Arquivo para 19 de agosto de 2008

DUNGA, O FUTEBOL NÃO É UM CONTO DE FADAS. AO VIVO É MUITO MELHOR

O historiador-filósofo Philippe Áries em seu estudo sobre a história das famílias, afirma que o nome é fantasia e sobrenome é tradição. Mas Áries não afirma o que é o apelido. Talvez o apelido quando cola e funciona socialmente mais que o nome e o sobrenome, seja o real referente-nominativo do indivíduo. Talvez, seja esse o caso de Dunga, técnico das duas seleções de futebol masculino do Brasil.

Dunga é um apelido saído de um conto de fadas coletado pelos irmãos Grimm, “A Branca de Neve e seus Sete Anões”, onde Dunga é um deles. Embora sejam sete anões, para a psicanálise, principalmente para o psicanalista Bruno Bettelheim, que escreveu a obra “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, onde apresenta um estudo sobre os contos de fada na vida das crianças como formas de linguagem usadas por elas, principalmente, para diminuir suas angustias parentais, eles são representações em unidade que “simbolizam uma forma de existência imatura e pré-individual” (B.B.), além de manifestarem elementos fálicos e pré-edípicos. Em síntese simbólica, “os anões são eminentemente homens, mas homens que ficaram bloqueados no desenvolvimento” (B.B.). Na analogia nominalista e psicanalista de Dunga como técnico das seleções brasileiras, manifesta-se a “imaturidade” para conduzir a seleção de um país da pátria de chuteiras, como o Brasil. Aí que, hoje, após a derrota cruel, e diante de seu pior rival ‘pebolístico’, a seleção Argentina do futebol ‘tangueiro’ de Maradona e Piazzolla, que “toca bem melhor que um blue (Belchior)”, Dunga deve está sentindo que o futebol não é um conto de fadas, e que ao vivo é muito melhor. O que lhe impõe uma angustiante ameaça de demissão por todas as pressões que neste momento multiplicaram.

Assim, escolhemos alguns dizeres para além do “princípio do prazer” (Freud) no “princípio de realidade” (Freud), que agora vive Dunga.

– Ameaçado, Dunga não quer lembrar Donga: “Pelo telefone”*

– Para Dunga não deu Beijing, Beijing. Só, tchau, tchau!

– Dunga garimpando ouro, pode encontrar apenas bronze, ou latão.

– Derrotado, Dunga mais uma vez se duplica e aparece zangado.

– Dunga mesmo no Oriente, não se orienta.

– Argentino em terreiro baiano cantaram felizes: “Dunga, lê, lê! Dunga lá,lá, Camará! O vapor de cachoeira não navega mais!”

– Dunga viu o ouro afundar no “Agueiro”.

– Dunga, vendo o baile, permaneceu de ‘chupeta’.

– Dunga, não adianta ficar zangado, o problema do teu time é que é soneca.

– Dunga, teu time de onze, não apareceram nem sete. Número cabalístico, talvez te desse o ouro, nem que fosse de Shangri-Lá.

* Pelo Telefone, de autoria de Donga, é considerado o primeiro samba gravado.

BAILE ALBICELESTE NA SEMIFINAL OLÍMPICA

Argentina dá um baile olímpico, enquanto o Brasil de Ronaldinho fica só na chupeta.

Depois de um primeiro tempo que não existiu, com uma Argentina amebiana e um Brasil anencéfalo, o técnico argentino resolveu que não esperaria mais o parceiro verde-amarelo para el baile da semifinal.

Entrou no segundo tempo acionando mais o notre-dameano Di Maria, que entrava na lateral do alucinado Rafinha, que correu, correu, correu na lateral, mas como todo lateral brasileiros das últimas décadas, não sabe cruzar uma bola. Daí, foi fácil. E olhem que Riquelme só deu um passe pra frente: o da cobrança do penal. De resto, alimentou a defesa argentina com os seus toque pra trás e caía quando sentia a aproximação de algum perna-de-pau de amarelo.

Messi resolveu fazer valer a pena a briga que teve com o Barcelona, e tomou conta do meio de campo, chamando constantemente os jogadores brasileiros pra dançar. A defesa nacional é tão generosa que até Aguero, o genro do Pelusa, marcou. Tudo bem que o avante do Atletico de Madrid foi apenas tabela no primeiro gol, e quase errou o segundo, mas marcou, e está na súmula. No meio de uma nota grave de uma milonga arrastada de Adriana Varela, Mascherano chamou o meio-campo brasileiro pra dançar, Lucas não gostou da promiscuidade e sarrafeou, sendo expulso pelo maestro da casa de show. Mais adiante, foi Thiago Neves quem não aguentou o swing portenho e foi convidado a ir mais cedo pras Laranjeiras.

Dizem que o sindicato dos anões já entrou com um efeito suspensivo para impedir a queda iminente de Dunga, para a alegria da Bruxa Má da IEER – imprensa esportiva epistemologicamente reduzida, que coloca no anão a culpa pelo adormecimento da Branca de Neve do futebol brasileiro.

A IEER também fica na expectativa da fala do sempre inteligente Anderson, volante e teórico do futebol feio, que deve explicar que o time brasileiro está próximo do ápice do futebol de resultados. Ou 3 a 0 não é, por acaso, um grande resultado?

Agora é Argentina e Nigéria pelo ouro, enquanto os brasileiros vão pelo bronze para um dèja vú com a Bélgica. E viva as meninas!

AGORA SE SABE POR QUE AMAZONINO NÃO QUER IR AOS DEBATES

Até ontem, parecia que Amazonino iria cumprir a sua determinação de não comparecer a debates na tevê, por achar que todos são “pegadinhas”. Ressabiado com os clássicos episódios da “inclusão digital” e do “IPTU” na campanha passada, o candidato parecia resolvido a não arriscar.

Depois de ter se ausentado de entrevistas em duas emissoras de tevê na semana passada, o candidato, ex-prefeito biônico, ex-prefeito eleito de Manaus, ex-senador e ex-governador três vezes (mais de 20 anos), Amazonino Mendes, esteve ontem em uma rápida entrevista em outro canal de tevê.

Para os eleitores que não puderam apreciar a presença, os argumentos e propostas do candidato para a cidade de Manaus, vai abaixo um resumo, com perguntas que não puderam ser feitas ao candidato, mas que ainda podem ser feitas por qualquer eleitor que o encontre nas campanhas por aí.

EDUCAÇÃO (ou “COMO FALAR SEM DIZER NADA”)

A pergunta da apresentadora foi clara: o candidato considera importante a educação infantil, embora ela não esteja contemplada como obrigação do Estado? Amazonino respondeu que a educação vai mal, e que a infantil é sim obrigação moral do governo. Disse que teve conversas profundas com os professores, e que educação é um assunto sério.

Pergunta: se Amazonino realmente conversou com os professores, já sabe que a perspectiva deles é outra? Alguém conhece algum professor que tenha conversado profundamente com o candidato?

TRANSPORTE COLETIVO (ou “TOQUE INCONSCIENTE NO ELEITOR CONSCIENTE”)

Questionado sobre transporte coletivo, Amazonino é taxativo: “está horrível!”. Para ele, são mais de 400 carros por mês a mais, numa cidade em que os governos anteriores não prepararam o terreno para essa explosão. É preciso melhorar o transporte coletivo.

Pergunta: terá percebido o candidato, ex-prefeito biônico, ex-prefeito eleito de Manaus, ex-senador e ex-governador três vezes (mais de 20 anos), que inventou a autocrítica em terceira pessoa?

LAZER (ou “COMO FAZER PROPAGANDA SUBLIMINAR PARA O ADVERSÁRIO”)

Questionado sobre a política para os jovens, Amazonino fez questão de lembrar que em Manaus, não há espaços de lazer. “Praticamente, só há a Ponta Negra”, afirmou, reforçando a importância do lazer para que os jovens não fiquem à mercê da violência.

Pergunta: uma das estratégias de marketing é a de falar do produto sem citá-lo diretamente, para que seja evocado pela memória do consumidor, facilitando a retenção da lembrança da marca. Uma vez que a população, votante ou não, simpatizante ou não de Serafim Corrêa, e até as paredes da casa do Tarumã sabem da existência do Parque dos Bilhares, terá Amazonino consciência de ter cometido uma propaganda subliminar para o seu adversário?

FALTA D’ÁGUA (ou “COMO FAZER PROPAGANDA DESCARADA PARA O ADVERSÁRIO”)

Quando foi instado a falar sobre o problema da falta d’água, Amazonino intelectualizou. Afirmou ter estudado o problema, citou a repactuação feita pela atual administração municipal, que aumentou – segundo ele – em 24% o valor da tarifa, construiu tubulações e 09 reservatórios, cada um com capacidade para mais de 5 milhões de litros de água. Mas esqueceu de colocar os canos de distribuição para as residências. “Mas pode deixar que eu vou fazer”, concluiu.

Pergunta: o estudioso Amazonino, que não estudou Spinoza, ou saberia que conhecer é conhecer pelas causas, e não pelos efeitos, além de “esquecer” que a privatização da água foi uma proeza do seu governo, ainda fez uma exibição das ações da prefeitura de Serafim no tocante à distribuição de água na cidade. Só faltou citar a presença de Lula no dia da inauguração de um dos reservatórios. Quanto ao final estonteante, levou os eleitores menos atentos a uma dúvida: Amazonino é candidato a prefeito ou a encanador?

POR QUE AMAZONINO NÃO VAI AOS DEBATES.

Ficou bem claro, nesta pequena incursão televisiva do candidato, onde a apresentadora apenas “levantou as bolas” para ele cortar, o motivo pelo qual a sua presença em debates e entrevistas é perniciosa à própria candidatura dele: é que, no caso do ex-prefeito biônico, ex-prefeito eleito de Manaus, ex-senador e ex-governador três vezes (mais de 20 anos), vale aquele clichê hollywoodiano de filme policialesco: “tudo o que você disser será usado contra você”. No caso do candidato, não no tribunal, mas nas urnas.

UTILIDADE PÚBLICA: DEFESA DO ELEITOR

Todo eleitor, como cidadão de um Estado, pelo menos juridicamente, tem garantido vários direitos que sem eles não seria um habitante da polis: Cidade-Estado. Mas, sim, um pobre renegado urbano, um excluído social e politicamente. Entre seus direitos, há um que é fundamental para se manter em bom humor e contribuir com sua inteligência e seus talentos para a construção de uma sociedade democraticamente gratificante, é o direito de não ser importunado no momento em que esteja comprometido com uma atividade que lhe aumenta a potência de agir tão necessária para sua disposição na produção de solidariedade.

Pois bem, nos últimos dias, o eleitor-cidadão habitante de Manaus vem tendo suas atividades gratificantes sendo violentadas por um telefonema inesperado oferecendo uma mercadoria da época eleitoral: um candidato a prefeito. O ofertante telefônico da mercadoria-candidato não é nada mais do que o cabo eleitoral-oficial, governador do Amazonas, Eduardo Braga. Tirado de sua atividade e pego de surpresa, o eleitor, ao atender o telefone, ouve a voz do governador oferecendo sua mercadoria-candidato: Omar Aziz. Ora, se a tentativa de qualquer mercador, em querer persuadir alguém a comprar um produto oferecendo-o ao vivo sem que este alguém demonstre qualquer interesse na mercadoria, já é um grande inconveniente, imaginemos o oferecimento via telefonia de uma mensagem gravada em que o eleitor fica impossibilitado de contra argumentar? É a ridícula exacerbação da inoperância da comunicação. O eleitor ouvinte é reduzido ao vago receptor eliminado de seu poder-emissor. Fonte de análise e opinião sobre o mundo censurada pela voz gravada do governador.

Assim, observando este triste fato na nossa anêmica democracia telúrica, e preocupado com sua ameaça à criação da democracia-potência, como este bloguinho intempestivo se mostra, precipuamente, na rede virtual, como utilidade pública, ele resolveu, a quem interessar, publicar um dos números que estão sendo responsáveis pela violência aos direitos do cidadão-eleitor de não ser importunado. O que lhe dispõe ao vê-lo, não ser importunado e continuar sua atividade gratificante. Lembrando, porém, que, infelizmente, este serviço de utilidade pública ao eleitor só atinge os eleitores cujos telefones fixos têm bina. O número é este:

.3321-7900.

Não atendê-lo é seu direito. Privilegie sua atividade-cidadã.

JANTAR COM DONA MARIA MOLAMBO NO TERREIRO DE MÃE VALKÍRIA

A minha catatumba tem mistério

Ai, eu sou pombogira do cemitério

Cabelos negros, olhos azul

Sou Maria Molambo, filha de rei Omolu

Afinsophia

foto: Afinsophia

Clique nas fotos para ampliá-las.

Foi na sexta-feira passada, lá no João Paulo II, onde o terreiro de Mãe Valkíria estava enfeitado, perfumado, iluminado e quando os filhos, clientes e convidados chegaram, a mesa foi posta para o jantar com Dona Maria Molambo.

Afinsophia

foto: Afinsophia

Enquanto os tambores esquentavam, conversamos com Mãe Valkíria, que nos falou dos significados desse jantar com Dona Maria Molambo:

A festa de hoje é uma tradição, é o aniversário de Dona Maria Molambo na minha cabeça, fazendo 25 anos que eu carrego Maria Molambo e hoje estamos fazendo uma homenagem pra ela, em comemoração à data que ela nasceu na minha cabeça, dia 15 de agosto. É um jantar que a gente faz pra Dona Molambo, que é um exu, uma pombogira. Nós temos a mesa dela, que a gente arreia, faz um toque pra ela e oferece o jantar aos convidados. Todos podem entrar, podem se servir, podem comer à vontade. Vem ela e vem outras irmãs dela, outras pombogiras. Vêm várias pombogiras, inclusive do meu pai de santo, irmãos de santo, de outros membros de outros barracões que comparecerem pra marcar presença. Eu tenho 13 anos de santo, feita dentro do Ketu. Sou filha de Pai Ribamar, meu primeiro pai de santo. Hoje estou com Pai Gilmar, graças a Deus, foi ele me deu meu oiê, estou muito bem, obrigada. Estou com 12 anos que moro aqui no Jorge Teixeira, e há 12 anos eu faço essa festa pra ela. O nome do meu barracão é Ilê Axé Omin Zô. Aqui em casa têm consultas dias de segunda, com Dona Maria Molambo, e quarta, com Dona Mariana. Tanto uma como outra trabalham no amor, feitiço. Elas não trabalham com bruxaria. Trabalham na magia branca e não na magia negra. Nós não cultuamos magia negra na minha casa…

Afinsophia

foto: Afinsophia

Na noite negra de Exu

Em toda parte elas são comemoradas

Na noite negra de Exu

É pombogira que chegou da encruzilhada

E não demorou para a dona da festa, Dona Maria Molambo, baixasse com sua alegria para receber a homenagem que lhe prestavam nesse dia, vindo distribuir sua abençoada farofa e oferecer sua comida a todos os presentes.

Afinsophia

foto: Afinsophia

Ê, farofê, farofá

Olha a farofa que Exu vai dar

Farofê, farofá

Olha a farofa que Exu vai dar

A essa altura o terreiro já era povoado por diversas pombogiras, todas formosas, que vieram prestigiar a festa de sua irmã, e o terreiro foi tomado pelos belos e animados pontos que elas entoavam enquanto bebiam, dançavam ou conversavam com os presentes, sempre com suas estridentes gargalhadas que tomavam conta da noite.

O povo da macumba diz

Que Exu não vale nada

Olha lá que ele é exu

Rei das sete encruzilhadas

Segunda plantei a cana

Na terça eu fiz crescer

Na quarta fiz o engenho

Na quinta eu fui colher

Na sexta fiz a cachaça

No sábado eu vou beber

Domingo eu vou pra rua

Que é pro povo me ver

Dizem que pombogira é uma rosa

Que mora no meio dos espinhos

Dizem que Maria Molambo é uma rosa

Maria Molambo é uma rosa

Que abre os teus caminhos

Depois que o jantar foi servido a gosto e à vontade, tendo ao fundo o som do tambor, dos pontos, das gargalhadas, então tivemos uma longa conversa com Dona Maria Molambo, que, sempre bem humorada, falou sobre diversos assuntos da religião, sobre sua filha, sobre seus trabalhos, etc. Abaixo vão alguns trechos dessa conversa.

Eu sou Maria Molambo. Sou filha de rei Omolu. Vivo no cemitério. Dentro de umas catatumbas. Sou uma pombogira que trabalho pro bem e pro mal também. Têm várias marias padilhas, têm várias ciganas, mas Maria Molambo sou só eu. Nós somos três irmãs: Maria Molambo, Maria Farrapo e Maria Mulher. Hoje é minha homenagem, estou fazendo 26 anos na cabeça de Dona Valkíria, e não marco data pra minha era. Todo ano eu mudo minha data. Eu faço ano em cima da cabeça da Dona Valkíria no dia 26 do 12, mas como eu não gosto da data, pra cada ano eu boto um dia. Só agosto, só mudo o dia. De três em três anos eu como bicho de quatro pé, como hoje eu tô comendo a cabra; mas não sirvo minha cabra pra pecador. Eu como a cabra, mas não dou pro pecador comer. Como só. Somos várias pombogiras, somo uma irmandade, gosto das minhas irmãs, gosto das minhas cumade, que são as cabocas.

Afinsophia

foto: Afinsophia

Juraram de matar essa rolinha

Juraram de matar essa mulher

Ela tem peito de aço

Ela tem peito de aço

E o coração de um sabiá

Já fiz muitas coisas na vida de Dona Valkíria. A minha filha é neta de Angélica Sara da Costa, uma moça que teve terreiros muito grandes aqui dentro do Amazonas. Ela era da Bahia, e teve terreiro muito grande em Tefé, e hoje a minha filha tá seguindo o que ela deseja. É isso que a religião quer: respeito. Ela já progrediu muito na vida dela, eu sempre ajudei. Eu tenho meus filhos, tenho meus clientes. Aqui hoje a maioria são meus clientes. Gosto mais de fazer trabalho pro amor. Trabalho muito pro amor, pra negócios, gosto de ajudar pecador. Se tá desempregado, se tá trabalhando e tá com dificuldade, eu gosto de trabalhar. E pras moços que têm assim mais idade. Não gosto de trabalhar pra moço pequeno, mocinho novo, os meus clientes tudo são de idade, pra juiz, pra advogado…

Afinsophia

foto: Afinsophia

Já fiz vários trabalhos especiais. Tô com um com o pé no inferno. Porque, assim como se trabalha pro bem, se trabalha pro mal. Hoje é um dia que estou assim muito alegre, porque um moço que faz muita maldade no mundo do pecado, e nos ontem, quando eu estava comendo, ele veio na minha porteira tirar uma graça, piadinha. Como eu não gostei da piada, como ele falou, eu fui embora; me encostei num policial, o policial deu vários tiros no moço; o moço tá lá esperando a hora de ir pro inferno, pra mim receber ele muito bonito lá nas minhas catatumba. Vou estar lá na porta achando graça, recebendo ele, em breve. Não vai custar muito não.

Afinsophia

foto: Afinsophia

Eu passei na casa dela

Ela estava na janela

Eu olhei pra sua guia

Ela estava sem ela

A flor do seu cabelo

Não tinha cheiro nem perfume

Era a flor do desespero

Misturada com ciúme

Ela bebe porque gosta

Fuma porque dá prazer

Quem não bebe, quem não fuma

Que alegria pode ter

Afinsophia

foto: Afinsophia

Outro trabalho especial, muito especial que eu fiz, foi quando uma juíza me procurou, que ela não estava conseguindo resolver os problema dela, no trabalho dela, não tava dando conta. Eu disse pra ela que ia ajudar ela. E ajudei. Hoje ela tem muito êxito no trabalho dela, está tudo certo. Ela tá crescendo. Então, eu fico muito alegre quando eu posso ajudar. Os processos que tavam entrando, era um querendo crescer na costa do outro, como sempre fazem no mundo do pecado, e eu consegui que ela igualasse com os outros, e hoje ela não é mais uma pessoa perseguida. O povo aprenderam a respeitar a moça, dividir o trabalho com ela. Pra mim foi uma alegria, porque ela trabalha assim nos fóruns, é dona assim de cartório. Ela já foi, mas ela veio me dar o meu abraço e foi embora. Eu fico alegre em cada trabalho que eu faço que o povo chega e diz: “Dona Molambo, tô muito alegre, porque já consegui. Até hoje nunca chegou um na minha porta pra dizer que não.

Afinsophia

foto: Afinsophia

O pecador que fazer uma oferenda ou um trabalho, mas não quer vir, manda; faz um escrivinhador e me manda. Se uma amiga sua está necessitada de alguma coisa, o senhor me traz o nome, me traz as datas do nascimento e me entrega, por aí eu vou ver o que eu posso fazer. Daí eu vou ajudar conforme o que o senhor quer. Se quer fazer uma oferenda, a gente sempre pede uma vela, champanha, flores ou alguma coisa que for necessário pra uma mesa. Se o cliente tiver necessidade, se a pessoa tiver precisando, a gente arreia, e quem veio me pedir bota fé em cima da minha e lá em cima resolve o restante.

A mulher pra ser direita tem que ter nove marido

A mulher pra ser direita tem que ter nove marido

Cinco debaixo da cama, quatro no mato escondido

Cinco debaixo da cama, quatro no mato escondido

Eu peço assim: que os povos assim da religião, da Umbanda, do Ketu, Mina, que se una, seja mai humilde, porque espírito não é propriedade de ninguém, que nós também não somos donos e também não somos patrão, que se una, porque os crentes estão crescendo, tão subindo, porque é uma irmandade, e a relkigião da Umbanda, do Candomblé tá se afundando, porque cada um quer ser melhor do que outro. Se derem as mão e ver que tem que crescer, as coisas melhoram. Irmandade e humildade, porque todos juntos fazem uma coisa, não um querendo ser melhor do que o outro. Que Omolu abençoe assim a todos, que dê muito êxito e compreensão a todos!

Afinsophia

foto: Afinsophia

São flores, são flores

São flores para Exu

São flores, são flores

São flores para Exu

São flores Maria Molambo

São flores para Exu

São flores Maria Molambo

São flores para Exu

Afinsophia

foto: Afinsophia

Afinsophia

foto: Afinsophia


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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