Arquivo para 17 de setembro de 2008

O TIRANO E SEU COMPLEXO DE CHANTECLER

O tirano começa a nascer no momento em que seu instinto de homem é impedido de se lançar no mundo como potência produtora pela força repressiva do ressentimento. A força que vai transformá-lo em inimigo da Vida. Foi assim que Nietzsche concebeu a formação do tirano.

Com seu interior moldado pela repressão, o tirano concebe o mundo como delírio, como delírio ameaçador, que, para suportá-lo, tem que travestir-se em consciência megalomânica: Eu-Superior. Ou Complexo de Deus, em que todos escutam e respeitam seus enunciados. No conceito mais elementar da Psicanálise: Complexo de Chantecler. Idéia tirada do canto madrugador do galo (chantecler). Para psicanálise, aquele que acredita que o mundo existe por causa de sua enunciação. “O sol nasce porque o galo canta”. Se o galo morrer, não haverá dia. Assim delira o tirano, o “galo”.

No caso específico do tirano Bush, ele acredita que basta uma opinião sua que o mundo vai tomá-la como real e necessária. Em seu complexo reativo, sobe ao Olímpio delirante e, como um arauto, entoa sua crença, esperando eco. Ontem, acusou a Venezuela e a Bolívia como países que não combatem o narcotráfico. Uma enunciação que se sabe retaliadora pelas posições dos dois governos contra seu delírio imperial, com objetivo de responsabilizá-los internacionalmente como estimuladores ao crime do tráfico. Entretanto, sabe-se que no mais rudimentar código do capitalismo, só há oferta, como possibilidade de lucro, quando há demanda de compra. Os Estados Unidos são os maiores consumidores de drogas. Logo, se o tirano tivesse mesmo interessado em acabar com o descaso, dos dois países sul-americanos acusados por ele, no combate ao tráfico de drogas, bastava adotar um política interna em seus país em que acabasse a necessidade compulsiva de seu consumo.

Mas é querer demais do tirano: um momento de razão.

PROGRAMA CIDADANIA E JUSTIÇA TAMBÉM SE APRENDEM NA ESCOLA DA AMB

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) continua com a sua intensa campanha em prol do voto consciente para a realização de eleições limpas no Brasil. Agora a AMB lança o Programa Cidadania e Justiça Também se Aprendem na Escola.

Junto com a Secretaria de Estado da Educação do Rio de Janeiro, a AMB procura conscientizar professores, alunos, país, responsáveis e comunidade em geral da importância dos direitos e deveres de todos na democracia representativa. Foram cerca de 150 crianças participantes do lançamento do programa, hoje (17), que contou com a presença do presidente da AMB, Mozart Valadares Pires, e a secretária de Educação do Rio, Tereza Porto.

Durante o acontecimento, segundo a Agência Brasil, foi distribuído “a Cartilha da Justiça em Quadrinhos, que divulga os direitos básicos dos cidadãos e, com uma linguagem simples, é voltada principalmente para o público infantil”.

Antes de direitos e deveres serem tratados como códigos jurídicos, percebe-se que houve movimentações no âmbito social que permitiram que as relações entre as pessoas e instituições foram modificadas buscando a efetivação de um espaço público onde todos possam conviver de maneira que não passem por privações e possam exercer suas existências de maneira alegre e digna. Após convertidos em enunciados jurídicos passam a constituir as leis que organizam a sociedade e determinam ações que agride a liberdade ou garante a liberdade das pessoas durante o processo de cidadania.

Trabalhar a questão da cidadania e da justiça na escola com todos que compõem o espaço escolar, principalmente com as crianças, significa fazer com que a discussão sobre os direitos e deveres institucionais sejam colocados de maneira que as leis sejam entendidas como a garantia de todos a liberdade na democracia representativa.

Este tipo de trabalho, contudo, nas escolas já é feito quando se tem o entendimento de que a educação é uma prática racional comprometida com a produção de novas percepções e novos modos de existência que aumentem a potência de agir de todos os participantes da construção de uma educação constitutiva, criadora da sociedade dos amigos com o mesmo propósito, isto é, o bem comum: a democracia.

E quando a escola apenas se presta a conservar o estado de coisas constituído de tristeza social da cidade, usando-se de pedagogias da chantagem, colocando a nota-numeral-quantitativa acima do conhecimento racional e agindo retrogradamente com professores, gestores e outros funcionários, ameaçando-os quando estes trabalham democraticamente, percebemos o quanto muitos governos municipais e estaduais preferem a tristeza à alegria do povo.

A AMB vem demonstrando que a sua é a de uma educação comunitária democrática, por mais que existam aqueles que insistam em fazer das escolas e da educação os chamados currais eleitorais. Coisa que o povo já não cai mais.

CANDIDATOS DISTRIBUEM CALENDÁRIOS E SÃO DENUNCIADOS AO TRE EM MANAUS

Um leitor intempestivo deste bloguinho nos informou que denunciou ao TRE (nº para denúncias aqui) a distribuição de brindes, como calendários, pelos candidatos Fausto Souza e Paulinho Tavares, todos da coligação Manaus, Um Futuro Melhor, que tem Amazonino Mendes como prefeiturável.

A distribuição se deu hoje (17) durante uma carreata no bairro de Santa Luzia, zona Sul da cidade, donde o candidato a prefeito, Amazonino Mendes, anunciado como presença garantida, se fez ausente para alegria de muitos e tristeza de poucos na comunidade.

O DEUS DE SOCORRO SAMPAIO

De uma ponta a outra, no bairro Novo Aleixo, zona Leste, outro leitor intempestivo, ao acordar pela manhã, depara-se com um calendário da vereadora Socorro Sampaio, que também faz parte da coligação Manaus, Um Futuro Melhor, e que já foi processada por este crime eleitoral, contendo, além do número da candidata, os dizeres: “Irmã de verdade” e “O meu Deus é o Deus do impossível”. Dois dizeres que demonstram o entendimento de política da vereadora-candidata: nada de res-publica, nada de coletividade. Para ela, como para a maioria dos candidatos, política é uma relação familial e carregada do misticismo, que coloca Deus a seu serviço para resolver os problemas paternalmente, e não por meio de políticas públicas. Nas entrelinhas, uma verdade: a causa “impossível” não será solucionada com a eleição deste tipo de candidato. É possível?

A prática de distribuição de brindes, como calendários e chaveiros, por exemplo, é proibida pela legislação eleitoral vigente. Ela se constitui como uma prática anti-eleitoral, além do fato do descumprimento de uma lei, em razão de tratar o voto como uma mercadoria ínfima, que pode ser negociada por um simples chaveiro ou um simples calendário. O que nos leva a deduzir que candidatos que se prestam a estas práticas contra o modo soberano de participação na vida política de uma cidade em uma democracia representativa, ou seja, o voto, não respeitam o direito de escolha individual e coletivo do povo, bem como não se importam com o trabalho de conscientização democrático que vem sendo realizado pelas instituições e associações jurídicas no país nestas eleições.

Tudo isso nos leva a uma questão: de que maneira um candidato como Amazonino Mendes pode se dizer cumpridor da justiça e ter sua campanha empenhada na volta do trabalho para a cidade, se não respeita nem a legislação eleitoral, muito menos o trabalho democrático em prol do voto consciente?

Deixamos aqui alguns números onde denúncias como essas e outras podem ser feitas:

Ministério Público: 0800-920500

TRE-AM – Telefones: 0800-920500 e (92)3611-3470

TRE-AM – On-line: http://www.tre-am.gov.br/denuncia-online.php

ATENÇÃO: Apresse-se na denúncia, pois, segundo o TSE, conforme o Código Eleitoral, “a partir do dia 20 de setembro (sábado), quando faltarem 15 dias para as eleições municipais deste ano, nenhum candidato a prefeito, vice-prefeito ou a vereador pode ser detido nem preso, salvo em caso de flagrante delito”.

A SUBALTERNIDADE DO PEQUENO PT “OH, MY DARLING”

Eduardo Braga, Sinésio Campos e Marilene Corrêa

Eduardo Braga, Sinésio Campos e Marilene Corrêa

Fontes intempestivas trazem a informação de que a ala “Oh, My Darling!” do PT levou dois duros golpes no início desta semana.

Primeiro golpe: do governador Eduardo Brag-onino. O governador reuniu-se, no início da semana, com a chamada cúpula da administração estadual – leia-se, os secretários – e tascou-lhes aquilo que em outros tempos chamava-se uma boa carraspana, do tipo quem está na campanha tem que vestir a camisa.

A bronca, típica do politicismo edipianizado, garantida pela relação de subalternidade daqueles que aceitam entrar na patologia do Senhor-Escravo, tinha direção certa: a parte “petista” da cúpula, notadamente o deputado estadual Sinésio Campos e a reitora da UEA, Marilene Corrêa. O motivo: as críticas que o candidato oficial, Omar Aziz, tem recebido por parte do candidato do PT, Praciano, e da militância do partido nas ruas. Quem esteve presente garantiu que a bronca foi dada num tom que poderia ser chamado eufemisticamente de ríspido. A lividez no rosto dos membros da cúpula estadual era prova de que o desespero pela pífia performance da candidatura mais cara de Manaus bateu à porta do Palácio do Governo, e de que a vergonha é um sentimento que apenas quem é capaz de se indignar pode sentir. O que não é o caso da dupla petista.

Há quem diga que, pela primeira vez desde o início da campanha, o Deputado Estadual e a Reitora, dois petistas “Oh, My Darling!”, estiveram em reunião partidária da campanha de Praciano para levar o recado do chefe. Na reunião, ficaram cara a cara com alas um pouco menos “Oh, My Darling!”, e outras que não carregam esse elemento da subalternidade a governos não-democráticos.

Tiveram que suportar a negativa da militância do partido em recuar da atitude crítica em relação ao governo estadual. Continuará fazendo parte da pauta de discussões dos candidatos do PT a crítica à administração estadual, à qual Omar tenta colar sua imagem eleitoral, mesmo sendo apenas vice. Enquanto Omar se esmera em seguir as orientações dos seus marketeiros e não entra no que chama de “ataques pessoais ou à pessoa do governador”, parte da militância petista entende que criticar um governo não significa criticar as pessoas, mas utilizar os fatos ocorridos a partir da ação destas pessoas em seus cargos para discutir ações políticas. Uma questão de subjevidade, não de biografia. Embora, no caso de Omar, Alfredo e Eduardo, a biografia seja uma insuportável conseqüência da subjetividade antidemocrática.

Segundo golpe: não tendo mais o que dizer, Sinésio e Marilene retornaram à Braga, desta vez levando o recado da militância. Ainda nervoso, mas menos ríspido, Brag-onino teria pedido desculpas aos dois representantes-mores da ala “Oh, My Darling!” petista, que, claro, aceitaram. No fim, continuaram serelepes no lar que jamais deixaram.

Duplo não-movimento da dupla não-engajada etico-esteticamente, que evidenciou, em duas jogadas do que, em outros tempos (os da carraspana), chamava-se garoto de recados, a subalternidade e a limitação intelectiva e epistemológica que caracteriza alguns militantes do PT no Amazonas, cujo ressentimento com a própria existência impede a passagem de fluxos afetivos que aumentem a potência democrática.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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