Arquivo para outubro \31\-04:00 2008

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

_____________Hiatos____________________O curso da Democracia é seu processual coletivo cujas variações produtivas escapam das vigilâncias paranóicas da posição rígida da tirania_______________           ))))))))))))))))))))))))))))________Emaranha-se como força-ativa entre as forças-reativas: o que não mata, rejuvenesce_____________
_________(((((((((((((((((((((((((((((______________Se o diabo existisse, possivelmente o corrupto o temeria: o dinheiro não seria valor para o senhor das luzes. Ajoelhado, o corrupto, chora clamando a Deus, não para ser perdoado, pois ele sabe que Deus é bondade, mas para buscar mais força para sua corrupção____________________((((((((

(((((((((((((((((((((((((((((((((___________Janus, o deus latino, têm duas faces: uma virada para trás, olha o passado; outra, virada para frente, mira o futuro. Janus não tem face no presente. Sendo ao mesmo tempo as duas faces, ele não ilude: o presente é um nada faceiro que nada conta___________________(((((((((((((((((((((((((__________A criança sentada faz percursos, trajetos, movimentos, repousos, velocidades, cortes, saltos, contrações, meios, produz afetos, enquanto, observando-a, sua mãe balbucia: “Como minha filha é ducada”_______________)))))))(((((((((((((_________

_____________Desenharam um imenso portão no deserto. A população inteira correu para ultrapassá-lo. Quando chegou do outro lado, percebeu que sua angústia continuava. Tentou voltar, mas o portão só abria para dentro_______________))))))))))))((((((((((((

)))))))))))))))))))))))))))______________________Há dois tempos: O tempo que perturba, e o tempo suave. Esse não mensura, daí não lhe ser útil__________________

__________________(((((((((((((((((((((((______________O escritor que extrai de suas vivências conteúdos para sua escritura, acredita ser necessário para seus leitores. Logo, credita-se Deus___________________________________))))))))))))))))))))))))))))))))))

____________Se a Obra de Arte é disjuntiva, a Exposição, para o mercado, é conjunção

COLUNA DO MEIO

.A FRAUDE DA ZONA FRANCA VERDE E OUTROS NEGÓCIOS.

Entre abril e agosto de 2005, aconteceu no Palais de la Découverte (Paris) a exposição Amazonia-Brasil, em comemoraçao ao Ano do Brasil na França. A abertura do evento ficou a cargo do governador do Amazonas com o “Seminário Desenvolvimento Sustentável no Amazonas: da Zona Franca de Manaus à Zona Franca Verde”. O programa foi inventado em 2003 e até hoje a maior parte dos municípios do Amazonas não receberam um centavo dos investimentos anunciados pelo governador. A alavancada marketeira desse governo guardião da floresta veio com a adesão do “Banco do Planeta” — o Bradesco — ao projeto megalomaníaco e desenvolvimentista que se adequa ao que o “Guerreiro de Sempre” chama de “mercado saudável” saudável para os produtos da Amazônia, e que essa “iniciativa” deve ser mostrada para o mundo inteiro.

Ano de 2008, município de Fonte Boa, a 665 Km de Manaus, teve o quarto maior PIB do Estado do Amazonas em 2007. Ao chegar no porto da cidade, encontramos uma placa com os dizeres: “Bem vido a Fonte Boa. A terra do manejo sustentável”. O governador poderia usar como exemplo e mostrar para o mundo esse município, que exibe diversos cartazes sobre o programa Zona Franca Verde, mas que desde 2004 não recebe sequer R$ 1 do Programa Zona Franca Verde. Porém, todos os anos no mês de novembro, quando encerram os trabalhos da pesca manejada, leva a mídia seqüelada para exibir os louros de mais uma conquista. O município e sede da Reserva Extrativista Auati-Parana, próxima da RDS Mamirauá (cuja sede se encontra em Tefé), ambas responsáveis por grande parte da producão pesqueira no período do manejo. Mas, ao conversar com as pessoas, percebemos a recessão e a falta de circulação de dinheiro na cidade, tanto que aqui ainda encontramos as notas de R$ 1, que já foram extintas. Os rapazes se revezam em dois tipos de atividades para conseguir dinheiro e sustentar a família: seu emprego oficial e o trabalho como mototaxista. Outra característica do município nesse período: constante falta de energia. Com isso, as pessoas se acumulam em enormes filas na frente do Correio e do único banco, o “Banco do Planeta”, suportando o calor e a espera. Mas isso não é revelado ao mundo. Esses são os benefícios que o programa mais famoso do estado na atualidade estão trazendo para o município.

As esquipes do Bolsa Floresta já estão na cidade fazendo o cadastramento dos moradores das comunidades. Filas enormes na sede do IDS (Instituto de Desenvolvimento Sustentável) do município — uma junção da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria). Eles têm a missão de proteger a floresta em pé e para tal empreitada receberão a quantia de R$ 50, como uma tentativa pobre de copiar o Bolsa Família do Governo Federal, que vem melhorando a vida da população brasileira.

A cidade ainda está em clima pós-eleição. Ainda encontramos os cartazes e os números dos candidatos pelos muros e nas portas das casas. Até aqui o prefeito foi reeleito, um candidato do PMDB, que contou com o apoio do “Pequeno Gigante” do PT Oh!, my Darling!, Sinésio Campos, que esteve em Fonte Boa para fazer campanha para o amigo.

Os negócios estão indo muito bem: frigoríficos enriquecem a cada ano de execução do manejo do peixe, o governo estadual, além de arrecadar dinheiro, aumenta seu prestígio midiático nos principais redutos dos “crentes” da preservação do Meio Ambiente, o “Banco do Planeta” aumenta suas reservas. Preservar o Meio Ambiente é o melhor negócio para os próximos anos. A “crise financeira mundial” passou despercebida em Fonte Boa. A noite não tem energia para assistir o Jornal Nacional e muito menos a novela. Crise é uma palavra desconhecida, já que em geral os moradores apenas sonham com aquilo que os indicadores do Pnud e Pnuma chamam de qualidade de vida. Como disse uma das pessoas com quem este bloguinho conversou: “Aqui é assim: as pessoas vão levando a vida com a barriga e é preciso ter muita criatividade pra isso”.

ANIVERSÁRIO DE MANAUS PROVA 339 ANOS?

Quando a cidade de Manaus, supostamente, fez 300 anos, ocorreu uma tertúlia histórica hilariante. Alguns professores de História na época não haviam historiadores nas terras dos Manaós , como a professora Neuza Ferreira, levantaram a questão do erro da data comemorativa. Manaus ainda não chegara ao 300tão. Alguns professores manifestaram também suas opiniões, uns afirmando que sim, e outros que não. O certo é que nunca ficou resolvida a tertúlia histórica. Não se sabe se a razão é a falta de pesquisa porque ainda não existem historiadores em Manaus capazes de mudarem os métodos para um conceito mais cartográfico dos acontecimentos como emergências de novas forças, mas o certo é que as comemorações continuam com a data dos 339 anos.

A CARTOGRAFIA DE UMA CIDADE

O filósofo Sartre chamava de Ilusão Biográfica “acreditar que uma vida vivida pode assemelhar-se a uma vida contada”. Nos supostos 339 anos de Manaus, cabe Sartre. Nada muda ter ou não ter esta idade histórica oficial, ou não. Nada muda com todos os ufanismos telúricos enrolados entre risos e lágrimas de salões. Nada muda com a encenação ostentadora do Teatro Amazonas. Cenas com o povo excluído. O que faz mudar são acontecimentos como emergência do novo produzido pelos entrelaçamentos das forças antagônicas dos discursos. O quase nada que Manaus vive, aí sua preocupação em só poder contar sua vida, e não poder confirmar em seu corpo sua vivência-acontecimento.

Uma cidade não é uma física Geo-Política distribuída em corpus econômico, administrativo, social. Uma cidade se faz corpo em seu discurso-desejo pluralidade dos semelhantes. O que cria as ocasiões, os fatos, os acontecimentos como realidade social, benefício de todos. As ações dos elementos materiais e imateriais (espaços construídos) que interpelam os habitantes como fluxos históricos, arquitetônicos, estilísticos funcionais promovendo a alegria afetiva e cognitiva (Guattari). O que pontua as ocorrências reais como tempo cartográfico: devires político, estético e ético. Não contagem ficcional tirada do modelo perpetrado e apresentado pelos governantes. Excludente dos habitantes. O efeito 339 anos de Manaus. Tempo dolorosamente concebido pela memória que não teve a população como fator criador de uma cidade.

Manaus, sem cartografia de desejos poiéticos, foi sempre um passeio retilíneo sem ondulações ontológicas, promovido por todos que a seqüestraram e a mantiveram em cativeiro. Sempre em nome da democracia. Cada tempo de eleição é a corrida para o assédio vampirante de Manaus, e ela sem poder produzir fabulosos monumentos-ativos (Nietzsche) seqüestrada que está nos interesses biográficos narrativos. A dissipação do real político como sintoma dominante nos poderes parlamentar e executivo.

Concebida desta forma, Manaus não carrega acontecimentos-habitantes, só narrativas-governantes; sendo assim, os professores de história tinham razão: Manaus se perdeu nos anos. Não possui tempo “vida vivida”.

Acesse também:

PARABÉNS, MANAUS!

O OLHAR DE GLAUBER ROCHA SOBRE TUA TRISTEZA PERMANECE NO SEGUNDO MILÊNIO…

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MANAUS, MANAUS, MANAUS… DESPERTA, MANAUS!

FORÇA-TAREFA DA PGU DE COMBATE À CORRUPÇÃO

Sabe-se que a fonte produtora da mais nociva patologia política, social e econômica de uma sociedade é a corrupção. Fator patógeno responsável por doenças, mortes, analfabetismo, enfermidade mental, desemprego, diminuição do crescimento econômico, injustiças, tudo que é contrário à existência. Sabe-se também que o produto desta fonte, o corrupto, é um agente pernicioso à sociedade por carregar uma índole amoral, não tendo qualquer afeto de culpa ao executar seu ato possessivo sobre o bem público. Sociopata-fronteiriço, ao enriquecer, por obra de seu delírio impulsionado por seu vazio ontológico, recorre a todos os expedientes para defender seu patrimônio construído amoralmente, como se fosse resultado de uma dedicação justa, e daí se portar como um cidadão acima de qualquer suspeita. Com direito de opinar sobre questões relativas às inseguranças públicas por se ter como a essência da honestidade. Na verdade, o emblema da sordidez.

A PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA E A CORRUPÇÃO

Entendendo os malefícios provocados pela corrupção ao organismo do Estado, principalmente a população, a Procuradoria Geral da União criou juntamente com a Advocacia Geral da União a força-tarefa de combate à corrupção, que vai trabalhar sobre a improbidade exercida por empresas, órgão públicos representados por prefeitos, deputados, servidores, e outros. Para isso, a Advocacia Geral da União está elaborando um modelo de ação para ter a eficácia necessária ao combate deste cancro social.

De acordo com PGU, já foram identificados 1.174 casos nos 26 estados do Brasil. Para tornar público sua atuação, a força-tarefa conta com 26 Advogados da União de todo Brasil, que estarão apresentando mais de 500 casos de improbidade no começo de dezembro, provavelmente no dia 9, data em que se comemora o Dia Internacional de Combate a Corrupção.

Grande feito jurídico-político-social para a ordem institucional da democracia brasileira. Principalmente quando se sabe que nestas eleições vários candidatos ficha-suja foram eleitos tanto para vereador como para prefeito. Os notórios corruptos, que, enriquecidos com o dinheiro público, agora se querem tomados como justos e honestos.

ELEIÇÕES EM MANAUS TAMBÉM PASSAM PELO TRANSTORNO MENTAL

Chegam a este Bloguinho através de fontes intempestivas informações que dão conta da ausência de profissionais ligados à área da saúde mental no DISA – Sul. Quem vai a este local em busca de informações ou orientações quanto à cobertura médica na saúde mental tem que se contentar com o fato de que não há nenhum profissional respondendo pela área atualmente.

Segundo as fontes afinadas, os profissionais que ali atuavam teriam se desligado da SEMSA, alegando receber pressões por parte de superiores para apoiar a candidatura de Serafim. Como estava todos “fechados” com Amazonino, preferiram sair, alegando que “em breve retornariam”.

O resultado final do cabo de guerra eleitoral é que a zona sul de Manaus não dispõe de nenhum tipo de coordenação na área de saúde mental até o final do ano. A ação dos profissionais, se realmente houve, demonstra o grau de entendimento que eles carregam sobe o que vem a ser uma política pública de saúde mental.

Se é verdade que os profissionais de saúde mental no Amazonas estão fazendo a “reforma psiquiátrica”, como afirmam lideranças do Estado e do Município, estão anos-luz distantes de compreender que a desinstitucionalização passa por pressões políticas e não se reduz em acabar com a internação ou com a marginalização do doente mental. A atitude de abandonar um trabalho – se é que aconteceu, e se é que existia este trabalho – nesta área por pressões políticas – também se estas existiram – apenas evidencia que o entendimento sobre a saúde e a doença mental por parte destes profissionais ainda não saiu do século XIX, onde o paradigma médico-clínico era dominante.

Ignoram eles que a mesma subjetividade perversa e antidemocrática que permite a existência de pressões corporativas a um candidato, ou mesmo a própria candidatura de um Amazonino Mendes, um Paulo Maluf, um Berlusconi, um Bush, é a mesma que produz as moléstias mentais, e que o trabalho de combate epidêmico neste aspecto não pode se dissociar de um embate político, de uma transformação no sentido de busca de mais autonomia e consolidação dos direitos políticos desta população. Nada que passe pelo “eu voltei, voltei para ficar” da prepotência e ressentimento de funcionários que perderam as benesses quatro anos atrás e que agora se insinuam para retornar à gostosa prefeitura. E la nave vá…

PARABÉNS DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO

Talvez existam duas formas de parabéns. Uma, como homenagem-reconhecimento de alguém para outra. Aniversário, um feito, conquista, realização, sempre um tributo reconhecedor. Homenagem que coloca ambos no círculo da dependência. O que homenageia precisa se mostrar capaz de compreender o outro naquilo que ele imagina de si. O homenageado precisa se sentir reconhecido como merecedor. Um acordo tácito chantagista. Outra, como confirmação de alguém por si mesmo como produtora do necessário para outro alguém. É nessa forma que se mostra a potência ontológica do parabéns do funcionário público.

PARABÉNS – Palavra-ação composta por dois termos: para, do grego, “ao lado”, “próximo”, e bens, do latim, “valores”. Em proximidade com os bens, sem se confundir com eles, mas envolvido, para poder entregá-los como valores em cumplicidade. Exaltação.

FUNCIONÁRIO – Composta por dois termos: função, “atividade”, e ário, do latim, “ofício”, “acervo”. Funcionário, aquele que age movido pelos elementos produtivos que carrega em seu acervo profissional.

PÚBLICO – Do latim, o que é de todos. De todos, por ser por si e para si.

O AUTO-PARABÉNS FUNCIONÁRIO PÚBLICO

A atuação social comprometida como público faz o funcionário ser ele mesmo produtor de seus parabéns. Isso por sua ação como funcionário não se restringir exclusivamente ao órgão em que está lotado. Sua ação se desdobra em todos territórios em que se encontra, o que faz tomar-se como necessário à funcionalidade pública de sua cidade como Imanência Democrática. É assim que, confiante em seu talento criador-coletivo, não se submete a ordens arbitrárias de seus superiores, e nem toma atitudes prepotentes contra aqueles que procuram seus serviços. Por isso, é um servidor, e não um ser vil. Não precisa que um chefe lhe renda homenagem, pois sua festa encontra-se em se sentir responsável pelos órgãos do Estado cujas existências são dependentes dos direitos dos cidadãos. Foram criados, mantidos e modificados, quando necessários, com o único fim de satisfazer as necessidades sociais de todos.

Talento, confiança, graça e virtude, são seus princípios gerais que carrega como funcionário público, fatores imprescindíveis à satisfação da coletividade e de sua alegria. Princípios propulsores de seu engajamento social. O seu parabéns. Sua práxis trabalhista, que nem sempre tem boa acolhida salarial. Daí que de vez em quando tem que recorrer às reivindicações profissionais, amparado em sua confiança e seu talento produtivo, para melhorar sua condição econômica e não ser devorado pela ganância da mais-valia estadual. Ato que participa sem medo e sem ressentimento, pois é movido mais pela razão que pelos impulsos; estes últimos, ponto fraco do trabalhador alienado, pelos quais o patrão age para neutralizar seus direitos trabalhistas.

Escritor e ator de seu próprio texto e performance, não teme as trocas de governantes. Não calcula ganhos e perdas. Não reivindica chefia. Apenas mantém sua atitude de constante parabenizado. Não teme as perseguições funcionais promovidas pelos subalternos e lambaios dos governantes. Sabe que o que dá sentido à estrada é o caminhante; por tal, não permite ser interceptado em seu movimento.

Da aposentadoria, não faz dela um fim desesperado a ser alcançado. Não a espera para poder realizar o que não podia quando envolvido que estava em suas tarefas profissionais. Sempre fora feliz. A aposentadoria é apenas a conseqüência do direito trabalhista por tempo de serviço. Nenhum paraíso como imaginam aqueles que sabotaram suas existências e a vêem como a realização de um sonho. Em verdade, o ócio improdutivo. Para ele, o ócio produtivo como fundamento de outro modo de ser na mocidade ou na velhice. A suavidade de outras auroras.

Por isso, como contínuo trabalhador, isso tudo não passa de Parabéns do Funcionário Público.

OBSCENATÓRIO DA IMPRENSA

UMA SACADA FORA (OB) DA CENA (SCENUS) DO LUGAR DA AÇÃO (TORIUS) DA IMPRENSA

–> A VOLTA DO CIPÓ NO LOMBO MIDIÁTICO DE QUEM MANDOU DAR: O “CQC” DE KASSAB.

Diego Barreto, diretor do programa “CQC”, custe o que custar, da Band, pediu à assessoria da campanha de Kassab, antes do final da propaganda eleitoral do segundo turno, que retirasse do ar uma cena em que o próprio candidato “adesiva” o paletó do repórter Rafael Cortez. Enquanto Cortez tentava fazer piada com Kassab, o candidato é quem “pegou” o repórter, e transformou-o em garoto-propaganda do 25. O programa, que sobrevive de tentar constranger políticos e as chamadas “celebridades” em troca da audiência, vendendo um viés “intelectual” (e tem quem compre), na realidade não faz humor: não passa de uma versão do casseta & planeta, que não carrega o humor por não movimentar as estratificações sociais, apenas reforçando os preconceitos. A diferença é apenas de ordem superficial: ao invés de homoeróticos, negros, gente feia e pobre, eles capturam o entendimento cristalizado de corrupção, de imoralidade e de ridicularização da política e transformam em clichê: nisso não são sequer originais, já que os próprios profissionais do executivo, se encarregam de parodiar-se a si mesmos e à política. Não faz a leitura do simulacro midiático, mas o reforça. Por isso não pode fazer humor. Daí o marketing eleitoral do DEM/PSDB kassabiano não se sentir constrangido em se aproximar e capturar a imagem do programa em benefício próprio, e para fins meramente comerciais. E ainda tem gente que custa a acreditar…

–> A NECROFILIA DO SIMULACRO MIDIÁTICO

A necrofilia midiática é um sintoma de que a mídia não tem interesse em informar, mas em ser a notícia. E ela, mais que nenhuma outra instância social – mais até do que as igrejas – reverbera a má consciência, o (in)desejo manifesto pela superstição de eliminar o efeito per si, e não a partir do conhecimento das causas. Um gosto pela violência social, mas apenas aquela que expõe a luta de classes e mobiliza claramente o enunciado da moral, caracteriza essa mídia necrófaga e necrófila. Daí a impossibilidade de compreensão dos fatos para além dos clichês. Por isso, lucra a Rede Record e o Portal Terra, quando mostram imagens de Lindemberg Alves, detido e espancado, obviamente pela polícia paulista. A informação também foi dada pela revista eletrônica Terra Magazine, do jornalista Bob Fernandes, voz lúcida que não se perde nem se confunde no meio midiático, que analisou mais racionalmente o fato, questionando a legalidade da ação, e chamando a atenção – através das palavras do jurista Luis Flávio Gomes – para o aviltamento dos direitos civis básicos, em nome do sentimento de vingança, da má consciência. No afã de satisfazer o corpo “mídia-videota” necrófago, atropela-se o fato de agentes do Estado terem simplesmente ignorado direitos civis e espancado uma pessoa ainda não julgada e condenada. O que abre um perigoso precedente para a tortura. Infelizmente, esta tem se tornado banal na residência da maior parte das pessoas: é só apertar o botão LIGA no controle remoto e começar a sessão.

–> O “ESPECIALISMO” DA TEVÊ ÀS VEZES FALHA

Em seu simulacro do real, a mídia, para sustentar e dar um verniz de credibilidade às notícias que produz, e por não possuir os signos da ordem do Estado como detentora dos saberes oficiais, apela a agentes externos quando o assunto em questão requer um “sublinhado” menos corriqueiro. Para isso, tem o seu exército de “especialistas”, dos quais se destacam com maior prevalência os economistas e os psicólogos. No caso dos economistas, o objetivo é menos tornar claro os falsos movimentos da economia de mercado e analisar as causas da alcunhada crise (como o foi na época de ouro do também alcunhado Neoliberalismo) do que envolver o telespectador-videota na verborragia econofástrica, donde o receptor deve sempre compreender o binômio “bem/mal” como entes absolutos. Miriam Leitão que o diga. No caso dos psicólogos, em sua maçiça maioria, o objetivo é reforçar e dar verniz pseudocientífico aos preconceitos abordados nas notícias. Não foi o caso, no entanto, do psicanalista e psiquiatra Raul Gorayeb, que foi ao insosso Jornal Hoje, apresentado pela ex-comediante Sandra Annenberg, e não endossou o discurso judicativo-condenatório a Lindenberg Alves. Ao contrário, colocou uma questão de ordem social necessária: a responsabilidade da sociedade. Atingiu em cheio a mídia, que se quer porta-voz e porta-estandarte desta sociedade. Ferida de morte, a ex-comediante tenta retomar o script de condenações e culpabilizações. Gorayeb nos sai com Shakespeare, o intérprete das paixões humanas, demasiado humanas. Este sim, o psicólogo de seu tempo, que soube, a despeito do isolamento autoimposto, fazer a leitura dos acontecimentos sociais e do envolvimento dos corpos-afetos na existência das pessoas. Quem matou Romeu e Julieta não foi o amor, mas o ódio cultivado pela sociedade. Da mesma forma, Gorayeb esboça um questionamento que deveria ser corrente nas análises midiáticas destes fatos. Infelizmente, pela cara dos apresentadores do referido jornal, ele não deve retornar tão cedo à cadeira de “especialista de plantão”.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

CHAGÃO PERGUNTA

O ‘Chagão!’ quer saber: Qual o grande artista espanhol que foi destaque dos gramados e jogou até na seleção nacional nas categorias inferiores?

Resposta: ele mesmo, o astro do bolero pasteurizado, o Rei da Música Cafona Internacional, o primeiro de uma dinastia de bolereiros em castelhano, Julio Iglesias, já vestiu as luvas de portero do Real Madrid e andou se enxerindo para a seleção nacional. Antes, é claro, de sofrer um acidente automobilístico e receber um violão de presente da enfermeira que o tratava no hospital. Saindo de lá, impossibilitado de atuar nos gramados, resolveu encarar os palcos, e o resto é história. Quem não tem ao menos um LP ou CD de Iglesias em casa?

CONTA OUTRA, LEONOR!

Outro aniversariante, numa semana de Pelé e Garrincha, agora o gênio gauche, na vida e na bola, indissolúveis, El Diez, El Dios, Diego Armando Maradona, quem sabe arauto de novos tempos para o selecionado argentino (ver texto abaixo). Fiorito está em festa, La Boca está em festa, o futebol, onde quer que esteja, também festeja. Feliz Cumpleaños, Che!

MARA, MARA, MARADONA!

(Chagão!)

Diego Armando, nascido a 30 de outubro de 1960, como a maior parte dos craques, num subúrbio de uma cidade grande, Villa Fiorito, em Buenos Aires. Com passagens pelo Boca Juniors, Barcelona, Napoli – onde se consagrou futebolística e politicamente, ao lado dos brasileiros Careca e Alemão – e outros clubes, Maradona, mais que um craque – um dos maiores, porque não há maior, mas singularidades – é um homem consciente da sua importância política e comunitária em seu país e no mundo. No futebol, criou uma linha de singularidade, modificou tempo e espaço, desmontou paradigmas ao discutir e questionar com razão, humor e inteligência as ingerências da FIFA. Na copa de 86, calou a boca de Havelange, que dias antes teria mandado os jogadores se calarem e jogarem, ainda que no calor do meio dia mexicano, o qual mesmo o local Hugo Sánchez não suportava. Ganhou, e ainda fez o gol mais bonito de todas as copas. Junto com Sócrates e o próprio Sánchez, El Diez peitou Havelange e Cia e ajudou a fundar o sindicato internacional dos jogadores profissionais. Quando Carlos Menem, então presidente da Argentina – e responsável pela tragédia neoliberal que atingiu aquele país – apontou o dedo para julgar Diego, este apontou ao povo e disse: “vá governar para eles, que estão passando fome”. Em sua luta aberta contra o vício, transbordou a luta dos jogadores contra o massacrante modo de existência dos jogadores do futebusinnes, transformados em operários da bola, amestrados a serviço de interesses muitas vezes escusos e que sacrificam suas vidas – por vezes literalmente – em nome de uma mentira: o entretenimento que é o vazio-significante do que é o futebol como jogo filosofante. Enquanto Pelé era referendado como atleta do século pela alta diretoria da FIFA (recompensa a anos de serviços prestados), Maradona era eleito numa votação mundial pela internet como o jogador de futebol do século XX. Jamais fez fortuna, mas conta com amigos como Fidel Castro, Hugo Chávez, Eduardo Galeano, é admirado e querido pelos torcedores napolitanos, por ter levado pela primeira vez um clube do sul da Itália às conquistas nacionais e internacionais mais importantes da Europa, quebrando a tradição econômica e o preconceito dos nortistas. Liderou protestos contra a política imperial dos EUA de Bush, e acima de tudo, não ficou preso à moralidade padronizante dos pensamentos e emoções que se quer passar como opinião pública. “Não sou exemplo para ninguém”, afirma. Não se quer como tábua moral judicativa do outro, mas como companheiro do caminho que se faz. Assim, apóia os jogadores jovens de seu país, se alegrando a cada vez que surge um novo talento, como Leo Messi, e discute com eles as questões políticas que envolvem o futebol. Sabendo que a força nada pode contra a potência criadora, enfrenta a FIFA e a própria AFA (associação argentina de futebol), em prol dos interesses dos jogadores. Maradona é craque – futebolisticamente e comunitariamente.

Quien viene allá

con la pelota en los pies

la torcida hace Ola

y está gritando Olé

Porteño de familia pobre

qui una estrella iluminó

con mucha lucha y garra

no boca juniors se consagró

y con la magia en sus pies

el mundo conquistó

Don diego, diego, diego, dieguito

Mara, mara, mara, mara, maradona

Siempre respetando los adversarios

mismo siendo del mundo campeón

cuando entra al campo

trae en la camisa, alma y corazón

siempre en la vida luchó

y siempre humilde será

y nunca negó caridad

a quien precisa ayudar

(“Maradona”, canção composta por um torcedor brasileiro)

LINHA DE PASSE

Maradona chega ao selecionado argentino. Certamente, a notícia da semana. Mas antes de achar que é piada, uma mera tentativa de fuga da pressão por parte da AFA, ou mesmo cometer o “despautério” de comparar a contratação com o superfaturamento do Engenhão, como fez o “inteligente” jornalista Juca Kfouri, é preciso atentar para alguns detalhes: Maradona evidentemente não será responsável pelo aspecto tático da equipe. Isto ficará a cargo de Carlos Bilardo ou Sergio Batista, que comporão a equipe técnica da Albiceleste (embora aqui preferíssemos o Bianchi, El Virrey). Maradona terá, no entanto, uma função tão importante quanto: trabalhar o aspecto afetivo dos jogadores. Ele pode “funcionar” tanto como um foco de pressões, tirando a atenção midiática dos jogadores, como também sabe trabalhar e muito bem, o aspecto de jogo do futebol. Com os pibes saindo da Argentina cada vez mais cedo, não disputando sequer um Apertura ou Clausura, são estrangeiros na própria casa. Maradona sabe bem quais são as armadilhas, os desvios, as linhas de fuga, as imobilizações do futebusiness. Será mais importante, se conseguir trabalhar como quer, do que qualquer psicólogo. Ele poderá ser o phylum da equipe, o elemento que carrega o fluxo intempestivo, desestabilizando o ambiente, no sentido de produção de movimento. Maradona, com sua honestidade ética, saberá tratar com os jogadores em condição de igualdade. A autoridade que ele possui não lhe foi dada de mão beijada, mas conquistada, dentro e fora de campo. Experiência inovadora, que não tem nenhuma referência de comparação com Dunga na seleção brasileira: são pessoas diferentes, Dunga é paranóide, Maradona é esquizo; Dunga é número, Maradona é intensidade numerante. Maradona jamais abandonou o selecionado argentino e o futebol. No Brasil, os craques são esquecidos, o considerado maior de todos, Pelé, é inimigo da seleção e dos jogadores atuais, e aliado dos donos da bola, e Garrincha ri, com sua cara de garoto alegre e sapeca, d’algum lugar do limbo inferniano dantesco, da ignorância de Luis Fabiano e Anderson. Não há espaço para a amargura. Maradona pode, evidentemente, falhar, como qualquer ventura ou empreitada humana é sujeita ao caminho que se faz ao caminhar: a ventura é processual, não processo. Mas já valeu, pela dis-posição do Pibe De Oro, em tratar a Albiceleste menos como um negócio e mais como uma ventura humana. Mesmo contra os donos da bola e do céu. Boa sorte a nós!

CAMPEONATOS NACIONAIS

Ainda inconclusa, a trigésima-segunda rodada do Brasileirão deixou embolados acima e abaixo. Na parte dourada da tabela, fosse uma eleição, e os cinco candidatos estariam tecnicamente empatados. Abaixo, apenas dois pontos separam a beira do precipício e a Portuguesa. Quem não está na gangorra, que se contente com a Sudamericana ’09, ou pode sofrer a maldição da classe média: no afã de subir, acaba escorregando para baixo. Kléber Pereira, do Santos, estacionou nos 20 gols, e na rabeira, já enxerga Washington, do Flu, e Alex Mineiro, do Palmeiras, ambos com 18 tentos. Resultados:

32ª Rodada Série A – 29 e 30/10

Portuguesa 2 – 0 Ipatinga

Coritiba 2 – 1 Atlético/MG

Internacional 1 – 1 Náutico

Palmeiras 1 – 0 Goiás

Botafogo 1 – 2 São Paulo

Vitória 0 – 0 Flamengo

Cruzeiro 3 – 0 Grêmio

Figueirense – Fluminense

Vasco – Atlético/PR

Sport Recife – Santos

Classificação*

Grêmio  –  59

São Paulo  –  59

Cruzeiro  –  58

Palmeiras  –  58

Flamengo  –  56

Botafogo  –  49

Coritiba  – 49

Internacional  –  48

Vitória  –  45

Goiás  –  45

Sport Recife  –  41

Santos  –  39

Atlético/MG  –  38

Portuguesa  –  35

Fluminense  –  34

Figueirense  –  34

Náutico  –  33

Atlético/PR  –  31

Vasco  –  30

Ipatinga  –  28

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

CAMPEONATOS EUROPEUS

Ligue 1 Temporada 2008-2009: Rodada 11, os cinco primeiros são: Lyon (24), Bordeaux e Toulouse (21), Marseille (20) e Le Mans (18). Resultados: Sochaux 0 – 2 Lyon, Bordeaux 4 – 0 Le Havre, PSG 0 – 1 Toulouse.

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Bundesliga 2008-2009: Rodada 10, os cinco primeiros são: Hoffenheim (22), Leverkusen (21), Hamburg (20), Bayern Munique e Hertha Berlin (18). Resultados: Bochum 1 – 3 Hoffenheim, Werder Bremen 0 – 2 Leverkusen, Hamburg 2 – 0 Stuttgart.

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Premier League 2008-2009: Rodada 10, os cinco primeiros são: Liverpool (26), Chelsea (23), Hull City, Aston Villa e Arsenal (20). Resultados: Liverpool 1 – 0 Portsmouth, Hull City 0 – 3 Chelsea, Aston Villa 3 – 2 Blackburn.

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Série A Itália Calcio 2008/2009: Rodada 09, os cinco primeiros são: Napoli e Udinese (20), Milan (19), Internazionale (18), Fiorentina (17). Resultados: Catania 0 – 2 Udinese, Napoli 3 – 0 Reggina, Milan 2 – 1 Siena.

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Eredivisie Holanda 2008/2009: Rodada 08, os cinco primeiros são: AZ Alkmaar (18), FC Twente e FC Gronigen (17), Ajax e NAC Breda (16). Resultados: Roda 0 – 2 Alkmaar, NAC Breda 0 – 1 Twente, NEC Nijmegen 2 – 2 Gronigen.

SEIS COLETADOS NO INICIO DA OPERAÇÃO COLETA DA PF

A Polícia Federal, em Jales, município do interior de São Paulo, comunicou que as investigações da operação batizada de Coleta (a operação começou hoje em três estados), teve início em setembro. Seis pessoas já foram acusadas e tiveram suas prisões temporárias decretadas pela justiça, baseadas em denuncias oriundas do Ministério Público Estadual. Os nomes dessas pessoas não foram divulgados, mas foi divulgado que os detidos na Operação teriam agidos em São Paulo, Castilho e Ilha Solteira, no estado paulista, em Três Lagoas, município do Mato Grosso do Sul e em Coari, município do Amazonas.

Os agentes federais estão nas ruas à procura de objetos e documentos que sirvam de base material para comprovar os crimes eleitorais. Sendo confirmado, os presos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, compra de votos, uso de documentos falsos e emissão de atestados médicos fraudulentos.

Além da emissão de atestados médicos a fim de beneficiar candidatos às eleições municipais, em nota, a PF ainda informou que “os participantes do esquema compravam votos de eleitores oferecendo cestas básicas, transportes, pagamento de contas e outras benesses”.

Segundo a Agência Brasil, “os detalhes da operação, segundo o órgão, deverão ser esclarecidos às 14h30, em entrevista à imprensa, na Delegacia da Polícia Federal em Jales”.

A Polícia Federal vem efetuando um trabalho no Brasil contra a patologia política, isto é, de combate aos candidatos (e também dos alcunhados políticos) que não concebem a liberdade do voto na democracia como um ato singular comprometido, ontologicamente, com a coletividade, como uma necessidade para a produção de um espaço público sem privações.

São estas ações republicanas e democráticas que auxiliam na construção de uma comunidade democrática.

E, ainda que não saiam algemados, o povo poderá dizer:

Tanto faz

Com algema ou sem algema

O povo sabe que

O político corrupto está sempre algemado”.

OS AVATARES DE DONA RENATA

No hinduísmo, Avatar é a reencarnação do deus Vixnu. O aparecimento sagrado aos seus discípulos. Uma mensagem transfiguradora, uma mudança transcendental. No entendimento comum é uma espécie de metamorfose. A passagem de uma forma para outra. Às vezes com retorno; outras, não. No conto de Kafka A Metamorfose, o personagem se transforma em um inseto e nunca mais retorna a vida familiar-burguesa psicótica. Tomando os dizeres do filósofo Spinoza, em todos os casos, o avatar é sempre a ação de um corpo-afecção sobre outro, causando-lhe um vestígio-efeito. Um afeto. No psicologismo, um sentimento.

PRIMEIRO AVATAR DE DONA RENATA

Dona Renata é uma típica representante da classe média amazonense. Como todos os adultos, nasceu, foi criança, adolescente, jovem, cursou economia, e agora é adulta. Nos significados comuns dos avatares, passou por várias transformações. Casou com um empresário do ramo dos combustíveis, teve filha, viajou, conheceu lugares vários, em sua condição burguesa, foi feliz. Um dia, sob a ação de um corpo-afecção, sentiu-se em transformação: outro avatar se aproximava.

SEGUNDO AVATAR DE DONA RENATA

Na ordem de outro afeto-duração, Dona Renata passou para um estado de reparação: revisar e entender sua existência de esposa-mãe. Entendeu que não era feliz. Haviam corpos-afecções que diminuíam sua alegria. Para ela, a causa de seu efeito-dor era seu marido Nei. Então, a reparação. Segundo, ela, apoiada por seus advogados, os irmãos Paixão, mais o senador do PSDB, Arthur Neto, e o empresário, um dos donos do jornal Diário do Amazonas, Cirilo, gravou um DVD mostrando sua relação, sofrida, com o marido Nei, e o círculo de amizade com o governador Eduardo Braga e sua esposa, Sandra Braga.

Em seu relato, conta que era maltratada fisicamente pelo marido, que fazia parte de uma quadrilha que fraudava licitações públicas com o aval de Eduardo Braga, chefe do grupo, que, por sua vez, quando bebe é agressivo e mulherengo, chegando certa vez a agredir sua esposa Sandra, que teve de fazer cirurgia de reparação na face, sendo ela, Renata, que comprara a passagem. O certo é que, diante de uma câmara fixa, fez vários relatos. Sempre mostrando, quando necessário, documentos que comprometiam o marido e o governador Eduardo Braga em corrupção.

O DVD chegou à imprensa e também ao candidato, na época, Amazonino, que oferecera, segundo contam, mais de dois milhões, hoje negado pelo próprio. Nas ruas, o DVD tornou-se tema de piada, com comentários que o mesmo iria bater o sucesso da Banda Calypso tal sua notoriedade urbana.

AVATARES OUTROS

Indignado, o senador Arthur Neto, resolveu tomar as suas providências: proteger Renata, e levar o material, nitroglicerina pura nas hostes “políticas” ajuricabanas, para a justiça em Brasília. Eduardo, por sua vez, foi à mídia, e em faces deprimidas, negou tudo, afirmando tratar-se de um caso de marido e mulher, chantagem, e ambição dos irmãos Paixão, que pretendiam um cargo no Poder Judiciário Amazonense. O empresário Cirilo, preocupado com possível atentado à sua vida, procurou proteção em seus guarda-costas. Como era tempo de eleição, alguns aficionados do governador procuraram defendê-lo, como foi o caso do comentarista da TV A Crítica, Paulo França, atribuindo o fato ao momento eleitoral, que sempre produz um Helena. Fala incauta, sem conhecer a filosófica de Ésquilo, cujo nome Helena significa “aquela que faz avançar. Aquela que abençoa”, nada de vulgar jornalismo. Nada de Renata. Nada de Soraia, a inventada amante de Serafim.

TERCEIRO AVATAR DE DONA RENATA

Ontem, dia 28, a imprensa publicou uma carta desmentido de Dona Renata, pedindo perdão à família Braga, afirmando que reatou com o marido Nei, e que foi pressionada a fazer tudo que fez por Arthur, os Paixão e Cirilo. Aceitou porque estava fragilizada. Foi à clausura, meditou muito, e agora quer uma vida normal junto com os seus.

DONA RENATA E DOIS FILÓSOFOS

Dona Renata pretende o perdão. O filósofo Nietzsche, com razão, diz que a experiência é ativa porque passa pelo sistema nervoso central. O perdão não passa, é imaginário. Logo, o perdão é uma ilusão. O filósofo Baudrillard afirma que com a informação no tempo real, tudo que é noticiado hoje; amanhã, em outro tempo real, não poderá ser desmentido. Resta apenas a crença no desmentido a quem interessa.

OS DOCUMENTOS NÃO TÊM AVATAR

Se os documentos apresentados por Dona Renata, para incriminar, na época, seu ex-marido, e o governador Eduardo Braga, forem verdadeiros, para a justiça não cai na ordem do perdão. Não podem reencarnar no passado. É prova jurídica hoje.

OH, COMO É GOSTOSA MINHA PREFEITURA!

A época está morta, é verdade, mas ainda está quente. Que se tenha o pudor de esperar que o cadáver esfrie um pouco”. Uma enunciação do filósofo Sartre sobre a passagem de uma época a outra que iria ser construída cortando “a relva sob os pés dos historiadores”, que nos serve apenas no seu cerne moral “o pudor de esperar que o cadáver esfrie um pouco”, posto que a época, em Manaus, não se encontra morta, e que, infelizmente, ainda se prolongará.

É exatamente sem “o pudor de esperar” que aficionados de Amazonino, sem justificativas ontológicas, ausência de engajamento social, estão agindo em setores da administração municipal. Temos informação de que em alguns órgãos começou a caça aos próximos de Serafim. Funcionários que vão ficar nos cargos, e os que vão sair. O próprio eterno escudeiro mor do candidato eleito, Ronaldo Tiradentes, veio a publico anunciar as disposições do “possível” futuro prefeito: demissões e extinções de secretarias. Fanfarronice de gestão “Manaus urgente!”. Em linguagem ralé: jogar para a torcida incauta. Nada de “pudor”.

A GOSTOSA PREFEITURA

O compulsivo assédio aos órgãos confirma o sentido de democracia para esses injustificáveis ontológicos. A prefeitura é apenas um meio para atingir um fim: ser privilegiado. O compromisso social é apenas figura de linguagem. A assertiva que a época será tão conhecida pela inteligência de muitos manauaras. Essa a função da comemoração exacerbada, como se Manaus estivesse prestes a entrar em outra época. Não, só a alegria supersticiosa ligada ao objetivo material. A realização da caricata moral brechtiana, “primeiro a barriga, depois a moral”. Nada de ato da plebe ignara, da ralé, e sim da classe média. A plebe ignara não tem penetração nas secretarias.

Em tal empreitada, de poder se apossar do que é público, valem todos os investimentos. Sintoma percebido quando o resultado é inverso. A dor manifesta da perda, sempre ocultada por mecanismos de defesa afetivos, como trata o texto psicanalítico. Ou, “se estou alegre é porque ganhei uma recompensa como reparação de minha perda”. No caso atual: “Estou alegre porque vislumbro recompensa entrando na prefeitura”. Esse o torrão gostoso da prefeitura. Oralidade compulsiva que nenhum objeto ou idéia sublima.

E SE O TSE FALAR?

As comem-orações materialistas seguem, mas com um olho no padre e outro na dádiva. Ou: um olho no gato e outro no peixe. O Tribunal Superior Eleitoral – TSE julgará os processos dos eleitos para prefeitos, cujas sentenças sairão, talvez, antes das diplomações. Até lá um pouco de “pudor” não é dispensável. Serafim ainda é o prefeito de Manaus. E, segundo informações jurídicas eleitorais, se o TSE falar, cassando Amazonino, o patrício será mais prefeito ainda. O que significa, sartreanamente, que o “cadáver” “ainda está quente”. Sendo assim, “pudor”: “não leve flores para a cova do inimigo”.

JUSTO ELES CULPAM SERAFIM!

Chegado o desfecho da eleição para a prefeitura de Manaus, vozes se manifestam em uníssono culpando o candidato à reeleição — no Brasil o único prefeito a não se reeleger —, Serafim, como responsável pela re-entrada no palco “político” do ícone da direita tradicional do Amazonas, Amazonino. Há até os que afirmam que foi ele o melhor cabo eleitoral do representante maior da direita. Referência à sua administração. O certo é que todos se tomam como justos juízes de Serafim para condená-lo pela emergência do inesperado: a ronda espectral da direitaça.

QUE JUSTOS SÃO ELES?

Em verdade, julgamento e condenação ilógicas, principalmente quando se sabe que a democracia é a práxis social de produção de sabres e dizeres capazes de fragmentar blocos molares niilistas personificados pela direita. Em linguagem banal: engajamento político-social, senão de todos, mas pelo menos de uma grande parte da população da cidade.

Nessas observações judicativas, tomemos o comentário do candidato Praciano, sentenciando que Serafim colocara a gravata em Amazonino, que já se encontrava de pijama. Por um lado, foi verdadeira sua sentença. Mas o que foi que Praciano, em campanha, fez para tirar a gravata de Amazonino? Apresentou a mesma semiótica de valores sociais dos demais candidatos. A linguagem do óbvio que não transforma, só protege o já posto. Tudo o que mantém a miséria ontológica da cidade de Manaus. Não mostrou outros signos. Falou em abrir as escolas (quase todos falaram o mesmo), mas não disse que antes era preciso existir escola, não como prédio, mas como modo de ser outro. Outras percepções e outras cognições. O que jamais ocorreu em toda a história de Manaus, que muda prefeitos, mas os sentidos permanecem sensorialmente anestesiados, e cognitivamente atrofiados. A candidatura Praciano era a única novidade, mas se perdeu em um anêmico trabalho de equipe.

E os outros falantes? Esses, na pulsão de julgar, não sabem que a atualização constitutiva de uma cidade não se reduz a um prefeito. É política, estética e, eticamente, uma produção de todos. Produção transfiguradora para “mostrar o que a direita procura esconder” (Deleuze), o que é nocivo ao movimento da vida. Tudo que as esquerdas do Amazonas não fazem. Fazem até o contrário: ocultam mais. Assim, um prefeito é apenas uma personagem que busca administrar em concordância com a produtividade de todos democraticamente. Todavia, nada disso acontece. As chamadas mentes esclarecidas estão confinadas na mesma cama mortuária da alma coletiva indiferente onde a direita se deita. É quase impossível encontrar um profissional implicando socialmente seus saberes nas comunidades que necessitam escapar das tiranias. Médico, jornalista, advogado, educador, arquiteto, psicólogo, antropólogo, escritor, artista, etc, todos ausentes desta ação de produção coletiva de Saúde. Forma de bloquear o avanço dos zumbis da direita, que se alimentam destes guetos construídos por ela mesma.

A democracia não se constrói em dia de eleição com o voto. Eleição é apenas um rito de confirmação democrática. E se há uma produção coletiva, sua avaliação. Se não há, oportunidade para a direita realizar sua ambição.

Daí que Serafim não é sozinho o responsável pela gravata de Amazonino. Apesar dos juízes.

AMAZONINO LEVA… NÃO LEVA… LEVA… NÃO LEVA…

Não é porque realiza eleições que uma cidade é democrática. Hitler foi eleito e era nazista. Bush foi eleito e é fascista. E as eleições podem não ser democráticas tanto em seus mecanismos quanto nos segmentos que cristaliza. Collor foi eleito com corrupção, veiculando falsas notícias sobre Lula com o aval da mídia globolálica direitaça seqüelada. Fernando Henrique foi eleito duas vezes como o “príncipe dos sociólogos” e mostrou todo seu entendimento de classe, fazendo o Brasil quebrar três vezes e mantendo-o sempre na alternância inflação/deflação. Como dizem Deleuze/Guattari, “não é porque um indivíduo fala em nome dos trabalhadores que ele é um trabalhador ou defende posições dessa classe”. Por exemplo, por mais que o PFL tenha mudado o nome para DEM, o povo sabe que ele é um partido de direita, elitista, reacionário.

UM SUICÍDIO ELEITORAL

Se esses fascistas/autoritários/tiranetes, que se sabe de antemão, pelas suas trajetórias, que irão colocar a cidade em decadência, são eleitos pelo voto direto, é preciso analisar que voto é esse. Para a justiça eleitoral, o voto é individual e intransferível. Mas tem diversas formas de transferir o voto, que não é somente através do antigo voto de cabresto ou o uso do voto como moeda de troca por uma bicicleta, uma dentadura, um emprego, qualquer 50 reais para um motoqueiro pegar um título e votar em lugar de outro, principalmente que nestas eleições, mediante a apresentação do título eleitoral, dispensou-se a apresentação de documento com foto. O voto é social, e é interessante que as pessoas que mais gritam “meu voto” são as que mais facilmente o corrompem, elegendo políticos antidemocratas. Os individualistas não alcançam uma verdadeira individuação enquanto singularidade, acabam por formar uma coletividade dura, que faz vibrar uma caixa de ressonância de clichês de imbecilidades microfascistas, carregando e propagando seus pequenos suicídios, que não deixam de se correlacionar com a desintegração da cidade. É fácil perceber sua euforia violenta, arrogante, assim como será fácil perceber sua ressaca depressiva.

VITÓRIA POR WO NO JOGO DO NÃO-JOGAR

A vitória de Amazonino não passa pelo entendimento dos analistas políticos tradicionais. Lembramos quando há dois anos passados um morador da Zona Leste de Manaus dizia que até um poste ganharia de Amazonino devido ao clima de final de festa que se instaurou em torno de seu nome em decorrência das duas derrotas seguidas que ele havia tido. A questão é que os outros candidatos se apresentaram nessa eleição num clima de final de jogo perdido. Não se apresentaram. Praciano, que vinha como uma alternativa democrática, devido principalmente o apequenamento interno do PT Oh!, my darling! (Sinésio apoiando Omar e Marcus Barros, Serafim), ficou no primeiro turno. Enquanto que Serafim parecia nem acreditar que passara ao segundo, daí sua visível conformidade com a derrota. É possível que ainda na noite de ontem ele tenha se encontrado no Calçada Alta para abraçar Amazonino pela vitória. Uma vitória por WO num jogo inexistente. Não há do que se gabar. Amazonino leva, mas não leva…

A CADEIRA VAZIA DO PODER

Jean Baudrillard, o filósofo da simulação, diz que o poder é um lugar vazio, opaco, e dá como demonstração prática disso a eleição de Silvio Berlusconi como primeiro-ministro italiano: No fundo, tudo se passa como se as massas “cegas” tivessem uma visão mais sutil do que os intelectuais “esclarecidos”: ou seja, a consciência de que o poder é um lugar vazio, corrompido, sem esperança e que se deve colocar nele logicamente homens com o mesmo perfil vazios, grotescos, histriões, charlatões encarnando idealmente a situação. Berlusconi, por exemplo…” Por exemplo, Amazonino… Não é à-toa a afirmação (em tom anedótico) de um rapaz no dia anterior à eleição de que votaria em Amazonino para ver se iriam cassá-lo. Para muitos, é apenas uma personagem caricata que eles manipulam para ficar assistindo suas peripécias cômicas-policiais no seu reality show.

Nesse sentido, o telespectador-eleitor já teve/produziu alguns bons capítulos: ainda durante o primeiro turno, foi pedida a impugnação da candidatura de Amazonino devido a uma dívida da campanha passada; mais recentemente durante o último debate televisivo, segundo jornal da cidade, “o advogado da coligação Manaus – Um Futuro Melhor, de Amazonino Mendes, foi ao debate televisivo para evitar que o candidato passasse por constrangimento. O TRE intimaria Amazonino no debate”. O documento não foi entregue, mas ele tem tudo para se juntar a Henrique Oliveira, o vereador eleito com o maior número de votos nesta última eleição em Manaus, que está na iminência de ser cassado pela justiça eleitoral. A qualquer dia, antes ou depois de assumir, mais dia menos dia, mesmo os que votaram em Amazonino ficam no clímax do espetáculo de sua queda sempre iminente, quando poderá talvez escapar alguma centelha democrática. Até lá, brinca-se, numa demonstração que ele nada pode fazer em sua impotência: leva… não leva… leva… não leva… leva… não leva…

ELEIÇÕES! FESTA DEMOCRÁTICA?

O sentido político-social de eleições corresponde a um empreendimento de quereres partidários e comunitários. Festa, liberação de força alegres constituidoras da existência: Existir é uma festa! Atitude ontológica como modo de ser criador. Democrática, fluências extensivas e intensivas dos amigos. Superioridade da Polis.

A CONSTITUIÇÃO CIDADÃ E AS ELEIÇÕES ATUAIS

No país em que se comemora 20 anos da Constituição Cidadã, a Carta Libertária fim da ditadura, a Constituição que prega os direitos de todos, ontem, dia 26 de outubro, realizou-se eleições para os cargos de prefeitos. Exercitou-se o período chamado de eleitoral: campanhas partidárias. Amostras de propostas administrativas partidárias, e tentativas de persuasões. Apanhar eleitores. Nisso, didáticas várias foram usadas. Entretanto, em algumas cidades (talvez em todas) o que mais predominou foram as que confirmam que a Constituição Cidadã encontra-se 20 anos aprisionada. Encontra-se com a mesma face que os constituintes deixaram em 1988. Aqui, em 2008, nesse direito, não há Constituição Cidadã.

OS USOS E ABUSOS TIRÂNICOS

Lá, em 1988, a Constituição Cidadã observa perplexa pelos olhos de Dr. Ulisses e Tancredo, como é desesperador ser constituinte no Brasil. Como é difícil candidatos se libertarem da coletividade tirânica, a que impede que cada um suspeite, e descubra que cada homem é antes de tudo um indivíduo singular. Uma inviduação criadora da pluralidade (pletus, grego) produtora do Logos, Retórica, o fluxo aistético da democracia.

Por tal, impossibilitados de suas individuações, presos em seus leitos mortuários, normalizam suas decisões eleitorais pela forma que são: apocalípticos. O Elogio da Dor. Cheiram o eleitor como vítimas fáceis de devoração. Vitimados pela dor reativa do misticismo e miticismo, exercem a chantagem, a ameaça, a promessa, tudo muito bem aliado com a classe média amoral, a mídia venal, os funcionários das carreiras concedidas, etc. O exponencial da Dor. O Medo! O Medo das individualidades criadoras.

A VITÓRIA

Sabe-se que em democracia não há derrotados e vitoriosos, mas homens que tecem saberes políticos como Polis: a Subjetividade de todos. Todavia, os sem constituintes, tirânicos/escravos, comemoram como uma torcida organizada de um time de futebol. A sublimação, diria Freud, neurótica da impotência. O sentimento de inferioridade. O que o filósofo Nietzsche chama de reativo. “Vencemos!” Venceram o quê? Teriam vencido se tivessem deixado emergir a vida. Mas qual o quê? O medo continua.

Pobre da sombra que se quer cidade porque seus governantes não liberaram suas inviduações, pois jamais poderão ser coletivos. Pobre da sombra-cidade que os governantes fortalecem seus medos democráticos nos medos dos eleitores. Pobre de Manaus das sombras. Rica a Manaus das luzes, das visibilidades!

Eleições? Não!

Democracia? – O que é isto?

KIT PARA TESTES DE HIV E HEPATITE C

A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), através do Instituto de tecnologia de Imunobiológicos (BIO-Manguinhos), está desenvolvendo um sistema informatizado de testes para HIV e hepatite. É o kit NAT HIV/HCV. Com tecnologia genuinamente brasileira, o kit tem por objetivo diminuir a quantidade de pessoas contaminadas durante as transfusões de sangue.

Na Agência Brasil, consta a seguinte informação: “Segundo o diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, um em cada 250 mil doadores é contaminado pelo vírus HIV ou HCV. Com o novo sistema de coleta de sangue, o número deve cair para um em cada 13 milhões de coletas. Com o kit, a triagem dos serviços de hemoterapia ajudará a detectar, em curto espaço de tempo, a janela imunológica para a detecção do HIV, que hoje é de 21 dias e cairá para oito dias. No caso do HCV, o tempo será reduzido de 72 para 14 dias”.
O kit tem previsão para que seja utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro de 2010.

Embora as políticas de saúde social, principalmente no caso da AIDS, do governo federal estejam sendo intensificadas nos níveis de pesquisa cientifica, políticas públicas e investimentos tecnológicos, ainda há a necessidade de se produzir, no seio da sociedade civil, acadêmica e midiática, uma conscientização que não permita o uso do vírus HIV como matéria terrorista, sensacionalista ou até mesmo como discursos falsos ditos em tom acadêmico. Que a AIDS seja tratada racionalmente como um problema de saúde social no qual a compreensão das relações democráticas entre as pessoas, seja na família, com o namorad@, com a esposa, com o marido, com o companheir@, com as crianças, com os estudantes e mais pessoas, tenha uma necessidade primordial para a vida. Pois, como diz Herbert Daniel, “a primeira armadilha é imaginar que a experiência da AIDS é puramente a experiência de uma dor física”. A AIDS é uma experiência social.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

CHAGÃO PERGUNTA

O ‘Chagão!’ quer saber: Qual o grande artista espanhol que foi destaque dos gramados e jogou até na seleção nacional nas categorias inferiores?

CONTA OUTRA, LEONOR!

Aproveitando o mês de outubro, mês da garrinchada da existência de Mané, que entortou o tempo e não tem dia certo de aniversário, sendo portanto aniversariante, a Leonor carrega para os leitores chagânicos uma textualização de outubro de 2007, onde esta coluna fez uma análise-toque sobre o devir-perna torta de Mané.

GARRINCHA, DEVIR-PERNA-TORTA

(Chagão!)

“EHá dois tipos de acontecimento. Um é um equívoco da inteligência, quando trabalha apenas com o visível e o perceptível, e não percebe que o que se passa para além disso é muito maior e mais intenso. O acontecimento real, aquele que carrega elementos materiais e imateriais de transformação, acontece no movimento. Não o físico, perceptível, mas aquele que só se percebe quando aconteceu, não se deixa capturar, escapa, transborda. Garrincha foi um acontecimento. Uma hecceidade, individuação sem sujeito, um acontecimento. Algo passou nele, que passa em todo mundo – há milhões de jogadores de futebol, sempre o houve – mas quando esse ‘algo’ passou pelo corpo-mané, foi modificado. Uma ruptura se deu, um devir passou, e Garrincha apareceu. Os grandes jogadores entraram para a história. Garrincha passou. É que a história tem sua linguagem, e como toda linguagem, captura, seleciona, exclui e conta algo que em sua formatação se pretende neutro, mas que faz parte – Foucault já o sabia – das relações de força. Garrincha foi incapturável. O futebol, quando jogo e não entretenimento, faz parte da condição existencial do ser humano. Homens se fazendo livres criando entre si regras para com-viver. Garrincha transbordou as regras do jogo. O campo desaparecia, o espaço se alterava, Mané provava com os pés a ineficácia da teoria da relatividade Einsteniana, antecipando a física quântica. Onde está Mané? “Só dribla para a direita”, diziam os técnicos europeus. O drible é sempre o mesmo, o zagueiro já sabe pra onde ele vai puxar, sempre para o mesmo lugar, o mesmo movimento, e mesmo assim ninguém pega, não há como se antecipar. A perfeição do drible é criar outros espaços, só Mané e Maradona sacaram essa. Por isso, Mané subverteu o futebol. Criou um outro, a partir de si, na impessoalidade do movimento incapturável do Ser. O futebol de Garrincha não é o mesmo de Pelé. Por isso, Pelé pode ser comparado, Garrincha não.

Primeira Garrinchada: Mané entorta o conceito de corpo – era um pobre resto de fome e de poliomielite, burro e manco, com o cérebro infantil, uma coluna vertebral em S e duas pernas tortas para o mesmo lado, descreve Eduardo Galeano. Nunca houve um ponta-direita como ele, completa. Como pode um corpo inútil e improdutivo fazer o que faz Garrincha? É que ninguém sabe do que um corpo é capaz, até que ele mostre, espinozianiza com as pernas o Mané Filosofante.

Segunda Garrinchada: Mané entorta as regras do jogo – contam que num jogo contra a Alemanha, amistoso preparatório para a Copa de 1962 (se esta coluna não se engana), Mané driblou o time inteiro, e parou a bola sobre a linha do gol. O técnico brasileiro, desesperado, pediu que arrematasse. Ele retirou a bola, voltou à entrada da área, e driblou de novo, toda a zaga alemã. O técnico esbravejou, ameaçou tirar Mané do time, acusando-o de irresponsável. Semanas depois, no Chile, Mané ganharia o mundial, quase sozinho, assombrando o mundo. É que o jogo só é jogo quando são os homens livremente que o fazem, e o homem só é verdadeiramente homem quando joga, sartreaniza o Existencialista Mané.

Terceira Garrinchada: Mané entorta as certezas do mundo – toda história e crônica sobre Mané quase que invariavelmente termina com a lição moral: foi derrotado pelo álcool’, ‘irresponsável, gênio, inconsequente’, ‘não soube administrar o sucesso. Mané não cabia na pequenez do mundo, procurava pelo inperceptível, só o invisível é que lhe servia, com a bola, com o copo, com os lábios da morena, Mané “limava pacientemente o muro”, para, como Van Gogh, descobrir o que havia pode detrás. “Furava o guarda-chuva, para que os raios do sol pudessem passar”, como fez D. H. Lawrence. Talvez tivesse sido um atleta, não fizesse o que fez. Garrincha jamais soube o que era ser um atleta, menos ainda o que era ser sucesso. Não lhe interessava. ‘É que eu vi demais, entendi demais, muito para que este corpo suportasse, por isso minha saúde sempre foi pequena, como a dos filósofos’, deleuzeaniza a Hecceidade Mané.

LINHA DE PASSE

A FIFA, por incrível que pareça, preocupa-se com os jovens talentos do futebol. E com o seu futuro enquanto entidade maior do negócio. Ela pretende lançar regras mais rígidas de controle e proteção a jovens jogadores e clubes que tenham sua base econômica nas categorias de base. O caso é que milhares de jovens, sudamericanos e africanos principalmente, chegam como imigrantes ilegais à Europa, na ilusão de jogar num clube grande, e descobrem-se abandonados em país estranho, sem proteção social nem documentação, sendo vítimas de exploração sexual e de trabalho. Do lado dos clubes, há um empobrecimento das ligas locais, e concentração de riqueza e de “recursos humanos” na Europa, e mesmo lá, em alguns clubes das ligas mais ricas. E como a FIFA anda perdendo terreno no reino do futebusiness, resolve atacar os megaclubes onde mais lhes dói: no bolso e na tentativa de buscar jovens talentos sem ônus. Em Manaus, por exemplo, onde o futebol profissional inexiste e os clubes dependem das migalhas dos governos municipal e estadual, o Valência, da Espanha, tem uma escolinha. O que a FIFA pretende é fechar essa torneira que leva diretamente e sem custos maiores o pé-de-obra, que em terras do cone Sul, abundam. Quantos “craques” ainda veremos nas seleções brasileira e argentina que jamais jogaram um campeonato nacional?

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A partida entre o Duque de Caxias, do Rio de Janeiro, e o Rio Branco, do Acre, na Arena da Floresta, pela segunda rodada da quarta fase da série C ficou conhecida como a partida do cai-cai. Tudo porque o time segurava o empate contra o Rio Branco, forte em casa, com três jogadores a menos, expulsos, quando, no final do segundo tempo, vendo que iria tomar o gol da derrota, o técnico ordenou que dois jogadores caíssem no chão e não mais se levantassem. O resultado foi que o árbitro teve que encerrar a partida aos 37 do segundo tempo. O STJD entrou em campo e multou o clube carioca em dez mil Reais, e excluiu o time da série C do ano que vem. Ainda cabe recurso no pleno do STJD. Agora, se o cai-cai vira mesmo motivo de exclusão do campeonato, ou o Kaká não é mais convocado, ou o Brasil fica fora da copa 2010.

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Duas semanas atrás, esta coluna falou sobre o caso do ex-jogador Stefano Borgonovo, e sua luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica, ou ELA, ou como Borgo a chama, La Stronza (a filha da puta). Pois bem, estudos publicados esta semana pela equipe do neurologista Jesús Mora, do Hospital Carlos III, de Madrid, dão conta de que o mal, ainda sem tratamento e diagnóstico preciso, viria de uma neurotoxina presente na grama dos estádios de futebol. A neurotoxina, chamada BMAA, é produzida por cianobactérias, que se reproduzem na água parada em poças dos gramados. Estas cianobactérias se alimentam do fosfato presente nos pesticidas usados para cuidar da grama, criando um ambiente propício à cultura bacteriana. O que chamou a atenção da equipe é que a bactéria está presente em dois locais de grande incidência de contaminação pela doença: os gramados de futebol, já que a incidência de jogadores contaminados é muito maior do que a média da população geral, e entre os nativos da ilha de Guam, os Chamorro, que consomem uma torta feita com cicada, uma fruta apreciada pelos morcegos da ilha, que contaminam com a cianobactéria os frutos. Jésus Mora chama a atenção para o absoluto desconhecimento da população em geral das consequências para a saúde da liberação de compostos químicos contidos em pesticidas domésticos, produtos de limpeza, conservantes, aerosóis e outras comodidades da chamada vida moderna.

CAMPEONATOS NACIONAIS

A notícia da rodada foi a aula de futebol que o técnico Renê Simões e seus meninos das Laranjeiras deram em Luxemburgo, Kléber e companhia limitada. Uma aula com direito a Olé, em que o tricolor carioca jogou por música. E ainda tem quem pense que Luxemburgo é o melhor técnico do Brasil. Mais preocupado em elogiar Hernanes (seu novo investimento como empresário de jogadores) e em assumir a vaga na seleção brasileira pós-Dunga, o técnico simplesmente esqueceu o verdão. Ainda assim, o time está no grupo dos 5 que devem abiscoitar o título e as vagas na Libertadores. Do outro lado da tabela, o Vascão respira, com a goleada sobre o Goiás,e dá respiro a todos os que não desejam o retorno de Eurico Miranda ao futebol carioca. O Grêmio ainda tem uma gordurinha para queimar, e só depende de si para levar o certame, mesmo jogando mal. Kléber Pereira, do Santos, continua com 20 gols, na artilharia do torneio, e lá estacionou há três rodadas. Mas o artilheiro incansável, Washington, do Fluzão, vem chegando, e já tem 18 gols. Resultados:

31ª Rodada Série A – 22, 23 e 25/10

Goiás 2 – 4 Vasco

Flamengo 5 – 0 Coritiba

Grêmio 1 – 0 Sport Recife

São Paulo 2 – 1 Vitória

Ipatinga 0 – 3 Botafogo

Fluminense 3 – 0 Palmeiras

Náutico 1 – 1 Portuguesa

Atlético/PR 1 – 0 Cruzeiro

Atlético/MG 2 – 2 Internacional

Santos 3 – 0 Figueirense

Classificação*

Grêmio  –  59

São Paulo  –  56

Cruzeiro  –  55

Flamengo  –  55

Palmeiras  –  55

Botafogo  –  49

Internacional  –  47

Coritiba  – 46

Goiás  –  45

Vitória  –  44

Sport Recife  –  41

Santos  –  39

Atlético/MG  –  38

Fluminense  –  34

Figueirense  –  34

Náutico  –  32

Portuguesa  –  32

Atlético/PR  –  31

Vasco  –  30

Ipatinga  –  28

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

* * *

Duas definições saíram nesta rodada da Série B: um promovido e um rebaixado. O promovido, claro, é o Corinthians, que mesmo que não seja campeão, já está na série A de 2009. E o CRB de Alagoas, que já está garantido na Série C de 2009. Tristeza para Maceió, alegria para os torcedores paulistas e um pernambucano que mora em brasília. Restam, portanto, 3 vagas para um e outro lados. O Timão, se quiser permanecer na Série A em 2010, deve se reforçar, porque com este time ele venceu fácil o certame das galinhas mortas, mas na série A, onde ainda existem alguns cartuchos para gastar, o negócio é diferente. Embora a maioria também seja da espécie dos galináceos falecidos, existem 3 ou 4 times que tem organização e qualidade suficiente para dominar o cenário. Do Brasiliense até o final da tabela, todos têm chances de acompanhar o CRB. As três vagas do ascenso devem ser decididas entre os times que estão da Ponte Preta para cima. Túlio estacionou nos 23 gols mas continua liderando a artilharia. Confira os resultados:

32ª Rodada Série B – 21,24 e 25/10

Brasiliense 2 – 1 Criciúma

América 2 – 1 Santo André

Bragantino 1 – 1 ABC

Vila Nova 2 – 1 Ponte Preta

Fortaleza 2 – 2 CRB

Juventude 3 – 2 Gama

Barueri 1 – 2 Paraná

Corinthians 2 – 0 Ceará

São Caetano 3 – 1 Bahia

Avaí 3 – 1 Marília

Classificação*

Corinthians  –  70

Avaí  –  59

Santo André  –  55

Vila Nova  –  54

Barueri  –  51

Juventude  –  49

Bragantino  –  49

Ponte Preta  –  48

São Caetano  –  46

Ceará  –  44

Bahia  –  42

Brasiliense  –  40

Paraná Clube  –  40

ABC/RN  –  40

América/RN  –  37

Criciúma  –  36

Fortaleza  –  36

Marília  –  34

Gama  –  32

CRB  –  19

* Em roxo, os classificados para a Série A do Brasileirão ‘09; em cinza, os rebaixados para a série C.

* * *

Série C do Brasileirão: os times nortistas conseguem empates fora de casa, bons resultados diante da campanha que fazem. Os acreanos, beneficiados pelo cai-cai do Duque de Caxias, empataram em 2 gols com o Confiança, em Sergipe, enquanto os paraenses foram à Paraíba e também empataram em 2 com a Campinense. O Atlético Goianiense lidera, o Águia é o terceiro colocado, e o Rio Branco continua na lanterna.

CAMPEONATOS AMÉRICA DO SUL

Apertura Argentino’ 08: o Racing Club não deu chances para o líder San Lorenzo, e venceu no Cilindro. Bom para Tigre e Boca Juniors, que venceram e encostaram. Do outro lado, Huracán, River Plate e Rosario Central cambaleiam e flertam com o rebaixamento. Quanto tempo mais vai aguentar o técnico Simeone nos Millonarios? Na artilharia, José Sand, do Lanús, fez dois dos quatro da vitória do seu time, e tem agora 12 tentos. Resultados:

11ª Fecha Apertura’08 – 24,25 e 26/10

San Martín (T) 1 – 0 Arsenal

Lanús 4 – 3 Godoy Cruz

Velez 0 – 3 Colón

Newell´s 1 – 1 Estudiantes

Huracán 0 – 3 Tigre

Independiente 1 – 1 Argentinos

Boca Jrs 2 – 1 Rosario Central

Racing 2 – 1 San Lorenzo

Gimnasia 0 – 0 Banfield

Gimnasia Jujuy 1 – 0 River Plate

Classificação

San Lorenzo  –  25

Tigre  –  23

Boca Juniors  –  20

Newell’s Old Boys  –  19

Lanús  –  18

San Martín (T)  –  16

Vélez Sarsfield  –  16

Estudiantes La Plata  –  15

Racing Club  –  15

Colón  –  14

Banfield  –  14

Independiente  –  14

Gimnasia La Plata  –  14

Arsenal  –  14

Gimnasia Jujuy  –  13

Godoy Cruz  –  11

Argentinos Juniors  –  11

Huracán  –  09

River Plate  –  08

Rosario Central  –  08

* * *

Apertura Uruguaio’ 08: Nacional, com um jogo a menos, continua líder, mas Defensor Sporting e Danubio, os dois clubes que têm dominado o cenário futebolístico charrua nos últimos certames, vão chegando aos poucos. O goleador é Sergio Leal, do Danubio, agora com 6 gols. Resultados:

08ª Fecha Apertura’08 – 25 e 26/10

Cerro Largo 0 – 0 Racing

Rampla Jrs 1 – 1 Wanderers

Central Español 0 – 0 Peñarol

Tacuarembó 0 – 1 Juventud

Liverpool 1 – 2 Cerro

Bella Vista 0 – 1 Nacional

Danubio 3 – 0 River Plate

Villa Española 1 – 3 Defensor Sporting

Classificação

Nacional – 19

Cerro – 18

Defensor Sporting – 15

Danubio – 15

Racing – 13

Liverpool – 13

Peñarol – 12

Rampla Jrs – 10

River Plate – 10

Bella Vista – 10

Tacuarembó – 07

Central Español – 07

Wanderers – 05

Cerro Largo FC – 04

Juventud – 04

Villa Española – 03

CAMPEONATOS EUROPEUS

Ligue 1 Temporada 2008-2009: Rodada 10, os cinco primeiros são: Lyon (21), Marseille (19), Le Mans, Bordeaux e Toulouse (18). Resultados: Auxerre 0 – 0 Lyon, Marseille 2 – 4 PSG, Rennes 2 – 2 Le Mans.

* * *

Bundesliga 2008-2009: Rodada 09, os cinco primeiros são: Hoffenheim (19), Leverkusen (18), Hamburg (17), Stuttgart (16) e Bayern Munique (15). Resultados: Hoffenheim 3 – 0 Hamburg, Leverkusen 2 – 0 FC Koln, Stuttgart 2 – 0 Bochum..

* * *

Premier League 2008-2009: Rodada 09, os cinco primeiros são: Liverpool (23), Chelsea e Hull City (20), Arsenal (19) e Aston Villa (17). Resultados: Chelsea 0 – 1 Liverpool, West Albion 0 – 3 Hull City, West Ham 0 – 2 Arsenal.

* * *

Liga Sagres 08/09: Rodada 06, os cinco primeiros são: Nacional e Leixões (13), Benfica (12), FC Porto (11) e Sporting (10). Resultados: Nacional 1 – 0 Setúbal, FC Porto 2 – 3 Leixões, Benfica 2 – 1 Naval.

* * *

Série A Itália Calcio 2008/2009: Rodada 08, os cinco primeiros são: Napoli, Udinese, Internazionale (17), Fiorentina e Milan (16). Resultados: Lazio 0 – 1 Napoli, Udinese 3 – 1 Roma, Inter 0 – 0 Genoa.

* * *

La Liga BBVA Espanha 2008/2009: Rodada 08, os cinco primeiros são: Valência (20), Barcelona, Real Madrid (19), Villareal (18), Sevilla (17). Resultados: Recreativo 1 – 1 Valência, Barcelona 5 – 0 Almería, Real Madrid 3 – 2 Athletic.

* * *

Eredivisie Holanda 2008/2009: Rodada 07, os cinco primeiros são: NAC Breda e FC Gronigen (16), AZ Alkmaar (15), FC Twente (14), Ajax (13). Resultados: FC Utrecht 0 – 0 NAC Breda, Gronigen 3 – 0 Sparta Roterdã, Alkmaar 3 – 0 Volendam.

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

É FESTA DEMOCRÁTICA!

É TEMPO DE ELEIÇÃO!

VAMOS PARA AS RUAS MOSTRAR NOSSA OPINIÃO!

A Democracia é a saúde da cidade.

Uma cidade onde a democracia não prevalece é uma cidade doente.

Uma cidade onde a diversidade não é potência coletiva não é democrática.

A cidade só existe pela composição desejante dos seus habitantes, mas o Desejo só existe quando é composição ativa de dizeres, saberes e quereres a partir de uma leitura original de mundo.

Aquele que não compreende o quanto a sua atuação é necessária no mundo não é gay, independente da sua orientação sexual.

O político corrupto apenas evidencia a sua ignorância, produto da estupidez da exploração.

O cidadão consciente, que não se permite contaminar pela decadência e pela dor da corrupção, é ativo, necessário, alegre, produtivo, gay, independente da sua orientação sexual.

O amor não deve se reduzir ao casal, seja ele hetero ou homoerótico, mas deve transbordar em produções desejantes no mundo.

O Mundo é Gay porque o fluxo da Vida, o Élan Vital corre fora da existência: é preciso criar furos para que a Vida possa passar. Isso é política gay.

Nem todo homoerótico que se apresenta como político e defensor da causa é necessariamente um bom candidato. É necessário saber qual a leitura que ele fez da sua própria condição antes de faze-lo representante de um segmento.

Ao escolher um candidato, não escolha pela orientação sexual ou pelo discurso de defesa de um segmento. Escolha pelas ações e pelo entendimento de mundo que ele carrega.

A Democracia é uma práxis, não uma característica de governo.

Um país não é democrático porque faz eleições, ele é democrático quando seus candidatos saem de uma práxis social que valoriza a diversidade e a pluralidade.

O voto não é um ato individual. Ao escolher um candidato você escolhe em cidade em que quer viver, e qual cidade quer para seus amigos e amores.

Transformar a relação com o corpo, libertando-o dos clichês da sociedade do consumo, é também uma política democrática.

Nenhum candidato que não compreendeu a sua condição social no mundo é eleito, quando a sociedade é democrática.

Corrupção não é apenas desviar verbas ou abusar das atribuições legais do cargo, mas corrupto é todo aquele que desconhece e trabalha contra a criação de uma comunidade democrática.

Dinheiro público não é um ente fantasioso alheio às pessoas, mas a confluência do trabalho coletivo, produzido por cada cidadão com seu suor, e que deve ser usado na manutenção e criação de mecanismos de proteção, segurança, saúde, educação e promoção ativa da criação humana no mundo.

Aquele que rouba dinheiro público é como o ladrão que entra na sua casa e leva parte do seu salário. Logo, não é democrático.

Aquele que tolera a diversidade não é democrático, porque não a deseja. A Democracia é sempre desejante de novas composições intensivas.

O Mundo Gay é um mundo onde a Democracia prevalece!

Portanto, querid@s, vamos votar para que a nossa sociedade seja cada vez mais gay! Ui!

DEBATE NA TV? NÃO, MAS…

…Amazonino se comportou como geralmente se comporta nos debates: irrequieto, inseguro, temeroso. Mostrando que não tem mesmo o que dizer, se segurou em alguns clichês, na tentativa de eliminar os argumentos do adversário.

No afã de capturar o eleitor-telespectador pelo complexo de inferioridade, tentou dar a todos os assuntos um aspecto de “dificuldade”. Para justificar a inexistência de idéias para o turismo ou o saneamento básico, por exemplo, conjurou a “complexidade” do assunto. Em outras palavras, subestimou a inteligência do eleitor. Em determinado momento, seu nervosismo permitiu o ato falho de chamar o prefeito de “Presidente Serafim”, talvez vendo no adversário materializados os seus medos e inseguranças. O verniz intelectual que tenta dar ao seu empobrecido discurso não vai além de algumas palavras colhidas no dicionário, na maior parte das vezes anos-luz distantes do seu significado real, ou no máximo bem delimitadas pela significação banal, do senso médio. Ao ponto de afirmar, sobre as invasões que povoaram a cidade (especialidade do seu governo, aliás) que “Manaus foi invadida pelas invasões. Tautologia mais que linguística, no caso de Amazonino.

Quase sem voz, não por rouquidão, mas dislálico, “engolindo” as últimas palavras, mal terminando a maioria das frases. Optou, como sempre, por tentar desestabilizar emocionalmente o adversário a apresentar improváveis argumentos – improváveis por não saber articulá-los, e pelos fatos que acompanham a sua trajetória política. Em alguns momentos, o tom de voz dava a impressão de quem estava prestes a chorar.

No plano das propostas, foi engolido por Serafim. Enquanto pensava em uma frota de caminhões a rodar pela cidade a debelar as emergências, Serafim falava em fortalecer presença da rede de atenção básica de saúde nos bairros. Enquanto falava que o turista só quer saber de selva, e não liga para a cidade, Serafim mostrava que, do aeroporto aos hotéis de selva, o turista gasta – e muito – dentro da cidade. Enquanto tentava convencer a população de que a privatização da água foi uma decisão acertada, Serafim mostrava que, não fosse isso, o governo federal poderia investir muito mais do que tem investido na resolução deste problema.

Serafim equivocou-se somente em dois momentos: quando permitiu que Amazonino saísse do debate afirmando que não ficou com o dinheiro da privatização, dando abertura para que ele anunciasse aos quatro ventos que não subtraiu o erário público sem contestá-lo, e no momento em que deixou a guarda aberta para que Amazonino decantasse as vantagens de ser prefeito na administração de Lula. Amazonino, que foi duas vezes governador na época do presidente FHC – de quem Amazonino é amigo, e que “ajudou” na aprovação da emenda da reeleição, e a quem o Farol de Alexandria chamava de “Imperador do Amazonas” – não podia reclamar de falta de atenção do governo federal, e mesmo assim, o Estado não foi beneficiado como o é no governo atual e com a prefeitura atual. Mesmo com Amazonino fazendo parte da tropa de choque do governo FHC-PSDB, o Amazonas sofria diuturnamente ataques ao modelo Zona Franca de Manaus por parte do governo federal, e jamais teve sequer um décimo dos recursos federais que ora chegam na atual parceria Serafim-Lula.

Afora estes deslizes, Serafim esteve seguro, tranquilo, soube argumentar com clareza e colocar didaticamente os pontos positivos e as dificuldades que teve nos quatro anos em que administrou Manaus. Sobrou, e engoliu o adversário.

As considerações finais, ao olhar de um eleitor atento, seriam suficientes para pontuar a diferença entre os candidatos: um, pautando-se no imaginário supersticioso, apelou ao misticismo teológico, citando zil vezes Deus, e “endeusando-se”, enquanto o outro delineou a sua proposta de governo, sublinhando os pontos positivos e conclamando a vitória no domingo. Detalhes de uma eleição que não escapam ao eleitor teologicamente atento, que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir.

A nota funebre – desta forma mesmo, sem o acento no u – foi a ausência da democracia no final do debate. A mediadora não esperou o desligar das câmeras para mostrar que, na prática, a emissora não está na média, mas pende para um lado. Enquanto Serafim aproximou-se para cumprimentá-la, fazendo com a mão o gesto do “40”, ela desviou o caminho, e apertou a mão do outro candidato. Acrescente-se que Daniela Assayag, para um telespectador mais atento e informado, aparece como uma mediadora insípida, sem lucidez e dinamismo para mediar um debate, talvez porque, ainda que conste a mediocridade do caso, é necessário ao menos um míonimo de inteligência para coordená-lo. Mesmo os telespectadores/videotas, acostumados a ver Danielinha cobrindo alguma matéria sensasionalista, como um naufrágio ou uma “festa” de boi-bumbá no Sambódromo, perceberam uma aparente diferença. Não que os “jornalistas” que vieram de Rio/São Paulo sejam melhores, afinal a diferença é apenas aparente e todos são iguais, o mesmo, Redundância, clone. Talvez se queira dizer que ainexpressividade da medíocre mediadora seja decorrência da postura séria condigna a um debate eleitoral; mas a parcialidade dela no aperto de mão só revela o que todos já sabem: que ela e a emissora da qual faz parte são realmente muito sérias para a democracia.

O VOTO DO IMIGRANTE NA CIDADE DE MANAUS

Nesta eleição, junto com os votos dos manauaras de uma ou mais gerações, o voto dos imigrantes que transferiram residência e título de eleitor para Manaus será decisivo na hora da contagem e eleição do prefeito.

Neste voto, os imigrantes vindos do Pará, Ceará, Maranhão, Goiás, Acre e outros lugares, carregam também seus percursos, vivências subjetivas e entendimentos de mundo criados a partir da relação que estes aprenderam a ter nos lugares de onde vieram. Este aspecto não se nota apenas nas eleições, mas no comércio, na economia em geral, nas relações sociais e na própria visão de cidade, que se modifica conforme estas pessoas vão interferindo na existência de Manaus.

SUBJETIVIDADE “CALYPSO” X SUBJETIVIDADE “CARRAPICHO”

A partir daí é possível a criação de linhas intensivas diferentes daquelas que poderiam aparecer caso a eleição fosse estritamente decidida por eleitores manoniquins.

Dois tipos de votos imigrantes devem se manifestar nestas eleições: um, democrático, o outro, de conservação das forças reacionárias brasileiras.

No primeiro caso, são pessoas que fizeram a leitura da sua própria condição social, a partir do lugar onde viviam. Para isso, entenderam como os mecanismos econômicos, políticos, sociais, institucionais, funcionavam nas cidades onde viviam. Ao chegar a Manaus, elas trouxeram consigo a consciência crítica da análise realizada da sua própria existência e condição social no mundo. Estas pessoas votam de acordo com a sua leitura de mundo, e querem governantes que não reproduzam as mesmas relações de exploração e dependência que encontraram no seu lugar de origem ou em outras cidades por onde passaram. Como se manifestou, democraticamente, mesmo na mídia antidemocrática, uma professora: “Sou do Pará, mas estou aqui há 17 anos. Infelizmente as pessoas conhecem pouco a cidade, até mesmo coisas simples, como se deslocar ou pegar um ônibus. Isso é ruim porque dá abertura para políticos que têm pouco compromisso com a cidade”.

Já no segundo caso, outros imigrantes, que vieram para Manaus na perspectiva de melhora das condições de vida, mas sem ter feito a leitura da sua condição social, ao chegarem aqui, apenas reproduzem as relações e os entendimentos que já tinham em sua cidade. Daí, muitos maranhenses votarem em candidatos parecidos com Sarney, paraenses votando em gente parecida com Jader Barbalho, cearenses procurando eleger políticos da mesma lavra de Tasso Jereissati, e por aí vai. Políticos amazonenses que pertencem à mesma subjetividade anti-democrática e decadente que os citados, não faltam. São imigrantes que não entenderam a diferença entre um Calypso e um Carrapicho, entre o bumba-meu-boi do Maranhão e mesmo do Pará, e o boi bumbá cocanestlelizado de Parintins/Manaus. Que se alimentam das migalhas que caem das mesas dos governantes, e compõem misérias sociais.

Que neste domingo prevaleça o voto dos verdadeiros imigrantes, os desterritorializados, que carregam novos dizeres e saberes, necessários à construção da democracia na aniversariante cidade de Manaus!

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ O BRASIL APRENDEU A “LIÇÃO DE CASA”? O aprendizado é relativo aos ensinamentos do ex presidente do Banco Central dos EUA (FED), Alan Greenspan. E a “lição de casa” é a defesa da auto-regulamentação do mercado, da privatização, e da política econômica (neo?)liberalista. Segundo texto de Rodrigo Vianna, na Agência Carta Maior, esta lição de casa, a qual o Brasil teria que aprender, era (ou ainda é?) sempre lembrada pelos então especialistas nas áreas, recomendando a dita “lição”. Mas a própria lição foi desaprovada, pelo menos parcialmente, pelo próprio mestre. Greenspan admitiu que errou, mas parcialmente, ao defender um modelo político econômico centrado na auto-regulamentação do mercado, à procura de um desenvolvimento mais rápido. Os alunos, seguindo a sombra de seu mestre, temiam qualquer menção à estatização e faziam repercutir os ensinamentos aqui no Brasil. Contudo, podemos nos aperceber, com esta crise, que a compreensão do processo e dos acontecimentos econômicos não podem ser reduzidos a uma economia fundada em especulações financeiras com créditos, débitos e valores monetários ligados ao consumo. De que maneira um país poderia aprender esta “lição de casa” se não fosse pela via de fazer com que as produções materiais e imateriais do povo não passassem de mão de obra barata de empresas privadas interessadas em manter as contradições engendradas e impostas pela subjetividade capitalística? Para isso, este país teria que aceitar a existência de um único modelo econômico ao qual a produção humana não é para a criação de um espaço público onde exista o bem comum (democracia), mas somente destinado a conservar uma sociedade onde a produção é já engolida pela rapidez do consumo eterno. Como se a economia estivesse restrita ao dinheiro e não à produção de ações que preservem as relações entre as pessoas em todos os seus níveis. O Brasil, ao contrário, no atual governo federal, diferente do governo anterior, realiza um trabalho que garante a sua economia devido à existência de bancos estatais fortes, empresas que não foram privatizadas e políticas públicas includentes. É como diz Maria da Conceição Tavares: “O problema é que eles acreditam no mercado. Essa é a tragédia. Esperaram até o limite da irresponsabilidade para intervir. Aí perderam o controle e estão diante do pânico: ninguém empresta a ninguém, entupiu o sistema circulatório do capitalismo”. Ainda bem que o Brasil não aprendeu a “lição de casa”. I inda tem françêis…

@ SERRA E KASSAB, A MÁFIA PAULISTA é um vídeo que Daniel Pearl, do blog DesabafoPaís, fez com várias situações, como o confronto entre as polícias Civil e Militar, que demonstram todo o despreparo e truculência das forças policiais e da forma de governar do DEM-PSDB. “Quem não vai gostar é os almofadinhas do “CANSEI” e os neuróticos jornalistas da Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Rede Globo, SBT, Rede Record, RedeTV, Correio Brasiliense, O Globo, Jornal do Brasil e O Dia”, provoca Daniel. O DesabafoPaís entra numa proximidade democrática com diversos outros blogs, inclusive este bloguinho, no Blogueiros com Marta. O vídeo, que também pode ser visto pelo youtube, faz pensar o voto em São Paulo como uma escolha entre a lucidez democrática e a perversidade tirânica. I inda tem françêis…

@ TRE-MT VETA SAQUE ACIMA DE R$5 MIL ATÉ O FIM DAS ELEIÇÕES. Candidatos,coligações, Partidos Políticos, pessoas ligadas a legendas estão proibidas de efetuarem saques acima de R$ 5 mil em todo o estado do Mato Grosso até o fim das eleições no segundo turno. Até as pessoas que não estejam nestas classificações, mas que não conseguirem comprovar que o dinheiro não será usada para beneficiar algum candidato, podem ser impedidas de fazer o saque acima do valor estipulado pelo TRE-MT. A medida foi tomada devido às muitas denúncias de compra de votos. Legalmente, a medida é uma ação que beneficia o processo democrático eleitoral. Ainda permite que a população possa logo identificar quem são aqueles interessados em emperrar a liberdade e a responsabilidade coletiva do voto. Se o TR-MT tomou esta iniciativa, que ela se prolongue em todos os lugares onde haverá segundo turno, no voto como escolha consciente e responsável engajada com a criação da cidade como um habitat sem privações. I inda tem françêis…

@ “A RUA E A ESQUERDA SE MOBILIZAM CONTRA BERLUSCONI é o título da reportagem no Le Monde Fr. Desde sua eleição (a terceira) para primeiro-ministro italiano, “il caimano”, aquele que provavelmente papa o prêmio da figura mais grotesca da política européia, deixando até Sarkosy para trás, vinha conseguindo manter sua popularidade em alta, como sempre fez, através da demagogia, dos acordos tácitos, a ponto do cineasta Nanni Moretti falar em “desaparecimento da opinião pública”. Mas eis que a ministra da educação, Mariastella Gelminni, pretende fazer um corte orçamentário de vários milhões de euros e a supressão de aproximadamente 140 mil postos de trabalho. “Hoje a rua se revela”, diz o Le Monde. Dezenas de milhares de professores, de estudantes universitários e de estudantes de ensino médio (lycéens). Duas greves foram anunciadas: 30 de outubro nas escolas e nos liceus e dia 14 de novembro nas universidades. Parece que, tal qual a vez anterior, Berlusconi não ficará por muito tempo bancando o dono do poder. I inda tem françêis…

Vamos que vamos.

Pois se formos amanhã

É porque não fomos agora…


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
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