Arquivo para 28 de outubro de 2008

OH, COMO É GOSTOSA MINHA PREFEITURA!

A época está morta, é verdade, mas ainda está quente. Que se tenha o pudor de esperar que o cadáver esfrie um pouco”. Uma enunciação do filósofo Sartre sobre a passagem de uma época a outra que iria ser construída cortando “a relva sob os pés dos historiadores”, que nos serve apenas no seu cerne moral “o pudor de esperar que o cadáver esfrie um pouco”, posto que a época, em Manaus, não se encontra morta, e que, infelizmente, ainda se prolongará.

É exatamente sem “o pudor de esperar” que aficionados de Amazonino, sem justificativas ontológicas, ausência de engajamento social, estão agindo em setores da administração municipal. Temos informação de que em alguns órgãos começou a caça aos próximos de Serafim. Funcionários que vão ficar nos cargos, e os que vão sair. O próprio eterno escudeiro mor do candidato eleito, Ronaldo Tiradentes, veio a publico anunciar as disposições do “possível” futuro prefeito: demissões e extinções de secretarias. Fanfarronice de gestão “Manaus urgente!”. Em linguagem ralé: jogar para a torcida incauta. Nada de “pudor”.

A GOSTOSA PREFEITURA

O compulsivo assédio aos órgãos confirma o sentido de democracia para esses injustificáveis ontológicos. A prefeitura é apenas um meio para atingir um fim: ser privilegiado. O compromisso social é apenas figura de linguagem. A assertiva que a época será tão conhecida pela inteligência de muitos manauaras. Essa a função da comemoração exacerbada, como se Manaus estivesse prestes a entrar em outra época. Não, só a alegria supersticiosa ligada ao objetivo material. A realização da caricata moral brechtiana, “primeiro a barriga, depois a moral”. Nada de ato da plebe ignara, da ralé, e sim da classe média. A plebe ignara não tem penetração nas secretarias.

Em tal empreitada, de poder se apossar do que é público, valem todos os investimentos. Sintoma percebido quando o resultado é inverso. A dor manifesta da perda, sempre ocultada por mecanismos de defesa afetivos, como trata o texto psicanalítico. Ou, “se estou alegre é porque ganhei uma recompensa como reparação de minha perda”. No caso atual: “Estou alegre porque vislumbro recompensa entrando na prefeitura”. Esse o torrão gostoso da prefeitura. Oralidade compulsiva que nenhum objeto ou idéia sublima.

E SE O TSE FALAR?

As comem-orações materialistas seguem, mas com um olho no padre e outro na dádiva. Ou: um olho no gato e outro no peixe. O Tribunal Superior Eleitoral – TSE julgará os processos dos eleitos para prefeitos, cujas sentenças sairão, talvez, antes das diplomações. Até lá um pouco de “pudor” não é dispensável. Serafim ainda é o prefeito de Manaus. E, segundo informações jurídicas eleitorais, se o TSE falar, cassando Amazonino, o patrício será mais prefeito ainda. O que significa, sartreanamente, que o “cadáver” “ainda está quente”. Sendo assim, “pudor”: “não leve flores para a cova do inimigo”.

JUSTO ELES CULPAM SERAFIM!

Chegado o desfecho da eleição para a prefeitura de Manaus, vozes se manifestam em uníssono culpando o candidato à reeleição — no Brasil o único prefeito a não se reeleger —, Serafim, como responsável pela re-entrada no palco “político” do ícone da direita tradicional do Amazonas, Amazonino. Há até os que afirmam que foi ele o melhor cabo eleitoral do representante maior da direita. Referência à sua administração. O certo é que todos se tomam como justos juízes de Serafim para condená-lo pela emergência do inesperado: a ronda espectral da direitaça.

QUE JUSTOS SÃO ELES?

Em verdade, julgamento e condenação ilógicas, principalmente quando se sabe que a democracia é a práxis social de produção de sabres e dizeres capazes de fragmentar blocos molares niilistas personificados pela direita. Em linguagem banal: engajamento político-social, senão de todos, mas pelo menos de uma grande parte da população da cidade.

Nessas observações judicativas, tomemos o comentário do candidato Praciano, sentenciando que Serafim colocara a gravata em Amazonino, que já se encontrava de pijama. Por um lado, foi verdadeira sua sentença. Mas o que foi que Praciano, em campanha, fez para tirar a gravata de Amazonino? Apresentou a mesma semiótica de valores sociais dos demais candidatos. A linguagem do óbvio que não transforma, só protege o já posto. Tudo o que mantém a miséria ontológica da cidade de Manaus. Não mostrou outros signos. Falou em abrir as escolas (quase todos falaram o mesmo), mas não disse que antes era preciso existir escola, não como prédio, mas como modo de ser outro. Outras percepções e outras cognições. O que jamais ocorreu em toda a história de Manaus, que muda prefeitos, mas os sentidos permanecem sensorialmente anestesiados, e cognitivamente atrofiados. A candidatura Praciano era a única novidade, mas se perdeu em um anêmico trabalho de equipe.

E os outros falantes? Esses, na pulsão de julgar, não sabem que a atualização constitutiva de uma cidade não se reduz a um prefeito. É política, estética e, eticamente, uma produção de todos. Produção transfiguradora para “mostrar o que a direita procura esconder” (Deleuze), o que é nocivo ao movimento da vida. Tudo que as esquerdas do Amazonas não fazem. Fazem até o contrário: ocultam mais. Assim, um prefeito é apenas uma personagem que busca administrar em concordância com a produtividade de todos democraticamente. Todavia, nada disso acontece. As chamadas mentes esclarecidas estão confinadas na mesma cama mortuária da alma coletiva indiferente onde a direita se deita. É quase impossível encontrar um profissional implicando socialmente seus saberes nas comunidades que necessitam escapar das tiranias. Médico, jornalista, advogado, educador, arquiteto, psicólogo, antropólogo, escritor, artista, etc, todos ausentes desta ação de produção coletiva de Saúde. Forma de bloquear o avanço dos zumbis da direita, que se alimentam destes guetos construídos por ela mesma.

A democracia não se constrói em dia de eleição com o voto. Eleição é apenas um rito de confirmação democrática. E se há uma produção coletiva, sua avaliação. Se não há, oportunidade para a direita realizar sua ambição.

Daí que Serafim não é sozinho o responsável pela gravata de Amazonino. Apesar dos juízes.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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