Arquivo para 2 de julho de 2008

LANÇAMENTO DO PLANO AGRÍCOLA E PECUÁRIO

O presidente Lula lançou hoje (02.07.08), em Curitiba, no estado do Paraná, o Plano Agrícola e Pecuário de 2008/2009. O lançamento contou com a presença do governador do estado, Roberto Requião, o secretário de agricultura, o presidente da Organização das Cooperativas Agrícolas, ministros, empresários dos setores, além, é óbvio, de agricultores, a classe mais importante.

Em seu discurso, Lula analisou a política agropastoril atual, as perspectivas futuras, a crise dos alimentos e do petróleo no mundo, a inflação na Europa e Estados Unidos, e anunciou 65 bilhões para financiamentos nos setores. Pretende que quando o mundo precisar comer, o Brasil terá o que vender. Diante de uma platéia efusiva, que chegou a cantar “Lula, lá”, afirmou que quando de sua participação na reunião em Tóquio no G8 vai falar e pedir explicações sobre as especulações que estão sendo feitas no Mercado Futuro com os alimentos e o petróleo. Já o governador Roberto Requião elogiou o Plano, comentou a experiência produtiva com um novo tipo de feijão no Rio Grande do Sul e Nordeste e o novo tipo de cana produzida em Pernambuco, com mais substância e de melhor plantio. No final da reunião, seu secretário anunciou para os pecuaristas a grande sacada leiteira do governo estadual: imposto zero na produção do leite. Alegria geral.

PLANO DA AGRICULTURA FAMILIAR

Em meio às suas falas, Lula antecipou que amanhã fará o lançamento do Plano da Agricultura Familiar, e que colocará à disposição dos agricultores 13 bilhões a serem aplicados em financiamentos. Enfático , ajuizou que a agricultura familiar não deve apenas ficar na produção de subsistência, objetivo único de alimentar as famílias produtoras, mas se estender para uma agricultura comercial, para que o pequeno agricultor possa ter dinheiro suficiente para adquirir objetos necessários a sua família: geladeira, fogão e até carro. Antecipação recebida com grande satisfação dos presentes e, lógico, dos ausentes também. Como disse Roberto Requião, é o pequeno agricultor que coloca os alimentos nas mesas das populações.

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUA (ANA) OFERECE PRÊMIO

A Agência Nacional de Água abriu inscrição para o concurso “Conservação e Uso Racional da Água”. Podem participar empresas, governos, ONG´s e outras entidades. Os premiados serão valorosamente agraciados. Para fazer inscrição, pode ser acessado o site www. ana. gov. br/premio. Vamos aproveitar antes que “algum aventureiro lance mão” de nossa água. Porque sem água é fogo!

CAPOEIRA, PATRIMÔNIO CULTURAL?

Neste mês de julho, o Conselho do Patrimônio Cultural vai examinar e divulgar se a Capoeira deve ou não ser tombada como patrimônio cultural. Se sim, a arte/esporte do equilíbrio/antagonismo/movimento resistência negra, poderá entrar para o arquivo dos ditos históricos do Brasil. Expressão/Conteúdo lúdico confiante que os companheiros negros ofereceram a todos que acreditam na construção livre do viver.

RANKING DA FIFA*

A FIFA anunciou seu novo ranking referente às seleções de futebol do mundo. É notório aos torcedores e não-torcedores que esse ranking é cheio de, como diria Lula, maracutaia. Pesa muito o humor de seus membros votantes. Às vezes uma seleção está na hora da morte, naquele ‘parreirismo’ do futebol de resultado, do dito, “o gol é uma questão de detalhe”, e lá aparece em primeiro lugar. Desta vez, não se sabe se os afinados de Blater resolveram usar os olhos de ver, e viram o óbvio por si mesmos, ou ouviram os olhos do mundo que viu o real futebol: primeiro lugar para a Seleção da Espanha. Não dava para preteri-la em benefício da seleção Branca de Neve ou seleção Depressão/Riquelme. Enquanto isso, a seleção do anão escorregou na maçã e parou no quarto degrau do castelo encantado sem direito a beijo de príncipe.

*Colaboração estagiária-extemporânea: Coluna Chagão.

DOS DIREITOS HUMANOS DOS HANSENIANOS

Na reunião anual de Hanseníase, o Ministério da Saúde distribuiu 100 mil cartilhas com orientações sobre os direitos humanos dos portadores de hanseníase que utilizam o Sistema Único de Saúde – SUS. As cartilhas deverão ser distribuídas em cada cidade pelos gestores estaduais e municipais, e serão de fundamental importância não só para os hansenianos se defenderem dos preconceitos que ainda sofrem, mas também para diminuir o desconhecimento que às vezes produz esse comportamento.

A QUESTÃO DA MORADIA EM MANAUS, AS ARMADILHAS DOS GOVERNANTES MANONIQUINS E A POPULARIDADE DE LULA

Na última sexta-feira, na CMM, os edis manoniquins discutiram sobre as dificuldades encontradas pelo programa da prefeitura de recuperação das margens do igarapé do Mindu (Prourbis). O programa retira os moradores de áreas próximas às margens do igarapé do Mindu, reposicionando os moradores em outras residências, através de convênio com a Caixa Econômica Federal, com os recursos do PAC.

Na inteligente, profunda e comprometida discussão dos vereadores, através de uma Tribuna Popular requerida pelo vereador e Pop da Selva Arlindo Júnior, o outro júnior, amigo de Braga (o primeiro é Ari “Albatroz-Saúva-Vorax” Moutinho), foram colocadas as dificuldades que moradores do Monte Sião e Bairro Novo estão tendo para encontrar casas dentro do padrão de saneamento básico e legalidade urbanística na cidade de Manaus. Entre comentários conformistas de vereadores, como Lúcia Antony (PcdoB) e Elias Emanuel (PSB), que menos analisam a questão do que procuram culpados, destacou-se a fala do vereador Dr. Gomes.

O vereador-médico (que Hipócrates não ouça…) opinou que a responsabilidade sobre o imbróglio criado pela ausência de documentação dos lotes de Manaus e das condições mínimas de saneamento básico e que dificultam a procura e localização de casas dentro dos critérios da CEF seria do Ministério das Cidades, que, de acordo com o edil, “adotou uma política de gabinete, insensível e intransigente. Eles facilitam a posse da terra, mas não liberam o habite-se”.

Gomes ainda aproveitou para deixar o amigo de Braga na frente da trave sem goleiro, para que o amigo caprichasse nos elogios falaciosos ao Prosamim e garantisse um gol de placa da subserviência e propaganda eleitoral irregular. Segundo sua leitura do problema, ao compará-lo com o Prosamim, percebeu que, “por incrível que pareça um banco internacional [o BID] teve mais sensibilidade com a situação do que o governo federal. Pois, eles não exigem a apresentação habite-se da propriedade para efetuar a compra do imóvel”. Aproveitando a deixa, o vereador Gilmar Nascimento (PSB) entrou na jogada e devolveu a pelota redondinha para que o Pop do Boi Cocanestlelilizado entregasse seu amor servil ao “guerreiro de sempre” Braga, com a sugestão: “já que existe esta facilidade de aquisição de imóvel sem a necessidade do habite-se por parte do Prosamim, seria uma grande colaboração do senhor com essas pessoas se procurasse uma solução com o governo estadual.

SOBRE DOIS ENTENDIMENTOS QUE A MAIORIA DOS POLÍTICOS DO AMAZONAS NÃO TÊM

ou

PORQUE LULA É TÃO POPULAR?

Este Bloguinho já falou aqui sobre o projeto de reposição das casas e as “casas fantasmas” do governo do Estado e da Prefeitura. O Monte Sião, bairro da zona Leste de Manaus, também já foi fotografado pelas lentes intensivas, participando do projeto Poseidon.

De acordo com dados do IPEA, 34,5 milhões de brasileiros residentes em áreas urbanas não têm saneamento básico. As maiores concentrações estão no Nordeste e Norte, onde a ocorrência é seis vezes maior que a do sudeste. O saneamento básico, que inclui a rede de esgoto, água canalizada e coleta de lixo, no governo Lula, cresceu como nenhum outro governo antes neste país, e ainda assim os dados são alarmantes. Daí o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – destinar grande parte de suas verbas para projetos e ações que melhorem ou instalem a rede de saneamento básico nas cidades brasileiras. Só no Amazonas, quando da última visita ao Estado, o presidente assinou acordos para a implantação do Territórios da Cidadania, que vai investir quase R$ 1 Bilhão em saneamento e habitação popular.

Uma grande diferença entre o governo de Lula e alguns governos estaduais e municipais é o entendimento do que vem a ser política pública. Para o governo federal, uma política pública passa pelo entendimento de política e de público: política como a práxis humana a partir da potência democrática, engendrada pelas liberdades de seus habitantes, que ativamente produzem a subjetividade-comunalidade. E pública no sentido de que o movimento é um processual de singularização, não de individualização. Há multitude, não unidades. Um corpo político e social não-orgânico, mas intensivo.

Daí ser fácil para a competente equipe do Ministério das Cidades compreender que Bem Comum não se reduz a compleição das necessidades fisiológicas, mas passa pela educação, saúde, cultura, segurança, emprego e inserção no mercado de trocas dos signos sociais: participação ativa. Compreender que a maçiça demanda das unidades básicas de saúde e de emergência são resultado da falta da calçada, da precária sinalização do trânsito, da falta de emprego, de água na torneira. Que o rendimento escolar não se reduz à merenda, mas também à saúde do aluno e da família, à condições existenciais de segurança e autonomia das crianças e jovens, a um banho tomado de chuveiro, com água limpa, um transporte seguro e confiável, dentre outros.

Nada que passe pela departamentização e degeneração do olhar de alguns profissionais do legislativo e executivo manoniquins, que enxergam as demandas sociais como uma oportunidade de exploração eleitoral. Imobilizados pela fome social, e incapazes de fazer a volta em si, compreendendo que a sua miséria era uma produção social, eles, como supostos agentes públicos, são disseminadores da lógica do se dar bem, anti-democrática e produtora de dor, sofrimento e miséria. Daí as falas dos vereadores da CMManaus serem rasas elucubrações sem nenhuma reflexão ou análise que tenha passado pela experiência engendrada na Razão.

Quando o vereador Dr. Gomes elogia a “sensibilidade” do BID em sua atuação como financiador do programa Prosamim, ele sequer suspeita que o BID não o faz por caridade cristã. O endividamento gigantesco do Estado e as condições de saneamento básico empreendidas pelo programa, que ficaram só na peça de marketing, como já analisou este Bloguinho, são evidências de que outros interesses permeiam os estrangeiros.

Quando a CEF exige o Habite-se para liberar o financiamento de uma casa do Prourbis (nome do programa que pretende sanear as margens do igarapé do Mindu), o faz através do entendimento republicano do Ministério das Cidades, que exige critérios mínimos para uma moradia digna aos moradores. O PAC, ao contrário do que se quer fazer crer a mídia sequelada, não é mera distribuição de recursos ao léu e sem fiscalização, mas uma aplicação de recursos racionalmente pautadas em políticas públicas e no entendimento de desenvolvimento com justiça social do governo Lula.

No Amazonas, e principalmente em Manaus, nos últimos 40 anos, o crescimento urbano foi pautado quase que inteiramente por invasões e ocupações, poucas delas por movimentos sociais, a maioria beneficiando grupos que exploravam economicamente a desapropriação da terra, se fazendo passar por desabrigado, para depois lucrar vendendo os lotes já desapropriados, com a anuência de governos passados, de Gilberto Mestrinho a Eduardo Braga, passando por Amazonino, Alfredo, Carijó… E ainda tem quem acredite nas promessas de mudança.

Se o prefeito Serafim conseguiu frear as invasões, por outro lado, deixou a cidade entregue à falta de estrutura básica de habitação digna, necessária à emissão do Habite-se, e não conseguiu inverter a política de regularização fundiária, cuja maior parte está a cargo do governo do Estado. Ainda que a prefeitura de Manaus tenha sido campeã de regularização de lotes e entrega de títulos definitivos de propriedade, a maior parte dos bairros de Manaus está, neste aspecto, sob a responsabilidade do governo estadual. Este tem usado esta prerrogativa de maneira a se beneficiar eleitoralmente, pela lógica do quanto pior, melhor: dificultando para os beneficiários do Prourbis (de prefeitura) a flexibilização da cláusula de inalienabilidade contida nos títulos definitivos expedidos nas áreas de sua competência.

Como a questão é da Lei Orgânica do Município, de acordo com fontes intempestivas, a discussão da situação no plenário da CMM ou ALE/AM teria de passar por todas estas etapas, incluindo aí a responsabilização de gestores anteriores a atuais, que armaram esta armadilha para a população, que não pode ter acesso fácil ao benefício do recurso federal para moradia digna, por não encontrar em Manaus uma moradia com padrões mínimos de dignidade. Mas, como a maioria esmagadora de nossos vereadores e deputados têm histórico de comprometimento e subserviência a esses gestores, pulando de galho em galho de acordo com as benesses eleitorais e na direção de onde aponta o dedo dos governos municipais e estaduais, além, é claro, da incapacidade cognitiva e intelectiva para compreender a questão, fica difícil esperar algo de lá.

O povo tem que apelar para o deus Poseidon. Mas consciente de que, se existe alguém atuando politicamente que leva em conta as demandas reais de uma cidade, sentidas na pele e na experimentação da dor e da miséria, tentando minimizar ou acabar com essas demandas, é Lula. Daí o Sapo Barbudo decidir qualquer eleição que por aqui pintar.

Para desespero de quase todos os prefeituráveis e suas velhas-novas alianças.

NOITE DE CURA COM SEU ZÉ PELINTRA NO TERREIRO DE MÃE GRAÇA DE XANGÔ

Eu vou falar pra vocês

Quem chegou no congá

É Zé Pelintra das Almas

Que veio de longe para trabalhar…

Segunda-feira à noite fomos até o terreiro de Mãe Graça de Xangô, que fica lá na rua Visconde de Utinga, no Parque das Laranjeiras, em frente ao Conj. São Judas Tadeu. Era mais uma noite de cura. Mãe Graça e os filhos da casa haviam trabalhado muito, os banhos estavam preparados, as comidas para os ebós estavam prontas e arrumadas. E logo bem mais de uma dezena de pessoas já se faziam presentes para pedir e receber as bênçãos de Seu Zé Pelintra, que baixou no terreiro alegre, cantando e dançando, para ajudar todos que buscavam o seu auxílio. E vieram também outros cabocos, como Seu Boiadeiro, que baixa em um dos filhos de Mãe Graça.

E como a noite já ia alta, Seu Zé Pelintra começou os trabalhos. Primeiro, ajudado por um de seus filhos, ele preparava um banho para cada uma das pessoas que iam ter com ele. Após o banho, ele ouvia atenciosamente a pessoa, aconselhava, apontando caminhos ou advertindo de passos falsos que a pessoa anda cometendo, depois rezava e finalmente mandava que a pessoa fosse com Deus, dando a ela um banho ou recomendando outros trabalhos.

E aproveitamos um dos poucos momentos possíveis, enquanto os últimos preparativos dos ebós estavam sendo realizados, para ouvir as sábias palavras de Seu Zé Pelintra, sobre sua história na cabeça de Mãe Graça, sobre seu trabalho e sobre as curas que ali estavam sendo efetivadas:

Eu sou um caboco, nasci pequenininho na África, vim pro Brasil, me criei em Pernambuco. Em Pernambuco eu fui um homem muito mau, fui malandro, fui pilantra, cachaceiro, mas fui médico, e hoje em dia na cabeça dessa filha eu sou advogado. E sou médico, médico do catimbó. Rei do catimbó. Pelintra quer dizer “malandro”, por causa da minha malandragem. Na cabeça de Dona Graça eu vou fazer, dia 10 de dezembro, 49 anos que eu trabalho na coroa dela.

Hoje eu estou nesta casa atendendo, você viu a quantia de gente que eu já atendi, só fazendo o bem, não peço dinheiro. Peço só o material, porque eu não posso tirar… Eu sei que a Dona Graça é uma médica, mas eu não posso tirar o dinheiro dela pra dar o material; dou trabalho de graça, mas o material a pessoa tem que assumir.

Hoje eu estou fazendo dois ebós importantes: um é de um homem que tem mais de 20 anos que não arranja emprego, e eu estou abrindo os caminhos dele para arranjar um emprego. Com o ebó que eu estou fazendo hoje, com o poder de Nosso Senhor do Bonfim, o poder das minhas almas, porque eu sou um espírito que já morri. Sou um anjo decaído, não sou salvo. Ando atrás, buscando a minha salvação, porque eu fiz muita coisa errada. Hoje em dia, quando eu estou em cima da cabeça de uma sacerdotisa, eu peço a ela que reze, reze e procure fazer o bem, pra mim evoluir e ela também; porque se uma mãe de santo faz o bem, ela só tem a ganhar de Deus. Agora, se faz o mal, tanto vai destruindo o meu espírito e a pouca luz que eu tenho, e destruindo também as outras pessoas.

Aqui nessa casa de Xangô, Obá Tundegi, minha filha é filha de Xangô, com Oxum, feita no Candomblé, na nação Keto. Eu venho na Umbanda, que foi dada pelo babalorixá que fez ela. Ela já foi batizada na Umbanda, Umolocô, Mina Nagô, e hoje em dia ela é raspada no Candomblé. Ela está fazendo no dia 10 de dezembro 49 anos de santo raspado e que eu abaixo na coroa dela. Eu sou na vida de Dona Graça um guardião, o chefe da coroa dela é José Rei Tupinambá. Ela foi raspada com 7 anos de idade na África, e morava em Fortaleza, lá ela teve um terreiro, em Santarém ela teve um terreiro, todo mundo conhece ela como Graça de Xangô. Em Santarém ela curou muita gente, tem prova, tem jornal meu, eu já tive em várias televisão, já passei até pelo Fantástico. Já dei muitas entrevistas. Agora, é como eu digo, quem sou eu pra falar de mim a não ser meus clientes. Faço tudo pra agradar todo mundo, já curei paraplégico, já curei cego, e tenho prova disso. Hoje eu tô tirando a chave de uma pessoa que tem todos esses anos sem trabalhar. Você já pensou o que é um ser humano ficar tantos anos sem trabalhar? E daqui a 21 dias o senhor pode passar aqui que o senhor vai receber a notícia de que esse moço arranjou um emprego. Vou hoje abrir os caminhos dele, porque essa casa não faz o mal, só faz o bem. Quem vier aqui pedir pra eu fazer o mal, eu mando se levantar da minha mesa…

Com a mesa dos ebós já completamente preparadas, não havia mais tempo para conversa.

Logo os chumaços de pólvora foram acesos, as três linhas dadas ao cliente e as comidas despejadas em seu corpo para abrir seus caminhos, trazer emprego e tudo mais necessário a lhe trazer uma vida melhor.

E depois dos ebós os banhos e rezas continuaram, como no caso de M. P. S., que há mais de 10 anos recebe bênçãos de Seu Zé, resolvendo seus problemas conjugais curando de doenças que estavam destruindo seu corpo, arrumando trabalho, melhorando sua situação financeira, tanto que ela entrou para a religião e hoje, com um novo marido, que também é da religião, vive feliz com a ajuda de Seu Zé Pelintra.

E a madrugada já ia embora quando ele atendeu Ana Cláudia, uma jovem e bonita moça que havia ido a primeira vez no terreiro, apenas para acompanhar uma amiga, mas admirada com a sabedoria de Seu Zé, também resolveu ouvir suas palavras. Ele esclareceu algumas situações amorosas, familiares, financeiras e outras mais que andam atordoando a moça, que, vendo a força e a verdade de suas palavras, agora também irá ser tratada com seus trabalhos.

Saímos do terreiro gratificados de ver a autenticidade da religião e Seu Zé Pelintra, esse caboco festeiro, alegre e curandeiro, continuava, incansável, a distribuir suas bênçãos, como ele mesmo diz, até a última pessoa que acredite e necessite de seus serviços…


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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