14º GRITO D@S EXCLUÍD@S MANAUS 2008

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Pela manhã de ontem pessoas, organizações sindicais, políticas, religiosas, todos os movimentos sociais chegavam de todos as zonas, todos os bairros, todas as partes de Manaus para compor e movimentar o acontecimento Grito d@s Excluíd@s, que este ano veio com o tema:

Pessoas fazendo manifestações, grupos de jovens, pastorais, trabalhadores, associações comunitárias, anarco-punks, organizações não-governamentais, militantes políticos de esquerda, artistas populares, entidades defesnsoras de direitos humanos, defensoras de causas homossexuais, das mulheres… Todos se aproximavam da Praça da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, na Manaus Moderna, para começar ali a animação do evento e daí fazer uma caminhada que passaria por feiras, portos, pontes, até o Prosamim no bairro de Educandos.

Aqui um manifestante dando o seu recado e o companheiro Alcimar, um dos organizadores e animadores do Grito.

Como já havia ocorrido no Pré-Grito da Cidade Nova, a moçada da AFIN realizou, improvisadamente em cima do carro de som, a apresentação dos dois últimos quadros do vetor do Teatro Maquínico À Procura de um Candidato, um trabalho gratuito (“de graça”) que vem sendo apresentado em escolas, igrejas, associações comunitárias e outros locais onde houver convites e possibilidade de ocorrer um debate artístico-político desejante e construtor de comunalidades.

Logo, então, os organizadores, da equipe Cáritas-Manaus, após uma homenagem a várias pessoas que viveram na luta pela defesa aos direitos e construção de uma construção ética e produtiva com respeito às pessoas e suas potencialidades, tocaram o carro e deu-se início a caminhada.

No seu transcurso, conversamos com algumas pessoas que falaram da importância desse Grito e do trabalho que realizam cotidianamente pela luta dos direitos e do respeito à cidadania. O primeiro foi o padre Cardona:

Sou o coordenador de Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus. E estamos insistindo nos direitos sociais, porque o direito à vida é a fonte de todos os direitos sociais e tudo aquilo que constrói a vida humana, como o trabalho, a casa, a moradia, o transporte, tudo aquilo que ajuda a ter uma vida digna é muito importante. Então tem que haver movimentos sociais que pressionem a administração pública para a realização de políticas públicas. Em Manaus, primeiro que estas políticas públicas aqui têm um problema porque elas não contam com a participação da população, elas são feitas de cima para baixo. E o problema é que de cada política pública eles tem feito um negócio. Por exemplo, a merenda escolar, um negócio complicado. No ano passado a secretaria do governo estava sendo processada por isso. Então o problema das políticas públicas aqui é que elas fazem parte de esquemas de corrupção, muito complicado. Parece-me que o Prosamin, na atual administração, tem muitas complicações com as empreiteiras, com as imobiliárias que servem como intermediárias; então um dos problemas é saber para onde está indo este dinheiro que é público.

Então a caminhada, cada vez com mais pessoas que chegavam ou tão somente resolviam participar, já chegava à Feira da Banana, onde houve uma parada e depois continuou, passando pelo principal porto da cidade de Manaus para embarque e desembarque de passageiros com destino aos interiores.

Quem também veio, como todos os anos, para participar da caminhada foi o candidato à Prefeitura de Manaus, companheiro Francisco Praciano, que fez toda a caminhada até o encerramento do evento, de braços dados, conversando, ouvindo, dando opiniões, como sempre participa das manifestações sociais.

Aqui o companheiro Hebert Amazonas, militante histórico do PSTU-AM, e o companheiro Rosinaldo, um dos fundadores do movimento LGBT em Manasu, que é presidente da ONG Garotos da Noite e outras diversas atividades sobre as quais já deu entrevista aqui neste bloguinho.

Em seguida, formulamos uma pergunta para vários participantes do Grito a respeito de sua importância para o exame da realidade social/política da cidade, para perceber a exclusão e criar uma nova realidade para a totalidade de Manaus:

Zé Ricardo e o pessoal da paróquia de Sta Luzia: Ainda temos na sociedade muita indiferença, acomodação. As pessoas, apesar de toda a realidade, a falta de segurança, da corrupção, de uma realidade ainda de exclusão muito presente na sociedade muitos não despertaram para a necessidade de somarmos forças, de nos manifestarmos, de cobrarmos por políticas públicas e efetivamente acabar com esta exclusão. Os incluídos que não vem estão perdendo a oportunidade de ajudar e demonstram que ainda não se sensibilizaram em relação a realidade de um povo, então que o povo acorde eles, principalmente neste momento eleitoral deixe eles fora e escolham outros que estejam junto com a luta dos excluídos.

Navarro, candidato a prefeitura de Manaus, e inseparável bandeira do PCBão: Na verdade, eles, os incluídos estão sempre enganando a população e é melhor que eles não apareçam por aqui porque eles mostram verdadeiramente a posição que eles têm. E aqui fica claro que realmente o que eles apregoam e as propostas deles são apenas falácias.

Edmilson Lima ‘Gatinho’ e a afinada Lucicléia: Eu vejo que é uma questão de opção. Todos tiveram a opção. Política é uma opção que você faz por quem vai lutar: pelos excluídos ou pelos incluídos. Então, quando você está na linha dos incluídos você vai lutar pela sua categoria ou pela sua classe. Nesse sentido, as pessoas que vêm para cá são as pessoas que se sentem excluídas dentro das políticas públicas. Nesse sentido que eu vejo que quem vem pra cá está lutando para que a inclusão seja mais popular, que as pessoas possam realmente ser incluídas nas práticas, nas questões das necessidades básicas.

Waldemir José: Na verdade eu acho que é exatamente isso. Alguns já são contemplados pelo conjunto de políticas públicas e, portanto, um movimento desse aqui que tenta colocar uma nova pauta para o Estado, colocar uma nova agenda para o Estado, não é um movimento que os interessa porque eles já têm a sua pauta e já tem exatamente, digamos assim, as suas demandas atendidas, agora eu acho que o movimento é esse mesmo pra gente democratizar a agenda pública, é necessário que a população participe mais, então eu só acredito, na verdade, nessa troca de pauta quando a população participar mais, quer dizer na medida em que ela participar mais nós vamos ter uma pauta com a cara da cidade, com cara do povo. Eu aproveito para dizer: têm duas praças aí sendo feitas na cidade de Manaus. Por incrível que pareça, uma vai ser na Praça da Saudade e a outra na Praça da Polícia, você tem tantos bairros que não tem praça e estão fazendo praça onde já tem, então isto atende somente os interesses de alguns e não os interesses da grande maioria da população. Isto, só com a participação popular.

Moisés Aragão: É o grande problema. O problema é incluir quem não está incluído e excluir quem já está incluído. Porque eles deveriam ser excluídos e a resposta deveria ser dada agora na eleição. Quem não participa não deve ter direito e quem não têm os seus direitos respeitados, deveriam ser incluídos e respeitados.

Antônio Fonseca: Eu penso que a participação deveria ser para todos, mas nem todo mundo tem essa consciência do que é o movimento do grito dos excluídos. Em relação aos companheiros candidatos e políticos incluídos pode ter certeza que eles estão mais excluídos do que o nosso povo que está aí na caminhada do dia-a-dia.

Quando chegou nas proximidades do Prosamim, o odor foi ficando bastante desagradável. Como diria um caminhante: “É o cheiro dos governos!”. A partir das imagens que registramos dá para se ver o porquê do mau-cheiro na obra mais marqueteada pela gestão de Eduardo ‘Guerreiro de Sempre’ Braga no Governo do Estado do Amazonas.

E seguindo o rastro dessas desagradáveis imagens e seu mau-cheiro, conversamos com a aguerrida senhora Marilda Teles Batista Cardoso, que estava no Grito fazendo seu protesto por ter sofrido uma violência quando foi retirada do igarapé onde hoje é o Prosamim e que tem recebido apoio do companheiro Marcos Brito, da Caritas.

Eu estou sendo uma vitima e uma refém muito cruel, porque eles têm condições de fazer coisa melhor comigo. Porque a casa que eles me deram, além de ser aprovada pelos engenheiros na área de risco, em cima do igarapé, a casas alaga, a casa está caindo em cima de mim. E como não tem jeito? Só não tem jeito pra morte. Mas pra dar outra casa, tem. Porque eu procurei o meu direito com eles em cima da hora. Eu morava na Cachoeirinha e o Prosamim me tirou, só que eu tava muito doente, que não contava nem com a vida, então o corretor chegou na minha casa e eu tava com febre até de dengue, eu tava com um problema sério na garganta. Ele chegou lá e me obrigou a sair e me levou doente pelo sol quente e quando eu desci lá pro São José I eu tava com mais de 40 graus de febre. Me diz uma coisa: um doente está suficientemente bem para escolher uma casa? Então aí ele se prevaleceu de mim, eu tenho testemunha, tá aí o rapaz que taácomigo. Mas ele me obrigou na hora. E tem muita coisa, tem muita coisa enrolada, eu estou três anos e dois meses sofrendo como uma pessoa que matou, um assassino, pegando água nos pés, pegando água na cabeça, a casa arriando em cima, passando fome, passando necessidade, porque eu não posso trabalhar e fazer a minha vida. Eles estão até embaraçando a minha vida, não deixando ela crescer. A casa que me deram é lá no São José I, rua Paracuuba. Quando chove, a casa fica dentro da piscina. Eles formaram uma arapuca pra mim, que eu fui pra lá inocente, não sabia que a casa vazava, não sabia que a casa alagava, nem que ela tava enlameada. Tem um banheiro no quarto da frente que já tá arriando e nesse banheiro você toma banho, mas vai suar de novo, porque o quarto enche de água. Eu tava com oito meses com eles lá dentro do Prosamim, procurando os meus direitos e pedi pra eles comprarem a minha casa, pedi pra eles me darem o dinheiro, eles disseram que o Estado não tem o direito de dar casa, não tem o direito de dar o dinheiro, mandei eles derrubarem a casa, eles disseram que o Estado não tinha o direito de fazer, mandei eles ajeitarem ao menos pra vender, eles deram a maior volta e me deixaram lá. Eu tô seqüestrada em uma casa velha.

Enquanto ouvíamos de dona Marilda mais relatos sobre a violentação que as pessoas retiradas pelo Governo do Estado, na gestão de Eduardo ‘Guerreiro de Sempre’ Braga, vêm sofrendo, que diminui suas potências de agir no mundo, o companheiro Marcos Brito falou sobre o trabalho da Caritas, sensível a essa questão dessas e outras violentações institucionais:

Sou Marcos Brito, faço parte do fórum do orçamento público do fórum da arquidiocese de Manaus, na Caritas, tenho atuação na igreja católica no bairro de Petrópolis na igreja São Pedro, e a gente também faz um acompanhamento no Programa Social e Ambiental nos Igarapés de Manaus, onde tivemos uma atuação direta no igarapé da Cachoeirinha. Uma das coisas que eu acho importante nós salientarmos é que nós achamos que o projeto é importante, fazer a revitalização dos igarapés, tratar com seriedade esta problemática que hoje atinge a nossa cidade é fundamental. Mas nós discordamos do método que está sendo usado pelo governo do Estado. Primeiro que o projeto diz que tem que haver a participação popular e esta participação popular quando alguém discorda da metodologia que o governo está atuando, que metodologia é essa: ficar surdo para as propostas comunitárias. Tipo, se a gente acha que deveria ter a construção de casas lá no igarapé da Cachoeirinha, onde tem espaço pra construir casas, mas para o governo nós observamos que não é interessante que a comunidade organizada, onde passou dez anos lutando pelo saneamento do igarapé, que conseguiram fazer manifestações, inclusive aprovar recursos no orçamento da prefeitura para começar os projetos. Não interessa a comunidade organizada até este ponto para o governo, para nenhum governo. Então, por este motivo, houve uma perseguição muito grande e quando a gente falava que era importante a comunidade estar presente, dizendo onde deveria ser a construção de suas casas e de que forma deveriam ser construídas as suas casas, o governo simplesmente retirou todas as famílias do leito do igarapé da Cachoeirinha, principalmente da comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que fica na margem do igarapé, do lado esquerdo do centro bairro onde fica a paróquia de São Pedro. Então, essas observações, por exemplo, sobre o remanejamento do valor das indenizações, que hoje está defasado e muito, porque em 2005 eram 21 mil reais, passaram três anos e continuam o mesmo valor. Então onde você compra uma casa na zona sul de Manaus com 21 mil reais? É impossível. Você, talvez, ainda encontre na periferia e ainda no leito dos igarapés e na maioria das casas não têm toda a documentação legal completa e inclusive não pode haver negociação entre o governo, a população e os corretores, não existe isso. Mas o que está acontecendo é que estão comprando casas, como o caso da D. Marilda. Inclusive os vizinhos dela falam que esta casa já estava há muito tempo para ser vendida pelo valor de 10 mil reais. Para o governo do Estado o que acontece? A casa vale 21 mil reais. Então quem ganha com isso? É importante a comunidade sonhar com uma casa digna, mas como, se ela está sendo enganada no momento da compra de sua casa? Então são estas as observações que nós devemos fazer aqui, porque na nossa concepção de movimento social não existe este diálogo. O governo do Estado aprovou o Prosamim dois. Vai vir mais de 200 milhões de reais novamente para a continuação desse projeto. A própria assistente social, que foi morar com os moradores, assumiu, na assembléia com os moradores que houve erros no Prosamim 1. Estes problemas: a falta de diálogo, a compra de casas com o valor super faturado, a compra de casas dentro dos leitos de outros igarapés. Como fica a dignidade das pessoas no momento em que elas vão ter as suas casas. Elas são enganadas. Então, são estes descontentamentos que nós achamos que não devem existir, mas que o projeto é importante ele é e que ele funcione de fato. Cadê o tratamento de esgoto que ia ser feito nos igarapés? Nessa área aqui poderia ser construído uma área de referência de moradia popular para as comunidades, mas o que você vê desse lado são os grandes empreendimentos e do outro lado você vê como é a realidade, uma quantidade muito densa de pessoas morando aqui, agora o mínimo que essas pessoas moram aqui são 20, 30, 40 anos e vão tirá-los daqui. E a teias social que o projeto defenede? Tudo isso está sendo desrespeitado. O governo está pecando e se não houver de fato a participação Ada comunidade isto será um erro histórico para nós. Nós temos a leitura de que o governo do estado tem um orçamento de mais de 6 bilhões de reais, para ser gasto por ano. E, no momento em que se for fazer um trabalho de infra estrutura na cidade, tem que fazer estes grandes empréstimos e nós vamos ter que pagar isso e com juros altíssimos, porque o banco nunca perde, quem perde é a sociedade.

Aqui, Zé Ricardo (à esquerda) e a afinada Katiane e o companheiro Francisco Loedens, do CIMI, que conversou conosco no Pré-Grito na Cidade Nova sobre a questão da Raposa Serra do Sol e o trabalho do órgão.

Ao final, o companheiro Ribamar Oliveira,da Caritas, fez uma avaliação do Grito d@s Excluíd@s deste ano de 2008 enquanto um encontro de todas as lutas democráticas que estão sendo realizadas por pessoas e organizações em todos os pontos de Manaus:

A atividade é colocada de forma diferente. Os militares vêm em forma de fila, o Grito vem em forma de multidão, no coletivo, tentando produzir uma cultura diferente, que é a cultura da coletividade da participação popular. Por isso o Grito vem resgatando todas essas iniciativas que já foram presentes em outras décadas, 70, 80 era muito presente a luta dos sindicatos e dos trabalhadores. Agora, essa luta, ela perpassa por outro momento histórico que é justamente a participação da população em massa. A gente não esperava assim que desse grandes massas, porque o Grito também não é voltado na perspectiva de deslumbrar que toda a população de Manaus vai no dia 7 de setembro para participar de uma alternativa como esta, mas passo a passo a gente vai construindo este processo. Na visão da coordenação, o movimento tá se reafirmando novamente. A gente teve num período aí de repensar a caminhada, essa nova temática de participação popular traz um novo momento em que o movimento está se rearticulando novamente. Na surdina que estava calado parte para um novo grito. O importante de todo este processo é que este é o 14º Grito; se a gente pensar há 14 anos atrás era só a igreja que puxava, aliás, um setor da igreja que puxava, que era o setor chamado de progressista. A gente vê outros companheiros envolvidos que não são ligados ao setor pastoral e têm outras perspectivas. E isso vai reforçando a luta. Quer dizer, hoje o Grito já não é puxado pela igreja católica, você tem os sindicatos, os movimentos sociais, os movimentos populares nessa manifestação. Algo que fica marcado é como dar continuidade neste processo. Por exemplo, fica presente pra mim o caso da Raposa Serra do Sol, que é uma luta que tem que continuar. Ontem eu fiquei abismado quando vi num carro um adesivo, acho que era carro de militar, que dizia: “Eu sou dos teus, general Heleno. Apoio a tua causa”. Quer dizer, a gente percebe que, se de um lado o poder militar, as forças do sistema estão se preparando,  por outro lado o movimento tem que começar a mostrar a cara também. A gente pensa um pouco em uma avaliação contínua…

Clique aqui para ir para o 15º Grito dos Excluíd@s.

2 Responses to “14º GRITO D@S EXCLUÍD@S MANAUS 2008”


  1. 1 Geraldo Gomes terça-feira, 7 outubro, 2008 às 1:09 pm

    Somente nos desviculando das inutilidades é que poderemos
    deixarmo-nos de ser excluídos.

  2. 2 Ivaneide Btista Maciel quarta-feira, 9 setembro, 2009 às 9:00 am

    Olá! Esse ano foi a minha primeira participação na manifestação do grito, e confeço amei, ano que vem estarei la seja la aonde for na cidade de Manaus eu vô. Bjus!!!!


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