Arquivo para 27 de setembro de 2008

2ª REUNIÃO DA CARTOGRAFIA DOS CULTOS AFRO NO AMAZONAS

Cartografia 01 por você.

No domingo passado, (21) reuniram-se na sede da Federação de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros do Estado do Amazonas, situada a rua Pintassilgo, nº 100 – Cidade Nova II (Manaus), representantes da Umbanda, Candomblé, Mina e outros cultos afro-brasileiros para sua segunda reunião de levantamento da quantidade de terreiros que existem em Manaus, para promover a integração destes terreiros e conhecimento das principais dificuldades encontradas cotidianamente nos terreiros e pelos adeptos das religiões afro-brasileiras.

Cartografia 18 por você.

Após as orações e as palavras de Mãe Emília de Toy Lissa, presidente da Fucabeam, os trabalhos começaram, puxados por Flor (da Fucabeam) e Gláucio da Gama, pesquisador da Ufam e membro do Fopaam, que lançaram três questões para serem discutidas pelos participantes.

Em seguida, foram formados vários grupos de discussão, que se espalharam pela ampla área verde de Mãe Emília, onde funciona a sede da Fucabeam, e conversaram acaloradamente entre si sobre as questões apresentadas, enquanto produziam painéis para apresentar sucintamente seus pontos de vista.

Cartografia 06 por você.

Enquanto os diversos grupos preparavam seus painéis, conversamos com Gláucio sobre esse trabalho com os cultos-afro.

Sou Glaucio da Gama Fernandes, estou como pesquisador da UFAM, do Departamento de Antropologia, e também pelo Fórum Permanente Afro-descendente do Amazonas – FOPAAM, sou membro da coordenação e estou ajudando a fazer esse trabalho junto à FUCABEAM. O trabalho tem um objetivo, que é trabalhar a questão da liberdade de culto religioso, como diz a própria lei, a liberdade de culto religioso, os locais de culto, as liturgias, despertar a consciência dos afro-religiosos sobre o direito que eles têm de manifestar a fé. Assim como o cristão católico e protestante tem a liberdade de se manifestar e fazer os seus cultos, suas cerimônias, os afro-religiosos também tem esse direito de fazer a sua religiosidade. E o projeto A Nova Cartografia também tem como objetivo fazer um mapa cartográfico, partindo dum ponto central, que é a Fucabeam, e mapeando onde estão as casas de santo na cidade de Manaus. Vai constar num mapa onde estão situadas as casas que são federadas pela Fucabeam. A gente sabe que não é só a Fucabeam que existe como federação de cultos afro, existe a Abucabam, a Fenecabi e o Carma. E estão aí justamente pra fazer um trabalho de valorização, de afirmação da identidade afro-religiosa.

Esse trabalho tem alguma representação em interiores ou por enquanto só em Manaus?

Esse projeto Nova Cartografia Social da Amazônia é feito em todo o Brasil, na região norte, nos estados do Amazonas e Pará, tem saído fascículos a respeito dos movimentos sociais e religiosos, tudo voltado pra outros estados. Será feito o lançamento na Universidade Federal do Amazonas, nos espaços públicos e também a própria Ufam leva pra outros estados pra apresentar os fascículos que foram produzidos em Manaus, no estado do Amazonas e no interior também. Na Fucabeam existem federados não só aqui de Manaus, tem em Itacoatiara, em Nhamundá, tem Manacapuru. E a Fucabeam é também federada a uma ordem nacional em São Paulo. Então o trabalho vai visibilizar não só aqui em Manaus, mas em todo o Estado brasileiro.

A partir desse trabalho gera um conhecimento muito grande da relação dos terreiros que vão ficar mais conhecidos e vão se fortalecendo. Mas tem algum dispositivo de intervir politicamente, como mudanças de legislações…?

Nesse sentido, a federação, pelo que eu sei, tem um projeto político que no caso trabalha com a questão social e diante dessas iniciativas ela faz a sua questão política com a comunidade, principalmente, e com os federados. É ela que muitas das vezes libera alvará de funcionamento, é ela que tem o poder de fechar alguma casa se tiver irregular, que tiver acontecendo coisas que é fora do normal do culto.

Pode defender também…

Isso, pode defender. Existe um conselho na federação de advogados, que, quando tem algum problema, se a comunidade cria algum problema com alguma casa de santo, tem os advogados pra responder por eles. Então, nesse sentido, eles estão bem amparados e isso é bom porque dá uma certa credibilidade. O que eu tenho observado como pesquisador: existe muito terreiro aqui em Manaus, porém eles não tem conhecimento, muitas vezes, e não querem se filiar às federações. Uma coisa que não acontece da noite pro dia. Eu ouço muito falar que tem pai de santo que não era pra ser pai de santo porque tem todo um processo de estudo, toda uma preparação, e se não faz a preparação a gente corre o risco de ver o charlatanismo que tem. Quantos e quantos não usam a fé pra se sobressair, pra se prevalecer. E isso é muito sério. Acabam também desqualificando o trabalho daqueles que fazem com coerência, com respeito, é uma questão sagrada.

Tu estudas antropologia?

Na realidade eu sou professor da rede municipal, de ensino religioso, atualmente eu estou fazendo uma especialização em história e cultura afro-brasileira, pela faculdade Tahiri, no São José e esse trabalho que eu tô fazendo aqui já vai me ajudar no meu trabalho final da especialização. Enquanto os meus colegas não querem fazer nada voltado pra religiosidade porque eles têm aquele tabu, aquele medo, eu tô de pé atolado nos terreiros. E é bom justamente pra desmistificar até que ponto aquilo que se diz na sociedade, que se fala: “Ah, porque é macumbeiro, porque despacha…”. Não. Tudo tem uma simbologia, tudo tem um significado. Que história é essa de dizer, de onde partiu essa idéia de dizer que o teu nome vai pra boca do sapo e vai ser amarrado? É preciso desmistificar essas coisas que se falam e que acabam sendo incutidas dentro da cabeça das pessoas e sendo veiculadas, transmitidas como preconceito, como discriminação, e não é. É preciso conhecer. Se a gente não conhece, a gente corre o risco de viver na ignorância, na intolerância religiosa, principalmente, que é tão forte aqui no Amazonas. Porque em outros estados a gente não percebe, eu pelo menos, a leitura que eu tenho, a gente não vê tantos conflitos em questão religiosa em outros estados. O Amazonas, eu não sei, a gente precisa ainda fazer um estudo sobre por que as coisas aqui são tão difíceis, por que as pessoas dificultam as coisas, principalmente nesse aspecto.

Com esse trabalho talvez diminua…

É justamente o trabalho, o projeto da Fucabeam no sentido da Cartografia é apresentar à comunidade e à sociedade manauara como é que é, como é que acontece a questão do culto e o que oferece pra comunidade. Porque a gente sabe que os terreiros são espaços públicos, a comunidade vem em busca de auxílio. E tem uma coisa muito séria que eu já percebi que as pessoas vivem doentes e a doença delas muitas vezes é espiritual. E quem é que vai tratar? É o médico, aquele formado na medicina? Não, porque nunca a medicina vai descobrir o que é doença espiritual. E quem é que vai cuidar disso? São os afro-religiosos, que são muito experientes nessa parte. Tem até um projeto de lei pra se reconhecer as casas de Umbanda, o culto, como o espaço de cura, porque não deixa de ser.

Então os grupos já haviam terminado os debates, todos voltaram para o interior do barracão, onde cada um passou a apresentar seus pontos de vista, analisando cada uma das questões e colocando problemas e sugestões, que serão incluídas no fascículo a ser produzido pela Cartografia. Colocamos aqui alguns trechos das falas de representantes de cada um dos terreiros presentes que se manifestaram.

do Terreiro de Santa Bárbara

do Terreiro de Santa Bárbara

Nós chegamos à conclusão que o preconceito, em primeiro lugar, muitas vezes parte de nós mesmos, dos próprios umbandistas, e também da falta de conhecimento dos próprios adeptos, de pessoas envolvidas na religião, para depois se generalizar. Esperamos que a Cartografia traga conhecimento para nós mesmos e para toda a sociedade.

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Pai Tota

Pai Tota

Nosso trabalho espiritual exige todo um aprendizado. Não é da manhã à tarde que se faz um pai de santo. A folha cura, mas depende de como é utilizada. Existe toda uma técnica. Eu estou feliz aqui e na minha religião, o preconceito, eu espero que não seja vulgarizado.

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do Terreiro de Mãe Maria

do Terreiro de Mãe Maria

Sobre os preconceitos que sofremos na nossa religião, são de duas formas: de discriminação e de exploração. Na primeira, ocorre a discriminação religiosa e social, que é a pior de todas, família, amigos, trabalho, política. Por exemplo, na roda de amigos ou no trabalho nós não podemos dizer que somos da Umbanda, porque sofremos preconceito. Nós esperamos nessa Cartografia, da sociedade em geral, das comunidades de outras religiões que as religiões afro são como outras religiões. No caso das ervas, nosso terreiro é pequeno, é uma pena que não possamos plantar as nossa plantas, precisamos ir a uma área rural para comprar nossas ervas.

da Casa de Mina Jeje Nagô

da Casa de Mina Jeje Nagô

Nós somos da Casa de Mina Jeje Nagô, Zé Pelintra. Nós sofremos muitos preconceitos de outras religiões, principlmente da evangélica, que sempre acha que nossa religião é coisa do demônio. Preconceito cultural perante a sociedade, nossa sociedade é preconceituosa não somente à nossa religião não, mas a tudo. Nós esperamos com essa Cartografia, o reconhecimento perante a soicedade como um todo. Eu espero que meu pai, minha mãe, que meu vizinho respeite a minha religião. Porque, por exemplo, às vezes eu tenho um marido e ele não valoriza a minha religião. Como, então, o meu vizinho vai valorizar? Também acredito que é papel dessa Cartografia ampliar a divulgação das religiões afro-brasileiras para melhorar o conhecimento sobre elas. Porque, se alguém é pastor, não é por isso que ele conhece tudo da bíblia. Nós não conhecemos tudo da nossa religião. Nós vamos parendendo um pouquinho a cada dia.

do Terreiro de Pai Joel de Ogum

do Terreiro de Pai Joel de Ogum

A discriminação é feita por muitos, que não nos respeitam, as nossas diferenças. Um dos papéis da Cartografia é divulgar a nossa religião, para sermos respeitados. No nosso barracão, nós também não temos espaço para fazer plantação, então nós compramos nos mercados e feiras.

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do Terreiro de Mãe Emilia, da Fucabeam

do Terreiro de Mãe Emília, da Fucabeam

Nós, da Fucabeam, enfrentamos uma resistência muito grande das próprias pessoas do culto em se filiar, em se envolver para dar uma opinião, a ajudar os próprios irmãos, e sobre os fundamentos da religião, temos um preconceito muito grande no interior da religião no que se refere à hierarquia, alguns porque tem dois, três anos não querem respeitar os mais velhos na religião. Nós temos muitas dificuldades também nas instituições, em acesso a hospitais. A pessoa às vezes precisa de uma visita espiritual; nós temos muitas pessoas da igreja católica, de igrejas evangélicas, mas não vemos pessoas das religiões afro, um pai de santo, um babalorixá. Um exemplo, faleceu um irmão de santo nosso aqui do terreiro da Mãe Emília, e quando ele ainda estava no hospital, ela pediu pra eu ir visitá-lo, como ele estava na UTI, a médica não quis passar nem informação sobre o estado em que ele se encontrava, pelo fato de eu dizer que era irmã de santo dele. Então ela achou que eu não tinha valor nenhum, que só a família biológica tinha direito de saber sobre a saúde dele. Foi um preconceito muito grande com a nossa religião. Outro exemplo, quando a Mãe Emília foi abrir uma conta na Caixa Econômica, o gerente, só de saber que a Mãe Emília estava abrindo para a Fucabeam, ele pediu 5 mil reais para abrir a conta. Esperamos que com essa Cartografia, as pessoas venham a conhecer e se envolver mais com a religião. Nós, da Fucabeam, esperamos um reconhecimento tanto dos governos quanto das outras pessoas de outras religiões. Esperamos há muito tempo para fazer uma área verde para os orixás, o projeto do Parque dos Orixás, que todos os pais de santo, mães de santo pedem para que sejam feitos os trabalhos. Como todos estão vendo, aqui no terreiro de Mãe Emília há uma área verde muito grande, de modo que a maioria das ervas que precisamos para cura, para obrigações são retiradas daqui mesmo. Quando nós temos aqui, compramos ou falamos com um irmão que tenha.

Pai Edson de Codoense

Pai Edson de Codoense

A sociedade conhece pouco da religião afro-brasileira. Então ela prejulga e julga. Acredito que grande parte do preconceito que sofremos vem do desconhecimento da sociedade. A partir do momento que a sociedade conhece, ela passa a quebrar com os preconceitos. Eu não quero apontar o dedo, mas quem fez esse preconceito, ele vem da época da colonização do Brasil. Com a chegada da reliugião católica. Com a chegada dos escravos, trazendo a religião africana para o Brasil, fomos atacados pela sociedade portuguesa da época, e até hoje isso vem se arrastando. Que a sociedade vá conhecendo um pouco da religião, para que vá diminuindo o preconceito e a discriminação. Não temos nenhum espaço na mídia, não tem um canal de televisão, uma emissora de rádio onde se mostre um programa sobre as religiões afro. O espaço na mídia é muito restrito, temos apenas algumas revistas, alguns sites. Por incrível que pareça, mas a mídia só procura um zelador de santo, um sacerdote, os babalorixás no final do ano para prever o futuro do ano seguinte, fora isso não temos espaço. Essa Cartografia vai servir como um meio de transporte, como um meio de divulgação, vai levar para outras pessoas o que realmente acontece nos cultos afro-brasileiros. A Cartografia deve servir de elo entre os cultos afro-brasileiros e a sociedade. Quanto às ervas que usamos, existem em quase todas as feiras e mercados boxes especializados nessas ervas curativas e para as obrigações. Mas sempre tem algumas ervas que nem é possível plantar na nossa região, devido ao nosso clima tropical. Colocamos aqui o nome de algumas ervas que utilizamos no dia-a-dia; elas tem o nome científico, mas colocamos aqui os nomes populares: a corama, a babosa, o crajiru, a fruta do abacaxi, o limão, o boldo, o pobre-velho, a canela, a papoula, sacaca, jurema, mastruz, o leite-do-amapá, a raiz do açaizeiro, a imbaúba e muitas e muitas outras ervas.

Cartografia 12 por você.

Ao final, várias pessoas fizeram suas considerações, e tomamos as sábias palavras de Mãe Emília, que fez a avaliação dessa segunda reunião da Cartografia.

Hoje foi um dia pra nós muito bom, muito aproveitável de tudo aquilo que foi feito. nós escrevemos, nós falamos sobre o preconceito e essas coisas, foi ótimo, maravilhoso. Então pra mim foi um grande dia, foi um grande objetivo que nós enfrentamos e tamos conseguindo, realmente a gente fez aquilo que a Fucabeam precisava fazer, sobre o preconceito, a luta, a batalha. Estamos mais de seis anos batalhando, estamos realizando exatamente tudo aquilo que a Fucabeam precisa fazer. Esse projeto que nós temos, já entregamos no governo, o nosso santuário sagrado, tudo isso a Fucabeam realiza. A escola das crianças que nós temos aqui de futebol, dos meninos de rua, tudo isso, dos colégios. Tudo isso a Fucabeam, nós estamos conseguindo botar tudo em dia, não só a vida espiritual, mas também a vida social do povo que procura esta casa em busca de tudo pros seus filhos, pras suas crianças. Tudo aquilo que nós pensamos nós estamos conseguindo.

MAROCAGEM ELEITORAL

Qualquer semelhança de tipos vivos com as marocas não é mera coincidência

Para quem gosta do fútil, do vulgar, do reles, a semana que passou para a direita foi um banquete dos deuses da ralé que até o escritor russo Gorki, puro conhecedor deste tipo, diria: “Credo em cruzes!” Mas nossas “ortoridades”, pequena e grande burguesas, como não conhecem Gorki e muito menos a democracia, se tomaram ofendidas por corpos por que os não ralés jamais seriam afetados.
Rolou DVD com acusações contra o governador e seu suspeito sócio, “Nei”, feito pela ex do tal “Nei”, que entre os estragos, por conta de seu sucesso de publico, tomou o vitalício primeiro lugar da Banda Calypso. Mas, segundo comentários, não se sentiu nada atingida já que o personagem do DVD, governador Eduardo Braga, embora não cante e nem dance como os calypsianos, é paraense.

Como nossas marocas e marocos não vêem no capitalismo qualquer signos que possa dignificar o existir potência construtora da democracia, não deram a menor pelota a vulgaridade afetadora das “ortoridades” e continuaram marocando já que entramos na última semana dos marocamentos do primeiro turno. Por tal continuaram marocando.

SALVO PELO ADESIVO

O classe média dirigindo seu carro pelas tortuosas ruas de Manaus, imaginando a possibilidade que a cidade poderia ter para que o estado de coisa fosse outro, parou o carro em um semáforo. Olhando a quantidade de veículos a sua frente e sabendo dos responsáveis sobre esta dor urbana, voltou a realidade mais cruel do presente pela voz de um rapaz mostrando-lhe um estilete, a sentenciando:

– Doutor, eu to pedindo uma ajuda aqui nesse transito, arriscando minha vida, e nenhum barão me deu sequer 1 centavo. Então, eu jurei: vou contar o vigésimo carro que parar no sinal. Não vou pedir nada. Vou riscar o carro do otário que ele só vai ver quando chegar em casa. Mas, doutor, quando eu vi o adesivo do seu candidato no seu carro, eu pensei: esse não merece.

A CERVEJA E O CANDIDATO

Uma turma tomava cerveja em um bar quando chegou um senhor com uma latinha de cerveja na mão.

– Amigos, dá pra colocar um pouco da sua cerveja aqui na minha latinha?

Uma jovem respondeu:

– Cara, cerveja é como candidato: não dar para misturar. Se a gente for colocar uma pouco da cerveja que nós estamos bebendo na latinha desta tua cerveja não vai combinar, tu vais acabar vomitando.

O senhor, sorrindo, se defendeu:

– Num se preocupe minha linda jovem, eu sei disso. Eu já vomitei, e a latinha tá seca. Eu sempre quis tomar esta cerveja que vocês tão tomando, mas nunca tive oportunidade.

O SUICIDA

Um senhor encontra seu compadre em uma praça cercado por uma multidão absorta. Vendo o homem com um revolver encostado na cabeça prestes a disparar, o senhor diz:

– O que é isso, compadre? Por que vai se matar? O suicídio é contra sua fé religiosa!

O compadre, desesperado, responde:

– Não sou mais religioso! Não mais acredito no nosso Deus!

O senhor, perturbado, indaga:

– Mas por que?

– Eu sempre acreditei que foi Deus quem fez Manaus, mas tem um candidato dizendo que tudo que há em Manaus foi ele quem fez. E como ele tem matéria, e eu sempre acreditei em um Ser Espiritual que vive no paraíso, eu vou me matar: através deste candidato descobri que Deus não existe, e nem é Espírito criador. Se é para viver em uma cidade com este tipo de deus, prefiro me…

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ MINISTÉRIO DA SAÚDE CRIA GRUPO DE TRABALHO NA SAÚDE MENTAL. O Ministério da Saúde está implantando dois grupos de trabalho para estudar a implantação no Brasil da chamada Reforma Psiquiátrica. Segundo a Política Nacional de Saúde Mental, o índice de leitos reservados a esta demanda deve ser de 0,45 por mil habitantes, mas a média é de 0,25. A cobertura, através dos CAPS, atualmente, é de cerca de 50% do que preconiza a Política. Resultado de uma reforma psiquiátrica que foi pautada menos pelo resgate da cidadania das pessoas portadoras de transtornos mentais do que pela redução de gastos. Uma visão mais próxima aos “cabeças de planilha” da era neoliberal do que dos estudiosos de Franco Rotelli, Basaglia, Foucault. O Ministro, Temporão, determinou que estes grupos tracem um perfil de cada Estado do país, e o grau de desenvolvimento em relação aos preceitos da PNSM, para mudar esta história. Enquanto no Sergipe existem 25 CAPS, em Manaus se pode contar apenas com um. Absolutamente insuficiente para a enorme demanda. E as lideranças que afirmam terem lutado décadas contra governantes alheios a esta necessidade, fazendo até greve de fome, hoje estão próximas do atual governo estadual, e a dita reforma continua a não sair do papel. I inda tem françeis…

@ PESQUISA REVELA PEDAGOGIA PUNITIVA NO ENSINO BRASILEIRO. Pesquisa realizada pela Organização dos Estados Ibero-Americanos e pela Fundação SM, que entrevistou 8773 professores em todo o país, revelou que 94% deles gostaria de poder aplicar sanções disciplinares mais rígidas para seus alunos. Destes, 67% acreditam que deveria haver, em casos graves, a expulsão do aluno. Nada muito diferente da realidade cotidiana encontrada em escolas Brasil afora, onde a sala de aula é campo de batalha entre professores e alunos. Na maior parte delas, esta pedagogia da repressão já é utilizada em larga escala, e não se conseguiu mostrar ainda que estas atitudes melhoram o nível de convivência. Se por um lado não se pode ignorar que a guerra está declarada, também não se pode deixar de lado o fato de que nem todas as pessoas, numa sociedade de consumo e controle, tem condições de se dedicar à educação: como em qualquer outra profissão, a maior parte dos professores não professam a educação como práxis existencial no plano da coletividade. É apenas mais um ganha-pão. De outro, vê muitas vezes o seu trabalho ser cerceado – ele próprio vítima da pedagogia da chibata – por secretarias de educação e governos autoritários e distantes de uma política educacional libertadora. A estes professores, torna-se difícil compreender que o estado de guerra é resultado desta pedagogia institucional que privilegia a punição e a repressão como formas de ensi(g)nar. E não apenas professores, mas outros profissionais da educação têm dificuldade em fazer esta leitura, como o psicólogo Wanderley Codo, que encarna bem a psicologia-imagem do pensamento do Estado, quando afirma que a punição é necessária pela “falta de limites”, lugar-comum das conversas de botequim e das páginas dos jornais. Não é um pedido de socorro dos professores que se vê nesta pesquisa, mas a predominância de um entendimento, ele sim, reduzido e reprimido, sobre o que vem a ser educação. I inda tem françeis…

@ ARQUIVOS DA DITADURA SERÃO ABERTOS EM BREVE. Segundo informações da Agência Brasil, o ministro interino da justiça, Luiz Barreto, afirmou que a chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, está coordenando pessoalmente a abertura dos arquivos da ditadura, e que, em breve, se saberá como e quando a população terá acesso a estes arquivos. Os arquivos não interessam apenas aos parentes de desaparecidos e perseguidos pela ditadura militar, mas ao país inteiro, num processo de fortalecimento da democracia, e punição àqueles que, em nome de interesses econômicos internacionais, sufocaram o país por décadas. I inda tem françeis…


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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