Arquivo para 10 de setembro de 2008

LULA, A EDUCAÇÃO E O PREFEITO INVESTIGADO PELA PF

Para alguns cientistas políticos, analistas da objetividade óbvia, a política é a arte de convivência com entes rastejantes e esvoaçantes em função de seus fins e não de seus meios. Pelos meios valem todas as peripécias arroladas nos percursos em direção aos fins. Os fins são as recompensas que os políticos recebem em nome da democracia: a conquista e a manutenção do poder.

O presidente Lula esteve hoje,dia 10, pela manhã, no município do Amazonas, Coari, para inauguração do Campus da Universidade do Amazonas (UFAM), pelo programa da educação profissionalizante conduzido pelos CEFET – Centro Federal de Educação Tecnológica. Na ocasião, como é do rito cerimonial, tiveram presentes várias autoridades. Como é sabido, o município de Coari, na administração Lula, ganhou grande repercussão econômica/política em virtude do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento, e do Gasoduto. Importante obra energética para o governo brasileiro. Com todas essas políticas de desenvolvimento, Coari passou a movimentar grandes somas de dinheiro público, tanto pelo governo federal quanto pelo estadual e municipal. Atividade energética/financeira que colocou Coari como o município de maior importância econômica do estado do Amazonas. Grande concorrente da capital Manaus.

ONDE A POLÍCIA FEDERAL ENTRA

Executando seu trabalho de observação quanto ao uso adequado do dinheiro público, o órgão federal responsável por esse exercício, a CGU – Controladoria Geral da União, encontrou rastro de desvio de verbas no município de Coari. A polícia Federal entrou em ação com a operação Vorax e encontrou significativas provas de apropriação indébita do dinheiro público na administração do prefeito Adail Pinheiro. Munida dos elementos jurídicos necessários e institucionais, a PF prendeu vários integrantes do governo municipal, de secretários a funcionários de outros escalões. O prefeito Adail, usando de sua prerrogativa de executivo, embora tenha prestado depoimento na PF, tem conseguido se manter livre. Embora tenha se tornado persona não grata, que se foge dela como burguês do fisco.

O FILÓSOFO, LULA E AS AUTORIDADES

O filósofo Bertrand Roussell, ativista político, militante da paz, inimigo das injustiças e da estupidez, amigo do não menos inquieto filósofo, Sartre, com quem colocou os “Estados Unidos Nos Bancos dos Réus” em razão do massacre no Vietnã, diz em sua concepção filosófica sobre Ética Social, que uma autoridade é reconhecida pelos graus de racionalidade que governa, e onde falta a razão prevalece o autoritarismo, mesmo sendo um governo legal. Pois foi exatamente a ausência da razão que foi mostrada na cerimônia sobre educação em Coari. Ao lado de Lula, lá estava sentado o prefeito Adail, aplaudido em certo momento, com incitação feita por João Dias, presidente da CEFET no Amazonas.

Dizem que Lula, sabedor da situação policial/jurídica de Adail, vinha evitando ir a Coari, mas que desta vez, em função da inauguração, teve que ir. Digamos que seja verdade, e que tudo faz parte da cerimônia protocolar das tradições oficiais, não dava para impedir o prefeito de se fazer presente, entretanto, ainda em tempo de eleição, racionalmente poderia ter evitado de agradecer a presença do prefeito, “companheiro Adail Pinheiro”.

Certo, alguém poderia argumentar: “Mas o Lula chama todo mundo de companheiro”. Argumento verdadeiro. Mas, afinal de contas, na ordem da razão, é preciso saber quem é o verdadeiro companheiro para Lula: Dilma? Maria do Rosário? Arthur Neto? Para ficar racionalmente compreensível, digamos que se tratou de uma falha dos responsáveis pela organização do cerimonial, que aí envolve também o governador do Amazonas, Eduardo Braga, com quem Adail tem proximidade, já que seu super-secretário José Melo, também presente na cerimônia, aparece arrolado nas gravações da PF na Operação Vorax, além de outros próximos a seu governo. O governador poderia imitar seu “ídolo”, Lula, afastando Adail da cerimônia, que seria mais fácil do que o ato de Lula de afastar o insigne delegado Paulo Lacerda da ABIN antes de qualquer investigação, quanto que Adail está em franca investigação policial/jurídica.

Mas é tempo de eleição. Muitos recursos escusos são operacionalizados. Mas o verdadeiro é que aquilo que era para ser um ato de elevação sublime da educação foi transformado em um grotesco espetáculo comandado pelo personagem investigado com a direção cênica de outras autoridades. Para Bertrand Roussell: a ausência da autoridade.

MAROCAGEM ELEITORAL

Qualquer semelhança de tipos vivos com as marocas não é mera coincidência

Horário eleitoral gratuito, conversas sobre candidatos em lugares variados, expectativas, confianças, sentimento cívico, polêmicas, pesquisas reais, pesquisas mágicas, palpites, apostas, negociatas, temores, rumores, dissabores, ansiedades…, múltiplos corpos materiais e imateriais que movimento o processo singular da democracia. Corporeidade democrática que enredam as marocagens eleitorais. Marocagens reais e possíveis de realizações. Velhos e novos diálogos. Mande os seus.

TÍTULO DE ELEITOR SEM VALOR

Duas amigas se encontram e falam sobre a ida de uma delas ao comitê de um candidato para ver se conseguia um auxílio.

E aí, conseguiu?

Quase.

Como quase?

Eu cheguei, o candidato me abraçou, prometeu me ajudar, pegou o dinheiro, me entregou e pediu meu título. Aí aconteceu o pior: ele olhou o título, leu e viu que eu não voto aqui em Manaus. Então disse: “Assim não dá! A senhora não vota aqui!”. E me tomou o dinheiro.

O VOTO REVELADO

Dois amigos andando pela rua vão conversando sobre os candidatos. Um deles insiste para que o outro diga em quem vai votar. O outro mete a mão no bolso, tira a carteira, da carteira tira seu título de eleitor e, sorrindo, levanta o braço, mostra o título, afirmando:

O voto do meu candidato que vai sair daqui deste título é um segredo meu, não conto para ninguém.

Como havia chovido, algumas poças com lama tomaram conta da rua, e ele escorregou, seu título caiu na lama, o amigo, sorrindo, sentenciou:

De nada adiantou guardar segredo, agora eu e as pessoas que estão vendo teu título na lama já sabem em quem tu vais votar.

E O RIO LEVOU

Uma senhora, aflita, encontra uma amiga.

Eu não vou votar nessas eleições!

A amiga, surpresa, considerou:

Que é isso, mulher, o voto é obrigatório!

Eu sei — respondeu a senhora—. Acontece que eu fui até o Iranduba e minha bolsa com todos os meus documentos, inclusive meu título, caiu dentro do rio.

A amiga, sorrindo, vaticinou:

É… Deve ser um aviso. Um aviso que teu candidato já afundou.

VIVA A LIBERDADE

O homem parou o carro, saiu, e, quando ia fechar a porta do veículo, outro homem se aproximou e opinou:

Você que é um homem livre. Como invejo você. Como gostaria de colocar este adesivo no meu carro.

O homem, sorrindo amigável, perguntou:

E porque não adesiva?

Não posso — respondeu o outro homem, para completar —. Se eu colocar o adesivo deste candidato, na mesma hora eu sofro as conseqüências.

O homem colocou a mão esquerda sobre o ombro direito do outro homem, e com convicção, sentenciou:

Na democracia nenhuma conseqüência é mais forte que a conseqüência da liberdade.

O VOTO INFANTIL

O garotinho entrou em casa correndo, alegre com um santinho de um candidato na mão, dizendo para mãe:

Mãe, vota nesse aqui!

A mãe, surpresa, perguntou:

Por que tu queres que eu vote nesse candidato?

E o menino respondeu:

Porque ele disse que se ganhar todo dia vai ser dia de Natal para as crianças.

Ao qual a mãe contestou:

Nem morta eu voto nele! Se todo dia vai ser dia de Natal, qual é o dia que vai sobrar para tu ires para a aula?

O garotinho, franzindo o rosto, respondeu:

É por isso que eu quero que ele ganhe, mãe.

ARTHUR“5,5%”NETO QUERENDO GRAMPEAR A ABIN

Há muito tempo que não desperdiçávamos tempo em análises a respeito das peripécias do PSDBista “5,5%” do Amazonas no Senado Federal, Brasília, capital do Brasil. Mesmo após ou além dos narcisismos primário, secundário, terciário, etc, acabamos por acreditar que, neste bloguinho, na verdade somente auxiliamos na popularização do “Orgulho do Amazonas”. Só agora quando ele se fez visível pelo absurdo do discurso que passa por si é que viemos talvez cansar ou divertir o atarefado leitor. Senão vejamos como aparece novamente nos principais jornalões-patronados do país:

Na segunda-feira (08), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional (CCAI), saiu-se de esguelha (desconfia-se que por artimanha), afirmando ter informações a respeito da Agência Brasileira de Inteligência – Abin:

A única coisa que eu tenho são informações sobre a compra [dos equipamentos capazes de interceptar ligações telefônicas]. Estou fora desse assunto.”

Como o diretor, a nosso ver, provavelmente injustiçado, da Abin, Paulo Lacerda, negou, dizendo que a Abin não tem equipamentos para fazer tais gravações, mas tão somente varreduras, Arthur“5,5%”Neto perguntou se o ministro Jobim mentira, ao que Lacerda afirmou sem ao menos fitar o rosto do senador amazoniquim:

Afirmo, como diretor da Abin, que ela não possui. Se o ministro Jobim falou, o senhor deve perguntar a ele.”

Com o desprezo que mamãe me deu, o “5,5%” do Amazonas encrespou-se e tentou, com uma memória artificial/moral, trazer a tortura como uma forma de produzir uma “catexia” paranóica de sofrimento (Freud) à situação atual:

“Me respeite, que eu não sou seu preso e não estou no pau-de-arara.”

É sabida a aproveitação de épocas de violências institucionais deliberadas, como a dos tempos do AI-5 no Brasil, de indivíduos, principalmente da chamada classe-média, para a autoflagelação: a maioria ou se deu mal ou voltou pra casa. É sabido também que uns “privilegiados” (para não empregar o termo clássico “alienados”) que nunca se envolveram com nada a mais do que a retrógrada Jovem Guarda, de Roberto e Erasmo, que apareceram já na década de 80 gritando alucinados para serem carregados nos braços do amorpolícia.

Arthurzinho “5,5%” não percebe que as denúncias de tortura não existiram/existem apenas nos períodos ditatoriais e não apenas envolvendo os chamados crimes políticos: os negros, os pobres, os bêbados, as crianças, as mulheres, os loucos, os ladrões, sempre a souberam em duras penas. E não havia uma preocupação por restringir o uso de algemas, por distribuição facilitada de habeas corpus, o afastamento de investigações de pessoas como o delegado Protógenes, da Polícia Federal, e o delegado Paulo Lacerda, da Abin, como ocorreu após a prisão do banqueiro Daniel“Orelhudo”Dantas.

Uma ditadura se faz também no discurso. Uma linha dura. Num momento que os mecanismos governamentais flexionam a postura meramente policialesca e passam a agir mais democraticamente, uma vez que vão descobrindo e pondo às claras condutas ilegais e fraudulentas de indivíduos acima de quaisquer suspeitas e que há décadas, séculos vão se apoderando dos bens públicos particularmente, é nesse momento que Arthurzinho tenta enquadrar e emperrar os avanços republicanos.

Pessoas enfezadas, orgulhosas, como o “5,5%” do Amazonas, só demonstram que são muito perigosas. Ninguém pode ser obrigado a suportar a dor, mas na ditadura de seus discursos, demonstram que numa ditadura de tipo militar, por exemplo, ou se alienariam ou se aliariam à força em comando ou, pior, fariam tudo para serem pegos e cagüetariam todos na primeira unha. Como estava do lado da banca, ele tentou botar a banca de esperto, mas como diz a música Na Hora da Dura*, do sambista Bezerra da Silva, “eis a diferença do otário pro malandro”. Ou a diferença de Arthur“5,5%”Neto para um Paulo Lacerda.

Na hora da dura

Você abre o cadeado

E dá de bandeja

Os irmãozinhos pro delegado

Na hora da dura

Você abre o bico e sai cagüetando

Eis a diferença, mané, do otário pro malandro

Eis a diferença do otário pro malandro

*Essa música do Bezerra está no disco Justiça Social, que você pode baixar aqui.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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