Arquivo para 11 de agosto de 2008

COLUNA VERTEBRAL

Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# Se o filósofo francês Baudrillard estivesse vivo, diante da virtualidade apresentada pela ABERTURA DAS OLIMPÍADAS, talvez ele exclamasse: “Agora O Crime Perfeito afirma seu absoluto real: a transparência virtual engoliu de vez todos – atletas e público!”. Escafudeu-se o mundo comigo, contigo e com o Raimundo. A ironia paródica maior do espetáculo, é que se a China não conseguiu realizar a revolução comunista permanente, realizou o comunismo-virtual destroçando a superioridade tecnológica de seu maior inimigo: os Estados Unidos. Os norte-americanos ficaram embasbacados no mundo sem dualidade, sem alteridade do grande Big-Brother chinês. Eles por essa não esperavam. Eles que, depois de Matrix, acreditaram ter dissipado o mundo real e mandado as favas as percepções e as cognições, foram também transformados em vítimas e carrascos do Crime Perfeito das Olimpíadas chinesas. Agora, é a predominância da ordem do vazio único, a transparência onde ninguém vê mais ninguém, e também não é visto. O Oriente se confundiu com o Ocidente. A terra desapareceu, e com ela todos nós, até o mestre Galileu. Se tomando a virtualidade como dissipação do real, Baudrillard afirmou que a Guerra do Golfo não existiu, imaginemos com as Olimpíadas da China o que diria. Talvez: “As Olimpíadas que não existiram!” Inferimos, então, que assim, acabou a era das Olimpíadas. “Atletas, procurem outros pódios para subirem!” Até eu estou duvidando da segundona real com seu TDPM – Transtorno Disfórico Pré Menstrual.

# Depois de ler a ENTREVISTA COM O CANDIDATO A PREFEITO AMAZONINO, ex-prefeito biônico de Manaus, ex-três vezes governador do Amazonas e uma vez senador, sem exercer, a filósofa Filó se pôs a examinar a afirmativa em que ele diz: “Agora as pessoas não me conhecem, elas conhecem o ‘Negão’, o verdadeiro Amazonino é um intelectual”. A sentença personalista jogou Filó em duas vertentes: uma perceptiva-política e a outra epistemológica. A primeira um marketing populista, “Negão”, afirma um erro perceptivo que se impôs como verdadeiro: Amazonino, não chega a ser nem cafuso, quanto mais negro. Falsa percepção que a psicologia afirma ser um objeto inexistente, tomado como real. Mas Filó deixou de lado a prótese étnica. Que o Movimento Negro acione seus direitos de cor. Já basta a usurpação de cor realizada por Michel Jackson. O que tocou Filó foi o epistemológico, intelectual. Aí ela partiu para destrinchar o despiste lingüístico-racional.

Amazonino estabelece uma duplicidade inexistente quanto ao termo intelectual e sua função. Intelectual todos somos. O intelecto é uma das faculdades da razão que opera como agente do conhecimento e orientador do homem no mundo. Como criador e concatenador de signos capazes de indicar as relações dele como ser atuante. Até um analfabeto é um intelectual. Entretanto, a palavra, com o emergência do intelectual burguês, no século XIX, passou a ser uma “charme” de classe que se dizia pensante das causas e dos efeitos sociais que o proletariado não alcançava, principalmente o operariado. Ou seja, o intelectual-burguês se considerava o marxista desbravador da liberdade do proletariado. Babaquice que Freud explicava como Complexo de Culpa de Classe. Como que alguém que não liberta seus afetos aprisionados pode pensar o outro e o libertar? Exibicionismo que os filósofos Sartre e Foucault mostraram ser a doença infantil do egoísmo. Todo intelectual burguês é um insuportável narcisista. Daí não ser necessária para o crescimento do socialismo, mas sim o próprio operário. Como mostra o conceito de operarismo do filósofo Toni Negri, onde o trabalhador como intelectual entende a cientificidade pós moderna e sua ação nos meios de produção, idéias saídas do pensamento do filósofo Gramsci.

A duplicidade intelectual de Amazonino nos leva a perguntar: como ele conseguiu durante suas gestões afastar o intelectual e fazer prevalecer o “Negão”, que segundo se infere de sua afirmativa, não é intelectual? Será por isso que suas administrações foram decepcionantes? Sendo verdade, e se ele fosse uma real negro, seria discriminação: “Negão” não tem intelecto? Alguém poderia, exclamar: “Deus nos protegeu, o governador não tinha intelecto”.

Piora sua tese da duplicidade quando afirma ser marxista. Como já foi provado que o marxismo é um método político/social de grande eficácia para construir uma sociedade justa, e introduzir o homem na história, e estando ele tantos anos nos governos, porque não concebeu no Amazonas os traços de uma realidade socialista capaz de colocar essa sociedade, pelo menos, na era moderna, já que ainda não saímos da idade média? Filó gargalhava com o intelectual marxista de Amazonino que anda lendo São Francisco. E finalizou, perguntando: “Em quem o povo deve votar? No ‘Negão’, ou no intelectual? Se for no ‘Negão’, corre o perigo de erro de gestão por falta do intelecto. E se votar no intelectual corre um perigo maior de não contar com o ‘povo’ em seu governo. E governo sem povo não é democracia, e sim, tirania”. É filó, com suas afirmativas vaidosas o Amazonino deixa transparecer que sempre foi seu próprio problema político.

Quem pode toque!

Olimpicamente eu quero rock!

Beijos e Abraços Vertebrais!

A ESQUERDA MUNDIAL SAI FORTALECIDA NO REFERENDO BOLIVIANO

Nosso compromisso é com a Bolívia, é com todos os revolucionários do mundo. É um compromisso de seguir dignificando a todos os bolivianos e bolivianas. Hoje ficou provado que a Bolívia luta primeiro por sua dignidade, por sua identidade. Esperamos que essa vontade tão espontânea e soberana seja escutada por alguns setores opositores, para que juntos possamos trabalhar pela dignidade, igualdade e unidade de todo o país (Trecho do discurso de Evo Morales, ontem, 10/08/2008, em La Paz).

Informes preliminares e ainda não oficiais (aqui e aqui) indicam que o presidente Evo Morales foi aclamado no referendo revogatório realizado neste domingo. Os números da boca-de-urna dão uma vitória entre 60 e 63% dos votos, mais de 7% acima da votação que elegeu o presidente cocalero.

Além da confirmação do mandato de Evo, a direita ressentida pode sofrer outras derrotas no referendo. Os governadores de Cochabamba, La Paz e Oruro, que defendem os interesses da alcunhada elite boliviana, perderam seus mandatos. Serão confirmados no cargo os governadores de Potosí, Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.

O referendo revogatório foi convocado por Evo Morales em maio deste ano, após tensões separatistas advindas dos Estados onde o desenvolvimento econômico predatório criou grupelhos dependentes economicamente dos EUA, e que exploram o próprio país. Santa Cruz é a cidade onde a oposição e a violência discriminatória contra os descendentes dos povos nativos da região é mais intensa.

As tensões separatistas aumentaram após a promulgação da nova constituição do país. Os Departamentos (como são chamados os Estados na Bolívia) de Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija ameaçaram não respeitar a Carta Magna, e chegaram a promover referendos ilegais para tentar legitimar uma pretensa autonomia política, que foi rechaçada pela comunidade internacional, à exceção, é claro, dos EUA.

De acordo com a lei que regulamentou o referendo, aceita por todos, os governadores derrotados devem deixar o cargo, e caso o presidente fosse também derrotado, deveria-se fazer novas eleições.

As tensões pré-referendo foram intensas, a imprensa local multiplicou factóides e tentou boicotar o referendo, principalmente depois que pesquisas divulgadas mostraram a vitória de Evo. O Ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana chegou a denunciar, no último dia 07, um clima generalizado de golpe de Estado, provocado por prefeitos de cidades opositoras, que pretenderiam não respeitar o referendo e tomar o governo pela força. Atos de violência étnica são a marca da direita boliviana, notadamente descendente dos mesmos europeus que dizimaram e exploraram por séculos o ainda riquíssimo país andino.

A BOLÍVIA NÃO EXISTE” ANTECEDEU O “PORQUE NÃO TE CALAS?

No instigante livro As Veias Abertas da América Latina, Eduardo Galeano descreve o falso esplendor da cidade de Potosí, onde, diziam, bastava cavar para encontrar prata. Durante séculos, a prata dali retirada a peso da morte de milhões de nativos foi a fonte de riqueza da Europa.

Já no século XX, outro metal despertou a cobiça internacional e os olhares para a Bolívia: o estanho. Em 1952, quando o país estatizou as minas do metal, a expropriação estrangeira (EUA e Inglaterra) já tinham diminuído as reservas em mais de 120 vezes. E mesmo estatizada, ela não serviu para distribuir a renda e a riqueza do subsolo boliviano. Sem o estanho das minas bolivianas, Andy Warhol jamais teria pintado o seu famoso quadro da Sopa Campbell, simplesmente porque a lata de estanho, símbolo da modernidade e do mercado de consumo no século XX, não existiria sem o sacrifício dos mineiros nativos, que mascavam folha de coca para enganar a fome e a exaustão.

Outro mineral, o salitre, potente fertilizante que impulsiona o agronegócio estadunidense e europeu, no final do século XIX, desencadeou a Guerra do Pacífico, que deixou a Bolívia sem saída para o Oceano Pacífico e com ressentimentos com Peru e Chile, os quais ainda perduram, apesar da aproximação entre os governos de Evo e Bachelet. O estanho, cuja maior mina ficava em Oruro, sem passar pelo processo de fundição tem valor baixíssimo. Evidentemente, este processo não se fazia na Bolívia, e muito menos pertencia ao governo do país.

Galeano conta ainda uma anedota do século XIX, que ilustra bem qual a imagem que os países desenvolvidos, até pouco tempo atrás, tinham da América Latina:

Contam que, um século atrás [o livro foi escrito em 1976], o ditador [boliviano] Mariano Melgarejo obrigou o embaixador da Inglaterra a beber um barril inteiro de chocolate, em castigo por ter desprezado um copo de chicha. O embaixador foi exibido num burro, montado ao contrário, pela principal rua de La Paz. E foi devolvido a Londres. Dizem que então a rainha Vitória, enfurecida, pediu um mapa da América do Sul, riscou uma cruz sobre a Bolívia e sentenciou: ‘Bolívia não existe‘”.

Mais de um século depois, um Rei espanhol, coroado por uma das mais sangrentas ditaduras da história da Europa, pergunta ao cafuso insolente: “Por que não te calas?”.

Com a ascensão econômica de países como o Brasil e a Venezuela, já não é mais possível que rainhas tenham um surto de síndrome de Deus e decretem a inexistência de um país. Talvez por isso, o sentimento do rei espanhol tenha sido mais de estupefação que de arrogância. As condições econômicas não são mais favoráveis a rompantes psiquiátricos de megalomania paranóide.

Neste contexto, a vitória de Evo Morales, se confirmada, será uma vitória da democracia, embora os conflitos não cessem a partir daí. Mas ao menos, aqueles que confundem democracia com a patologia social da exploração e da produção da miséria humana saberão que a verdadeira democracia não vem da força, mas do poder-potência coletivos, quando se quer e se constrói num engendramento desejante.

OFERTA TELEFÔNICA-OMAR DO GOVERNADOR DÁ LULA COMO BRINDE

Se Deus é capitalista ou não, não importa, mas que o sistema econômico do Brasil é capitalista, nem comunista duvida. Assim, todos capitalizados sabem que a propriedade privada, sua célula-mater/filha, manifesta-se tanto nos corpos materiais quanto nos imateriais. Significa que todos os corpos são de propriedade de quem os adquiriu. Não importa em que condições.

Você compra uma linha telefônica, não importa o trato comercial, ela lhe pertence, nem que seja imaginativamente. Enquanto você mantiver seu contrato, ela lhe pertence. O que implica lhe pertencer o parelho, como também suas funcionalidades: mensagens e chamadas. Suas funções utilitárias. Então, você está em casa realizando qualquer atividade, dormindo, trabalhando, cozinhando, lavando, no banheiro, ou talvez em uma transa rasgada, o telefone toca, você não quer atender, mas o chamado insiste, você larga sua tarefa e vai atender. Se você é telefonicamente — simulado(a), você diz “Alô!”, esperando uma voz viva, se é que existe, e o que ouve é uma gravação da voz do governador-cabo eleitoral, Eduardo Braga, o que lhe deixa impotente para replicar, oferecendo seu candidato a prefeito, Omar Aziz. Em sua gravação, ele apresenta sua mercadoria-eleitoral embrulhada em algumas vantagens que seu voto pode proporcionar a bela “Manaus, Meu ciúme!”. Elegendo Omar prefeito você garante a coalizão prefeitura governo do estado, realização dos projetos que estão em andamento, além de garantir a parceria de Lula. O grande brinde.

VIOLÊNCIA TELEFÔNICA

Ao atender à chamada cabo eleitoral executiva, você deixou de vivenciar dois direitos que sua condição de proprietário telefônico lhe garante: um, o direito de receber uma mensagem de algum conhecido ou desconhecido que poderia comunica-lhe algum fato de seu interesse. Outro, uma chamada equivocada, discagem errada, que faz parte do contrato comunicacional, nada de violador de seus direitos, tudo porque você foi desrespeitada(o) em sua privacidade por alguém que tencionava lhe impor uma mercadoria. Função que não é precípua no contrato da telefonia-privada. Ainda mais em democracia.

O BRINDE LULA

Na oferta consumista do governador-cabo eleitoral telefônico saltam dois ruídos comunicacionais perigosos à construção democrática.

1 – O oferecimento da mercadoria-eleitoral Omar insinua que, se ele for eleito, a participação do governo Lula garantirá as parcerias para realizações de projetos. É chantagem. Dá Procom. Propaganda enganosa. Você está sendo conduzida(o) a comprar uma mercadoria que se mostra detentora privilegiada de uma qualidade única: o governo Lula. Um blefe eleitoral. Qualquer que for o candidato eleito, até o Amazonino, o governo Lula realizará parceria da forma como já vem realizando. Faz parte dos programas das políticas sociais do governo federal. Não há exclusividade para um único candidato, muito menos para o governador-cabo eleitoral.

2 – O uso indevido da voz de Lula que a mensagem insinua, como se o nordestino tivesse escolhido Omar como seu candidato. Fraude da voz do dono: Lula. Ele afirmou que no primeiro turno não apóia nenhum candidato. O que até na lógica da estúpida direita, se ele tivesse que apoiar algum candidato, seria o candidato de seu partido, PT: o arigó Praciano.

Portanto, eleitora(o), como você não é Deus para saber quem está lhe ligando, uma forma simples de evitar essa violência telefônica que lhe impõe o corte abrupto na atividade que você estava fazendo, é recorrer à empresa telefônica que você tem contrato e pedir bloqueio da linha comercial eleitoral do governador. Assim, você ficará em segurança para fritar o jaraqui ou continuar sua transa rasgada, porque não existe nada pior na hora do Love do que uma batida na porta. Ainda mais para vender um candidato.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

CHAGÃO PERGUNTA

O ‘Chagão!’ quer saber: Nas últimas olimpíadas, o Brasil de chuteiras masculino viu os jogos no conforto do lar, após ser eliminado pelo Paraguai no torneio pré-olímpico. Viu ainda os dois representantes da América do Sul, tal como em 1928, decidirem o torneio, com vitória dos argentinos. Quem foi o artilheiro daquele torneio olímpico, muy amigo dos brasileiros, e quantos tentos ele anotou? Mais fácil do que ganhar dos EUA no basquete!

CONTA OUTRA, LEONOR!

Se hoje as olimpíadas é considerada um evento à parte do calendário futebolístico, já houve um tempo em que, ao contrário, eram os olímpicos que torciam o nariz para o alcunhado esporte bretão. Tanto que só entrou no calendário oficial em 1908, em Londres (embora figure, como demonstração, desde 1900). Em 1924, a grande virada: o futebol deixou de ser apenas um esporte entre outros em popularidade, e já era a principal competição do torneio. Foi neste ano, quando ainda não havia campeonato mundial, que os sudamericanos mostraram ao mundo que era – e ainda é – o celeiro não apenas das riquezas dos países ricos e exploradores, mas também fértil terreno para o surgimento de astros da pelota, craques que a tratavam com uma mestria que deixou assombrados até os pretensos criadores do esporte. Abaixo você, leitor intempestivo, confere um relato, originalmente publicado no blogue Futebesteirol, que fez um trabalho interessante de relato da participação do futebol nos jogos olímpicos modernos.

A CONQUISTA SUDAMERICANA EM PARIS, 1924

Relatos das Olimpíadas de 1912 trouxeram a público os debates sobre a inclusão ou não do futebol naquela edição dos Jogos, com alegações de que o esporte ainda era pouco popular no mundo. Doze anos depois, em Paris, a história mudara radicalmente: um terço da renda obtida durante a disputa de todas as modalidades veio dos ingressos vendidos para as competições futebolísticas. Naquele momento, não havia, no mundo, torneio mais importante que envolvesse tantas seleções de tão variados pontos – e, agora, entraria também o vencedor do Campeonato Sul-Americano. A lista de participantes foi: Bélgica, Bulgária, Egito, Espanha, Estados Unidos, Estônia, França, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Iugoslávia, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Romênia, Suécia, Suíça, Tchecoslováquia, Turquia e Uruguai. Lamentou-se a ausência da Áustria, então formando o que viria a ser o Wunderteam, mas os uruguaios deram ao público todo o bom futebol que se esperava: usando de uma logística então revolucionária, com médicos e preparadores físicos, os celestes chegaram a Paris numa condição muito superior a todos os rivais. Desenvolveram um estilo de jogo cativante, com toques de bola rápidos no ataque – José Leandro Andrade, o primeiro negro de destaque no futebol internacional, ganhou dos parisienses a alcunha de La Marveille Noire. Dessa vez a competição usou uma fórmula coerente, dando medalha de prata ao perdedor da final e colocando na briga pelo bronze os eliminados nas semis: nela, a Suécia, que já havia eliminado os atuais campeões belgas com um sonoro 8-1, quebrou a série de terceiros lugares da Holanda, empatando com ela por 1-1 na primeira data e fazendo 3-1 no desempate. O Uruguai chegou ao ouro com vitórias de 7-0 sobre a Iugoslávia, 3-0 nos Estados Unidos, 5-1 contra a França, 2-1 na Holanda e, na decisão, 3-0 sobre a Suíça. Na comemoração, os jogadores caminharam pela pista atlética do estádio de Colombes, criando o que se eternizaria como volta olímpica.

LINHA DE PASSE

As duas seleções futebolísticas brasileiras já estão com os pés na próxima fase. No futebol-mulher, com dois golaços, um de Marta e outro de Daniela Alves, o Brasil despachou a Coréia do Norte, por 2 a 1, e agora vai enfrentar a Nigéria. E quem pensa que vencer por 2 a 1 as norte-coreanas é pouco, é bom lembrar que as orientais são as atuais campeãs mundiais na categoria sub-20. Já com os homens, a vitória sobre a Nova Zelândia mostrou um Ronaldinho Gaúcho se recuperando, mesmo atuando contra um time teoricamente fraco, afinal, para uma seleção que se enrolou com Vietnam, Cingapura e um combinado carioca, vencer com folga os neo-zelandeses não pode ser considerado barbada. Os gols brasileiros foram de Anderson, Pato, Ronaldinho (2) e Rafael Sóbis.

* * *

Na ausência do inteligente e insuspeito Kaká, coube ao volante do Manchester United, Anderson, ser a voz da inteliggentsia nike-dunguística. Primeiro, afirmou na estréia da seleção nas olimpíadas que não existe mais jogo bonito, e o que vale é ganhar. Com a decisão da CBF de retirar o escudo oficial do uniforme, deixando apenas o oficioso, respeitando a decisão do congresso técnico que estabeleceu as regras do torneio olímpico, restou ao Brasil assumir o seu emblema mais significativo dos últimos anos. Anderson reclamou, mas afirmou que em questões políticas os jogadores não se metem. Semelhanças com Kaká? Outro São Paulino, Hernanes, também se exibiu para as câmeras: “pelo menos é uma oportunidade da gente naõ se apegar tanto ao passado”. É que o volante tricolor não sabe que o passado só deixa de ser passado quando o presente traz novos afetos. De qualquer sorte, Hernanes faz bem em não querer se comparar aos craques do passado, muito menos a história da seleção brasileira com seu alter-ego nike-dunguístico. Se o leitor intempestivo olhar bem, vai perceber que símbolo é realmente essencial na camisa da seleção, aquele que não sai nem por decreto presidencial. É isso que vale, ao menos para a CBF.

* * *

E o badalado reforço uruguaio que o Flamengo anunciou, Richard Morales (Nacional), desistiu de vir jogar na Gávea. Alegou questões de segurança familiar, ao ver a bomba explodir num treino do clube esta semana. Não se sabe se Morales se referia ao artefato explosivo que uma torcida organizada lançou no treino do clube na última terça-feira, ou aos vídeos do time em campo que ele deve ter assistido antes de tomar sua decisão final.

* * *

Nos anos 50, numa época em que o Flamengo ficou nove anos sem levantar um campeonato carioca, o clube foi socorrido pelos préstimos místicos do padre Góes. O pároco, da paróquia de São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis, afirmou que naquele ano o rubro-negro seria campeão. Todos os jogadores e os torcedores mais fervorosos andavam com o terço de contas vermelhas e pretas, rezando por um título. O clube foi campeão. Como o Fluminense protestou contra o sectarismo igrejal-futebolístico, o padre Góes sentenciou: “pois agora o Flamengo vai ser Bi”. Com o bicampeonato do time, os torcedores do tricolor fizeram um abaixo-assinado pedindo ao cardeal Câmara que impedisse o favorecimento metafísico do clube. Góes, com a faixa de bicampeão no peito, como se jogador fosse, sentenciou o tri, que veio em 1956. Em 2007, o time, na zona de rebaixamento, retorna à paróquia, e o atual pároco, Benedito, com a camisa do clube sob a batina, abençoa, e o clube escapa do rebaixamento. Esta semana, com o rubro-negro caindo pelas tabelas (da liderança para o sétimo lugar). Da década de 1950 pra cá, o santo parece que tem ajudado. Superstições a parte, no mercado das benesses divinas, vence quem tem mais fé. Mas competência também é necessária. A crença ajuda, quem não ajuda é a diretoria, o time, a torcida. Da ajuda do santo para conquistar títulos, o time passou a ser credor do além para não ser rebaixado.

CAMPEONATOS NACIONAIS

Grêmio fatura o primeiro turno da Série A do Brasileirão. Os tricolores terminaram as 19 primeiras rodadas do campeonato com uma vantgem de 5 pontos para o segundo colocado. O clube é ainda o que cravou o melhor aproveitamento de um time na primeira rodada do Brasileirão, desde que o formato de pontos corridos começou. Desde lá, também o campeão do primeiro turno tem o costume de abiscoitar o certame. Enquanto o tricolor gaúcho é regular, seu adversários diretos ainda patinam: Cruzeiro e São Paulo perdem pontos importantes e alternam apresentações boas e ruins. O Palmeiras, com seu futebol pugilístico, depende muito dos lampejos de Valdívia, e quando encontra um time que não cai na esparrela do anti-jogo, como foi ontem o Botafogo, mostra logo sua fragilidade. O Vitória tem um time mediano, mas joga no ataque e seus jogadores não tem medo de arriscar pro gol. E enquanto o Flamengo vai caindo pelas tabelas, Coritiba e Botafogo vão mostrando que devem brigar pelas vagas no pelotão de cima. O Botafogo perdeu a chance de golear o Palmeiras, em tarde de São Marcos. Do lado de lá da tabela, onde o desespero e a ansiedade são companheiros contumazes, confrontos diretos nesta rodada. Graças a um magro 1 a 0, o Náutico vai passar uns dias com a cabeça de fora da zona de rebaixamento, deixando o Santos numa enrascada cada vez pior. E quem pensava que o Flu iria se aproveitar do Ipatinga para respirar, se enganou. Os mineiros venceram e agora estão empatados com os tricolores, cada um com uma pilha da lanterna. Na artilharia, Kléber Pereira (Santos) e Alex Mineiro (Palmeiras), com onze gols. Resultados:

19ª Rodada Série A – 09 e 10/08

Flamengo 1 – 0 Atlético/PR

Atlético/MG 0 – 4 Grêmio

São Paulo 2 – 1 Goiás

Coritiba 3 – 0 Sport Recife

Botafogo 1 – 0 Palmeiras

Vitória 5 – 0 Vasco

Portuguesa 2 – 1 Cruzeiro

Internacional 1 – 1 Figueirense

Náutico 1 – 0 Santos

Ipatinga 2 – 1 Fluminense

Classificação*

Grêmio  –  41

Cruzeiro  –  36

Palmeiras  –  34

São Paulo  –  33

Vitória  –  32

Coritiba  – 32

Flamengo  –  31

Botafogo  –  31

Sport Recife  –  27

Internacional  –  26

Figueirense  –  25

Atlético/MG  –  24

Goiás  –  23

Portuguesa  –  22

Náutico  –  21

Atlético/PR  –  20

Vasco  –  19

Santos  –  17

Fluminense  –  16

Ipatinga  –  16

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

* * *

Com a segunda derrota do timão no Brasileirão Série B, parece que o campeonato pode esquentar enfim. O time já não tem a melhor campanha de longe, já que acumula duas derrotas, mesmo resultado dos catarinenses do Avaí, que estão só dois pontinhos atrás. Na próxima terça, o time azul e branco encara os paulistas em casa, e podem derrubar pela primeira vez no certame o timão do primeiro lugar. Quem quiser acompanhar este embate, compre seu ingresso aqui. O carrasco do timão foi o Vila Nova, que nem precisou de Túlio Maravilha para ganhar a partida por dois a um, com vacilos da comissão técnica ao ponta-esquerda (que o time não tem). Enquanto isso, fora dos primeiros lugares, o Fortaleza, que já esteve entre os quatro, agora chega perto dos outros quatro, e quem sabe possam apelar para o rubro-negro (deles) São Judas Tadeu e não cair. Túlio Maravilha continua na sua campanha, um voto, um gol, mas estacionou nos 15, e não saiu mais. Confira os resultados:

17ª Rodada Série B – 08 e 09/08

América/RN 1 – 1 São Caetano

Juventude 2 – 0 Brasiliense

Gama 2 – 0 Criciúma

Santo André 3 – 2 Ceará

Avaí 3 – 1 Bragantino

Fortaleza 2 – 1 Barueri

Ponte Preta 3 – 1 Paraná Clube

Vila Nova 2 – 1 Corinthians

CRB 1 – 2 Bahia

Marília 2 – 1 ABC

Classificação*

Corinthians  –  35

Avaí  –  33

Vila Nova  –  29

Ponte Preta  –  29

Juventude  –  28

Bahia  –  28

Barueri  –  27

Santo André  –  27

Ceará  –  26

São Caetano  –  23

Criciúma  –  22

Bragantino  –  21

Gama  –  20

ABC/RN  –  20

Marília  –  20

Fortaleza  –  19

América/RN  –  17

Paraná Clube  –  17

Brasiliense  –  12

CRB  –  09

  • Em roxo, os classificados para a Série A do Brasileirão ‘09; em cinza, os rebaixados para a série C.

CAMPEONATOS AMÉRICA DO SUL

E nas hostes albicelestes, a temporada 08/09 também já começou! O Apertura Argentino 2008 teve rodada inicial neste final de semana. O Boca Jrs, mesmo sem alguns de seus dentes de ouro, enfiaram 4 a 0 no Gimnasya de Jujuy. Não estiveram em campo Román (com a seleção olímpica) e Palácio (machucado). Do lado do River Plate, sem burrito Ortega (vendido ao Independiente de Rivadavia), Buonanotte (com a olímpica), Carrizo (o treinador, Simeone, preferiu Ojeda) e um Radamel Falcão sem seu side-kicker, El Loco Abreu (vendido ao Fenerbahce), um empate frente ao Colón de Santa Fé foi um bom resultado, já que o time ainda está em fase de entrosamento. O destaque foi para o meia-armador uruguaio Robert Flores, que veio substituir Ortega. Resultados da primeira rodada:

01ª Fecha Apertura’08 – 08 a 10/08

San Martín (T) 2 – 0 Huracán

Gimnasya 0 – 1 Newell’s

Arsenal 3 – 0 Argentinos Jrs

Rosario Central 3 – 2 Estudiantes

Balfield 1 – 2 Godoy Cruz

Vélez 0 – 0 Independiente

Colón 1- 1 River Plate

Boca Jrs 4 – 0 Gimnasya Jujuy

Racing Club 0 – 2 Lanús

San Lorenzo 0 – 1 Tigre

Classificação*

Boca Juniors  –  03

Arsenal  –  03

San Martín (T)  –  03

Lanús  –  03

Rosario Central  –  03

Godoy Cruz  –  03

Tigre  –  03

Newell’s Old Boys  –  03

River Plate  –  01

Colón  –  01

Vélez Sarsfield  –  01

Independiente  –  01

Estudiantes La Plata  –  00

Banfield  –  00

San Lorenzo  –  00

Gimnasia La Plata  –  00

Racing Club  –  00

Huracán  –  00

Argentinos Juniors  –  00

Gimnasia Jujuy  –  00

CAMPEONATOS EUROPEUS

Liberdade, Fraternidade, Igualdade, Companheiros! Assim, na terra da guilhotina, do vinho, do esquema filosofante 4-3-2-1, com Deleuze&Guattari na meia ofensiva e Sartre como consciência livre na área adversária, e do casal 20 Sarko-Bruni, começa a Ligue 1 Temporada 2008-2009! E embora os franceses ainda não tenham visto neste século um campeão que não fosse o Olympique Lyonnais, conhecido no Brasil como Lyon, o certame deste ano promete ser mais complicado para os tricolores liderados pelo meia Juninho Pernambucano, e cujo destaque continua sendo o centroavante Karim Benzema, desejado por Barcelona e por times ingleses. O próprio Juninho aponta o Bordeaux como possível campeão. A última vez que um time que não o Lyon levou a taça da liga foi na temporada 99/00, com o Monaco. Os heptacampeões se reforçaram, e tem de longe, ao menos na prancheta do técnico, o melhor plantel com, além dos já citados acima, o lateral esquerdo Fabio Grosso, o tcheco Milan Baros e o ex-cruzeirense Fred.

* * *

Na primeira das 38 rodadas da Ligue 1, o destaque foi para o impressionante 4 a 4 entre Rennes e Olympique Marseille. Já o Lyon estréia na liderança, tendo goleado por 3 a 0 o Toulouse. O Bordeaux venceu o Caen, por 2 a 1. No momento, tudo indefinido na tabela, mas pelos placares, os cinco primeiros são: Lyon, Grenoble, Bordeaux, Auxerre e Valenciennes.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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