“DEBATE” DA TV A CRÍTICA: SÍNDROME DE BURNOUT

Não que o homem seja em singularidade um ser da alteridade: o Eu precisa do Outro para construir e se constituir no mundo. Lógico que não. A alteridade é uma das produções do homem para poder continuar sua aventura no planeta errante, Terra.

A alteridade, como é mostrado em seu radical, implica a simpatia. A simpatia é a confirmação do outro para mim. Minha possibilidade de existir construída junto com o outro. O que o filósofo inglês John Locke chama de confirmação da estima. Ou seja, não há simpatia sem que seja constituída estima com o outro que se encontra distante de mim.

SÍNDROME BURNOUT

Os saberes institucionais são mestre linguisticamente em lançarem modas de dizeres. Sempre estão apresentando para sociedade palavras com antigos significados, como novos. Os chamados saberes da mente não deixam barato. A psicanálise que havia, no tempo de Freud, cunhado o enunciado Neurose Obsessiva Compulsiva, lançou o tal do TOC: Transtorno Obsessivo Compulsivo. Os neófitos caíram na esparrela lingüística. Lançaram também: Transtorno Bipolar, a velha psicose Maníaca Depressiva, também conhecida nas paradas psico-semióticas como síndrome Esquizo-Paranóide. E os neófitos, só…

Na década de 70, psicanalistas estudando o chamado comportamento do homem pós-moderno (sem nunca ter sido moderno), tomaram como método auxiliar para suas pesquisas o método do Reflexo Condicionado do psicólogo russo Pavlov e, então, detectaram o estresse: o homem pós-moderno estava exigindo de si, além do que poderia produzir. Assim, passou a manifestar ansiedade,fobia, desconfiança, astenia, culpa… O que a psicanálise existencial chamava de projeto ontologicamente malogrado. Em linguagem “capivarol”: impotência da existência como liberdade. Tudo porque, impedido pela força alienadora da sociedade capitalista, o homem não podia mais constituir a simpatia e a estima com o outro. Crise da alteridade. O mundo tornou-se pesado demais para ele. O trabalho, a família, a amizade, tudo estava perturbado. Assim, instalou- se no homem a antevisão do fracasso. Em outra linguagem “capivarol”: Síndrome da desistência. Ou, mais “capivarol”: Síndrome de Burnout. Nada mais do que o “capivarolizante” estresse ocupacional. Os profissionais, principalmente psicólogos, não podem mais fazer a empatia com a tensão dos sofrimentos de seus pacientes sem que também se sintam impotentes.

O BURNOUT DA TV A CRÍTICA

Eis que domingo, 28, a TV A Crítica promoveu um chamado “debate” entre os candidatos ao cargo de prefeito da cidade de Manaus. Aí que no seu todo, não fosse as performances de três candidatos, Navarro, Bessa e Praciano, a noite do domingo não “espetacular” teria se tornado um doloroso replay da propaganda eleitoral promovida pelos candidatos Omar e Serafim que não fizeram nada mais que repetir a agenda de suas produções virtuais. Nesse quadro, palmas para Navarro, PCB, em seu terno mengão com gravata timão que derramou humor sapiente e irônico dos bons comunistas à Lá Jorge Semprun com direito a ser chamado, por Serafim (possuido pela síndrome Amazonino nos poucos “debates”: ” Estão todos contra mim”) de velho de 70 anos “que se presta para este serviço”. Coisa de quem botou a gravata em Amazonino que já se encontrava de pijama para política manô, como comentou Praciano.

Antecedendo este quadro, o bom concordante funcionário da empresa A Crítica, Silva Santos, inquiriu o candidato Praciano sobre a síndrome de Burnout afirmando que já atinge a educação em Manaus. Pergunta réplica esdrúxula do bisneto dos Arthurs sobre a inclusão digital a Amazonino na eleição passada. Agora, conferindo também a Santos que não sabe o que pergunta como bisneto, e o que responder, como Amazonino. Mas Praciano foi honesto: disse que não conhecia Burnout, mas sabia que a educação em Manaus tinha outras síndromes.

No mais, Burnout, em “debate” se afirmou com o apresentador e o cronometrista: impossibilidade de identificação política. Apesar da polidez dos candidatos em afirmarem que o “debate” foi bom para a democracia. Enquanto isso, a democracia só…

1 Response to ““DEBATE” DA TV A CRÍTICA: SÍNDROME DE BURNOUT”


  1. 1 weverton marques sábado, 1 novembro, 2008 às 6:28 pm

    só mudando de assunto eu queria saber sobre a audiencia da tv acritica. e saber se é verdade que eles perdem até para band em manaus.


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"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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