Arquivo para julho \23\-04:00 2008



JUÍZO ELEITORAL EM AMAZONINO E SERAFIM

O presidente do pleito eleitoral de 2008, Ari Moutinho, convidou os candidatos ao cargo de prefeito de Manaus para uma reunião tendo como pauta as regras a serem cumpridas nestas eleições. O que é e não é legal em uma eleição. Uma eleição sem “maledicências”, como observou o juiz Moutinho. Regras que em uma democracia-devir não seriam necessárias serem lembradas, como acontece com a dita democracia representativa. Foi então que o candidato Amazonino, ao cumprimentar o outro candidato, Serafim, sentenciou:

— “Juízo!”

De sua parte, Serafim respondeu:

— “A todos nós!”

O brevíssimo diálogo nos conduz à verificação do enunciado juízo, elemento principal do discurso que os dois conhecidos adversários evidenciaram.

O juízo, embora tenha sido capturado pelo discurso do direito, é um conceito eminentemente das doutrinas e sistemas filosóficos. Foi termo especulativo de Aristóteles, São Thomas, Kant, Hegel, Marx, entre outros. Em seu entendimento mais banal, um juízo é uma ação racional da faculdade intelectiva como forma de discernimento e avaliação de uma idéia, objeto ou uma situação. Tendo como suporte cognitivo a lógica e a moral. Como lógica, uma operação de concordância do enunciado com seu conteúdo. Como moral, uma demonstração prática de valores sociais dirigidos ao Bem Comum. Em democracia, a realização do Direito Civil.

OS JUÍZOS DE AMAZONINO E SERAFIM

Em sua enunciação simplista, os juízos podem ser de dois modos: juízo objetivo e juízo de valor. O primeiro manifesta as propriedades próprias (objetivas) dos termos do enunciado. Sem nenhuma avaliação do enunciante. O segundo manifesta um valor ou valores, qualidades dos termos. O que a idéia, o objeto ou o sujeito carrega em si com relação à sociedade. Tomemos este exemplo. O deputado Sinésio é mais baixo que o governador Braga. É um juízo objetivo: a altura dos dois é propriedade de ambos. Não resulta de um valor. Agora, o deputado é ideologicamente semelhante ao governador, como este é semelhante, ideologicamente ao ex-governador Amazonino, já que não consegue realizar um governo politicamente diferente do ex-governador. É um juízo de valor. Assim, quando Amazonino diz “Juízo” para Serafim estabelece um valor. Da mesma forma, Serafim. Mas, como todo juízo é uma proposição, e como a proposição sai de um discurso (ou forma um discurso), se pergunta: de quais discursos saíram os juízos dos dois? Do discurso democrático? Qual? Amazonino foi governador duas vezes e prefeito três. Bem, alguém pode contestar: “Foi só uma vez prefeito”. Outro: “Nenhuma vez”. Vamos tentar aliviar os méritos judicativos. Ele foi prefeito biônico, indicado pelo governador Mestrinho. Resquícios da ditadura. Não eleito democraticamente. Quando governador, na tal “Ação Conjunta”, tinha forte ingerência nas prefeituras de Eduardo e Alfredo. Qual dos dois argumentos estão judicativamente certos? Já Serafim é o atual prefeito, tentando reeleição. No tempo e no espaço, na forma e na matéria, são duas vivências democráticas diferentes. Embora, nas expressões, com algumas semelhanças. Sobra então, para o eleitor, o juízo da lógica e da moral comparativa. Terá que comparar as democracias de ambos, com a sua de eleitor, para encontrar sua resposta judicativa.

O FILÓSOFO KANT E OS DOIS JUÍZOS

Kant estabeleceu duas regras de juízos de valor moral: Imperativo Categórico e Imperativo Hipotético. No primeiro, o sujeito age por dever universal, cuja regra é: “Age de tal maneira para que queiras que o motivo que te levou a agir seja uma lei universal”. Exemplos de dever universal: “Não mentir”, “não roubar”, “não quebrar uma promessa”. No segundo, a ação segue um fim, sua regra é uma condição. “Se queres algo (o fim), subordina tua vontade a esta condição”. Exemplos práticos: Daniel Dantas quer ser o mais rico (fim). Para tal armou um sistema corrupto/corruptor (condição). Um candidato quer um governo democrata (fim), para isso tem que ser potência-comunalidade. Dois dilemas. No capitalismo ninguém que rouba quer que sua ação seja uma lei universal, pois não haveria mais ninguém para ser roubada. O que seria seu fim. Então prevalece, patologicamente, a segunda regra. Como diria o cinegrafista Hezog: “Cada um por si e Deus contra todos”. O não que tem nada de democrático.

Pergunta-se: os juízos kantianos servem ou não servem aos dois candidatos?

DUAS NOTAS DA INTIMIDADE ‘VORAXICA’ ENTRE MANAUS E COARI

PRIMEIRA NOTA – SOL MENOR – O juiz federal Ricardo Augusto de Sales intimou ontem o secretário estadual de (in)segurança pública, Lélio Lauria, para explicar a quantidade grande de caixas de pizza e garrafas de coca-cola na lixeira da cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa. Fotos e documentos chamaram a atenção do juiz, e o rastro levou não às celas, mas à capela da cadeia. Lá, se descobriu que os encarcerados da Operação Vorax estavam isolados dos outros presos, não comem a mesma comida e tem direito a uso irrestrito de telefone, além de um banheiro particular,construído só para eles. Embora a dieta não seja das mais nutritivas, os réus Carlos Eduardo Amaral Pinheiro (vice-prefeito), Rodrigo Alves da Costa (irmão do prefeito de Coari, Adail), Adriano Salan (ex-secretário de administração), Haroldo Portela (assessor especial do prefeito para assuntos voráxicos), Paulo Bonila (ex-secretário de obras), Paulo Sérgio Moreira (ex-subsecretário de obras) e o ex-presidente da comissão geral de licitação, Walter Braga têm efetivamente regalias dentro da cadeia. Tinham. A questão é federal, longe portanto das amizades do governador ‘guerreiro de sempre’ Braga. Antes mesmo de chamar Lauria para explicar o inexplicável, o juiz Salles já tinha providenciado a transferência dos réus para o presídio Antonio Trindade, onde se espera, seja bem mais difícil para o serviço de entrega rápida das pizzarias de Manaus. Até agora o secretário e futuro conselheiro-estadual-de-alguma-coisa, Lélio Lauria, não confirmou se o isolamento era para proteção dos outros presos, que não queriam se misturar com este tipo de gente. Com o ato, no entanto, o juiz manda um recado claro para o comércio de alimentos de Manaus: Vorax e pizza não combinam. E agora, pizzaiolos manoniquins?

SEGUNDA NOTA – DÓ MAIOR – Quem incluiu o nome de Amazonino Mendes na lista suja da AMB? Para a mídia regional, foi a AMB. Para o leitor intempestivo, que não se deixa levar pelas armadilhas do significante midiótico, foi o próprio Amazonino. Afinal, quem cometeu os crimes foi ele, não os magistrados. De qualquer forma, finalmente “o candidato do trabalho” se manifestou sobre a presença de seu nome na famosa lista, que pode lhe render a impugnação da candidatura (calma, torcida brasileira!). Para a sua assessoria, “não há justificativa para o nome do candidato aparecer nesta lista suja”. Amazonino jura que não era dono da Econcel, empreiteira que ganhava 12 entre 10 licitações na época em que ele era governador (1999 a 2002), dentre elas um posto da SUFRAMA e o estádio Vivaldo Lima (que ganhou um “A” estilizado com a marca do então governador, que você pode ver aqui). Mas dizem algumas fontes intempestivas que o que deixou “o candidato do trabalho” roxo de raiva foi ter perdido de 7 a 1 para um companheiro de batalhas, o candidato à prefeitura paulista Paulo Maluf. O paulista, além de não gostar “da raça”, ainda tem 7 processos registrados na lista suja, enquanto Amazonino, dos 11 que tem, só aparece com um. Concorrência desleal. E agora, candidato?

RODADA DE DOHA SEGUE EMPERRADA

Tal como no ano passado, quando Brasil e Índia se retiraram dois dias antes das negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio), que visam a liberalização do comércio mundial, e a rodada foi interrompida, também agora ela tende a não se movimentar de onde nunca saiu. Já começou bem, uma vez que o Brasil confirma logo de chegada, na segunda-feira, a sua posição sobre as propostas que ocorreram, isto é, que não se submete aos ditames dos impérios americano e europeu. Que diga o lúcido ministro Celso Amorim, que chamou o primeiro dia de negociações (ou melhor, de não negociações) de “totalmente inútil”.

Antes disso, no sábado passado, Amorim causou frisson na mídia mundial e achaques nos ofendidos ianques, ao referir-se sobre a falta de alguma proposta igualitária, enquanto se tenta insinuar que Brasil e Índia estão boicotando Doha, lembrando a frase que o ministro da propaganda nazista, Goebels, disse a Hitler: “Uma mentira contada mil vezes torna-se verdade”.

Susan Schwab, representante comercial dos EUA, dizendo-se descendente de sobreviventes do holocausto, eriçou-se. Amorim, que sabe pra que serve a diplomacia, pediu desculpas, mas, deixando de lado as falseações diplomáticas, afirmou ao final: “Mantenho: repetir uma distorção faz com que as pessoas acreditem que ela é a verdade”.

Desde 2001, as negociações não acontecem devido aos chamados países desenvolvidos quererem a liberalização das fronteiras alfandegárias para seus produtos industriais e serviços, mas sem diminuir as barreiras de exportação agrícola que querem os chamados países em desenvolvimento. Para que se tenha idéia da questão, todos os 153 países membros da Rodada têm de ratificar as decisões para que ela possa ser aprovada.

O principal emperrador, mais do que os grandes europeus, de qualquer decisão que se possa dizer minimamente justa na Rodada é mais uma vez o Império Americano. Ontem, a representante Susan Schwab baixou a proposta para cobrança de subsídios alfandegários para os produtos agrícolas, que era de US$ 17 bilhões, para US$ 15 bilhões. No entanto, para Amorim, uma proposta aí só será analisada como aceitável se estiver abaixo dos US$ 13 bilhões.

Se for pelo presidente boliviano, Evo Morales, da forma que vem sendo realizada, a Rodada seria apenas uma forma de tentar oficializar com a assinatura dos países pobres, vantagens capitalísticas para um pequeno número de países ricos:

As negociações na OMC converteram-se num combate dos países desenvolvidos para abrir o mercado dos países em desenvolvimento a favor das suas grandes empresas.”

Para os sul-americanos, a melhor proposta, saia ou não alguma consonância da Rodada de Doha, é fortalecer o Mercosul e outros acordo unilaterais e multilaterais, principalmente — para além do G8 e do G4 de Doha — o G20, que deve se tornar 60, 80, 130, 200… Quando a Rodada de Doha estará de vez enferrujada sem ter dado uma volta e o enunciado de Goebels não encontrar mais possibilidade de serialização. Por enquanto, Amorim e Evo seguem usando a língua, como diriam Deleuze/Guattari, não como questão de Lingüística, mas de política.

ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS DIVULGA LISTA DE PREFEITURÁVEIS PROCESSADOS. MANAUS TEM REPRESENTANTE…

Já é notório! Já é público! O MPE formulou a denúncia ao TRE. Espera-se a sentença. Mas a lista da AMB ainda não havia saído. Sendo assim, a lista e o texto democrático dos Magistrados, preocupado comas eleições de 2008, deve ser divulgado e lido.

“CANDIDATOS QUE RESPONDEM PROCESSO

Interessada em munir o eleitor brasileiro do maior número de informações a respeito dos candidatos às próximas eleições, a Associação dos Magistrados Brasileiros decidiu divulgar os nomes daqueles que respondem a ações penais, de improbidade administrativa e eleitoral.

Todos os dados disponibilizados foram rigorosamente checados para evitar que informações incorretas venham a prejudicar qualquer candidato. A intenção da AMB é apenas facilitar o acesso da população e da imprensa a informações públicas, que podem balizar e fundamentar a escolha dos eleitores e, assim, contribuir para que as eleições de 2008 transcorram da maneira mais transparente possível.

Informamos que este banco de dados será periodicamente alimentado, tão logo os juízes eleitorais de todo o Brasil encaminhem as informações referentes às suas zonas/municípios.

Amazonino Armando Mendes

Prefeito

PTB

Manaus

AM

Processos


AÇÃO PENAL Nº 2007.32.00.007742-0, 2ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL DE MANAUS, CRIMES DA LEI DE LICITAÇÕES /CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL/CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA.

OBS: O CANDIDATO IMPETROU HABEAS CORPUS NO TRF-1ª REGIÃO VISANDO O TRANCAMENTO DA ALUDIDA AÇÃO PENAL, TENDO SIDO A ORDEM CONCEDIDA EM SESSÃO REALIZADA NO DIA 24.06.08, SEM QUE, CONTUDO, ATÉ A PRESENTE DATA, ESSA DECISÃO TENHA SIDO PUBLICADA.”

Para conferir se sua cidade também tem representante, veja aqui a lista completa e exerça seu direito democrático de divulgá-la.

MALUF DISCRIMINA NEGROS EM CAMPANHA NA CIDADE DE SÃO PAULO

Candidato a prefeito em São Paulo, da mesma lavra de Amazonino, Paulo Maluf tem feito campanha nas ruas, onde encontra eleitores com e sem memória. Ontem, um eleitor chamado Leandro Ferreira, com uma pergunta, demonstrou aos eleitores e ao próprio Maluf que a luta do homem contra a exploração é a luta da memória contra o esquecimento. Leandro apresentou a Maluf a promessa de campanha feita pelo político profissional quando da eleição de Celso Pitta:

O senhor fez uma declaração, certa vez, que se o Pitta não fosse um bom prefeito, ‘nunca mais votasse em mim‘. O que o senhor me diz agora, nesse momento, com toda a repercussão que deu no último caso dele?”.

Ao que Maluf respondeu:

“São Paulo deu uma lição para o país de que não tem preconceito. Elegeu um carioca e negro. Então, nós quisemos é favorecer a raça. Eu acreditei nele. Agora, você deve ser responsável pelo ato de seu filho?” (o grifo é nosso).

A notícia está na Folha de São Paulo, que não destacou a discriminação, mas ao menos a registrou, diferente do gêmeo-igual Estadão, que passou batido da frase e apenas registrou o bate-boca.

AS ARMADILHAS DE ALGUNS HOMENS PÚBLICOS PARA O POVO

Maluf, que tentou tergiversar, caiu na própria armadilha. Ao procurar ocultar as relações ilícitas com o seu ex-pupilo, Celso Pitta, preso na operação Satiagraha, evidenciou uma característica comum nas pessoas que têm compulsão por subtrair o erário público: a discriminação.

A discriminação é resultado de um equívoco da inteligência. Como Maluf abriu mão do uso da razão, as idéias que tem a respeito dos objetos que compõem o mundo são produzidas a partir das primeiras impressões, as da infância, que não diferenciam causa de efeito. Daí, Maluf ainda acreditar que o açúcar é doce, que os objetos têm cor, e que os negros são inferiores aos brancos. Enunciado pseudo-científico que se fortaleceu – por razões de ordem da economia de mercado da época das grandes navegações – e que ainda encontra eco nas inteligências menos ativas.

Maluf conta com o voto de seus iguais: aqueles que enxergam o mundo através da lente da primeira espécie de conhecimento. Aquele que não diferencia causas de efeitos, e segue uma vida onde os acasos predominam. Em geral, são vítimas frequentes das chamadas moléstias mentais (depressão, síndrome do pânico). Como têm um entendimento equivocado do mundo, caem mais facilmente nas armadilhas que certos políticos armam para o povo, acreditando na ilusão de que o significante democracia carrega em si o seu significado. Igual vota em igual.

A LUTA DA MEMÓRIA CONTRA O ESQUECIMENTO

Maluf, como Amazonino, é incapaz de compreender os elementos corporais e incorporais que mudaram dos últimos seis anos pra cá. Não compreendeu a mudança no entendimento de muitos eleitores, que antes votavam sem o uso do recurso memorial.

A memória carrega um elemento afetivo-afetante. Ao recordar o passado, o eleitor entra novamente em contato com o afeto triste, diminuidor da sua potência de agir, que foram as administrações destes políticos profissionais. Cá e lá, as lembranças não são ativadoras da Vida, mas confirmadoras da decadência que carregam as duas candidaturas.

No entanto, sem mudança aparente, o eleitor não podia fazer uma operação básica da cognição: a comparação. Com as mudanças no seu modo de existir, advindas das políticas públicas adotadas no governo Lula, o eleitor pôde experimentar memórias alegres, que aumentaram a sua potência de agir. Assim, já é possível a ele – e a eleição passada mostrou que a grande maioria, a despeito da ferrenha campanha midiática capitaneada dos bastidores pelo Orelhudo DanDan contra o presidente Lula – discernir quem são os inimigos, aqueles que preparam as armadilhas que impedem o surgimento da democracia. Lá e cá, cada vez mais os eleitores usam a máxima espinosiana da filósofa Dercy Gonçalves: “Aprendi como as galinhas, ciscando, o que não me fazia sofrer eu achava bom”.

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

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# Ainda no Brasil Imperial, o teatrólogo gaúcho Qorpo Santo (1829-1883), no pináculo de seus saberes disjuntores, lançou seu decálogo sobre as qualidades que devem carregar um íntegro jornalista. Em sua Nona qualidade, ele escreve: “Que tenha sempre diante dos olhos mais o interesse público que o particular, não vendendo por isso as colunas do seu jornal a miseráveis ou a malignos especuladores”. O jornalista Ignácio Romanet diz que o jornalismo é uma disciplina cívica.

Lendo parte do relatório da Polícia Republicana sobre as investigações nas fraudes, corrupções, achaques, formação de quadrilha, sonegação fiscal, evasão de divisas, etc, comandadas pelo mega trapaceiro Daniel Dantas, e as perversas trapaças no sistema financeiro especulador dirigidas pelo também mega trapaceiro Nahas, em que aparecem abundantemente nomes de jornalistas e empresas de comunicação envolvidos com os crimes, os enunciados éticos parecem ser de outro mundo. Tamanha a sordidez da imprensa venal, que tem acima de tudo o lucro como sua meta física e metafísica econômica. Não importando os meios. Diante de tamanha crueldade comunicacional, saltam-nos duas perguntas: Qual o curso de jornalismo que estes “profissionais” freqüentaram? Seus nomes nas listas de aprovação dos vestibulares já preconizavam a lista da Polícia Republicana? Pois bem, impossibilitada que se encontra esta Vertebral em apresentar as listas dos vestibulares, apresentamos a lista da Polícia Republicana com os nomes de alguns jornalistas reprovados por Qorpo Santo e Romanet.

BREVE LISTA DOS GARATUJADORES-JORNALISTAS

Diogo Mainardi <=> Veja

Lauro Jardim <=> Veja

Vera Brandimarte <=> Valor Econômico

Paulo Andreoli <=> Época

Tomaz Talman <=> Época

Roberto D’Avila <=> TVE Brasil

Elvira Lobato <=> Folha de São Paulo

Guilherme Barros <=> Folha de São Paulo

Jony Saad <=> Rede Bandeirantes

Leonardo Rezende Attuch <=> IstoÉ Dinheiro

Andréa Michael <=> Folha de São Paulo

Todos (e outros) excelências “jornalísticas”, com eficientes matérias enaltecedoras dos talentos de seus compradores Daniel Dantas e Nahas. Todos (e outros ) exigentes de um tratamento público democrático, integro e honesto, sempre voltado ao Bem Comum.

Nota filosófica: Qorpo Santo era um artista. Romanet é um filósofo. Logo, ambos loucos. Daí não servirem para tais “jornalistas” excelências.

# Só se vê o que se pode ver. Assim, alguns vestibulandos da UEA – Universidade do Estado do Amazonas viram visível propaganda eleitoral para o candidato Omar Aziz em um texto sobre o PROSAMIN, com referências do governador Eduardo Braga, que tem Omar como seu candidato oficial. Não deu outra: visando a “Vitória do Povo”, coligação com o PT, do candidato a prefeito Praciano, recorreu juridicamente. Bela ironia. A reitora da UEA, Marilene Corrêa, é do PT, mas aliada de Eduardo Braga, por enquanto no PMDB.

# Terror na tela. Vídeo mostra soldado de Israel atirando em palestino em pé, com as mãos amarradas para trás e olhos vendados. Em sua autodefesa, o soldado afirmou ter recebido ordem superior para atirar. Pergunta-se: Quem deu a ordem ao superior? Resposta fundamentalista-hebraica: Deus.

# O dinheiro arrecadado com a venda do rebanho apreendido pelo Ministério do Meio-Ambiente vai ser aplicado no Fome Zero. Uma forma cristã de matar um mal.

É Rock?

Então, vou de choque!

Beijos e abraços Vertebrais!

SEPROR FAZ CONTRATO SEM LICITAÇÃO: OS DEVANEIOS DO CASAL-HÍBRIDO VANERON

Dizem algumas línguas que o deputado estadual e comunista licenciado Eronildo Bezerra, o Eron, ficou eternamente grato ao governador Eduardo ‘Guerreiro de Sempre’ Braga pela pasta da SEPROR (Secretaria de Estado de Produção Rural). É que finalmente Eron teria a chance de mostrar a que veio o seu diploma de engenheiro agrônomo, conquistado no meio das lutas estudantis que o casal ‘VanEron’ insiste em dizer na mídia que travaram sozinhos.

Esta semana foi noticiado o convênio de quase 2 milhões de Reais que a SEPROR fechou, sem licitação, com a Instituição Dignidade para Todos (IDPT). O Termo de Parceria visa realizar obra de recuperação de 134 quilômetros de estradas vicinais na área rural de Manaus.

Com a ação, o engenheiro agrônomo e comunista licenciado Eronildo Bezerra, o Eron, feriu com uma tacada só duas leis que regem as relações entre o poder público e o privado. Primeiro, a Lei 8.987/95, que determina a realização de licitações para este tipo de serviço. Desta, Eron tentou escapar afirmando que não fez licitação, mas um Termo de Parceria, previsto em lei. Só que a Lei 11.079/04, que regulamenta as PPP´s (parcerias público-privadas) afirma que não se pode celebrar um termo de parceria com valor inferior a 20 milhões, prazo menor que 05 anos, e apenas para concessão de máquinas ou mão-de-obra.

A IDPT E O GOVERNO BRAGA.

Algumas coisas chamam a atenção no contrato e na relação do governo ‘guerreiro de sempre’ com a IDPT. Primeiro, o instituto não possui mão-de-obra, equipamentos e sequer é da área da construção/manutenção. Segundo o deputado e comunista licenciado Eronildo, o Eron, quem vai realizar os reparos é o governo, e o IDPT só entraria com as máquinas e a compra de material. Um caminho no mínimo duvidoso: porque um dinheiro que vem dos cofres públicos, que vai realizar atividades em vias públicas, precisa “passar” pela mão de uma entidade privada?

Outro aspecto que chama a atenção é a diversidade de atividades em que atua o IDPT, pelo menos nas parcerias com o governo do Estado. Uma rápida pesquisa no site do governo permite ao leitor intempestivo encontrar outras duas citações de “parcerias” com a entidade. Uma relativa a um treinamento para os Agentes Sociais, os famosos “verdinhos”, celebrada com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), que saíram das escolas para atuar diretamente no apoio técnico à polícia, e outra realizada entre a FVS (Fundação Vigilância em Saúde) e o IDPT, buscando “prestar serviços técnicos de apoio aos Programas de Prevenção e Controle da Malária e Dengue no Município de Manaus, conforme descrição: Operações com equipamentos de UBV costa e UBV pesada – veicular, reconhecimento e identificação de criadouros, reconhecimento geográfico, operações em pontos estratégicos, atividades de Educação em Saúde e serviços de digitação e dados”. A informação está na Resolução 004, de 26 de fevereiro de 2008. Não há informações relativas à licitação nos dois casos, e a resolução fala claramente em “parceria”. Não seria, portanto, nem a primeira, nem a segunda, nem a terceira parceria irregular que o governo do Estado estaria celebrando com a instituição.

O PROJETO (NADA) COMUNISTA DO CASAL ‘VANERON’

A quem estranhou as últimas cartadas do casal ‘VanEron’, que deixou vencer o prazo para alianças formais, a fim de poder, sem constrangimentos partidários, apoiar a candidatura de Omar Aziz, este Bloguinho lembra que na eleição municipal passada, VanEron já davam pinta de que se aproximariam do eterno vice, com abraços e acolhida ao ninho vermelho.

Vanessa tem acreditado em duas frases que anda dizendo mídia afora: 1) que o presidente Lula apóia Omar, e 2) que abriu mão de sua candidatura para apoiar um projeto maior para Manaus.

A primeira evidencia que a deputada federal e comunista licenciada não chegou sequer à introdução d’O Capital, onde Marx expõe a sua teoria dialética de forma didática. Tivesse compreendido, saberia que Lula, democrata – e que nem precisaria ler Marx para entender Marx, já que compreendeu sem se deixar capturar, como fez o Sapo Barbudo anglo-alemão, os enunciados mistificadores do capitalismo – jamais compactuaria com a candidatura de um Omar, mesmo sem conhecê-lo, imaginem conhecendo-o. De quebra, caiu na armadilha semiológica da mídia, que capturou uma fotografia de Lula com Alfredo e Eduardo, colocou na primeira página e criou o factóide do apoio, mesmo depois do próprio Lula ter vindo a público desmentir. Seja por incapacidade epistemológica ou moral, o casal VanEron caiu na esparrela.

Já a segunda frase, do ponto de vista que tem o casal do que signifique a palavra democracia, poderiam até ter razão, mas não o tem. Como o híbrido VanEron não sabe que a democracia é potência livre de agir dos cidadãos e não força resultante da exploração, acredita que uma candidatura pertença ao candidato. Talvez esteja aí a origem da bronca com a candidatura de Praciano, que foi decidida através da potência democrática que o PT ainda carrega. Como o híbrido VanEron, no plano das relações sociais na cidade de Manaus, não constituem nada de significativo, nenhuma linha intensiva produtora de comunalidades, preferiram se aliar aos seus iguais, e nisso têm razão. O projeto que apóiam VanEron não é da cidade de Manaus, mas de um grupo anti-democrático.

Felizmente para a cidade, a população sabe o que Sartre/Marx sabiam: “o homem é o que ele faz, não aquilo que pensa de si”.

CRISTÓVAM BUARQUE O EDUCADOR

Quando o filósofo Lucrécio dizia que as perturbações do homem são da ordem da mistificação e da mitificação, e não da natureza, ele só mostrava o sofrimento que homem constrói para si acreditando demais em algo que foge à natureza ou no outro que pode consigná-lo como importante ou não. Uma espécie de juiz detentor das verdades necessárias àqueles que o ouvem. Para o filósofo Nietzsche, o reativo. O homem que, ao negar a vida, se tomou como o carregador dos valores morais que todos têm que também carregar.

Cristóvam Buarque, um homem cuja vida vivida é mais importante que sua biografia, como disse o filósofo Sartre, caiu em alguns tempos trapaceiros, nesta armadilha do juiz reativo. Homem de denodada atuação política, tendo a educação como potência movimentadora desta práxis. Homem, cujos percursos históricos construíram dizeres socialistas capazes de diminuírem as perturbações místicas e míticas, depois que foi demitido, tiranicamente, do cargo de ministro do primeiro governo Lula, permitiu-se ser possuído pelas enunciações lucrecianas: incorporou o ressentimento das perturbações. Passou, nietzscheanamente, a negar a vida. Adotou o niilismo apocalíptico da direita a ponto de compor-se, no Senado, com figuras dolorosas como Arthur Neto, Mão Santa, Agripino Maia, Efraim, Heráclito Fortes, tudo que há de mal no pensamento do senatorial. Assim, absolvido pelas afecções da dor, educastrou-se. Amnésico de si mesmo, comungou com a biografia, negando a sua vida vivida sartreanamente, além de obstruir a vontade de saber nietzscheana. O que lhe fazia Educador.

O EDUCADOR E A NACIONALIDADE DO SALÁRIO DOS PROFESSORES

Então, aconteceu. Cristóvam Buarque começou a discursar para todo o Brasil, diante de uma platéia comprometida com a educação nacional (que é também do mundo), construída com presença de educadores, sindicalistas, deputados, senadores, presidentes da Câmara, do Senado, Ministro da Educação, e, seu amigo, Lula. Lindo, notável, superior… o Educador. Desvaneceu-se o ressentido. Alethéia: brotou o Educador. Desfilavam Sartre com a vida vivida, Nietsche com a vida ativando o pensamento e o pensamento afirmando a vida. Atributos singulares do Educador. Falou da importante atuação da Câmara e do Senado para aprovação da lei que estabelecia o piso salarial dos professores para todo o Brasil. Elogiou a generosidade (termo usado por ele) do ministro Haddad, e, principalmente, a generosidade de Lula. Todavia, o Educador se mostrou mais atuante quando cunhou a lei como um ato revolucionário (termo deste bloguinho) que criava uma realidade nacional. O salário dos professores não era mais do município, do estado, era do Brasil! Generosidade que atingiria principalmente as crianças.

Daí que nós, deste bloguinho intempestivo, que conhecemos a vida vivida de Cristóvam, que sabemos como foi demitido por telefone de seu cargo de ministro, que sabemos que a singularidade de um Educador não pode compactuar com a dor dos infelizes, e que muitas vezes escrevemos contra seu comportamento de um triste ressentido, hoje estamos felizes em vê-lo assumindo sua cátedra de Educador, que como disse o filósofo George Gusdorf, nenhum rito de passagem pode ontologicamente outorgar.

Mas com sua vênia, Cristóvam. Considerando as crianças do mundo, sua intuição nacionalidade, para nós é transnacionalidade global.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ CHAGÃO PERGUNTA: Atualmente jogando no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, o centroavante Cristian Lucarelli é nascido na cidade de Livorno, é dono do jornal Corriere di Livorno, e jogou durante muito tempo no time da cidade. No time da cidade natal, Lucarelli usava a camiseta 99, alusão ao ano de fundação da Brigate Autonome Livornesi, grupo de torcedores do time com ideologia de esquerda. Não se sabe muito bem se a esquerda próxima ao PCI ultra, ou se o comunismo sem PC de Pasolini. Agora, o ‘Chagão!’ quer saber: Este é um segundo uniforme de um grande time holandês, você adivinha qual?

Θ A COPA DOS ENDIVIDADOS. A empresa Casual Auditores divulgou esta semana uma lista encomendada da situação financeira dos 21 maiores clubes brasileiros, considerando o período 2006/2007. Os campeões da dívida são: Flamengo (242,4 Mi), Atlético/MG (214,3 Mi), Botafogo (209,7 Mi), Fluminense (165,8 Mi) e Vitória/BA (88,6 Mi). O ranking dos clubes que mais faturaram são: São Paulo (190,1 Mi), Internacional/RS (155,9 Mi), Corinthians (134,6 Mi), Grêmio (109, 1 Mi) e Flamengo (89, 5 Mi). Interessante destacar que os três primeiros colocados da lucratividade clubística são, respectivamente, Internacional, Grêmio e Juventude, times que têm relativamente pouca popularidade em âmbito nacional, mas que dominam o Rio Grande. O Internacional é um dos clubes com mais associados no mundo, e tem um sistema de gestão semelhante ao Barcelona, onde os torcedores são mantenedores do clube. Já potências da torcida como Flamengo amargam dívidas homéricas, quase impagáveis, mesmo com a ajudinha do governo com a timemania. O Rio de Janeiro, aliás, é o campeão da divida, sendo que somente o Vasco não está no Top 5, mas também tem déficit. Causas: amadorismo na gestão, corrupção, lavagem de dinheiro, falta de uma visão de mercado. O futebol brasileiro não sabe se continua num amadorismo onde os craques brotavam da terra como cogumelos, ou se mergulha no futebusiness, perde de vez o talento mas lucra. Enquanto isso, nem um nem outro. O campeonato brasileiro vai cada vez pior, tanto na arte quanto na caixa registradora. E o torcedor braziniquim que pode pagar ou assiste à Record, embarca pra Europa e comprar mais material de clubes estrangeiros do que dos nacionais. Como consumidores, têm razão. E como cidadãos?

Θ BRASILEIRÃO 2008 SÉRIE A. Em uma semana, o rubro-negro carioca viu sua vantagem na tabela se transformar em nada. Derrotas para o bom Coritiba e o também bom time do Vitória deixam duas desconfianças: a de que finalmente a farsa terminou, e de que corremos o sério risco de virarmos uma Bundesliga, com o São Paulo sendo o Bayern Munique, que ganha tudo, e o Internacional sendo o Werder Bremen, que rema, rema, mas morre na praia. O Santos fez a sua parte e venceu o Sport Recife, que faz o que o Fluminense não conseguiu fazer no brasileirão: só brinca. Mas não adiantou, porque todos os adversários do peixe na vaga pela segundona também venceram, incluindo o amigo Goiás que venceu o Palmeiras, muy amigo do Santos. Para os vascaínos um lembrete: não caiam na esparrela da imprensa esportiva que deve dizer em manchete que “o time de Dinamite perdeu mais uma”. O time que aí está foi montado por Eurico. Alex Mineiro (Palmeiras) Alex Mineiro fez um e se isolou na artilharia do certame, com oito tentos.. Resultados:

13ª Rodada Série A – 19 e 20/07

Ipatinga 4 – 1 Portuguesa

Fluminense 1 – 0 Figueirense

Grêmio 1 – 0 Cruzeiro

Goiás 3 – 2 Palmeiras

Santos 1 – 0 Sport Recife

Atlético/PR 3 – 1 Vasco

Náutico 1 – 1 Internacional

Atlético/MG 3 – 2 Coritiba

Flamengo 0 – 1 Vitória

São Paulo 2 – 1 Botafogo

Classificação*

Flamengo  –  26

Grêmio  –  25

Cruzeiro  –  24

Vitória  –  23

São Paulo  –  23

Palmeiras  –  21

Internacional  –  19

Figueirense  –  19

Náutico  –  18

Coritiba  – 17

Atlético/PR  –  16

Vasco  –  15

Botafogo  –  15

Sport Recife  –  15

Portuguesa  –  15

Atlético/MG  –  15

Goiás  –  14

Fluminense  –  12

Santos  –  11

Ipatinga  –  10

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

Θ BRASILEIRÃO 2008 SÉRIE B. Bafo gaudério no cangote paulista. O Juventude está a três pontinhos de cutucar e derrubar a jaca do Timão do topo da tabela! Ainda mais com o goleiro Felipe cantando Chico Buarque para a torcida corintiana: “te perdôo por te trair…”. O goleiro, que esta semana chamou a camisa nova de goleiro do timão de ‘lombada’, e afirmou que odeia o Bahia desde que nasceu, não contava com o que o psicofutebolista Zirigmund Freud chamou de ato falho. Amor e ódio caminham juntos. Mas o pior para as consciências coaguladas das Zelites brancas de Sum Paulo foi ver – de novo! – os baianos invadindo a capital e se dando bem. Afora isso, nada de mais no certame, já que desde a primeira rodada é Corinthians contra todos. Túlio, o artilheiro dos gols por atacado, lidera a busca pela Chuteira D’Ouro, com nove gols, e pergunta: “se seleção é momento e resultado como prega o contabilista Dunga, porque não eu?”. Confira os resultados:

12ª Rodada Série B – 15, 18 e 19/07

São Caetano 0 – 4 ABC

Avaí 2 – 0 Gama

Barueri 4 – 3 Ceará

Vila Nova 2 – 2 Santo André

Brasiliense 1 – 2 Paraná Clube

Bragantino 0 – 2 Criciúma

Fortaleza 0 – 3 Ponte Preta

Corinthians 0 – 1 Bahia

América/RN 3 – 0 Marília

Juventude 4 – 0 CRB

Classificação*

Corinthians  –  27

Juventude  –  24

Barueri  –  23

Avaí  –  23

Ponte Preta  –  19

Vila Nova  –  19

Ceará  –  18

ABC/RN  –  18

Santo André  –  17

Bahia  –  17

São Caetano  –  15

Bragantino  –  15

Criciúma  –  14

Paraná Clube  –  14

Marília  –  13

Brasiliense  –  11

América/RN  –  11

Gama  –  10

Fortaleza  –  10

CRB  –  08

  • Em roxo, os classificados para a Série A do Brasileirão ‘09; em cinza, os rebaixados para a série C.

Θ LIGUILLA URUGUAI 2007/2008. Encerrado o petit torneo, e definidos os classificados para os torneios internacionais sudamericanos do Uruguai. Na tabela abaixo você confere os resultados da quinta e última rodada, e logo abaixo, a classificação final e qual torneio cada time irá disputar. Resultados:

1a Fecha (28 e 29/06)

Nacional 1 – 1 Defensor Sporting

Peñarol 2 – 0 Danubio

River Plate 2 – 1 Rampla Jrs

2a Fecha (02/07)

Defensor Sporting 3 – 0 Peñarol

Nacional 5 – 3 River Plate

Danubio 2 – 0 Rampla Jrs

3a Fecha (05 e 06/07)

Defensor Sporting 2 – 1 Danubio

Nacional 4 – 0 Rampla Jrs

River Plate 3 – 3 Peñarol

4a Fecha (12 e 13/07)

Rampla Jrs 2 – 1 Defensor Sporting

River Plate 0 – 0 Danubio

Peñarol 2 – 0 Nacional

5a Fecha (19 e 20/07)

Defensor Sporting 1 – 0 River Plate

Danubio 1 – 2 Nacional

Peñarol 2 – 2 Rampla Jrs

Classificação Final:

Nacional – 10 (Vaga direta Libertadores ’09)

Defensor Sporting – 10 (Libertadores ’09 e Sudamericana ’08)

Peñarol – 08 (Repescagem da Libertadores ‘09)

River Plate – 05 (Sudamericana ‘08)

Danubio – 04

Rampla Jrs – 04

Θ SUB-RŨIM NO CAMPO DO ROMA — 20ª COPA ROSE: direto da Zona Leste de Manaus.

Clique nas fotos para ver de perto.

E o sol estava como sempre vai ser enquanto não deixar de ser sol: quente. E a poeira subiu mais um domingo no campo do Roma no acontecimento de mais uma rodada da 20ª Copa Rose, o campeonato que é o primeiro a se iniciar aos domingos e o último a terminar, realizando-se nem mais nem menos que 8 disputadíssimos jogos.

.Força Jovem 1. ….        … .Amigos do Sandro.

O bloguinho intempestivo foi lá participar do calor da atividade esportiva organizada pelo disposição comunitária do Rosivaldo ‘De Mulher’ e acompanhou a partida entre Amigos do Sandro e Força Jovem 1.

O time com a camisa canarinho começou atacando e foi o primeiro a marcar ainda no início do 1º tempo, mas o azul e branco empatou e virou. O time do Sandro ainda empatou, mas ainda antes do intervalo o Força Jovem 1 confirmou a vantagem: 3 a 2.

No 2º tempo, o verde e amarelo parecia querer a vitória, fazendo o jogo empatado logo no início e desperdiçando ou parando nas mãos do goleiro em seguidos ataques. Mas quem quis mesmo foi a garotada rápida e habilidosa do Força Jovem, que dobrou seus números de gols e garantindo a goleada. Final: 6 a 3 para o Força Jovem 1. Veja mais imagens da partida.

LULA SEQÜESTRADO POR URIBE

Historicamente, a liberdade corporal do homem como realização de sua vontade em movimentos livres em uma exterioridade ou desloca-se por si mesmo em espaços diferentes para confirmar seu modus ontológico de ser das distâncias, sempre foi cerceada pela força irracional dos tiranos. Aqueles que não suportam idéias diferentes das suas. Entretanto, há várias formas de tiranias que obstruem a liberdade espacial do sujeito tido como adversários. Na pré-história, tribos seqüestravam chefes rivais, quando não o matavam, fazia-nos prisioneiros. Sociedades antigas, com suas políticas-comercias expansionistas, seqüestravam homens, mulheres e crianças. Alguns transformavam a terra dominada em colônia ou cidades-estados. Os gregos seqüestraram, os romanos, e tantos outros. Até a filosofia teve seu tema seqüestro: O filósofo Cícero que foi transformado no cativeiro em mestre de tirano. Platão, semi-seqüestrado, foi ‘cativo’ do tirano de Siracusa, Dionísio. No noso casso telúrico, fomos seqüestrados pelos lusos, espanhóis, ingleses, americanos em nossa própria “pátria amada” . Muitas vezes com a aquiescência de muitos brasileiros.

O SEQÜESTRO DE LULA

Hoje, na pós-modernidade (sem nunca termos sido modernos), o seqüestro metamorfoseou-se. Há maridos que seqüestram suas esposas e chegam até a completar bodas de ouro de seqüestro. Esposas que seqüestram seus maridos, também uma bela bodas de ouro. Pais que seqüestram os filhos e vice-versa. Tevês que seqüestram telespectadores. Assaltantes que seqüestram aqueles que acreditam render um bom resgate. Candidatos que seqüestram eleitores. E por aí vamos seqüestrando. Mas de qualquer sorte, em qualquer forma, o seqüestro é sempre vil, cruel, e acima de tudo, covarde. Sempre sai de um impotente querendo impor sua impotência, como valentia , à vítima. Ou então, querendo tirar proveito de alguém importante para seus próprios objetivos.

É aí que entra a chamada relação diplomática entre os Estados Internacionais. É aí que a política da boa vizinhança se torna um palco para o seqüestro diplomático. O que acabou de acontecer com o importante Lula. Sabe-se, por seu estar no mundo, que Lula, por sua própria e singular vontade, jamais abraçaria e se envolveria com qualquer tirano. Ele é um democrata juntamente com o povo brasileiro. Mas eis que em razão da tal da política diplomática, foi seqüestrado por Uribe que o obrigou, hoje, a participar em Letícia, da “marcha pelos seqüestrados”. Logo, sendo na Colômbia, contra as Farcs que têm o seqüestro como uma estratégia de combate a ao tirania dos governos colombianos. Lógico que politicamente equivocada.

Então estava Lula, o democrata, seqüestrado, muito desconfortado. Não era para menos. Alem de Uribe, colado para tirar o máximo proveito de sua presença de importante Sapo Barbudo, tinha também, o outro tiranete de Bush, Alan Garcia, presidente do Peru. Mas era pouco. Para mostrar mais ainda a imposição da força diplomática seqüestrante, lá estava, também, colada a Lula (como é alienada, talvez não fosse para tirar proveito do nordestino-notável, tal mais por questão protocolar espacial), Shakira. A musa pop que como nossa Gretchen, canta pelos platôs dos tecidos musculares, conhecidos nas academias de malhação: glúteos.

Como diz o filósofo da obviedade que não há felicidade que dure sempre, também não a dor que seja eterna, para o bem de Lula, e do Brasil, o seqüestro foi relâmpago. E o pagamento do resgate foi logo recuperado. Sem diplomacia.

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

PARADAS GAYS MOVIMENTAM BRASIL AFORA

Neste domingaço, Brasil afora, vão rolar nada menos que quatro paradas gays! Tem pra todos os gostos e em quatro dos zil cantos do país.

Felizmente, o que começou como Gay Pride e abrasileirou-se como Parada do Orgulho Gay tirou, não se sabe pela preguiça fonemática ou se por saque mesmo, o “orgulho”. É que ter orgulho significa ter uma idéia de si maior ou mais do que realmente é, criada sob a ótica do outro. Como não posso ser o que o outro pensa que eu sou, cria-se uma idéia falsa, não se aumenta a potência de agir, é um não-ser, uma idéia inadequada.

A Parada Gay, Brasil afora, ainda tem elementos corporais e incorporais produtores intempestivos de linhas de ação. Como algumas paradas (à exceção, talvez, de São Paulo) ainda naõ foram capturadas pela subjetividade da mais-valia de capital, a maior parte delas produz mais-valia de modos de existir, sentir e perceber. Como não há uma ordem, mas tão somente um mote, as pessoas podem mais facilmente deixar transbordar os elementos intensivos que carregam, e dos zil encontros surgem novos afetos e percepções. A quem olha de longe e com os olhos do pecado da moral, só aparece a “diversão gratuita” e a “depravação”. Cada um vê o que pode.

Mesmo nas cidades onde o movimento ainda seja capturado pela inércia do Estado ou pelo oportunismo de alguns candidatos e governos (os tais “padrinhos” e “madrinhas”), há estas intensidades. O grande desafio para quem organiza talvez seja justamente o que a parada de São Paulo enfrenta hoje: conseguir arcar com as despesas materiais e financeiras da festa, sem no entanto capitalizá-la. O desafio está lançado e as monas vão à luta!

Hoje, pra quem está perto, estão imperdíveis as paradas gays de:

  • Ribeirão Preto: na sua 4a edição, os ribeirenses devem arrastar cerca de 30 mil pessoas na festança. Quem organiza a parada são as ONG´s Arco-Íris e Diversidade, e o mote deste ano é a divulgação dos direitos civis da população LGBT. O evento, pasmem!, ainda não faz parte do calendário festivo da cidade. Ah, mas vai fazer…

  • Belo Horizonte: ou simplesmente, Belô, onde ainda se usa a palavra “Orgulho”, está na sua 11a parada. Por lá, as coleguinhas e coleguinhos puderam curtir durante toda a semana as festividades do “BH Sem Homofobia”, com diversas atividades culturais, como palestras e cinema. Este é o mote da parada, que espera reunir movimentos não só da capital, mas do interior do Estado também.

  • Poços de Caldas: ui, o doce nome da cidade convida @s menin@s para passear pelo interior das Minas Gerais. A parada está na sua terceira edição, e já deve estar rolando a uma hora dessas, na Praça Afonso Junqueira. Com convidados de todo o Brasil, a parada promete ferver até o sol sair pela culatra…

  • São Luís: os maranhenses é que vão sacudir o esqueleto ao som de muita música eletrônica e reagge neste domingo. A “V Parada da Diversidade Sexual”, sem orgulho, mas como causa de si, invade a cidade mais musical do Brasil para divulgar o combate à homofobia e o PCL 122/06. A festa vai acontecer na lindíssima Avenida Litorânea, e espera-se superar o número de participantes do ano passado, que foi de 150 mil. A parara é organizada pelos grupos Gayvota e Lema.

Ui! E agora vamos ver outros sopros gayzísticos (ou não) que passaram no nosso Mundico!

Φ URUGUAI NA VANGUARDA DOS DIREITOS LGBT. Quem diria que o pequeno país às margens do Rio da Prata seria, na América do Sul, o baluarte da promoção dos direitos LGBT. Lá, o casamento é promovido sem quaisquer restrições, desde o ano passado, e a partir desta semana, a lei que permitirá adoções venceu com folga o primeiro desafio. Dos 25 senadores uruguaios, 17 votaram a favor do projeto de lei que regulamenta as adoções de crianças por casais LGBT. Agora, o PL vai à Câmara dos Deputados, onde já se dá como certa a vitória. É mais uma aula de cidadania dos hermanos aos brasileiros, que ainda lutam pra ter o direito de coexistir no plano dos direitos civis. Viva los uruguajos e uruguajas!!! Sentiu a brisa, Neném?

Φ NO CHILE O AMOR ENTRE OS MILITARES TAMBÉM É PROIBIDO. Armando Salgado e Víctor Rivas sofreram o golpe bem antes dos nossos Fernando e Laci. No dia 28 de Maio de 2007, a polícia militar expulsou os dois da corporação, no mesmo dia em que a chefia do casal soube de sua orientação erótica. Embora seja o país que teve uma das ditaduras mais sangrentas da América do Sul, o Chile foi também o país onde mais rapidamente se evoluíram ações de reparação das décadas de atraso promovidas pelos EUA e seu títere, Pinochet. Apesar da expulsão, não foram presos nem torturados. Mas sentiram, como qualquer cidadão sente, a dor e a vergonha de serem expulsos do seu trabalho e do convívio social por discriminação. Com a movimentação social de grupos como o Movilh (Movimento de Integração e Liberação Homossexual) – que tem um trabalho revolucionário com o homoerotismo na velhice – o casal venceu a batalha, e será reintegrado ao seu antigo trabalho, para desespero do chefe, que vai ter que resolver suas próprias inseguranças sexuais para poder conviver com a diversidade. Sentiu a brisa, Neném?

Φ EM HONDURAS PERSISTE A HOMOFOBIA, DIZ ANISTIA INTERNACIONAL. Nem só de avanços vive a AL. Em Honduras, o tratamendo dado aos homoeróticos chega perto da perseguição medieval que a Inquisição promoveu na Europa. A entidade Anistia Internacional expressou repúdio às instituições hondurenhas, que discriminam e promovem a violência oficializada contra os homoeróticos. O ativista Donny Reyes, da ONG Arcoiris denunciou que foi preso, torturado e violentado em uma prisão, com participação direta dos agentes públicos que deveriam garantir a segurança. Segundo a entidade local, de 1991 a 2003, mais de 200 homoeróticos foram assassinados. Os crimes não foram considerados como motivados por ódio e discriminação, e a maioria dos agressores não foi punida. Apesar do número causar horror, ainda mais por se saber que estes são apenas os que foram denunciados, é bom lembrar que no Brasil é muito, muito pior… PLC 122/06 aqui e lá! Sentiu a brisa, Neném?

Φ ‘BERLIN’, DE LOU REED, FAZ 35 ANOS MANDANDO BRONCA. Um dos chamados clássicos do rock, o álbum Berlin, do nova-iorquino Lou Reed, completou 35 anos de lançado. Com melodias onde predominam os graves e o baixo é o instrumento privilegiado, o disco foi um marco na carreira de Lou, e um dos mais importantes do rock. Carrega a atmosfera da cidade alemã na década de 70, que também foi bem mostrada, anos depois, pelo cinegrafista Win Wenders, amigo de Reed. Porque falar sobre esse disco no mundo gay? Primeiro, ó meu bem, porque o rock é gay. Segundo, porque Lou Reed é considerado o bardo do sub-mundo. Foi ele que, antes dessas bandinhas anos 90 que brincaram de ser rebeldes, cantou a decadência do mundo capitalista, a segregação das minorias – inclusive as sexuais/eróticas – e produziu letras algo próximas do primor técnico de uma poesia. Além do mais, é roqueiro socialmente consciente, não se expôe e só fala o necessário. Quem tem talento não precisa de holofotes. Quem quiser ler uma boa resenha sobre o disco, e aproveitar para baixá-lo (para ouvir e depois deletar, lógico. Então tá.), clique aqui.! Sentiu a brisa, Neném?

Φ DERCY GONÇALVES, A LINHA INTENSIVA QUE NÃO FEZ CONCESSÕES. Uma linha intensiva não morre. Não tem ponto inicial e nem final. Não é feita, como pensou a geometria euclidiana, de infinitos pontos, mas é causa de si mesma. Assim, algumas pessoas fazem da sua biografia uma linha intensiva. Onde os outros vêem pontos, por só serem capazes de tal, ela desfila com a sua linha. Assim, a atriz Dercy Gonçalves, 101 anos, e cujas funções biológicas alcançaram o que a medicina chama de morte, mas que para a filosofia é apenas o cumprimento de uma pendência existencial, se foi nesta tarde de sábado. “Eu vim para criar confusão”, sabendo muito bem que, se existe uma função na arte, é produzir disjunções e descontinuidades. À época em que fez 100 anos, este Bloguinho produziu um texto, falando sobre Dercy, carinhosamente, seus 100 anos que foram milhões em termos de saque da existência, e muito, muito mais além do que o além daqueles que pensam que sua existência se reduzia a uma palavra pornofônica. Aí vai o texto, com o carinho desta coluna:

DERCY GONÇALVES, 100 ANOS DE CORPO

Diz o obituário do senso comum, post morten memorial, sobre pessoas que pularam o muro e saíram da existência tal como a concebe a ciência humana, demasiado humana, que “se o deputado fulano estivesse vivo, completaria hoje 120 anos”, ou “o poeta cicrano de tal faria hoje 200 anos se estivesse vivo”. Ora, o deputado morre, mas poeta poetizante não morre. Considerações intempestivas à parte, no caso de Dercy Gonçalves, ainda que tivesse puxado o carro (e não está disposta a puxar tão cedo), não se poderia dizer que “estaria fazendo cem anos”. Na pontuação burocrática da temporalidade cronos, ontem, 23 de junho, ela completou 100 anos. Embora pudessem ser 102, já que seu pai só a registrou tardiamente. Ela mesma não se importa. Sabe que o tempo não existe.

Atriz e humorista, do teatro de revista, trabalha desde 1929, passando ainda pelo cinema e televisão. Adepta da pornofonia como forma de caracterizar um trabalho afastado da boa mídia burguesa (que ainda hoje se ressente da palavra proibida, pela proibição que tiveram no falar). “Não acredito em santo nenhum. Minha religião é a natureza. Deus é um apelido. Ele pra mim não existe. O que existe é a natureza. Deus é fantasma, mas a natureza é a verdade“, diz, aproximando-se, sem saber, do que fala o filósofo Spinoza. E é ainda Spinoza que nos mostra, dercinianamente, que os corpos não tem idade. Os corpos produzem afecções, que modificam sua constituição, mas é somente no plano de uma subjetividade que toma o tempo como propriedade e exploração do outro que este corpo entra na ordem da temporalidade cronos: infância, adultice, velhice. Dercy não é velha por que não está na ordem da subjetividade cronos. É certo que os corpos se modificam, e os enunciados que carregam os elementos incorporais que constituem a velhice capturam as pessoas, e produzem nelas os efeitos que são tomados como naturais na velhice. É a chamada terceira idade, ou a chantagem da “melhor idade”. As doenças que são tomadas como características da idade são produzidas pelo modo de existência que se leva, as composições onto e filogenéticas que vêm acontecendo desde antes do nascimento do ser. A Vida não começa no nascimento e nem termina na morte. Ela, aliás, não tem pontuação.

E disso, Dercy sabe muito bem: “Eu não quero saber do passado, nem data e nem nome”. Por isso incomoda o ressentimento, que encruou e envelheceu, às vezes até antes do tempo determinado para isso. Nesta sociedade onde o que está fora do lugar não tem espaço, alguém como ela, que afirma: “Não vi a vida passar, eu vivi a vida, eu saí na banda”, incomoda àqueles que não escaparam ao enunciado da temporalidade cronológica. Como Kafka, ela também não quer concessões.

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ SATIAGRAHA: UMA LUTA DAN-DAN’TESCA’. O juiz Fausto De Sanctis alertou esta semana à sociedade brasileira de que interesses nada ocultos querem diminuir o poder de fogo da PFR (Polícia Federal Republicana). Trata-se das leis No 11.689/08 e No 11.690/08. Parece que não é só na Itália e nas repúblicas da África que os legisladores agem em benefício próprio. Com as leis, segundo o blog Diário Gauche, haverá restrições a prisões preventivas, os acusados terão informações privilegiadas e antecipadas das etapas dos processos, e tornará afiançável os crimes do chamado “colarinho-branco”. Em resumo, abre-se a porta para a prática (i)legal de crimes financeiros no Brasil. A alegação dos senadores é a necessidade de coibir os grampos. Mas até o gênio incompreendido, DanDan Orelhudo, sabe que para quem está praticando algo ilegal, uma lei a mais ou a menos é irrelevante, e que as restrições só irão prejudicar o trabalho da Polícia Federal. De Sanctis, que não pertence à mesma lavra que os vetustos senadores e o Orelhudo, sabe disso também, e sabe que a desculpa não veste o esfarrapado. Enquanto os senadores trabalham para quem realmente representam, o delegado Protógenes protagoniza uma novela digna do próprio DanDan: mais um entra-e-sai. Enquanto Lula tergiversa sobre ele ficar ou não, e coloca em dúvidas a quem realmente responde a PF, a PF (que não é a R) solta gravações onde Protógenes diz que quer sair. Mas entre o querer e o desejo há um hiato que a vã filosofia do direito de Tarso Genro e Gilmar Mendes não conhece: Protógenes, como já divulgado, deseja. Deseja construir um país onde a miséria e a violência não sejam possíveis. Para isso, precisa das condições materiais. A PF (que não é R) não lhe dá. Esta mesma PF humilha, nega recursos, movimenta os bastidores, impedindo a ação do delegado. Para um querer se materializar, precisa das condições necessárias para tal: Protógenes até agora não teve, exceto sua perseverança. Para engendrar uma linha desejante, é preciso criar instabilidades e alianças: PHA, Mino Carta, os blogues de esquerda, os sem-mídia, Protógenes, De Sanctis, zil juízes federais (menos alguns do Amazonas), procuradores, o povo, e até o Rôla. Por isso, não há porque desesperar. Em tempo: o ‘Homer Simpson’, aquele que vê o Brasil pela ótica do casal globístico Bonner, soube somente ontem, em exclusiva do JN, que DanDan Orelhudo tentou subornar Protógenes (o que já tinha sido noticiado pelos meios internéticos há mais de uma semana). Retardamento televisivo-mental acentuadíssimo! I inda tem françêis…

@ TSE ANUNCIA PERFIL DOS ELEITORES BRASILEIROS. Mulheres são a maioria dos eleitores brasileiros nas Eleições 2008. Elas são quase 5 milhões a mais que os homens. No quesito escolaridade, a maioria é de quem ainda não completou o ensino fundamental: 34,07%. Apenas 3,49% possui nível superior. Mais de 66% dos eleitores estão entre 25 e 29 anos, mas a proporção de jovens entre 16 e 18 anos que querem votar (não são obrigados) cresceu. As informações são do TSE, que divulgou esta semana o perfil dos eleitores, o que mudou da eleição de 2006 pra cá. Mas o que a pesquisa do órgão não viu foi a modificação no entendimento dos eleitores sobre seus representantes: com a melhoria nas condições de existência, ainda que minimamente, com saneamento básico e a transferência de renda do Bolsa Família, além do trabalho de zil ONG’s e entidades que trabalham a conscientização contra o voto de cabresto, muitos deles já entenderam que outro mundo é possível. Não votam mais nos velhos coronéis e generais de outrora. Se muitas vezes elegem políticos profissionais iguais aos anteriores, é por falta de opções, e não de entendimento sobre a ausência da linha democratizante nos candidatos. Ainda não é possível falar em massificação da consciência eleitoral, mas já há visíveis mudanças, principalmente no nordeste. As eleições de Jacques Wagner na Bahia e Luizianne Lins em Fortaleza não foram por acaso, e este novo perfil a pesquisa do TSE ainda não conseguiu capturar. Nem o entendimento de alguns políticos. I inda tem françêis…

@ O BURGUÊS CACCIOLA NA PRISÃO. Salvatore Cacciola, em seu primeiro dia preso no Brasil, recusou-se a comer a mesma refeição dos detentos do presídio Ary Franco, no Rio de Janeiro, e no segundo dia passou mal com problemas estomacais, não conseguindo comer a comida do presídio Petrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, também no Rio de Janeiro. Agora o seu advogado tenta conseguir uma cela particular para o seu cliente, alegando que este é detentor de diploma superior. Mesmo que o seu advogado diga que a primeira não tenha ocorrida e que a segunda tenha sido um problema que só lhe possibilitou uma maçã como alimento, o que se torna evidente é um corpo tomado pela moral burguesa sendo afetado por corpos estranhos que antes eram completamente desprezados, mas que agora se configuram como realidade. O temor pela prisão é o de ter a liberdade anulada. Mas quando a liberdade é produzida como a criação de novos modos de existência e a construção de percepções mais vastas que emanam da convergência da ação dos corpos com encontros que aumentam a potência de agir das pessoas, fazendo com que a liberdade seja uma realidade e não apenas uma idéia vazia, prisão alguma consegue anular este movimento intensivo. A liberdade não se concentra em um estado de coisas constituído garantido por condições financeiras e de posses. É por esta razão que o burguês, com a sua moral decadente de classe, vê a sua liberdade se esvair quando seus privilégios não são mais atendidos. Então, não somente a dor de perceber que nunca foi livre, já que está deslocado de suas referências morais, o assola. O corpo inteiro sofre. Quanto à cela particular, isto apenas esclarece o quanto os saberes institucionalizados são vazios para uma democracia real. I inda tem françêis…

@ PREÇO DA GASOLINA NOS EUA BATIZA CRIANÇA. Devido aos altos preços da gasolina nos EUA, alguns motoristas estão tomando algumas atitudes consideradas exageradas. David Partin, morador de Orlando na Flórida, em troca de um cupom de 100 dólares de gasolina, aceitou abrir mão do direito de escolher o nome de seu próprio filho que ainda vai nascer. Ele prometeu dar ao seu filho o nome de Dizon Willoughby, nome do apresentador de uma rádio da cidade onde o nome do filho foi negociado como uma mercadoria de troca. Mas o desespero não ficou só aí. Há ainda promoções em bordeis, roubos em creches, negociatas com doações de sangue, entre outras apelações, para se conseguir bônus, cupons e de forma direta a tão cobiçada gasolina. Enquanto isto, o governo Bush continua com a sua política profissional da indiferença, seguindo os desígnios mercadológicos do capitalismo. Para Bush parece ser mais importante conservar a idéia de um país super poderoso economicamente do que perceber que pequenas derivas como estas na existência do povo estadunidense demonstram a fragilidade a qual se encontra esta super potência. I inda tem françêis…

@ “EU SINTO MUITO PELA DOR E PELO SOFRIMENTO QUE AS VÍTIMAS SUPORTARAM”, disse Ratzinger ou Papa Bento XVI a respeito do abuso sexual de padres contra crianças cometidos por membros do baixo e alto clero da Igreja Católica. Em nossa crença cristiana, todos são vítimas. Que todo homem deve ter direito a exercer suas crenças é o princípio democrático de liberdade religiosa. A Igreja Católica, não só na Idade Média, quando usou o “nome de Deus” para escravizar, saquear, matar, sempre perseguiu outras formas de culto. Não só os católicos, mas os ditos protestantes também. Na coluna Afro-Afin existem vários depoimentos de adeptos do Candomblé e da Umbanda relatando preconceitos e perseguições que sofrem. Antes disso, há uma demonização do corpo e dos instintos vitais. Sexo. Apesar disso, existem descrições de rituais que encerram derivativos sexuais, como no citado por uma carmelita à escritora-cineasta francesa Marguerite Duras: “Duas vezes por semana temos o ‘disciplinar-se’. Isso é realizado em comum, no coro da capela. Com o hábito levantado até a cintura, fustigamo-nos com um chicote feito de fitas trançadas; todas as luzes ficam acesas, os cortinados negros estão corridos enquanto recitamos o Miserere. (…) É simplesmente um derivativo sexual necessário e certamente a maior parte das religiosas não têm consciência disso”. No caso dos padres, quando derivativos não são suficientes, são impulsionados a realizar o ato sexual propriamente dito. Pelo fato de não terem experienciado relações sexuais na ordem natural, ou pela necessidade de mantê-las sigilosas, abusam das crianças. Não somos Deus, e por estarmos ao exterior da ordem cristã, cristianamente não nos compete julgar como maléfica a abstinência sexual dos padres. Mas, quando emperra o movimento de crianças e dos próprios padres, sem nos ater na passagem do código religioso para o policial/psicológico, nossa crença é que os padres flexibilizem a linha que Ratzinger e os seus preferem endurecer e que desde o surgimento do Cristianismo de nada valeu. I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Porque amanhã já foi

Ontem ainda vai

E hoje não chega nunca…

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

_____________Circularidade________________________Salto______Mesmo___Se falar fosse realizar o mundo, seriamos só destroços, dado tantas colisões.            Um país não é uma unidade como acredita o pensamento geo-jurídico do Estado. Ao contrário, é uma multiplicidade. Nisso sua riqueza produtiva-afetiva.            Garrincha tinha uma perna torta, não era problema para ele resolver.  Era problema da física que morreu com ela.  Dizem que a essência do futebol é o gol.  Não é! É o craque. O Resto é claque.    “Corta a sola remendão!”       Quem inventou o sapateiro não foram os pés, as estradas e muito menos a distância, foi a arte.                      “Vida ruim nunca que chega ao fim. Andando só, e ninguém pensa em mim. Até bicho do mato tem seu bem” Anísio Silva

__________________________________2008. Julho. Dia 18. Há sol no Brasil. A subjetividade dolorosa torna-se visível aos transeuntes. A praça sendo o povo como o céu são os pássaros, ver Bangu e Jardins. Ver Cacciola & Daniel Dantas. Diziam que não havia sol no Brasil, até que um operário espalhou-o do Nordeste a todos os quadrantes brasileiros.             Cacciola diz que não é foragido, tinha passaporte brasileiro. Então, porque não voltou para visitar mais uma vez a azul de anil? Passaporte só de ida.               Cacciola não entende porque seus comparsas Chico Lopes, Teresa Grossi e outros não estão presos.           Cacciola não quer duvidar da lei que o prendeu.  Mas Cacciola tem uma nesga de esperança: se os outros não estão presos, ele pode ser absolvido. Viva o Brasil! Cacciola foi condenado. Ele tem memória. Perversa memória. Para quê trazer imagens-conceitos ímpios?                     A mídia anuncia e apresenta a imagem desativada de Cacciola, Fernando Henrique gostaria que o passado fosse apenas o passado, nada de ídeo-motor: imagem se atualizando como instante presente. Fernando tem pendências democráticas. Como Daniel Dantas, Cacciola é seu credor a-temporal.  Essa deusa não descuida da consciência. Quando se pensa que ela deixou de ser consciência, lá aparece conscienciosa. No travesseiro, nos lençóis, nos punhos das redes, nos cachecóis.        “Serra da boa esperança, esperança que encerra. No coração do Brasil, um pedaço de terra” L. Babo               __________“Te balança eu me balanço”     Capoeira é patrimônio histórico cultural. Foi elevada à categoria de movimento-criativo negro histórico no dia 16 deste julho pelo Instituto do Patrimônio Histórico Cultural. Na elevação, alguns preceitos vão ser cumpridos pelo governo, como salário para os antigos mestres de ensinamento do jogo afro-brasileiro. Oxalá! Saravá, meu  XAngÔ!   Corpo para que te quero? Para desequilibrar o equilíbrio pelos movimentos-negros transgressores.   __________________________Brasil bate recorde de empregos com carteira assinada.                          A região que mais sentiu a eficácia trabalhista foi a Nordeste.                                  O estado que mais contribuiu foi Pernambuco.                      Os setores que mais empregaram foram agricultura, serviços gerais e indústria de transformação.     Censura(“”””””)Censura. Muita frescura! Ainda bem! O calor tá de lascar, meu”              Havia chovido. No meio da rua ficou uma poça  com água. Era noite de lua. A lua passou e não viu a rua.           O bêbado chegou perto da poça e viu a lua.                        Soluçou alegre, pois não se viu.             ___________________Dizem que a lei é lenta. Mas qual será a velocidade dela quando depois de vários passados se torna presente.                  A justiça aprecia os pedidos de impugnação das candidaturas de alguns prefeituráveis de Manaus vistos pelos olhos das ‘fichas sujas’ por atos passados.                           Se forem impedidos, a lei é veloz?            ____________________“Eu expulsaria do meu Estado ideal os chamados ‘homens cultos’, como Platão expulsou os poetas: esse é o meu terrorismo” Nietzsche                     Era uma vez um belo reino. Entretanto, acontecia algo que muito perturbava seu povo. Advogados de uma sociedade seleta estavam sempre a enriquecer, já ameaçando a riqueza herdada e produtiva do rei.                      Para o povo o motivo de tal enriquecimento era gritantemente torpe.                                  Estes advogados enriqueciam advogando em defesa dos corruptos que se tornaram ricos de tanto roubar o dinheiro público.                           Um dia o rei convocou o povo, que, em assembléia popular, assinou uma lei que a partir daquele momento nenhum advogado poderia mais defender os ladrões dos cofres públicos.         Resultados: acabaram os corruptos, diminuíram os números de estudantes de direito e aumentou a quantidade de estudantes em outros cursos. Assim, o povo viu a justiça social ser justa.                      “Tire seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor. Hoje, para você eu sou espinho. Espinho não machuca a flor. Eu só errei quando juntei minha alma a sua. O sol não pode viver perto da lua” Guilherme de Brito

SE IMPUGNADOS AMAZONINO/SOUZA/OMAR, QUE FARÃO SEUS CABOS ELEITORAIS-MÍDIAS?

O pedido feito pelo MPE ao TRE para que julgue os três candidatos como suspeitos de fichas sujas está deixando seus ilustres, e comprometidos aficionados, preocupadíssimos. Mais ainda ficarão se a decisão for favorável à impugnação das candidaturas. Então salta a pergunta: o que farão estes cabos eleitorais abandonados em seus interesses? Ou, como ficarão estes? Em uma só e insuportável dor de órfãos que os direcionarão aos braços dos candidatos que sobraram?

Inconfundíveis em suas posições pró candidatos da direita, o que farão os jornais decididamente amazoninizados e omarizados, as rádios, as TV’s e a empresa de pesquisa Perspectiva, de Durango? Os jornais se bandarão para as hostes serafinianas? O prefeito aceitará depois de ter espaços diminutos nestes impressos? Passarão a beneficiar a candidatura de Praça? Ele aceitará? A Perspectiva vai colocar sua credibilidade a favor de quem? Apresentará Serafim com 60% dos votos, grande parte migrados de Amazonino? Ou será Praça o 60tão da pesquisa? Ou serão Ricardo Bessa e Navarro os escolhidos, mesmo sendo comunista, já que Eron abdicou de Stalin? Para quem Josué/Valdir Corrêa/Tiradentes projetarão suas difusões radiofônicas? Dirão que sempre tiveram certo respeito e admiração por Serafim e Praça? Ou será que todos estes manterão a fidelidade com seus candidatos da direita, já que também são reacionários? Continuarão elogiando seus candidatos impugnados em nome da boa e respeitada amizade, e veiculando matérias desabonadoras aos candidatos que ficaram em razão de suas biografias, segundo a justiça eleitoral? Impossível. A questão não é de valor, mas de forma. E a forma é a força. E a força no capitalismo são as negociatas: Tu me ajudas, eu te ajudo. Assim é que um jornal em uma eleição está com um candidato, na outra já está com outro. Sempre ficam ao lado daquele que lhes parece mais patrono.

Vamos aguardar sem nenhuma ansiedade, já que, seja o resultado que seja, o povo, à priori, conhece muito bem estes comportamentos.

ALGEMAS CINTILANTES

O artigo do dia: ALGEMA OU NÃO ALGEMA? Nos entremeados do algemar saltam cintilações algemantes. Trocadilho: algema, almas gêmeas. Dois braços. Braços unidos por suas singularidades. Embora, muitas vezes, um faça o que outro não faz. Um é mais destro. Pega mais longe. É mais veloz, capaz de tornar-se invisível no ato da posse. Não importa: na força da algema, os dois são unidos. Mas há aqueles que só têm um braço, entretanto pela força do hábito da posse do alheio, e da lei, têm que ser algemado. Ridículo, dizem, um único braço algemado: mata a essência almas gêmeas. Para diminuir o ridículo, casa-se o ‘braceta’ com o braço de quem lhe prendeu. Vem a inquietação: ainda é alma gêmea? Qual a diferença do braço algemado por delito e o braço algemado como lei? Só a força da enunciação incorpórea: o segundo é um braço jurídico. Mas está algemado.

VISÍVEIS ALGEMAS DE OURO

Até Lula entrou no discurso jurídico das cintilações algemantes. Não se pode algemar as pessoas diante dos olhos públicos, principalmente nos olhos “espetacularizantes” da mídia. É um direito de quem está sendo detido por suspeita de um crime. Dandan, o trambanqueiro, com todas as provas colhidas pela Polícia Republicana em suas investigações, não merece as almas gêmeas. Só as algemas de ouro: a invisível. O mesmo ocorreu com o outro trambanqueiro, Cacci: algemas invisíveis. Ora, ora, ora, que ironia. Eles, defensores da invisibilidade-argolante, não sabem que o povo visibiliza o incorpóreo no rastro do corpóreo. Quando o cara está sendo conduzido preso com qualquer tecido sobre os braços, o povo vê as algemas. As algemas da dupla de ouro Dandan & Cacci é mais visível do quê cachaça embrulhada em jornal para não ser vista. Sempre escapa o segredo do bebedor. É por isso que quando ele chega em casa, já tem uma fila esperando pela sua talagada. A “ausência” das almas gêmeas nos punhos de ouro da dupla trambanqueira é como a cachaça embrulhada em jornal. Todo mundo vê. Até Deus. Isto por que o material das algemas é natural, mas seu discurso é sócio-policial-cultural. Tanto faz algemar ou não algemar, o povo sabe que os dois são assaltantes, e por tal, vê as almas gêmeas em seus punhos de ouro. É procedente o não uso das algemas em pessoas cujos órgãos policiais ainda não possuem provas infalíveis para sua condenação. Pessoas ainda acima de qualquer suspeita, o que não é o caso da dupla Dandan & Cacci, que em suas práticas não só rasgaram a Bíblia com seu “Não roubarás” (a irmã de Dandan ainda foi à missa por D. Ruth!), como também usaram a ironia brechtiana, com a sua “ Qual a diferença entre assaltar um banco e fundar um banco?”. Dandan, casando Brecht às suas ambições , aliou o assalto à fundação: fundou um banco para assaltar o dinheiro público. Cacci, mais preguiçoso, assaltou o banco e o fechou.

No mais, esta vaidade de algema ou não algema não passa de prurido burguês. Tudo que não consegue cegar o povo.

FESTA DE OXÓSSI E OBRIGAÇÕES NO BARRACÃO DO PAI GILMAR

Clique nas fotos para ampliá-las.

O barracão estava ornamentado com diversas ramas de palmeiras silvestres, um altar no centro composto de variadas frutas regionais, principalmente milho, tudo isso porque era a festa de Oxóssi, o orixá caçador. Por isso “tenta-se reproduzir uma pequena mata dentro do barracão”, explica-nos Pai Gilmar.

A festa de Oxóssi é uma obrigação que a gente faz todos os anos, que é pra louvar o deus da nação Ketu, sempre ao final de junho ou começo de julho, aqui nessa casa, por ser um calendário litúrgico. Em Salvador, por exemplo, é festejado geralmente no dia de Corpus Christi.

E quando os jovens e crianças fizeram soar os atabaques, a potente e melodiosa voz de Pai Gilmar faz movimentar a roda de mais um magnífico xirê que se iniciava no abençoado barracão.

A prestigiada festa conta com a presença de vários babalorixás renomados na cidade de Manaus e em outros estados do Brasil. Todos logo participaram, incorporando seus orixás no salão.

Pai Ribamar de Xangô ———— Pai James de Oxóssi

Mãe Valkíria e Mãe Jô de Iansã ———– Pai Júlio de Oxóssi

Pai Antônio de Oxóssi e do Caboco Risca

Os convidados assistem a tudo com alegria e devoção, enquanto os adeptos da autêntica religião do Candomblé rezam e dançam para seus orixás, que sempre lhes ajudam, abençoando-os por toda a vida.

Pai Gilmar nos relata que esse ano a festa de Oxóssi foi mais complexa, pois aproveitando-a, filhos e netos fizeram com respeito e responsabilidade suas obrigações.

Primeiro foram dois netos fazendo sua primeira obrigação:

Mário de Iemanjá

Léa de Oxaguiã

E enquanto seus netos iam progredindo no culto da religião, os atabaques continuavam a impulsionar os rituais de crença que predominavam nos adeptos e na admiração dos simpatizantes presentes no barracão.

E então Pai Ribamar trouxe Oxóssi ao salão para demonstrar ao povo presente que no barracão de Pai Gilmar ele sempre come bem e em abundância. E Oxóssi compartilhou com os presentes sua comida e abençoou o milho distribuído aos presentes.

Oxóssi veio primeiro para o ritual de distribuição da carne (erã), da caça que ele comeu, que foi um coelho, um cabrito e um porco. E o milho (abadô), que é um ritual que Oxóssi distribui o milho, que as pessoas levam e penduram na porta, e serve contra qualquer influência negativa, ou colocam dentro de uma panela de alimento, pra assegurar fartura o ano inteiro. E tinham também outros tipos de frutas, que são alimentos muito preferidos por Oxóssi. Menos tangerina. A quizila de Oxóssi é tangerina. Não entra tangerina em casa de orixá.

Em seguida Oxóssi retornou, agora portando suas paramentas de caçador, inclusive trazendo uma ave como demonstração de seu poder de caçador, abençoando seus filhos na sobrevivência necessária de todo dia.

Foi assim que ele trouxe seus dois ogans e suas duas ekédis que também cumpriram suas obrigações no decorrer da festa.

Os ogans Jobson e Sérgio, ambos de Oxóssi, fazendo, respectivamente, obrigações de um e três anos.

E as ekédis Nilda e Elen, ambas de Oxóssi e fazendo obrigação de três anos.

É um ciclo. É bom que eles façam suas obrigações, cumprindo o ciclo, porque aí não fica uma coisa morosa nem pra pessoa, nem pra casa, porque aí o santo não fica cobrando aquela etapa na vida espiritual da pessoa, que ela tem que passar.

E Pai Ribamar trouxe ao salão Pai Miguel, que foi o homenageado da festa. E todos o saldaram com alegria e amizade do culto comum.

Na conversa que tivemos com Pai Gilmar, aproveitamos ainda para pedir suas palavras enquanto cidadão a respeito das eleições que se aproximam. O respeitado babalorixá mostrou todo seu entendimento lúcido, analisando os fatos ocorridos durante a campanha e a distância que tomam da população quando eleitos.

Que eles [os políticos] realmente cumpram o que prometem. Eles falam muito. “Quem tem boca vai a Roma”, como diz o ditado. Mas isso serve para as pessoas que perguntam o que querem saber. Não serve para as pessoas que falam o que querem, mas não cumprem o que prometem, que as pessoas precisam e ficam esperando, principalmente as pessoas humildes, que precisam de asfalto nas ruas, de coleta de lixo, de água encanada, de esgoto, pra não ficar a céu aberto, como é do lado da minha casa. A gente reivindica isso há muito tempo, e eles só prometem e não fazem, como seu Gilmar Nascimento, que na eleição passada era candidato, hoje é vereador, prometeu, prometeu, prometeu e até hoje não voltou aqui na rua. Eu estava viajando, e soube que o prefeito veio aí inaugurar o poço de água, fogos e mais fogos, carro de som, aplausos e vaias, prometeu que vai canalizar o esgoto e fazer rip-rap. Vamos ver!

A QUERELA ASSISTENCIALISTA DE BRAGA E SERAFIM

Embora ainda não seja, para a mídia, um assunto que ultrapasse a pauta hostil e sem argumentos, o Sistema Único da Assistência Social – SUAS, na sua implantação em Manaus, tem sido alvo de disputas eleitorais ferrenhas, e que dificilmente tomarão as páginas dos jornais locais.

O sistema é uma ambição antiga do Serviço Social brasileiro, e uma conquista que vem se consolidando, a despeito do desmonte do Estado do Bem-Estar Social na Europa e da inexistência deste no Brasil, principalmente com a economia de mercado fortalecida no governo FHC. Com a ascensão do governo Lula, o SUAS começou a sair do papel, e tem como objetivo ser uma realidade nas cidades brasileiras até 2010.

Nos Estados do Norte e Nordeste – mas não somente lá -, historicamente a miséria tem sido perpetuada como ambiente propício à disseminação da política do “meu pirão primeiro” (notoriamente Norte e Nordeste), e foi motivo para a proliferação de profissionais do legislativo e executivo, aproveitadores da miséria social, que simulam um combate àquilo que lhes garante, via medo e desespero dos desassistidos pelo Estado, uma cadeira nos parlamentos estaduais e nacionais.

A implantação de um sistema de assistência social que garante direitos básicos como a alimentação e a inclusão no mercado de relações causou celeuma nos pretensos donos dos “grotões eleitorais”. Se apenas o pagamento do benefício, o Bolsa Família, já tirou da miséria milhões de brasileiros, e com isso, tirando votos de históricos defensores da manutenção da miséria, o que pensar de um PAIF/SUAS ou um Territórios da Cidadania?

Se não se pode brigar com Lula abertamente (DEM continua tentando e perdendo “densidade” eleitoral, o PSDB continua, mas com moderação), ao menos procurar “brechas” na lei ainda é possível. E, claro, sempre se pode contar com o judiciário brasileiro, sobretudo nas camadas superiores, onde as “facilidades” são adquiridas com certa facilidade.

Na briga pré-eleitoral pela visibilidade marketística que os programas sociais do governo federal dão, governo estadual e prefeitura têm protagonizado uma briga onde o perdedor é o cidadão comum, que vê de longe a possibilidade de melhoria das suas condições de vida se transformarem em moeda de troca de votos.

O QUE DIZ A NORMA: A COMPETÊNCIA DAS ESFERAS DE GOVERNO

De acordo com a Norma Operacional Básica, documento que normatiza o funcionamento do SUAS (e ao qual os Estados e municípios têm que se adequar caso queiram aderir ao sistema), é responsabilidade dos Estados a coordenação, monitoramento e organização do SUAS. Isso significa também prover os municípios de recursos humanos, fiscalizar as ações e co-financiar o pagamento de benefícios eventuais (ver item 2.3, responsabilidades, na NOB-SUAS). Aos municípios cabe gestão do sistema, nos seus níveis Inicial, Básico e Pleno. Cada uma delas com requisitos próprios e pisos básicos de financiamento federal. Isto chama-se Gestão Compartilhada (ver item 1.1, sub-item D).

São funções que não se misturam, como afirma claramente a própria NOB-SUAS: “Em todos os casos, deve-se levar em consideração o princípio da subsidiariedade que pressupõe que as instâncias federativas mais amplas não devem realizar aquilo que pode ser exercido por instâncias federativas locais. Em outras palavras: não deve o Estado fazer aquilo que pode ser resolvido no Município; não pode a União intervir no que pode ter melhor execução pelos estados e Distrito Federal” (NOB-SUAS, pág.25).

A “PERNADA” ASSISTENCIALISTA DE BRAGA NA POPULAÇÃO…

Para entender a pernada que o governador “guerreiro de sempre” Braga está dando na população, é preciso compreender a divisão de responsabilidades do SUAS (leia o post anterior).

Segundo fontes intempestivas, o governo do Estado só participa da “intéra” das três esferas do programa com míseros R$ 34 mil. Muito para este Bloguinho, mas pouquíssimo para quem precisa de recursos para benefícios eventuais (cestas básicas, fraldas, cadeiras de rodas, madeira, dentre outros). Como a prefeitura entra com a estrutura, mas não participa do financiamento, sobra apenas os recursos do Piso Básico da Assistência Social, insuficiente para cobrir os gastos com pessoal, manutenção, funcionamento, parcerias com ONG´s e a compra de benefícios eventuais. Isso quando a verba não “atrasa”.

Assim, a estrutura de funcionamento fica comprometida, faltam recursos, o governo do Estado não cumpre o seu papel, e na extremidade mais fraca da cadeia, está o candidato-oportunista, que compra o voto do desassistido com um benefício que deveria ser gratuitamente distribuídos nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), sob o critério técnicos de assistentes sociais e psicólogos. Não por acaso, todos os candidatos exploradores da miséria social em programas policialescos, ou são aliados do ‘guerreiro de sempre’ Braga, ou estão apoiando a chapa do ‘guerreiro de ontem e do amanhã’ Amazonino Mendes, do qual, mesmo renegando, Braga é discípulo e continuador do estilo de (des)governar.

Para piorar a situação do padrinho da cadidatura de Omar Aziz, outras fontes intempestivas contaram a este Bloguinho que o programa estadual “Jovem Cidadão” tem entrado em conflito com o programa federal (gerido pela prefeitura) Projovem Adolescente. Tudo porque o programa federal trabalha com o público do Bolsa Família, entre 15 e 17 anos, no horário de após a escola, aumentando o benefício já recebido pela família em até 60 Reais. É o mesmo público do “Jovem Cidadão”, que paga, com recursos do governo estadual, uma bolsa de 50 Reais para a família do jovem. Daí as famílias, sem a devida orientação de ambos os lados, fica na corda bamba e na incerteza, sem saber o que acontece se trocarem o estadual pelo municipal ou vice-versa. A confusão é grande.

Há quem diga que Braga sabia da intenção do governo federal em lançar o projeto e da prefeitura em aderir, e lançou antecipadamente a sua versão, com ganhos eleitorais ainda por conferir, e perdas para a população já evidentes.

Na prática, o governo do estado age em desacordo com dois princípios da NOB-SUAS: 1) não cumpre com o seu papel de co-financiador; 2) com o “Jovem Cidadão”, fere o princípio da subsidiariedade, ao executar, ainda que com recursos próprios, uma função que é do município.

É realmente necessário a um governo que se diz preocupado com as pessoas e com o futuro, e que se diz diferente dos anteriores, que se faça uma lei obrigando-o a respeitar uma diretriz nacional? Aproveitando-se da inexistência da obrigação legal de cumprir a NOB-SUAS, o governo evidencia o caráter eleitoreiro de suas ações.

Ou isso, ou é incapacidade intelectual de compreender a ineficácia de ações descentralizadas no combate à miséria social, não tendo condições epistemológicas de entender a norma básica, que é resultado de anos de dedicação e discussão das entidades e categorias sociais envolvidas no combate à miséria e fome social no Brasil.

O leitor decida qual das duas cabe melhor ao governo de Braga.

… E A RASTEIRA DE SERAFIM NA PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO.

Quanto à parte que cabe à prefeitura de Serafim, a observação é outra.

Preocupado em fazer uma administração com visibilidade marketista, o prefeito não fez a leitura da cidade a partir daquilo que permitiu a ele derrotar as forças reacionárias apresentadas na última eleição por Amazonino: a visibilidade política e social.

Diz o filosofante luso-holandês Spinoza que a potência democrática pode até se enfraquecer através dos maus encontros proporcionados pelas armadilhas que alguns homens públicos armam para o povo, mas ela não desaparece. Portanto, é impossível, mesmo contando com todos os recursos materiais e imateriais, sustentar uma idéia falsa, um quimera por muito tempo.

Serafim não conseguiu compreender que foi justamente o quadro de ausência das políticas públicas como linhas intensivas que produzissem na realidade material da população a melhoria das suas condições de existência que permitiu a sua vitória sobre Amazonino e os outros candidatos que carregavam os mesmos signos das administrações passadas.

Logo, achou e continua achando que com a visibilidade marketística de atuações pontuais e sem elementos que modifiquem a condição das pessoas na cidade é suficiente para garantir uma boa administração, e logo, a reeleição. Cai no mesmo erro de seus antecessores.

Tivesse ele investido na efetiva implantação do SUAS, fortalecido a ação dos CRAS nos bairros e garantido a efetivação da política pública de assistência social que chegasse a uma parcela grande da população, teria efetivamente promovido não a visibilidade marketística, mas a político-social. Aquela que a população “sente na pele”. E na razão.

Um grande exemplo de como a população é mais sensível à visibilidade político-social que à marketística são os buracos da cidade, a falta d’água e a precariedade do transporte coletivo. Como Serafim assumiu com expectativas de resolver esses problemas antigos e causados pelos seus antecessores (Arthur, Alfredo, Amazonino, dentre outros) e tomou apenas medidas cosméticas, a população não viu nele, até agora, uma diferença para os anteriores que possa ser evidenciada. No caso da política de assistência social, a falha se repetiu. O funcionamento precário dos CRAS e a tática exibicionista de distribuição de benefícios eventuais mostra que Serafim não compreendeu a idéia democrática da Política Nacional de Assistência Social.

Tivesse entendido, dificilmente teria pavimentado com tanta eficiência o caminho para que fantasmas enterrados do passado de Manaus pudessem ressuscitar com o velho discurso: “eu errei…”, “me dêem uma chance…”, “ele disse que ia resolver e não resolveu…”, “eu sou o verdadeiro novo…”.

Serafim tem sido, até o momento, o grande anti-cabo eleitoral de si mesmo.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ CHAGÃO PERGUNTA: Não fosse os séculos de dominação econômica, e quem teria brilhado com a geração de Ruud Gulit, Frank Rijkaard e Edgard Davids seria o Suriname, e não a Holanda. E esses são apenas os mais conhecidos. O futebol laranja tem fortes ligações com suas ex-colônias de exploração econômica, mas ultimamente tem amarelado nos torneios internacionais. Agora, o ‘Chagão!’ quer saber: este centroavante italiano já jogou com a squadra azurra em eliminatórias de copa e em copas do mundo, mas não é de grande destaque. Atualmente, joga no leste europeu, em um time que foi sensação na primeira fase da última champions league. O detalhe deste jogador é que, além de goleador, ele é dono de um jornal na cidade em que nasceu, e comunista convicto, tendo tatuado a foice e o martelo no seu ombro. De que jogador estamos falando?

Θ OS MENINOS DE OURO DE LUXEMBURGO. Valdívia e Kléber, os dois pupilos de Luxemburgo, cada qual com sua trajetória, mostram ao torcedor atento qual é o entendimento do treinador sobre o futebol. O primeiro nunca mais apresentou o futebol belo e insinuante que trouxe do Chile. Nenhuma firula, nada de jogadas inesperadas ou lances geniais. O Sansão do Parque Antártica perdeu as forças graças à Dalila que comanda o time. Quando não fazia concessões, e era fiel ao seu futebol “para ser feliz”, o ex-cabeludo era de longe o melhor jogador em atividade no ex-país do futebol-arte, e a evidência era a perseguição em campo por parte dos cabeças-de-bagre e dos árbitros inimigos do belo futebol. Depois, enquadrado na tática militarista de Luxemburgo, o jogador não foi mais importunado pela mediocridade instituída. O diferente incomoda, o igual passa despercebido. Sem o sorriso no rosto e a alegria do futebol trôpego à Lá Maradona, el Mago guardou a cartola e aposentou a magia. Depois de perder a chance de jogar na Espanha, onde seu futebol-arte seria incentivado e desenvolvido, deve se transferir para a Alemanha, onde seu futebol deve ser, a não ser por milagre de São Garrincha, aposentado. Quem viu, viu, quem não viu não vai ver mais. Já Kleber é atualmente a menina-dos-olhos de Luxa, que o definiu como um exemplar do perfeito jogador moderno. Kleber tem se destacado no time, quase nada pelo talento futebolístico e sempre pela violência e truculência que exibe em campo. Se a imprensa européia chama o sãopaulino Hernanes de “o Pirlo brasileiro”, certamente Kléber é a versão braziniquim de Gattuso, aquele que entra em campo apenas para destruir, verdadeiro inimigo da Leonor. No último jogo do time, deixou as marcas da chuteira no peito do zagueiro tricolor André Dias, que percebeu no tipo físico do atacante alviverde o talento para as artes marciais. Com a perspicácia de um torturador, Kléber respondeu a André Dias que “futebol é isso aí”, e quem não gostar que vá dançar balé. Entendimento de futebol que certamente faz parte do IWL e seu doutores do futebol, já que na semana passada foi o próprio Luxemburgo quem elogiou os talentos para o pugilismo barato do meia palestrino. O Palmeiras de Luxemburgo vai anos-luz de distância da história de craques de refinamento ímpar que desfilaram pelos gramados com a camisa alviverde, e só os torcedores mais recentes, embrutecidos pelas últimas décadas de futebol pobre em técnica e rico em violência de todas as formas é capaz de vibrar com esse time. O ‘Chagão!’ prefere o verdão da Academia de Futebol., que o marketing alviverde tenta copiar pelo marketing. Em vão.

Θ BRASILEIRÃO 2008 SÉRIE A. Faltando três jogos para completar a décima-segunda rodada, houve mudanças na parte de cima da tabela. O truculento Palmeiras alcançou o grupo dos 4, se aproximando dos líderes. O rodada foi ruim não só para o bom futebol, mas também para os nordestinos, que perderam seus confrontos, à exceção do Sport, que apenas empatou com o Grêmio. Santos e Fluminense seguem na briga pela vaga na segundona, mas tem parada dura contra o Ipatinga, que de lá veio, e pra lá deve voltar. Cleiton Xavier (Figueirense) e Alex Mineiro (Palmeiras) são artilheiros, já que Marcinho Pontapé, do Flamengo, vai ganhar a vida em petrodólares. Ele que se meta a besta de chutar uma mulher por lá… Resultados:

12ª Rodada Série A – 16 e 17/07

Sport Recife 2 – 2 Grêmio

Botafogo 4 – 0 Ipatinga

Portuguesa 3 – 2 Náutico

Figueirense 3 – 0 Santos

Cruzeiro 1 – 0 Atlético/PR

Palmeiras 3 – 1 Fluminense

Vitória 1 – 3 São Paulo

Vasco Goiás

Coritiba Flamengo

Internacional Atlético/MG

Classificação*

Flamengo  –  26

Cruzeiro  –  24

Grêmio  –  22

Palmeiras  –  21

Vitória  –  20

São Paulo  –  20

Figueirense  –  19

Náutico  –  17

Internacional  –  15

Botafogo  –  15

Sport Recife  –  15

Portuguesa  –  15

Vasco  –  14

Coritiba  – 14

Atlético/PR  –  13

Atlético/MG  –  12

Goiás  –  10

Fluminense  –  09

Santos  –  08

Ipatinga  –  07

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

Θ BRASILEIRÃO SÉRIE C. Boas notícias para a secretaria de finanças da prefeitura: não vai ser mais preciso liberar aquela verba para o Fast Clube se manter na terceirona. O time perdeu em pleno Vivaldão para o Luverdense/MT por 2 a 1 e está praticamente fora da disputa. Vai precisar vencer os dois jogos que tem fora de casa e torcer por uma combinação de resultados. Agora os manoniquins terão que concentrar as orações no time do Holanda, que joga contra o Cristal, do Amapá, neste domingo, e ainda está longe da degola. Nossos sinceros pêsames à família Mendonça…

CANDIDATURAS DE AMAZONINO, SOUZA E OMAR NA MIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO

O ministério público entrou hoje com uma ação no TRE solicitando a impugnação das candidaturas da chapa Amazonino Mendes (PTB) e Carlos Souza (PP), e do candidato Omar Aziz (PMN). De acordo com informações obtidas por este Bloguinho, o pedido foi feito com base na “ficha suja” dos candidatos. O TRE/AM aceitou a denúncia, e tem até o dia 16 de agosto para dar o parecer final.

Mais informações a qualquer momento no Bloguinho Intempestivo.

‘ORELHUDO’ DIRIGE PEÇA DE SHAKESPEARE COM LULA, TARSO, MENDES E JOBIM NO ELENCO PRINCIPAL

TUDO BEM QUANDO ACABA BEM

by William Shakespeare

Local da Ação: Praça dos Três Poderes, Explanada dos Ministérios

Tempo: 15 de julho de 2008 e muitos anos atrás

Personagens: Lula, Tarso, Mendes, Jobim e outros

Direção: Daniel ‘Orelhudo’ Dantas

Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo

menos, não parecerem o que não são.”

PRÓLOGO

Em Tudo Bem Quando Acaba Bem, uma das peças de Shakespeare menos encenadas que existem, uma jovem (Helena), apaixonada pelo Conde de Rossilhão (Bertram), salva o rei da França por meio dos conhecimentos médicos que herdara do pai. O rei, como agradecimento, lhe dá como presente o casamento com o amado. Mas Bertram duvida de sua sinceridade, sua virgindade.

ATO I

CENA I – A ESCALADA

Daniel Dantas, um pobre jovem sacoleiro, na sua ambição por enriquecer a qualquer custo, vai rapidamente subindo caminhos, queimando etapas, passando pelo finado ACM, Collor, FHC, atropelando sócios e concorrentes em direção ao topo: tornar-se um dos homens mais ricos, poderosos e influentes do Brasil. Consegue. E como!?

CENA II – CHACAL NO ‘ORELHUDO’

À acusação de que fora privilegiado na privatização da Telebras passou incólume. Somente em 2004, a partir da operação Chacal, da Polícia Federal, quando Dantas foi indiciado por violação de informações sigilosas de pessoas e empresas em órgãos públicos realizadas pela Kroll, multinacional de investigações privadas, seu nome vinha a público. Pelas escutas, o jornalista Mino Carta cunhou-lhe o apelido de “Orelhudo”.

ATO II

CENA I – BrOi: MEU R$ 1 BILHÃO

Abril de 2008. Mês das flores; para o presente de mamãe, dinheiro é o que não falta. Numa jogatina só, o ‘Orelhudo’ armou a fusão entre a Brasil Telecom e a Telemar/Oi, que garantiram 70% da telefonia nacional, seus sócios lhe deram R$ 1 bi via BNDES e ainda retiraram todas as ações que moviam contra ele.

CENA II – SATIAGRAHA O AGARRA

Mas a 8 desse corrente mês, o madrugador delegado Protógenes Queiroz, mais 300 policiais federais batiam na porta de Dantas, convidando-o a tomar café atrás das grades da PF, a partir de uma ordem de prisão saída do juiz da 6ª Vara Federal Criminal, Fausto De Sanctis. Corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha, empresas fantasmas para desvio de verbas públicas eram alguns dos termos do convite.

CENA III – DUAS CARTADAS DE MENDES

O Orelhudo ainda foi forçado a almoçar, jantar e pernoitar na cadeia, mas no dia seguinte, 9 de julho, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, passou-lhe uma carta por debaixo da mesa: um já prometido habeas corpus. Como todo mundo esperava, Dantas até se demorara a escapar da prisão temporária. Mas menos de 12 horas depois, a orelha criminosa de Daniel Dantas voltava para a carceragem da Polícia Federal. Como agora o juiz De Sanctis ordenara uma prisão preventiva, muitos colocaram em dúvida a força e rabulice de Gilmar Mendes, mas no mesmo dia o presidente do STF mostrava o apego aos seus e um novo habeas corpus livrava DD também da prisão preventiva.

ATO III

CENA I – FLASH BACK DE GILMAR MENDES

Vindo da Subsecretaria Geral da Presidência da República do governo Collor, entronizou-se no governo FHC, onde foi, entre outras coisas, assessor técnico do Ministério da Justiça e subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Finalmente, em 2000, se tornou advogado geral da União, até 2002, quando foi nomeado presidente do STF, com a exata função, segundo afirmou à época o professor Dalmo de Abreu Dallari, que está desempenhando agora: “uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo [FHC à época], mesmo depois do término de seu mandato”.

CENA II – RESISTÊNCIAS COLETIVAS

Antes mesmo dos dois fatídicos habeas corpus, Paulo Henrique Amorim e Walter Maierovicht passaram a afirmar a necessidade de se pedir o impechment de Gilmar Mendes. Após, procuradores e juízes federais passaram a organizar atos e manifestos em protesto democrático às posições de Mendes. A população de forma geral, da qual a seqüelada mídia havia camuflado Dantas, começa a perceber e analisar os acontecimentos com sua inteligência ativa.

CENA III – REUNIÃO TIRA-BRONCAS E MERAS COINCIDÊNCIAS

Já citamos (aqui) as tortuosas trilhas e malabares, descritos pelo jornalista Bob Fernandes, que o delegado Protógenes Queiroz teve de fazer para poder investigar Daniel Dantas. Ontem houve seu afastamento do caso, supostamente para fazer um curso de reciclagem, e de mais dois de seus principais colaboradores nas investigações, a delegada Karina Murakami Souza e o delegado Carlos Eduardo Pelegrini. Ao mesmo tempo que o Ministro da Justiça, Tarso Genro, encontrava-se com o presidente do STF, Gilmar Mendes, na presença de Lula e o Ministro da Defesa, Nelson Jobim. Na reunião, o Tarso que havia afirmado que Mendes extrapolara suas funções e o Mendes que tinha chamado a ação de prisão do banqueiro ‘Orelhudo’ pela Polícia Federal de “espetacularização” e o próprio Tarso de “incompetente” já não existiam. Mendes tratou de culpabilizar a mídia por distorcer suas palavras. E Tarso abaixou a cabeça, engoliu o choro, em concordância e respondeu, quando perguntado por jornalistas sobre a saída do delegado Protógenes, que fora apenas uma coincidência. O que é verdade. Essa coincidência só não ocorreu antes porque Dantas não tinha certeza que estava sendo investigado, como demonstram escutas telefônicas.

EPÍLOGO ELISABETANO

Na peça de Shakespeare, ao final Helena consegue provar sua castidade e tudo acaba bem:

Tudo acabará bem, é o que vos digo, se palma nos baterdes. Alegria vireis achar aqui dia por dia. Bastem-vos nossas boas intenções; dai-nos as mãos; eis nossos corações.”

Tudo acabou bem. Na preservação dos seus, sempre o fantasma do Dirceu, Grenhalgh, Lula não quer embate com Dantas. PSDB/DEM-PFL estão com o ‘Orelhudo’ e não abrem; seriam espezinhados se tentassem se posicionar contra ele. Tadinhos, nem vão poder aproveitar o “acordão” que o governo está fazendo para não se indispor com o STF e Dantas. O STF de Dantas. Alguém se referiu que a seqüelada mídia, que tantos factóides já criou contra o governo Lula, também não pode: estão na lista de DD com redações inteiras. Tudo vai ficando como previu o empregado de Daniel Dantas, Hugo Chicaroni, mais a frente, ou em cima da pirâmide, tudo mais facilmente se resolve, e o amor sempre acontece no final:

Ele [Daniel Dantas] se preocupa com hoje. Lá para cima, o que vai acontecer lá. Ele não está nem aí. Porque ele resolve. STF e STJ, ele tem trânsito político ferrado.”

EPÍLOGO BRECHTIANO

A nós, lulistas, embora não apoiemos a posição do Sapo Barbudo neste caso, afinadamente, no entanto, a partir das composições do Teatro Maquínico, abandonando o final psicológico elisabetano, produzindo um verdadeiro distanciamento brechtiano, acreditando-se que outros Protógenes existem, outros De Sanctis, que existe uma potência maior, democrática, a potência da opinião pública, é que propomos um outro epílogo para produzir variações democratizantes de liberações das linhas de atuações teatrais que se encontram emperradas:

Respeitável Público!

Assim termina a história

De Dantas, o ‘Orelhudo’

Que se achava intocável

No poder que pode tudo.

.

Assim o ‘Orelhudo’ caiu

Na terceira prisão seguida

E Embora se segurasse

Já não tinha mais subida.

.

E muitos foram com ele:

Foi a mídia seqüelada

A direita da direita

E a esquerda endireitada…

.

Descobriram que o povo

Tem nas suas ações/práticas

De sempre agir na virtude

Das potências democráticas!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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