Arquivo para 17 de julho de 2008

ALGEMAS CINTILANTES

O artigo do dia: ALGEMA OU NÃO ALGEMA? Nos entremeados do algemar saltam cintilações algemantes. Trocadilho: algema, almas gêmeas. Dois braços. Braços unidos por suas singularidades. Embora, muitas vezes, um faça o que outro não faz. Um é mais destro. Pega mais longe. É mais veloz, capaz de tornar-se invisível no ato da posse. Não importa: na força da algema, os dois são unidos. Mas há aqueles que só têm um braço, entretanto pela força do hábito da posse do alheio, e da lei, têm que ser algemado. Ridículo, dizem, um único braço algemado: mata a essência almas gêmeas. Para diminuir o ridículo, casa-se o ‘braceta’ com o braço de quem lhe prendeu. Vem a inquietação: ainda é alma gêmea? Qual a diferença do braço algemado por delito e o braço algemado como lei? Só a força da enunciação incorpórea: o segundo é um braço jurídico. Mas está algemado.

VISÍVEIS ALGEMAS DE OURO

Até Lula entrou no discurso jurídico das cintilações algemantes. Não se pode algemar as pessoas diante dos olhos públicos, principalmente nos olhos “espetacularizantes” da mídia. É um direito de quem está sendo detido por suspeita de um crime. Dandan, o trambanqueiro, com todas as provas colhidas pela Polícia Republicana em suas investigações, não merece as almas gêmeas. Só as algemas de ouro: a invisível. O mesmo ocorreu com o outro trambanqueiro, Cacci: algemas invisíveis. Ora, ora, ora, que ironia. Eles, defensores da invisibilidade-argolante, não sabem que o povo visibiliza o incorpóreo no rastro do corpóreo. Quando o cara está sendo conduzido preso com qualquer tecido sobre os braços, o povo vê as algemas. As algemas da dupla de ouro Dandan & Cacci é mais visível do quê cachaça embrulhada em jornal para não ser vista. Sempre escapa o segredo do bebedor. É por isso que quando ele chega em casa, já tem uma fila esperando pela sua talagada. A “ausência” das almas gêmeas nos punhos de ouro da dupla trambanqueira é como a cachaça embrulhada em jornal. Todo mundo vê. Até Deus. Isto por que o material das algemas é natural, mas seu discurso é sócio-policial-cultural. Tanto faz algemar ou não algemar, o povo sabe que os dois são assaltantes, e por tal, vê as almas gêmeas em seus punhos de ouro. É procedente o não uso das algemas em pessoas cujos órgãos policiais ainda não possuem provas infalíveis para sua condenação. Pessoas ainda acima de qualquer suspeita, o que não é o caso da dupla Dandan & Cacci, que em suas práticas não só rasgaram a Bíblia com seu “Não roubarás” (a irmã de Dandan ainda foi à missa por D. Ruth!), como também usaram a ironia brechtiana, com a sua “ Qual a diferença entre assaltar um banco e fundar um banco?”. Dandan, casando Brecht às suas ambições , aliou o assalto à fundação: fundou um banco para assaltar o dinheiro público. Cacci, mais preguiçoso, assaltou o banco e o fechou.

No mais, esta vaidade de algema ou não algema não passa de prurido burguês. Tudo que não consegue cegar o povo.

FESTA DE OXÓSSI E OBRIGAÇÕES NO BARRACÃO DO PAI GILMAR

Clique nas fotos para ampliá-las.

O barracão estava ornamentado com diversas ramas de palmeiras silvestres, um altar no centro composto de variadas frutas regionais, principalmente milho, tudo isso porque era a festa de Oxóssi, o orixá caçador. Por isso “tenta-se reproduzir uma pequena mata dentro do barracão”, explica-nos Pai Gilmar.

A festa de Oxóssi é uma obrigação que a gente faz todos os anos, que é pra louvar o deus da nação Ketu, sempre ao final de junho ou começo de julho, aqui nessa casa, por ser um calendário litúrgico. Em Salvador, por exemplo, é festejado geralmente no dia de Corpus Christi.

E quando os jovens e crianças fizeram soar os atabaques, a potente e melodiosa voz de Pai Gilmar faz movimentar a roda de mais um magnífico xirê que se iniciava no abençoado barracão.

A prestigiada festa conta com a presença de vários babalorixás renomados na cidade de Manaus e em outros estados do Brasil. Todos logo participaram, incorporando seus orixás no salão.

Pai Ribamar de Xangô ———— Pai James de Oxóssi

Mãe Valkíria e Mãe Jô de Iansã ———– Pai Júlio de Oxóssi

Pai Antônio de Oxóssi e do Caboco Risca

Os convidados assistem a tudo com alegria e devoção, enquanto os adeptos da autêntica religião do Candomblé rezam e dançam para seus orixás, que sempre lhes ajudam, abençoando-os por toda a vida.

Pai Gilmar nos relata que esse ano a festa de Oxóssi foi mais complexa, pois aproveitando-a, filhos e netos fizeram com respeito e responsabilidade suas obrigações.

Primeiro foram dois netos fazendo sua primeira obrigação:

Mário de Iemanjá

Léa de Oxaguiã

E enquanto seus netos iam progredindo no culto da religião, os atabaques continuavam a impulsionar os rituais de crença que predominavam nos adeptos e na admiração dos simpatizantes presentes no barracão.

E então Pai Ribamar trouxe Oxóssi ao salão para demonstrar ao povo presente que no barracão de Pai Gilmar ele sempre come bem e em abundância. E Oxóssi compartilhou com os presentes sua comida e abençoou o milho distribuído aos presentes.

Oxóssi veio primeiro para o ritual de distribuição da carne (erã), da caça que ele comeu, que foi um coelho, um cabrito e um porco. E o milho (abadô), que é um ritual que Oxóssi distribui o milho, que as pessoas levam e penduram na porta, e serve contra qualquer influência negativa, ou colocam dentro de uma panela de alimento, pra assegurar fartura o ano inteiro. E tinham também outros tipos de frutas, que são alimentos muito preferidos por Oxóssi. Menos tangerina. A quizila de Oxóssi é tangerina. Não entra tangerina em casa de orixá.

Em seguida Oxóssi retornou, agora portando suas paramentas de caçador, inclusive trazendo uma ave como demonstração de seu poder de caçador, abençoando seus filhos na sobrevivência necessária de todo dia.

Foi assim que ele trouxe seus dois ogans e suas duas ekédis que também cumpriram suas obrigações no decorrer da festa.

Os ogans Jobson e Sérgio, ambos de Oxóssi, fazendo, respectivamente, obrigações de um e três anos.

E as ekédis Nilda e Elen, ambas de Oxóssi e fazendo obrigação de três anos.

É um ciclo. É bom que eles façam suas obrigações, cumprindo o ciclo, porque aí não fica uma coisa morosa nem pra pessoa, nem pra casa, porque aí o santo não fica cobrando aquela etapa na vida espiritual da pessoa, que ela tem que passar.

E Pai Ribamar trouxe ao salão Pai Miguel, que foi o homenageado da festa. E todos o saldaram com alegria e amizade do culto comum.

Na conversa que tivemos com Pai Gilmar, aproveitamos ainda para pedir suas palavras enquanto cidadão a respeito das eleições que se aproximam. O respeitado babalorixá mostrou todo seu entendimento lúcido, analisando os fatos ocorridos durante a campanha e a distância que tomam da população quando eleitos.

Que eles [os políticos] realmente cumpram o que prometem. Eles falam muito. “Quem tem boca vai a Roma”, como diz o ditado. Mas isso serve para as pessoas que perguntam o que querem saber. Não serve para as pessoas que falam o que querem, mas não cumprem o que prometem, que as pessoas precisam e ficam esperando, principalmente as pessoas humildes, que precisam de asfalto nas ruas, de coleta de lixo, de água encanada, de esgoto, pra não ficar a céu aberto, como é do lado da minha casa. A gente reivindica isso há muito tempo, e eles só prometem e não fazem, como seu Gilmar Nascimento, que na eleição passada era candidato, hoje é vereador, prometeu, prometeu, prometeu e até hoje não voltou aqui na rua. Eu estava viajando, e soube que o prefeito veio aí inaugurar o poço de água, fogos e mais fogos, carro de som, aplausos e vaias, prometeu que vai canalizar o esgoto e fazer rip-rap. Vamos ver!

A QUERELA ASSISTENCIALISTA DE BRAGA E SERAFIM

Embora ainda não seja, para a mídia, um assunto que ultrapasse a pauta hostil e sem argumentos, o Sistema Único da Assistência Social – SUAS, na sua implantação em Manaus, tem sido alvo de disputas eleitorais ferrenhas, e que dificilmente tomarão as páginas dos jornais locais.

O sistema é uma ambição antiga do Serviço Social brasileiro, e uma conquista que vem se consolidando, a despeito do desmonte do Estado do Bem-Estar Social na Europa e da inexistência deste no Brasil, principalmente com a economia de mercado fortalecida no governo FHC. Com a ascensão do governo Lula, o SUAS começou a sair do papel, e tem como objetivo ser uma realidade nas cidades brasileiras até 2010.

Nos Estados do Norte e Nordeste – mas não somente lá -, historicamente a miséria tem sido perpetuada como ambiente propício à disseminação da política do “meu pirão primeiro” (notoriamente Norte e Nordeste), e foi motivo para a proliferação de profissionais do legislativo e executivo, aproveitadores da miséria social, que simulam um combate àquilo que lhes garante, via medo e desespero dos desassistidos pelo Estado, uma cadeira nos parlamentos estaduais e nacionais.

A implantação de um sistema de assistência social que garante direitos básicos como a alimentação e a inclusão no mercado de relações causou celeuma nos pretensos donos dos “grotões eleitorais”. Se apenas o pagamento do benefício, o Bolsa Família, já tirou da miséria milhões de brasileiros, e com isso, tirando votos de históricos defensores da manutenção da miséria, o que pensar de um PAIF/SUAS ou um Territórios da Cidadania?

Se não se pode brigar com Lula abertamente (DEM continua tentando e perdendo “densidade” eleitoral, o PSDB continua, mas com moderação), ao menos procurar “brechas” na lei ainda é possível. E, claro, sempre se pode contar com o judiciário brasileiro, sobretudo nas camadas superiores, onde as “facilidades” são adquiridas com certa facilidade.

Na briga pré-eleitoral pela visibilidade marketística que os programas sociais do governo federal dão, governo estadual e prefeitura têm protagonizado uma briga onde o perdedor é o cidadão comum, que vê de longe a possibilidade de melhoria das suas condições de vida se transformarem em moeda de troca de votos.

O QUE DIZ A NORMA: A COMPETÊNCIA DAS ESFERAS DE GOVERNO

De acordo com a Norma Operacional Básica, documento que normatiza o funcionamento do SUAS (e ao qual os Estados e municípios têm que se adequar caso queiram aderir ao sistema), é responsabilidade dos Estados a coordenação, monitoramento e organização do SUAS. Isso significa também prover os municípios de recursos humanos, fiscalizar as ações e co-financiar o pagamento de benefícios eventuais (ver item 2.3, responsabilidades, na NOB-SUAS). Aos municípios cabe gestão do sistema, nos seus níveis Inicial, Básico e Pleno. Cada uma delas com requisitos próprios e pisos básicos de financiamento federal. Isto chama-se Gestão Compartilhada (ver item 1.1, sub-item D).

São funções que não se misturam, como afirma claramente a própria NOB-SUAS: “Em todos os casos, deve-se levar em consideração o princípio da subsidiariedade que pressupõe que as instâncias federativas mais amplas não devem realizar aquilo que pode ser exercido por instâncias federativas locais. Em outras palavras: não deve o Estado fazer aquilo que pode ser resolvido no Município; não pode a União intervir no que pode ter melhor execução pelos estados e Distrito Federal” (NOB-SUAS, pág.25).

A “PERNADA” ASSISTENCIALISTA DE BRAGA NA POPULAÇÃO…

Para entender a pernada que o governador “guerreiro de sempre” Braga está dando na população, é preciso compreender a divisão de responsabilidades do SUAS (leia o post anterior).

Segundo fontes intempestivas, o governo do Estado só participa da “intéra” das três esferas do programa com míseros R$ 34 mil. Muito para este Bloguinho, mas pouquíssimo para quem precisa de recursos para benefícios eventuais (cestas básicas, fraldas, cadeiras de rodas, madeira, dentre outros). Como a prefeitura entra com a estrutura, mas não participa do financiamento, sobra apenas os recursos do Piso Básico da Assistência Social, insuficiente para cobrir os gastos com pessoal, manutenção, funcionamento, parcerias com ONG´s e a compra de benefícios eventuais. Isso quando a verba não “atrasa”.

Assim, a estrutura de funcionamento fica comprometida, faltam recursos, o governo do Estado não cumpre o seu papel, e na extremidade mais fraca da cadeia, está o candidato-oportunista, que compra o voto do desassistido com um benefício que deveria ser gratuitamente distribuídos nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), sob o critério técnicos de assistentes sociais e psicólogos. Não por acaso, todos os candidatos exploradores da miséria social em programas policialescos, ou são aliados do ‘guerreiro de sempre’ Braga, ou estão apoiando a chapa do ‘guerreiro de ontem e do amanhã’ Amazonino Mendes, do qual, mesmo renegando, Braga é discípulo e continuador do estilo de (des)governar.

Para piorar a situação do padrinho da cadidatura de Omar Aziz, outras fontes intempestivas contaram a este Bloguinho que o programa estadual “Jovem Cidadão” tem entrado em conflito com o programa federal (gerido pela prefeitura) Projovem Adolescente. Tudo porque o programa federal trabalha com o público do Bolsa Família, entre 15 e 17 anos, no horário de após a escola, aumentando o benefício já recebido pela família em até 60 Reais. É o mesmo público do “Jovem Cidadão”, que paga, com recursos do governo estadual, uma bolsa de 50 Reais para a família do jovem. Daí as famílias, sem a devida orientação de ambos os lados, fica na corda bamba e na incerteza, sem saber o que acontece se trocarem o estadual pelo municipal ou vice-versa. A confusão é grande.

Há quem diga que Braga sabia da intenção do governo federal em lançar o projeto e da prefeitura em aderir, e lançou antecipadamente a sua versão, com ganhos eleitorais ainda por conferir, e perdas para a população já evidentes.

Na prática, o governo do estado age em desacordo com dois princípios da NOB-SUAS: 1) não cumpre com o seu papel de co-financiador; 2) com o “Jovem Cidadão”, fere o princípio da subsidiariedade, ao executar, ainda que com recursos próprios, uma função que é do município.

É realmente necessário a um governo que se diz preocupado com as pessoas e com o futuro, e que se diz diferente dos anteriores, que se faça uma lei obrigando-o a respeitar uma diretriz nacional? Aproveitando-se da inexistência da obrigação legal de cumprir a NOB-SUAS, o governo evidencia o caráter eleitoreiro de suas ações.

Ou isso, ou é incapacidade intelectual de compreender a ineficácia de ações descentralizadas no combate à miséria social, não tendo condições epistemológicas de entender a norma básica, que é resultado de anos de dedicação e discussão das entidades e categorias sociais envolvidas no combate à miséria e fome social no Brasil.

O leitor decida qual das duas cabe melhor ao governo de Braga.

… E A RASTEIRA DE SERAFIM NA PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO.

Quanto à parte que cabe à prefeitura de Serafim, a observação é outra.

Preocupado em fazer uma administração com visibilidade marketista, o prefeito não fez a leitura da cidade a partir daquilo que permitiu a ele derrotar as forças reacionárias apresentadas na última eleição por Amazonino: a visibilidade política e social.

Diz o filosofante luso-holandês Spinoza que a potência democrática pode até se enfraquecer através dos maus encontros proporcionados pelas armadilhas que alguns homens públicos armam para o povo, mas ela não desaparece. Portanto, é impossível, mesmo contando com todos os recursos materiais e imateriais, sustentar uma idéia falsa, um quimera por muito tempo.

Serafim não conseguiu compreender que foi justamente o quadro de ausência das políticas públicas como linhas intensivas que produzissem na realidade material da população a melhoria das suas condições de existência que permitiu a sua vitória sobre Amazonino e os outros candidatos que carregavam os mesmos signos das administrações passadas.

Logo, achou e continua achando que com a visibilidade marketística de atuações pontuais e sem elementos que modifiquem a condição das pessoas na cidade é suficiente para garantir uma boa administração, e logo, a reeleição. Cai no mesmo erro de seus antecessores.

Tivesse ele investido na efetiva implantação do SUAS, fortalecido a ação dos CRAS nos bairros e garantido a efetivação da política pública de assistência social que chegasse a uma parcela grande da população, teria efetivamente promovido não a visibilidade marketística, mas a político-social. Aquela que a população “sente na pele”. E na razão.

Um grande exemplo de como a população é mais sensível à visibilidade político-social que à marketística são os buracos da cidade, a falta d’água e a precariedade do transporte coletivo. Como Serafim assumiu com expectativas de resolver esses problemas antigos e causados pelos seus antecessores (Arthur, Alfredo, Amazonino, dentre outros) e tomou apenas medidas cosméticas, a população não viu nele, até agora, uma diferença para os anteriores que possa ser evidenciada. No caso da política de assistência social, a falha se repetiu. O funcionamento precário dos CRAS e a tática exibicionista de distribuição de benefícios eventuais mostra que Serafim não compreendeu a idéia democrática da Política Nacional de Assistência Social.

Tivesse entendido, dificilmente teria pavimentado com tanta eficiência o caminho para que fantasmas enterrados do passado de Manaus pudessem ressuscitar com o velho discurso: “eu errei…”, “me dêem uma chance…”, “ele disse que ia resolver e não resolveu…”, “eu sou o verdadeiro novo…”.

Serafim tem sido, até o momento, o grande anti-cabo eleitoral de si mesmo.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ CHAGÃO PERGUNTA: Não fosse os séculos de dominação econômica, e quem teria brilhado com a geração de Ruud Gulit, Frank Rijkaard e Edgard Davids seria o Suriname, e não a Holanda. E esses são apenas os mais conhecidos. O futebol laranja tem fortes ligações com suas ex-colônias de exploração econômica, mas ultimamente tem amarelado nos torneios internacionais. Agora, o ‘Chagão!’ quer saber: este centroavante italiano já jogou com a squadra azurra em eliminatórias de copa e em copas do mundo, mas não é de grande destaque. Atualmente, joga no leste europeu, em um time que foi sensação na primeira fase da última champions league. O detalhe deste jogador é que, além de goleador, ele é dono de um jornal na cidade em que nasceu, e comunista convicto, tendo tatuado a foice e o martelo no seu ombro. De que jogador estamos falando?

Θ OS MENINOS DE OURO DE LUXEMBURGO. Valdívia e Kléber, os dois pupilos de Luxemburgo, cada qual com sua trajetória, mostram ao torcedor atento qual é o entendimento do treinador sobre o futebol. O primeiro nunca mais apresentou o futebol belo e insinuante que trouxe do Chile. Nenhuma firula, nada de jogadas inesperadas ou lances geniais. O Sansão do Parque Antártica perdeu as forças graças à Dalila que comanda o time. Quando não fazia concessões, e era fiel ao seu futebol “para ser feliz”, o ex-cabeludo era de longe o melhor jogador em atividade no ex-país do futebol-arte, e a evidência era a perseguição em campo por parte dos cabeças-de-bagre e dos árbitros inimigos do belo futebol. Depois, enquadrado na tática militarista de Luxemburgo, o jogador não foi mais importunado pela mediocridade instituída. O diferente incomoda, o igual passa despercebido. Sem o sorriso no rosto e a alegria do futebol trôpego à Lá Maradona, el Mago guardou a cartola e aposentou a magia. Depois de perder a chance de jogar na Espanha, onde seu futebol-arte seria incentivado e desenvolvido, deve se transferir para a Alemanha, onde seu futebol deve ser, a não ser por milagre de São Garrincha, aposentado. Quem viu, viu, quem não viu não vai ver mais. Já Kleber é atualmente a menina-dos-olhos de Luxa, que o definiu como um exemplar do perfeito jogador moderno. Kleber tem se destacado no time, quase nada pelo talento futebolístico e sempre pela violência e truculência que exibe em campo. Se a imprensa européia chama o sãopaulino Hernanes de “o Pirlo brasileiro”, certamente Kléber é a versão braziniquim de Gattuso, aquele que entra em campo apenas para destruir, verdadeiro inimigo da Leonor. No último jogo do time, deixou as marcas da chuteira no peito do zagueiro tricolor André Dias, que percebeu no tipo físico do atacante alviverde o talento para as artes marciais. Com a perspicácia de um torturador, Kléber respondeu a André Dias que “futebol é isso aí”, e quem não gostar que vá dançar balé. Entendimento de futebol que certamente faz parte do IWL e seu doutores do futebol, já que na semana passada foi o próprio Luxemburgo quem elogiou os talentos para o pugilismo barato do meia palestrino. O Palmeiras de Luxemburgo vai anos-luz de distância da história de craques de refinamento ímpar que desfilaram pelos gramados com a camisa alviverde, e só os torcedores mais recentes, embrutecidos pelas últimas décadas de futebol pobre em técnica e rico em violência de todas as formas é capaz de vibrar com esse time. O ‘Chagão!’ prefere o verdão da Academia de Futebol., que o marketing alviverde tenta copiar pelo marketing. Em vão.

Θ BRASILEIRÃO 2008 SÉRIE A. Faltando três jogos para completar a décima-segunda rodada, houve mudanças na parte de cima da tabela. O truculento Palmeiras alcançou o grupo dos 4, se aproximando dos líderes. O rodada foi ruim não só para o bom futebol, mas também para os nordestinos, que perderam seus confrontos, à exceção do Sport, que apenas empatou com o Grêmio. Santos e Fluminense seguem na briga pela vaga na segundona, mas tem parada dura contra o Ipatinga, que de lá veio, e pra lá deve voltar. Cleiton Xavier (Figueirense) e Alex Mineiro (Palmeiras) são artilheiros, já que Marcinho Pontapé, do Flamengo, vai ganhar a vida em petrodólares. Ele que se meta a besta de chutar uma mulher por lá… Resultados:

12ª Rodada Série A – 16 e 17/07

Sport Recife 2 – 2 Grêmio

Botafogo 4 – 0 Ipatinga

Portuguesa 3 – 2 Náutico

Figueirense 3 – 0 Santos

Cruzeiro 1 – 0 Atlético/PR

Palmeiras 3 – 1 Fluminense

Vitória 1 – 3 São Paulo

Vasco Goiás

Coritiba Flamengo

Internacional Atlético/MG

Classificação*

Flamengo  –  26

Cruzeiro  –  24

Grêmio  –  22

Palmeiras  –  21

Vitória  –  20

São Paulo  –  20

Figueirense  –  19

Náutico  –  17

Internacional  –  15

Botafogo  –  15

Sport Recife  –  15

Portuguesa  –  15

Vasco  –  14

Coritiba  – 14

Atlético/PR  –  13

Atlético/MG  –  12

Goiás  –  10

Fluminense  –  09

Santos  –  08

Ipatinga  –  07

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

Θ BRASILEIRÃO SÉRIE C. Boas notícias para a secretaria de finanças da prefeitura: não vai ser mais preciso liberar aquela verba para o Fast Clube se manter na terceirona. O time perdeu em pleno Vivaldão para o Luverdense/MT por 2 a 1 e está praticamente fora da disputa. Vai precisar vencer os dois jogos que tem fora de casa e torcer por uma combinação de resultados. Agora os manoniquins terão que concentrar as orações no time do Holanda, que joga contra o Cristal, do Amapá, neste domingo, e ainda está longe da degola. Nossos sinceros pêsames à família Mendonça…


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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