Arquivo para 16 de outubro de 2008

ELEIÇÕES REVELAM DOENÇA DA CIDADE

É do entendimento do senso comum classificar como doenças as enfermidades manifestadas apenas no organismo, no biológico. Todavia, existem vários tipos de patologias que o homem é acometido e que não se manifestam visivelmente, e primeiramente, em seu organismo biológico. Uma delas, a causa responsável por outras patologias, é a doença política encontrada em uma cidade. Essa, uma enfermidade demasiadamente perigosa, que coloca sob ameaça a sociedade como um todo. Fenômeno (em filosofia, o que aparece) visível na campanha eleitoral para prefeito em Manaus (quiçá em outras cidades do Brasil).

Para melhor entender esse fenômeno, nada filosófico/democrático, basta uma breve olhadela no Mito de Protágoras sobre a Retórica: A Arte da Política.

SOBRE OS DOENTES POLÍTICOS

Epimeteu, irmão de Prometeu, preocupado com a insegurança em que viviam os homens, repartiu com eles todas as potências. Mas Epimeteu cometeu um equívoco: Eles eram álogas: sem-palavras. Foi, então, que Prometeu, percebendo o equívoco de seu mano, foi em socorro dos sem-palavras e presenteou-os com a arte da sabedoria. Chegada a notícia prometéica aos ouvidos de Zeus, ele se arrepiou com a desatenção do titã, chamou Hermes e ordenou-lhe que levasse aos homens o respeito e as normas imanentes nas palavras. Hermes, embora sábio, vacilou e perguntou a Zeus como fazer a repartição. Ao que Zeus respondeu: “Entre todos, e que todas as coisas sejam daqueles que o possuem em conjunto”. E, para ser mais entendido, reforçou: “Estabelece, em meu nome, a Lei de Repartição segundo a qual, aquele que é incapaz de ter sua parte de respeito (aidós) e de norma (diké: justiça) pereça como uma doença da cidade”.

É bem verdade que alguns incautos podem afirmar que essa narrativa trata nada mais do que um mito. Entretanto, é bom que os incautos entendam que o que Protágoras nos mostra é constitutivo da democracia em suas enunciações-consenso filosófica, cientifica, estética e ética que tentamos exercê-las hoje. Nisso, não há nada de fabuloso ou mítico.

O respeito e as normas de todos, “coisas daqueles que o possuem em conjunto”, são as virtudes (do grego: arete) que mais faltam em uma campanha eleitoral realizada em Manaus. A incapacidade do respeito em conjunto, como regra democrática, é o que mais tem ofendido a dignidade e a honestidade social do eleitor manauara. O abuso do grotesco e da ofensa são sórdidos à cidade. Prova patológica daqueles que não podem vivenciar a práxis da Lei da Repartição, acometidos que estão, em seus individualismos, da “doença da cidade”. O que, numa moral-patológica, significa que estão perecendo, mas querem levar com eles toda a cidade. O que para o médico Zeus-Hipócrates, a única terapia é a práxis suprema da Lei da Repartição: o Voto Saúde da Cidade!

AS FARPAS E OS AFAGOS DA PARCIAL IMPRENSA MANONIQUIM NAS ELEIÇÕES

Manchete do jornal A Crítica traz de bandeja ao (e)leitor intelectivamente preguiçoso o mote: “candidatos trocam farpas no segundo turno”.

Enquanto afaga um, a imprensa ataca o outro. Ao afirmar que os candidatos trocam farpas, o jornal A Crítica (não seria Acrítica?) pretende induzir o (e)leitor a um estado de confusão, colocando os dois candidatos na mesma condição. A qualquer telespectador que assista apenas um trecho, ainda que sejam as entradas de 30 segundos na programação, percebe muito bem que as farpas voam em um sentido apenas: da direção de Amazonino para Serafim. Estranha tática para quem se considera bem acima nas pesquisas, e que precisaria somente de 4 pontos para vencer. Nada estranho, vindo do candidato Amazonino e as teratogenias eleitorais que sempre surgem quando ele está no páreo.

Não menos estranho ao olhar de quem ainda não sabe como funciona os bastidores de uma redação de jornal – que, como afirma o jornalista e escritor Xico Sá, é a garganta do dono do veículo – que o referido jornal esteja agora ao lado do mesmo candidato a quem fez oposição em 2004, incluindo aí casos de agressão de correligionários de Amazonino a jornalistas, boicote do candidato ao veículo em entrevistas coletivas, e até censura no dia da eleição, quando o jornal saiu com uma tarja preta, e a tevê e rádio A Crítica tiveram que ficar fora do ar por força do governador Eduardo ‘Ney’ Braga, aliado de Amazonino à época e agora.

JORNAL E TEVÊ: MESMO DONO, MESMO GRUPO

Enquanto o jornal Amazonas Em Tempo publica em letras garrafais brancas em fundo preto supostas acusações a Serafim feitas por um estudante de direito que trabalha para o adversário como se este fosse o supra-sumo da neutralidade, e vem editando, desde o início da campanha, uma nova Soraia a cada manchete, na tevê Manaus, a propaganda é mais “subliminar”.

Na tarde de ontem, 15 de outubro, no intervalo de um programa do SBT, a tevê Manaus colocou no ar uma propaganda de 30 segundos da campanha de Serafim. Em seguida, foi ao ar uma edição do Boletim SBT, onde a apresentadora entra com o texto, afirmando que o TRE recebeu inúmeras processos de direito de resposta e de propaganda irregular por parte “dos candidatos” a prefeito de Manaus. A matéria, no entanto, resumiu-se a uma entrevista, aparentemente na rua, com um homem, que não foi identificado, e que aparecia dizendo que sua mulher – a quem ele também não identificou – funcionária pública municipal em regime RDA (contrato temporário), estaria sendo coagida a distribuir panfletos do candidato Serafim nos sinais de trânsito, em horário de expediente, para não ter o contrato cancelado. Com a mesma efemeridade que o homem entrou em cena, saiu após fazer a acusação. Em seguida, a vinheta do Boletim SBT, e uma inclusão eleitoral de 30 segundos, desta vez, de Amazonino. Coincidência?

Certamente, a mesma coincidência que faz da tevê Manaus/SBT e o jornal Amazonas Em Tempo terem o mesmo proprietário: o empresário Otávio Raman.

Raman, que pouco aparece, recentemente foi homenageado na Assembléia Legislativa do Amazonas por relevantes serviços prestados, e censurou um blogue jornalístico de Manaus, que está impedido por lei de citar seu nome. Nas escutas feitas pela PF na operação Vorax, o nome de Raman é citado como suposto beneficiário na partilha do dinheiro desviado das licitações.

Na comunicação chamada pós-moderna, o meio é a mensagem: induzir o receptor a não decodificar a mensagem, mas “ser” a mensagem. Daí, o objetivo da imprensa ser menos o de informar do que o de con-formar. Como no restante do país, a imprensa manoniquim está a serviço do capital e dos esquemas de beneficiamento financeiro, e trocam de patrono ao sabor das verbas publicitárias do marketing personalista de governadores e prefeitos. Mas nem suspeita que o (e)leitor não compactua desta composição antidemocrática.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

CHAGÃO PERGUNTA

O ‘Chagão!’ quer saber: Mesmo no tempo em que os clubes eram nacionalistas, já haviam seleções repletas de “importados”. A Itália de Mussolini faturou as copas de 1934 e 38 com brasileiros no elenco. A Holanda teve uma geração inteira de importados, com Rijkaard e Gullit. Mas em alguns clubes, a força de representação de um signo de pertencimento ainda persistiu. Qual o clube espanhol da primeira divisão que não possui nenhum estrangeiro em seu elenco? Resposta: embora não seja reconhecido, o País Basco (Euskadi) é uma nação dentro de nações. Ele abrange a Espanha e parte da França. O Athletic de Bilbao, do lendário estádio San Mamés, é o legítimo representante esportivo dos bascos. Em seu estatuto fundador, há um artigo que diz que somente jogadores bascos ou de origem basca podem trajar a camisa alvirrubra. O time é o quinto maior da história da liga espanhola, nunca caiu para a segunda divisão e, junto com o Real Madrid, foi o time que conseguiu um campeonato nacional invicto, na temporada 1929/1930. Recentemente, aderiu às regras do mercado da FIFA e permitiu, pela primeira vez em sua história, que um patrocinador colocasse sua marca na camisa.

CONTA OUTRA, LEONOR!

A Leonor manda avisar que não se surpreende que a malfadada crise de liquidez do mercado tenha chegado ao mundo do futebol. De longa data já se sabe que o dinheiro que percorre as transações de jogadores e de clubes, principalmente na Europa, é o mesmo que percorre as bolsas de valores do mundo, incluindo aí a lavagem em escala multinacional que ocorre no futebusiness. E, é claro, não poderia ser outra a liga mais afetada: a Premier League, da Inglaterra, que já vinha dando sinais de estafa, é a mais prejudicada. Não por acaso, Manchester United, Chelsea, e Liverpool, grandes protagonistas das últimas edições da Champions, estão ameaçados de participar do torneio, por restrição econômica da UEFA. Daí, para auxiliar o leitor intempestivo no entendimento desta crise futebusinesiana, a Leonor traz um artigo feito pelo jornalista Ubiratan Leal, do seu recém updateado site Balípodo.

CRASH À INGLESA

(no Balípodo)

“Vários clubes organizados, estádios lotados, forte consolidação institucional e mercadológica das marcas, projeção internacional. Nos últimos anos, a Premier League se transformou em algo além de um grande campeonato de futebol. Virou um grande negócio, que atraiu milionários com interesses duvidosos (Abramovich, Gaydamak, Shinawatra) e investidores profissionais. O que pode ser o caminho para uma crise.

O principal símbolo disso é o Liverpool. O clube passou para as mãos de Tom Hicks e George Gillet, norte-americanos que não têm nenhuma ligação especial com o futebol (no máximo, a passagem de Hicks como um dos donos da HMTF que fez parceria com o Corinthians e criou a PSN). O objetivo é investir para lucrar, como se faz em qualquer franquia profissional norte-americana.

Parte do plano dos norte-americanos era construir um novo estádio para os Reds. A taxa e ocupação de Anfield na Premier League é altíssima e dá a clara sensação e que a média de público (e a arrecadação em bilheteria) só não é maior por falta de assentos.

Foi por esse processo que passou – com sucesso – o Arsenal ao construir o Emirates e o Manchester United ao ampliar Old Trafford (estádio em que havia espaço físico para ampliações). O próprio Manchester United é exemplo da invasão norte-americana. Malcolm Glazer comprou os Reds depois de uma boa experiência como dono de time no Tampa Bay Bucaneers da NFL.

Entre os pequenos e médios da Premier League, também há casos de pesados investimentos efetivados ou projetados, mesmo que não tenha dinheiro norte-americano na parada. Tudo isso se sustenta em engenharias financeiras elaboradas.

E aí é que aparece o risco. Com a crise imobiliária que se transformou em crise de crédito que se transformou em crise financeira, a economia norte-americana está em um momento de vulnerabilidade extrema. Um cenário desse tem reflexos óbvios na economia mundial, sobretudo no sistema financeiro.

As incertezas do mercado já motivaram Hicks e Gillet a adiarem o plano de construção de um novo estádio para o Liverpool. O momento atual não recomenda investimentos tão longos e altos. O Manchester United teve um problema menor, por enquanto. A AIG, sua patrocinadora de camisa, ficou à beira do colapso, mas foi salva pelo governo dos Estados Unidos.

O West Ham é outro clube que pode sofrer muito com a crise. A quebra generalizada no mercado financeiro vitimou o Landsbanki, um dos maiores bancos da Islândia. Bjorgolfur Gudmundsson, dono dos Hammers, é um dos principais acionistas da instituição. Tanto que o técnico Gianfranco Zola admitiu que o clube não tem dinheiro para usar no mercado de janeiro e só poderá se reforçar se vender algum jogador antes.

Com clubes que se transformaram realmente em empresas e seguem as regras de mercado, a Premier League cresceu, mas se tornou dependente desse mesmo mercado. Imaginar quebras generalizadas é radical demais. O realista seria prever uma retração em certo investimentos até a economia se estabilizar. Talvez os clubes que tenham mecenas sejam menos vulneráveis, o que não torna o panorama menos preocupante para a liga como um todo”.

Ubiratan Leal.

LINHA DE PASSE

O jogador teuto-brasileiro Kevin Kuranyi simplesmente abandonou o vestiário da seleção alemã no intervalo da partida contra a Russia, pelas eliminatórias da Copa 2010. A justificativa seria o fato de ser convocado, mas sequer ter sido relacionado para a partida. Kuranyi não suportou o peso da reserva (ou nem isso) na Nationalelf. Após a fuga, se arrependeu, ligou e pediu desculpas ao treinador, Joachim Löw, que afirmou que não mais o convocará. Terá Kuranyi, que é centro-avante mediano, se estressado em ser reserva de outros centroavantes da lavra (ou laia) de Mario Gomez, o homem que perdeu um gol sem goleiro a menos de um metro da linha? Ou haverá outras razões, extra-campo? De qualquer sorte, o atacante de referência do Schalke 04 não vestirá, por enquanto a camisa tricolor dos alemães. Se a FIFA deixar, quem sabe ele possa vestir a camisa de Porto Rico, onde nasceu, ou mesmo disputar uma vaga no ataque canarinho. Do jeito que está, ele tem chances…

* * *

A Ministra dos Esportes da França, Roselyne Bachelot, anunciou que serão interrompidos todos os jogos da seleção francesa onde o hino nacional for vaiado. A medida ocorre após o amistoso disputado na terça-feira entre os Bleus e a seleção da Tunísia. A maior parte dos torcedores presentes era tunisiano, apesar do jogo ser disputado no Stade de France. Em outros jogos contra ex-colônias francesas, como o Marrocos e Argélia, a Marselhesa também foi vaiada. O tempo de interrupção será determinado pelo presidente da federação, e todas as autoridades presentes deverão se retirar em definitivo do estádio. Pergunta-se à ministra francesa dos esportes: os Bleus devolverão os jogadores estrangeiros, que brilharam e brilham com a seleção francesa nas copas, como o argelino Zinedine Zidane? O secretário de Esportes, Bernard Laporte, defende que não se façam mais amistosos contra países que foram ex-colônias francesas. Jean Marie Le Pen ressuscitou dos mortos para aproveitar a deixa e condenar o que ele chama de “multiculturalismo”. Não ignoram, evidentemente, os franceses, o massacre político e humano empreendido pelo seu governo nestas ex-colônias, em nome do capitalismo nacional. Ignoram menos ainda que, quando este não foi mais necessário à garantia do lucro, pela internacionalização do mercado financeiro, foram os primeiros a abrir mão do entendimento de Nação. Será a reação ressentida dos governantes franceses uma “volta” ao nacionalismo exacerbado do meio-século passado, aproveitando a onda de estatizações bancárias mundo afora? Saberão que a música que enche de orgulho o incauto francês “puro” (se por acaso houve ou houver algum) funcionou durante muito tempo como marcador de poder nas relações de dominação destes países que hoje só podem revidar vaiando o hino francês, e vez por outra, fazer uns gols na combalida seleção azul? Hipocrisia típica do imperialismo europeu, bem ao estilo Berlusconi/Sarko-Bruni. Detalhe: se vaiar hino fosse motivo para não ter jogo, Brasil e Argentina, Brasil e Uruguai, jamais teriam disputado um amistoso varzeano sequer no século passado.

* * *

Representante da intelectualidade na seleção amarelinha, o “matemático” Kaká mostra, por A+B, porque “a ordem dos fatores não altera o produto”:

Infelizmente, nestes últimos anos, a torcida ficou um pouco distante da seleção”.

Kaká, às vésperas da partida contra a Colômbia, no Maracanã, pelas eliminatórias da Copa 2010.

CAMPEONATOS AMÉRICA DO SUL

Tal qual o campeonato brasileiro, as eliminatórias sulamericanas tem times que não prezam pela regularidade. À exceção do Paraguai, que ampliou a liderança. Agora são seis pontos de vantagem, e o time guarani recebeu o lanterninha Peru, em feriado nacional decretado pelo presidente Lugo. O futebol não esteve à altura da data festiva, mas o time venceu com gol solitário no finalzinho. E na altitude de La Paz, a Bolívia passeava, tripudiando sobre as duas estrelas do Uruguai (sem Forlán): poderia ter goleado, mas no final, a garra charrua se fez presente, e aos trancos e barrancos os celestes empataram a partida e não saíram com um resultado de todo mau. No dia de hoje, enquanto a Venezuela só no Equador…

Tanguedia Porteña d’El Coco Basile: no meio da semana, o irmão do treinador da Roja, Marcelo ‘El Loco’ Bielsa (o homem do 3-3-1-3) chamou o DT albiceleste, Alfio ‘Coco’ Basile de antiquado futebolisticamente. No campo, Bielsa mostrou que o irmão também entende de futebol. Sem Riquelme e Tevez, o selecionado (com uma horrível camisa escura) perdeu por 1 a 0, fora o baile, comandado pelo bom Fabián Orellana, e embolou toda a meiuca da tabela.

Dunga Quase Queima o Beiço Com Café: a seleção colombiana é ruim. Chamá-los de medíocres tecnicamente seria um elogio. Um time inseguro, que não tem quem segure a bola no meio de campo com eficiência. Um time acéfalo, que não tem quem arme jogadas. Um time sem condicionamento físico, covarde, que não aproveitou a chance de vencer um selecionado brasileiro pior ainda. Quem assiste a seleção colombiana jogar se convence de que o governo de Uribe é uma tragédia social, pois não é possível que a geração que sucedeu o time que goleou a Argentina em plena Buenos Aires com um futebol vistoso tenha regredido tanto. Estarão os craque colombianos morrendo nas mãos do que restou das FARC e das guerrilhas paramilitares de ultra-direita? Já o torcedor brasileiro viu um Kaká, o intelecto da seleção, fazer o que faz de melhor: cair ao ser tocado, dar cotovelada, socos, empurrões e emitir impropérios contra os adversários e a arbitragem. Tudo, é claro, abençoado por Deus e pelo casal Renascer. De resto, um jogo para ser esquecido. Pelas duas torcidas. Resultados e próxima rodada:

9a Rodada – 11 e 12/10

Bolívia 3 – 0 Peru

Argentina 2 – 1 Uruguai

Colômbia 0 – 1 Paraguai

Venezuela 0 – 4 Brasil

Equador 1 – 0 Chile

10a Rodada – 14 e 15/10

Bolívia 2 – 2 Uruguai

Paraguai 1 – 0 Peru

Chile 1 – 0 Argentina

Venezuela 3 – 1 Equador

Brasil 0 – 0 Colômbia

Classificação:

Paraguai – 23

Brasil – 17

Argentina – 16

Chile – 16

Uruguai – 13

Equador – 12

Colômbia – 11

Venezuela – 10

Bolívia – 09

Peru – 07

CAMPEONATOS EUROPEUS

Nenhuma surpresa nos 22 jogos que fizeram a quarta rodada das eliminatórias européias. Todos os grandes venceram, com destaque para a Espanha, que venceu a Bélgica fora de casa. Teoricamente, os diabos vermelhos são o adversário mais forte da chave. As maiores goleadas foram as da Croácia contra Andorra e Irlanda do Norte contra San Marino: 4 a 0. Confira aqui os resultados, jogo a jogo.

O PROBLEMA DA FOME NO BRASIL ESTÁ SENDO RESOLVIDO

O Brasil teve o seu Índice da Fome reduzido pela metade. O país deixa de fazer parte do grupo de nações com problemas alimentares graves. Agora ele passa de fato a fazer parte dos países onde este problema é considerado baixo.

Este resultado foi divulgado pelo Instituto de Pesquisas sobre Políticas Alimentares. Segundo a BBC Brasil, “o índice levou em consideração fatores como mortalidade infantil, desnutrição infantil e o número de pessoas com deficiência alimentar em 119 nações pobres ou emergentes”.

Doris Wiesmann, pesquisadora e criadora da metodologia que mede o índice, propõe uma relação entre a capacidade econômica de cada país e seu desempenho no indicador da fome. Neste caso ela elogiou políticas públicas empenhadas na distribuição de recursos, como o Bolsa Família (o que vem ocorrendo intensivamente no Brasil, durante o Governo Lula), dizendo que estas práticas são eficientes para combater a “armadilha “ da fome.

No caso do Brasil, o que mais contribuiu para a redução deste índice foram os progressos na nutrição infantil, o que levou ao declínio de indicadores de mortalidade infantil e a proporção de desnutridos.

Se tratarmos este acontecimento através de uma análise política, poderemos observar o quanto o Governo Lula realiza efetivamente uma política da práxis.

Diferente do ensinamento do evangelista, no qual “o espírito é quem vivifica, a carne não presta”, pressupostos ideais para uma apolítica onde a realidade é desprezada e somente especulações fazem da existência de pessoas caricaturas pálidas sem vida e sem produções reais físico-biológicas e afetivas-políticas, o Governo de Lula trabalha no engendramento de políticas públicas massivas que permitam que o povo possa assegurar suas condições de saúde social, possibilitando um prolongamento das experiências dos indivíduos. Lula bem sabe que de barriga vazia a existência é mais dura e que com saúde social os conhecimentos vão brotando das vivências responsáveis por produzirem o chão fértil da realidade.

Eis uma política autêntica, porque proporciona a transformação no campo da realidade, e não somente no das idéias. E deste modo, bem sabemos, também o quanto os problemas já nascem com as suas soluções. Tanto problema como solução são produções humanas na realidade. Então, não partimos da riqueza, mas da miséria e do homem miserável. Para compreendermos que a ação que irá aniquilar essa miséria partirá do próprio homem que tem a consciência de sua miséria. Desde que haja governos que assegurem os seus direitos de viver dignamente para produzirem.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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