câmara dos Deputados por 259 a 159 votos. Ela vem como uma fonte permanente de financiamento, exclusivamente, da saúde pública, numa alíquota de 0,1% sobre as movimentações financeiras apenas de quem recebe mais de R$ 3.038 mil. Segundo matéria no Portal Vermelho, a importância estratégica da CSS vem do fato de visar principalmente os grandes capitais, pois no Brasil a maior parte da carga tributária sobre o consumo, e pelo fato do crescimento nunca ser constante, é necessário ter-se “uma fonte permanente para financiar o SUS”. E com certeza melhorá-lo, para atender a população satisfatoriamente. Contra isso aparecem vários blocos de irracionalidade: a dupla DEM-PSDB (que decretou o fim da CPMF), a mídia (que marca conforme a cartilha da direita), Gilmar Mendes (o provisório presidente do Supremo Tribunal Federal), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e até Miguel Jorge (ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Em outros tempos, a mesquinhez da direita e da elite (sem nada de “melhor”) prevaleceriam de antemão; nos tempos lulistas, a CSS está indo para o Senado, e deverá ter o apoio dos sindicatos, da pequena mídia, de outros ministros, de outros juízes, de todos que precisam enfrentar as mortíferas filas do SUS, e para que os administradores nos governos municipais e estaduais não possam mais justificá-las com a desculpa de falta de verbas. I inda tem françêis…

@ BUSH, PAPA, BERLUSCONI. A viagem de Bush pela Europa, que começou na quinta-feira (12), será com certeza de grandes encontros. Maus encontros, observando-se que tipos de composições sairão daí. Desde a visita de Bento XVI aos Estados Unidos que a sua afinidade com Bush, e vice-versa, pôde ser notada, tanto que escapou um boato que o americano até aproveitaria a visita para se converter ao catolicismo; enquanto que no passeio pelo jardim do Vaticano, Bento pediu para Bush manter as tropas americanas no Iraque para “proteger a minoria católica que não é respaldada por uma democracia estável”. Sobre Berlusconi, antes de viajar, Bush já disse: “Eu o conheço, confio e admiro”, portanto, será conversa de compadre, tendo ao fundo um réquiem médio-oriental. Bush irá praticamente oficializar o aumento das tropas italianas no Iraque e no Afeganistão e pedir apoio à investida contra o Irã; enquanto Berlusconi pretende uma vaga como um dos países do chamado grupo 5 + 1, formado por Rússia, França, Reino Unido, Alemanha, China e Estados Unidos. Grandes encontros. Mas a gestão de Bush está no fim, o problema são os blocos de subjetivação duros. O que potencializa uma possibilidade de composições alegres é que por onde passa Bush sofre com as manifestações contrárias a si pelas pessoas na rua, pelo povo. I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Pois quando fomos nunca chegamos

E se formos agora não chegaremos

Mas pelo menos não ficaremos…

*….:: CHAGÃOZINHO EUROCOPA! ::.….*

Θ E a 2ª rodada do chamado grupo da morte novamente começou com a morte, mas ao bom futebol. Uma Itália que não lembrou nem um Bertollucci, quanto mais um Nanni Moretti, apenas simulou perigo em vários ataques; e uma Romênia que parecia que os jogadores, em vez de pegarem um toque de movimentação no teatro da crueldade de Ionesco, tinham era passado na madrugada pelos dentes pontiagudos do conde Drácula, na velha tática de jogar na retranca, explorando o contra-ataque. Quem teve se rebolar, além de muito saltar e pular foi o goleiro romeno Lobont, que segurou o ponteiro do placar. E assim ia se arrastando pela segunda etapa, mas como diz o ditado, quem não faz, os outros fazem. Até que Zasmbrota zambeteou e, ao tentar atrasar de cabeça uma bola, armou uma bela jogada para o camisa 10 Mutu, que se antecipou e movimentou o ponteiro do placar para a Romênia. A azurra urrou, mas por desespero, e flexionou um pouco suas posições sempre definidas, indo até os zagueiros para o ataque, e Panucci, depois de uma bola espirrada após um escanteio e bobeada da defesa romena, empatou um minuto depois. Para o jogo do não-jogar que se via, estava de bom tamanho, mas novamente Panucci queria ver gol, fazendo um pênalti desnecessário no atacante romeno; mas dessa vez Mutu era quem não queria, e Buffon defedeu o penal. E por aí se foi el futbol

Romênia 1 – 1 Itália

Θ Mas no segundo jogo, a Holanda entrou novamente em campo spinozeando, realizando bons encontros em composições que aumentavam sua potência de agir. Quando aos nove minutos Kuyt abriu o placar, parecia que a Holanda ia fazer da França uma Itália. Mas a França passou a predominar durante todo o restante do primeiro tempo, mas marcou touca em não marcar. No segundo tempo continuou, e Thierry Henry, cara a cara com Van der Sar, jogou por cima. E quando Van Persie, que acabara de entrar, marcou o segundo, até Van Gogh correu para colar a orelha para ouvir melhor o grito da torcida laranja e pintar seu alegre colorido. A França então tentou convocar ao menos uma lembrança de Deleuze e Guattari, e dessa vez Henry quase quebra os nervos dos olhos de Van der Sar, que apenas pode acompnhar com os olhos o golaço francês. Mas um minuto depois, como um vento por trás, como falava o galego Deleuze do holandês Spinoza, Robben declinou um ângulo onde parecia não existir e pôs mais laranja na salada. E ainda nos acréscimos Sneijder transformou a salada em laranjada, colorindo a goleada, que garante a primeira vaga do grupo e, principalmente, faz passar algum sopro de vida no meio de tanta morte. Enquanto isso, na última rodada da fase, Itália, Romênia e França estarão jogando outra vaga com as malas feitas no hotel.

França 1 – 4 Holanda

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

__________véus____________adornos____________máscaras__________ “a forma do valor, cuja forma acabada é o dinheiro, é totalmente vazia e simples”        Marx      Para o filósofo Nietzsche, a grande diferença do teatro para a ópera é que enquanto o teatro possui o coro como “representação da massa dionisíaca” que o espectador se identifica com ele como observador do mundo artístico, a ópera, por não possuir visão artística, representa o homem impotente que não compreende a profundidade dionisíaca da música rebaixando-a “à voluptuosidade das artes do canto e a retórica da paixão”. Por isso, “o recitativo e a ária são suas paixões.”                                 A ópera é a impotência artística do homem moderno.                                            Entretanto, como é um dos frutos exaltantes da burguesia, a ópera foi embalada simuladamente como arte de singular beleza. Apreciada somente pelos homens de transcendental sensibilidade: a própria burguesia. Embora com toda ironia que a história lhe apresenta como classe que não conseguiu se livrar de seus odores mesquinhos, a burguesia se pretende respeitada por se tomar como classe operística.                        Pretendendo esconder seus odores mesquinhos, indivíduos representantes dos governos reacionários, amarrados anos a fio a secretarias de cultura, resolveram instituir um festival de ópera como a demonstração da fineza estética destes governos.  Como publicidade maior do governo aos turistas, resolveram apresentar espetáculos na praça.  Promotores oficiais representantes da classe média de Manaus que em algumas operações da Policia Federal aparecem arrolados.   O que a burguesia com sua ópera não consegue evitar. ______________

__________________________O resultado do Ideb sobre a situação do ensino das escolas públicas, mesmo com baixo rendimento, foi comemorado como ufanismo telúrico triunfante.                                 Pobres mágicos da escola pública. Quando não se tem com o que ser feliz, o nada serve de causa para um efeito vazio. Estes mágicos, ao contrário do que Brecht que dizia, “com cuidado examino meu plano: ele é grande, ele é irrealizável”, eles para educação produtora (educare, educere) não possuem nenhum plano, nem mesmo realizável.                             “Todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que eles trazem consigo”.                       Foucault                _____________________________

__________________________________________Alguns comentam a rodagem da roda, só que esquecem de procurar saber quem causou a rodagem da roda.        “Este amor que não esqueço e que teve seu começo em uma festa de São João. Morre hoje sem foguete…”  Há amores que de tão ígneos não precisam de foguete, e muito menos de São João.                    A automatização só é importante ao homem quando    as máquinas ao cantarem PIB, PIB, PIB, PIB… durante um trimestre chegam a 5,8%. “É mais um operário que sai pra trabalhar”.     Como era ‘joão’ (aquele que era driblado por Garrincha)  operário do getulista Wilson Batista.               Enquanto o operário de Lula e Noel Rosa, é brechtiano, o de Batista é sem cabeça.                    “Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa” pessoa     _________       _____________________________No Rio de Janeiro, deputados estaduais temem ser escolhidos para apresentarem o documento de cassação do deputado Lins, policial, acusado de inúmeros crimes.                         Qual  o sentido de democracia destes deputados?                                 O crime é tão poderoso que é mais poderoso que a democracia?                                 Então, infere-se, que não há democracia no estado do Rio de Janeiro.                                         “Era necessário a intervenção da serpente: o Mal pode seduzir o homem, mas não pode torna-se homem”.  Kafka

DENISE ABRIU FREUD A LULA

A ex-secretária da ANAC, Denise, foi ao Senado mostrar seus conteúdos técnico-burocráticos, segundo ela também jurídicos, para tentar incriminar a ministra Dilma Roussef, tudo como manda a inoperância parlamentar dos intrigantes do PSDB/PFL. Entretanto, ao tentar pontuar sua inflexão vocal, sonorizando significantes enfáticos, emitiu uma voz empastada deslizando em pontuações guturais como sopros cavernosos. Crente no apoio de seus mentores, os direitistas, conduziu em público Deus, família, filhos (maravilhosos), amizade e moral espiritual, sua nova elevação metafísica, que para si a colocava acima de qualquer suspeita humana demasiadamente humana. Triste cálculo calculado pela contribuinte da economia cubana na produção charuto: Denise abriu, e Lula viu. “Só Freud para explicar a ida dessa senhora ao Senado. Como alguém fica 8 horas para não dizer nada”, afirmou o teórico da psicanálise, Lula.

O arigó, campeão da Copa Brasil, interpretou a resistência da ex-agente-aérea e não fez a contra-transferência: ela quer tirar o sentido do que já é sentido no processo de venda da Varig. Não precisou descer às profundidades do inconsciente Abreu, aberto. Nada latente, tudo manifesto. No corte do cabelo: quase Joãozinho. Na voz: persona, pelo som pode se conhecer o personagem (atores gregos com suas máscaras). Pela boca: tragar charutos (ou cigarros, nenhum dos vícios do senador Arthur“5,5%”Neto, afirmado por ele quando pedia respeito pela senhora aberta), sublimação oral (Freud).

O teórico da psicanálise, Lula, em suas andanças democráticas sempre esteve em situações em que os atos falhos e as simulações sempre se fizeram presentes. Exemplo: a escalada alpinista de Fernando Henrique subindo nas suas elevações de operário engajado. Estas andanças lhe permitiram um entendimento para além da manifestação do outro. O que quer ser tomado mais pelo que finge apresentar do que o que esconde. Lula aprendeu com os farsantes que todo homem que faz uso do engodo não é confiável, pois desviou o desejo de seu objeto. E o objeto e objetivo do homem desejante socialmente é a democracia. Por isso, compreende tão bem os desviantes do PSDB/PFL.

Nos entremeados conspiradores e abestalhados da chamada cena política da direita, Lula foi mais que Freud: mostrou para ao povo brasileiro uma psicoterapia terminada. O que para maioria dos psicanalistas é impossível por dois princípios: Um, eles não vão além de suas próprias projeções. Dois, é o grande truque deles para manterem os analisando em suas dependências. Tudo que Lula como governante não é e não pretende. Não é incapaz, e não pretende o povo aprisionado.

*….:: CHAGÃOZINHO EUROCOPA! ::.….*

Θ Depois de ir bater nos ingleses na casa deles, alguém duvidava de que os croatas iriam encarar o fraco time alemão de igual para igual? Voluntarismo e velocidade são o forte dos tricampeões mundiais, mas isso nem sempre é suficiente. Embora a defesa croata tenha dado algumas chances, o goleiro Pletikosa garantiu o bicho da moçada com algumas defesas difíceis. No cansaço, a Alemanha queria ir se achegando. Assim mesmo, sem brilhantismo, no seu tradicional jogo previsível. Só a Argentina caiu na esparrela teutônica nos últimos anos. A Croácia fez seu jogo, um time que não tem atacante de ofício mas sabe chegar à frente, toca bem a bola e tem uma boa defesa. O técnico-gato Bilic joga com o time, pula, grita, esperneia e desmunheca sem grilos, e o time corresponde em campo. Srna, de biquinho, aproveitando cruzamento da esquerda, empurrou o primeiro, aos 23. O time xadrez ainda perdeu uma infinidade de gols, e o 1 a 0 foi pouco. No segundo tempo, manteve-se a mesma balada, com a Alemanha tomando conta do meio de campo no plano extensivo, mas com a Croácia dominando na intensidade do futebol. Aos 17 minutos da etapa complementar, Olic aproveitou uma sobra de bola do goleiro alemão em parceria com a trave, e só empurrou. Os croatas mostravam mais ganas de vencer que os teutônicos, que perderam o “disiquilibro” com o segundo tento. De tanto insistir, o polonês Podolski pegou um rebote e diminuiu para os alemães, mas foi só. Agora, os germânicos devem brigar por uma vaga com a Áustria e a Polônia, enquanto os portugueses colocam a barba de molho…

Croácia 2 – 1 Alemanha

Θ Enquanto a Suíça se despede da Euro 2008 contra Portugal na rodada final, a outra anfitriã, Áustria, se alinhavou aos poloneses na atroz violentação da pelota e da paciência do torcedor. O time vermelho começou indo pra cima, sem muita objetividade, mostrando porque os poloneses conseguiram perder para os alemães. A defesa sofrível dos brancos deu quatro chances claras de gol aos vermelhos: nas quatro, a incompetência dos atacantes ficou evidenciada. E como diz oditado popular, quem não faz, toma, a Polônia, num contra-ataque marca com o polonês Roger Guerreiro, ex-Flamengo, ex-Corinthians, atual Legia Varsóvia, naturalizado às pressas para o certame do velho continente. Impedido, que fique registrado. Ambas as equipes com uma tática bem definida e muito semelhante: cada um por si e o diabo que rejeite até o último. Uma Áustria incapaz de assustar o goleiro Boruc, e uma Polônia que tropeçava nas próprias pernas quando contra-atacava. No final da partida, praticamente no último minuto, vendo-se que não se poderia terminar um jogo tão igual com um dos lados em vantagem, o árbitro carequinha da Inglaterra marcou um penal para os donos da casa. O veterano Vastic não quis se arriscar, cobrando com força e estabelecendo no placar uma medíocre igualdade que se viu em campo. O resultado classificou a Croácia, que já está nas quartas, junto aos lusos, enquanto alemães, poloneses e austríacos se degladiarão até os últimos resquícios de sanidade mental (do torcedor) pelo outro passaporte.

Áustria 1 – 1 Polônia

SANTO ANTÔNIO, AS PROMESSAS E OS RESULTADOS

Em uma sociedade capitalista católica que cultua o poder-sagrado dos santos, o santo mais comprometido é Santo Antônio. Elevado a condição de casamenteiro, o bom santo participa de um acordo sobrenatural-econômico (valor da troca na lei da oferta e procura; pelo menos supersticiosamente), que embora semelhante a outros santos, referente as promessas, implica em estranha aliança.

Enquanto alguns fiéis recorrem aos poderes de outros santos, através de promessas para receberem graças variadas, com o bom careca a história é singular: o que se busca são namoradas(os) e casamentos. Acordo um tanto quanto perigoso esse forma de circulação de valor. O necessitado de uma companhia, alguém capturado pela lógica social de que é preciso ter “alguém para amar”, obrigatoriedade para ser considerado normal, fecha um contrato que a priori (supersticiosamente) carrega duas dívidas: uma com o santo e outra consigo mesmo. A primeira, o dever de pagar o valor da promessa. A segunda, saber que seu amor conseguido não é produto de seus atributos humanos, e sim, metafísicos. Logo, uma companhia do outro mundo. Ao contrário de se lançar a aventura das possibilidades puras das coincidências dos encontros (Baudrillard), escolhe a ajuda transcendental. Talvez até fortaleça a crença de que é uma união que já nasceu abençoada. Acontece que sempre, querendo ou não, tem-se que contar com os acasos. E em questão de acaso, não há amor, por mais santificado que seja, que escape de suas interferências. E aí pode acontecer do amor acabar. O que fazer? O bom santo pregou uma peça no falso amante? Ou, como diria o Pequeno Príncipe, será que o amante não soube “cativar o amor”? Ou, então, bola pra frente: vamos à outra promessa, pois santo é para atender seus correligionários? E pode acontecer de alguém socorrer o abandonado argumentando que talvez a promessa não tenha sido bem feita, e a companheira(o) conseguida não era a que Antônio enviara.

Mas o pior não é acabar uma aliança-sobrenatural. O pior é esta aliança dar certo, e desdobrar-se em filhos e outros descendentes. Que filhos seriam estes que nascidos de casais amorosamente espiritualizados por forças inumanas? Como seriam suas infâncias? Como se relacionariam com crianças filhas de pais que se encontraram nos entremeios dos jogos da existência humana, responsáveis diretos de seus atos escolhidos em liberdade? E se seus coleguinha descobrissem como seus pais se encontraram, e aí então passassem a chamá-los de ET, ou, crianças vindo do espaço, parafraseando o cinegrafista Godard? Como sofreriam estas lindas e imaculadas crianças. Zombaria terrena já é cruel, imaginemos celestial. Muitos questionamentos para serem feitos aos desesperados por um bom casamento. Questionamentos que podem até conduzi-los ao encontro do filme C, e ouvirem um personagem afirmar que “casamento feliz é o que não deu certo”. E então, compreenderem que talvez Santo Antônio já esteja tão careca de tanto ter que se responsabilizar por aqueles que não têm coragem de ir em busca do grande amor, e só querem tudo na boquinha como político do PSDB/PFL. E aí, cair na onda dos entremeios sociais. E se por acaso, ao contabilizar seus ganhos e perdas amorosas, e olhar para o lado e não encontrar ninguém, lembrar que tudo está valendo. Há sempre uma vizinha, mesmo distante.

No mais, vamos pular fogueira, dançar, encher a cara, comer, gargalhar, porque Santo Antônio, com casamento ou sem casamento, é santo festeiro.

MAIS UM SECRETÁRIO DE BRAGA SAI TOSTADO?

Diz o ditado que o povo aumenta, mas não inventa. Há meses que entre os professores da rede estadual de educação do Amazonas sabem da fritura do secretário de educação, Gedeão Timóteo Amorim. Acontece que, desde segunda-feira recente (já são quatro dias), professores e alunos do Jorge Teixeira à Redenção, de uma ponta a outra de Manaus comentam que o supracitado secretário de educação foi exonerado pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga, na tarde da segunda passada.

Este bloguinho pesquisou, pesquisou, e não conseguiu confirmar o boato. Entretanto, acredita que não seria necessário. Primeiro porque, crente na inteligência coletiva, percebe que o povo sente a fritura do secretário como uma inadiável exoneração; segundo porque sabe que enquanto continuar o mesmo modelo de gestão não só educacional — poucas mudanças no que diz respeito à totalidade dos serviços públicos no Amazonas será possível como pontencialidade de realização.

AS NOVAS PERCEPÇÕES DE LULA E DILMA

Todas estas visitas de Lula e Dilma ao estado do Amazonas, tanto à capital, Manaus, quanto aos interiores, não são palanque eleitoral como quer a retrógrada e desesperada direita ante á popularidade do “sapo barbudo”. É uma forma do presidente e a ministra fazerem avaliações in loco de como as verbas públicas estão sendo empregadas para o bem estar social imediato e duradouro para a população. Por isso os índios de São Gabriel tiveram uma conversa informal a sós com Lula; por isso Dilma citou aquele exemplo de uma cidade (Manaus) com o maior rio do mundo, mas sofrendo com falta d’água e com inexistência de saneamento básico. Verbas estão indo em abundância para os estados, mas ao que tudo indica não estão sendo empregadas em muitos estados de forma inteligente ou não estão sendo empregadas de forma nenhuma. Lula e Dilma devem estar caindo “de pau”, como se diz no jargão popular, nos prefeitos e governadores para a utilização das verbas públicas em benefício da sociedade como um todo. Caso isso não aconteça, aí entra em ação o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, os tribunais de contas, etc.

UM INSUPORTÁVEL SEGUNDO NA REALIDADE OBJETIVA

O leitor intempestivo poderá conferir neste bloguinho como estão os serviços públicos estaduais na tag Governo do Estado. (O leitor amazonense sabe na prática, até porque as violentações aos cidadãos que aqui constam nos foram passadas por pessoas que vivenciaram e vivenciam cotidianamente tais situações quando têm necessidade de utilizar serviços públicos básicos, indispensáveis e inalienáveis. No caso das escolas, há muitos anos Braga só fez dar continuidade, mas esse estado de coisas já se apresentava mesmo antes dele nascer — que a falta de condições físicas e de concepções educacionais que possibilitem o conhecimento como prática de novas constituições comunitárias e de mudanças existenciais, sociais e políticas massacra quem convive na práxis do dia-a-dia escolar. O ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, além de auxiliar alunos que cursaram ensino médio em escolas públicas a entrarem na universidade via Pro-Uni, serviu para observar a situação do ensino público em estados como o Amazonas, que não por acaso ficou em último lugar.

UM EXEMPLO AUTOFÁGICO

Comenta-se também entre os professores que já saiu o resultado do IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, e que novamente, o que não é nenhuma novidade, o Amazonas fica nas últimas colocações. Por estes motivos, só por estes, pois se sabe que pelas concepções neoliberais de educação (nada de educare = “movimentar”) o que interessa é a impressão de uma imagem do pensamento do Estado forjada em marketing e gráficos abstratos, sem substância. Como os gráficos educacionais — o ENEM e o IDEB —, do modo como foram colocados a funcionar pelo governo LULA, estão traindo suas causas, desesperam-se e começam por cortar suas próprias cabeças. Um exemplo autofágico pode ser citado no diretor da Escola Estaual Cleomenes do Carmo Chaves, que foi exonerado porque foi flagrado por um canal de televisão jogando xadrez em seu leptop durante uma reunião de diretores de escola. Mas os professores e os alunos antigos da escola sabem que nos últimos quatro anos passaram pela escola cinco diretores diferentes e nada conseguiram fazer. Tentando segurar-se com seus cargos de confiança, alguns deles até tentaram fazer um trabalho, mas diante das insuficiências materiais, de professores, auxiliares, etc, nada conseguiram realizar que impulsionasse a escola a uma atuação de importância política-social. Enquanto isso, ao término do primeiro semestre do ano letivo corrente, há classes de alunos que, de cinco, acabam tendo dois tempos de aula por inexistência de professores para ocupar as vagas.

DA INTELIGÊNCIA DO POVO

Tal qual ocorreu com José Dantas Cyrino Jr, quando secretário de educação municipal de Manaus, que professores, alunos e comunitários já sabiam de antemão que sairia, parece que o destino de Gedeão Timóteo Amorim é mais certo do que o destino do Édipo Rei. É o golpe final na dupla de secretários de educação formados em filosofia. É por isso que se diz que um diploma de filosofia não faz um filósofo, ao contrário, quando ele se torna mero agente reprodutor do Estado, não serve e o distancia do filosofar. No caso de Gedeão, não serviu nem para forjar argumentos (ainda que falsos) quando, no programa Fala Governador, era admoestado “ao vivo” (onde a vida?) por Eduardo Braga, o qual tem fama de tratar seus subalternos como lambaios. Com sua saída, na prática, nada vai mudar, mesmo que Braga coloque como secretário de educação um técnico de marketing. O povo não aumenta nem inventa, apenas sabe a partir de uma inteligência de outra ordem, atuando por fascinação, como diria Baudrillard. O caso não é exonerar o secretário; é que ele nem sequer existe, assim como estes governos. Só o vazio. Mas como diria Tom Zé, “porque a cobra já começou a comer a si mesma pela cauda”. Bom sinal!

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

E o Brasil caiu no frevo!!!

Corinthians/SP 3 – 1 Sport Recife/PE

Sport Recife/PE 2 – 0Corinthians/SP

Os times entraram em campo, e ao apito do juiz, quem esperou um Corinthians na retranca acertou, e quem esperou um Sport indo pra cima atabalhoadamente, errou. O Leão da Ilha do Retiro atacou, mas encontrou dificuldade em penetrar na defesa alvi-negra. Parecia que não era o time que atacava impiedosamente nos jogos em casa. Mas parece que era apenas para enganar o time paulista. Quando menos se esperava, em quatro minutos, Carlinhos Bala, o irmão mais novo do Chico César, é lançado na ponta direita da grande área, mata no peito e fuzila no cantinho do gol de Felipe. Quatro minutos depois, Luciano Henrique chuta o rebote de um escanteio, e o goleirão Felipe fica com as penas do frango na mão. Daí o Corinthians resolveu ir pra cima, e mostrou que os resultados obtidos na Série B só podem provar que o certame é um cemitério de galináceos (só tem galinha morta). O segundo tempo, o Sport até que tentou deixar o timão ser campeão. Recuou, e deu espaço para o alvi-negro perder boas chances. Mesmo com a expulsão Guiness Book de velocidade de Wellington Saci, que chutou o músico Chico César Bala, o rubro-negro se segurava lá atrás! Ali, o time corintiano mostrou ser uma verdadeira caixinha de surpresas. Foram dez minutos de sofrimento para a torcida que invadiu a Ilha. No final, com mais um expulso (dessa vez por esmurrar Chico César Bala), quem abusou de perder gols foi o Leão. Detalhe para a atuação do árbitro, impecável. Para quem achou que fosse se repetir o apito de Simon na final da Copa do Brasil, anos atrás, entre Corinthians e Brasiliense, se deu mal. Mesmo com a marcação de touca e os gols perdidos, a máxima não se fez, e o Sport Club do Recife sagrou-se campeão do Brasil e ruma à Tokyo 2009. Mais uma vitória de Lula, que ganha mesmo quando perde. Perdeu como torcedor corintiano, ganhou como pernambucano. AGORA É SÓ COMEMORAR!!!!

Θ SÉRIE C DE CATÁSTROFE. No início do ano, a CBF anunciou que planeja modificar o formato de realização da série C, colocando nesta apenas 20 clubes, formatando-a na mesma condição das séries B e A. Atualmente, a série C envolve os campeões estaduais, e na edição 2008, contaria com 64 clubes. O que os times não contavam era que a confederação iria fechar as torneirasjá nesta. Além de não ajudar mais os clubes com os tradicionais 3 mil Reais por partida, mais as despesas com deslocamento, a CBF elaborou um calendário onde as disputas regionais (a primeira fase da competição), durará somente um mês. Serão somente seis partidas para os que forem eliminados. Com um planejamento mínimo de três meses – prazo mínimo para o contrato de um jogador – a medida é mortal para a economia de clubes pequenos, que terão de arcar com uma temporada de três meses, sendo apenas um de arrecadação e atividade. Ceilândia/DF, Brazlândia/DF, Ypiranga/PE, Serrano/PE, Cabofriense/RJ, ULBRA/RO e Rio Bananal/ES, já desistiram do certame. Outros se irão, no processo de desmonte do futebol brasileiro, que cada vez mais se reduz a 30, 40 clubes no máximo disputando os principais torneios, enquanto o restante do futebol afunda economicamente.

Θ FUTEBOL AO VIVO NO AMAZONAS. Com a adequação da programação aos critérios da classificação indicativa de acordo com os fusos horários dos Estados, a Rede Globo, para não perder a audiência das novelas, optou por não mais exibir ao vivo as partidas de futebol nas quartas-feiras. No Acre, o senador Tião Vianna (PT) resolveu a pendenga fazendo os acreanos acordarem antes do sol, adequando o fuso horário aos interesses da emissora. No Amazonas, o “orgulhento” Arthur ‘5,5%’ Neto preferiu apelar para o abrandamento dos critérios da classificação indicativa, mas não obteve sucesso. Nenhum deles questionou a programação global, desnecessária à construção de uma comunalidade democrática. A Globo, de quebra, além de tentar emplacar a unificação dos fusos horários, pressionava o governo através da falta do futebol nas quartas-feiras da região Norte e Centro-Oeste. No entanto, quem perdia era a própria emissora, que nas noites de quarta levava surra do ibope da Bandeirantes, que chegou até a mostrar a partida entre Fluminense e São Paulo, pela Libertadores, além dos jogos da Copa do Brasil. No Mato Grosso, o MPE forçou a emissora a transmitir as partidas ao vivo. O Amazonas, esta semana, seguiu o exemplo. No entanto, a Rede Globo continua juridicamente ilegal, já que, para cumprir a ordem do MP, teria que deixar de transmitir a novela no horário considerado inadequado pela lei. A emissora apenas retornou a novela ao horário em que era transmitida antes da resolução, e tem, por isso, que sofrer sanções, já que descumpriu a resolução federal. Veja , leitor intempestivo, que não há contradição. Enquanto a resolução federal pede que a novela (classificada como exibível após as 22h) seja exibida após as 22h nos Estados onde, antes, era exibida às 20 ou 21h. As decisões dos MP´s apenas exigem que o futebol volte a ser transmitido ao vivo. Portanto, a questão global seria não exibir a novela. Fica portanto, a necessidade de se enquadrar juridicamente a empresa, que exibe um produto impróprio e condenado pela legislação, a despeito da proibição. Alguns dos vetustos senadores, tanto o acreano quanto o manoniquim, teriam coragem de encarar essa querela?

Θ CHAGÃO PERGUNTA: Desta vez, o ‘Chagão!’ quer saber: até a década de 20, o futebol carioca era dominado por quatro grandes times (Fluminense, Flamengo, América e Botafogo), com o Bangu como quinta força. Todos tinham em comum a predileção por jogadores brancos, embora para a torcida, àquela altura, já não importava muito a cor de quem colocava a bola na rede. Mesmo assim, os quatro clubes insistiam em não “escurecer” os elencos, e havia quem dissesse que o branco jogava melhor que o negro. No entanto, a ascensão de um time da segunda divisão, que chegou com um elenco de negros, mulatos e cafusos, mostrou definitivamente que a bola não discrimina. Que time era esse?

Θ EUROCOPA AUSTRIA/SUÍÇA 2008. Aqui você confere os placares dos jogos já realizados, a tabela dos confrontos e os confrontos eliminatórios. As resenhas das partidas você continua lendo no nosso Chagãozinho Eurocopa, diariamente:

GRUPO A

Portugal – 6

República Tcheca – 3

Turquia – 3

Suíça – 0

Portugal 2 – 0 Turquia

Suíça 0 – 1 Rep. Tcheca

Suíça 1 – 2 Turquia

Rep. Tcheca 1 – 3 Portugal

15/06

Suíça – Portugal

Turquia – Rep. Tcheca

GRUPO B

Alemanha – 3

Croácia – 3

Polônia – 0

Áustria – 0

Alemanha 2 – 0 Polônia

Áustria 0 – 1 Croácia

Hoje

Croácia – Alemanha

Áustria – Polônia

16/06

Polônia – Croácia

Áustria – Alemanha

GRUPO C

Holanda – 3

Romênia – 1

França – 1

Itália – 0

Holanda 3 – 0 Itália

Romênia 0 – 0 França

13/06

Itália – Romênia

Holanda – França

17/06

Holanda – Romênia

França – Itália

GRUPO D

Espanha – 3

Suécia – 3

Grécia – 0

Russia – 0

Grécia 0 – 2 Suécia

Espanha 4 – 1 Russia

14/06

Suécia – Espanha

Grécia – Russia

18/06

Grécia – Espanha

Russia – Suécia

*….:: CHAGÃOZINHO EUROCOPA! ::.….*

Θ Na segunda rodada da fase de grupos, Portugal encarou a República Tcheca por uma cadeira na janela na viagem para as quartas-de-final. Com um time português com certeza, o time de Scolari venceu com dificuldades, apesar do placar, os velhinhos da meia-potência futeboleira dos recônditos europeus. Luso com certeza porque repete a tática do país na era do mercantilismo: se apossar da riqueza das colônias em benefício próprio. Assim, aportuguesou Pepe e Deco, do Brasil, enquanto singrou o Atlântico em busca de Nani (Cabo Verde) e Bosingwa (Congo), além, é claro, do quebra-canelas, Luis Felipe Scolari, o filho mais querido – junto com Parreira – do futebol de resultado a qualquer custo, principalmente ao da beleza e ludicidade do jogo. Da vizinha França, trouxe Petit (que não é aquele do terceiro gol contra o Brasil em 1998). Como repetiu a tática mercantilista – todo mundo sabe que Portugal foi o único país europeu que não ficou rico com a exploração das colônias americanas e africanas – também desta vez, a despeito da vitória, os recursos pilhados não são os melhores. Scolari continua com a velha técnica de segurar os jogadores num esquema fechado de marcação, dependente de um lampejo de algum jogador mediano (como Deco, na partida de hoje), ou de um escorregão do adversário para vencer. Os gols lusos foram marcados por Deco, pelo Puto D‘Ouro (e cabeça de vento) Cristiano Ronaldo e Quaresma. Já a República Tcheca, com toda a zaga beirando o balzaquianismo e massacrada pela máquina de triturar gente do futebusiness europeu, jogou à lá França 2006, se defendendo e atacando quando possível, nas corridas solitárias de Milan Baros. Um time aquém das expectativas de quem entrou na Copa 2006 favorito e na Euro 2008 pra não fazer feio. Agora, na última rodada, disputará a segunda vaga com a Turquia, enquanto os lusos bailam com os donos da casa..

Portugal 3 – 1 Tcheca

Θ Última chance de um dos donos da casa de ensaiar uma chegança nas quartas-juninas-de-finais, a Suíça encarou a Turquia em um embate soporífero. Nem só de boas intenções e voluntarismo se faz um espetáculo de futebol, e Suíça, o país do chocolate, dos relógios e dos bancos que enriqueceram com os despojos econômicos das duas grandes guerras do século XX, e Turquia, a meio termo entre o predatismo capitalista da Europa e a sanha teocrática do Oriente Médio, quase mataram os torcedores de overdose de melatonina. Uma chuva torrencial veio mostrar que nada é tão ruim que não possa piorar, e o quebra-canelas piorou substancialmente. E foi graças às águas de São Pedro que a Suíça chegou ao fundo das redes, com um gol do turco-suíço Yarkin, para os banqueiros. A torcida local vai à loucura, no seu vermelho, branco e capinha de plástico transparente, chique. O técnico dos turcos mexe no time e o defunto reage: uma derrota ali representaria ter que marcar o retorno à Ankara. No entanto, o espírito Otomano tomou conta dos jogadores, que foram pra cima, e empataram aos 12 do segundo tempo, com Sentürk, avante do Fenerbahce. Daí os otomanos seguraram uma ávida Suíça, que não pôde combinar vontade com talento, sofrendo, de contra-ataque, a estocada final, no apagar das luzes, pelos pés de Turan. C’Est Fini.

Suíça 1 – 2 Turquia

E no ‘Chagão!’ desta quinta-feira você confere os resultados, grupo a grupo, e a classificação do Europeuzão 2008.

JORNALISMO E PIRATARIA NA CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS?

O vereador Brás Silva, interpelado por sua compulsão moral pautada na onda do piratear, propôs uma propositura (termo abusado nas falas dos edis) como audiência pública: “A Pirataria no Jornalismo”, com a participação além dos edis, o presidente do sindicato dos jornalistas Cezar Wanderlei, alguns profissionais da área, estudantes e apresentadores de programas.

Como sempre ocorre quando um signo lingüístico que foi construído por meio de uma prática social é desdobrado para outro significante-significado, o termo “pirataria”, por carregar apenas dos corsários dos mares a ação de se apossar de objetos alheios, também mostrou a sua inconsistência lingüística-política na tal audiência pública deslizando por vários igapós, furos e igarapés, mas sem chegar no oceano, muito menos em terras já dantes navegadas. Não por causa do presidente do sindicato dos jornalistas e de poucos representantes da categoria, mas principalmente pela limitação intelectual, e compromisso social (que necessita do intelecto), da maioria dos vereadores, o que já é sabido pela população manauara e por outros que foram à tribuna articular o silêncio: o destrambelhamento fonocognitivo.

A FALA JORNALÍSTICA E A MUDEZ

César Wanderley Como presidente do Sindicato dos Jornalistas, começou, amparado por dois dicionários, a conceituar o que é Pirataria. Mostrou suas implicações jurídicas criminais como produto copiado, suas conseqüências tributárias, além da usurpação trabalhista. Comparou esta prática com a mesma praticada em todas as empresas ditas jornalísticas situadas em Manaus. Exemplificou a quantidade de radialistas que estão trabalhando em rádios sem formação profissional, o abuso profissional e salarial que empresas praticam na exploração de estudantes (estagiários), obrigando-os a exercerem uma função como se fossem um profissional, pagando um mísero salário, empresas que não cumprem com as leis trabalhistas não assinando a carteira profissional de jornalistas, desta forma sonegando seus direitos sociais. Dando nome das empresas de comunicação que praticam esta agressão profissional, citou a Rede Amazônica de Televisão, com quem o sindicato já vem tentando mudar esta situação sem surtir efeito esperado pelos jornalistas. Depreendeu-se de sua fala que a onda piratear é navegada pelos empresários que não cumprem com suas obrigações sociais e trabalhistas, impedindo que a informação (produto original) chegue ao consumidor: o leitor. Estes um dos saques na comunicação brasileira.

Antes do término de sua fala, foi interpelado pelo vereador Gilmar Nascimento, presidente da sessão, exigindo que ele se ativesse apenas à propositura, a pirataria, pois o que ele tinha falado eram questões trabalhistas e isso era assunto com a Delegacia Regional do Trabalho. Qualquer débil mental, inclusive este bloguinho intempestivo, entendeu que a interferência saíra em razão do Cezar haver comentado sobre as empresas de comunicação que possuem um bom trânsito com a maior parte dos edis.

Elias Emanuel Vereador e agente antiqüíssimo da Rede Amazônica, fator, também, de sua eleição, pediu a palavra para repudiar a fala de César Wanderley, que, de acordo com o que se percebia, ofendera a empresa sua empregadora. Teceu loas à mesma, destacando a importância dela para a Amazônia como formadora de grandes profissionais da área. Para quem não mora no Amazonas, esta empresa é retransmissora da Rede Globo. Depois, quando o seu momento de ir à tribuna, teceu mais elogios a sua empresa-patrão.

Sebastião Assante Jornalista, ex-presidente do sindicato, semi-falante e semi-mudo, deixou evidente sua dificuldade de tomar uma posição clara sobre o tema, o que para alguns poderia saltar como um tom articulador, o que em verdade foi uma tentativa de enfraquecer a posição de César. Fica óbvio quando ele orienta o sindicato para conversar com os patrões. Tudo que o sindicato já tem feito. Principalmente com os donos da Rede Amazônica. Seu jeito de bom menino, pouco auxilia nas lutas democráticas dos jornalistas.

Jorge Maia O vereador, que tantas vezes em nossos breves passeios pela câmara nos serve com seu talento para risos, desta vez tomou uma atitude coerentemente democrática. Acusou os meios de comunicação que permitem que certos apresentadores usem os veículos de comunicação como tribuna eleitoral, explorando a miséria do povo para se elegerem e manterem a legislatura.

Joaquim Marinho Advogado-radialista, que está em todas as listas da cultura inútil, acreditando possuir uma original verve piadista, começou chamando atenção para a rampa de acesso à tribuna, que não possui corrimão, e que ele, como idoso de 65, precisava. Lamentou o som que reverbera demais, se dirigindo para o cantador de boi Arlindo Junior, dublê de vereador. Tartamudeou alguns adjetivos, afirmando ser bom o encontro, reclamou que ainda não havia recebido sua homenagem de reconhecimento pela casa por sua brilhante contribuição para a cidade de Manaus, o que já era para ter ocorrido, mas resolveram homenagear primeiro a ministra Dilma. No mais, não houve mais.

Leonel Feitosa Agora como presidente de fato, chamou o Kinzinho à responsabilidade, afirmando que a casa era bem equipada para idosos e deficientes físicos, possuía elevador e rampa. E quanto ao som, era erro de construção. E que o cantor Arlindo Junior, o dublê, cantava era no sambódromo. A contribuição de um presidente para tão nobre propositura.

Wilson Nogueira Jornalista, chamou atenção que aquele encontro não era uma demonstração de corporativismo dos jornalistas, mas uma chamada para a sociedade se envolver com o assunto em que ela também está implicada.

Fabrício Lima Vereador, protegido da Rede Calderaro de Comunicações, grande contribuidor para este bloguinho com tiradas juvenilmente-hilárias, defendeu que estava errado tirar do ar apresentadores de TV e Rádio em tempo de eleição. Sentenciou que em se tratando de pluralidade democrática, os apresentadores tinham direito de permanecerem em seus programas até o dia das eleições. Para sustentar seu argumento juridicamente anti-eleitoral, citou outros profissionais que, mesmo candidatos, continuam exercendo suas profissões. O engraçado edil não entende que os outros profissionais não estão exercendo suas profissões em um veículo de comunicação, uma espécie de tribuna. E que quando do período eleitoral, por lei, torna-se uma tribuna. Território onde os candidatos vão anunciar seus programas. Coisas que estes apresentadores já fazem o ano inteiro.

POR FIM SEM FIM

Apesar da mudez quase que geral, valeu a fala do presidente do Sindicato, César Wanderley, que mostrou que com pirataria ou sem pirataria as empresas de comunicação também fazem parte da jogada que enfraquece a prática do jornalismo profissão cívica.

Enquanto isso, lá no topo do mastro, enrolado em sua bandeira, o Capitão Gancho só…

A FUCABEAM CONVIDA…

A Federação de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros do Estado do Amazonas – FUCABEAM, em nome de sua presidente, Mãe Emília de Souza Borges, convida todos os sacerdotes de Umbanda, Candomblé e demais cultos afro-brasileiros e todos os adeptos de forma geral para uma conferência que ocorrerá na sede da FUCABEAM, e que tratará sobre “OS DIREITOS DOS SACERDOTES E DOS ADEPTOS DOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS PERANTE A SOCIEDADE”. No decorrer do encontro ocorrerá ainda um cocktail para todos os presentes.

!!! A FUCABEAM aguarda o comparecimento de todos e agradece desde já a participação nesta conferência de importância religiosa, política e social para todos que comungam ou simpatizam com as religiões afro-brasileiras.

ENDEREÇO: Rua Pintassilgo, nº 100, quadra 2, II Cidade Nova (Manaus-AM)

PONTO DE REFERÊNCIA: Próximo ao Cruzeiro

DATA: 15 de junho (próximo domingo) HORÁRIO: 18:30h

CONTATOS: (92)3645-8722 // 3088-1254 // 8119-9398

“AMOR, UMA CARTA PRA TI…”

Imagine o intempestivo leitor que, aproximando-se a data festiva da democracia representativa que irá eleger os representantes do executivo e legislativo municipais, em sua caixa de correio – a física, não a internética – começam a chegar cartinhas simulando uma improvável intimidade entre você (seu nome, sem o pronome de tratamento adequado: ao invés de “Sra. Fulana”, apenas “Fulana”), ou um “santinho” com nome, número e promessas do candidato, disfarçadas de “propostas”. Quem sabe um calendário 2008/2009, com uma foto em tamanho pôster dele com um sorriso que tem mais jeito de ter sido ajeitado em Photoshop do que no dentista. Talvez mesmo um informativo, com nome de guerra num tom imperativo, bem personalista, com o nome do candidato espalhado de três entre três palavras e um sorriso a cada fotografia.

Se isso acontecer com você, leitor intempestivo, daqui até o mês de outubro, e você não se lembrar de ter fornecido a nenhum candidato, secretário ou cabo eleitoral o seu endereço, e não possuir com o pretenso candidato nenhum afinidade, sequer parentística, desconfie.

Fontes intempestivas contactaram este bloguinho para informar que a ordem em alguns órgãos da prefeitura é aproveitar cadastros de usuários, alunos, pacientes e aderentes para obter endereços de correspondência. Mesmo em alguns locais, onde a lei seria um impedimento a que as pessoas tivessem divulgados seus dados pessoais – existirá algum órgão público autorizado a fornecer endereços e dados pessoais de usuários a outrem? – funcionários “autorizados” e outros nem tanto estariam elaborando listas de endereços a fim de encher a caixa de correios do usuário com propaganda não solicitada. É a versão “socialware” do spam.

Com a concorrência ferrenha entre os subservientes funcionários a querer mais avidamente que o concorrente mostrar serviço ao patrão, é possível que em pouco tempo, as caixas de correio estejam entulhadas de santinhos, cartas, informativos de todos os jeitos, com todas as caras e partidos. Até dos adversários, afinal a democracia chegou também na propaganda irregular, e cada qual tem no serviço público sua cota de fiéis.

Por isto este Bloguinho Intempestivo sugere: ao escolher o candidato, use a sabedoria popular: “diz-me com quem andas…”

*….:: CHAGÃOZINHO EUROCOPA! ::.….*

Θ Grupo D, o derradeiro que ainda não havia acarinhado (ou envergonhado) a Leonor. No primeiro confronto, Espanha e Russia fizeram um bom jogo, com a Fúria, senão com as cores e intensidades do traço, ao menos com alguns lampejos de Goya. Em David Villa, jogador do Valência, incorporou candomblezisticamente o poeta Garcia Lorca, que se entregou ao jogo como quem faz uma poesia surrealista. Ele fez os três primeiros gols e ainda puxou o contra-ataque do quarto, após o gol de honra dos filhos da Perestroika, marcado por Pavlyuchenko. Da Russia, esperava-se mais, como se espera de uma grande potência. Dizem que o ex-presidente e agora premiere, Vladimir Putin, teria dito a assessores que planeja acumular as funções de técnico, goleiro e centro-avante da seleção, a fim de continuar a sua cruzada existencial de levar novamente a Mãe Russia ao topo do mundo. Mas o que alguns viram mesmo foi o telefonema de Berlusconi ao Kremlin, para lamentar com o amigo os infortúnios em comum sofridos nos relvados de Austria/Suíça. Ainda assim, com Grécia e Suécia no grupo, há esperança para os deserdados de Eisenstein.

Espanha 4 – 1 Russia

Θ No segundo jogo, o sueco Ingmar Bergman, vivo estivesse para ver a seleção das louras estonteantes, teria dormido, ao menos no primeiro tempo, onde os amarelos e azuis pouco conseguiram fazer contra os gregos. Tentando incessantemente ajudar o atacante Zlatan Ibrahimovitch, que desde 2005 não marcava pela seleção, os jogadores não entendiam que bons sentimentos não fazem um bom futebol. Longe do cinema filosofante do sueco que é mais conhecido fora da Suécia do que entre seus conterrâneos, o time só conseguiu arrancar a vitória no segundo tempo, quando finalmente o moreno do nariz insinuante marcou aos 21 da etapa complementar, após jogada em conjunto com Larsson. Aos 27 minutos, numa lambança da zaga grega, Hansson marcou mais um, e ficou nisso. A Grécia, que defende o título conquistado na última edição da Euro, em 2004, com os mesmos jogadores (quatro anos depois, é claro…) não conseguiu editar a democracia como a potência criadora coletiva, e futebolisticamente não filosofou. Como aqueles escanteios cobrados da ponta-direita do ataque grego, que levaram o time ao título europeu, não estão mais funcionando, a seleção não deve ir longe na competição. Veja aqui os golos da partida, antes que a UEFA mande tirar do YouTube (o da Espanha eles já tiraram).

Grécia 0 – 2 Suécia

Enquanto isso, o PIB Brasileiro do primeiro trimestre sobre a 5,8%, graças ao aumento do poder de compra dos brasileiros. Enquanto a imprensa e a direitaça brasileiras penam mais do que a seleção da Grécia, o país, com Lula como técnico, dá mais show do que a Espanha.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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